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Guia dos pés: um cuidado para cada idade
Cuidado Diário

Guia dos pés: um cuidado para cada idade

Com a idade, nossos pés vão mudando — e os cuidados diários também. Saiba como tratá-los bem desde a infância até a velhice. A rotina de cuidados com a saúde dos pés varia conforme a idade. Afinal, a estrutura do pé vai mudando a cada fase — e o estilo de vida de crianças, adolescentes, adultos e idosos é bem diferente. Se na infância o banho é a parte mais importante, a partir da puberdade o cuidado se estende para o uso de desodorantes para os pés para evitar o mau odor. E, conforme envelhecemos, o uso do hidratante vai se tornando mais essencial para proteger essa parte do corpo. Confira, a seguir, os principais cuidados que devemos ter com a saúde dos pés ao longo da vida. Infância: foco no banho Na infância, a preocupação maior é com a limpeza no banho, pois as crianças costumam andar descalças com frequência e, no final do dia, estão com os pés bem sujos. “A pele da criança, como a do idoso, precisa sempre de cuidado para evitar dermatites de contato. As crianças devem usar sabonete neutro no banho, e é recomendável usar o antibacteriano quando vão para o parque ou a praia sem calçados”, afirma o podólogo Magno Queiroz, CEO do Grupo São Camilo. Adolescência: hora de usar desodorante para os pés Durante a puberdade, as alterações hormonais nos fazem transpirar mais do que antes. Nossos pés têm cerca de 250 mil glândulas sudoríparas — a maior concentração em todo o corpo —, então é fácil entender por que o mau odor nessa região é um problema comum nessa idade. Para evitar esse cheiro nada agradável, além de lavar e secar bem os pés todos os dias, é indicado começar a usar o desodorante para os pés (um hábito, aliás, para a vida toda). “Devido a uma condição hormonal, nessa fase da vida as glândulas sudoríparas trabalham em dobro, favorecendo a transpiração excessiva e, consequentemente, o mau odor proveniente da proliferação de bactérias”, explica Renato Butsher Cruz, docente do curso técnico em Podologia do Senac Osasco. “Para evitar a bromidrose [mau cheiro], às vezes é necessário higienizar os pés mais de uma vez por dia e usar produtos antissépticos e que diminuem a transpiração.” Quem sua mais no pé pode aplicar o desodorante em pó, que tem maior capacidade de absorver essa umidade. O uso do desodorante também é importante para evitar infecções por fungos e bactérias, que podem causar micoses e frieiras (ou pé de atleta), especialmente em quem costuma frequentar ambientes públicos úmidos, como piscinas e banheiros coletivos. Depois de higienizar o pé, é bom lembrar sempre de usar meias e calçados limpos, além de deixar sapatos e tênis arejando por ao menos 24 horas antes de vesti-los novamente. “Quem tem bromidrose deve lavar os tênis toda semana”, diz Queiroz. É nessa fase também que se começa a cortar as unhas sem a ajuda de pais e cuidadores. Então, vale um cuidado extra: sempre aparar as unhas em linha reta, sem bordas curvas, para evitar a unha encravada. Fase adulta: cuidado com os calçados Na vida adulta é preciso continuar seguindo os hábitos de higiene aprendidos na adolescência, com a adição de mais uma etapa. Depois do banho e do desodorante, é bom começar a usar um hidratante especial para os pés todos os dias. “Na fase adulta, os pés começam a ficar ressecados”, explica Queiroz. Quem usa sapato social ou de salto deve prestar atenção ao conforto dos pés e dar um descanso a eles. Isso porque o uso frequente de sapatos apertados (especialmente de bico fino) pressiona os dedos e pode acabar favorecendo o aparecimento do joanete, uma saliência do osso do metatarso que causa dor e deixa a pele da região avermelhada e mais sensível. Ficar muito tempo com os pés cobertos por meias e sapatos também pode acabar causando mais bolhas e rachaduras na pele, que podem ser uma porta de entrada para microrganismos que causam doenças como micose e frieira (ou até para infecções mais graves, como a erisipela). Por isso, depois do banho, é sempre bom dar uma conferida nos pés para ver se existe alguma ferida ou sinais de infecção — e procurar um(a) especialista ao detectar problemas. Terceira idade: reforço na hidratação Conforme envelhecemos, nossos pés vão ficando mais ressecados e rígidos. Por isso, além de caprichar na hidratação, é preciso também usar calçados confortáveis, que proporcionem um bom amortecimento. “Pessoas idosas precisam fazer uma hidratação diária dos pés, especialmente quem tem diabetes, para evitar o ressecamento e o surgimento de doenças”, reforça Queiroz. Os pés dos idosos são particularmente vulneráveis a doenças e lesões, que podem ser agravadas pelo diabetes e outras condições. “O diabetes, quando descompensado, causa uma neuropatia, que é falta de sensibilidade nos pés. Por isso é ainda mais importante fazer essa averiguação nos pés para evitar feridas e até gangrena”, completa o especialista.

Bandagens terapêuticas aliviam dores e previnem lesões
Prevenção de Lesões

Bandagens terapêuticas aliviam dores e previnem lesões

Seja para atletas ou para quem sofre com dores crônicas, as bandagens terapêuticas podem ser aliadas na prevenção e no tratamento de diversas condições nos pés. As faixas adesivas elásticas ajudam a estabilizar articulações, melhorar a circulação e reduzir o desconforto muscular. Conforme explica o especialista em fisioterapia esportiva Flávio Martins, da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física (Sonafe), as bandagens são indicadas tanto para prevenção quanto para reabilitação. Entretanto, embora sejam um importante recurso complementar no tratamento, é essencial aplicá-las corretamente e optar por marcas de qualidade para garantir seus benefícios. "Pacientes com fascite plantar, tendinite do tibial posterior e entorses de tornozelo costumam se beneficiar muito do uso", afirma. De acordo com ele, as bandagens são um suporte que pode ser combinado com fisioterapia, palmilhas e exercícios específicos para garantir um melhor resultado. Entre as principais indicações de uso, o profissional destaca: Para aliviar dores e desconfortos: ajudam a reduzir tensões musculares e dores nos pés decorrentes de sobrecarga ou condições como fascite plantar. Para prevenir lesões: indicadas para corredores, atletas e pessoas com predisposição a problemas nos pés, pois estabilizam as articulações e melhoram a função muscular. Para melhorar a circulação: estimulam o fluxo sanguíneo e linfático, auxiliando na recuperação muscular e reduzindo inchaços. Como suporte na reabilitação: ajudam em processos de recuperação de tendinites, entorses e outras lesões nos pés. Como auxiliar na correção mecânica e postural: fornecem estímulos proprioceptivos - mas não substituem tratamentos específicos; são apenas auxiliares. Como usar bandagem corretamente Já sobre o modo de uso das bandagens, Flávio Martins pontua algumas questões importantes: Tempo de uso: o recomendado é de 3 a 5 dias, dependendo do tipo de pele e da qualidade da aplicação. Aplicação na pele limpa e seca: evita que a bandagem descole rapidamente ou cause irritação. Evitar tensão excessiva: o estiramento exagerado pode comprometer a circulação e reduzir a eficácia do produto. Remoção em caso de reações adversas: sinais de coceira, vermelhidão ou irritação indicam necessidade de suspender o uso. Bandagem não substitui tratamento médico Apesar de eficazes, as bandagens não substituem abordagens mais completas. "Elas são um complemento, não a única solução. Dependendo da condição, o ideal é associar o uso da bandagem com fisioterapia, palmilhas ortopédicas e fortalecimento muscular", orienta o especialista. O profissional também destaca que a aplicação correta é essencial. “Algumas técnicas podem ser feitas em casa, mas quando realizada por profissional especializado, garante-se melhor eficácia e evita erros que podem comprometer os benefícios”. Informação importante: nem todas as pessoas podem usar bandagens terapêuticas. "Pacientes com alergia aos componentes adesivos, problemas circulatórios graves, como trombose venosa profunda, feridas abertas ou infecções na pele devem evitar o uso", alerta Martins. No fim das contas, o mais importante é buscar orientação adequada. Isso porque a bandagem pode trazer muitos benefícios, mas precisa ser aplicada com conhecimento.

Para melhorar o equilíbrio, comece fortalecendo os pés
Exercícios de Fortalecimento

Para melhorar o equilíbrio, comece fortalecendo os pés

Quando pensamos em equilíbrio, normalmente lembramos das pernas ou da postura, mas os pés também têm um papel fundamental nessa história. Afinal, são eles que fazem o primeiro contato com o solo e ajudam o corpo a se adaptar aos movimentos do dia a dia. Nesse sentido, o fisioterapeuta Alexandre Alcaide, especialista em Fisioterapia Esportiva e Terapias Regenerativas Avançadas, explica que a musculatura dos pés e tornozelos faz parte de um sistema responsável pela estabilidade corporal conhecido como foot core. “Um pé com musculatura fraca não consegue repassar adequadamente as informações e as forças do solo para o corpo. Isso favorece desequilíbrios que podem aumentar o risco de quedas e entorses”, adverte o profissional. Mais força, mais estabilidade Vale destacar que fortalecer os pés não significa apenas ganhar força muscular. Também é importante ter controle do movimento para que a musculatura consiga responder rapidamente diante de situações inesperadas. Em outras palavras, força sem controle não é suficiente para garantir estabilidade. Na prática, isso acontece quando a pessoa pisa em um buraco, caminha em uma superfície irregular ou perde momentaneamente o equilíbrio. Nesses momentos, a musculatura precisa ser ativada no instante certo para evitar quedas e lesões. Esse cuidado se torna ainda mais importante ao longo do envelhecimento. A perda natural de massa muscular, conhecida como sarcopenia, gera instabilidades e pode comprometer a autonomia e a mobilidade se não for combatida com exercícios. Como saber se os pés estão fracos Alguns sinais simples são indícios de que a musculatura dos pés não está desempenhando adequadamente sua função de estabilização. Entre eles estão: dificuldade para ficar na ponta dos pés; incapacidade de sustentar o peso corporal em apenas um pé; dificuldade para subir e descer escadas; sensação frequente de instabilidade ao caminhar. “Não podemos pensar somente nos pés. Os membros inferiores trabalham em conjunto e a musculatura dos pés faz parte de todo o sistema de locomoção do corpo”, reforça o especialista Alexandre Alcaide. Exercícios simples para incluir na rotina A boa notícia é que alguns exercícios podem ajudar a fortalecer essa musculatura e melhorar diferentes aspectos da funcionalidade. Para equilíbrio, estabilidade, prevenção de quedas e redução do risco de torções: permaneça apoiado em apenas um pé, mantendo o quadril alinhado durante a execução. Por segurança, fique próximo a uma parede para se apoiar, caso necessário. Para fortalecer os pés e a panturrilha: sente-se e apoie um pequeno peso sobre os joelhos. Realize movimentos de elevação dos calcanhares, ficando na ponta dos pés. Para manutenção da autonomia e da mobilidade: o exercício indicado é o “senta e levanta”. Sentado em uma cadeira, o objetivo é levantar e sentar dez vezes sem utilizar os braços como apoio. Segundo o fisioterapeuta, esses exercícios podem ser realizados diariamente, respeitando os limites individuais e, sempre que necessário, com orientação profissional prévia.

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O que realmente é muito usado no enxoval até os 3 meses?
Enxoval

O que realmente é muito usado no enxoval até os 3 meses?

Montar o enxoval para um recém-nascido e os primeiros meses de vida costuma gerar ansiedade e dúvida, sobretudo entre pais de primeira viagem. Mas o que poucos imaginam é que os primeiros meses de vida pedem menos variedade e mais funcionalidade. Itens ligados ao conforto, à higiene e à facilidade nas trocas são os coringas dessa lista. Esses três pilares são fundamentais para a enfermeira obstetra Meiriele Rodrigues, especialista em consultoria materna. “Bodies, culotes e macacões fáceis de vestir formam a base das trocas, enquanto fraldas de pano, paninhos de boca, mantas e um kit simples de higiene são usados diariamente”, ensina. Ela também explica que, na fase inicial, o bebê ainda vive a chamada exterogestação, fase em que precisa se sentir acolhido e seguro. Por isso, tecidos 100% de algodão, roupas práticas e poucos produtos de banho fazem mais diferença do que peças elaboradas ou itens pensados para momentos posteriores. Muito úteis no dia a dia Segundo a profissional, o que não pode faltar na lista do enxoval é: bodies e mijões; macacões com zíper ou botões frontais; fraldas de pano e paninhos de boca; mantas (uma mais leve e outra mais quente); fraldas descartáveis (poucas unidades RN e maior volume do tamanho P); algodão, água morna e pomada de barreira para assaduras. A designer gráfica Rafaela Neves, 25 anos, é mãe de primeira viagem e concorda com as indicações. Com uma bebê de 6 meses, ela conta que bodies, shorts, cueiros, panos de boca e mochila foram os mais usados. Você não vai precisar ainda Vale lembrar que alguns itens são bastante necessários, mas não nos primeiros três meses. Então, dá até para esperar e comprar depois, viu? A consultora materna enumera o que pode esperar um pouco: sapatos; roupas com muitos botões nas costas; peças de jeans ou tecidos rígidos; termômetros de banheira; luvas, que limitam a exploração sensorial das mãos. Mais uma vez, as dicas batem perfeitamente com a experiência de Rafaela. Isso porque as luvas, toucas, meias e casaquinhos foram as opções de vestuários menos aproveitadas pela mamãe. Aquecedor de água para troca de fraldas e lixeira com bloqueio de odor também foram pouco úteis. O enxoval ideal Pensando em uma rotina de lavagem de roupa a cada dois ou três dias, a enfermeira obstetra Meiriele Rodrigues indica uma quantidade funcional entre os tamanhos RN e P com aproximadamente: 6 a 8 bodies de manga curta; 6 a 8 bodies de manga longa; 8 a 10 mijões; 6 a 8 macacões; 4 pares de meias; 10 a 15 fraldas de boca. No caso de Rafaela, ela optou por comprar menos opções no tamanho de recém-nascido (RN) e investiu mais nos modelos P. A estratégia adotada previa evitar desperdícios e, também, por saber que sua filha já tinha um tamanho superior ao esperado – logo, o crescimento da bebê provavelmente seria mais acelerado. Já para itens atemporais, como os (panos do tipo) cueiros, dificilmente haverá um exagero, porque tendem a durar e ser úteis em muitas fases. “São multifuncionais! Servem na hora da troca, pano de boca, cobrir as perninhas em passeios e até como naninha”, compartilha a mãe. Higiene e praticidade andam juntas Nos cuidados diários, a recomendação é manter tudo simples. Uma lista enxuta de itens para higiene, sendo funcional, tende a ser suficiente nos primeiros meses. A consultora recomenda ter à mão: Algodão no formato de quadrados grandes. Pomada para prevenção de assaduras. Sabonete líquido neutro. Escova de cabelo com cerdas macias. Lixa ou cortador de unhas. Embora os lenços umedecidos pareçam mais práticos, a orientação profissional é de priorizar o algodão com água morna nas primeiras semanas e meses de vida. Quem quiser complementar a lista, ainda pode investir em almofada de amamentação, sling e luz noturna suave. Dicas de amiga Anote mais algumas dicas para acertar no enxoval do bebê, unindo conhecimento profissional e experiência vivida, Meiriele Rodrigues e Rafaela Neves, lembram: Considere a estação do ano. Priorize a segurança no sono (quanto menos itens no berço, melhor). Lave as roupas com sabão neutro e evite amaciantes. Corte excessos – se não for precisar agora, não compre. Invista apenas no que facilita a rotina, sem culpa.

Canção de ninar ou ruído branco? O que é melhor para o bebê dormir
Sono e Soneca

Canção de ninar ou ruído branco? O que é melhor para o bebê dormir

Na tentativa de ajudar o bebê a dormir melhor, muitos pais recorrem a recursos sonoros que prometem acalmar e facilitar o adormecer. Entre os mais conhecidos estão as canções de ninar e o chamado ruído branco. Mas qual dessas estratégias funciona melhor? Spoiler: depende da criança. Ambas as opções costumam ajudar no relaxamento dos nenês, conforme afirma a pediatra Ana Maria Melo, do Hospital Samaritano Higienópolis, da Rede Américas. No entanto, o efeito não é igual para todos. Essa resposta depende sobretudo das características e da sensibilidade de cada um. “Há bebês que se acalmam com o ruído branco, principalmente nos primeiros meses de vida, quando o som pode lembrar o ambiente auditivo do útero materno. Mas também existem aqueles que não se adaptam”, pondera a médica. Como o ruído atua no cérebro do bebê Ruído branco é aquele som constante, que reúne diversas frequências audíveis ao mesmo tempo. Exemplos comuns incluem o barulho da chuva, das ondas do mar ou de aparelhos que o reproduzem continuamente. Segundo Ana Maria, esse padrão sonoro cria um ambiente auditivo uniforme, capaz de bloquear ruídos externos que poderiam distrair ou despertar o bebê. Essa sensação de conforto costuma favorecer o relaxamento e o sono. Além disso, o ruído branco tem impacto sobre o córtex cerebral, região responsável pela percepção e pelo processamento de estímulos. Ao mascarar sons externos, o barulhinho pode reduzir distrações e ajudar o bebê a manter o foco no descanso. Músicas também são eficientes As famosas canções de ninar têm um papel importante não apenas no relaxamento, como na construção de vínculos afetivos. Isso porque o contato do bebê com sons e vozes começa desde a gestação e continua sendo relevante. A especialista Ana Maria Melo explica que a audição começa a se desenvolver ainda no útero e o pequenino não só percebe sons do ambiente, mas também reconhece a voz dos próprios pais nos últimos meses da gravidez. “Uma melodia suave, calma e relaxante pode ser adicionada à rotina do sono e proporcionar sensações agradáveis para o bebê, além de favorecer o vínculo com o cuidador”, diz a profissional. Por outro lado, o silêncio não deve ser descartado, especialmente quando há costume com ambientes mais tranquilos. Cuidados na rotina de sono Embora esses recursos possam ajudar no relaxamento, o uso precisa ser equilibrado e com bastante responsabilidade. O volume deve ser moderado e não ultrapassar cerca de 50 decibéis, que é o limite considerado seguro para os bebês. Ainda é importante evitar que o pequenino se torne dependente sempre do mesmo estímulo sonoro para conseguir dormir, ou seja, é melhor variar as opções ao longo do dia. Entre as orientações que podem ajudar nesse processo estão: Manter o volume dos sons em níveis baixos. Usar ruído branco ou música apenas como apoio ao relaxamento. Variar os estímulos auditivos durante o dia. Evitar exposição sonora contínua, por longos períodos. Prestar atenção a como o filho reage aos diferentes sons. “Cada bebê é único e precisa ser observado em suas necessidades e preferências. Nem todos se adaptam ao ruído branco ou à música, e isso faz parte do processo de desenvolvimento”, reforça Ana Maria Melo.

Primeiro corte de cabelo: como se preparar para o momento
Primeiros Fios

Primeiro corte de cabelo: como se preparar para o momento

O primeiro corte de cabelo costuma ser mais do que uma simples ida ao salão. Para muitas famílias, marca a passagem simbólica do bebê para uma nova fase da infância, despertando nostalgia, expectativa e até um certo aperto no coração. Entre fotos, vídeos e mechas guardadas, o momento se transforma em memória afetiva. Com Giovanna Moura, mãe de um menino de 3 anos, não foi diferente: a decisão veio acompanhada por emoção e muito significado. “Escolhemos o corte ‘tigelinha’, que eu sempre fui apaixonada. Senti como se ele estivesse virando um mocinho porque precisava cortar o cabelo”, lembra, com saudade. O menino se mostrou curioso e corajoso, sobretudo após acompanhar o corte do melhor amigo. No salão infantil, com carrinhos e brinquedos, o clima ajudou. “Eu chorei. O pai ficou todo bobo. Tiramos fotos, gravamos, foi lindo!”, conta a mãe. Aproveitaram o momento e guardaram uma pequena mecha do cabelo no livrinho de maternidade, como registro de uma fase bonita. Mudança visível, emoção inevitável Para a cabeleireira infantil Rô Freire, do complexo de beleza Pelle Capelli, o primeiro corte costuma ser carregado de emoção porque simboliza crescimento. “Representa uma mudança visível no desenvolvimento da criança. A imagem do bebê começa a dar lugar a uma nova fase, o que desperta apego, nostalgia e até insegurança”, comenta. No dia a dia do salão, ela afirma que o momento vai além da estética. Costuma ser nessa hora que os adultos percebem que os filhos estão crescendo. Para um marco afetivo tão importante, os pais e cuidadores buscam um profissional de confiança, afinal, não é apenas um cabelo; é a primeira mudança de visual. Existe idade certa para cortar? Não há idade adequada para o primeiro corte. Segundo Rô Freire, o que orienta essa decisão é a necessidade prática: os fios atrapalham a visão; o comprimento dificulta a higiene; o cabelo começa a afetar a rotina. Mas a escolha deve sempre partir da família, que conhece de perto a rotina da criança. Por outro lado, o papel do profissional, nesse contexto, é adaptar o atendimento à fase em que a criança está, independentemente da idade. Mais do que seguir um calendário, o importante é respeitar o ritmo e o conforto do pequeno. Medos, expectativas e preparação A cabeleireira infantil observa que muitos pais chegam apreensivos, preocupados se o pequeno vai chorar, se vai se mexer demais ou se a experiência pode se tornar negativa. Ainda existe a expectativa de que o corte seja rápido, seguro e confortável. “A forma como os adultos conduzem o momento influencia diretamente a reação da criança. Manter postura tranquila, evitar frases que criem medo e não tratar o corte como obrigação ajudam bastante”, garante. Por isso, conversar com os pais durante o processo e ajustar o atendimento conforme a reação do minicliente faz parte de uma condução cuidadosa. Quando os responsáveis confiam no profissional e transmitem segurança, tudo flui melhor. Um ritual que pode ser leve Para quem é da área, o primeiro corte exige sensibilidade. Entre os principais fatores para a experiência ser positiva estão: estar em um ambiente calmo; oferecer atendimento respeitoso e com pausas; ter um profissional que compreenda o comportamento infantil. “Não se trata de velocidade, mas de condução cuidadosa, ajustando postura e técnica ao movimento da criança. Afinal, o primeiro corte não é apenas um serviço técnico: envolve escuta, paciência e repertório”, argumenta Rô Freire. Para a mãe Giovanna, o episódio com o filho é lembrado com serenidade. “É uma fase como muitas outras da maternidade. Dá saudade daquele bebezinho, mas às vezes o corte é também uma necessidade. E quanto mais leve e legal for, melhor.”

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