Tenys Pé de embalagem nova
A embalagem mudou. A confiança em Tenys Pé continua a mesma! As novas embalagens trazem uma identidade mais moderna, clara e fácil de navegar, com os principais benefícios de cada produto em destaque.
Tenys Pé Sabrina Sato
Desfile com confiança com Tenys Pé Sabrina Sato. Uma nova linha para mulheres de todos os estilos. Que vão do salto ao tênis, da rotina ao treino.
Tá no pé de todo mundo
Tá no pé de todo mundo, inclusive do Cauã Reymond. Venha conferir a campanha e as novidades exclusivas de Tenys Pé Baruel.
PodPah
Pra você ser Z1K4 de verdade é só seguir o conselho do Igão e Mítico. O Tenys Pé Baruel PodPah é papo firmeza: mantém seus pés sempre secos e cheirosos.
Meu cabelo é bem bonito
Descubra toda fofura dessa campanha de Baruel Baby que celebra a diversidade dos bebês brasileiros. Todo bebê merece esse carinho!
Nova linha cabelos crespos
Baruel Baby, a primeira marca a oferecer produtos pensados desde o berço, levando a sério a diversidade.
Conheça o Universo do Pé
3 exercícios eficazes para fortalecer os pés e evitar lesões
Os pés desempenham um papel fundamental na estabilidade e mobilidade do corpo, mas muitas vezes são negligenciados na rotina de exercícios. Fortalecê-los pode prevenir lesões, melhorar o equilíbrio e até mesmo beneficiar atividades físicas como corrida e caminhada. Segundo a educadora física Alessandra Nascimento, diretora da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia de São Paulo (SBGG-SP), antes de iniciar o fortalecimento, é essencial melhorar a mobilidade dos pés para potencializar a oxigenação dos tecidos e estimular a sensibilidade. A profissional também explica que os benefícios trazidos pelos treinos vão depender de cada perfil. “Especialmente para pessoas idosas, estes exercícios vão proteger e fortalecer os tendões, músculos e ligamentos, evitando lesões”, complementa. Aprenda três exercícios de fortalecimento Outra boa notícia é que, além de trazer tantas vantagens para a saúde física, os exercícios para fortalecer os pés podem ser feitos em casa e sem aparelhos de ginástica. Bola de tênis, garrafa, cadeira e até a parede são alguns dos recursos que podem ser usados para treinar o fortalecimento no dia a dia. A seguir, a profissional ensina três exercícios: 1. Mobilidade com bola de tênis ou rolo Função: estimular a circulação e preparar os pés para outros exercícios. Você vai precisar de: bola de tênis, pequeno rolo ou garrafa de plástico congelada. Como fazer? Com o objeto sob a sola do pé, realize movimentos suaves para frente e para trás por um minuto em cada pé, repetindo três séries. O movimento ajuda a irrigar os tecidos e potencializar a sensibilidade plantar. 2. Exercício de equilíbrio e estabilidade Função: fortalecer os músculos e melhorar a propriocepção (capacidade do corpo de reconhecer sua posição no espaço). Você vai precisar de: cadeira ou parede. Como fazer? Trata-se de um apoio unipodal. Em pé, tire um pé do chão e mantenha o joelho flexionado para trás. Se precisar, segure-se em uma cadeira ou parede e, conforme ganhar segurança, tente fazer sem apoio. A orientação é manter a posição por 30 segundos em cada pé, realizando três séries. 3. Elevação de calcanhares Função: um dos melhores exercícios para fortalecer a panturrilha e melhorar a saúde cardiovascular. Você vai precisar de: nada! Como fazer? Em pé, levante os calcanhares e mantenha a posição por 10 segundos. Depois, faça 15 repetições de subida e descida, repetindo três séries. De acordo com Alessandra, dentro de três a quatro semanas já é possível sentir os benefícios proporcionados pelos exercícios. Porém, para isso acontecer, é preciso constância no processo, ou seja, manter regularidade nas práticas. Outras formas de fortalecer os pés Além dos exercícios, incluir alongamentos diários para os músculos da perna e dos pés é essencial para manter a flexibilidade dos tendões e ligamentos. Independentemente da idade ou do nível de condicionamento físico, os exercícios de fortalecimento dos pés podem ser incluídos na rotina, promovendo saúde, prevenção de lesões e maior qualidade de vida.
Flexor curto dos dedos do pé: conheça o músculo da mobilidade
Já ouviu falar no flexor curto dos dedos do pé? Essa parte do corpo é um músculo essencial para a mobilidade e a estabilidade do arco plantar. No entanto, lesões nessa região podem causar dor e dificultar a movimentação. “O flexor curto dos dedos do pé se origina no calcanhar e se estende até os dedos. Sua principal função é flexionar os dedos, ou seja, dobrá-los, além de manter o arco longitudinal do pé ativado”, explica o fisioterapeuta e acupunturista Rodrigo Ricardo. A condição mais frequente que afeta esse músculo é a tendinopatia do flexor curto dos dedos do pé, uma inflamação na região. Os principais sintomas incluem: Dor na sola do pé, especialmente ao caminhar ou mexer os dedos; Inchaço na região afetada; Dificuldade de movimentação, o que pode comprometer a mobilidade. A identificação do problema depende da análise de um profissional, que avaliará os sintomas e a causa da inflamação. Fisioterapia é o caminho para tratar O tratamento fisioterapêutico pode aliviar a dor e melhorar a função do músculo, desde que indicados e aplicados corretamente, sempre por um profissional qualificado. Rodrigo Ricardo destaca algumas das técnicas mais eficazes: Crioterapia: aplicação de gelo nos primeiros três dias para reduzir inflamação e dor; Termoterapia: após 72 horas, o uso de calor ajuda a relaxar a musculatura e melhorar a circulação; Liberação miofascial e mobilização articular: técnicas que reduzem a tensão no músculo e aumentam a flexibilidade; Acupuntura, eletroterapia e ultrassom: ajudam na recuperação do tecido lesionado. “Para evitar a sobrecarga nessa região, o ideal é manter o músculo bem alongado e adotar uma rotina de mobilidade do tornozelo e do pé. Exercícios que promovam essa mobilidade e o ganho de amplitude são indispensáveis para uma musculatura saudável", aponta o especialista. Palmilhas podem ajudar Ainda de acordo com o fisioterapeuta, o uso de órteses pode aliviar a dor, mas apenas a curto prazo. Para um período maior, o ideal é recorrer a palmilhas ortopédicas, sobretudo os modelos feitos sob medida para o paciente. A instrução de não recorrer às palmilhas prontas é respaldada no fato de cada pessoa ser diferente, logo, o produto não terá uma indicação específica para cada um, sem ajudar na questão e podendo ainda causar outros problemas. Vale lembrar que a dor é sempre um sinal de alerta. Rodrigo Ricardo destaca que, ao sentir desconforto na região, o ideal é procurar um fisioterapeuta, pois o profissional pode iniciar o tratamento sem necessidade de encaminhamento médico. “O fisioterapeuta é um profissional de primeira instância nesse caso. Mas, se os sintomas persistirem mesmo com o tratamento, é indicado ir a uma consulta médica para abordagens mais gerais”, conclui.
Esportes de verão têm riscos. Saiba o que deve evitar
Sol, calor e disposição são o cenário perfeito para colocar o corpo em movimento. No verão, esportes como corrida, caminhada na praia e trilhas ganham ainda mais adeptos, mas também exigem atenção redobrada com o corpo. Isso porque alguns fatores podem transformar o momento de lazer em risco de lesões e desconfortos. Por incrível que pareça, o aumento rápido da carga em treinos é uma das principais causas de lesões nessa época do ano. “Durante o verão, é comum que as pessoas retomem ou intensifiquem a prática de exercícios ao ar livre. Isso, quando feito sem preparo, favorece tendinites, entorses e dores musculares”, aponta o ortopedista Lindbergh Barbosa, especialista em tratamentos de lesões esportivas. A fisioterapeuta Adriana Melo, coordenadora do Hospital Badim (RJ), acrescenta que os terrenos típicos do verão exigem muito mais da musculatura estabilizadora dos pés e pernas. “Areia, trilha e terrenos irregulares sobrecarregam panturrilhas, tornozelos e coxas. Entre os problemas mais comuns estão fascite plantar, tendinite do tendão de Aquiles e distensões”, explica. Principais riscos e como fugir deles O excesso de entusiasmo pode custar caro para o corpo. Entre os fatores que mais favorecem lesões estão o aumento abrupto da intensidade, o treino sob sol forte e a falta de hidratação. Para manter o equilíbrio entre prazer e segurança, as dicas são: Progredir com calma: aumente gradualmente o volume e a intensidade dos treinos; Respeitar limites: o corpo precisa de adaptação, principalmente após períodos de inatividade; Hidratar-se sempre: antes, durante e depois da atividade; Evitar os horários mais quentes: entre 10h e 16h, o risco de superaquecimento e câimbras é maior. Usar roupas e calçados adequados: opte por tecidos leves e tênis com boa estabilidade e amortecimento. “O planejamento é essencial. O verão é um convite natural ao movimento, mas a empolgação não pode ultrapassar os limites da fisiologia”, observa o médico. Cuidado com o solo e o calor Os riscos não estão só na intensidade, mas também no solo e no próprio calor. A areia e os terrenos acidentados das trilhas exigem mais esforço e atenção, por exemplo. Essa irregularidade da superfície impacta as articulações e pode levar à sobrecarga. De acordo com a fisioterapeuta Adriana Melo, é justamente o tipo de piso que deve orientar o treino: Areia fofa: explore com moderação e por curtos períodos, porque ela exige mais da musculatura e pode causar dor e fadiga; Areia firme (próxima à água): é mais estável e segura para caminhadas leves; Trilhas e terrenos irregulares: escolha calçados com boa aderência e estabilidade lateral. “O tênis adequado faz toda a diferença, tanto na praia quanto na trilha. Ajuda a reduzir o impacto e previne torções. Caminhar descalço só é indicado para trajetos curtos e pessoas já adaptadas”, orienta a especialista. Em relação às altas temperaturas, o ortopedista Lindbergh Barbosa adiciona: “O calor intenso e a desidratação também reduzem a concentração e a coordenação, elevando o risco de quedas e acidentes.” Ou seja, cuide-se! Sinais de alerta do corpo Dor muscular aguda, pontadas nas articulações, tontura e câimbras são sinais claros de sobrecarga. O corpo ainda reage à exaustão pelo calor com sintomas como enjoo, dor de cabeça e frequência cardíaca elevada. Esses sintomas indicam que é hora de parar, procurar sombra e se hidratar. Se persistirem, é fundamental buscar avaliação médica, mesmo que seja no pronto-socorro. Movimente-se com segurança Para aproveitar os benefícios do exercício sem riscos, o segredo está no equilíbrio entre esforço e recuperação. Nesse sentido, os profissionais reforçam: Faça aquecimento ativo antes do treino; Alongue-se levemente após o exercício; Prefira horários amenos, como início da manhã ou fim da tarde; Use protetor solar, boné e roupas claras; Inclua descanso ativo e fortalecimento muscular na rotina. “Cada corpo tem um tempo de adaptação. Exercitar-se com regularidade, sob orientação adequada, é o que transforma o treino de verão em um hábito de saúde que pode durar o ano inteiro”, conclui o ortopedista. A fisioterapeuta completa: “O ideal é começar devagar, fazer aquecimento articular, alongamentos leves e alternar os dias de treino para permitir recuperação.”
Conheça o Universo Infantil
Vínculo se constrói na troca de fralda, no banho e no colo
Trocar a fralda, dar banho ou acolher no colo pode parecer apenas parte da rotina, mas são esses cuidados repetidos que ajudam o bebê a reconhecer a presença dos cuidadores, somada à segurança e à disponibilidade. A conexão não depende somente de grandes demonstrações de carinho ou longos momentos de dedicação exclusiva, e sim da forma como o adulto responde às necessidades da criança ao longo do dia e nas pequenas interações de todo dia. "O vínculo não nasce de um grande evento isolado, mas da certeza de que, na simplicidade do dia a dia, alguém responde ao chamado desse bebê", afirma a psicóloga Eliane Alves. Isso porque, nessa fase da vida, a percepção de segurança nasce por meio da repetição e da previsibilidade. É durante os cuidados cotidianos que os pequenos entendem, aos poucos, que existe alguém disponível para acolher suas necessidades. Afeto por trás dos cuidados Na verdade, a troca de fralda, o banho ou alguns minutos de colo vão muito além de tarefas práticas. Esses momentos ajudam o bebê a conhecer o próprio corpo, compreender o ambiente e fortalecer a relação com quem cuida dele. Segundo a psicóloga, o toque, o olhar e a voz fazem toda a diferença durante esses cuidados. Enquanto limpa, veste ou acolhe o nenê, o adulto transmite mensagens de proteção, respeito e disponibilidade emocional. "O olhar humaniza o cuidado. A voz acalma e organiza a experiência do bebê. Sem essa presença, a rotina pode virar apenas uma tarefa. Com ela, transforma-se em afeto e estrutura emocional", explica Eliane Alves. O que faz diferença Muitos pais acreditam que precisam criar atividades especiais ou passar horas com o bebê para fortalecer o vínculo. Porém, a qualidade da interação costuma ser muito mais importante do que o relógio. Assim, mesmo em uma rotina corrida, pequenas atitudes aumentam a conexão, tais como: narrar o que está acontecendo durante o banho ou a troca de roupa; manter contato visual enquanto cuida do bebê; desacelerar o tom de voz; observar e responder aos sinais que o bebê demonstra. Significa que cinco minutos de colo com atenção genuína podem ser mais significativos do que uma tarde inteira em que o adulto permanece distraído com o celular ou pensando nas preocupações do dia, por exemplo. O vínculo nasce na rotina Vale tirar o peso das costas: atividades elaboradas ou uma rotina perfeita não são os caminhos para criar uma relação de afeto com o bebê. O mais importante é estar verdadeiramente presente naqueles momentos que já fazem parte do cotidiano da família. "Um bebê que se sente olhado, escutado e acolhido desenvolve segurança interna. E os pais também têm de lembrar que não precisam ser perfeitos: o vínculo se constrói justamente na imperfeição do dia a dia", destaca a psicóloga. Ela ainda deixa um lembrete importante: para oferecer esse olhar sensível ao bebê, pais e cuidadores também precisam de suporte e acolhimento.
Filho é “outro” fora de casa: por que o comportamento muda?
É comum que crianças apresentem comportamentos diferentes dependendo do ambiente em que estão. Em casa, costumam se sentir mais seguras e previsíveis, enquanto em espaços externos, como escola, festas ou encontros sociais, podem se manifestar de maneiras que surpreendem os pais. A pergunta é: como agir nesses casos? Segundo a psicóloga Priscila Evangelista, isso acontece porque todos nós desempenhamos papéis sociais distintos conforme o contexto. Assim como um adulto não se comporta da mesma forma em casa, no trabalho ou com amigos, a criança aprende gradualmente a se adaptar ao ambiente em que está. “Ela ainda está aprendendo a lidar com esses papéis sociais. Por isso, apresentar comportamentos diferentes em cada espaço é algo muito comum e faz parte do processo de desenvolvimento e socialização”, explica a especialista em saúde da família. Desafios dentro e fora de casa Ficar excessivamente tímido, agressivo ou desobediente em ambientes externos pode ter relação com os desafios que a criança enfrenta fora do espaço familiar. Novas regras, pessoas desconhecidas e situações sociais diferentes exigem uma organização emocional que ainda está em construção durante a infância. Priscila também considera o contexto que o pequeno está vivendo naquele momento para justificar comportamentos mais “primitivos”, como gritar ou se opor, sendo uma forma de defesa. “Ele pode estar lidando com a separação dos pais, desafios sociais ou simplesmente algo que ainda não sabe como administrar emocionalmente”, observa. A própria adaptação a novos ambientes influencia diretamente essas reações. Como a criança está aprendendo a organizar internamente suas emoções e interações sociais, é natural que mudanças de comportamento apareçam enquanto ela se ajusta ao novo local. Quando o comportamento pede atenção Na maioria das vezes, mudar fora de casa não é motivo de preocupação. No entanto, também é importante observar o tempo e a intensidade dessas mudanças, já que comportamentos persistentes sem construção de novos vínculos podem indicar que a criança está enfrentando mais dificuldade para se adaptar do que o esperado. A especialista explica que o alerta surge quando há prejuízo claro no funcionamento da criança. Assim, alguns sinais merecem a atenção dos pais e cuidadores: Ficar excessivamente quieta ou retraída. Deixar de socializar com amigos ou parentes com quem antes interagia. Perder o interesse por brincadeiras de que costumava gostar. Evitar sair do quarto ou participar de atividades sociais. Outro ponto importante é evitar comparações com outras crianças. Isso porque o paralelo a coloca em um lugar de desvalorização e não ajuda no desenvolvimento emocional, intensificando sentimentos de inferioridade e falta de pertencimento. Como os pais podem agir A reação dos adultos é uma peça essencial nessas situações. De acordo com a psicóloga Priscila Evangelista, o primeiro passo é oferecer acolhimento em vez de responder à tensão com ainda mais tensão, além de conversar com a criança antes de chegar a um lugar novo, antecipando o que pode acontecer e reduzindo sua insegurança. “Se a criança grita ou se joga no chão, não adianta gritar de volta. É preciso acolher a emoção que está sendo expressa ali, mostrar que está tudo bem sentir aquilo e ajudar a encontrar uma forma de resolver a situação”, orienta a profissional. Depois que ela estiver mais calma, falem sobre o ocorrido e como funcionam ambientes diferentes. Por último, vale lembrar que, quando há segurança emocional, é mais fácil enfrentar os desafios e construir vínculos em novos espaços. Além disso, o processo envolve ajudar o pequeno a perceber que outras pessoas podem se tornar essa referência segura, como professores e cuidadores.
Nome do bebê X opinião da família: como evitar conflitos
Escolher o nome do bebê é um momento especial, mas também pode rapidamente se transformar em tensão. Quando a família começa a opinar com sugestões, homenagens e tradições, o casal pode acabar se sentindo pressionado a justificar uma decisão que deveria ser íntima. Mais: o desacordo pode gerar debate inclusive entre os dois. Entender o que está por trás dessas opiniões sem abrir mão da autonomia pode ser um desafio extra na maternidade. A advogada Paloma Alves viveu isso na primeira gravidez. Ela sempre soube que, se tivesse uma menina, a filha se chamaria Isabelle. A convicção parecia inquestionável até descobrir que esperava gêmeas. Surgiu então o impasse: ela queria homenagear a avó materna, Clarice, enquanto o marido defendia o nome da própria avó, Cátia. O desacordo até virou discussão mais séria do casal. A sogra tentou ajudar: sugeriu um nome composto das avós, mas não houve acerto. Por fim, escutaram o conselho de pensar em uma terceira opção e decidiram por Esther. “Mas, na hora de registrar, ele me surpreendeu com Clarice e eu amei”, relembra a mãe das meninas de 3 anos. Por que o nome gera tanto conflito? A psicóloga Aline Carvalho explica que a escolha do nome costuma mobilizar significados emocionais profundos. O nome representa identidade, pertencimento, história e expectativas e, por isso, desperta projeções familiares, especialmente entre diferentes gerações. “O conflito não costuma ser apenas sobre o nome do bebê em si, mas sobre autonomia e reorganização dos lugares dentro do próprio sistema familiar”, afirma a profissional. Afinal, a gestação marca uma transição importante: o casal assume novas funções e passa a tomar decisões que simbolizam independência. Em famílias com limites pouco definidos, essa mudança pode gerar tensão. Emoções por trás das opiniões Para a especialista em comportamento, as interferências costumam estar ligadas a dinâmicas emocionais mais amplas. Entre elas: Tradição: que expressa a necessidade de continuidade entre gerações. Expectativas: muitas vezes associadas a tentativas inconscientes de reparar histórias passadas. Necessidade de controle: que pode surgir do medo de perder lugar ou influência. Isso porque, em momentos de grandes mudanças, como a chegada de um bebê, essas dinâmicas se intensificam. O debate sobre o nome passa a refletir dificuldades em lidar com as decisões dos pais e aceitar os ajustes dos limites familiares. Como estabelecer esses limites sem brigar O primeiro passo é comunicar o limite como um posicionamento firme e não como um pedido de aprovação dos parentes. “O casal pode expressar a decisão de forma clara, consistente e respeitosa, evitando justificativas excessivas ou disputas emocionais”, ensina a psicóloga. Manter o alinhamento entre os dois é essencial. Repetir a mesma mensagem com calma, sempre que necessário, reduz conflitos e preserva as relações, mesmo diante de divergências. Ao responder críticas ou sugestões insistentes, a orientação é acolher a intenção sem reforçar a interferência. Respostas breves, assertivas e sem carga emocional excessiva ajudam a encerrar o assunto sem escalada. Além disso, diferenciar acolhimento de concessão é uma estratégia eficaz: é possível agradecer o envolvimento dos avós e parentes e, ao mesmo tempo, reafirmar que a decisão final cabe somente aos pais daquele bebê. Quando proteger o momento Se as opiniões começam a gerar estresse durante a gestação, é fundamental priorizar a proteção da saúde mental. Algumas estratégias contribuem para a estabilidade emocional e o bem-estar materno: reduzir a exposição a conflitos; encerrar conversas invasivas; fortalecer o apoio entre o casal. Hoje, Paloma Alves olha para a história com mais serenidade. A mãe das gêmeas garante que a situação parece mais difícil quando se está grávida e que resolver tudo “na emoção” não é o melhor caminho. “Dê tempo às decisões. Você pode ouvir as opiniões, mas a escolha final é dos dois e precisa de segurança e leveza”, aconselha. Por fim, a psicóloga Aline Carvalho lembra que essa escolha é apenas a primeira de muitas decisões parentais que virão. Sendo assim, viver o momento com consciência emocional e limites bem definidos é fundamental para relações familiares mais saudáveis a longo prazo.

