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Fascite plantar: crises podem durar semanas ou meses
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Fascite plantar: crises podem durar semanas ou meses

Equipe Tenys Pé
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A fascite plantar é uma das principais causas de dor nos pés, especialmente na região do calcanhar. A duração da crise pode variar, indo de semanas a meses, dependendo da gravidade do caso e das medidas tomadas para tratá-la.

É o que explica o ortopedista e traumatologista do esporte Bruno Canizares. Segundo ele, a rapidez no diagnóstico, logo no início do tratamento, pode acelerar a recuperação.

Segundo o médico, a crise de fascite plantar é marcada principalmente por:

  • Dor intensa na sola do pé, sobretudo perto do calcanhar;
  • Dor mais acentuada na primeira pisada do dia ou após longo período de repouso;
  • Queimação ou rigidez na planta do pé;
  • Inflamação no tecido que liga o calcanhar aos dedos.

Crise pode durar semanas ou meses

O tempo de recuperação pode ser diferente para cada paciente. Em geral, o que se verifica nos consultórios ortopédicos são:

  • Casos leves: quando tratados de forma rápida, a dor costuma diminuir em algumas semanas.
  • Casos graves: a inflamação intensa pode fazer com que o desconforto persista por meses.

“Os principais fatores que vão determinar a condição são o início do tratamento, o uso de calçados adequados durante a crise e a prática ou não de atividade física que possa piorar a inflamação na região plantar”, acrescenta Canizares.

Soluções que aceleram a recuperação

A boa notícia é que a fascite plantar tem tratamento e sua recuperação pode ser otimizada com algumas práticas simples e diárias, mas muito eficazes, como:

  • Uso de calçados adequados, incluindo tênis com amortecimento, que ajuda a reduzir o impacto nos pés, aliviando a dor.
  • Fisioterapia precoce, pois pode tratar a inflamação e promover uma recuperação mais rápida.
  • Alongamento e fortalecimento: exercícios que visam alongar a musculatura dos pés e fortalecer a região conseguem diminuir a recorrência de crises.

Mesmo após a melhora dos sintomas, a prevenção continua sendo fundamental para evitar novas crises. Nesse sentido, o especialista destaca a importância de manter os exercícios, permanecer usando calçados confortáveis e com bom amortecimento e evitar impactos excessivos, como correr ou caminhar inadequadamente.

Por outro lado, certos hábitos devem ser evitados, uma vez que prolongam as crises e proporcionam recidivas. Vale atenção com o uso de salto alto, falta de alongamento e caminhadas ou corridas em superfícies duras e sem suporte.

Quando considerar tratamentos mais avançados

Se as crises forem recorrentes ou extremamente dolorosas, pode ser necessário buscar tratamentos mais avançados. Bruno Canizares alerta que, em casos crônicos ou muito graves, algumas soluções podem envolver:

  • Infiltrações: a aplicação de medicamentos diretamente no local da inflamação pode aliviar a dor e acelerar a recuperação.
  • Procedimentos cirúrgicos: são considerados em casos específicos e quando outros tratamentos não surtiram efeito.

“Caso surjam novas crises, o mais importante é identificar os sintomas semelhantes aos anteriores o mais rápido possível para retomar o tratamento de modo precoce, pois isso encurta o período da doença”, conclui o ortopedista.

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