Conheça o Universo do Pé
6 dicas práticas para evitar o ressecamento nos pés no inverno
Os pés ficam mais ressecados no inverno por causa do ar seco e frio, pelo uso de sapatos fechados e pelos banhos quentes e demorados. Para evitar o ressecamento e até mesmo prevenir o surgimento de fissuras podais que podem além de causar dor, ser uma porta de entrada para fungos e bactérias, nossa colunista dá seis dicas simples para o dia a dia. São elas: 1. Hidrate todos os dias No inverno, o ar fica mais seco e a pele perde água mais rápido. Use cremes específicos para os pés, ricos em ureia, manteiga de karité ou óleo de amêndoas. 2. Evite banhos muito quentes e demorados A água quente retira a oleosidade natural da pele, deixando os pés ainda mais ressecados. 3. Use meias de algodão Elas ajudam a manter a hidratação e deixam a pele respirar, evitando rachaduras. 4. Faça esfoliação semanal Remove células mortas e ajuda o hidratante a penetrar melhor. Mas sem exageros para não agredir a pele. 5. Beba água! Mesmo no frio, mantenha-se hidratado. A água é fundamental para a saúde da pele. 6. Faça manutenção com seu podólogo Um profissional pode prevenir fissuras e orientar o melhor cuidado para o seu tipo de pele. Cuide dos seus pés. Eles sustentam você o ano todo!
O que é neuropatia periférica?
Neuropatia periférica é uma condição que afeta os nervos periféricos. Os nervos periféricos são responsáveis pela comunicação entre o sistema nervoso central e o restante do corpo, incluindo os músculos, a pele e os órgãos internos. Essa condição ocorre quando um ou mais nervos são danificados, o que pode causar uma variedade de sintomas. Sintomas da neuropatia periférica Dormência ou sensação de formigamento, especialmente nas mãos e pés. Dor nas extremidades, que pode ser descrita como uma sensação de queimação ou choque. Fraqueza muscular. Dificuldade em coordenar os movimentos ou manter o equilíbrio. Causas da neuropatia As causas podem ser variadas e incluem: Diabetes mellitus (uma das causas mais comuns). Alcoolismo. Infecções (como HIV ou herpes zóster). Deficiência de vitaminas, como a vitamina B12. Lesões físicas nos nervos. Exposição a substâncias tóxicas (por exemplo, certos medicamentos, produtos químicos industriais). Doenças autoimunes ou inflamatórias, como lúpus ou artrite reumatoide. O tratamento da neuropatia periférica depende da causa subjacente e pode incluir medicamentos para aliviar a dor, terapias físicas, mudanças na dieta e controle de condições médicas associadas, como diabetes.
Calor e sapatos apertados agravam o Neuroma de Morton
O Neuroma de Morton é uma inflamação do nervo localizado entre os ossos do antepé, geralmente no terceiro e quarto dedos. A compressão constante dessa região provoca espessamento do nervo, dor, sensação de queimação, formigamento e até a impressão de estar ‘pisando em uma pedrinha’. O desconforto pode ser ainda pior com gatilhos como o calor e o uso de sapatos apertados. Paulo Frederico, ortopedista especialista em cirurgia do pé e tornozelo e presidente da Comissão de Ensino e Treinamento da SBOT-RJ, esclarece que as altas temperaturas causam dilatação dos vasos e leve inchaço nos pés, o que aumenta a pressão sobre o nervo. Já calçados inadequados comprimem a cabeça dos metatarsos e agravam ainda mais a inflamação. “O calor intensifica os sintomas e os calçados estreitos comprimem o nervo entre os ossos do antepé, gerando atrito e dor. Por isso, quem sofre com o Neuroma de Morton deve redobrar a atenção nos dias quentes e evitar sapatos que apertem ou tenham salto alto”, reforça o médico. Cuidados com fatores de risco O ideal é evitar sapatos de bico fino, salto alto e solado rígido, pois esses modelos empurram o peso do corpo para o antepé e comprimem os dedos. A orientação é apostar em opções com bico largo, solado macio e bom amortecimento, como tênis esportivos. Mas, além do calor e dos calçados estreitos, há outros gatilhos que favorecem o desenvolvimento do Neuroma de Morton: Pés cavos ou planos (pois alteram a distribuição da carga); Encurtamento do tendão de Aquiles; Ganho de peso recente; Traumas repetitivos no antepé; Atividades de impacto, como corrida ou salto, que aumentam a sobrecarga. Por isso, não basta dedicar atenção apenas no verão ou escolher o sapato certo: é preciso olhar para todos esses possíveis estímulos e focar na prevenção. Como identificar o Neuroma de Morton O ortopedista destaca a dor em queimação entre os dedos, com irradiação para as pontas, como o sintoma mais marcante. Também é comum a sensação de “choque” ou da famosa “pedrinha no sapato”, que piora com o uso de calçados apertados e melhora ao caminhar descalço. Ele esclarece que o diagnóstico é geralmente clínico, baseado no exame físico e no Teste de Mulder, que aplica compressão lateral no antepé para reproduzir a dor. Exames como ultrassom e ressonância magnética complementam a avaliação, mostrando o espessamento do nervo e sinais inflamatórios. Tratamentos mais eficazes Na grande maioria dos casos, o tratamento é conservador e envolve: Troca dos calçados; Uso de palmilhas com apoio retrocapital; Fisioterapia e alongamentos; Aplicação local de anti-inflamatórios; Infiltrações guiadas, quando necessário; Ajustes no treino para quem pratica corrida. O médico observa que, se a dor se tornar crônica e resistente, pode ser indicada cirurgia para remoção do neuroma ou técnicas percutâneas que redistribuem a carga metatarsal. “O Neuroma de Morton é uma condição benigna, mas que pode afetar a qualidade de vida se for ignorada. Reconhecer os sintomas e cuidar dos pés com atenção é essencial para manter o corpo em movimento e livre de dor”, finaliza Paulo.
Conheça o Universo Infantil
Como acertar no shampoo e condicionador do bebê
Com as prateleiras cheias de opções e novas linhas infantis surgindo o tempo todo, escolher o melhor shampoo e condicionador para o bebê pode ser uma tarefa mais difícil do que parece ser. No entanto, para além do cheirinho gostoso e das embalagens coloridas, é preciso prestar atenção na composição para evitar riscos à saúde. O pediatra Henrique Albuquerque, da plataforma de consultas INKI, explica que os recém-nascidos têm a pele até 30% mais fina que a do adulto, ou seja, é mais permeável e absorve substâncias químicas com maior facilidade. Por isso, a primeira atenção deve estar nos componentes presentes no rótulo do produto. “A recomendação é priorizar fórmulas com pH fisiológico entre 4,5 e 6,0, que ajudam a preservar o chamado ‘manto ácido’ da pele do bebê. Essa camada de proteção é fundamental, porque a barreira cutânea ainda imatura torna a região mais suscetível a irritações e alergias”, orienta o especialista. Fórmulas suaves são mais seguras Além do pH adequado, o médico recomenda verificar se o produto é hipoalergênico, testado oftalmologicamente e livre de substâncias potencialmente irritantes. Entre os componentes que merecem atenção estão sulfatos agressivos, parabenos, corantes artificiais e fragrâncias intensas, capazes de desencadear irritações no couro cabeludo e até nos olhos. Ainda segundo Henrique Albuquerque, não há necessidade clínica de lavar o cabelo do bebê diariamente, exceto em situações específicas, como suor excessivo, regurgitação ou manejo da crosta láctea. No geral, duas a três vezes por semana são suficientes. A frequência de lavagem também influencia na escolha da formulação. Quanto maior for a regularidade, mais necessário será optar por shampoos com composição extremamente suave, sem agentes de limpeza agressivos. Aliás, basta usar uma pequena quantidade, equivalente ao tamanho de uma moeda, para limpar bem. Diferenças do shampoo infantil Para Elizabeth Borgo, doutora em Ciências Farmacêuticas da Ecosmetics, formulações infantis têm características específicas que as tornam mais adequadas para a pele das crianças. Compostos químicos mais suaves são um exemplo disso, pois seu potencial irritante é menor e conseguem respeitar a sensibilidade do couro cabeludo. “Esses produtos também costumam conter menos fragrâncias, corantes e ativos cosméticos quando comparados aos convencionais, priorizando segurança e tolerabilidade. Em muitos shampoos infantis, o pH neutro em torno de 7,0 é adotado para reduzir a irritação nos olhos durante o banho”, completa a profissional. Ela ainda aconselha ficar de olho em termos como ‘hipoalergênico’ e ‘dermatologicamente testado’. Tais menções indicam que o produto foi desenvolvido para reduzir o risco de alergias e passou por testes de tolerância na pele. Mesmo assim, vale lembrar que cada ser humaninho pode responder de forma diferente aos ingredientes. Rotina simples é a melhor escolha Como dica de ouro, os especialistas reforçam que menos é mais e que, no caso de bebês, o básico bem feito funciona muito bem. Por isso, eles recomendam evitar o uso de muitos produtos na rotina capilar infantil, já que a exposição a múltiplas fórmulas aumenta o risco de alergias, irritações e ressecamentos. Outras orientações incluem: ler os rótulos; escolher opções adequadas à faixa etária; evitar fórmulas com substâncias mais irritantes; priorizar escolhas seguras; preferir produtos com menos componentes; lavar o cabelo do bebê apenas no final do banho para manter o calor. O pediatra Henrique Albuquerque acrescenta que o uso de condicionador nem sempre é necessário nos primeiros meses de vida. “Em geral, passa a ser útil apenas quando o cabelo se torna mais longo ou tende a embaraçar, sendo aplicado em pequena quantidade e apenas no comprimento dos fios”, ensina.
Filho doente: como adaptar a rotina sem culpa
Quando uma criança adoece, a rotina da casa costuma se reorganizar automaticamente. Horários mudam, tarefas são redistribuídas e as prioridades passam a girar em torno do cuidado. Nesses momentos, o ideal é não se cobrar, mas focar no restabelecimento do filho e ajustar aquilo que é possível no dia a dia. Na casa da estrategista digital Luana Rosário, mãe de duas crianças pequenas, a rotina costuma ser bastante organizada quando todos estão saudáveis. Acordam cedo, tomam café juntos e, após deixar os filhos na escola integral, os pais seguem para o trabalho. A família se reencontra à noite para o jantar, o banho e a leitura. “Mas se uma das crianças fica doente, muda tudo. Às vezes, precisamos pedir ajuda para minha mãe ou minha sogra durante o dia e, quando chegamos em casa, ainda temos remédio, inalação e até ida ao hospital. É uma bagunça!”, conta a mãe. Cuidado com a culpa Segundo a psicóloga Thamiris Camargo, da Clínica Revitalis, quando uma criança adoece, os pais entram em um estado emocional de alerta bastante primitivo. Mesmo doenças leves podem despertar medo, culpa e sensação de impotência. “Até quadros simples causam pensamentos como ‘será que demorei para perceber?’ ou ‘poderia ter evitado?’. Esse movimento é natural e protetivo, mas o problema surge quando o estado de alerta não desacelera”, observa a especialista em saúde mental. Se a tensão permanecer por muito tempo, o clima emocional da casa pode se tornar mais pesado. A criança pequena talvez não compreenda exatamente o que está acontecendo com seu corpo, mas percebe o tom da voz dos adultos, a pressa e a preocupação no ambiente. A casa entra em modo cuidado Do ponto de vista psicológico, a doença reorganiza a dinâmica da família porque todos passam a operar em torno da proteção de quem adoeceu. Entre as mudanças mais comuns (e totalmente compreensíveis) nesses períodos estão: flexibilização de horários; redistribuição das tarefas da casa; irmãos recebendo menos atenção por alguns dias; maior presença dos pais ou cuidadores. “Essa reorganização comunica algo importante para a criança: naquele momento, o foco é protegê-la. Porém, o risco aparece quando a casa continua girando em torno da fragilidade mesmo depois da melhora”, pondera a psicóloga Thamiris Camargo. Ou seja, é importante reavaliar as prioridades nesses dias, mas existe um limite saudável até mesmo para a preocupação e as mudanças na rotina. Embora seja fundamental adotar todos os cuidados recomendados, também é necessário retomar a rotina aos poucos, devolvendo à criança a sensação de normalidade e estabilidade. Como conduzir com mais segurança Pequenos rituais de cuidado ajudam a criança a se sentir segura durante os dias de doença. Gestos simples, repetidos com calma, criam previsibilidade e ajudam a organizar emocionalmente o momento mais delicado. Nesse sentido, a profissional destaca: administrar o remédio com calma; oferecer mais colo e presença; manter pequenos rituais, como leitura antes de dormir; flexibilizar algumas regras temporariamente. A mãe Luana Rosário conta que prefere retomar a rotina rapidamente quando os filhos estão melhores. “Assim que retornam para a escola, tudo volta ao normal, mesmo que ainda tenha algum remédio ou retorno no médico”, compartilha.
Bebê deve tomar banho de sol? Pediatra tira as dúvidas
Por muitos anos, o banho de sol foi visto como parte quase obrigatória da rotina do bebê e, ainda hoje, a ideia de colocar o recém-nascido na luz solar para “fortalecer” ou ajudar na vitamina D ainda gera dúvidas entre pais e cuidadores. Será que essa prática é realmente recomendada? A pediatra Ana Maria Melo, do Hospital Samaritano Higienópolis, da Rede Américas, é direta sobre o assunto: não há recomendação médica para banho de sol em bebês, principalmente nos primeiros meses de vida. Isso porque, abaixo dos seis meses, a pele ainda é muito fina e sensível. “A camada da epiderme nessa fase é delicada e mais vulnerável à radiação solar. Por isso, expor o bebê ao sol como prática rotineira, mesmo com proteção, não faz parte das orientações pediátricas atuais”, esclarece a médica. E a vitamina D? O principal argumento a favor do banho de sol costuma ser a síntese de vitamina D. Essencial para o sistema imunológico e saúde óssea, a forma mais habitual de adquiri-la é com exposição solar. Só que isso não vale para os bebês. Apesar de se tratar de um grande benefício na pele, a especialista observa que a pediatria recomenda suplementar a vitamina D para os bebês até os dois anos. Ou seja, como a suplementação já é prescrita nesse período, o banho de sol não é visto como necessário para esse fim e passa a não ter nenhum benefício (ou indicação) nessa fase. Cenário muda depois dos seis meses Após completar seis meses, o bebê não precisa ser, necessariamente, exposto à luz solar direta - continua não havendo recomendação médica para isso. Mas como a situação pode ocorrer, são orientados cuidados totalmente indispensáveis, sobretudo até os dois anos. Entre as principais medidas, a pediatra Ana Maria Melo destaca: uso de proteção física, como roupinhas com proteção ultravioleta A e B; uso de filtro solar mineral específico para a faixa etária. O melhor horário Conforme a criança cresce e passa a ter mais autonomia, é natural ficar mais exposta ao ambiente. Idas à praia, brincadeiras no parque e o caminho para a escola são exemplos de uma rotina saudável, que inclui a luz e o calor do sol. Entretanto, essa exposição direta deve acontecer em momentos seguros. “Para crianças maiores, especialmente acima de dois anos, os horários considerados menos prejudiciais, com menor radiação, são antes das 10 horas e após as 16 horas”, ensina a médica. Jogo rápido Para não restarem dúvidas sobre banhos de sol em bebês e crianças, relembre as orientações: - Até seis meses: não se recomenda exposição solar. - Dos seis meses aos dois anos: não há recomendação, mas pode acontecer com barreiras (roupas específicas e protetores solares infantis). - Após os dois anos: pode ocorrer, preferencialmente até as 10 horas ou após as 16 horas. - Em qualquer idade: evitar exposição prolongada e em horários críticos e sempre seguir as orientações individuais do pediatra ou dermatologista.








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