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Palmilhas ortopédicas: tipos, funções e como escolher a ideal
As palmilhas ortopédicas são acessórios fundamentais para pessoas que precisam de suporte extra na pisada, que se diferenciam conforme o tipo e as funções buscadas. Independentemente se a necessidade é decorrente de problemas estruturais nos pés ou dores em articulações como joelhos e quadris, é importante saber que elas ajudam a distribuir melhor o peso do corpo, o que proporciona alívio às regiões de maior pressão. Além do mais, permitem mais conforto ao caminhar. Palmilhas X pisadas Um fator determinante para entender se é preciso usar e qual modelo de palmilha adotar é avaliar o tipo de pisada – sim, existe mais de uma: a pisada pronada (do pé chato ou plano, em a pisada supinada, conhecida por "pé cavo", além da que é considerada neutra. Na pisada pronada (pé chato ou plano), o arco medial encosta no chão e aumenta a área de contato com o solo e é muito frequente em pessoas com pé sem cava. A supinada (pé cavo) caracteriza um arco elevado, reduzindo a área de contato com o solo. Enquanto isso, na pisada neutra, as partes interna e externa do pé tocam o chão praticamente ao mesmo instante. Uma vez identificado qual o tipo de pisada, a palmilha se revela extremamente útil, pois terá a função de acomodar melhor o pé dentro do calçado e distribuir a carga de forma equilibrada. "As palmilhas não mudam o formato do pé, mas ajustam a pisada e isso traz melhora conforto, além de reduzir o impacto em regiões sensíveis", explica o ortopedista e traumatologista Ernane Osório, especialista em cirurgia do pé e tornozelo, e membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia do Ceará (SBOT-CE). Tipos de palmilhas e suas principais funções Existem diversos modelos de palmilhas e cada um é indicado para casos específicos, conforme explica o médico: As palmilhas valgizantes e varizantes servem para ajustar o alinhamento do calcanhar. No caso de pisadas supinadas (pé cavo), uma palmilha valgizante inclina o calcanhar levemente para fora, ajudando a equilibrar a carga e reduzindo a pressão lateral. Já para pisadas pronadas (pé plano), uma palmilha varizante inclina o calcanhar para dentro, favorecendo a estabilidade do pé. As palmilhas para metatarsalgia são indicadas para pessoas com dor na região dos metatarsos, os ossos na base dos dedos. Os indivíduos podem se beneficiar com duas opções: a palmilha de valente, com um rebaixo específico sob os metatarsos, e a palmilha de apoio retrocapital, que traz uma pequena elevação que alivia a pressão sobre essa área. Ambas as alternativas são eficazes para redistribuir o peso e prevenir dores ao caminhar. As palmilhas de compensação são adotadas para corrigir diferenças de comprimento entre membros inferiores, geralmente causadas por problemas ortopédicos ou traumas. Para casos leves, tais itens resolvem bem o desalinhamento, mas quando a diferença é maior, pode envolver intervenções no calçado ou mesmo cirurgias. Como escolher a palmilha ideal Somente um médico, diante das queixas do paciente, poderá responder indicar qual a palmilha mais recomendada para cada caso. “O ortopedista avalia a causa da dor e a biomecânica do pé para decidir o tipo de palmilha mais indicado”, afirma Ernane. "Além disso, exames como a baropodometria, que mapeia a distribuição da carga na pisada, são fundamentais para o ajuste ideal, permitindo que a palmilha seja feita sob medida para proporcionar alívio e conforto", acrescenta. Risco com uso de palmilhas inadequadas Não procurar ajuda médica e tentar descobrir por conta própria qual palmilha usar pode trazer sérias consequências, como o desenvolvimento de novos problemas na região, sem nenhuma solução para a questão inicial - ou seja, é melhor não arriscar! "Palmilhas muito espessas podem gerar lesões na parte superior do pé e, se não corrigirem a pisada adequadamente, podem sobrecarregar outras articulações, como tornozelos, joelhos e quadris", avisa o especialista.
Mitos e verdades sobre as micoses
As micoses são infecções fúngicas que podem afetar a pele, unhas e até mesmo órgãos internos. Existem muitos mitos e verdades sobre as micoses, então é importante esclarecer o que é realmente verdade e o que não é. Mitos sobre as micoses: Mito: "Micoses são causadas apenas pela falta de higiene" Verdade: Embora a falta de higiene possa contribuir para o desenvolvimento de micoses, elas também podem ser causadas por fatores como um sistema imunológico enfraquecido, uso excessivo de antibióticos, ambientes úmidos ou até predisposição genética. Mito: "Micoses não são contagiosas" Verdade: Algumas micoses são contagiosas e podem ser transmitidas por contato direto com a pele ou objetos contaminados, como toalhas e calçados. Isso é comum em micoses como a Tinea pedis (pé de atleta) e tinea corporis (micose de corpo). Mito: "É só aplicar um creme que a micose vai desaparecer rapidamente" Verdade: O tratamento de micoses pode ser mais complexo e demorado, dependendo do tipo de fungo e da gravidade da infecção. É importante seguir as orientações médicas e realizar o tratamento completo, mesmo que os sintomas desapareçam antes. Mito: "Micoses só afetam pessoas com baixa imunidade" Verdade: Embora pessoas com o sistema imunológico comprometido estejam mais suscetíveis, qualquer pessoa pode contrair uma micose, principalmente em ambientes propensos a fungos, como vestiários, academias e piscinas. Verdades sobre as micoses: Verdade: "Micoses podem afetar diferentes partes do corpo" As micoses podem afetar a pele, as unhas, o couro cabeludo e até órgãos internos. Elas podem se manifestar de diferentes formas, como manchas, coceira, descamação, vermelhidão ou espessamento das unhas. Verdade: "Ambientes úmidos favorecem o desenvolvimento de micoses" Lugares quentes e úmidos, como vestiários, piscinas e saunas, são ambientes ideais para o crescimento de fungos. O uso de roupas molhadas ou mal ventiladas também pode aumentar o risco de infecções fúngicas. Verdade: "O tratamento para micoses pode variar dependendo da gravidade" O tratamento pode ser feito com antifúngicos tópicos (cremes e pomadas) ou orais, dependendo do tipo de micose e da extensão da infecção. Em casos mais graves, pode ser necessário o uso de medicamentos que precisam de prescrição médica. Verdade: "Prevenir é a melhor forma de evitar micoses" Para evitar micoses, é fundamental manter a pele seca e limpa, usar roupas leves e ventiladas, evitar o uso de calçados apertados e molhados, e não compartilhar itens pessoais, como toalhas e sapatos. Se houver suspeita de uma micose, é importante buscar orientação médica ou podológica para o diagnóstico correto e o tratamento adequado.
Descubra quais os países que mais cuidam da saúde dos pés
Embora o cuidado com os pés tenha origens milenares em diferentes civilizações, quando se fala em desenvolvimento técnico e valorização profissional, os Estados Unidos se destacam como principal referência no mundo. Por lá, a podologia é tratada como especialidade médica e integra todo o sistema de saúde de forma estruturada e reconhecida. Mas não são só eles que dedicam atenção extra aos pés: México, Espanha e Itália também têm uma visão mais avançada. A podologista Viviane dos Santos, docente em cursos de formação, explica porque os EUA estão bem à frente na área. “O profissional é considerado quase um médico especialista. A formação é longa, com faculdade e disciplinas como anatomia, fisiologia e cirurgia. É algo realmente completo, bem diferente do que vemos no Brasil”, diz. Já a podóloga Beatriz Teixeira complementa que a regulamentação da profissão e a cultura de prevenção contribuíram para esse cenário norte-americano. “A população entende que cuidar dos pés é parte da saúde, não só uma questão estética. Isso fez toda a diferença para o reconhecimento da profissão e o avanço tecnológico na área”, avalia. Formação, estrutura e reconhecimento De acordo com as entrevistadas, nos Estados Unidos, a formação do podólogo é feita em nível semelhante ao universitário, com foco em conhecimento clínico e técnico aprofundado. Além disso, a atuação é regulamentada há décadas, com exigências legais para prática profissional, e o cuidado com os pés faz parte da formação em saúde. No mais, os profissionais atuam em hospitais, clínicas e centros de reabilitação, bem como a valorização social e profissional é ampla, com reconhecimento nas equipes multidisciplinares. “Aqui no Brasil, ainda existe a visão de que podólogo só corta unha ou lixa calos, mas a atuação vai muito além disso. Nos Estados Unidos, esse olhar já foi superado”, pontua Viviane. Da Europa à América Latina Segundo as especialistas, o México é um dos destaques na América Latina, com forte atuação na podologia clínica, especialmente no cuidado com o pé diabético. Na Europa, Itália e Espanha chamam atenção pela integração dos serviços podológicos aos sistemas públicos de saúde, com foco na prevenção e acesso universal. A saber: No México, a atenção ao pé diabético é uma prioridade crescente. “Algumas clínicas públicas já contam com podólogos especializados e há investimento em tecnologias como curativos avançados e orientações de autocuidado”, diz a podóloga Beatriz Teixeira. Na Itália, os podólogos têm formação universitária e atuam legalmente no sistema de saúde pública, com autonomia para tratar desde calos até úlceras graves. “O país montou uma ampla rede de centros especializados em pés diabéticos, conectados a equipes multidisciplinares”, acrescenta a profissional. Já na Espanha, “apesar de ainda haver desafios na inclusão da podologia no serviço público em todas as regiões, iniciativas recentes como a integração de podólogos nos hospitais da Andaluzia vêm ampliando o acesso a esses cuidados”, avalia a podologista Viviane dos Santos, que destaca serviços para idosos e diabéticos oferecidos ali. Campanhas e tecnologias como inspiração Nos Estados Unidos, o país mais à frente no quesito saúde dos pés, a valorização também se reflete em campanhas voltadas ao tema. De acordo com Beatriz Teixeira, há ações focadas na prevenção de lesões em idosos, cuidados com o pé diabético e orientação postural e cuidados preventivos. No campo tecnológico, o país também está à frente com palmilhas personalizadas com impressão 3D, escaneamento digital para órteses sob medida, exames de pisada com sensores de alta precisão e uso de laser terapêutico avançado. “No Brasil, até existem algumas dessas tecnologias, mas ainda são restritas e, muitas vezes, em fase de protótipo”, diz a podóloga. Ambas as especialistas consideram que o Brasil pode se inspirar no modelo norte-americano e nas ações aplicadas no México, na Itália e na Espanha. “Investir em formação de qualidade e mostrar à população a importância dos pés na saúde geral pode reduzir quedas, lesões e complicações crônicas. É uma questão de prevenção e de valorização profissional”, reforça Beatriz Teixeira. Viviane dos Santos, por sua vez, acredita que a mudança tem de ocorrer também entre as pessoas em geral: “O pé é a base do corpo, e o cuidado com ele precisa ser levado a sério, com a mesma atenção que damos a outras especialidades médicas. O exemplo dos Estados Unidos mostra que isso é verdadeiramente possível.”
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Filho chora muito no banho: será a temperatura da água?
Banheiro preparado, água morna, ambiente tranquilo. O banho deveria ser daqueles momentos de puro cuidado e acolhimento, mas, às vezes, o choro do bebê já começa na hora de tirar a roupinha e entrar na banheira. Será que a temperatura da água está por trás de tantas lágrimas? Alguns sinais respondem a dúvida e ajudam a resolver o caso. A pediatra Anna Dominguez, dos hospitais Sírio-Libanês e Vila Nova Star, explica que o choro no banho é comum, principalmente nos primeiros três meses de vida. Nessa fase, o sistema neurológico ainda é imaturo, e mudanças de temperatura, retirada da roupa e afastamento do colo podem gerar desconforto. “O banho envolve troca de estímulos, contato com a água e alteração de posição, o que pode ser intenso para quem ainda está se adaptando ao mundo”, avalia a médica. Não compreender a transição de ambiente também está entre os motivos. Temperatura faz diferença Sem dúvidas, a água pode ser um fator importante no choro. A recomendação é testar antes de colocar a criança na banheira. A parte interna do antebraço é uma boa referência: se o adulto sentir desconforto por estar muito fria ou muito quente, o bebê provavelmente também sentirá. Existe uma faixa considerada ideal e segura para a água: em torno de 34 °C. Termômetros próprios para banheira ajudam a garantir essa precisão, já que o teste de pele não conseguirá ser tão exato. Além do choro, o corpo costuma dar sinais claros de desconforto térmico: calor excessivo: pele avermelhada, suor, rosto ou corpo inchados, menor atividade e até sonolência; frio excessivo: palidez ou tom acinzentado, irritação, choro persistente e pele marmorizada. “Observar esses indícios físicos e comportamentais ajuda a diferenciar um incômodo pontual de algo que precisa ser ajustado”, orienta Anna Dominguez, que ministra cursos de atualização para outros médicos do Hospital Israelita Albert Einstein. Mais fatores que podem incomodar Nem sempre o problema está na água. Excesso de estímulos tende a ser estressante para bebês pequenos. Isso porque, quanto mais barulho ou movimentação, maior será a agitação dos pequeninos. Para tornar o momento mais confortável e favorecer a adaptação, a pediatra recomenda: manter ambiente calmo e silencioso; preferir luz indireta; ter, no máximo, uma ou duas pessoas conduzindo a rotina; optar por banhos rápidos; utilizar a temperatura adequada. Por fim, cabe um alerta: se, mesmo após os três meses, o bebê continuar apresentando estresse intenso no banho ou se o choro for tão forte a ponto de fazê-lo perder o fôlego, é importante buscar avaliação médica. “Pele extremamente arroxeada também merece atenção, pois pode indicar algo além do desconforto térmico”, finaliza a médica.
Mixed feelings: mala de maternidade marca o fim da gestação
A mala de maternidade pode parecer apenas uma lista de roupas, documentos e itens práticos que serão necessários quando o parto acontecer. No entanto, para muitas mulheres, carrega um peso maior: a sensação de algo estar mudando de forma definitiva. Com tudo organizado, a percepção de que a gestação está acabando fica mais forte, quase palpável, e pode reverberar em um mix de sentimentos que merecem acolhimento. Para a psiquiatra Luana Carvalho, especialista em saúde mental materna, montar a mala costuma marcar emocionalmente o “fim da gravidez”, porque representa o primeiro gesto concreto de separação entre a mulher grávida e o bebê dentro dela. É quando deixa de ser apenas espera e passa a apontar para o desfecho real e próximo. “Ela simboliza que a gestação está chegando ao fim, que uma nova fase, irreversível, vai começar. A partir desse momento, o parto e a maternidade deixam de ser uma ideia distante. Tudo passa a ganhar contornos concretos e próximos", explica a médica. Sensações que ritual desperta Não é raro que sentimentos opostos apareçam juntos nesse processo. Ansiedade, expectativa e alegria podem caminhar lado a lado com medo, insegurança e até tristeza. Essa mistura, embora desconfortável, é considerada absolutamente normal dentro da experiência emocional da gravidez. A profissional destaca que a mala representa mais do que objetos organizados: ela simboliza a transição de gestante para mãe, de espera para encontro. “Trata-se de um marco simbólico de mudança de identidade e de vida, que materializa uma transformação interna que já vinha acontecendo”, avalia. Além disso, em muitos casos, surge uma sensação de despedida da gestação. Algumas mulheres relatam uma saudade antecipada da barriga, dos movimentos do bebê e da fase gestacional. Isso pode levar a emoções mais intensas, como choro fácil ou até silêncio reflexivo, na tentativa de assimilar o fim de um ciclo. Quando a ansiedade vem junto A frase “agora é real” surge quando a mala de maternidade fica pronta. É o instante em que a mulher percebe que não se trata mais de uma ideia ou de um futuro distante – o parto e a vida materna passam a ser concretos, próximos e inevitáveis. Entusiasmo e apreensão são sentimentos completamente normais para o momento. Para algumas mulheres, inclusive, esse ritual gera mais ansiedade do que tranquilidade. Isso acontece porque a mala também pode ativar medos relacionados: ao parto; à dor; à sensação de não dar conta; à perda de controle; às mudanças profundas na rotina e na própria identidade. A psiquiatra Luana Carvalho lembra que experiências anteriores e histórias de outras mães também têm grande influência nas sensações, porque moldam as expectativas. Dependendo do conteúdo, elas podem tranquilizar ou assustar a futura mamãe. Momento com mais presença Vale lembrar que cada mulher lida de um jeito com essa preparação. Quem monta a mala com antecedência geralmente busca organização e controle emocional diante do que está por vir. Já quem deixa para a última hora pode estar, de forma simbólica, adiando o enfrentamento da mudança que se aproxima. Mesmo assim, alguns cuidados ajudam a viver esse momento com mais presença e menos angústia: Respeitar o próprio ritmo, sem seguir comparações externas. Falar sobre os sentimentos com pessoas de confiança. Reduzir o excesso de informações negativas. Permitir-se sentir ambivalência sem culpa. A especialista ressalta que montar a mala não precisa ser um momento perfeito ou feliz o tempo todo. Sentir medo, dúvida ou tristeza não diminui o amor nem a capacidade de maternar. Essas emoções fazem parte de uma grande transformação emocional e podem ser acolhidas como parte saudável desse processo.
Participar da troca de fraldas gera autonomia e confiança
Chega um momento em que a criança deixa de ser apenas cuidada e passa a querer participar da própria rotina. Durante a troca de fralda, começam a avisar que fizeram cocô, querem escolher a fralda ou tentar ajudar a fechar o adesivo do item. Isso até pode parecer detalhe no dia a dia, mas tem ligação direta com a autonomia. A psicóloga Anastacia Brum explica que esse movimento costuma surgir entre 1 ano e meio e 3 anos de idade. Nesse período, a criança começa a demonstrar maior interesse pelos próprios cuidados e, também, pelo que acontece com seu corpo. “Esse comportamento sinaliza dois avanços importantes. O primeiro é o aumento da consciência corporal. Já o segundo é o fortalecimento da autonomia. A criança começa a perceber que tem vontades, preferências e que pode participar do que acontece com ela”, detalha. Os pequenos gestos já importam Quando a criança avisa que a fralda está suja, quer escolher qual modelo de fralda usar ou tentar colaborar durante a troca, ela está experimentando um novo lugar na rotina: o de participante ativa. Isso indica que está deixando a posição de total dependência e começando a construir protagonismo. De acordo com Anastacia, essas pequenas participações ajudam a desenvolver percepções importantes sobre si mesma. Ao notar que consegue colaborar e que o adulto confia em sua participação, a criança começa a formar ideias internas como: “eu consigo” e “minha ajuda é importante”. “A autoconfiança nasce da experiência concreta, não apenas de palavras de incentivo. Pequenas conquistas do cotidiano ajudam a construir uma base interna de segurança que será importante ao longo do desenvolvimento”, afirma a psicóloga. Organização e previsibilidade Para que a troca de fralda continue sendo um momento tranquilo mesmo com essa nova participação, a organização da rotina faz diferença. A orientadora parental e neuropsicóloga Bruna Vitorelli, da Mental One, reforça que a previsibilidade ajuda os pequenos a entenderem o que está acontecendo. Um bom exemplo disso é narrar as ações desde cedo, explicando o que está sendo feito durante os cuidados. Isso ajuda na compreensão da sequência e dá mais segurança. Afinal, na primeira infância, habilidades como planejamento, organização e autocontrole ainda estão em desenvolvimento. “Criar uma pequena rotina com começo, meio e fim previsíveis e oferecer uma tarefa simples e clara ajuda a criança a colaborar. Quando há previsibilidade, o cérebro reduz o estado de alerta e aumenta a chance de cooperação”, orienta a especialista. Pequenas tarefas geram autonomia É importante lembrar que participar da troca não significa que a criança precisa fazer tudo sozinha. Pequenas tarefas já são suficientes para estimular autonomia e senso de participação. Entre as possibilidades de ações simples estão: escolher qual fralda pegar; levar a fralda até o trocador; abrir o pacote de lenços umedecidos; jogar a fralda usada no lixo; colocar uma peça de roupa no cesto. Mesmo quando a ajuda ainda não é totalmente funcional, a intenção de participar indica desenvolvimento social e motivacional. “O ideal é validar a tentativa da criança, adaptar a tarefa e manter um clima de cooperação. Esses momentos cotidianos são oportunidades importantes de aprendizagem”, diz a orientadora Bruna Vitorelli. Outro ponto é que esse tipo de resposta fortalece a autoeficácia, conceito da psicologia do desenvolvimento ligado à confiança nas próprias capacidades.

