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	<title>andador - Baruel</title>
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		<title>Meu bebê não usou andador. Será que fiz certo?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Equipe Baruel Baby]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 May 2026 12:00:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crescer Juntos]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento e Autonomia]]></category>
		<category><![CDATA[Universo Infantil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Decidir por não usar o andador pode gerar insegurança nos pais, especialmente quando familiares e amigos defendem que o equipamento ajuda o bebê a andar mais rápido. Com esses comentários, logo vem a dúvida: será que eu estou atrasando meu filho? Pode sossegar! Os médicos garantem que o desenvolvimento não precisa desse recurso. A pediatra<a href="https://www.baruel.com.br/meu-bebe-nao-usou-andador-sera-que-fiz-certo/">Continue reading <span class="sr-only">"Meu bebê não usou andador. Será que fiz certo?"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Decidir por não usar o andador pode gerar insegurança nos pais,</strong> especialmente quando familiares e amigos defendem que o equipamento ajuda o bebê a andar mais rápido. Com esses comentários, logo vem a dúvida: será que eu estou atrasando meu filho? Pode sossegar! <strong>Os médicos garantem que o desenvolvimento não precisa desse recurso.</strong></p>
<p>A pediatra Anna Dominguez, especialista em neurociência e desenvolvimento infantil dos hospitais Albert Einstein, Sírio-Libanês e Vila Nova Star, explica que o<strong> andador não é útil em nenhuma faixa etária pediátrica, porque não oferece benefícios comprovados.</strong></p>
<p>“O andador não só é desnecessário, como é <strong>contraindicado</strong> para todas as fases da infância. Além de não ser benéfico, traz potenciais riscos à segurança e ao desenvolvimento infantil”, afirma a médica.</p>
<h2>Parece ajudar, mas atrapalha</h2>
<p>Muitos pais acreditam que o andador facilita o andar e a movimentação, além de chamar atenção pelas luzes, cores e botões. No entanto, <strong>a ciência mostra que a criança precisa explorar o ambiente com segurança, em um processo de tentativas e erros, usando o próprio corpo para aprender.</strong></p>
<p>A especialista lembra que, ao começar a andar, o bebê ainda não tem controle total sobre o corpo. Já o andador, por ter rodas, pode:</p>
<ul>
<li>criar uma <strong>falsa sensação de segurança</strong>;</li>
<li><strong>favorecer quedas</strong> no mesmo nível;</li>
<li>aumentar o <strong>risco de acidentes mais graves</strong>, como quedas em escadas;</li>
<li><strong>atrasar a aquisição do andar sem apoio</strong>, por impedir o uso adequado dos músculos.</li>
</ul>
<p>Há também impacto na região cerebral. Isso porque estímulos sonoros e visuais excessivos tendem a estimular apenas uma área do cérebro em detrimento de outras, enquanto um brinquedo adequado permite interação sensorial ampla e respeitosa.</p>
<h2>Modelos diferentes, impactos negativos</h2>
<p>Existem dois tipos principais de andadores: de sentar e de empurrar. Apesar da diferença no modo de uso, <strong>ambos prejudicam o desenvolvimento e são perigosos</strong>, sobretudo o primeiro, que limita a movimentação e mantém a criança em posição fixa.</p>
<p>Na prática clínica, observa-se que <strong>o andador dificulta a consolidação de posturas importantes para caminhar</strong>. A criança se acostuma a andar com apoio constante, diferente do que ocorre quando se apoia em móveis, no chão ou na parede.</p>
<p>“Estar sempre apoiado durante o movimento não é natural. <strong>O bebê deixa de experimentar variações de apoio essenciais para consolidar postura e equilíbrio.</strong> Isso interfere diretamente na forma como o corpo aprende a se organizar para a marcha”, avalia a pediatra Anna Dominguez.</p>
<h2>Como estimular sem andador</h2>
<p>Uma regra de ouro da pediatria é: q<strong>uanto mais natural e espontâneo o processo, melhor para o desenvolvimento.</strong> Não usar o andador permite maior estímulo motor e cognitivo, favorecendo criatividade, exploração do ambiente e construção de conexões neuronais integradas.</p>
<p>A orientação da médica é <strong>priorizar o chão e um adulto de confiança como principais norteadores para as habilidades motoras.</strong> A criança precisa de espaço seguro para explorar, circular, tentar se locomover e buscar objetos que chamem sua atenção, como brinquedos espalhados pelo chão ou em móveis de diferentes alturas.</p>
<p>“Caso ganhe o andador, o ideal é usar por pouco tempo e sempre com supervisão. Se possível, e se for seguro, retire as rodas e aproveite como mesa ou placa de brinquedos. Mas o diálogo é sempre a melhor saída: converse e explique os motivos pelos quais os pediatras não recomendam”, aconselha Anna.</p>
<p>Vale ainda ficar de olho na evolução: se for contínua e progressiva, tudo tende a estar dentro do esperado. Porém, se os pais ou cuidadores tiverem dúvidas, consultar um especialista é o melhor caminho para tomar decisões com confiança e tranquilidade.</p>
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