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A importância dos cuidados com os pés no verão
Cuidado Diário

A importância dos cuidados com os pés no verão

No verão, os pés ganham mais exposição e também enfrentam maiores desafios. O aumento da temperatura, o uso frequente de calçados abertos, a maior transpiração e o contato com ambientes úmidos favorecem o surgimento de diversos problemas podológicos. Por isso, os cuidados com os pés nessa estação são tão importantes. Durante o verão, é comum o aumento de micoses, bactérias, rachaduras, unhas encravadas, hiperidrose (suor excessivo) e alterações nas unhas, como descolorações e fragilidade. Ambientes como praias, piscinas, vestiários e academias tornam-se locais propícios para a proliferação de fungos e bactérias quando não há cuidados adequados. Ressecamento nos pés e fissuras Outro ponto importante é a hidratação da pele. O calor intenso, aliado ao uso constante de sandálias, pode causar ressecamento e fissuras nos pés, principalmente nos calcanhares. Essas rachaduras, além de dolorosas, podem servir como porta de entrada para infecções, especialmente em pessoas com diabetes ou baixa imunidade. Os cuidados com as unhas também merecem atenção especial. O uso prolongado de esmaltes, unhas artificiais ou alongamentos, associado à umidade, pode favorecer o aparecimento de bactérias como a pseudomonas e infecções fúngicas. Manter as unhas limpas, bem cortadas e permitir períodos sem esmalte são atitudes simples que fazem toda a diferença. Além disso, escolher calçados adequados é fundamental. Mesmo no verão, o ideal é optar por sandálias ou sapatos que ofereçam conforto, estabilidade e boa ventilação, evitando modelos muito rígidos ou que causem atrito excessivo, prevenindo calosidades e lesões. Prevenção e tratamento Uma visita regular à podóloga é essencial para a prevenção e o tratamento adequado de alterações nos pés. O profissional capacitado realiza a avaliação correta, orienta sobre cuidados diários e intervém de forma segura quando necessário, promovendo saúde, conforto e bem-estar. Cuidar dos pés no verão é investir em qualidade de vida. Com atenção diária, hábitos corretos e acompanhamento profissional, é possível aproveitar a estação mais quente do ano com pés bonitos, saudáveis e livres de complicações.

Inchaço e edema são a mesma coisa? Conheça tratamentos
Inchaço e Edema

Inchaço e edema são a mesma coisa? Conheça tratamentos

O inchaço e o edema são fenômenos comuns e até usados como sinônimos. Mas será que são exatamente iguais? De acordo com o fisioterapeuta e acupunturista Rodrigo Ricardo, os dois nomes servem para a mesma condição, porém, “inchaço” é o termo mais usado pela população, enquanto “edema” é a forma de os médicos nomearem o quadro. “Ambos referem-se ao acúmulo de líquido na região intersticial do corpo, ou seja, entre as células”, detalha o profissional. Na lista de causas entram: contusão; cirurgia; medicamentos anti-inflamatórios; problemas cardíacos, renais e circulatórios; sedentarismo e gravidez, assim como manter-se por muito tempo na mesma posição, algo corriqueiro no dia a dia. Determinar qual é o motivo de inchaço depende de uma análise bem detalhada e relacionada ao histórico do paciente. Por exemplo, se for constatado após um exercício intenso, pode se tratar de uma lesão muscular. Se houver a presença de cacifo, ou seja, uma pequena depressão em meio ao edema, é provável ser resultado de questões circulatórias ou linfáticas. Será que é sério? Nem sempre o inchaço é motivo de preocupação, mas alguns sinais indicam a necessidade de procurar ajuda médica. "Se o inchaço for causado por uma contusão, é fundamental procurar um médico rapidamente, pois pode haver uma lesão mais grave, como fratura ou rompimento de ligamento", alerta Rodrigo Rodrigo. Em casos sem uma causa evidente, o especialista explica que é possível recorrer a outros profissionais, como o fisioterapeuta ou massoterapeuta para realizar uma drenagem linfática. Mas, se persistir por mais de uma semana sem uma explicação plausível, também merece atenção médica. Já para os sinais de alerta, como quando se constata cacifo (sinal clínico avaliado por meio da pressão digital sobre a pele), a conduta deve ser diferente. "Se, ao apertar a pele, o local ficar marcado por muito tempo, significa que o edema está ali há um bom tempo e pode indicar um problema circulatório", esclarece. Como reduzir e tratar o inchaço Entre as opções mais indicadas para tratar o inchaço, o profissional recomenda: Drenagem linfática: indicada para todos os casos, desde edemas pós-cirúrgicos até problemas circulatórios e contusões; Terapia manual: técnicas que incluem mobilização e manipulação articular; Exercícios: são indicados exercícios de tornozelo e panturrilha, pois melhoram a circulação sanguínea e ajudam na retirada do líquido intersticial e linfa. "Exercícios de mobilidade articular, fortalecimento e resistência são eficazes para reduzir o inchaço", pontua o fisioterapeuta. No entanto, ele alerta que, caso o edema seja decorrente de uma lesão, é essencial entender a causa antes de iniciar qualquer atividade física. Prevenir é o melhor remédio, sempre! Movimentar-se regularmente é a melhor forma de evitar o acúmulo de líquidos nos tecidos. Sendo assim, o segredo para prevenir os edemas é se manter ativo. Atividades físicas como caminhada, musculação, pilates e yoga são opções recomendadas pelo profissional. Rodrigo Ricardo ainda indica que pessoas que passam longos períodos sentadas ou em pé mudem de posição regularmente, alongando-se e realizando exercícios simples, como contrair as panturrilhas. "O ideal é fazer pausas a cada 30 a 45 minutos para se movimentar. Quem fica muito tempo sentado deve levantar-se e caminhar um pouco, enquanto quem passa o dia em pé pode elevar as pernas para melhorar a circulação", finaliza.

Esporão de calcâneo precisa de cirurgia? Conheça tratamentos
Esporão de Calcâneo

Esporão de calcâneo precisa de cirurgia? Conheça tratamentos

O esporão de calcâneo é uma condição que afeta a região do calcanhar, muitas vezes resultando em dor intensa e desconforto. Entre as causas, a sobrecarga da região é o motivo mais apontado pelos médicos e pode ser evitada. “A dor no esporão é aguda e pode ser muito chata, especialmente ao levantar da cama ou após longos períodos sentado. O primeiro passo é buscar diagnóstico médico para confirmar se é realmente o esporão e iniciar o tratamento”, explica o ortopedista Tiago Baumfeld, especialista em pé e tornozelo do Hospital Felício Rocho. Medidas para aliviar os sintomas Segundo o profissional, o tratamento inicial do esporão de calcâneo não é cirúrgico e inclui medidas conservadoras que ajudam a aliviar a dor e promover a cura. Os principais cuidados são: Alongamento da fáscia plantar e panturrilha, por meio de exercícios simples, pois ajudam a aliviar a tensão na área e melhorar a mobilidade; Uso de calçados adequados, como modelos com amortecimento, que reduzem o impacto no calcanhar, prevenindo o agravamento dos sintomas; Órtese noturna, que é indicada especialmente para fascite plantar porque mantém o pé em posição adequada durante o sono, promovendo alívio; Massagem com gelo, que também ajuda. A dica caseira do ortopedista Tiago Baumfeld para aliviar a dor em momento de crise é congelar uma garrafinha d’água e rolá-la sob o pé por 10 minutos. Além disso, terapias como ondas de choque e infiltrações com ácido hialurônico podem ser indicadas em casos mais persistentes, oferecendo alívio e promovendo regeneração na região. Quando a cirurgia é necessária? Embora menos comum, a cirurgia pode ser indicada em casos graves ou quando os tratamentos conservadores não apresentaram resultados satisfatórios. A intervenção, que geralmente é minimamente invasiva, deve remover partes do osteófito ou liberar a fáscia plantar. “A cirurgia tem bons resultados, sim, e apresenta baixa taxa de recidiva, mas deve ser uma exceção, considerada somente após avaliação criteriosa e falha nos outros métodos de tratamento”, esclarece o médico. A rotina de quem convive com o esporão O mensageiro de hotel Josivan de Farias, 51 anos, conhece bem os impactos do esporão de calcâneo no dia a dia. Após anos de desconforto ignorado, uma lesão ao pisar em um prego agravou os sintomas, forçando-o a buscar ajuda médica. “O pé ficou tão inchado que parecia uma bola, e a dor era insuportável. Foi aí que comecei a fisioterapia e aprendi exercícios para alongar a fáscia plantar e a panturrilha. Também uso palmilhas para aliviar o impacto”, relata Josivan. Apesar das melhorias, ele admite que exageros nas atividades ainda provocam crises ocasionais. “Quando não respeito meus limites, a dor volta, mas é muito mais controlada agora”, adiciona. Evite o problema antes que ele surja A prevenção do esporão de calcâneo passa por cuidados simples, mas essenciais: Praticar atividades físicas regularmente. Os exercícios fortalecem os músculos e ajudam a manter o peso sob controle. Usar calçados adequados no dia a dia. Prefira modelos com amortecimento e evite solados duros. Faça alongamentos diários. Isso ajuda a manter a flexibilidade da fáscia plantar e da panturrilha. Evite a sobrecarga. Programe atividades físicas gradualmente e não execute mudanças bruscas na intensidade. “Com as medidas corretas, é possível prevenir o esporão ou, ao menos, evitar complicações graves”, finaliza Tiago Baumfeld.

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Nome do bebê X opinião da família: como evitar conflitos
Família

Nome do bebê X opinião da família: como evitar conflitos

Escolher o nome do bebê é um momento especial, mas também pode rapidamente se transformar em tensão. Quando a família começa a opinar com sugestões, homenagens e tradições, o casal pode acabar se sentindo pressionado a justificar uma decisão que deveria ser íntima. Mais: o desacordo pode gerar debate inclusive entre os dois. Entender o que está por trás dessas opiniões sem abrir mão da autonomia pode ser um desafio extra na maternidade. A advogada Paloma Alves viveu isso na primeira gravidez. Ela sempre soube que, se tivesse uma menina, a filha se chamaria Isabelle. A convicção parecia inquestionável até descobrir que esperava gêmeas. Surgiu então o impasse: ela queria homenagear a avó materna, Clarice, enquanto o marido defendia o nome da própria avó, Cátia. O desacordo até virou discussão mais séria do casal. A sogra tentou ajudar: sugeriu um nome composto das avós, mas não houve acerto. Por fim, escutaram o conselho de pensar em uma terceira opção e decidiram por Esther. “Mas, na hora de registrar, ele me surpreendeu com Clarice e eu amei”, relembra a mãe das meninas de 3 anos. Por que o nome gera tanto conflito? A psicóloga Aline Carvalho explica que a escolha do nome costuma mobilizar significados emocionais profundos. O nome representa identidade, pertencimento, história e expectativas e, por isso, desperta projeções familiares, especialmente entre diferentes gerações. “O conflito não costuma ser apenas sobre o nome do bebê em si, mas sobre autonomia e reorganização dos lugares dentro do próprio sistema familiar”, afirma a profissional. Afinal, a gestação marca uma transição importante: o casal assume novas funções e passa a tomar decisões que simbolizam independência. Em famílias com limites pouco definidos, essa mudança pode gerar tensão. Emoções por trás das opiniões Para a especialista em comportamento, as interferências costumam estar ligadas a dinâmicas emocionais mais amplas. Entre elas: Tradição: que expressa a necessidade de continuidade entre gerações. Expectativas: muitas vezes associadas a tentativas inconscientes de reparar histórias passadas. Necessidade de controle: que pode surgir do medo de perder lugar ou influência. Isso porque, em momentos de grandes mudanças, como a chegada de um bebê, essas dinâmicas se intensificam. O debate sobre o nome passa a refletir dificuldades em lidar com as decisões dos pais e aceitar os ajustes dos limites familiares. Como estabelecer esses limites sem brigar O primeiro passo é comunicar o limite como um posicionamento firme e não como um pedido de aprovação dos parentes. “O casal pode expressar a decisão de forma clara, consistente e respeitosa, evitando justificativas excessivas ou disputas emocionais”, ensina a psicóloga. Manter o alinhamento entre os dois é essencial. Repetir a mesma mensagem com calma, sempre que necessário, reduz conflitos e preserva as relações, mesmo diante de divergências. Ao responder críticas ou sugestões insistentes, a orientação é acolher a intenção sem reforçar a interferência. Respostas breves, assertivas e sem carga emocional excessiva ajudam a encerrar o assunto sem escalada. Além disso, diferenciar acolhimento de concessão é uma estratégia eficaz: é possível agradecer o envolvimento dos avós e parentes e, ao mesmo tempo, reafirmar que a decisão final cabe somente aos pais daquele bebê. Quando proteger o momento Se as opiniões começam a gerar estresse durante a gestação, é fundamental priorizar a proteção da saúde mental. Algumas estratégias contribuem para a estabilidade emocional e o bem-estar materno: reduzir a exposição a conflitos; encerrar conversas invasivas; fortalecer o apoio entre o casal. Hoje, Paloma Alves olha para a história com mais serenidade. A mãe das gêmeas garante que a situação parece mais difícil quando se está grávida e que resolver tudo “na emoção” não é o melhor caminho. “Dê tempo às decisões. Você pode ouvir as opiniões, mas a escolha final é dos dois e precisa de segurança e leveza”, aconselha. Por fim, a psicóloga Aline Carvalho lembra que essa escolha é apenas a primeira de muitas decisões parentais que virão. Sendo assim, viver o momento com consciência emocional e limites bem definidos é fundamental para relações familiares mais saudáveis a longo prazo.

O que realmente é muito usado no enxoval até os 3 meses?
Enxoval

O que realmente é muito usado no enxoval até os 3 meses?

Montar o enxoval para um recém-nascido e os primeiros meses de vida costuma gerar ansiedade e dúvida, sobretudo entre pais de primeira viagem. Mas o que poucos imaginam é que os primeiros meses de vida pedem menos variedade e mais funcionalidade. Itens ligados ao conforto, à higiene e à facilidade nas trocas são os coringas dessa lista. Esses três pilares são fundamentais para a enfermeira obstetra Meiriele Rodrigues, especialista em consultoria materna. “Bodies, culotes e macacões fáceis de vestir formam a base das trocas, enquanto fraldas de pano, paninhos de boca, mantas e um kit simples de higiene são usados diariamente”, ensina. Ela também explica que, na fase inicial, o bebê ainda vive a chamada exterogestação, fase em que precisa se sentir acolhido e seguro. Por isso, tecidos 100% de algodão, roupas práticas e poucos produtos de banho fazem mais diferença do que peças elaboradas ou itens pensados para momentos posteriores. Muito úteis no dia a dia Segundo a profissional, o que não pode faltar na lista do enxoval é: bodies e mijões; macacões com zíper ou botões frontais; fraldas de pano e paninhos de boca; mantas (uma mais leve e outra mais quente); fraldas descartáveis (poucas unidades RN e maior volume do tamanho P); algodão, água morna e pomada de barreira para assaduras. A designer gráfica Rafaela Neves, 25 anos, é mãe de primeira viagem e concorda com as indicações. Com uma bebê de 6 meses, ela conta que bodies, shorts, cueiros, panos de boca e mochila foram os mais usados. Você não vai precisar ainda Vale lembrar que alguns itens são bastante necessários, mas não nos primeiros três meses. Então, dá até para esperar e comprar depois, viu? A consultora materna enumera o que pode esperar um pouco: sapatos; roupas com muitos botões nas costas; peças de jeans ou tecidos rígidos; termômetros de banheira; luvas, que limitam a exploração sensorial das mãos. Mais uma vez, as dicas batem perfeitamente com a experiência de Rafaela. Isso porque as luvas, toucas, meias e casaquinhos foram as opções de vestuários menos aproveitadas pela mamãe. Aquecedor de água para troca de fraldas e lixeira com bloqueio de odor também foram pouco úteis. O enxoval ideal Pensando em uma rotina de lavagem de roupa a cada dois ou três dias, a enfermeira obstetra Meiriele Rodrigues indica uma quantidade funcional entre os tamanhos RN e P com aproximadamente: 6 a 8 bodies de manga curta; 6 a 8 bodies de manga longa; 8 a 10 mijões; 6 a 8 macacões; 4 pares de meias; 10 a 15 fraldas de boca. No caso de Rafaela, ela optou por comprar menos opções no tamanho de recém-nascido (RN) e investiu mais nos modelos P. A estratégia adotada previa evitar desperdícios e, também, por saber que sua filha já tinha um tamanho superior ao esperado – logo, o crescimento da bebê provavelmente seria mais acelerado. Já para itens atemporais, como os (panos do tipo) cueiros, dificilmente haverá um exagero, porque tendem a durar e ser úteis em muitas fases. “São multifuncionais! Servem na hora da troca, pano de boca, cobrir as perninhas em passeios e até como naninha”, compartilha a mãe. Higiene e praticidade andam juntas Nos cuidados diários, a recomendação é manter tudo simples. Uma lista enxuta de itens para higiene, sendo funcional, tende a ser suficiente nos primeiros meses. A consultora recomenda ter à mão: Algodão no formato de quadrados grandes. Pomada para prevenção de assaduras. Sabonete líquido neutro. Escova de cabelo com cerdas macias. Lixa ou cortador de unhas. Embora os lenços umedecidos pareçam mais práticos, a orientação profissional é de priorizar o algodão com água morna nas primeiras semanas e meses de vida. Quem quiser complementar a lista, ainda pode investir em almofada de amamentação, sling e luz noturna suave. Dicas de amiga Anote mais algumas dicas para acertar no enxoval do bebê, unindo conhecimento profissional e experiência vivida, Meiriele Rodrigues e Rafaela Neves, lembram: Considere a estação do ano. Priorize a segurança no sono (quanto menos itens no berço, melhor). Lave as roupas com sabão neutro e evite amaciantes. Corte excessos – se não for precisar agora, não compre. Invista apenas no que facilita a rotina, sem culpa.

Filho não acompanha a turma na escola: o que fazer?
Escola

Filho não acompanha a turma na escola: o que fazer?

Perceber que o filho não está acompanhando o ritmo na escola costuma gerar uma preocupação imediata. A sensação é de que algo está errado e a dúvida vem acompanhada de medo, culpa e insegurança. Mas nem sempre isso indica dificuldade cognitiva. Às vezes, traçar uma nova estratégia é suficiente para o aluno não ficar para trás. Quando as notas de matemática da filha começaram a cair no terceiro ano, a jornalista Juliana Franco levou um susto. A menina de 9 anos sempre manteve bom desempenho e, de repente, entrou em recuperação – algo que a mãe só pretendia ter de enfrentar bem mais adiante. “A situação me assustou muito, porque a gente pensa que isso vai acontecer só lá na frente. As notas baixas já me acenderam o alerta e a reunião com a escola confirmou uma queda no rendimento por dispersão, já que ela não gostava da matéria e tinha mais dificuldades”, conta. Ritmo diferente não é atraso Para a pedagoga Adriane Wzorek, assessora pedagógica do paranaense Colégio Santo Anjo, “não acompanhar a turma” não significa, necessariamente, incapacidade. Pode indicar apenas que o ritmo de aprendizagem daquela criança é diferente do previsto pelo currículo naquele momento. “Cada aluno aprende de um jeito. O descompasso pode estar relacionado ao estilo de aprendizagem, a lacunas em conteúdos anteriores, a fatores emocionais ou de adaptação, e até a questões biológicas, como sono, visão ou audição”, pondera a educadora ao defender o olhar integral acima de qualquer rótulo. Na Educação Infantil e nos primeiros anos do Ensino Fundamental, por exemplo, as diferenças de ritmo são absolutamente normais. Isso porque as crianças estão em intensa maturação neurológica, emocional e social. O sinal de alerta só deve surgir quando a evolução individual parar ou houver sofrimento, isolamento ou frustração. Será que essa dificuldade é permanente? Existe uma diferença muito importante entre a fase de adaptação a uma nova realidade, como a mudança de série ou escola, e a dificuldade que permanece para além de uma situação pontual. Persistência e resposta às intervenções devem definir o caso. Fase de adaptação: conta com oscilações naturais, com dias de maior relutância, mas também avanços quando a criança recebe incentivo e acolhimento. Dificuldade mais estruturada: traz uma série de sinais específicos, como resistência, mesmo com intervenções pedagógicas; desmotivação constante; baixa autoestima; grande esforço sem progresso e impactos emocionais e sociais mais evidentes. No caso de Juliana, a dificuldade da filha era pontual: a queda estava concentrada em matemática. Em casa, ela começou a questionar se o uso do celular poderia estar interferindo na atenção e colocou novos limites. Já a conversa com a escola ajudou a entender que era necessário reforço direcionado, e não uma mudança mais ampla. “Quando isso acontece, a escola se aproxima da família para pensar, juntos, nos próximos passos”, cita a pedagoga Adriane. A importância do diálogo com a escola Com um impacto tão positivo na situação, a instituição de ensino deve ser acionada assim que necessário, sem ter que esperar a reunião bimestral para obter esclarecimentos. A regra é: se houver qualquer dúvida, não hesite em procurar a escola. O diálogo precoce permite compreender melhor o momento da criança e agir com mais agilidade. Entre as estratégias pedagógicas possíveis estão: adaptação de atividades e tempos; explicações mais individualizadas; uso de recursos lúdicos e concretos; retomada de habilidades básicas; pequenos grupos de apoio; acompanhamento mais próximo do professor. “O objetivo não é acelerar o aluno, mas garantir que ele construa aprendizagens com segurança e confiança”, garante a educadora. Quando buscar apoio adicional Existe diferença entre a dificuldade pontual em uma disciplina e um desafio mais amplo. Quando o problema envolve várias áreas, a investigação se expande para fatores emocionais, pedagógicos ou do desenvolvimento. É indicado o encaminhamento para especialistas, como psicopedagogo ou fonoaudiólogo, quando, mesmo com intervenções escolares, persistem dificuldades importantes ou surgem sinais além do desempenho acadêmico – alterações de linguagem, atenção, memória e questões motoras são alguns dos exemplos. Hoje, a mãe Juliana resume o aprendizado em um conselho simples: “Não se culpe. Dá tempo de recompor, de aprender, de reforçar. O importante é conversar com a escola, identificar onde está o problema e traçar um plano”. A pedagoga Adriane completa: “Aprender é um processo singular e cada criança tem seu próprio tempo”.

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