Exercícios Funcionais
Exercícios funcionais previnem fascite plantar e tendinite
Fascite plantar e tendinite estão entre os problemas mais comuns que afetam pés e tornozelos, causando dor, limitação de movimentos e dificuldade para caminhar. Tais condições, porém, podem ser evitadas com a adoção de bons hábitos no dia a dia, como a prática de exercícios funcionais.
Antes de tudo, é necessário saber que a fascite plantar é uma inflamação da fáscia que sustenta o arco do pé e costuma causar dor intensa, principalmente nos primeiros passos da manhã. Já a tendinite é a inflamação de um tendão, como o de Aquiles, e pode gerar ainda inchaço e restrição de mobilidade.
“Ambas as condições afetam os movimentos e a qualidade de vida. Se não tratadas corretamente, podem comprometer tanto a prática de exercícios quanto atividades simples do dia a dia, como caminhar ou ficar em pé por muito tempo”, explica a fisioterapeuta Juliana Duarte, do Centro Universitário FMU.
Por que apostar nos exercícios funcionais?
Os exercícios funcionais reproduzem movimentos naturais do dia a dia, como agachar, empurrar, puxar e sustentar o peso do corpo. Diferentemente de exercícios isolados, envolvem várias articulações e grupos musculares ao mesmo tempo, desenvolvendo força, equilíbrio, coordenação, resistência e mobilidade de forma integrada. Seus efeitos são amplos:
Fortalecem pés, tornozelos e pernas, distribuindo melhor as cargas durante a marcha e atividades físicas;
Melhoram a absorção de impactos, reduzindo a tensão sobre a fáscia plantar e os tendões;
Aumentam a estabilidade articular e favorecem o alinhamento postural;
Reduzem microtraumas repetitivos que podem causar inflamações.
Nesses casos, os principais grupos musculares envolvidos são:
Músculos intrínsecos dos pés, que sustentam o arco plantar;
Panturrilhas (gastrocnêmio e sóleo), que absorvem impactos e protegem o tendão de Aquiles;
Tibial anterior e posterior, que auxiliam na estabilidade do tornozelo;
Glúteos e quadríceps, que ajudam no alinhamento do membro inferior e reduzem a sobrecarga nos pés.
De acordo com a profissional, praticar exercícios funcionais de 2 a 3 vezes por semana já traz benefícios significativos. A regularidade é mais importante do que a intensidade, sempre respeitando os limites do corpo. Não adianta treinar todo dia e se machucar. O ideal é evoluir aos poucos e manter uma rotina constante.
Reabilitação com segurança
Quem já teve fascite plantar ou tendinite pode (e deve!) incluir essa prática na rotina, mas sempre com acompanhamento profissional. Na fase aguda, por exemplo, o foco deve ser o controle da dor e da inflamação, evitando quaisquer sobrecargas.
Porém, as restrições não costumam ser para sempre. A fisioterapeuta esclarece que, com a liberação médica, os exercícios podem ser inseridos de forma adaptada e progressiva. Afinal, trazem ótimas contribuições à vida do paciente.
“Eles ajudam a recuperar a força e a flexibilidade da musculatura de suporte, melhoram a estabilidade dos pés e tornozelos, previnem recidivas e contribuem para o retorno gradual às atividades do dia a dia e esportivas com mais segurança”, acrescenta Juliana Duarte.
Sinais de alerta para interromper o treino
É importante pausar os exercícios e procurar avaliação profissional se notar:
Dor intensa ou que piora durante ou após a atividade;
Inchaço persistente;
Sensação de instabilidade;
Limitação de movimento;
Estalos dolorosos na região.
Por fim, a fisioterapeuta lembra que, além dos exercícios, manter os pés saudáveis depende de vários fatores combinados, como a escolha e o uso de calçados adequados, fortalecimento, alongamentos e controle do peso corporal.