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	<title>Saiba mais sobre dor no tornozelo - Tenys Pé Baruel</title>
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	<title>Saiba mais sobre dor no tornozelo - Tenys Pé Baruel</title>
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		<title>Por que a dor no calcanhar pode chegar ao tornozelo?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Equipe Tenys Pé]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Feb 2026 12:00:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dor no Calcanhar]]></category>
		<category><![CDATA[Sintomas e Dores]]></category>
		<category><![CDATA[Universo do Pé]]></category>
		<category><![CDATA[dor no calcanhar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sentir dor no calcanhar já é desconfortável. Quando começa a se espalhar para o tornozelo, então, o sinal de alerta se acende. Esse tipo de irradiação costuma estar ligada a alterações na marcha e sobrecargas em cadeia, mas tem solução. Com o diagnóstico correto e tratamento adequado, o quadro tende a responder bem. A ortopedista<a href="https://www.baruel.com.br/por-que-a-dor-no-calcanhar-pode-chegar-ao-tornozelo/">Continue reading <span class="sr-only">"Por que a dor no calcanhar pode chegar ao tornozelo?"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Sentir <strong>dor no calcanhar</strong> já é desconfortável. <strong>Quando começa a se espalhar para o tornozelo, então, o sinal de alerta se acende</strong>. Esse tipo de irradiação <strong>costuma estar ligada a alterações na marcha e sobrecargas em cadeia, mas tem solução</strong>. Com o diagnóstico correto e tratamento adequado, o quadro tende a responder bem.</p>
<p>A ortopedista Marília Manfrinato, especialista em cirurgia de pé e tornozelo do Hospital São Marcelino Champagnat, explica que as <strong>causas mais comuns de dor no calcanhar incluem fascite plantar (associada ou não ao esporão), tendinopatias do tendão de Aquiles, atrofia do coxim gorduroso plantar e compressões nervosas</strong>.</p>
<p>“A <strong>fascite plantar responde por cerca de 80% dos casos de dor no calcanhar</strong>. Quando há sobrecarga nessa região, a forma de pisar muda e isso pode aumentar a tensão no tornozelo”, justifica a médica.</p>
<h2>Por que a dor pode irradiar?</h2>
<p>A dor não se espalha por acaso do pé para o calcanhar. Estruturas como a fáscia plantar, o tendão de Aquiles e a musculatura da panturrilha funcionam como uma cadeia integrada nos movimentos do pé e do tornozelo. <strong>Quando o calcanhar dói, o corpo altera a marcha para aliviar o impacto e essa adaptação acaba sobrecarregando outras regiões</strong>.</p>
<p>Em casos crônicos de fascite plantar, por exemplo, a dor pode se espalhar mesmo sem lesões estruturais mais graves. O alerta surge quando aparecem sintomas como:</p>
<ul>
<li>Dor em queimação, formigamento ou dormência;</li>
<li>Dor muito intensa, difusa e persistente;</li>
<li>Piora súbita, com dificuldade para apoiar o pé ou caminhar.</li>
</ul>
<p>Tais sinais podem indicar compressões nervosas, fraturas ou rupturas e exigem avaliação médica imediata.</p>
<h2>Estruturas que podem estar envolvidas</h2>
<p>Quando a dor atinge calcanhar e tornozelo ao mesmo tempo, diferentes estruturas podem estar associadas ao quadro, como:</p>
<ul>
<li>Nervo tibial posterior;</li>
<li>Nervos plantares;</li>
<li>Nervo calcâneo inferior;</li>
<li>Nervo sural;</li>
<li>Fáscia plantar, tendão de Aquiles e articulações do pé e do tornozelo.</li>
</ul>
<p>O padrão da dor ajuda na investigação, mas não define sozinho a causa. Vale saber:</p>
<ul>
<li><strong>Dores mecânicas</strong> costumam piorar com o uso e melhorar com o repouso;</li>
<li><strong>Dores inflamatórias</strong> são mais intensas em repouso, especialmente pela manhã;</li>
<li><strong>Dores degenerativas</strong> tendem a combinar características dos dois tipos (mecânicas e inflamatórias).</li>
</ul>
<h2>Quando investigar a dor mais a fundo</h2>
<p>A especialista Marília Manfrinato diz que dores persistentes, crônicas ou sem causa bem definida pedem investigação mais aprofundada. Também merecem atenção especial os casos de:</p>
<ul>
<li>Dor intensa após quedas ou entorses;</li>
<li>Sinais inflamatórios ou infecciosos, como inchaço, calor e vermelhidão;</li>
<li>Piora progressiva da dor, especialmente em pessoas com diabetes;</li>
<li>Manutenção da dor mesmo após cirurgia ou tratamento conservador bem conduzido.</li>
</ul>
<p>O diagnóstico parte da história clínica e do exame físico. Em muitas situações, a fascite plantar pode ser confirmada por ultrassonografia, enquanto compressões nervosas e tendinopatias podem exigir ressonância magnética.</p>
<h2>O papel da fisioterapia no controle da dor</h2>
<p>Do ponto de vista funcional, a fisioterapeuta Flavia Makoski Ciescilivski, do Hospital Universitário Cajuru, esclarece que a reação automática à dor no calcanhar é a pessoa tentar tirá-lo do chão o mais rápido possível.</p>
<p>“Isso encurta o tempo de apoio inicial e antecipa a carga sobre o tornozelo, que passa a absorver impacto sem a ajuda adequada do calcâneo”, detalha a profissional.</p>
<p>Na prática, esse mecanismo de proteção gera compensações como pisar mais de lado, sobrecarregar músculos que não deveriam assumir essa função e perder eficiência na caminhada. Com o tempo, <strong>surgem cansaço precoce, sensação de peso na perna e dor em novas regiões.</strong></p>
<h2>Reorganizar o movimento é essencial</h2>
<p>A fisioterapia atua para interromper esse efeito em cadeia, não apenas aliviando a dor, mas reorganizando a forma de andar. Entre as abordagens mais utilizadas estão:</p>
<ul>
<li>Reintrodução progressiva do contato do calcanhar com o solo;</li>
<li>Exercícios de transferência lenta de peso do retropé para o antepé;</li>
<li>Treinos de apoio respeitando a tolerância à carga;</li>
<li>Fortalecimento e reeducação do movimento.</li>
</ul>
<p>“<strong>O fortalecimento e a reeducação são decisivos para evitar que a dor se espalhe ou se torne crônica</strong>. Não é só tratar o calcanhar, mas devolver ao corpo uma pisada eficiente”, reforça a fisioterapeuta.</p>
<p>Além disso, a ortopedista Marília reforça que <strong>a dor no calcanhar não deve ser normalizada</strong>. Quanto mais precoce for a avaliação, maiores são as chances de resolução com tratamentos mais simples e conservadores.</p>
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