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	<title>Saiba mais sobre comportamento com pés - Tenys Pé Baruel</title>
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	<title>Saiba mais sobre comportamento com pés - Tenys Pé Baruel</title>
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		<title>Pequenas tarefas hoje, filhos mais responsáveis amanhã</title>
		<link>https://www.baruel.com.br/pequenas-tarefas-hoje-crianca-mais-responsavel-amanha/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Baruel Baby]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 12:00:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crescer Juntos]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento e Autonomia]]></category>
		<category><![CDATA[Hábitos Diários]]></category>
		<category><![CDATA[Rotinas e Rituais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Guardar brinquedos, escolher a roupa ou ajudar em tarefas simples podem até parecer pequenos gestos do dia a dia, mas têm um papel importante na vida das crianças. Mais do que facilitar a rotina da casa, essas ações ensinam sobre ser mais responsável, cooperar e até ter autonomia, previsibilidade e segurança emocional. Na casa da<a href="https://www.baruel.com.br/pequenas-tarefas-hoje-crianca-mais-responsavel-amanha/">Continue reading <span class="sr-only">"Pequenas tarefas hoje, filhos mais responsáveis amanhã"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Guardar brinquedos, escolher a roupa ou ajudar em tarefas simples podem até parecer pequenos gestos do dia a dia, mas têm um papel importante na vida das crianças.</strong> Mais do que facilitar a rotina da casa, essas ações <strong>ensinam sobre ser mais responsável, cooperar e até ter autonomia, previsibilidade e segurança emocional</strong>.</p>
<p>Na casa da estrategista digital Luana Rosário, mãe de duas crianças pequenas, essa participação começou aos poucos. Como os filhos têm três anos de diferença, ela precisou adaptar as tarefas para que ambos pudessem colaborar de alguma forma, mesmo com habilidades diferentes.</p>
<p>“Pesquisando e conversando com a psicóloga deles, entendi que podia atribuir ações diferentes e complementares. Muitas vezes, o caçula entra como apoio da mais velha e isso foi muito positivo para o senso de responsabilidade e cooperação da nossa família”, relata.</p>
<h2>Como os hábitos estruturam a rotina infantil</h2>
<p>Segundo a terapeuta ocupacional Lígia Carvalho, mestre em Educação e Desenvolvimento Infantil e fundadora da Ludens Cursos, <strong>os pequenos hábitos cotidianos são muito importantes, porque ajudam a estruturar emocionalmente o dia a dia dos pequeninos e isso traz diversos benefícios.</strong></p>
<p>“Na primeira infância, o cérebro está em intenso processo de maturação. <strong>Quando há consistência na organização das atividades, isso oferece previsibilidade e continuidade, o que reduz a ansiedade e aumenta a sensação de segurança</strong>”, explica a especialista.</p>
<p>Além disso, a <strong>repetição diária dessas ações, como guardar brinquedos, lavar as mãos ou seguir uma sequência antes de dormir, fortalece a autorregulação</strong>. Com o tempo, <strong>a criança passa a antecipar etapas, esperar sua vez e concluir pequenas tarefas, desenvolvendo organização interna e maior autonomia.</strong></p>
<h2>Incentivar a participação independe da idade</h2>
<p>De acordo com a profissional, envolver a criança em pequenas responsabilidades já é possível pouco antes dos dois anos de vida, desde que as atividades respeitem seu nível de desenvolvimento e não exijam maturidade antes da hora.</p>
<p>Entre os exemplos de participação no dia a dia estão:</p>
<ul>
<li><strong>Por volta de 1 ano e meio a 2 anos</strong>: com ajuda de um adulto, pode guardar brinquedos, levar a fralda ao lixo ou colocar a roupa no cesto.</li>
<li><strong>Entre 3 e 4 anos</strong>: consegue assumir tarefas um pouco mais estruturadas, como organizar materiais, ajudar a colocar a mesa ou cuidar dos próprios pertences com mais independência.</li>
<li><strong>A partir dos 5 anos</strong>: com supervisão, já pode organizar a mochila conforme as atividades do dia e escolher a roupa que prefere usar.</li>
</ul>
<p><strong>“Quando a criança participa ativamente da rotina, deixa de ser apenas conduzida pelo adulto e passa a se reconhecer como parte importante do funcionamento da casa.</strong> Essa vivência fortalece o senso de pertencimento e de competência”, afirma a terapeuta ocupacional Lígia Carvalho.</p>
<h2>Se a criança não quer colaborar</h2>
<p>A resistência à repetição das tarefas é comum na primeira infância e costuma fazer parte do próprio processo de desenvolvimento. A especialista detalha que essas recusas podem estar ligadas ao cansaço, sobrecarga ou dificuldade na transição entre atividades.</p>
<p>Algumas <strong>estratégias</strong> simples para lidar com a situação incluem:</p>
<ul>
<li>dividir a tarefa em <strong>etapas mais simples</strong>;</li>
<li>torná-la mais <strong>lúdica e concreta</strong>;</li>
<li><strong>oferecer escolhas</strong> limitadas;</li>
<li><strong>antecipar o que será feito</strong> (por exemplo: “daqui a cinco minutos vamos guardar”);</li>
<li><strong>validar emoções</strong> e <strong>manter limites</strong> consistentes.</li>
</ul>
<p>No caso de Luana Rosário, a maior resistência não veio dos filhos, mas das pessoas de fora. Isso porque havia uma visão equivocada de que os pais, ao dar pequenas tarefas aos pequenos, querem se livrar da responsabilidade ou do trabalho. Para ela, é o oposto: isso ensina valores muito importantes, como cooperação e igualdade.</p>
<p>“Nós estamos construindo uma rotina mais justa para todos. Se desde pequeno o menino souber que também é responsável pelos afazeres da casa na mesma medida que a menina, vamos criar homens que dividem tarefas com as mulheres”, avalia a mãe.</p>
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		<title>Amiga não deixa o filho fazer nada sozinho: devo opinar?</title>
		<link>https://www.baruel.com.br/amiga-nao-deixa-o-filho-fazer-nada-sozinho-devo-opinar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Baruel Baby]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 12:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crescer Juntos]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento e Autonomia]]></category>
		<category><![CDATA[Universo Infantil]]></category>
		<category><![CDATA[autonomia]]></category>
		<category><![CDATA[bebê]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[kids]]></category>
		<category><![CDATA[maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Observar a forma como outras famílias cuidam de seus filhos nem sempre é simples. Em alguns casos, pode até levar a uma preocupação genuína com o desenvolvimento do bebê. Com isso, surge o dilema: vale a pena dar um toque na mãe sobre a importância da autonomia infantil ou é melhor respeitar as escolhas dela?<a href="https://www.baruel.com.br/amiga-nao-deixa-o-filho-fazer-nada-sozinho-devo-opinar/">Continue reading <span class="sr-only">"Amiga não deixa o filho fazer nada sozinho: devo opinar?"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Observar a forma como outras famílias cuidam de seus filhos nem sempre é simples. Em alguns casos, <strong>pode até levar a uma preocupação genuína com o desenvolvimento do bebê.</strong> Com isso, surge o dilema: <strong>vale a pena dar um toque na mãe sobre a importância da autonomia infantil ou é melhor respeitar as escolhas dela?</strong></p>
<p>Quem viveu situação parecida foi a gestora de negócios Thayná da Costa. Próxima da prima, foi convidada para ser madrinha do bebê dela, o que a levou a acompanhar ainda mais de perto o crescimento do menino. No dia a dia, porém, notou que algumas atitudes da mãe parecem ir na contramão da diversão da infância.</p>
<p>“Eu observo que, às vezes, ela é muito protetora e isso acaba impedindo meu afilhado de fazer coisas que não seriam perigosas. Eu cresci no interior e lá tinha terra, bicho, cachoeira. Já ele não pode viver nem fazer nada disso”, conta.</p>
<h2>Cuidado ou superproteção?</h2>
<p>Segundo a psicóloga e educadora parental Marcella Andretta, do Colégio Santo Anjo, <strong>quando o adulto faz tudo pela criança, pode acabar limitando algumas oportunidades que são importantes para a aprendizagem.</strong></p>
<p>“A criança aprende observando, tentando e reproduzindo. Se o adulto faz tudo, a impede de tentar, errar e tentar novamente”, detalha a profissional. Com o tempo, esse comportamento pode gerar insegurança e dependência.</p>
<p>Em vez de experimentar novas tentativas, os pequenos passam a esperar que o responsável resolva situações que eles já poderiam enfrentar sozinhos. Muitas vezes, isso acontece mais por ansiedade do adulto do que por necessidade real do bebê.</p>
<h2>Quando a comparação vira tensão</h2>
<p>Outro ponto delicado nessas situações são as comparações entre crianças. <strong>Se o desenvolvimento de um bebê vira referência para avaliar o outro, a conversa facilmente se transforma em julgamento entre amigas e conhecidas.</strong></p>
<p>Segundo a psicóloga Marcella Andretta, essas comparações podem criar a sensação de competição ou de avaliação constante, fazendo com que muitas mães passem a questionar se estão fazendo algo errado. Alguns sentimentos comuns incluem:</p>
<ul>
<li>medo de que o filho esteja “atrasado” em relação aos demais;</li>
<li>insegurança sobre a própria forma de educar;</li>
<li>receio de julgamento por outras mães.</li>
</ul>
<p>“A maternidade não deve ser um campo de batalha. Quando comparadas, muitas mães passam a sentir que estão sendo avaliadas ou que o desenvolvimento do filho está sendo colocado em dúvida”, observa a educadora parental.</p>
<h2>Como abrir a conversa com cuidado</h2>
<p>Antes de falar sobre o assunto com a mãe, a especialista recomenda <strong>refletir sobre alguns pontos importantes</strong>. Em primeiro lugar, vale lembrar que <strong>nem toda preocupação precisa se transformar em intervenção</strong>, especialmente quando não há risco real para a criança. Experimente se perguntar:</p>
<ul>
<li>Temos intimidade suficiente para tocar nesse assunto?</li>
<li>Minha observação realmente pode ajudar aquela família?</li>
<li>Tenho conhecimento ou informação para levantar essa questão?</li>
</ul>
<p>Mesmo se houver abertura para conversar, o <strong>ideal é falar com cuidado e acolhimento, preferindo conversas particulares e evitando comparações entre crianças</strong>. De acordo com a profissional, uma forma de iniciar é dizendo algo mais simples, como: “Posso compartilhar uma coisa que observei? Falo com carinho e posso estar enganada”.</p>
<p>Thayná diz que, no seu caso, a proximidade ajuda a lidar com o tema com mais naturalidade. Apesar do medo de parecer crítica, ela recorda momentos da infância com a prima e reforça que o afilhado também merece viver coisas assim. Ao mesmo tempo, consegue refletir sobre como pretende lidar com a autonomia quando for mãe.</p>
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		<title>Quando amamentar dói emocionalmente, é preciso agir</title>
		<link>https://www.baruel.com.br/quando-amamentar-doi-emocionalmente-e-preciso-agir/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Baruel Baby]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 12:00:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amamentação e Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde e Cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[amamentação]]></category>
		<category><![CDATA[bebê]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Amamentar costuma ser associado a vínculo, entrega e conexão. Mas, para muitas mulheres, esse momento também pode ser atravessado por sentimentos difíceis, que nem sempre encontram espaço para serem nomeados. Quando o peito alimenta, mas o coração aperta, é importante olhar para além do gesto. Cinthia Calsinski, enfermeira obstetra e consultora internacional de lactação, explica<a href="https://www.baruel.com.br/quando-amamentar-doi-emocionalmente-e-preciso-agir/">Continue reading <span class="sr-only">"Quando amamentar dói emocionalmente, é preciso agir"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Amamentar costuma ser associado a vínculo, entrega e conexão. Mas, <strong>para muitas mulheres, esse momento também pode ser atravessado por sentimentos difíceis, que nem sempre encontram espaço para serem nomeados.</strong> Quando o peito alimenta, mas o coração aperta, é importante olhar para além do gesto.</p>
<p>Cinthia Calsinski, enfermeira obstetra e consultora internacional de lactação, explica que<strong> a dor emocional na amamentação diz respeito ao impacto psíquico dessa experiência,</strong> especialmente diante da expectativa de que tudo deveria acontecer de forma natural, instintiva e prazerosa.</p>
<p>“<strong>Pode aparecer como frustração, culpa por sentir dificuldade, sensação de incapacidade ou fracasso, solidão</strong> &#8211; mesmo estando cercada de pessoas -, <strong>ansiedade intensa antes ou durante as mamadas, exaustão física e mental, ambivalência e até vergonha de admitir que está difícil</strong>”, afirma a especialista.</p>
<h2>Se o sofrimento vai além da técnica</h2>
<p>Tais sentimentos tendem a se intensificar em algumas situações específicas. <strong>Dor persistente ao amamentar, dificuldades de pega ou ganho de peso do bebê, necessidade de complementação e orientações contraditórias são fatores que costumam fragilizar emocionalmente a mãe</strong>, segundo a consultora de amamentação.</p>
<p>Também <strong>pesam o pouco apoio familiar ou profissional, o cansaço extremo do puerpério imediato, as comparações com outras mulheres e o desmame precoce não planejado</strong>. Cada um desses elementos pode reforçar a ideia de que algo está errado.</p>
<p>“Mesmo quando a amamentação está funcionando do ponto de vista técnico, o sofrimento emocional pode existir, porque esse bom ‘funcionamento’ não significa necessariamente ausência de sofrimento psíquico”, pontua Cinthia Calsinski.</p>
<h2>A pressão social e os gatilhos</h2>
<p>Para a psiquiatra Luana Carvalho, especialista em saúde mental materna, <strong>a amamentação acontece em um dos períodos mais sensíveis da vida da mulher.</strong> Isso porque, no pós-parto, há queda brusca de hormônios, privação de sono, dor física e adaptação intensa à nova rotina. Inclusive, a oscilação das primeiras semanas pode estar ligada ao chamado “baby blues”, ou melancolia pós-parto, que tende a melhorar em até 15 dias.</p>
<p><strong>A expectativa construída durante a gestação também influencia a forma como a mulher vive a realidade</strong>. Quando se acredita que amamentar é algo automático e, imediatamente, prazeroso, a discrepância entre idealização e experiência concreta tende a gerar sentimentos negativos, de fracasso.</p>
<p>“Se essa experiência não acontece como a mãe imaginou, pode despertar frustração, culpa e sensação de incapacidade. Para algumas mulheres, a dor não é só no peito, é também emocional”, explica a médica.</p>
<h2>Como atravessar o momento</h2>
<p>Segundo as especialistas, <strong>o primeiro passo é validar a experiência. Reconhecer que amamentar pode, sim, ser difícil</strong> já transforma o cenário e diminui a solidão que muitas mães sentem ao enfrentar desafios na amamentação.</p>
<p>Alguns pilares ajudam nesse processo:</p>
<ul>
<li>escuta ativa, sem julgamento;</li>
<li>avaliação técnica qualificada da mamada;</li>
<li>informação baseada em evidência;</li>
<li>plano individualizado;</li>
<li>inclusão da rede de apoio;</li>
<li>evitar frases como “você precisa insistir” ou “amamentar é tão importante”, que costumam aumentar a pressão;</li>
<li>monitoramento da saúde mental;</li>
<li>encaminhamento quando necessário.</li>
</ul>
<p><strong>Se o sofrimento é frequente, intenso e não melhora com apoio e descanso, é importante investigar quadros como depressão ou ansiedade pós-parto</strong>. “Vínculo não se constrói apenas pelo peito, mas no olhar, no toque e na presença. Saúde mental materna não é luxo; é necessidade”, destaca a psiquiatra Luana Carvalho.</p>
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		<item>
		<title>“Meu cachinho”: reconhecer o cabelo é afirmar identidade</title>
		<link>https://www.baruel.com.br/meu-cachinho-reconhecer-o-cabelo-e-afirmar-identidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Baruel Baby]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 12:00:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cabelos e Cabelinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Texturas e Tipos de Cabelo]]></category>
		<category><![CDATA[Universo Infantil]]></category>
		<category><![CDATA[bebê]]></category>
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		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[crescimento]]></category>
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		<category><![CDATA[diversidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em algum momento da infância, muitas crianças começam a observar características próprias e nomeá-las com curiosidade. Frases como “meu cabelo é cacheado”, “meu cabelo cresce para cima” ou “meu cabelo é grande” aparecem naturalmente e fazem parte de um processo importante para a construção de identidade e diversidade. A psicóloga Thaís Barbisan esclarece que esse<a href="https://www.baruel.com.br/meu-cachinho-reconhecer-o-cabelo-e-afirmar-identidade/">Continue reading <span class="sr-only">"“Meu cachinho”: reconhecer o cabelo é afirmar identidade"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em algum momento da infância, muitas crianças começam a observar características próprias e nomeá-las com curiosidade. Frases como “meu cabelo é cacheado”, “meu cabelo cresce para cima” ou “meu cabelo é grande” aparecem naturalmente e <strong>fazem parte de um processo importante para a construção de identidade e diversidade</strong>.</p>
<p>A psicóloga Thaís Barbisan esclarece que <strong>esse movimento começa quando a criança passa a reconhecer o que é dela e a se diferenciar do outro</strong>. Normalmente, isso <strong>costuma acontecer entre 18 e 24 meses</strong>, quando aparecem expressões como “meu” e os primeiros sinais de reconhecimento de si mesma.</p>
<p>“<strong>Já entre dois e três anos, esse entendimento se torna mais consistente</strong>. Ela passa a nomear características próprias mais concretas, como partes do corpo e até o tipo de cabelo. Isso indica que está começando a compreender melhor quem ela é”, complementa a profissional.</p>
<h2>Parte da construção da identidade</h2>
<p>Vale ressaltar que quando meninos ou meninas falam sobre seu cabelo, eles não estão apenas descrevendo características físicas próprias. Na verdade, <strong>esse gesto revela um movimento importantíssimo para a identidade (em construção) daquela criança e sobre a relação afetiva consigo mesma.</strong></p>
<p>Com isso, os pequenos começam a moldar o quebra-cabeça sobre a forma como se percebem no mundo. Assim como o nome próprio tem um valor simbólico importante, <strong>falar sobre o cabelo ajuda a dar sentido à própria experiência de existir</strong>. Nesse momento, a turma mirim também busca reconhecimento e acolhimento dos adultos.</p>
<p>“Esse processo fortalece a autoestima, o pertencimento e a segurança afetiva. As crianças sentem que são legitimadas e constroem uma percepção mais segura de si mesmas. A forma como os pais ou cuidadores reagem ajuda a validar quem elas são e ainda contribui para uma base sólida de segurança emocional”, destaca Thaís.</p>
<h2>Reconhecimento X dimensão cultural</h2>
<p>A também psicóloga Flávia Mentone, especialista em inclusão e diversidade, da Reponto, observa que esse momento de nomear o próprio cabelo ainda apresenta importantes componentes culturais e sociais, sobretudo no que diz respeito à diversidade.</p>
<p>“<strong>Quando a criança diz que seu cabelo é cacheado ou cresce para cima, ela está organizando sua identidade</strong>. Em um país como o Brasil, onde a textura dos fios se relaciona com questões raciais e sociais, esse reconhecimento ganha uma dimensão cultural. A representatividade não cria a identidade, mas a legitima”, explica.</p>
<p>As próprias pesquisas em psicologia do desenvolvimento apontam para isso. De acordo com vários estudos, <strong>o autoconceito começa a se formar entre três e seis anos de vida, baseado em características visíveis e na forma como o ambiente reage a elas.</strong> Assim, ao ver pessoas com aspectos semelhantes aos seus, a aparência é legitimada e valorizada.</p>
<h2>O papel do ambiente</h2>
<p>Durante esse processo de autopercepção infantil, os adultos precisam ter atenção redobrada a como reagem, pois isso impacta diretamente na construção do pequeno ser. Comentários aparentemente pequenos podem tanto reforçar a segurança quanto gerar associações negativas. O mesmo vale para frases continuamente repetidas.</p>
<p>A especialista Flávia Mentone compartilha que estudos sobre viés implícito mostram que <strong>crianças internalizam rapidamente padrões sociais</strong>. Por isso, frases que tratam certos tipos de cabelo como problema podem impactar a forma como elas se veem.</p>
<p>É por isso que a especialista enumera dicas importantes de inclusão e diversidade. Embora simples, essas atitudes fortalecem o pertencimento e a autoestima:</p>
<ul>
<li>Criar ambientes que valorizem diferentes tipos de cabelo.</li>
<li>Inserir livros diversos sobre o tema.</li>
<li>Evitar hierarquizar texturas.</li>
<li>Permitir que a criança escolha penteados.</li>
<li>Ensiná-la a cuidar do próprio cabelo com produtos adequados.</li>
<li>Elogiar características reais em vez de compará-las.</li>
<li>Diversificar personagens e brinquedos.</li>
<li>Corrigir comentários preconceituosos.</li>
</ul>
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		<title>Medos infantis: como entender a fase e o que isso significa</title>
		<link>https://www.baruel.com.br/medos-infantis-como-entender-a-fase-e-o-que-isso-significa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Baruel Baby]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 12:00:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crescer Juntos]]></category>
		<category><![CDATA[Transições e Fases]]></category>
		<category><![CDATA[Universo Infantil]]></category>
		<category><![CDATA[bebê]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[kids]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De uma semana para outra, a criança começa a ter medo do escuro, de barulhos ou de ficar sozinha. Para muitos pais, a sensação é de que algo mudou de forma repentina. Mas, de modo geral, isso faz parte do desenvolvimento infantil: os medos surgem justamente quando novas capacidades emocionais e cognitivas começam a se<a href="https://www.baruel.com.br/medos-infantis-como-entender-a-fase-e-o-que-isso-significa/">Continue reading <span class="sr-only">"Medos infantis: como entender a fase e o que isso significa"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De uma semana para outra, a criança começa a ter medo do escuro, de barulhos ou de ficar sozinha. Para muitos pais, a sensação é de que algo mudou de forma repentina. Mas, <strong>de modo geral, isso faz parte do desenvolvimento infantil: os medos surgem justamente quando novas capacidades emocionais e cognitivas começam a se formar</strong>.</p>
<p>A psicóloga Veruska Vasconcelos, coordenadora do serviço de psicologia do Hospital Alvorada Moema, da Rede Américas, esclarece que o surgimento desses receios está ligado ao amadurecimento do cérebro e ao avanço das habilidades mentais das crianças. Nessa fase, também é comum generalizar o medo, interpretando estímulos neutros como potenciais ameaças.</p>
<p>“<strong>Conforme a criança desenvolve capacidades como imaginação, memória e antecipação, ela passa a prever situações que antes não conseguia representar mentalmente.</strong> Não é que o medo apareceu do nada: é que o cérebro ganhou a capacidade de imaginar possibilidades, inclusive ameaçadoras”, afirma a especialista.</p>
<h2>Cada fase tem seus próprios medos</h2>
<p>Os medos infantis costumam acompanhar etapas específicas da jornada emocional. Segundo a profissional, isso acontece em diferentes idades e novos receios aparecem à medida que a criança passa a compreender melhor o mundo e as relações ao redor:</p>
<ul>
<li><strong>Entre 6 e 12 meses</strong>: é comum surgir o medo de estranhos e a ansiedade de separação, por exemplo. É quando o bebê passa a reconhecer figuras familiares e percebe que o cuidador pode se afastar, marcando um momento importante na construção do apego.</li>
<li><strong>Dos 2 aos 4 anos</strong>: a imaginação se expande e, consequentemente, aparecem medos do escuro, de sombras, de monstros ou de barulhos inesperados. Nessa fase, a criança já cria imagens mentais, mas ainda não diferencia completamente fantasia e realidade.</li>
<li><strong>Em idade escolar</strong>: os receios costumam se tornar mais sociais, como medo de errar, de ser rejeitado ou de decepcionar.</li>
</ul>
<p>Vale lembrar que essa emoção<strong> também prepara o corpo para reagir diante de possíveis ameaças, como um mecanismo natural de proteção e sobrevivência.</strong></p>
<h2>Medo X desenvolvimento</h2>
<p><strong>Sentir medo é uma função natural do cérebro e desempenha um papel importante na adaptação da criança ao mundo: ajuda a identificar riscos, testar limites e desenvolver estratégias de proteção.</strong> Justamente por isso, ele costuma ser saudável e esperado.</p>
<p>Para a psicóloga Veruska Vasconcelos, esses medos <strong>normalmente não indicam insegurança, mas fazem parte do avanço cognitivo</strong>. Estudos indicam que até 70% das crianças apresentam medos específicos em algum momento da infância, enquanto cerca de 5% a 10% delas podem desenvolver transtornos com impacto na rotina.</p>
<p>“<strong>O que diferencia o medo saudável do medo problemático não é sua existência, mas o que ele provoca na rotina da criança. Quando é transitório e não interfere em brincar, dormir ou frequentar a escola, costuma fazer parte do amadurecimento emocional</strong>”, assegura a especialista.</p>
<h2>Dicas para ajudar a criança</h2>
<p>A forma como os adultos reagem ao medo influencia diretamente a maneira como a criança aprende a lidar com emoções difíceis. Minimizar ou ridicularizar o receio pode gerar vergonha e insegurança, além de dificultar a expressão emocional.</p>
<p>Algumas atitudes simples apoiam o pequeno a enfrentar melhor esses momentos:</p>
<ul>
<li>manter uma rotina previsível;</li>
<li>criar rituais de segurança na hora de dormir;</li>
<li>fazer exposição gradual ao que assusta;</li>
<li>usar histórias e brincadeiras para elaborar o medo;</li>
<li>demonstrar calma diante da situação;</li>
<li>reforçar pequenas conquistas.</li>
</ul>
<p>“O objetivo não é eliminar completamente o medo, mas ajudar a criança a desenvolver recursos emocionais para enfrentá-lo. Com o tempo, à medida que novas habilidades cognitivas e emocionais se consolidam, muitos desses receios tendem a desaparecer naturalmente”, orienta Veruska.</p>
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		<title>Casa vista do chão: cômodos acessíveis às descobertas infantis</title>
		<link>https://www.baruel.com.br/casa-vista-do-chao-comodos-acessiveis-as-descobertas-infantis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Baruel Baby]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 12:00:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adaptação e Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Crescer Juntos]]></category>
		<category><![CDATA[Universo Infantil]]></category>
		<category><![CDATA[bebê]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[kids]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando um adulto entra em um cômodo, ele enxerga organização e funcionalidade. Já a criança pequena vive o ambiente a partir do corpo e, literalmente, do chão. É engatinhando, sentando, se levantando e andando que ela explora o mundo e constrói seu desenvolvimento. Como adaptar a casa à infância, então? A terapeuta ocupacional Lígia Carvalho<a href="https://www.baruel.com.br/casa-vista-do-chao-comodos-acessiveis-as-descobertas-infantis/">Continue reading <span class="sr-only">"Casa vista do chão: cômodos acessíveis às descobertas infantis"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando um adulto entra em um cômodo, ele enxerga organização e funcionalidade. Já <strong>a criança pequena vive o ambiente a partir do corpo e, literalmente, do chão. É engatinhando, sentando, se levantando e andando que ela explora o mundo e constrói seu desenvolvimento.</strong> Como adaptar a casa à infância, então?</p>
<p>A terapeuta ocupacional Lígia Carvalho expõe que pensar a “casa vista do chão” significa mudar completamente o ponto de referência. Isso envolve <strong>observar altura, alcance e visibilidade entre 30 e 90 centímetros do chão, além de identificar obstáculos invisíveis aos adultos, como quinas, fios, excesso de estímulos visuais, textura e qualidade do piso e até a estabilidade dos móveis.</strong></p>
<p>“<strong>Quando o ambiente favorece a ação, promove desenvolvimento</strong>. Mas quando restringe, limita experiências motoras, sensoriais e cognitivas. A criança pequena vive o mundo a partir do corpo e precisa de oportunidades de exploração espontânea”, afirma a mestre em Educação e Desenvolvimento Infantil.</p>
<h2>Pequenas adaptações funcionam bem</h2>
<p>O acesso aos objetos e aos espaços permite que o pequenino aja ativamente sobre o ambiente, sem depender do adulto para mediar todas as experiências. Ao iniciar ações, explorar, tentar, errar e ajustar movimentos, ele acaba fortalecendo habilidades importantes, como a autonomia, a autoconfiança e o senso de competência.</p>
<p>Para isso, pequenas adaptações estruturais já fazem diferença:</p>
<ul>
<li><strong>Na sala</strong>: brinquedos em caixas acessíveis, tapete firme e antiderrapante e estantes baixas e abertas favorecem visualização e rotatividade dos itens.</li>
<li><strong>No quarto</strong>: cama baixa ou colchão no chão, cabideiros na altura da criança, cestos com identificação e espelho seguro estimulam a consciência corporal.</li>
<li><strong>Na cozinha</strong>: uma gaveta com utensílios seguros, participação supervisionada em tarefas simples e quadros com rotina diária e semanal aproximam a criança das atividades reais da casa.</li>
</ul>
<p>Segundo Lígia, ao manipular, transportar, alcançar, subir, agachar e organizar objetos, a criança aprimora o planejamento motor, equilíbrio, força e coordenação fina e global. Isso porque o movimento é uma necessidade biológica e o contato com diferentes materiais (madeira, tecido, borracha) amplia o repertório motor, sensorial e cognitivo.</p>
<h2>Segurança X descobertas</h2>
<p><strong>Existe diferença entre um ambiente apenas seguro e outro que realmente favorece a exploração.</strong> O desenvolvimento acontece justamente no equilíbrio entre segurança e desafio graduado, já que ambientes excessivamente restritivos podem reduzir iniciativa e curiosidade.</p>
<p>“Um espaço apenas seguro tende a remover riscos, restringir acesso e focar exclusivamente na prevenção de acidentes, enquanto um ambiente que favorece a exploração continua sendo seguro, mas permite testar hipóteses, variar experiências e estimular movimento ativo na medida certa”, reforça a terapeuta Lígia Carvalho.</p>
<p>Para equilibrar a liberdade com limites, a orientação é organizar o ambiente para reduzir riscos graves sem transformar tudo em “não”. Isso inclui:</p>
<ul>
<li>definir áreas de “sim” e “não”;</li>
<li>adaptar antes de recorrer apenas à proibição;</li>
<li>oferecer alternativas seguras;</li>
<li>manter previsibilidade na organização;</li>
<li>supervisionar sem interferir constantemente.</li>
</ul>
<p>A observação é fundamental, pois cada criança responde de forma diferente conforme a idade e o momento do desenvolvimento.</p>
<h2>Ambiente organizado reduz conflitos</h2>
<p>De acordo com a neuropsicopedagoga Silvia Kelly Bosi, especialista em comportamento infantil, adaptar a casa à fase da criança é capaz de reduzir grande parte dos conflitos do dia a dia. Muitas birras não acontecem por desobediência, mas porque o ambiente não está adequado à curiosidade e à necessidade de movimento dessa fase.</p>
<p>“<strong>Quando tudo é proibido, surgem frustração constante, irritabilidade, oposição frequente e pais exaustos, criando um ciclo repetitivo de confronto</strong>. Ao organizar a casa considerando altura, segurança e necessidade de ação, diminuem-se embates e favorece-se a autorregulação na rotina”, argumenta a profissional.</p>
<p>Entretanto, Silvia destaca que a autonomia é a independência com limite. Deixar acessível o que pode e retirar do alcance o que não pode ensina com estrutura, sem permissividade excessiva. Veja algumas dicas por idade:</p>
<ul>
<li><strong>até 2 anos</strong>: a criança pode guardar itens junto com o adulto;</li>
<li><strong>de 3 a 5 anos</strong>: participa respeitando caixas identificadas e combinados simples;</li>
<li><strong>de 6 a 9 anos</strong>: assume pequenas responsabilidades;</li>
<li><strong>a partir dos 10 anos</strong>: já é possível negociar organização e planejamento.</li>
</ul>
<p>“Quando a casa coopera, a rotina se torna mais leve e o crescimento acontece com mais segurança emocional”, garante a neuropsicopedagoga.</p>
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		<title>Avó cuida do neto, mas do jeito dela. Como resolver isso?</title>
		<link>https://www.baruel.com.br/avo-cuida-do-neto-mas-do-jeito-dela-como-resolver-isso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Baruel Baby]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 12:00:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crescer Juntos]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Universo Infantil]]></category>
		<category><![CDATA[avós]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[conflitos familiares]]></category>
		<category><![CDATA[crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando a avó passa a ser responsável pelos cuidados da criança com frequência, é comum surgirem diferenças na forma de educar. Regras sobre alimentação, sono, escola ou disciplina podem gerar tensão dentro de casa e desafiar a autoridade dos pais. Com isso, vem o dilema: como impor limites sem parecer ingratidão? O equilíbrio é difícil,<a href="https://www.baruel.com.br/avo-cuida-do-neto-mas-do-jeito-dela-como-resolver-isso/">Continue reading <span class="sr-only">"Avó cuida do neto, mas do jeito dela. Como resolver isso?"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Quando a avó passa a ser responsável pelos cuidados da criança com frequência, é comum surgirem diferenças na forma de educar.</strong> Regras sobre alimentação, sono, escola ou disciplina podem gerar tensão dentro de casa e desafiar a autoridade dos pais. Com isso, vem o dilema: <strong>como impor limites sem parecer ingratidão</strong>? O equilíbrio é difícil, mas possível.</p>
<p>A empreendedora Lilian Melo, de 40 anos, viveu esse tipo de situação na própria família. Ela foi mãe muito jovem e, com a filha mais velha, contou intensamente com a ajuda da própria mãe para conseguir terminar o estudo e começar a trabalhar. Com o tempo, percebeu que a avó acabou assumindo muitas decisões sobre a criação da neta, incluindo questões ligadas à escola, alimentação e até regras.</p>
<p>“Na época, eu ainda era adolescente e não tinha repertório sobre maternidade, então era difícil entender se aquilo era certo ou errado. Depois que tive minha segunda filha, já mais velha, percebi que minha mãe tentou retomar o mesmo papel, mas dessa vez eu senti que precisava assumir esse lugar como mãe”, conta.</p>
<h2>Conflito também de gerações</h2>
<p>O psicólogo André Machado, mestre e doutor pela PUC-RJ, avalia que <strong>conflitos desse tipo são comuns porque a educação dos filhos envolve valores muito profundos, ligados à identidade e, também, às experiências de cada geração</strong>.</p>
<p>De um lado, <strong>os pais estão construindo seu próprio jeito de formar uma família</strong> e, muitas vezes, tentando corrigir ou transformar aspectos da própria infância. Já do outro lado, <strong>a avó tende a repetir práticas que, para ela, funcionaram como mãe</strong>. Além disso, o próprio envelhecimento leva a mudanças no modo de cuidar.</p>
<p>“O problema aparece quando esses jeitos colidem. Os pais podem sentir que sua autoridade está sendo ameaçada, enquanto a avó pode interpretar que sua ajuda está sendo desvalorizada. No fundo, é menos sobre certo ou errado e mais sobre proteger a autoestima e o pertencimento dentro da família”, explica o profissional.</p>
<h2>Como equilibrar ajuda e autoridade</h2>
<p>A boa notícia é que existe, sim, uma linha saudável entre reconhecer a ajuda da avó e manter a autoridade parental. Para o especialista, esse equilíbrio – difícil, mas possível – costuma surgir quando gratidão e clareza de papéis caminham juntas.</p>
<p>Nesse sentido, <strong>demonstrar reconhecimento pelo cuidado oferecido ajuda a diminuir tensões</strong>. Ao mesmo tempo, os <strong>pais precisam definir o que é inegociável na criação da criança</strong>, como segurança física, limites saudáveis, rotina de sono e alimentação.</p>
<p>“Conversas colaborativas costumam funcionar melhor. Algo como ‘vamos alinhar juntos o que é importante para ele crescer bem?’ tende a reduzir o clima de confronto e reforçar a ideia de parceria”, orienta o psicólogo André Machado.</p>
<h2>Onde flexibilizar e onde ter limites</h2>
<p>O primeiro passo é reconhecer que nem todas as diferenças precisam virar discussão. Afinal, cada familiar tem um papel importante na rotina e na criação da criança:</p>
<ul>
<li><strong>Avós</strong>: costumam oferecer mais colo, brincadeiras livres e histórias de família. Essas experiências fortalecem o apego e ajudam na construção da resiliência emocional.</li>
<li><strong>Pais</strong>: tendem a agir com mais firmeza, que se torna essencial quando estão em jogo aspectos centrais do desenvolvimento da criança, como segurança física, ausência de agressões, limites no uso de telas, qualidade do sono e alimentação equilibrada.</li>
</ul>
<p>O especialista André Machado ainda sugere transformar o alinhamento familiar em um hábito. Conversas periódicas ajudam a prevenir atritos e permitem que todos entendam quais pontos são realmente inegociáveis e onde há espaço para flexibilizar.</p>
<p>No caso de Lilian, o melhor caminho foi mesmo a conversa, mas ela não foi nada fácil. Apesar do medo de magoar a mãe, a empreendedora precisou agir com firmeza quando a filha mais nova tinha cerca de 3 anos. O diálogo foi essencial para escrever um capítulo diferente no seu jeito de maternar.</p>
<p>“Eu tenho uma gratidão enorme por tudo que minha mãe fez por mim e pelas minhas filhas, mas entendi que precisava tomar as rédeas da maternidade. Hoje, acredito que cada mulher precisa assumir esse papel, principalmente quando está criando os filhos sozinha”, compartilha.</p>
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		<title>Choro para pentear o cabelo? Talvez a culpa não seja do pente</title>
		<link>https://www.baruel.com.br/choro-para-pentear-o-cabelo-talvez-a-culpa-nao-seja-do-pente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Baruel Baby]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 12:00:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cabelos e Cabelinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Penteados e Produtos]]></category>
		<category><![CDATA[Universo Infantil]]></category>
		<category><![CDATA[bebê]]></category>
		<category><![CDATA[cabelo]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[cuidados diários]]></category>
		<category><![CDATA[kids]]></category>
		<category><![CDATA[penteado]]></category>
		<category><![CDATA[pentear]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O momento de pentear o cabelo das crianças nem sempre é tão agradável assim. Muitas vezes, o que era para ser um cuidado se torna um desafio, com direito a bastante choro e reclamações. Mas talvez a culpa não esteja no pente nem na escova. Aprender a fazer do jeito certo de desembaraçar os fios<a href="https://www.baruel.com.br/choro-para-pentear-o-cabelo-talvez-a-culpa-nao-seja-do-pente/">Continue reading <span class="sr-only">"Choro para pentear o cabelo? Talvez a culpa não seja do pente"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O momento de pentear o cabelo das crianças nem sempre é tão agradável assim. Muitas vezes, o<strong> que era para ser um cuidado se torna um desafio, com direito a bastante choro e reclamações.</strong> Mas talvez a culpa não esteja no pente nem na escova. <strong>Aprender a fazer do jeito certo de desembaraçar os fios importa muito.</strong></p>
<p>Quem concorda com isso é a auxiliar de escritório Thifany Araújo, mãe de uma menina de 4 anos. Pouco tempo atrás, os cuidados capilares pós-banho envolviam gritaria e, vez ou outra, até correria pela casa. Com o cabelo cheio e comprido, a filha reclamava que a escova puxava muito e aquilo lhe causava dor.</p>
<p>“Ela já começava a gritar quando eu pegava as coisas para pentear o cabelo. Muitas vezes, saía correndo e eu tinha que ir atrás. Como a gente estava sempre atrasada, parecia mais uma disputa entre nós duas do que um momento de cuidado”, lembra.</p>
<h2>Nem sempre o problema é o pente</h2>
<p>Segundo a cabeleireira Rô Freire, especialista em atendimento infantil no complexo de beleza Pelle Capelli, é muito comum ouvir dos pais que a criança “odeia pentear o cabelo”. No entanto, normalmente o problema não está no instrumento em si, mas na forma como ele é usado.</p>
<p>“<strong>Quando o desembaraço é feito com pressa, força ou sem preparo prévio dos fios, a experiência se torna desconfortável mesmo.</strong> Além disso, nem sempre o pente é a melhor opção, já que hoje existem escovas e acessórios desenvolvidos para diferentes tipos de cabelo e níveis de sensibilidade”, explica a profissional.</p>
<p><strong>Se o utensílio não é adequado ou o cabelo não está preparado, a criança pode associar o momento à dor e à tensão.</strong> Com o tempo, isso faz com que a resistência infantil apareça antes mesmo de o cuidado começar. Por outro lado, um toque mais delicado transmite segurança, enquanto a conversa durante o processo ajuda na distração.</p>
<h2>Pequenos ajustes fazem diferença</h2>
<p>De acordo com a cabeleireira, pequenas mudanças na rotina podem transformar completamente a experiência de pentear o cabelo da criança. A forma de desembaraçar os fios, o horário escolhido e até o tipo de instrumento utilizado influenciam diretamente no conforto durante o processo.</p>
<p>Por isso, ela recomenda:</p>
<ul>
<li>desembaraçar os fios ainda úmidos;</li>
<li>começar sempre pelas pontas e subir gradualmente até a raiz;</li>
<li>usar movimentos leves e contínuos para evitar puxões;</li>
<li>optar por pentes de dentes largos ou escovas próprias para cabelo infantil;</li>
<li>evitar pentear o cabelo totalmente seco ou começar diretamente pela raiz;</li>
<li>aplicar produtos que reduzam o atrito durante o desembaraço;</li>
</ul>
<p><strong>Além disso, cada tipo de cabelo pede uma abordagem diferente.</strong> Os lisos embaraçam menos, mas formam nós finos, enquanto os ondulados precisam de atenção no comprimento e funcionam melhor úmidos e com creme. Já os cacheados exigem produtos e pentes específicos. Para os crespos, hidratação e divisão em mechas são a melhor alternativa.</p>
<h2>Quando o cuidado vira conexão</h2>
<p>Para a especialista Rô Freire, criar uma rotina tranquila e previsível é a chave para transformar o momento do penteado em algo mais leve. Embora isso pareça difícil, ela recomenda algumas estratégias que ajudam muito no processo:</p>
<ul>
<li>escolher horários em que a criança não esteja com sono ou fome;</li>
<li>conversar e explicar o que está sendo feito;</li>
<li>tornar o momento algo lúdico e tranquilo;</li>
<li>permitir que a criança participe da escolha do penteado;</li>
<li>elogiar o cabelo do pequeno;</li>
<li>colocar uma música ou permitir que ela assista a algo durante o processo.</li>
</ul>
<p>Na casa de Thifany, pequenas mudanças na rotina realmente fizeram diferença. “Comecei a comprar produtinhos de cabelo de criança e a gente faz tipo um ‘spa’ juntas. Também passei a lavar o cabelo dela à noite para já estar mais arrumado de manhã. Vamos conversando, escolhendo o penteado e ela se distrai”, compartilha.</p>
<p>Mesmo assim, ainda há dias de dificuldade e isso é totalmente normal. <strong>O importante é adotar medidas que tornem o momento mais tranquilo e respeitar as emoções da criança.</strong></p>
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		<title>5 sinais que a criança testa o espaço antes de confiar nele</title>
		<link>https://www.baruel.com.br/5-sinais-que-a-crianca-testa-o-espaco-antes-de-confiar-nele/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Baruel Baby]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 12:00:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adaptação e Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Crescer Juntos]]></category>
		<category><![CDATA[Universo Infantil]]></category>
		<category><![CDATA[bebê]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[kids]]></category>
		<category><![CDATA[sociabilização]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entrar em um ambiente novo não é tarefa simples para todas as crianças. Antes de brincar, fazer amizades ou se soltar mais, algumas passam por um período de observação e experimentação do espaço. Esse movimento faz parte do processo saudável de adaptação e os adultos devem respeitá-lo. “Dizer que a criança ‘testa’ um lugar significa<a href="https://www.baruel.com.br/5-sinais-que-a-crianca-testa-o-espaco-antes-de-confiar-nele/">Continue reading <span class="sr-only">"5 sinais que a criança testa o espaço antes de confiar nele"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entrar em um ambiente novo não é tarefa simples para todas as crianças. <strong>Antes de brincar, fazer amizades ou se soltar mais, algumas passam por um período de observação e experimentação do espaço.</strong> Esse movimento faz parte do <strong>processo saudável de adaptação e os adultos devem respeitá-lo.</strong></p>
<p>“Dizer que a criança ‘testa’ um lugar significa <strong>reconhecer que ela precisa experimentá-lo</strong> <strong>– com o corpo, com as emoções e com o vínculo – antes de se sentir segura</strong>. Ela observa, explora, se aproxima, se afasta e testa limites e reações dos adultos”, explica a psicopedagoga e escritora Paula Furtado.</p>
<p>Segundo a profissional, esse teste é uma <strong>forma saudável de ela perguntar, mesmo sem palavras: “aqui é seguro? Eu pertenço a este lugar? Posso ser quem eu sou aqui?</strong>”. A criança precisa viver essa experiência para então se sentir realmente confiante.</p>
<h2>Sinais de que o local está sendo testado</h2>
<p>Quando estão <strong>mapeando emocionalmente o ambiente</strong>, as crianças costumam apresentar comportamentos característicos. Entre os sinais mais comuns estão:</p>
<p>1. Ficar mais <strong>próxima</strong> do adulto de referência.</p>
<p>2. <strong>Circular</strong> pelo espaço sem se fixar em uma atividade.</p>
<p>3. <strong>Observar</strong> mais do que participar.</p>
<p>4. <strong>Testar regras</strong>, perguntando “posso subir aqui?” ou “posso entrar ali?”.</p>
<p>5. Oscilar entre <strong>curiosidade e retraimento</strong>.</p>
<p>A educadora reforça que esse <strong>processo é fundamental para a construção da sensação de segurança e pertencimento.</strong> Ao testar o espaço, os pequenos entendem como funciona, quais são os limites, como os adultos reagem e se suas necessidades serão acolhidas. Só depois disso eles conseguem relaxar e ter mais autonomia.</p>
<p>Em contextos diferentes, o <strong>teste do espaço pode assumir formas variadas:</strong></p>
<ul>
<li><strong>Na escola</strong>: pode surgir como choro durante a adaptação, dificuldade de separação ou resistência às propostas iniciais.</li>
<li><strong>Na casa de familiares</strong>: a criança pode ficar mais quieta ou, ao contrário, testar regras.</li>
<li><strong>Em espaços públicos</strong>: tende a buscar colo, evitar interações ou se movimentar sem um foco específico.</li>
</ul>
<p>Além disso, <strong>crianças diferentes testam os ambientes de maneiras distintas</strong>. <strong>Idade</strong>, <strong>temperamento</strong> (mais sensível, expansivo ou cauteloso), <strong>experiências anteriores</strong>, como mudanças bruscas ou separações, e a <strong>qualidade dos vínculos</strong> influenciam diretamente o ritmo desse processo. “Algumas precisam de mais tempo e isso não é sinal de problema, mas de sensibilidade”, avalia a psicopedagoga Paula Furtado.</p>
<h2>Confiança X pedido de ajuda</h2>
<p>Vale saber que nem sempre a resistência é birra. Recusas, choros, silêncio, oposição ou regressões temporárias também podem ser tentativas de entender quais são os limites daquele espaço e quem será o cuidador ali. Nesses casos, os adultos devem:</p>
<ul>
<li>respeitar o tempo da criança;</li>
<li>nomear os sentimentos;</li>
<li>manter rotinas previsíveis;</li>
<li>serem firmes e acolhedores ao mesmo tempo;</li>
<li>evitar comparações.</li>
</ul>
<p>A especialista garante que, com o passar do tempo, o lugar deixa de ser ameaçador e passa a ser percebido como “pertencente”. Quando isso acontece, a criança costuma:</p>
<ul>
<li>brincar com mais espontaneidade;</li>
<li>se afastar do adulto com segurança;</li>
<li>expressar emoções com mais clareza;</li>
<li>criar vínculos;</li>
<li>demonstra curiosidade e iniciativa.</li>
</ul>
<p>Por fim, Paula reforça que os testes são ótimos sinais de inteligência emocional em construção. A pressa vem do adulto, mas o tempo é da criança. No entanto, se o desconforto for intenso, persistente e impactar o desenvolvimento, o sono, a alimentação ou as relações, é hora de buscar apoio profissional.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Meu filho quer raspar o cabelo por bullying. Devo deixar?</title>
		<link>https://www.baruel.com.br/meu-filho-quer-raspar-o-cabelo-por-bullying-devo-deixar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Baruel Baby]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 12:00:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cabelos e Cabelinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Texturas e Tipos de Cabelo]]></category>
		<category><![CDATA[Universo Infantil]]></category>
		<category><![CDATA[bullying]]></category>
		<category><![CDATA[cabelo]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[kids]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Querer raspar o cabelo por estar sofrendo bullying não é apenas uma vontade estética: é um pedido carregado de dor e sofrimento. Para os responsáveis, o corte pode dar a sensação de ser uma solução rápida, já que a mudança de aparência tende a encerrar o assunto. Mas é preciso olhar além disso para proteger<a href="https://www.baruel.com.br/meu-filho-quer-raspar-o-cabelo-por-bullying-devo-deixar/">Continue reading <span class="sr-only">"Meu filho quer raspar o cabelo por bullying. Devo deixar?"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Querer raspar o cabelo por estar sofrendo <strong>bullying</strong> <strong>não é apenas uma vontade estética: é um pedido carregado de dor e sofrimento.</strong> Para os responsáveis, o corte pode dar a sensação de ser uma solução rápida, já que a mudança de aparência tende a encerrar o assunto. Mas é preciso olhar além disso para proteger a criança.</p>
<p>O psicólogo Ricardo Davids lembra que isso é um <strong>tipo de violência e mexe diretamente com a autoestima e a identidade de quem sofre</strong>. A criança pode começar a acreditar que precisa se adaptar para ser aceita, só que o verdadeiro problema está no ambiente. Por isso, o foco não deve ficar apenas na vítima – tudo deve ser observado.</p>
<p>“Para chegar a esse ponto, de raspar o cabelo, já existe um problema sistêmico gravíssimo, que transcende o grupinho imediato que faz o bullying. Esse espaço diz que a pessoa não pode ser o que ela é”, alerta o profissional.</p>
<h2>O que esse pedido revela</h2>
<p><strong>Crianças usam o corpo para comunicar estados internos antes de conseguirem explicar tudo em palavras.</strong> Assim, o desejo de “apagar” um traço da própria aparência pode vir acompanhado de sensações corporais difíceis e emoções intensas, como raiva, nojo e rejeição de si mesmo. Achar que é uma simples fase ou um exagero tende a minimizar o sofrimento.</p>
<p>Além disso, <strong>existe diferença entre o desejo genuíno de mudança e o pedido movido pela tentativa de evitar dor.</strong> Quando ocorre por afirmação de identidade e pertencimento em grupos harmônicos, pode ser saudável. Agora, se for uma pré-condição para ser aceito por quem exclui ou ridiculariza, exige intervenção.</p>
<p>Segundo Davids, o impacto disso pode ser profundo. Ele cita a autora Melanie Harned ao mencionar pensamentos que podem se consolidar com a repetição do bullying, como “sou feio, defeituoso e indesejável” ou “eu não pertenço”. Com o tempo, a criança pode passar a se esconder para não ser criticada.</p>
<h2>Como acolher sem agir no impulso</h2>
<p>A orientação central é <strong>acolher e validar o que está acontecendo, sem atender ao pedido de imediato quando ele surge como reação a um ambiente hostil</strong>. Permitir a mudança sem trabalhar o que está por trás pode reforçar os termos da exclusão.</p>
<p>Para entender o que ocorre na escola, o profissional recomenda <strong>ouvir sem julgar e sem induzir respostas</strong>. Repetir com suas palavras o que a criança contou e fazer perguntas abertas – como “o que mais aconteceu?”, “quem participou?” e “o que você sentiu?” – ajudam a ampliar a compreensão.</p>
<p>“Depois disso, é essencial investigar o ambiente e envolver a instituição. Um caso de bullying nunca é resolvido individualmente, porque é um problema coletivo”, orienta o psicólogo Ricardo Davids.</p>
<h2>Sinais de alerta e próximos passos</h2>
<p>O <strong>conceito de bullying já caracteriza o intolerável</strong>, pois se trata de um processo sistêmico e crônico em que a vítima raramente consegue se proteger sozinha. Mas alguns sinais indicam que o impacto está exigindo apoio psicológico mais próximo:</p>
<ul>
<li>alterações de humor (muita raiva ou muita tristeza);</li>
<li>isolamento social;</li>
<li>relutância em ir à escola;</li>
<li>negligência com o autocuidado;</li>
<li>mudanças bruscas de comportamento;</li>
<li>vergonha e tentativa de esconder o sofrimento.</li>
</ul>
<p>Lembre-se: <strong>a escola tem papel central e indispensável</strong>. “É comum que a vítima desenvolva habilidades e, ainda assim, o bullying continue, porque o ambiente mantém a estigmatização. Desconfie de instituições que criam barreiras para enfrentar o problema”, reforça o profissional.</p>
<p>Ricardo ainda lembra que quem vive o bullying sofre prejuízos no desenvolvimento de habilidades sociais, negociação e tolerância à frustração. A naturalização da violência traz consequências futuras, em relações e até no trabalho.</p>
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