Conheça o Universo do Pé
O que é a análise da marcha e por que ela é tão importante?
A marcha é o ato de caminhar e envolve uma sequência complexa de movimentos coordenados entre pés, tornozelos, joelhos, quadris e coluna. Qualquer alteração nesse processo pode gerar sobrecargas, compensações e, com o tempo, dores e lesões em diferentes partes do corpo. Por isso, a análise da marcha é uma ferramenta fundamental na avaliação da saúde locomotora. A análise da marcha consiste na observação detalhada de como a pessoa caminha, avaliando o apoio dos pés no solo, a distribuição do peso corporal, o alinhamento dos membros inferiores e o movimento das articulações durante cada fase do passo. Muitas vezes, o paciente sente dor no joelho, no quadril ou na lombar, mas a causa do problema está na forma como os pés realizam o contato com o chão. Pisada inadequada Quando a pisada é inadequada, o corpo passa a realizar compensações biomecânicas para manter o equilíbrio e a locomoção. Essas compensações podem provocar rotações excessivas das pernas, desalinhamento dos joelhos e sobrecarga nos quadris, favorecendo o surgimento de dores crônicas, inflamações e desgaste articular. O joelho, por exemplo, é uma articulação que sofre grande influência da pisada, pois recebe tanto o impacto do solo quanto as alterações de alinhamento vindas dos pés e dos quadris. Já os quadris têm papel essencial na estabilidade e no controle do movimento durante a marcha. Quando esses segmentos não trabalham em harmonia, todo o corpo é afetado. Análise da marcha A importância da análise da marcha está justamente na identificação precoce desses desequilíbrios. Através dessa avaliação, o profissional consegue compreender a origem das queixas do paciente e propor um plano de cuidado individualizado. Isso pode incluir orientações posturais, cuidados podológicos específicos, exercícios de fortalecimento e alongamento e, quando indicado, o uso de órteses plantares. Além do tratamento, a análise da marcha tem um papel essencial na prevenção. Crianças, adultos, idosos, atletas e pessoas com doenças crônicas podem se beneficiar dessa avaliação, evitando o agravamento de alterações que poderiam evoluir para quadros mais complexos no futuro. Investir na análise da marcha é investir em qualidade de vida. Cuidar da forma de caminhar é cuidar do corpo como um todo, promovendo equilíbrio, conforto e saúde a cada passo.
Escalda-pés: 3 receitas para relaxamento e bem-estar
Depois de um longo dia, um escalda-pés pode ser a solução ideal para aliviar o cansaço, melhorar a circulação e promover o bem-estar. A prática consiste em mergulhar os pés em água morna com ingredientes que potencializam seus benefícios, como sais, óleos essenciais e ervas naturais. Segundo a esteticista e cosmetóloga Talita Bovi, um bom escalda-pés é capaz de atender e tratar diversas queixas, entre cansaço, estresse, ansiedade, ressecamento, insônia, inchaço e peso, tensão e rigidez, hiperidrose e até bromidrose, o famoso chulé. A dica é deixar a temperatura da água por volta de 36 °C e 40 °C, proporcionando relaxamento sem causar desconforto. "Pode ser feito de uma a duas vezes por semana, especialmente após dias intensos ou longos períodos em pé. Apesar disso, repetir semanalmente é suficiente para manter os pés hidratados e saudáveis", ensina. Benefícios do escalda-pés Sem restrições de idade, o ritual é um convite ao relaxamento e ainda tem uma série de benefícios, como: Alívio do cansaço e tensão muscular. Melhora a circulação sanguínea. Redução do estresse e ansiedade. Hidratação e recuperação da pele ressecada. Diminuição da sensação de inchaço nos pés. No entanto, a profissional alerta para situações em que o escalda-pés não é recomendado. "Pessoas com diabetes descompensada, hipotensão, trombose, doenças de pele ou feridas abertas devem evitar a prática para não agravar suas condições", orienta. Gestantes na reta final da gravidez também fazem parte da lista. De acordo com a especialista, o calor excessivo nos pés pode aumentar o fluxo sanguíneo de forma indesejada e causar desconfortos. É importante ter liberação médica e supervisão. Caseiro X profissional Apesar de poder ser realizado em casa, o escalda-pés feito por um profissional oferece algumas vantagens adicionais. "Em clínicas especializadas, é possível personalizar os ingredientes e combinar a técnica com massagens relaxantes, reflexologia e hidratação profunda, intensificando os resultados", ressalta a cosmetóloga. Mas se a ideia é aproveitar o momento de cuidado em casa, a especialista compartilha três receitas fáceis e eficazes para diferentes necessidades. Aprenda e aproveite! Como fazer escalda-pés em casa Escalda-pés relaxante Indicado para alívio do estresse e relaxamento profundo. Serão necessários: 3 litros de água morna 1/2 xícara de sal grosso 5 gotas de óleo essencial de lavanda 3 colheres (sopa) de flores secas de camomila ou 3 sachês de chá de camomila Creme hidratante para os pés Modo de preparo 1. Com a água em temperatura confortável, adicione o sal grosso e misture bem até dissolver. 2. Acrescente o óleo essencial e as flores (ou sachês de chá) de camomila. 3. Mergulhe os pés por 15 a 20 minutos, preferencialmente estando em um ambiente tranquilo. 4. Para finalizar, seque os pés e aplique o creme hidratante. Escalda-pés para bromidrose (chulé) Recomendado para controle de odores, redução do suor e combate a bactérias. Serão necessários: 3 litros de água morna 1/2 xícara de vinagre de maçã 5 gotas de óleo essencial de melaleuca (tea tree) 2 colheres (sopa) de hortelã fresca ou seca Creme hidratante antisséptico para os pés Modo de preparo 1. Com a água em temperatura confortável, adicione o vinagre de maçã. 2. Acrescente o óleo essencial e as folhas de hortelã. 3. Mergulhe os pés por 20 minutos. 4. Seque bem e aplique o hidratante antisséptico. Escalda-pés para dores musculares Ajuda a aliviar tensões e dores nos pés e pernas. Serão necessários: 3 litros de água quente 1/2 xícara de sal grosso 5 gotas de óleo essencial de eucalipto 5 gotas de óleo essencial de alecrim 2 colheres (sopa) de hortelã fresca ou seca Creme hidratante para os pés Modo de preparo 1. Com a água em temperatura quente, mas confortável, acrescente e dissolva o sal grosso. 2. Acrescente os óleos essenciais e a hortelã. 3. Deixe os pés imersos por 20 minutos. 4. Finalize com um creme hidratante. “Uma dica final: sempre hidrate bem os pés após o escalda-pés, especialmente se utilizou sal ou vinagre, para evitar ressecamento”, conclui a esteticista.
Massagem nas pernas: como e porque fazer no dia a dia
Seja para aliviar dores, relaxar ou melhorar a circulação, a massagem nas pernas pode ser uma grande aliada do bem-estar. Com diferentes técnicas, ajuda a reduzir o cansaço, o estresse e corrigir as dores causadas por má postura e sobrecarga, situações geralmente experimentadas no dia a dia. “Existem vários tipos de massagem que podem ajudar a aliviar dores nas pernas, como a drenante, que é a massagem de drenagem linfática; a de pontos de gatilhos, pontos de tensões e a automassagem”, cita o massoterapeuta Evaristto Silva. Principais técnicas de massagem nas pernas A seguir, o profissional destaca e explica algumas das técnicas mais comuns e indicadas para tratar queixas associadas às pernas, como inchaço, dores musculares e mais. Drenagem linfática: auxilia na eliminação de líquidos retidos, reduzindo inchaço e toxinas. Também é recomendada para ajudar na prevenção da celulite. Massagem de pontos de gatilho: indicada para quem tem dores crônicas ou lesões, ajudando a aliviar contraturas musculares severas. Massagem desportiva: combina movimentos suaves e pressões mais profundas, melhorando a recuperação muscular. Automassagem: pode ser feita em casa, com movimentos de pressão e deslizamento, trazendo alívio imediato para tensão e fadiga. Além dessas, há a reflexologia, uma técnica aplicada nos pés, mas que influencia diretamente as pernas e outras regiões do corpo. Segundo Evaristto, a pressão exercida em pontos específicos dos pés pode estimular órgãos internos, melhorar a circulação sanguínea e até aliviar sintomas emocionais. “O corpo sobrecarrega essa região e a reflexologia faz com que o fluxo sanguíneo volte para a parte superior, trazendo uma sensação de alívio geral”, explica. Massagem relaxante X terapêutica O profissional também ensina a escolher o melhor tipo de massagem para cada caso: Massagens relaxantes: buscam aliviar o estresse e promover o bem-estar geral, ou seja, proporcionam um alívio progressivo para o corpo todo. Massagem terapêutica: é focada em tratar dores e tensões específicas. Apesar de finalidades diferentes, ambas compartilham benefícios importantes. “Movimentos como deslizamento, fricção e amassamento estimulam o fluxo sanguíneo, reduzindo a fadiga muscular e promovendo uma sensação de leveza”, aponta Silva. Quem não pode fazer massagem? Embora a prática traga muitos benefícios, há situações em que ela deve ser evitada ou aplicada com cautela: Casos de trombose; Pacientes com feridas abertas; Durante febre e infecções; Quadros de cardiopatias; Doenças específicas, como osteoporose severa e câncer; Gestantes sem liberação médica. De acordo com o massoterapeuta, as restrições são necessárias porque as massagens podem agravar os casos citados. Três movimentos simples para aliviar a tensão Evaristto ensina três técnicas principais para quem quer aprender, na prática, como relaxar e diminuir o estresse. Ponto de pressão: pressione suavemente os pontos de tensão nas pernas por alguns segundos para aliviar dores localizadas. Deslizamento: com as mãos espalmadas, deslize do tornozelo até a coxa para estimular a circulação. Amassamento: segure a musculatura da panturrilha ou da coxa e aperte suavemente, ajudando a relaxar e aliviar a fadiga muscular. Se desejar, pode investir em alguns produtos para potencializar os efeitos. “Óleos neutros, como os de coco e amêndoas, são boas opções, desde que a pessoa não tenha alergias”, diz o especialista.
Conheça o Universo Infantil
Tédio na infância também é aprendizado e estímulo
Quando a criança diz que “não tem nada para fazer”, muitos adultos interpretam isso como um sinal de falha. Surge a tentação de oferecer uma tela, sugerir uma atividade ou preencher o silêncio rapidamente. Mas o tédio não significa ausência de estímulo: é uma pausa necessária para que algo novo surja. Vamos entender mais? Para a psicopedagoga e escritora Paula Furtado, o tédio é um estado de transição importante para o desenvolvimento infantil. Ele acontece quando não há um estímulo externo imediato e a criança precisa olhar para dentro e para o entorno para criar algo próprio. Esse “vazio” é, na verdade, um terreno fértil para imaginação e iniciativa. “O tédio é uma pausa que permite inventar. É nele que surgem a criatividade, a autonomia e a capacidade de brincar sozinha. Quando o adulto sustenta esse momento, ele está oferecendo uma oportunidade de crescimento emocional”, explica a profissional. Por que o tédio incomoda adultos Muitos pais e cuidadores sentem desconforto ao ver a criança entediada, porque associam o estado de pausa à negligência ou perda de tempo. A sensação de que é preciso entreter a qualquer instante pode despertar culpa, ansiedade ou a impressão de que algo está errado. Na prática, muitas vezes o adulto tenta silenciar o próprio incômodo. Só que o tédio saudável favorece habilidades fundamentais para a vida adulta. Isso porque ajuda o pequeno a: desenvolver criatividade ao inventar brincadeiras; fortalecer a autonomia ao decidir o que fazer; exercitar a autorregulação ao tolerar frustração e espera; construir iniciativa sem depender do responsável. Esse processo não é simples. Pelo contrário, é inquieto e transitório. As crianças podem circular pela casa, observar objetos e até reclamar que estão sem ideias. Mas essa fase passa: depois dela, surge a brincadeira espontânea, um sinal de que o estado foi atravessado da forma mais saudável possível. Sinais de alerta O tédio deixa de ser positivo quando se torna persistente e acompanhado de sofrimento emocional. Alguns sinais chamam atenção para a necessidade de maior atenção e vínculo entre criança e adulto: apatia constante; tristeza frequente; isolamento excessivo; irritabilidade intensa; comportamentos regressivos. Outro risco aparece quando a tela é oferecida como resposta automática ao vazio. Se o estímulo digital entra sempre como solução imediata, a criança deixa de aprender a atravessar o próprio tédio, prejudicando atenção, tolerância à frustração e imaginação. “Usar a tela constantemente pode, a longo prazo, empobrecer o brincar e dificultar a construção da autonomia emocional”, pontua a psicopedagoga Paula Furtado. Como não recorrer à tela Sustentar o tédio não significa abandonar a criança, mas confiar no processo. Frases simples como “pode ser chato mesmo” ou “veja o que você consegue inventar” ajudam a validar o sentimento sem resolver imediatamente a situação. Outras estratégias que favorecem esse atravessamento são: oferecer objetos não estruturados, como caixas, tecidos, papéis ou massinha; manter menos brinquedos disponíveis ao mesmo tempo; fazer convites abertos, como “o que daria para fazer com isso?”; estabelecer tempos claros para tela e, também, para ócio. Paula reforça que o equilíbrio está na intenção. A tela pode existir, mas não como solução automática. Afinal, o tédio não é um problema a ser corrigido: é uma etapa a ser vivida. “Quando o adulto sustenta esse espaço com presença e confiança, a criança descobre ser capaz de criar sentido por conta própria”, finaliza.
Primeiro corte de cabelo: como se preparar para o momento
O primeiro corte de cabelo costuma ser mais do que uma simples ida ao salão. Para muitas famílias, marca a passagem simbólica do bebê para uma nova fase da infância, despertando nostalgia, expectativa e até um certo aperto no coração. Entre fotos, vídeos e mechas guardadas, o momento se transforma em memória afetiva. Com Giovanna Moura, mãe de um menino de 3 anos, não foi diferente: a decisão veio acompanhada por emoção e muito significado. “Escolhemos o corte ‘tigelinha’, que eu sempre fui apaixonada. Senti como se ele estivesse virando um mocinho porque precisava cortar o cabelo”, lembra, com saudade. O menino se mostrou curioso e corajoso, sobretudo após acompanhar o corte do melhor amigo. No salão infantil, com carrinhos e brinquedos, o clima ajudou. “Eu chorei. O pai ficou todo bobo. Tiramos fotos, gravamos, foi lindo!”, conta a mãe. Aproveitaram o momento e guardaram uma pequena mecha do cabelo no livrinho de maternidade, como registro de uma fase bonita. Mudança visível, emoção inevitável Para a cabeleireira infantil Rô Freire, do complexo de beleza Pelle Capelli, o primeiro corte costuma ser carregado de emoção porque simboliza crescimento. “Representa uma mudança visível no desenvolvimento da criança. A imagem do bebê começa a dar lugar a uma nova fase, o que desperta apego, nostalgia e até insegurança”, comenta. No dia a dia do salão, ela afirma que o momento vai além da estética. Costuma ser nessa hora que os adultos percebem que os filhos estão crescendo. Para um marco afetivo tão importante, os pais e cuidadores buscam um profissional de confiança, afinal, não é apenas um cabelo; é a primeira mudança de visual. Existe idade certa para cortar? Não há idade adequada para o primeiro corte. Segundo Rô Freire, o que orienta essa decisão é a necessidade prática: os fios atrapalham a visão; o comprimento dificulta a higiene; o cabelo começa a afetar a rotina. Mas a escolha deve sempre partir da família, que conhece de perto a rotina da criança. Por outro lado, o papel do profissional, nesse contexto, é adaptar o atendimento à fase em que a criança está, independentemente da idade. Mais do que seguir um calendário, o importante é respeitar o ritmo e o conforto do pequeno. Medos, expectativas e preparação A cabeleireira infantil observa que muitos pais chegam apreensivos, preocupados se o pequeno vai chorar, se vai se mexer demais ou se a experiência pode se tornar negativa. Ainda existe a expectativa de que o corte seja rápido, seguro e confortável. “A forma como os adultos conduzem o momento influencia diretamente a reação da criança. Manter postura tranquila, evitar frases que criem medo e não tratar o corte como obrigação ajudam bastante”, garante. Por isso, conversar com os pais durante o processo e ajustar o atendimento conforme a reação do minicliente faz parte de uma condução cuidadosa. Quando os responsáveis confiam no profissional e transmitem segurança, tudo flui melhor. Um ritual que pode ser leve Para quem é da área, o primeiro corte exige sensibilidade. Entre os principais fatores para a experiência ser positiva estão: estar em um ambiente calmo; oferecer atendimento respeitoso e com pausas; ter um profissional que compreenda o comportamento infantil. “Não se trata de velocidade, mas de condução cuidadosa, ajustando postura e técnica ao movimento da criança. Afinal, o primeiro corte não é apenas um serviço técnico: envolve escuta, paciência e repertório”, argumenta Rô Freire. Para a mãe Giovanna, o episódio com o filho é lembrado com serenidade. “É uma fase como muitas outras da maternidade. Dá saudade daquele bebezinho, mas às vezes o corte é também uma necessidade. E quanto mais leve e legal for, melhor.”
Bico de silicone: ajuda mesmo todas as mães?
A amamentação nem sempre começa de forma simples. Dor, insegurança e dificuldades na pega podem transformar o que deveria ser um momento de conexão em fonte de sofrimento. Nessas situações, muitas mães ouvem falar do bico de silicone. Nem solução mágica, nem vilão, o acessório divide opiniões e tem indicações específicas. Com dores intensas nos seios, fissuras no mamilo e impasses na sucção da bebê, o pediatra recomendou o uso do bico de silicone para a lash designer Aline Lins, de 36 anos. Mãe de primeira viagem, ela não aceitou a alternativa de primeira, porque sentia que estava “falhando” na maternidade. “A amamentação foi uma tortura para mim. Eu tinha muita aflição de amamentar por causa do silicone e parecia que nunca dava certo. Comecei a ter dores, machucados e minha filha não estava com peso adequado por causa desses problemas”, lembra. Quando o bico de silicone é indicado? A enfermeira obstetra e consultora materna de amamentação Cinthia Calsinski explica que o bico de silicone é um dispositivo auxiliar, utilizado em situações específicas para facilitar a transição ou manutenção da amamentação. O uso deve sempre ter um objetivo claro e acompanhamento profissional. Entre as situações mais comuns que levam ao uso, estão: dor intensa ao amamentar, geralmente associada à pega inadequada; fissuras mamilares, muitas vezes consequência de manejo incorreto; dificuldade de pega do bebê, especialmente nos primeiros dias; uso precoce de bicos artificiais; casos específicos de mamilos planos ou invertidos, sempre após avaliação. Já rotina ou prevenção não são motivos para usá-lo. “Nem todas as mães se beneficiam com o bico de silicone e a recomendação ocorre apenas após avaliação individualizada da dupla mãe-bebê. Muitas dificuldades iniciais podem ser resolvidas com ajustes de posição, pega e manejo, sem necessidade do bico”, pondera a especialista. Riscos e limites do uso Na maioria dos casos, o acessório deve ser encarado como estratégia temporária, com plano claro de acompanhamento e retirada progressiva. Em determinadas situações, pode ser utilizado por mais tempo, mas sempre com monitoramento ativo. Isso porque, quando utilizado de forma inadequada, pode: reduzir a estimulação direta da mama, interferindo na produção de leite; dificultar a transferência eficaz de leite, levando a ganho de peso insuficiente; prolongar dificuldades de pega; atrasar a adaptação ao peito; aumentar o risco de desmame precoce. “É importante reforçar que o dispositivo não vai tratar a causa do problema. Ele pode aliviar temporariamente os sintomas da mãe, mas, em algumas vezes, nem isso acontece”, alerta a consultora de amamentação Cinthia Calsinski. Como saber se está ajudando (ou não) A enfermeira obstetra recomenda atenção aos sinais bons e ruins para avaliar se o uso do bico de silicone está sendo realmente positivo ou causando algum prejuízo. Está ajudando se: o bebê suga de forma eficaz e relaxa após as mamadas; há ganho de peso adequado; a mãe sente redução da dor. Atrapalha em casos em que: as mamadas sejam muito longas ou ineficazes; o bebê não ganha peso adequadamente; a produção de leite acaba reduzida; surge a dificuldade de amamentar sem o bico ao longo do tempo. Apesar de resistir no início, Aline Lins foi incentivada pela sogra a testar a alternativa. “Acabou sendo muito bom. A aflição passou, os machucados sararam e minha filha teve sucesso na pega. Devia ter usado antes”, relembra. Quando se recuperou e ganhou mais segurança, ela deixou de usar e a amamentação deu certo.








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