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Quando procurar um podólogo? Entenda o que ele faz
Podo Profilaxia ou Profilaxia Podal

Quando procurar um podólogo? Entenda o que ele faz

Tal qual o ditado popular, o podólogo é o profissional que as pessoas geralmente recorrem “quando o calo aperta”, mas você sabe a hora de procurá-lo? Diferentemente de um pedicure, o foco de atuação do podólogo é na saúde dos pés e não no embelezamento deles. Para isso, o trabalho do podólogo foca em prevenir e cuidar de condições mais sérias e incômodas, como calosidades, rachaduras e as temidas unhas encravadas. "A função do podólogo é muito mais ampla do que a de um pedicure. Nosso foco é tratar problemas específicos e evitar que questões pequenas se tornem algo mais grave", explica a podóloga Marina Groke, da rede Unhas Cariocas. Ela destaca ainda que a formação em podologia permite, por exemplo, identificar a presença de infecções fúngicas e orientar quanto aos procedimentos para tratamento e, também, sobre prevenção. Podologia X pedicure É verdade que existem diferenças entre as profissões e podólogos e pedicures, mas também não se pode ignorar as semelhanças na atuação, como os cuidados com os pés e unhas. Então, quando procurar um ou outro? A gente ajuda: Tudo o que for relacionado à aparência e relaxamento, como unhas pintadas, cutilagem e massagens, pode ser feito com o(a) pedicure; Questões de saúde, aquelas que envolvem dor, incômodos e causam desconforto, devem ser atendidas por podólogo(a). "Embora os pedicures possam notar sinais de problemas como micoses e unhas encravadas, eles encaminham para um podólogo ou especialista de saúde para o tratamento adequado", acrescenta Marina. O que os podólogos fazem? A lista de atribuições de um profissional da podologia é grande. Confira algumas tarefas: Desencravar unhas de maneira segura, utilizando órteses para aliviar a pressão e evitar a inflamação da região (vamos falar melhor disso logo mais); Remover calosidades e rachaduras com produtos específicos para prevenir que uma pequena fissura evolua para uma lesão séria, por exemplo; Identificar e tratar micoses com a aplicação de produtos e tratamentos específicos e orientação acerca de cuidados diários que precisam ser seguidos pela pessoa; Cuidar de bolhas, verrugas, joanetes, descamações e até das consequências de doenças que costumam afetar os pés, como a diabete. Voltando às unhas encravadas, o podólogo ainda avalia qual a gravidade de cada caso antes de seguir com sua intervenção. De acordo com a especialista Marina Groke, são três classificações. "O grau I de unhas encravadas tem sinais inflamatórios, como vermelhidão, edema leve e dor; o II já apresenta saída de secreção e infecção; e o III conta com formação de tecido de granulação e hipertrofia ungueal", detalha. O podólogo pode prescrever remédios? Não, o podólogo não pode prescrever medicação. Apesar de ser um profissional da saúde, a podologia não confere formação médica e, portanto, não permite a prescrição de medicamentos – com ou sem receita –, nem o fechamento de diagnósticos. Em casos assim, o protocolo é encaminhar o cliente ao especialista mais adequado, como um dermatologista. Marque uma visita mesmo sem queixas Justamente por não atuar no tratamento medicamentoso, um foco importante dos podólogos está na prevenção de queixas e orientação quanto aos cuidados. Entretanto, para isso ser possível, a visita regular é crucial, mesmo sem queixas. "O ideal é visitar o podólogo uma vez por mês para manter os pés saudáveis e fazer o corte adequado das unhas, procedimento conhecido como onicotomia", recomenda Marina. Ela alerta, porém, que algumas condições são indicativas para agendar uma consulta com mais pressa: unhas encravadas ou dor nas unhas; calosidades; rachaduras, fissuras ou descamação; micoses ou infecções fúngicas; diabetes ou outras condições que afetam a circulação nos pés; feridas que não saram; bolhas, joanetes ou verrugas; vermelhidão, coceira ou alteração na cor das unhas e pontas dos dedos. A podóloga reforça que um profissional dessa área pode ajudar a prevenir complicações dos quadros acima e manter os pés saudáveis e confortáveis no dia a dia.

Como aliviar dores de joanetes
Joanete

Como aliviar dores de joanetes

Quem tem joanete sabe que passar muito tempo com um calçado apertado, que incomoda a saliência do osso, é sinônimo de chegar em casa com o pé dolorido. Afinal, quando esse osso meio saltado é pressionado, a bursa — uma bolsa com líquido que envolve a joanete — inflama, causando uma dor aguda e vermelhidão no local. Nessas horas, o que fazer? Quando o joanete já está dolorido, a primeira atitude a tomar é tirar o sapato assim que possível. Confira, a seguir, o que mais você pode fazer para aliviar a dor no pé. Faça uma bolsa de gelo Ao chegar em casa, você pode fazer um escalda-pés com água quente ou aplicar uma bolsa de gelo por dez minutos nessa região do pé —fazer uma massagem também pode aliviar. Aplique anti-inflamatório Para aliviar a dor, outra opção é aplicar um gel ou um spray anti-inflamatório na região do joanete, indica Isnar Moreira de Castro Junior, especialista em pé e tornozelo e chefe do grupo de pé e tornozelo do Instituto Nacional de Traumato Ortopedia (INTO). Tome um analgésico Quando o pé está dolorido, tomar um analgésico também ajuda a reduzir esse desconforto, afirma o médico ortopedista José Sanhudo, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). Dê uma folga para o pé Se no dia seguinte o joanete estiver ainda um pouco incômodo, é melhor evitar usar o calçado que causou a dor. Escolha um sapato confortável, sem salto (ou de salto baixo), que tenha uma biqueira larga que acomode bem o pé. “O uso de calçados abertos, sem atrito com o joanete, costuma ajudar muito nos períodos de crise dolorosa”, afirma Sanhudo. Castro Junior sugere, também, exigir menos do pé. “Quando o joanete está dolorido, é bom diminuir a demanda”, diz. Use um protetor de joanete Para evitar o atrito com o calçado e a volta da dor, você pode usar um protetor de joanete —mas, antes, cheque se há espaço suficiente para acomodá-lo. “Uma vez que começa a haver uma deformação óssea do dedo, as áreas de osso proeminentes ficam em atrito com o calçado, e isso dói. Quando você protege as áreas que estão sob pressão no calçado, isso alivia a dor”, diz Castro Junior. Escolha um calçado confortável No dia a dia, a melhor maneira de lidar com o joanete para evitar as dores é usar o calçado certo, bem ajustado à largura do seu pé — e evitar os de salto alto, bico fino ou apertados. Quando devo procurar um(a) ortopedista? Se, mesmo tomando esses cuidados, as dores no joanete forem persistentes e começarem a ocorrer com mais frequência ou a prejudicar o caminhar, é melhor procurar um(a) ortopedista. “Se você tem o joanete, mas não tem muita dor, ainda assim vale a pena procurar um ortopedista para ver se é indicado fazer a cirurgia. Operar um joanete pequeno, no começo, é mais simples do que fazer o mesmo com a deformidade bem mais evoluída”, afirma Castro Junior. “A cirurgia visa retirar um pedaço do osso proeminente e corrigir a deformidade do primeiro dedo.”

Tênis ideal para fascite: como escolher e o que evitar
Tipos de Calçados

Tênis ideal para fascite: como escolher e o que evitar

Quem convive com fascite plantar sabe que o primeiro passo do dia pode ser o mais dolorido. A boa notícia é que o tênis adequado ajuda (e muito!) a aliviar os sintomas e até favorecer a recuperação. Já a escolha errada do modelo pode provocar exatamente o contrário. “A fascite plantar é uma inflamação da fáscia plantar, faixa de tecido resistente que vai do calcanhar até os dedos e ajuda a sustentar o arco do pé e absorver parte do impacto da caminhada. Quando essa estrutura é sobrecarregada, surgem pequenas lesões que provocam dor”, explica o ortopedista Sérgio Costa. O médico acrescenta que a dor geralmente é mais intensa ao acordar ou após longos períodos na posição sentada. Nesse cenário, usar o calçado certo funciona como o principal sistema de amortecimento do corpo durante a marcha – e isso faz toda a diferença. O tênis ideal é… Quando o assunto é fascite plantar, o especialista ensina que o tênis mais indicado deve reunir três pilares básicos: Amortecimento: ao amortecer o calcanhar, o tênis ajuda a reduzir o impacto direto; Suporte: quando adequado ao arco do pé, diminui-se a tensão da fáscia; Estabilidade: o tênis não deve ser rígido demais, nem muito mole. Afinal, amortecer em excesso leva à perda da estabilidade e dificulta o controle do movimento. Outro ponto importante é apresentar uma leve elevação do calcanhar em relação à parte da frente do pé, pois isso contribui para aliviar a tração sobre a região. Outro detalhe simples, mas essencial, é que o conforto deve ser imediato ao calçar. Se o tênis “precisa amaciar”, provavelmente já está sobrecarregando um pé que está inflamado. Modelos que costumam piorar a dor Do outro lado, deve-se levar em consideração que alguns formatos de calçados devem ser evitados, de modo geral, por quem tem fascite plantar. Entre os principais vilões estão: Sapatos muito baixos ou completamente retos; Calçados com solados finos e duros; Chinelos, rasteirinhas e sandálias sem suporte; Sapatilhas e calçados minimalistas. Isso porque esses modelos praticamente não absorvem impacto e não sustentam o arco do pé, aumentando a tensão e prolongando a inflamação. ATENÇÃO: Tênis velho também entra na lista de vilões para quem sofre com fascite plantar! Mesmo que seja um modelo adequado, pode se tornar um problema com o tempo. É que os materiais perdem a capacidade de amortecer e manter a estabilidade, inclusive se parecerem conservados visualmente. Tratamento é complementar O ortopedista Sérgio Costa complementa que usar palmilhas pode ajudar bastante no tratamento da fascite plantar, pois melhoram a distribuição das cargas e reduzem a tensão na fáscia. Porém, o tênis precisa acompanhar essa estratégia: ter espaço interno e estrutura suficiente para acomodar uma palmilha, sem apertar os pés. Além disso, é muito importante diferenciar os modelos usados para treinar daqueles do dia a dia. Embora os princípios sejam os mesmos – amortecimento, suporte e estabilidade –, o tipo de atividade muda a prioridade: Corrida: causa impacto repetitivo, então o tênis precisa amortecer em dobro; Esportes de quadra: movimentos laterais rápidos pedem firmeza e controle; Academia: o modelo precisa equilibrar absorção de impacto com estabilidade. “Já no dia a dia, o objetivo é manter o pé protegido e bem sustentado ao longo de muitas horas, mesmo sem impactos extremos. O tênis precisa ser adequado à atividade e às necessidades biomecânicas do pé”, indica o médico. Pense no todo Achar que o tênis certo vai curar a fascite plantar sozinho é um grande erro, uma vez que ele ajuda no alívio da dor e na recuperação, mas acaba sendo só uma parte do conjunto de cuidados que compõem o tratamento - além de acompanhamento profissional, alongamento e controle da sobrecarga na região. “Escolher bem o tênis é um passo importante, literalmente, para sair da dor e voltar a caminhar com mais conforto”, conclui o médico.

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Fazer cafuné nos filhos também é um ato de cuidado
Cafuné

Fazer cafuné nos filhos também é um ato de cuidado

Nem todo cuidado com a família aparece em grandes gestos. Muitas vezes, ele está em atitudes simples, como um cafuné antes de dormir ou um abraço após um dia difícil. Embora pareçam pequenos, esses momentos têm impacto direto no desenvolvimento emocional de uma criança e ajudam a construir segurança desde cedo. A neuropsicóloga infantil Aline Graffiette, fundadora da Mental One, explica que o desenvolvimento emocional dos pequenos acontece a partir das experiências cotidianas que eles vivem com o ambiente. Emoções, pensamentos e comportamentos começam a se estruturar nesse contato diário com as pessoas e o mundo. “Para a criança, o toque comunica, de forma não verbal, mensagens centrais como: ‘estou seguro’, ‘sou importante’ e ‘não estou sozinho’. Essas experiências ajudam a formar crenças mais saudáveis sobre si mesma e sobre os outros, fortalecendo a base emocional ao longo da infância”, garante a especialista. Toque é necessidade; nunca, excesso O carinho não deve ser visto como complemento, mas parte essencial do cuidado. Se alimentação e rotina organizam as necessidades fisiológicas, o afeto físico atua diretamente no desenvolvimento emocional, cognitivo e corporal na infância. A psicóloga destaca estudos em neurociência que associam o contato afetuoso à liberação de ocitocina – hormônio ligado ao vínculo – e à redução de cortisol, relacionado ao estresse. O toque ainda impacta áreas cerebrais correspondentes à memória emocional, atenção, aprendizagem e controle das emoções. Por outro lado, pesquisas com crianças privadas de contato físico adequado mostram prejuízos no desenvolvimento cognitivo, dificuldades de vínculo e maior vulnerabilidade emocional. Isso reforça que o afeto não é exagero nem mimo: é uma necessidade do desenvolvimento saudável. Carinho regula emoções Vale lembrar que as crianças ainda não possuem maturidade neuropsicológica suficiente para autorregular emoções sozinhas. Por isso, o toque pode funcionar como um regulador externo, ajudando o sistema nervoso a sair de estados de alerta, estresse ou insegurança. “Com a repetição dessas experiências, o filho passa a internalizar essa sensação de proteção e desenvolve, gradualmente, estratégias próprias de autorregulação”, esclarece Aline Graffiette. Esse cuidado não perde importância com o passar dos anos. Na adolescência, mesmo com maior busca por autonomia, o toque continua relevante, desde que respeite limites e consentimento. São bem-vindos, sempre: um abraço breve; um toque no ombro; um gesto silencioso de acolhimento. Essas demonstrações comunicam: “estou aqui, oferecendo apoio emocional mesmo quando você não verbaliza suas necessidades”. Ritual de cuidado no dia a dia A educadora parental Marcella Andretta, do Colégio Santo Anjo, ressalta que o afeto é a base do vínculo porque transmite segurança emocional e valida o sentimento de ser amado. Essa experiência fortalece a autoestima e permite que a criança explore o mundo com mais confiança, sabendo que tem um porto seguro para onde retornar. O cafuné pode se transformar em ritual de cuidado em diferentes momentos da rotina: Ao acordar: ajuda a organizar emoções para enfrentar o dia. No retorno da escola: funciona como reconexão com as principais referências afetivas. Antes de dormir: auxilia a desacelerar pensamentos e preparar o corpo para o repouso. “Cafuné e carinho não ‘estragam’ a criança. Pelo contrário, contribuem para maior autonomia, melhor tolerância à frustração e habilidades sociais mais adaptativas. O toque não perde importância com o tempo; ele apenas se transforma”, afirma Marcella. Presença possível em dias corridos Nem sempre é possível oferecer longos momentos de brincadeira ou disponibilidade extensa. Ainda assim, a qualidade da interação é mais importante do que a quantidade de tempo. Permanecer próximo enquanto a criança brinca, demonstrar interesse genuíno e evitar distrações como o celular já são formas consistentes de presença. Segundo a educadora parental, outras demonstrações simples também cumprem esse papel de apoio, como um abraço após um momento de desregulação emocional, um carinho nas costas ou no cabelo antes de dormir, uma massagem nos pés para relaxar, o toque discreto acompanhado de escuta atenta e mesmo a criação de pequenos gestos personalizados entre pais e filhos. Juntas, as profissionais lembram: respeitar o jeito de cada criança receber afeto também é fundamental. Algumas preferem abraços longos; outras se sentem mais confortáveis com gestos breves. Adaptar o cuidado à fase do desenvolvimento e à individualidade reforça segurança e confiança.

Kit de higiene eficiente para recém-nascido: menos é mais
Produtos

Kit de higiene eficiente para recém-nascido: menos é mais

Nos primeiros dias de vida, é comum que a família queira ter tudo à mão para cuidar do bebê. Prateleiras cheias e listas extensas até podem dar a sensação de preparo aos pais e cuidadores, mas nem sempre quantidade é sinônimo de eficiência. Descubra o que realmente faz diferença e como evitar excessos. Um kit de higiene eficiente é aquele que atende às necessidades reais do dia a dia, respeita a pele imatura e sensível do recém-nascido e prioriza simplicidade, segurança e funcionalidade, conforme explica a pediatra Juliana Sobral, da Maternidade Brasília, da Rede Américas. “O foco deve estar em poucos produtos, com fórmulas suaves e bem indicadas para a faixa etária. Quanto mais simples e bem escolhido for o kit, mais seguro ele tende a ser para o bebê”, assegura a médica. O que é realmente essencial nos primeiros dias Segundo a especialista, a lista básica e suficiente para as primeiras semanas inclui: algodão (em bolas ou quadrados); água morna, que funciona como principal agente de limpeza; sabonete líquido suave, específico para recém-nascido; fraldas descartáveis adequadas ao peso ou de pano, conforme a preferência da família; pomada ou creme para prevenção de assaduras; toalha macia e exclusiva para o bebê; álcool 70% para higiene das mãos do cuidador. Por outro lado, vale evitar produtos que são comuns em kits comerciais, mas geralmente dispensáveis: perfumes, talcos, sabonetes antissépticos, shampoos 2 em 1, escovas rígidas e múltiplos tipos de cremes sem indicação específica. Produtos devem ser adequados para bebê A pele do recém-nascido é mais permeável e delicada, por isso, a escolha dos produtos deve ser criteriosa. A orientação profissional é priorizar aqueles com pH fisiológico, hipoalergênicos, com poucos componentes na fórmula e específicos para recém-nascidos, além de versões sem perfume ou com fragrância mínima. “É importante evitar itens com corantes, álcool, conservantes agressivos e óleos essenciais. Quanto mais simples a composição, menor o risco de irritações ou alergias”, reforça a pediatra Juliana Sobral. Há também diferença entre o cuidado hospitalar e o domiciliar: No hospital: a higiene é ainda mais restrita, com foco em água, algodão e produtos padronizados. Em casa: pode-se manter a mesma lógica, introduzindo gradualmente um sabonete suave. Um erro comum é acreditar que, fora da maternidade, o bebê precisa de mais produtos, quando, na prática, menos costuma ser mais. Escolhas conscientes e orientadas Especialmente nas primeiras semanas de vida, a escolha de higiene deve se limitar a algodão com água morna. Lenços umedecidos podem ser usados apenas em saídas de casa ou situações emergenciais e devem ser próprios para recém-nascidos, sem perfume e sem álcool. O uso contínuo na fase inicial não é indicado. A médica também alerta que sabonetes e shampoos devem ficar fora da rotina no primeiro mês. “Quando introduzidos, devem ser líquidos, usados em pequena quantidade e sem fricção excessiva, já que a pele do bebê não precisa ser ‘desengordurada’”, ensina. É importante observar que, limpeza excessiva também pode ser prejudicial. Se houver alguma dúvida para montar o kit, lembre-se: a avaliação médica torna-se ainda mais importante em casos de histórico familiar de alergias, prematuridade ou alterações de pele precoces. Nessas circunstâncias, produtos específicos podem ser necessários, sempre com orientação profissional.

Filha cacheada quer o cabelo liso das princesas: o que faço?
Texturas e Tipos de Cabelo

Filha cacheada quer o cabelo liso das princesas: o que faço?

Na infância, querer se parecer com uma princesa não soa como algo problemático até entender o contexto de cada criança. Quando meninas cacheadas ou crespas pedem por um cabelo liso “como o das princesas”, a situação não é tão simples assim. Questões como comparação e identidade são postas à mesa - e isso pode ser um pedido de ajuda por pertencimento e aceitação. A jornalista Caroline Ferreira é mãe de uma menina de 5 anos e viveu essa experiência de forma intensa. “Nem todo o estudo da negritude me preparou para o momento em que a minha filha queria ser branca, ter traços de branco e ser reconhecida como branca”, relata. O episódio foi no Carnaval, quando a filha escolheu a fantasia da Cinderela e ficou triste porque o cabelo natural dela “não combinava” com o da personagem. Mesmo sendo estudiosa dos movimentos negros e ancestrais, a mãe Carol lembra que a dor foi o sentimento que a invadiu, como se fosse um soco no estômago. Impactada, ela se viu em um duelo entre a mulher preta empoderada que sempre buscou ser e a mãe que só desejava ver a filha feliz. A saída foi uma só: intensificar as conversas, referências e os cuidados. O processo dessa construção de identidade, porém, não é nada simples. De onde nasce esse desejo? Segundo a neuropsicóloga infantil Aline Graffiette, da Mental One, as crianças constroem as próprias noções de beleza a partir das referências com as quais se deparam repetidamente. Vale lembrar que, há muito tempo, quase todas as princesas e heroínas são representadas com cabelo liso e longo. Quando uma menina observa tais personagens, associa esse modelo padrão à ideia de beleza, aceitação e pertencimento. O repertório familiar também conta. “O que tem sido apreciado e valorizado dentro de casa, quais atitudes e pessoas (ou personagens) os pais elogiam, o que é valoroso para aquela família. A criança assiste esse movimento”, pontua a neuropsicóloga. Isso porque, desde a infância, a sociedade costuma passar mensagens implícitas sobre aparência, sobretudo para as meninas. Comentários, elogios, brinquedos e histórias reforçam que o valor feminino está ligado ao visual. Para a terapia comportamental, essas experiências ajudam a construir crenças centrais como “para ser bonita preciso me parecer com isso”. O impacto emocional da rejeição Sentir-se longe do que é um padrão pode levar à própria rejeição. Assim, quando a criança repele a textura de seu cabelo, por exemplo, isso pode indicar o início de uma desconexão com a própria identidade. Como resultado, surgem sentimentos de inadequação, frustração e diminuição da autoestima. “A imagem corporal começa a se formar cedo. Se ela aprende que algo que faz parte dela “não é bonito”, isso pode se transformar em pensamentos automáticos negativos sobre si mesma, limitando o que acredita ser capaz de fazer ou ser”, avalia Aline Graffiette. Por isso, o desejo pelo cabelo liso não deve ser tratado como rebeldia ou vaidade excessiva, mas como um pedido por pertencimento e aceitação. Quando adultos oferecem escuta e acolhimento, ajudam a criança a elaborar esse sentimento sem se transformar em culpa ou conflito. Como conversar sem invalidar A neuropsicóloga infantil orienta que o primeiro passo é acolher o desejo, sem julgamentos. Frases como “entendo que você ache bonito” fazem a criança se sentir ouvida. A partir daí, é possível ampliar a conversa e mostrar outras visões. O fortalecimento da autoestima acontece quando o adulto: Valida a emoção da criança; Oferece novas perspectivas; Reforça o valor da criança para além da aparência. Além disso, pode ser um momento adequado para buscar apoio externo. Psicoterapia, conversas na escola, rodas de diálogo e atividades que ampliem o repertório ajudam a ter contato com diferentes olhares e percepções. Representatividade e identidade A representatividade é fundamental nesse processo. “Quando a criança se vê refletida em livros, desenhos, bonecas e referências reais, aprende que pode ser bonita, forte e valorizada sendo quem é”, observa a especialista. Entre estratégias úteis, os pais podem: Valorizar os cachos com linguagem positiva no dia a dia; Evitar comparações ou comentários negativos; Transformar o cuidado com os fios em um momento prazeroso de autocuidado; Buscar desenhos, personagens e conteúdos que representem diferentes texturas de cabelo; Ampliar referências dentro da própria família e comunidade. Caroline Ferreira coloca essa lista em prática com a filha e busca mostrar à menina que o superpoder da mulher está na individualidade - e que o cabelo é uma peça-chave nisso. “Quero que ela tenha referências pretas de beleza. Quero que ela se sinta vista, respeitada e amada, independentemente de como estiver o cabelo dela”, pontua.

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