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Minha filha de 1 ano quase não tem cabelo. É normal?
Primeiros Fios

Minha filha de 1 ano quase não tem cabelo. É normal?

Alguns pais ficam preocupados quando o bebê completa o primeiro ano de vida e apresenta poucos fios de cabelo. Além da frustração de quem idealizou penteados e da comparação com outras crianças mais cabeludas, surge o medo de aquilo indicar algo grave. Mas vale saber que normalmente essa situação faz parte do desenvolvimento natural. Conforme explica a dermatologista Luiza Turner, da clínica Total Kids, é bastante comum que crianças nessa idade ainda tenham menos cabelo aparente. Isso acontece porque as estruturas responsáveis pelo crescimento do cabelo, conhecidas como folículos capilares, ainda estão em fase de maturação. “Na grande maioria dos casos, ter poucos fios é completamente normal e não representa doença. O crescimento capilar infantil é gradual, e cada criança tem o seu próprio ritmo”, assegura a especialista. Bebês com menos cabelo Sem uma regra universal, a quantidade de fios e o próprio crescimento deles varia para cada pessoinha. Enquanto alguns bebês nascem cabeludos, outros apresentam fios bem fininhos ou até menos cabelo durante o primeiro ano de vida. Segundo a médica, essa diferença costuma estar relacionada a fatores individuais, como genética familiar, espessura natural do fio, etnia e fase do ciclo capilar. Em muitos casos, inclusive, a genética explica boa parte dessas diferenças. Se os pais tiveram pouco cabelo na infância, por exemplo, é bastante provável que a criança apresente um padrão semelhante. Quando é hora de investigar “A recomendação é aguardar até os dois anos de idade para investigar crescimento capilar reduzido, desde que a criança esteja saudável e sem sinais associados”, orienta a especialista Luiza Turner. Mas existem alguns sinais que merecem atenção: áreas completamente sem cabelo (falhas bem definidas); queda de cabelo progressiva; lesões ou descamação no couro cabeludo; alterações no desenvolvimento. Nesses casos, a avaliação médica com pediatra ou dermatologista pode tirar dúvidas, tranquilizar a família e investigar possíveis alterações dermatológicas, genéticas ou nutricionais, se necessário. Adote só cuidados comprovados Mesmo quando o bebê tem poucos fios, alguns cuidados simples ajudam a manter o couro cabeludo saudável durante essa fase. O mais importante é manter hábitos básicos e evitar práticas que possam prejudicar o crescimento capilar. A dermatologista também recomenda: manter uma alimentação equilibrada; realizar a higiene adequada com shampoo infantil suave; evitar tração excessiva nos cabelos, como penteados apertados ou uso frequente de elásticos; não utilizar produtos químicos. “Raspar o cabelo ou usar produtos que prometem ‘fortalecer’ os fios não altera a espessura, a velocidade de crescimento ou o número de cabelos. Isso ocorre de forma fisiológica com o desenvolvimento da criança”, reforça Luiza.

Meu filho bate, empurra e pega brinquedos dos outros: como agir?
Socialização

Meu filho bate, empurra e pega brinquedos dos outros: como agir?

Quando a criança se envolve em conflitos com outras, é comum que os adultos fiquem em dúvida sobre como agir. Mas bater, empurrar ou pegar os brinquedos das mãos dos amiguinhos são situações frequentes, que ocorrem porque ela ainda está aprendendo a lidar com impulsos, frustrações e limites. Aliás, faz parte do desenvolvimento infantil. O lado bom é que os cuidadores podem usar tais momentos para ensinar sobre respeito e convivência. Entre 1 e 4 anos, por exemplo, isso é ainda mais recorrente. Nessa fase, a criança ainda não sabe segurar os impulsos, esperar pela sua vez, dividir e expressar o que sente e deseja. “Ainda precisa da mediação dos adultos para aprender maneiras mais adequadas de se relacionar. O comportamento é uma forma de comunicação e deve ser compreendido antes de ser corrigido", afirma a professora Ana Maria Damiani, coordenadora acadêmica de pedagogia da Universidade Anhembi Morumbi. O que fazer no conflito A primeira atitude é intervir na situação com calma, garantindo a segurança de todos os envolvidos. Depois, vale ajudar o pequeno a entender o que aconteceu e mostrar outras maneiras de agir. A especialista orienta que o adulto: interrompa o comportamento com firmeza, mas sem gritos; acolha o sentimento sem aceitar a agressão; nomeie o que aconteceu; explique que bater ou empurrar tende a machucar; proponha outra forma de pedir o brinquedo ou expressar o desejo. Uma frase simples pode ajudar: "Eu vi que você ficou bravo porque queria esse brinquedo. Mas bater machuca. Vamos pensar em outra maneira de pedir." Assim, a criança aprende que suas emoções são aceitas, mas nem todos os comportamentos são permitidos. Como ensinar a conviver As estratégias de convivência mudam conforme a idade da criança: Até 2 anos Faça a mediação das brincadeiras; Use frases curtas e objetivas; Ajude a nomear emoções; Incentive trocas simples e ofereça alternativas. De 2 a 3 anos Ensine frases como "Posso brincar depois?" e "Você me empresta?"; Incentive a esperar por pequenos períodos; Valorize quando a criança consegue compartilhar ou aguardar sua vez. De 3 a 5 anos Incentive a resolver pequenos conflitos com ajuda do adulto; Converse sobre sentimentos e consequências das atitudes; Use histórias, brincadeiras e faz de conta para desenvolver habilidades sociais; Reforce sempre os comportamentos respeitosos. A pedagoga Ana Maria Damiani também orienta a evitar rótulos como "agressiva", comparações com outras crianças, gritos, ameaças ou punições. Esperar um autocontrole que ainda está se desenvolvendo pode dificultar ainda mais esse aprendizado. Quando buscar ajuda A boa notícia é que, na maioria das vezes, esses comportamentos diminuem à medida que a criança amadurece e aprende novas formas de se comunicar. Lembre-se de que ensinar habilidades sociais é uma construção: envolve repetição, paciência e, sobretudo, exemplo. “Mais do que apenas corrigir comportamentos, o papel dos adultos é mostrar o que a criança pode fazer no lugar deles. Quando família e escola caminham juntas, esse aprendizado acontece com mais segurança”, afirma a educadora. Vale buscar orientação profissional, principalmente, quando as atitudes forem muito frequentes, intensas, agressivas ou persistirem mesmo com intervenções consistentes. Dificuldades de comunicação, interação social ou desenvolvimento também são sinais de alerta.

Cafuné antes de dormir acalma bebês e crianças
Cafuné

Cafuné antes de dormir acalma bebês e crianças

Antes do soninho chegar, pequenos rituais podem ajudar bebês e crianças a se prepararem para o descanso. Um exemplo simples, mas poderoso, é o cafuné: o toque suave é capaz de sinalizar que o dia está chegando ao fim, além de favorecer o relaxamento, a segurança emocional e a transição entre vigília e sono. Esse gesto carinhoso faz parte da rotina da hora de dormir que a artesã Daiana da Silva adota com seu filho de dois anos. Inspirada em uma lembrança da própria infância, ela manteve o hábito com o menino como uma forma de conexão antes de dormir. “Percebo que ele dorme melhor e mais rápido quando esse momento de aconchego acontece. Eu também sou assim, por isso meu namorado sempre faz em mim. A gente lê uma historinha e depois ficamos no chamego do cafuné, em família, até adormecer”, conta. O poder de um gesto de carinho Segundo a neurologista Priscila Mageste, especialista em medicina do sono, gestos como o cafuné podem ajudar no processo de desaceleração que antecede o ato de dormir. Isso porque movimentos lentos funcionam como um sinal para o corpo iniciar a transição entre estar acordado e entrar no descanso. “O toque suave ativa receptores da pele que se conectam ao sistema sensorial e às áreas cerebrais ligadas às emoções e ao conforto. Isso favorece a sensação de segurança e contribui para que o organismo desacelere”, explica a médica. Com essa ativação, algumas respostas fisiológicas começam a mudar: a respiração se torna mais lenta, a frequência cardíaca diminui e as ondas cerebrais passam gradualmente para um ritmo associado ao relaxamento e ao início do sono, com a liberação de hormônios associados à sensação de segurança e conforto. Ritual para desacelerar De acordo com a profissional, repetir esse gesto dentro de um protocolo noturno pode ajudar o cérebro da criança a reconhecer que o momento de dormir está chegando. A previsibilidade da rotina reduz o estado de alerta e facilita o relaxamento, especialmente após um dia cheio de estímulos. Entre os primeiros anos de vida, esse tipo de regulação externa costuma ser ainda mais importante porque o sistema nervoso segue em desenvolvimento. Além do cafuné, outras práticas podem integrar esse momento, como: leitura de uma história tranquila; ouvir música calma; banho morno no período da noite; diminuir a intensidade das luzes do ambiente. “Com o tempo, porém, é importante que o cafuné não seja o único sinal associado ao início do sono. A criança também precisa desenvolver autonomia para adormecer sem depender exclusivamente do contato físico”, orienta a médica do sono Priscila Mageste. Mudanças com o evoluir com a idade Mesmo que uma rotina noturna funcione muito bem para o bebê cair no sono, isso tende a mudar com o crescimento dele. Afinal, as necessidades já não são mais as mesmas quando o bebê se torna uma criança, assim como a própria rotina familiar, que se transforma ao longo desse desenvolvimento. Nesse sentido, a neurologista destaca algumas medidas eficazes: Manter horários regulares para dormir e acordar, inclusive nos finais de semana. Expor a criança à luz natural pela manhã (com proteção). Reduzir estímulos e atividades agitadas no período da noite. Evitar o uso de telas pelo menos duas horas antes de dormir. Reservar o quarto para o momento de descanso. Criar uma rotina consistente em casa faz diferença. Para Priscila, a melhora do sono costuma acontecer de forma gradual, com hábitos que ajudam o corpo e o cérebro da criança a reconhecer, dia após dia, que chegou a hora de descansar.

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