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Condicionador Infantil Cabelos Crespos 400ml – Baruel Baby

Condicionador para bebês e crianças. Desembaraça e ajuda no controle do frizz** dos cabelos crespinhos.

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Condicionador para cabelos crespos curvaturas 3ABC e 4ABC
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Quantidade

400 ml

Benefícios

• Para curvaturas 3ABC E 4 ABC
• Com óleo de coco
• Cabelos macios e hidratados*
• Anti-frizz**
• Hipoalergênico
• Oftalmo e dermatologicamente testado
• Cheirinho de carinho
• Com ingredientes de origem natural
• Sem parabenos
• Não testado em animais
• Produto vegano

Dicas de Uso

Após lavar os cabelinhos do seu bebê com o Shampoo Infantil Cabelos Crespos Baruel Baby, aplique o condicionador nos fios, massageando suavemente.

Em seguida, enxágue bem.

Resultado

Cabelinho crespo condicionado e hidratado com ajuda dos ingredientes de origem natural e do óleo de coco.

Crespinho macio e sem frizz com aquele cheirinho de carinho por mais tempo.

Só a Baruel Baby entende o jeito brasileiro de cuidar bem dos nossos bebês, que é repleto de afeto, com qualidade e segurança.

Todo bebê merece esse carinho!

Ingredientes

COMPOSIÇÃO: ÁGUA, ÁLCOOL CETEARÍLICO, GLICEROL, FENOXIETANOL, PERFUME, DIMETICONA, CLORETO DE ESTEARALCÔNIO, HIETELOSE, ÓLEO DE COCO, FOSFATO DE AMIDO HIDROXIPROPÍLICO, METOSSULFATO DE BEENTRIMÔNIO, ETILHEXILGLICERINA, EDETATO DISSÓDICO, ÁCIDO CITRICO, ACETATO DE SÓDIO, ÁLCOOL ISOPROPÍLICO, CELULOSE.

INGREDIENTS: AQUA, CETEARYL ALCOHOL, GLYCERIN, PHENOXYETHANOL, PARFUM, DIMETHICONE , STEARALKONIUM CHLORIDE, HYDROXYETHYLCELLULOSE, COCOS NUCIFERA OIL, HYDROXYPROPYL STARCH PHOSPHATE, BEHENTRIMONIUM METHOSULFATE, ETHYLHEXYLGLYCERIN, DISODIUM EDTA , CITRIC ACID, SODIUM ACETATE, ISOPROPYL ALCOHOL, CELLULOSE.

Mais sobre Condicionador Infantil Cabelos Crespos 400ml – Baruel Baby

Condicionador para bebês e crianças de cabelo crespo com curvaturas 3ABC e 4ABC. Desembaraça e deixa os cabelos macios e hidratados*, ajudando no controle do frizz** dos cabelos crespinhos.

O Condicionador Cabelos Crespos Baruel Baby foi elaborado com ingredientes de origem natural e hidratantes como óleo de coco, que além de ajudar a desembarar, também ajuda a controlar o volume e o frizz quando combinado com o shampoo e o creme para pentear.

Seguro para uso em bebês e crianças, o condicionador para cabelos crespos é oftalmo e dermatologicamente testado, além de ser hipoalergênico.

Condicionador infantil vegano, não testado em animais e sem parabenos, mas com um cheirinho de carinho irresistível que dura por mais tempo.

*Resultado obtido através do uso combinado do shampoo, condicionador e creme para pentear da linha.
**Controle de frizz em ambiente com alta umidade.

Recomendações

Produto para uso externo. Conservar em local seco e fresco. Manter o produto fora do alcance de crianças. Evitar contato com os olhos. Deve ser aplicado por adulto ou sob sua supervisão. Não usar se o couro cabeludo estiver ferido ou irritado. Em caso de irritação, suspender o uso e procurar um médico. Caso o produto entre em contato com os olhos, lavar com água corrente em abundância e procurar um médico. Este produto foi formulado de maneira a minimizar possível surgimento de alergia.

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Quer dizer que nossos produtos não produzem efeitos colaterais como a irritação dos olhos.

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Casa vista do chão: cômodos acessíveis às descobertas infantis
Adaptação e Ambiente

Casa vista do chão: cômodos acessíveis às descobertas infantis

Quando um adulto entra em um cômodo, ele enxerga organização e funcionalidade. Já a criança pequena vive o ambiente a partir do corpo e, literalmente, do chão. É engatinhando, sentando, se levantando e andando que ela explora o mundo e constrói seu desenvolvimento. Como adaptar a casa à infância, então? A terapeuta ocupacional Lígia Carvalho expõe que pensar a “casa vista do chão” significa mudar completamente o ponto de referência. Isso envolve observar altura, alcance e visibilidade entre 30 e 90 centímetros do chão, além de identificar obstáculos invisíveis aos adultos, como quinas, fios, excesso de estímulos visuais, textura e qualidade do piso e até a estabilidade dos móveis. “Quando o ambiente favorece a ação, promove desenvolvimento. Mas quando restringe, limita experiências motoras, sensoriais e cognitivas. A criança pequena vive o mundo a partir do corpo e precisa de oportunidades de exploração espontânea”, afirma a mestre em Educação e Desenvolvimento Infantil. Pequenas adaptações funcionam bem O acesso aos objetos e aos espaços permite que o pequenino aja ativamente sobre o ambiente, sem depender do adulto para mediar todas as experiências. Ao iniciar ações, explorar, tentar, errar e ajustar movimentos, ele acaba fortalecendo habilidades importantes, como a autonomia, a autoconfiança e o senso de competência. Para isso, pequenas adaptações estruturais já fazem diferença: Na sala: brinquedos em caixas acessíveis, tapete firme e antiderrapante e estantes baixas e abertas favorecem visualização e rotatividade dos itens. No quarto: cama baixa ou colchão no chão, cabideiros na altura da criança, cestos com identificação e espelho seguro estimulam a consciência corporal. Na cozinha: uma gaveta com utensílios seguros, participação supervisionada em tarefas simples e quadros com rotina diária e semanal aproximam a criança das atividades reais da casa. Segundo Lígia, ao manipular, transportar, alcançar, subir, agachar e organizar objetos, a criança aprimora o planejamento motor, equilíbrio, força e coordenação fina e global. Isso porque o movimento é uma necessidade biológica e o contato com diferentes materiais (madeira, tecido, borracha) amplia o repertório motor, sensorial e cognitivo. Segurança X descobertas Existe diferença entre um ambiente apenas seguro e outro que realmente favorece a exploração. O desenvolvimento acontece justamente no equilíbrio entre segurança e desafio graduado, já que ambientes excessivamente restritivos podem reduzir iniciativa e curiosidade. “Um espaço apenas seguro tende a remover riscos, restringir acesso e focar exclusivamente na prevenção de acidentes, enquanto um ambiente que favorece a exploração continua sendo seguro, mas permite testar hipóteses, variar experiências e estimular movimento ativo na medida certa”, reforça a terapeuta Lígia Carvalho. Para equilibrar a liberdade com limites, a orientação é organizar o ambiente para reduzir riscos graves sem transformar tudo em “não”. Isso inclui: definir áreas de “sim” e “não”; adaptar antes de recorrer apenas à proibição; oferecer alternativas seguras; manter previsibilidade na organização; supervisionar sem interferir constantemente. A observação é fundamental, pois cada criança responde de forma diferente conforme a idade e o momento do desenvolvimento. Ambiente organizado reduz conflitos De acordo com a neuropsicopedagoga Silvia Kelly Bosi, especialista em comportamento infantil, adaptar a casa à fase da criança é capaz de reduzir grande parte dos conflitos do dia a dia. Muitas birras não acontecem por desobediência, mas porque o ambiente não está adequado à curiosidade e à necessidade de movimento dessa fase. “Quando tudo é proibido, surgem frustração constante, irritabilidade, oposição frequente e pais exaustos, criando um ciclo repetitivo de confronto. Ao organizar a casa considerando altura, segurança e necessidade de ação, diminuem-se embates e favorece-se a autorregulação na rotina”, argumenta a profissional. Entretanto, Silvia destaca que a autonomia é a independência com limite. Deixar acessível o que pode e retirar do alcance o que não pode ensina com estrutura, sem permissividade excessiva. Veja algumas dicas por idade: até 2 anos: a criança pode guardar itens junto com o adulto; de 3 a 5 anos: participa respeitando caixas identificadas e combinados simples; de 6 a 9 anos: assume pequenas responsabilidades; a partir dos 10 anos: já é possível negociar organização e planejamento. “Quando a casa coopera, a rotina se torna mais leve e o crescimento acontece com mais segurança emocional”, garante a neuropsicopedagoga.

Rotina de sono: 5 erros mais comuns de pais novatos
Sono e Soneca

Rotina de sono: 5 erros mais comuns de pais novatos

Organizar o sono de um bebê parece simples na teoria, mas costuma ser um dos maiores desafios para pais de primeira viagem. Na tentativa de ajudar, muitos acabam adotando hábitos que, sem perceberem, dificultam o adormecer e a consolidação do sono. A boa notícia é que ajustes pontuais e consistentes podem fazer grande diferença. “Alguns deslizes se repetem com frequência nas famílias que estão começando essa jornada. Eles envolvem desde ambiente inadequado até expectativas irreais sobre o ritmo biológico da criança”, observa a otorrinolaringologista Saramira Bohadana, especialista em sono infantil do Grupo Santa Joana. De acordo com a médica, o sono não se ajusta de forma imediata e exige previsibilidade para amadurecer. No entanto, é comum que, nos primeiros meses, os pais e cuidadores tenham dificuldade em entender que se trata de um processo. Erros mais comuns A má higiene do sono é um dos pontos que mais impactam negativamente o descanso infantil. Quando os horários de dormir e despertar variam muito, o ciclo circadiano encontra mais dificuldade para se organizar. Entre os erros mais frequentes na rotina de sono, estão: 1. Permitir que a criança durma na cama dos pais, em vez de ter berço ou cama própria. 2. Estabelecer horário de dormir muito tarde ou sem regularidade. 3. Acostumar o bebê a adormecer apenas com artifícios como colo ou balanço. 4. Oferecer tempo de tela prolongado. 5. Manter uma má higiene do sono. Criar uma rotina previsível ajuda o cérebro da criança a compreender que o dia está terminando. Assim, o preparo para dormir deve incluir atividades relaxantes, como leitura e histórias, além de redução da luminosidade e afastamento de estímulos. O que evitar e o que fazer O excesso de estímulos antes de dormir ativa o estado de alerta do cérebro quando ele deveria desacelerar. Por isso, é importante evitar luz intensa, telas e brincadeiras agitadas. Criar uma zona de transição de 30 a 60 minutos com ambiente calmo e iluminação reduzida também costuma ajudar. “A confusão não está em oferecer colo ou peito, especialmente nos primeiros meses, mas em fazer com que o bebê dependa exclusivamente disso para pegar no sono e voltar a dormir após despertares”, esclarece a especialista Saramira Bohadana. Além disso, alguns sinais indicam que a janela do sono está chegando, como olhar perdido, quietude e menor interação. Não os interpretar na hora certa (ou confundi-los) pode levar o nenê ao supercansaço, com a liberação de cortisol e adrenalina, o que paradoxalmente dificulta ainda mais o adormecer. Dicas de ouro Embora poucos pais e cuidadores saibam, a ansiedade dos adultos interfere diretamente na construção do sono saudável. Mudar frequentemente de estratégia, ter expectativa de resultados imediatos e buscar por soluções rápidas gera inconsistência e confunde o pequenino, que precisa de repetição para aprender. Há também diferenças importantes conforme a criança cresce: Nos primeiros meses de vida, os erros estão ligados à interpretação do funcionamento biológico e às expectativas irreais sobre longos períodos de sono. Após os 4 a 6 meses, surgem desafios comportamentais, associações mais rígidas, resistência para dormir e maior impacto da irregularidade de horários, com retirada de sonecas, transição para a cama e medo do escuro, por exemplo. “A dica de ouro é buscar consistência, não perfeição. Escolher horários aproximados para acordar, respeitar as janelas de sono e manter um ritual simples e repetido todos os dias já promove grande diferença”, finaliza a médica.

Bebê só quer mamar de madrugada: fome, conforto ou hábito?
Amamentação e Alimentação

Bebê só quer mamar de madrugada: fome, conforto ou hábito?

Acordar várias vezes durante a madrugada e procurar o peito não significa necessariamente que o bebê esteja sempre com fome. A amamentação também pode oferecer conforto, segurança e regulação aos pequeninos. Nesse sentido, Cinthia Calsinski, enfermeira obstetra e consultora internacional de lactação (IBCLC), explica que essa busca pode acontecer por sede, necessidade de sucção, proximidade ou simplesmente pelo despertar entre os ciclos de sono. “Principalmente nos primeiros meses de vida, precisamos ter cuidado ao chamar a procura pelo peito durante a noite simplesmente de ‘hábito’”, ressalta a especialista. Idade do bebê também importa Nos primeiros meses, as mamadas noturnas podem ter uma função nutricional muito importante. Segundo o pediatra Hamilton Robledo, da Rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo, o estômago do bebê ainda é pequeno e o leite materno é facilmente digerido e absorvido. Conforme a criança cresce e inicia a alimentação complementar, a necessidade de mamar durante a madrugada pode diminuir. Por isso, para compreender o momento de cada bebê, é preciso considerar a aceitação das refeições, crescimento, ganho de peso e padrão de sono. O médico ainda orienta observar como acontecem os despertares. “Acordar repetidamente e fazer apenas poucas sucções antes de voltar a dormir, por exemplo, pode indicar que nem toda procura pelo peito está relacionada à fome”, afirma. Resposta para a noite pode estar no dia Olhar para as 24 horas é fundamental. A consultora de amamentação Cinthia Calsinski conta que alguns bebês maiores ficam mais distraídos durante o dia e interrompem as mamadas para observar o ambiente, compensando parte dessa ingestão à noite. Por isso, antes de tentar reduzir as mamadas noturnas, observe: quantas vezes o bebê mama durante o dia; se as mamadas são efetivas; se existe boa transferência de leite; como estão o ganho de peso e a produção materna; como é a rotina de sono da criança. Se as noites estiverem muito desgastantes, é possível ampliar gradualmente outras formas de acolhimento. Em despertares nos quais não houver necessidade alimentar, outro cuidador pode participar oferecendo colo, contato, voz e carinho. Situações que devem ser avaliadas Baixo ganho de peso, poucas mamadas ou mamadas pouco efetivas durante o dia, dificuldade de pega ou transferência de leite, sonolência excessiva e redução do xixi são sinais que merecem atenção. Prematuridade e outras condições clínicas também exigem avaliação individualizada. A exaustão materna é outro motivo válido para procurar ajuda. “Não precisamos sair de ‘mama em todos os despertares’ para ‘não mama mais à noite’. Existe um caminho entre esses dois extremos”, reforça a enfermeira obstetra. Por isso, antes de reduzir ou retirar mamadas, é preciso considerar uma série de fatores individuais, além da própria produção de leite, que pode ser afetada por uma redução abrupta da amamentação.

“Meu cachinho”: reconhecer o cabelo é afirmar identidade
Texturas e Tipos de Cabelo

“Meu cachinho”: reconhecer o cabelo é afirmar identidade

Em algum momento da infância, muitas crianças começam a observar características próprias e nomeá-las com curiosidade. Frases como “meu cabelo é cacheado”, “meu cabelo cresce para cima” ou “meu cabelo é grande” aparecem naturalmente e fazem parte de um processo importante para a construção de identidade e diversidade. A psicóloga Thaís Barbisan esclarece que esse movimento começa quando a criança passa a reconhecer o que é dela e a se diferenciar do outro. Normalmente, isso costuma acontecer entre 18 e 24 meses, quando aparecem expressões como “meu” e os primeiros sinais de reconhecimento de si mesma. “Já entre dois e três anos, esse entendimento se torna mais consistente. Ela passa a nomear características próprias mais concretas, como partes do corpo e até o tipo de cabelo. Isso indica que está começando a compreender melhor quem ela é”, complementa a profissional. Parte da construção da identidade Vale ressaltar que quando meninos ou meninas falam sobre seu cabelo, eles não estão apenas descrevendo características físicas próprias. Na verdade, esse gesto revela um movimento importantíssimo para a identidade (em construção) daquela criança e sobre a relação afetiva consigo mesma. Com isso, os pequenos começam a moldar o quebra-cabeça sobre a forma como se percebem no mundo. Assim como o nome próprio tem um valor simbólico importante, falar sobre o cabelo ajuda a dar sentido à própria experiência de existir. Nesse momento, a turma mirim também busca reconhecimento e acolhimento dos adultos. “Esse processo fortalece a autoestima, o pertencimento e a segurança afetiva. As crianças sentem que são legitimadas e constroem uma percepção mais segura de si mesmas. A forma como os pais ou cuidadores reagem ajuda a validar quem elas são e ainda contribui para uma base sólida de segurança emocional”, destaca Thaís. Reconhecimento X dimensão cultural A também psicóloga Flávia Mentone, especialista em inclusão e diversidade, da Reponto, observa que esse momento de nomear o próprio cabelo ainda apresenta importantes componentes culturais e sociais, sobretudo no que diz respeito à diversidade. “Quando a criança diz que seu cabelo é cacheado ou cresce para cima, ela está organizando sua identidade. Em um país como o Brasil, onde a textura dos fios se relaciona com questões raciais e sociais, esse reconhecimento ganha uma dimensão cultural. A representatividade não cria a identidade, mas a legitima”, explica. As próprias pesquisas em psicologia do desenvolvimento apontam para isso. De acordo com vários estudos, o autoconceito começa a se formar entre três e seis anos de vida, baseado em características visíveis e na forma como o ambiente reage a elas. Assim, ao ver pessoas com aspectos semelhantes aos seus, a aparência é legitimada e valorizada. O papel do ambiente Durante esse processo de autopercepção infantil, os adultos precisam ter atenção redobrada a como reagem, pois isso impacta diretamente na construção do pequeno ser. Comentários aparentemente pequenos podem tanto reforçar a segurança quanto gerar associações negativas. O mesmo vale para frases continuamente repetidas. A especialista Flávia Mentone compartilha que estudos sobre viés implícito mostram que crianças internalizam rapidamente padrões sociais. Por isso, frases que tratam certos tipos de cabelo como problema podem impactar a forma como elas se veem. É por isso que a especialista enumera dicas importantes de inclusão e diversidade. Embora simples, essas atitudes fortalecem o pertencimento e a autoestima: Criar ambientes que valorizem diferentes tipos de cabelo. Inserir livros diversos sobre o tema. Evitar hierarquizar texturas. Permitir que a criança escolha penteados. Ensiná-la a cuidar do próprio cabelo com produtos adequados. Elogiar características reais em vez de compará-las. Diversificar personagens e brinquedos. Corrigir comentários preconceituosos.

Medos infantis: como entender a fase e o que isso significa
Transições e Fases

Medos infantis: como entender a fase e o que isso significa

De uma semana para outra, a criança começa a ter medo do escuro, de barulhos ou de ficar sozinha. Para muitos pais, a sensação é de que algo mudou de forma repentina. Mas, de modo geral, isso faz parte do desenvolvimento infantil: os medos surgem justamente quando novas capacidades emocionais e cognitivas começam a se formar. A psicóloga Veruska Vasconcelos, coordenadora do serviço de psicologia do Hospital Alvorada Moema, da Rede Américas, esclarece que o surgimento desses receios está ligado ao amadurecimento do cérebro e ao avanço das habilidades mentais das crianças. Nessa fase, também é comum generalizar o medo, interpretando estímulos neutros como potenciais ameaças. “Conforme a criança desenvolve capacidades como imaginação, memória e antecipação, ela passa a prever situações que antes não conseguia representar mentalmente. Não é que o medo apareceu do nada: é que o cérebro ganhou a capacidade de imaginar possibilidades, inclusive ameaçadoras”, afirma a especialista. Cada fase tem seus próprios medos Os medos infantis costumam acompanhar etapas específicas da jornada emocional. Segundo a profissional, isso acontece em diferentes idades e novos receios aparecem à medida que a criança passa a compreender melhor o mundo e as relações ao redor: Entre 6 e 12 meses: é comum surgir o medo de estranhos e a ansiedade de separação, por exemplo. É quando o bebê passa a reconhecer figuras familiares e percebe que o cuidador pode se afastar, marcando um momento importante na construção do apego. Dos 2 aos 4 anos: a imaginação se expande e, consequentemente, aparecem medos do escuro, de sombras, de monstros ou de barulhos inesperados. Nessa fase, a criança já cria imagens mentais, mas ainda não diferencia completamente fantasia e realidade. Em idade escolar: os receios costumam se tornar mais sociais, como medo de errar, de ser rejeitado ou de decepcionar. Vale lembrar que essa emoção também prepara o corpo para reagir diante de possíveis ameaças, como um mecanismo natural de proteção e sobrevivência. Medo X desenvolvimento Sentir medo é uma função natural do cérebro e desempenha um papel importante na adaptação da criança ao mundo: ajuda a identificar riscos, testar limites e desenvolver estratégias de proteção. Justamente por isso, ele costuma ser saudável e esperado. Para a psicóloga Veruska Vasconcelos, esses medos normalmente não indicam insegurança, mas fazem parte do avanço cognitivo. Estudos indicam que até 70% das crianças apresentam medos específicos em algum momento da infância, enquanto cerca de 5% a 10% delas podem desenvolver transtornos com impacto na rotina. “O que diferencia o medo saudável do medo problemático não é sua existência, mas o que ele provoca na rotina da criança. Quando é transitório e não interfere em brincar, dormir ou frequentar a escola, costuma fazer parte do amadurecimento emocional”, assegura a especialista. Dicas para ajudar a criança A forma como os adultos reagem ao medo influencia diretamente a maneira como a criança aprende a lidar com emoções difíceis. Minimizar ou ridicularizar o receio pode gerar vergonha e insegurança, além de dificultar a expressão emocional. Algumas atitudes simples apoiam o pequeno a enfrentar melhor esses momentos: manter uma rotina previsível; criar rituais de segurança na hora de dormir; fazer exposição gradual ao que assusta; usar histórias e brincadeiras para elaborar o medo; demonstrar calma diante da situação; reforçar pequenas conquistas. “O objetivo não é eliminar completamente o medo, mas ajudar a criança a desenvolver recursos emocionais para enfrentá-lo. Com o tempo, à medida que novas habilidades cognitivas e emocionais se consolidam, muitos desses receios tendem a desaparecer naturalmente”, orienta Veruska.

Bebê com cabelinho embaraçado: como desembaraçar sem dor
Dores e Incômodos

Bebê com cabelinho embaraçado: como desembaraçar sem dor

Encontrar um nó no cabelo do bebê pode transformar um cuidado simples em um momento de tensão. O receio de puxar os fios, machucar o couro cabeludo ou provocar choro é comum, mas algumas medidas ajudam a soltar o cabelo com mais delicadeza e conforto. Segundo a dermatologista Natasha Veloso, especialista em tricologia, o cabelo infantil é naturalmente mais fino e delicado do que o de um adulto. Além do mais, o couro cabeludo da criança é mais sensível à dor e ao desconforto. "Por isso, o ideal é pentear o cabelinho quando estiver úmido e bem hidratado. O condicionador deixa os fios mais maleáveis, facilita o desembaraço e reduz a tração mecânica, diminuindo o risco de quebra", ensina a médica. O jeito certo de desembaraçar os fios A primeira dica da tricologista é escolher o momento certo para essa tarefa. O bebê precisa estar tranquilo e a distração pode entrar como estratégia: ofereça brinquedos, converse e transforme o cuidado em um ritual agradável. Outras orientações incluem: Pentear os fios ainda úmidos, depois de retirar o excesso de água com a toalha, pressionando delicadamente, sem esfregar; Começar sempre pelas pontas e seguir subindo, aos poucos, até a raiz; Segurar com as mãos a mecha acima da região embaraçada para reduzir a tração; Remover os nós com calma, sem tentar desembaraçar tudo de uma só vez. Nos cabelos cacheados e crespos, o cuidado deve ser maior. A indicação é começar a desembaraçar com os dedos e, só depois, usar um pente de dentes largos. Por último, apostar em uma escova adequada à curvatura, como a “polvo”, e produtos deslizantes. “Costumo dar o exemplo da minha própria filha. Nós praticamente não usamos escova. Desembaraçamos delicadamente com as mãos, modelamos os cachinhos e deixamos que eles mantenham seu formato natural”, compartilha Natasha Veloso. Erros que podem machucar Alguns hábitos devem ser evitados, pois podem piorar o desconforto do bebê e até mesmo prejudicar os fios. Entre os erros mais comuns estão: colocar a escova no topo da cabeça e puxar até as pontas; começar a desembaraçar pela raiz; usar escovas com cerdas rígidas ou bolinhas nas pontas; insistir no desembaraço quando a criança já está impaciente. Para os fios cacheados ou crespos, há um cuidado extra: pentear os fios secos leva à quebra, favorece o frizz e até desmancha a definição natural dos cachos. Desembaraçar não deve ser uma guerra A dermatologista lembra que algumas crianças realmente têm mais tendência ao embaraço. Para facilitar, faça pausas e divida o cabelo em mechas. Detalhe: não é necessário retirar todos os nós de uma única vez. No entanto, vale um olhar atento para sinais de alerta: quebra excessiva dos fios; mudança na textura do cabelo; lesões no couro cabeludo; dificuldade progressiva em desembaraçar; dermatite seborreica, crostas ou infecções. "Muitas vezes, a criança não rejeita o momento de pentear o cabelo, mas o desconforto que ele provoca. Quando esse cuidado acontece com delicadeza, paciência e respeito, ela tende a criar uma relação mais positiva com o autocuidado", orienta a especialista.

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