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Podólogo, podologista e podiatra: entenda as diferenças
Podo Profilaxia ou Profilaxia Podal

Podólogo, podologista e podiatra: entenda as diferenças

Nem todo especialista em pés é igual e entender as diferenças entre podólogo, podologista e podiatra pode evitar confusões e garantir um cuidado mais adequado à saúde. No Brasil, embora os dois primeiros (podólogo e podologista) sejam usados como sinônimos, eles têm particularidades importantes, principalmente quanto à formação, enquanto o podiatra representa uma abordagem mais clínica, voltada para casos complexos. Conforme explica a podóloga Valéria Lemos, enfermeira especializada em podiatria, o podólogo é o profissional com curso técnico em Podologia, que atua com o cuidado “conservador” dos pés, como corte de unhas, retirada de calos e tratamento de micose. Já o podologista, ainda que desempenhe funções similares, possui formação de nível superior na área, geralmente em cursos tecnológicos. “Ambos trabalham com técnicas de podologia, mas o podologista fez graduação”, diz. Valéria Lemos observa que, quando falamos em podiatra no Brasil, nos referimos a um enfermeiro que fez pós-graduação em Podiatria Clínica. “Ele une o conhecimento da enfermagem com as técnicas podológicas, podendo atuar em casos mais graves e em pacientes com doenças sistêmicas”, esclarece. Formações e limites de atuação O curso técnico em Podologia tem duração entre um e dois anos e ensina práticas como anatomia dos pés, técnicas corretas de corte, biossegurança e uso de instrumentos específicos. Já a graduação em Podologia é mais longa, de dois a três anos, e aprofunda o conhecimento científico. O de podiatra, por sua vez, precisa ter formação em Enfermagem e registro no COREN antes de realizar uma pós-graduação lato sensu em Podiatria Clínica. Com isso, ele pode fazer curativos em úlceras, tratar feridas, aplicar laserterapia e conduzir avaliações clínicas dos pés, como testes de sensibilidade ou checagem de pulsos. “Se o paciente tem uma ferida aberta, uma infecção ou complicações do diabetes, por exemplo, é mais adequado procurar um enfermeiro podiatra. Casos assim requerem avaliação clínica e plano de cuidados”, orienta a especialista. Cada um tem seu papel A regulamentação dos profissionais também difere. A podologia foi reconhecida como profissão de saúde por lei federal em 2018, com exigência de formação técnica ou superior. Enquanto isso, a podiatria é reconhecida pelo Conselho Federal de Enfermagem como especialidade do enfermeiro. Embora haja sobreposição em algumas práticas, a atuação conjunta é, muitas vezes, o ideal. “No cuidado do pé diabético, o enfermeiro podiatra faz a avaliação clínica e traça o plano de cuidados, enquanto o podólogo realiza os procedimentos periódicos, como corte de unhas e remoção de calos”, exemplifica Valéria. Ela lembra ainda que a falta de conhecimento sobre essas distinções pode causar confusões. “Muita gente acha que podiatra é médico ou se frustra ao descobrir que podólogo não pode receitar antifúngico. Por isso, é importante saber quem procurar em cada caso”, orienta. Evolução da profissão e valorização Vale lembrar que, décadas atrás, a podologia no Brasil era associada ao trabalho de calistas ou pedicures, com pouca formação técnica. Isso mudou com a criação dos cursos técnicos e graduações, além do reconhecimento como profissão da saúde. “Hoje, podólogos e podologistas são valorizados pelo seu papel na prevenção, enquanto o podiatra tem cada vez mais espaço em hospitais e clínicas, especialmente no atendimento a pacientes de risco”, conclui Valéria.

A importância da biomecânica na podologia
Biomecânica

A importância da biomecânica na podologia

Segundo estudos, a podologia é uma área da saúde dedicada ao estudo, prevenção e tratamento de doenças que afetam os pés. Dentro dessa especialidade, existem diversas subáreas fundamentais. Alguns exemplos são a podologia clínica, a podogeriatria, a podopediatria, a ortopodologia e a podologia esportiva, entre outras. Cada uma tem um papel essencial no cuidado podológico. Apesar da ampla diversidade dentro da podologia, todas as suas especialidades contêm conhecimentos essenciais em anatomia, fisiologia e biomecânica. Isso garante uma abordagem completa e eficaz no tratamento das patologias dos pés. Quando falamos em biomecânica a abordagem torna-se mais complexa, pois, muitas vezes, é vista como um verdadeiro "bicho de sete cabeças" e, infelizmente, subestimado. No entanto, esse conhecimento não é apenas fundamental na podologia, como também é responsável por solucionar mais de 80% dos casos de disfunções e patologias que afetam os pés. Ignorar a biomecânica significa deixar de lado uma das principais ferramentas para um diagnóstico preciso e um tratamento eficaz. A primeira atitude fundamental é se conscientizar sobre a importância da biomecânica na podologia, especialmente nos atendimentos primários, como os realizados em casos de hiperqueratose, onicofoses, onicocriptoses e outras podopatias tão comuns em consultórios. Muitas dessas condições poderiam ser solucionadas de forma definitiva com a aplicação da biomecânica, mas ainda existem muitas dúvidas sobre como utilizar esse recurso para tratar essas questões rotineiras de maneira eficaz. A onicocriptose é caracterizada pelo crescimento de uma forma interna, em direção às bordas do dedo, popularmente conhecida como "unha encravada", relatada de inflamação e infecção. No entanto, ao olhar além do tratamento convencional, podemos abordar essa condição com protocolos biomecânicos, proporcionando um tratamento mais eficaz, profundo e respaldado pela ciência. O hálux (dedão) desempenha um papel fundamental na marcha humana, especialmente na fase final, responsável pela impulsão. No entanto, engana-se quem acredita que ele é relevante apenas nesse momento. O mecanismo Windlass, uma das teorias biomecânicas mais amplamente reconhecida mundialmente, explica como a dorsiflexão do hálux, a amplitude de movimento do arco longitudinal medial e a rotação externa da tíbia trabalham de forma integrada, garantindo a eficácia na deliberação de impacto no mediopé e na impulsão do antepé. Caso o hálux apresente resistência ao movimento de dorsiflexão, todos os outros movimentos serão automaticamente comprometidos, consequentemente o halux sofre ainda mais pressão, podendo desenvolver a onicocriptose recorrente. A onicocriptose não se desenvolve apenas por cortes ou crescimentos inadequados de unha. Ela também pode ser causada por forças e pressões plantares exercidas no hálux durante a marcha. Quando analisamos o desenvolvimento de alterações não antecipadas, constatamos que 80% delas têm origem no retropé devido à instabilidade do calcâneo. A Lei de Root aborda essa questão e é amplamente reconhecida e aceita no meio científico. Ao entendermos que 80% das podopatias no antepé têm origem no retropé, podemos concluir que uma órtese plantar deve ter o objetivo de estabilizar o retropé, redistribuindo as forças e pressões no antepé. Essas forças são fundamentais para o crescimento da unha e podem influenciar diretamente no desenvolvimento ou não da onicocriptose. Nesse contexto total, a biomecânica oferece uma nova abordagem para o tratamento, trazendo um segundo protocolo para a onicocriptose. Além da espiculotomia, que é uma técnica primordial, a aplicação de técnicas biomecânicas e o uso de palmilhas são fundamentais, especialmente em pacientes com recidivas da condição, proporcionando um tratamento mais eficaz e preventivo.

Mulheres já são maioria nas corridas, aponta pesquisa
Corrida

Mulheres já são maioria nas corridas, aponta pesquisa

A participação feminina nas corridas de rua tem crescido significativamente nos últimos anos. Segundo a pesquisa State of Running, de 2019, que analisou dados de 70 mil eventos em 193 países, pela primeira vez na história, o número de mulheres amadoras superou o de homens. Em 1986, apenas 20% dos corredores eram mulheres, mas em 2018 esse percentual subiu para 50,24%. O crescimento, que continua evidente nas corridas, reflete não apenas a busca do público feminino por qualidade de vida, mas também a luta por igualdade de gêneros no esporte, sempre tido como um ambiente majoritariamente masculino. "A corrida é uma prática acessível, que não exige grandes investimentos e proporciona benefícios físicos e mentais", destaca o especialista em treinamento esportivo Christian Zamprogna, do Estúdio Fly. De acordo com o profissional, as diferenças fisiológicas entre homens e mulheres impactam o treinamento e requerem adaptações. "A anatomia feminina, principalmente nos membros inferiores, influencia a biomecânica da corrida", diz. Além disso, as flutuações hormonais, sobretudo durante o ciclo menstrual, fazem com que cada corredora responda de uma forma e precise de um planejamento individual. Benefícios para a saúde O esporte traz diversos benefícios para a saúde feminina, como: Fortalecimento ósseo: essencial para prevenir osteoporose, comum após a menopausa; Melhora da circulação sanguínea: auxilia na oxigenação do corpo; Redução do risco de doenças cardíacas: fortalece o coração e ajuda no controle da pressão arterial; Controle do diabetes tipo 2: corredores regulares têm menor risco da doença; Bem-estar emocional: libera endorfinas e ajuda a reduzir sintomas de ansiedade e depressão; Melhora do sono: regula o ciclo do sono e reduz a insônia; Aceleração do metabolismo: contribui para a queima de gordura corporal. Prevenção de lesões Assim como em qualquer atividade física, a corrida exige alguns cuidados para evitar lesões, especialmente quando se é iniciante na prática. Nesse sentido, Christian Zamprogna recomenda: Fortalecer os músculos para reduzir impactos nas articulações; Variar o tipo de solo e adaptar-se a diferentes superfícies; Realizar aquecimento adequado antes do treino; Respeitar os limites do corpo, evitando exageros que possam levar a sobrecargas musculares. Equipamento adequado faz diferença A primeira decisão importante para correr é sobre qual calçado usar. Para isso, o especialista afirma ser essencial reconhecer o seu tipo de pisada – neutra, pronada ou supinada. “Também deve-se usar tênis com amortecimento macio e caimento perfeito, nem muito justo, nem muito largo. Isso oferece mais conforto, ajuda a reduzir o impacto e proporciona uma sensação de suavidade”, ensina. Já para as roupas, o importante é se sentir bem consigo mesma e estar confortável para a prática. Se for comprar peças esportivas, a indicação é avaliar se elas oferecem leveza, mobilidade e suporte adequado, principalmente para mulheres com busto maior. A sustentação fará toda a diferença. A corrida como autocuidado A paulista Giovanna Moura, de 26 anos, encontrou na corrida um caminho para melhorar sua saúde e bem-estar. "Engravidei e ganhei 20 kg. Meu médico recomendou atividade física, e minha terapeuta sugeriu a corrida para ajudar na depressão e ansiedade", conta. O começo foi difícil: "Eu não tinha condicionamento, sentia falta de ar. Mas fui descobrindo meu ritmo". Com o tempo, os benefícios ficaram evidentes para a dona de casa. "Minha disposição melhorou e hoje consigo subir escadas sem ficar sem ar". Apesar de desafios, como a pressão estética no meio esportivo, ela encontrou motivação na própria evolução. “Apenas comece! O começo não é a parte mais legal, mas o processo faz tudo valer a pena. Vão ter dias difíceis, a roupa não fica boa, o ar some, mas realmente melhora. A cada obstáculo que a gente supera dá aquela sensação de capacidade”, compartilha. Entre as dicas de Giovanna para quem deseja se aventurar nas corridas, estão: protetor solar, roupas confortáveis, beber bastante água, meias de algodão e cabelos presos. Além disso, consultar um especialista e ter acompanhamento é fundamental.

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Filha cacheada quer o cabelo liso das princesas: o que faço?
Texturas e Tipos de Cabelo

Filha cacheada quer o cabelo liso das princesas: o que faço?

Na infância, querer se parecer com uma princesa não soa como algo problemático até entender o contexto de cada criança. Quando meninas cacheadas ou crespas pedem por um cabelo liso “como o das princesas”, a situação não é tão simples assim. Questões como comparação e identidade são postas à mesa - e isso pode ser um pedido de ajuda por pertencimento e aceitação. A jornalista Caroline Ferreira é mãe de uma menina de 5 anos e viveu essa experiência de forma intensa. “Nem todo o estudo da negritude me preparou para o momento em que a minha filha queria ser branca, ter traços de branco e ser reconhecida como branca”, relata. O episódio foi no Carnaval, quando a filha escolheu a fantasia da Cinderela e ficou triste porque o cabelo natural dela “não combinava” com o da personagem. Mesmo sendo estudiosa dos movimentos negros e ancestrais, a mãe Carol lembra que a dor foi o sentimento que a invadiu, como se fosse um soco no estômago. Impactada, ela se viu em um duelo entre a mulher preta empoderada que sempre buscou ser e a mãe que só desejava ver a filha feliz. A saída foi uma só: intensificar as conversas, referências e os cuidados. O processo dessa construção de identidade, porém, não é nada simples. De onde nasce esse desejo? Segundo a neuropsicóloga infantil Aline Graffiette, da Mental One, as crianças constroem as próprias noções de beleza a partir das referências com as quais se deparam repetidamente. Vale lembrar que, há muito tempo, quase todas as princesas e heroínas são representadas com cabelo liso e longo. Quando uma menina observa tais personagens, associa esse modelo padrão à ideia de beleza, aceitação e pertencimento. O repertório familiar também conta. “O que tem sido apreciado e valorizado dentro de casa, quais atitudes e pessoas (ou personagens) os pais elogiam, o que é valoroso para aquela família. A criança assiste esse movimento”, pontua a neuropsicóloga. Isso porque, desde a infância, a sociedade costuma passar mensagens implícitas sobre aparência, sobretudo para as meninas. Comentários, elogios, brinquedos e histórias reforçam que o valor feminino está ligado ao visual. Para a terapia comportamental, essas experiências ajudam a construir crenças centrais como “para ser bonita preciso me parecer com isso”. O impacto emocional da rejeição Sentir-se longe do que é um padrão pode levar à própria rejeição. Assim, quando a criança repele a textura de seu cabelo, por exemplo, isso pode indicar o início de uma desconexão com a própria identidade. Como resultado, surgem sentimentos de inadequação, frustração e diminuição da autoestima. “A imagem corporal começa a se formar cedo. Se ela aprende que algo que faz parte dela “não é bonito”, isso pode se transformar em pensamentos automáticos negativos sobre si mesma, limitando o que acredita ser capaz de fazer ou ser”, avalia Aline Graffiette. Por isso, o desejo pelo cabelo liso não deve ser tratado como rebeldia ou vaidade excessiva, mas como um pedido por pertencimento e aceitação. Quando adultos oferecem escuta e acolhimento, ajudam a criança a elaborar esse sentimento sem se transformar em culpa ou conflito. Como conversar sem invalidar A neuropsicóloga infantil orienta que o primeiro passo é acolher o desejo, sem julgamentos. Frases como “entendo que você ache bonito” fazem a criança se sentir ouvida. A partir daí, é possível ampliar a conversa e mostrar outras visões. O fortalecimento da autoestima acontece quando o adulto: Valida a emoção da criança; Oferece novas perspectivas; Reforça o valor da criança para além da aparência. Além disso, pode ser um momento adequado para buscar apoio externo. Psicoterapia, conversas na escola, rodas de diálogo e atividades que ampliem o repertório ajudam a ter contato com diferentes olhares e percepções. Representatividade e identidade A representatividade é fundamental nesse processo. “Quando a criança se vê refletida em livros, desenhos, bonecas e referências reais, aprende que pode ser bonita, forte e valorizada sendo quem é”, observa a especialista. Entre estratégias úteis, os pais podem: Valorizar os cachos com linguagem positiva no dia a dia; Evitar comparações ou comentários negativos; Transformar o cuidado com os fios em um momento prazeroso de autocuidado; Buscar desenhos, personagens e conteúdos que representem diferentes texturas de cabelo; Ampliar referências dentro da própria família e comunidade. Caroline Ferreira coloca essa lista em prática com a filha e busca mostrar à menina que o superpoder da mulher está na individualidade - e que o cabelo é uma peça-chave nisso. “Quero que ela tenha referências pretas de beleza. Quero que ela se sinta vista, respeitada e amada, independentemente de como estiver o cabelo dela”, pontua.

Meu filho quer copiar o cabelo dos amigos. Devo deixar?
Penteados e Produtos

Meu filho quer copiar o cabelo dos amigos. Devo deixar?

Quando o filho pede para fazer o cabelo igual ao dos outros meninos que convive, alguns pais podem se sentir bastante incomodados. A reação costuma vir carregada de julgamentos: “acho feio”, “isso não combina” ou “não gosto desse estilo”. Mas, para a criança, o corte pode significar muito mais do que moda e estética. Flávia Magalhães, empresária e mãe de um menino de 10 anos, viveu essa situação durante a Copa do Mundo de 2022, quando os colegas começaram a copiar os cortes dos jogadores e o filho quis fazer o mesmo. Ela conta que já imaginava que isso aconteceria em algum momento, lembrando da fase em que seu irmão mais novo quis usar o famoso moicano do Neymar. “Há muito tempo é moda copiar o cabelo de jogadores famosos e a Copa amplia isso. Querer fazer um corte com os amigos também pode ter relação com se sentir parte daquele grupo e acho isso bacana”, comenta a mãe. Ela conta que torceu o nariz para alguns estilos, mas acha importante que o menino tenha essa experiência. Pertencimento e identidade Segundo a psicóloga Ana Paula Martins, especialista em educação, a forma de se vestir (e de cortar o cabelo) desempenha papel fundamental na formação da identidade e da autoestima infantil. Isso porque a maneira como a criança se apresenta influencia também como ela se enxerga e como é vista pelo meio em que vive. “Na infância e adolescência, o desejo de copiar colegas pode ser visto como uma fase social normal. Imitar roupas, cortes ou até falas representa, emocionalmente, a busca por aceitação, segurança e pertencimento ao grupo social”, explica a profissional. Fatores externos ajudam a consolidar esse movimento. Normas de pertencimento e referências do ambiente destacam o grupo ao qual a criança quer se vincular, reforçando símbolos visuais (e de aparência) como forma de integração. Nunca diga que é feio Para a especialista, classificar como “feio” algo que o filho gosta pode ter impacto negativo no desenvolvimento emocional. Esse tipo de fala tende a comprometer a autoestima e o senso de identidade, afetando a forma como o garoto passa a se perceber. Portanto, evite: Rotular como “feio”. Desqualificar o gosto da criança. Ironizar ou ridicularizar. Em vez disso, prefira: Perguntar o motivo da escolha. Validar o sentimento antes de opinar. Explicar seus valores com respeito. “O equilíbrio não está entre liberar ou negar tudo, mas em criar um espaço de diálogo sobre valores familiares, negociação e responsabilidade pelas próprias escolhas. A autonomia se sustenta de forma saudável quando há escuta e acolhimento”, reforça a psicóloga Ana Paula Martins. Até onde permitir De forma prática, vale ceder quando o pedido não oferece nenhum perigo. A especialista lembra que o aprendizado vem das vivências e fortalece o desenvolvimento ao longo do crescimento. Nesse sentido, os pais podem avaliar se: a escolha oferece risco físico ou psicológico; fere valores fundamentais da família; é apenas uma experimentação estética temporária; gera espaço para negociação e responsabilidade. A mãe Flávia Magalhães seguiu essa linha ao orientar o filho a escolher com consciência, lembrando que o cabelo levaria um tempo para crescer e não seria possível “colar de volta”. Ainda assim, incentivou a experiência porque, como diz, cabelo cresce e permitir essas escolhas também constrói memórias da infância.

Até quando o bebê é considerado um recém-nascido
Desenvolvimento e Autonomia

Até quando o bebê é considerado um recém-nascido

A expressão “recém-nascido” é usada com frequência, mas tem uma definição oficial na medicina. Pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o bebê é considerado recém-nascido até os 28 dias de vida. Esse período é chamado de “fase neonatal” e exige cuidados específicos com a saúde. A pediatra Alana Zorzan, cofundadora do aplicativo Mini Löwe, explica que a etapa recebe um olhar diferenciado por concentrar muitas mudanças e maior vulnerabilidade. Trata-se da transição da vida intrauterina para a extrauterina, quando o corpo do bebê passa a assumir funções que antes eram da placenta. Parte disso tem a ver com a necessidade da vigilância necessária: é justamente nesse intervalo que a pediatria e a obstetrícia concentram esforços na prevenção da mortalidade neonatal e na detecção precoce de malformações ou distúrbios metabólicos. Afinal, o que acontece nesse período? Nos primeiros 28 dias de vida, o bebê vive um processo intenso de adaptação. Entre as principais mudanças, a médica chama atenção para: Respiração: os pulmões precisam se expandir e realizar sozinhos a troca gasosa. Circulação: ocorre o fechamento de estruturas cardíacas fetais, como o forame oval, para a circulação considerada “adulta”. Termorregulação: o bebê aprende a manter a temperatura corporal em um ambiente muito mais frio do que o útero. Digestão: o sistema digestivo começa a amadurecer, processar o leite e eliminar o mecônio (as primeiras fezes). O que muda nos cuidados Durante o período neonatal, o foco principal é a estabilização. Os cuidados específicos dessa fase envolvem: Higiene do coto umbilical, com limpeza prescrita. Imunidade, já que o sistema imunológico é extremamente imaturo, exigindo maior rigor no isolamento social relativo. Sono e fome, que ainda não seguem uma rotina – o ritmo é de livre demanda absoluta e ciclos de sono desregulados. Após os 28 dias, o olhar começa a ficar mais brando. Desenvolvimento motor, interação social e introdução gradual das rotinas são os próximos focos listados pela pediatra entrevistada. Aliás, existe uma divisão de tempo nas primeiras semanas de vida (neonatal): o período precoce vai do nascimento até o sexto dia de vida, enquanto o período tardio dura do sétimo ao vigésimo oitavo dia, quando é considerado o fim da etapa. “Mesmo os bebês prematuros deixam de ser considerados recém-nascidos cronologicamente aos 28 dias após o parto”, revela Alana. Testes e sinais de alerta Durante a fase neonatal precoce, acontecem testes e avaliações muito importantes e inadiáveis: teste da orelhinha e do olhinho (na primeira semana); teste do coraçãozinho (entre 24 e 48 horas de vida); teste da linguinha; teste do pezinho (entre o 3º e o 5º dia de vida); primeira consulta pediátrica (na primeira semana). Além de realizar todos esses exames e consultas, os primeiros dias de vida do bebê pedem vigilância total, sobretudo aos sinais de alerta. Se notar algum desses, busque atendimento médico imediatamente: icterícia excessiva (pele e olhos muito amarelados, especialmente em pernas e braços); dificuldade de sucção ou bebê muito prostrado; febre ou hipotermia; gemência (gemido respiratório) ou esforço respiratório visível; alterações nas eliminações fisiológicas, como sangramentos, muco ou diminuição da diurese. Os primeiros 28 dias para os pais Além dos cuidados clínicos, há um aspecto emocional importante. A pediatra Alana Zorzan aconselha a estabelecer uma boa rede de apoio para dividir as tarefas essenciais, como banho, troca de fraldas e organização do sono. Considerando que a amamentação costuma ficar sob responsabilidade exclusiva da mãe – e exige muita energia física e mental –, essa divisão ajuda a reduzir boa parte da sobrecarga nesse período. “Tudo é novo. São descobertas e experiências intensas. É uma fase exigente, mas transitória. O foco deve estar no bebê e no descanso da puérpera”, finaliza a especialista.

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