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Conheça o Universo do Pé
Canelite: como identificá-la desde os primeiros sinais
A dor na canela que surge após treinos intensos pode até parecer passageira, mas também pode ser sinal de um problema conhecido como canelite. A condição, que afeta principalmente quem pratica atividades de impacto, é resultado da inflamação na musculatura e na membrana que reveste o osso da tíbia. Se não cuidado, o caso tende a se agravar. Para entender melhor, o ortopedista Edson Pignata, especialista em pé do Hospital Moriah, esclarece que a canelite surge quando há sobrecarga repetitiva sobre a tíbia, que inflama. O quadro costuma se manifestar por dor difusa na parte interna da perna, logo abaixo do joelho, principalmente durante ou logo após o exercício. Não para por aí: a dor tende a se intensificar gradualmente, e o repouso nem sempre é suficiente para resolvê-la. “Nos estágios iniciais, a dor pode parecer simples, mas é o corpo avisando que algo está errado. Se não houver pausa ou tratamento adequado, piora e pode se tornar contínua, limitando o movimento e, em casos mais graves, evoluindo para uma fratura por estresse”, explica o médico. Quando a dor é sinal de alerta A canelite pode começar de forma discreta e evoluir rapidamente, caso seja ignorada. “Quando a dor persiste mesmo em repouso, dificulta a caminhada ou vem acompanhada de inchaço, é hora de procurar o ortopedista”, alerta Edson. Isso porque, se deixar o caso avançar sem o acompanhamento adequado, o risco de fratura por estresse aumenta - e esse caso exige um período de recuperação bem maior do que a condição por si só. Além da dor, a localização ajuda a diferenciar o problema de outras lesões. “Na canelite, a dor é mais difusa, como se se espalhasse por uma faixa da perna. Já as fraturas por estresse causam dor pontual, em um ponto específico do osso”, detalha Edson Pignata. Principais causas e fatores de risco A canelite aparece geralmente por sobrecarga e repetição. Entre os principais fatores que contribuem para o problema estão: Aumento repentino da carga de treino; Calçados inadequados ou desgastados; Sobrepeso; Tipo de pisada pronada (quando o pé “entra” ao apoiar); Prática de exercícios em superfícies muito duras; Falta de alongamento e fraqueza muscular. Ainda de acordo com o especialista, a dor é mais comum em quem pratica corrida, futebol, crossfit e caminhada intensa, sobretudo quando há mudança brusca na intensidade ou frequência dos treinos. Cabe ressaltar que o tipo de tênis faz toda a diferença para quem quer evitar dores e inflamações. Por essa razão, avaliar o tipo de pisada e ajustar o modelo ao formato dos pés são medidas simples que ajudam na prevenção. “Calçados sem amortecimento adequado aumentam o impacto sobre a tíbia. Já a pisada pronada causa uma torção que sobrecarrega os músculos e as articulações”, detalha Pignata. Tratamentos e alívio dos sintomas Em casos leves, o repouso pode aliviar o desconforto, mas o acompanhamento médico é indispensável para tratar a causa e evitar que o quadro volte. O ortopedista pode indicar fisioterapia, palmilhas e ajustes no treino para reequilibrar o esforço sobre a perna. Outras medidas que ajudam na recuperação incluem: Aplicação de gelo; Alongamentos antes e depois da atividade; Fortalecimento da panturrilha; Fisioterapia com liberação miofascial e reequilíbrio postural. Em casos recorrentes, o uso de palmilhas personalizadas pode ser decisivo para corrigir o apoio e aliviar a tensão sobre os músculos da perna. Prevenção é sempre o melhor tratamento, Por isso, evitar aumentos bruscos de intensidade, usar calçados adequados e respeitar o tempo de descanso entre os treinos são cuidados simples que reduzem o risco de canelite. “Essa dor é um sinal de alerta do corpo. Insistir no exercício sem investigar a causa pode transformar uma inflamação simples em uma lesão mais séria”, reforça o médico.
Por que é importante cuidar da saúde dos pés
Checar todos os dias como os pés estão é essencial para evitar problemas que, em alguns casos, podem até se espalhar pelo resto do corpo. Apesar de nem sempre fazer parte da nossa rotina de cuidados pessoais, dedicar um tempo no dia à saúde dos pés é tão importante quanto lavar o rosto, escovar os dentes ou hidratar as mãos. “Os pés são fundamentais não só para a nossa locomoção e o nosso equilíbrio, mas também para o nosso bem-estar”, explica Armando Bega, podólogo responsável pelo Instituto Científico de Podologia, presidente da Associação Brasileira de Podólogos e especialista em Podiatria. Isso porque problemas como bolhas, micose, joanetes e frieiras (também chamadas de pé de atleta) causam dor e incômodo e podem dificultar as nossas atividades do dia a dia. Quando o pé sua demais, por exemplo, micro-organismos (como as bactérias e os fungos) acabam se multiplicando em excesso. E isso pode levar ao mau odor (ou bromidrose), que está relacionado à decomposição do suor pelas bactérias. Já as micoses e frieiras são causadas por fungos e, além de um odor desagradável, causam coceira e até dificuldade de caminhar, se estiverem entre os dedos ou na sola do pé. Mesmo pequenos problemas, como rachaduras e cortes na pele ressecada, podem favorecer o aparecimento de inflamações e infecções que afetam o resto do corpo. “Um exemplo de infecção bacteriana é a erisipela, uma doença em que a bactéria entra por alguma porta aberta, como uma microlesão nas unhas ou na pele do pé, e se instala no sistema circulatório, provocando edema [inchaço do tecido] e muita dor”, afirma Bega. “É um problema que pode ser evitado se prestarmos atenção aos pés.” Além destes, outros problemas nos pés que podem ameaçar o nosso bem-estar são: Joanete: uma protuberância do osso na base do dedão, que pode ser dolorosa; Esporão de calcâneo ou fascite plantar: crescimento anormal que se desenvolve em torno do osso do calcanhar, causando dor; Calos e calosidades: camadas espessas e endurecidas da pele que se desenvolvem quando a pele tenta se proteger contra fricção ou pressão; Unhas encravadas: que penetram na pele ao crescer; Dermatite: irritação que causa ressecamento da pele. “Quando a gente apresenta algum problema, como uma inflamação, isso já limita a nossa mobilidade. O paciente que tem um esporão de calcâneo, quando pisa, sente muita dor. Ter um pé saudável é conseguir ser funcional na sua locomoção, manter a sua atividade de ir e vir”, comenta Ariane da Silva Pires, enfermeira podiatra e professora-adjunta da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Como posso cuidar da saúde dos pés? Por isso, além dos cuidados em relação à higiene dos pés, é preciso adotar uma rotina de checar como eles estão. Isso vale especialmente para as pessoas diabéticas. “Diabéticos devem fazer diariamente uma averiguação dos pés e dentro dos sapatos, pois a doença pode causar uma neuropatia que leva a uma falta de sensibilidade nos pés. Uma pedrinha no sapato pode gerar feridas e problemas futuros”, afirma o podólogo Magno Queiroz, CEO do Grupo São Camilo. Para todo mundo, nessa inspeção diária dos pés é bom fazer perguntas como: Meus pés estão limpos e secos, principalmente entre os dedos? Estão hidratados, especialmente na região do calcanhar? Vejo alguma rachadura ou fissura na pele? Meus pés estão inchados? Há alguma deformação, uma bolha, um calo, um joanete? Sinto alguma dor? Onde? Ao identificar algum problema que limite sua caminhada ou traga desconforto, procure um(a) enfermeiro(a) podiatra, um ortopedista ou, para questões mais simples como pé de atleta, calos e calosidades, um podólogo.
Spa dos pés: monte seu cronograma de autocuidado
Deixando um pouco a questão estética de lado, cuidar dos pés é uma forma de garantir conforto, saúde e bem-estar no dia a dia. Com a correria da rotina, muitas pessoas negligenciam essa parte do corpo, responsável por suportar o peso e o ritmo de todas as atividades. Um bom cronograma de spa dos pés ajuda a prevenir ressecamentos, calos, rachaduras e até dores musculares, proporcionando relaxamento e equilíbrio. Como ensina Talita Bovi, esteticista e cosmetóloga, mestre em Engenharia Biomédica e especialista em Medicina Estética e Cosmetologia, o segredo está em combinar etapas simples e regulares que envolvem limpeza, hidratação e estímulo à circulação. “Assim como o rosto e o corpo, os pés merecem uma rotina organizada e personalizada. O ideal é unir prevenção, conforto e bem-estar sensorial para manter a pele sempre macia e saudável”, explica. Na opinião da podóloga Sheila Cristina Ferreira, o acompanhamento profissional é essencial, especialmente para quem apresenta ressecamento severo, calosidades ou pequenas fissuras. “O ideal é realizar procedimentos mais profundos, como esfoliação e remoção de calos, a cada 15 dias ou conforme a necessidade individual da pele”, orienta. Etapas essenciais da rotina Independentemente da estação, algumas práticas devem ser mantidas todas as semanas para preservar a saúde dos pés: Higienização: lave os pés diariamente com sabonete neutro e, se possível, use uma escovinha para limpar as unhas, é o primeiro passo; Escalda-pés: reserve um momento de autocuidado com os pés, pois ajuda a relaxar, refrescar e ativar a circulação; Esfoliação: esfolie delicadamente a base dos pés para remover as células mortas e evita o ressecamento; Hidratação profunda: use cremes, manteigas vegetais ou óleos nutritivos; Finalização: aplique sérum leve ou creme e finalize com uma massagem relaxante. Talita Bovi acrescenta que o tipo de pele interfere diretamente na rotina de cuidados, sendo que: Peles secas precisam de manteigas vegetais mais densas, como karité ou cacau, e hidratação intensa pelo menos duas vezes por semana; Peles sensíveis devem evitar fragrâncias fortes e produtos com ácidos; Peles espessas se beneficiam de esfoliações e máscaras hidratantes específicas. Produtos ideais e cuidados certos Assim, na escolha dos produtos, a especialista recomenda priorizar fórmulas naturais e multifuncionais: Manteigas vegetais (karité, cacau, cupuaçu): restauram a barreira cutânea; Óleos vegetais (amêndoas doces, semente de uva, algodão): nutrem e amaciam; Géis refrescantes com mentol, arnica ou castanha-da-índia: ativam a circulação e aliviam o cansaço; Esfoliantes suaves com sal, açúcar ou microesferas vegetais: promovem renovação celular; Máscaras nutritivas com argila branca e óleos vegetais: regeneram e acalmam a pele. Cronograma de spa dos pés A seguir, as profissionais indicam uma série de cuidados com os pés, organizados em cronogramas semanais e mensais. SEMANAL Diariamente: higienização, secagem completa e uso de creme hidratante antes de dormir (vale usar meias de algodão para potencializar o efeito). Segunda-feira: escalda-pés com ervas refrescantes e hidratação leve. Quarta-feira: esfoliação suave e aplicação de máscara nutritiva. Sexta-feira: escalda-pés + massagem com óleo vegetal ou manteiga hidratante. MENSAL 1ª semana: escalda-pés + esfoliação suave + hidratação nutritiva; 2ª semana: foco no relaxamento e estímulo circulatório, com ervas aromáticas e reflexologia leve; 3ª semana: tratamento intensivo com parafina estética ou manteigas vegetais densas; 4ª semana: ritual completo de spa dos pés, com limpeza, esfoliação, hidratação e massagem relaxante. Para Sheila, incluir o acompanhamento profissional é fundamental: “Além dos cuidados semanais, reserve uma visita mensal ao podólogo. Isso garante que pequenas alterações sejam identificadas cedo e evita complicações futuras.” Manutenção X tratamento intensivo Vale lembrar que, enquanto a manutenção tem foco preventivo para preservar maciez, hidratação e aparência saudável dos pés com rituais leves e regulares, o tratamento intensivo é indicado quando há ressecamento severo, fissuras ou calosidades, exigindo produtos mais potentes e maior frequência de hidratação. Segundo a esteticista, a chave está na constância. “A manutenção é contínua, enquanto o tratamento intensivo é pontual. Ambos se complementam e garantem pés bonitos e saudáveis ao longo do tempo”, enfatiza.
Conheça o Universo Infantil
Casa vista do chão: cômodos acessíveis às descobertas infantis
Quando um adulto entra em um cômodo, ele enxerga organização e funcionalidade. Já a criança pequena vive o ambiente a partir do corpo e, literalmente, do chão. É engatinhando, sentando, se levantando e andando que ela explora o mundo e constrói seu desenvolvimento. Como adaptar a casa à infância, então? A terapeuta ocupacional Lígia Carvalho expõe que pensar a “casa vista do chão” significa mudar completamente o ponto de referência. Isso envolve observar altura, alcance e visibilidade entre 30 e 90 centímetros do chão, além de identificar obstáculos invisíveis aos adultos, como quinas, fios, excesso de estímulos visuais, textura e qualidade do piso e até a estabilidade dos móveis. “Quando o ambiente favorece a ação, promove desenvolvimento. Mas quando restringe, limita experiências motoras, sensoriais e cognitivas. A criança pequena vive o mundo a partir do corpo e precisa de oportunidades de exploração espontânea”, afirma a mestre em Educação e Desenvolvimento Infantil. Pequenas adaptações funcionam bem O acesso aos objetos e aos espaços permite que o pequenino aja ativamente sobre o ambiente, sem depender do adulto para mediar todas as experiências. Ao iniciar ações, explorar, tentar, errar e ajustar movimentos, ele acaba fortalecendo habilidades importantes, como a autonomia, a autoconfiança e o senso de competência. Para isso, pequenas adaptações estruturais já fazem diferença: Na sala: brinquedos em caixas acessíveis, tapete firme e antiderrapante e estantes baixas e abertas favorecem visualização e rotatividade dos itens. No quarto: cama baixa ou colchão no chão, cabideiros na altura da criança, cestos com identificação e espelho seguro estimulam a consciência corporal. Na cozinha: uma gaveta com utensílios seguros, participação supervisionada em tarefas simples e quadros com rotina diária e semanal aproximam a criança das atividades reais da casa. Segundo Lígia, ao manipular, transportar, alcançar, subir, agachar e organizar objetos, a criança aprimora o planejamento motor, equilíbrio, força e coordenação fina e global. Isso porque o movimento é uma necessidade biológica e o contato com diferentes materiais (madeira, tecido, borracha) amplia o repertório motor, sensorial e cognitivo. Segurança X descobertas Existe diferença entre um ambiente apenas seguro e outro que realmente favorece a exploração. O desenvolvimento acontece justamente no equilíbrio entre segurança e desafio graduado, já que ambientes excessivamente restritivos podem reduzir iniciativa e curiosidade. “Um espaço apenas seguro tende a remover riscos, restringir acesso e focar exclusivamente na prevenção de acidentes, enquanto um ambiente que favorece a exploração continua sendo seguro, mas permite testar hipóteses, variar experiências e estimular movimento ativo na medida certa”, reforça a terapeuta Lígia Carvalho. Para equilibrar a liberdade com limites, a orientação é organizar o ambiente para reduzir riscos graves sem transformar tudo em “não”. Isso inclui: definir áreas de “sim” e “não”; adaptar antes de recorrer apenas à proibição; oferecer alternativas seguras; manter previsibilidade na organização; supervisionar sem interferir constantemente. A observação é fundamental, pois cada criança responde de forma diferente conforme a idade e o momento do desenvolvimento. Ambiente organizado reduz conflitos De acordo com a neuropsicopedagoga Silvia Kelly Bosi, especialista em comportamento infantil, adaptar a casa à fase da criança é capaz de reduzir grande parte dos conflitos do dia a dia. Muitas birras não acontecem por desobediência, mas porque o ambiente não está adequado à curiosidade e à necessidade de movimento dessa fase. “Quando tudo é proibido, surgem frustração constante, irritabilidade, oposição frequente e pais exaustos, criando um ciclo repetitivo de confronto. Ao organizar a casa considerando altura, segurança e necessidade de ação, diminuem-se embates e favorece-se a autorregulação na rotina”, argumenta a profissional. Entretanto, Silvia destaca que a autonomia é a independência com limite. Deixar acessível o que pode e retirar do alcance o que não pode ensina com estrutura, sem permissividade excessiva. Veja algumas dicas por idade: até 2 anos: a criança pode guardar itens junto com o adulto; de 3 a 5 anos: participa respeitando caixas identificadas e combinados simples; de 6 a 9 anos: assume pequenas responsabilidades; a partir dos 10 anos: já é possível negociar organização e planejamento. “Quando a casa coopera, a rotina se torna mais leve e o crescimento acontece com mais segurança emocional”, garante a neuropsicopedagoga.
Meu filho já se compara com os colegas. E ele tem só 8 anos
Se uma criança começa a dizer que o colega é melhor, mais bonito ou que “todo mundo tem” algo e ela não, muitos pais se preocupam. A sensação é de que a comparação chegou cedo demais e pode impactar a autoestima e a autoconfiança. Para saber como lidar com os episódios, é preciso entender o comportamento antes. A coordenadora pedagógica Isabel Marconcin, da educação infantil e ensino fundamental I do Colégio Bom Jesus, alerta que é importante ter cautela antes de classificar o comportamento como comparação propriamente dita. Isso porque, na primeira infância, existe um movimento mais natural, a imitação. “Crianças pequenas costumam imitar o comportamento de adultos e até mesmo de outras crianças. Elas observam, aprendem e reproduzem. Podem querer usar o cabelo como a professora, caminhar como o avô ou cantarolar porque viram alguém fazendo isso”, afirma a educadora. Quando a comparação preocupa Na infância, as referências vêm de diferentes contextos: da escola, das falas em casa, telas e até entre irmãos. Já o impacto disso depende da frequência e de como acontece. Quando a comparação é recorrente e estimulada por adultos, pode passar a impressão de que a criança não é suficiente e deve melhorar para ter amor e aprovação. Mas comparar também pode ser, na verdade, uma estratégia dos pequenos para conseguirem o que desejam. Segundo Isabel, esse argumento de negociação infantil é visto em frases como “a mãe do fulano deixa” ou “o fulano tem celular”, usadas para tentar convencer os pais e não, necessariamente, como sinal de baixa autoestima. “Nesses casos, sentar e conversar de forma clara ajuda a criança pequena a compreender as opções da família e a entender que dizer ‘não’ também é um ato de amor e de cuidado”, orienta a coordenadora pedagógica. O papel do desenvolvimento A evolução também pode estar por trás desses episódios. Conforme destaca a pediatra Nicole Biral Klas, do departamento de saúde escolar do Colégio Bom Jesus, a comparação passa a fazer parte do desenvolvimento social em determinado momento. “A partir dos 7 ou 8 anos, a criança começa a desenvolver a percepção social. Ela passa a entender que faz parte de um grupo e, naturalmente, começa a perceber as semelhanças e diferenças entre ela e os demais. Nessa idade, a comparação faz parte da construção da identidade”, avalia a médica. Assim, comparações pontuais fazem parte da experiência humana. O alerta só deve surgir quando esse comportamento for frequente, intenso e vir acompanhado de: sofrimento emocional; desistência de tarefas; autocrítica elevada; isolamento; frases como “eu não vou conseguir” ou “eu sou burro”; fuga de situações sociais; sintomas físicos antes de ir à escola, como dor de barriga; mudanças no apetite ou no sono após situações que geram comparação. Nesses casos, é importante investigar o que está acontecendo e buscar apoio profissional, como a própria escola ou um psicólogo especialista em crianças. Como os adultos podem agir As especialistas listam algumas atitudes que ajudam a reduzir o impacto da comparação e fortalecer a autoestima: validar o sentimento da criança sem reforçar a lógica comparativa; evitar frases como “você é melhor que ele”, pois mantêm a comparação; valorizar o esforço e o comportamento, e não apenas o resultado; reservar tempo de qualidade para vínculo, escuta e acolhimento; observar sinais como apatia, irritabilidade, isolamento ou desistência constante. “Em vez de elogiar características como ‘você é muito inteligente’, é mais saudável reconhecer o esforço e o comportamento da criança. Caso não tenha tido sucesso, mas tenha se esforçado, é importante valorizar o progresso e encorajá-la a tentar novamente”, orienta a pediatra Nicole Biral Klas. Já a coordenadora pedagógica Isabel Marconcin lembra que regras e limites também são importantes, mas devem estar atrelados a um ambiente seguro e estável, com um adulto que acolhe e acalma. “Crianças precisam se sentir vistas, escutadas, valorizadas e amadas. O vínculo é a base da regulação emocional”, finaliza.
Até quando o bebê é considerado um recém-nascido
A expressão “recém-nascido” é usada com frequência, mas tem uma definição oficial na medicina. Pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o bebê é considerado recém-nascido até os 28 dias de vida. Esse período é chamado de “fase neonatal” e exige cuidados específicos com a saúde. A pediatra Alana Zorzan, cofundadora do aplicativo Mini Löwe, explica que a etapa recebe um olhar diferenciado por concentrar muitas mudanças e maior vulnerabilidade. Trata-se da transição da vida intrauterina para a extrauterina, quando o corpo do bebê passa a assumir funções que antes eram da placenta. Parte disso tem a ver com a necessidade da vigilância necessária: é justamente nesse intervalo que a pediatria e a obstetrícia concentram esforços na prevenção da mortalidade neonatal e na detecção precoce de malformações ou distúrbios metabólicos. Afinal, o que acontece nesse período? Nos primeiros 28 dias de vida, o bebê vive um processo intenso de adaptação. Entre as principais mudanças, a médica chama atenção para: Respiração: os pulmões precisam se expandir e realizar sozinhos a troca gasosa. Circulação: ocorre o fechamento de estruturas cardíacas fetais, como o forame oval, para a circulação considerada “adulta”. Termorregulação: o bebê aprende a manter a temperatura corporal em um ambiente muito mais frio do que o útero. Digestão: o sistema digestivo começa a amadurecer, processar o leite e eliminar o mecônio (as primeiras fezes). O que muda nos cuidados Durante o período neonatal, o foco principal é a estabilização. Os cuidados específicos dessa fase envolvem: Higiene do coto umbilical, com limpeza prescrita. Imunidade, já que o sistema imunológico é extremamente imaturo, exigindo maior rigor no isolamento social relativo. Sono e fome, que ainda não seguem uma rotina – o ritmo é de livre demanda absoluta e ciclos de sono desregulados. Após os 28 dias, o olhar começa a ficar mais brando. Desenvolvimento motor, interação social e introdução gradual das rotinas são os próximos focos listados pela pediatra entrevistada. Aliás, existe uma divisão de tempo nas primeiras semanas de vida (neonatal): o período precoce vai do nascimento até o sexto dia de vida, enquanto o período tardio dura do sétimo ao vigésimo oitavo dia, quando é considerado o fim da etapa. “Mesmo os bebês prematuros deixam de ser considerados recém-nascidos cronologicamente aos 28 dias após o parto”, revela Alana. Testes e sinais de alerta Durante a fase neonatal precoce, acontecem testes e avaliações muito importantes e inadiáveis: teste da orelhinha e do olhinho (na primeira semana); teste do coraçãozinho (entre 24 e 48 horas de vida); teste da linguinha; teste do pezinho (entre o 3º e o 5º dia de vida); primeira consulta pediátrica (na primeira semana). Além de realizar todos esses exames e consultas, os primeiros dias de vida do bebê pedem vigilância total, sobretudo aos sinais de alerta. Se notar algum desses, busque atendimento médico imediatamente: icterícia excessiva (pele e olhos muito amarelados, especialmente em pernas e braços); dificuldade de sucção ou bebê muito prostrado; febre ou hipotermia; gemência (gemido respiratório) ou esforço respiratório visível; alterações nas eliminações fisiológicas, como sangramentos, muco ou diminuição da diurese. Os primeiros 28 dias para os pais Além dos cuidados clínicos, há um aspecto emocional importante. A pediatra Alana Zorzan aconselha a estabelecer uma boa rede de apoio para dividir as tarefas essenciais, como banho, troca de fraldas e organização do sono. Considerando que a amamentação costuma ficar sob responsabilidade exclusiva da mãe – e exige muita energia física e mental –, essa divisão ajuda a reduzir boa parte da sobrecarga nesse período. “Tudo é novo. São descobertas e experiências intensas. É uma fase exigente, mas transitória. O foco deve estar no bebê e no descanso da puérpera”, finaliza a especialista.

