Baruel é vencedor do Prêmio ReclameAQUI 2025 na categoria Higiene Pessoal
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Calor X frio: o que muda no escalda-pés
Escalda Pés

Calor X frio: o que muda no escalda-pés

O escalda-pés é um cuidado simples que combina imersão dos pés em água com sais, ervas ou óleos para relaxar, aliviar tensões e preparar a pele. Quando ocorrem mudanças nos termômetros, a temperatura da água e a escolha dos produtos costumam ser alterados também e isso reflete nos efeitos e nos cuidados desse ritual. Vitória Contini, professora de Cosmetologia Clínica na FMU, explica que a prática pode ser feita com água quente, morna ou fria, conforme o objetivo da pessoa, e costuma trazer benefícios para a pele e a circulação. “No frio, a água aquecida promove conforto térmico e vasodilatação; no calor, temperaturas mais baixas refrescam e ajudam a reduzir inchaço”, compara. Já a podóloga Grace Kelly Barreto reforça o valor terapêutico além da estética. “É um cuidado que alivia dores e tensões, além de deixar a pele mais receptiva aos cremes aplicados depois. Isso sem contar o lado emocional, do bem-estar, em poder tirar um tempo para si, se cuidar e desacelerar”, acrescenta. O que muda entre inverno e verão Para dias frios, Vitória Contini orienta o uso de água morna a quente (36–39 °C), priorizando vasodilatação, conforto e hidratação mais profunda. Em dias quentes, a indicação é morna a fria (20–26 °C), buscando refrescância, alívio de inchaço e leve vasoconstrição – ou seja, estreitamento dos vasos sanguíneos, processo natural do corpo. Nesse sentido, Grace Kelly Barreto acrescenta que, no calor, a água muito quente pode gerar desconforto e até mal-estar, caso afete a pressão arterial da pessoa, além de favorecer sudorese e ressecamento. Por isso, a dica é ajustar a temperatura e evitar prolongar a imersão. Como estimativa, as profissionais aconselham que o escalda-pés dure de 15 a 20 minutos. No inverno, não há problemas em deixar uns minutinhos a mais. No verão, entretanto, é melhor seguir o tempo à risca. O ideal é não encharcar a pele – ela fica vulnerável às micoses – e secar tudo muito bem, seguido por uma boa hidratação. Produtos e ativos também mudam A temperatura da água não é o único detalhe a mudar com o tempo. A cosmetóloga igualmente recomenda personalizar os itens utilizados, sempre se baseando no objetivo desejado e no perfil da pele. Veja como montar um banho eficiente e seguro: Sais de banho: efeito osmótico e relaxante; Ervas: como camomila, lavanda, alecrim e hortelã: têm propriedades calmantes, anti-inflamatórias ou estimulantes; Óleos essenciais: o de lavanda relaxa, enquanto, hortelã refresca e alecrim estimula a circulação; Óleos vegetais: como amêndoas e semente de uva: hidratação e reposição lipídica. “No inverno, aposte nos produtos mais densos, como óleos e cremes nutritivos. Já no verão, opte por opções leves e bem refrescantes”, indica a podóloga. Passo a passo seguro para o escalda-pés Vitória ensina um passo a passo simples, com foco em eficácia e segurança, para quem deseja fazer o ritual de beleza em casa: Higienize os pés previamente; Ajuste a temperatura (fria, morna ou quente) conforme a estação e o objetivo; Adicione sais, ervas ou óleos para relaxar, refrescar ou revitalizar; Imergir os pés por 15 a 20 minutos; Secar completamente os pés, sobretudo entre os dedos; Finalizar com creme ou óleo hidratante para potencializar o efeito. Grace ainda lembra de um truque extra para controlar a temperatura de um jeito prático e rápido: teste a água com as mãos. Na dúvida da sensação – comum para diabéticos ou pessoas com pouca sensibilidade – prefira morna a muito quente. Para quem tem peles sensíveis, a orientação é evitar óleos essenciais irritantes. Lembre-se também que gestantes não devem utilizar óleos contraindicados, como alecrim e cânfora, por exemplo. Vale sempre pedir liberação ao obstetra, nesses casos. Checklist de segurança Antes de cada escalda-pés, cheque dicas e cuidados passados pelas profissionais: A temperatura deve ser confortável, nunca escaldante; Diabéticos e pessoas com baixa sensibilidade têm risco de queimadura, o que pede cuidado extra; É melhor evitar água muito fria em pessoas com má circulação; Não se recomenda escalda-pés em caso de feridas abertas, micoses, infecções ativas, diabetes descompensado ou trombose e problemas circulatórios graves; Além disso, gestantes devem ter atenção a óleos essenciais contraindicados.

Bolhas nos pés: por que algumas pessoas têm e outras não?
Bolha

Bolhas nos pés: por que algumas pessoas têm e outras não?

Já reparou que há quem coloque um sapato novo e, em poucas horas, começa a reclamar de bolhas nos pés, enquanto outras pessoas parecem nunca sofrer com isso? A formação dessas lesões não acontece por azar, nem por acaso: está diretamente ligada a fatores mecânicos e características individuais da pele. O surgimento das bolhas depende basicamente de três elementos: atrito, umidade e resistência da pele, conforme esclarece a dermatologista Isabela Pitta. Assim, pessoas com a pele mais sensível ao trauma mecânico, suam mais ou utilizam calçados inadequados (que aumentam a fricção em pontos específicos) costumam ser as principais “vítimas”. “Além disso, o condicionamento da pele influencia. Quem já tem áreas mais acostumadas ao atrito tende a formar menos bolhas do que alguém que está começando uma atividade nova, como corrida ou trilha”, avalia a especialista. Fatores de risco As características da pele fazem diferença na predisposição às bolhas e aumentam o risco de lesão: Pele muito fina pode romper com mais facilidade. Pele muito espessa tende a formar bolhas mais profundas. Pele excessivamente ressecada racha com frequência. Pele muito úmida é mais frágil. Menor elasticidade cutânea favorece microtraumas. O suor excessivo também tem papel relevante. Segundo a médica, a hiperidrose plantar aumenta a umidade, amolece a camada superficial da pele e facilita o deslizamento entre as camadas da epiderme. Esse “descolamento interno” é justamente o que leva ao acúmulo de líquido e à formação da bolha. A influência da biomecânica Nem sempre a culpa é da pele. Alterações na pisada e no formato do pé igualmente podem ser os culpados por concentrar pressão e fricção sempre nos mesmos pontos. Por isso, há quem desenvolva bolhas repetidamente na mesma região. Entre as condições que favorecem esse padrão estão: Pé plano ou muito cavado. Pisada pronada ou supinada. Joanetes. Dedos em garra. “Quando há atrito repetido, acontece um movimento de cisalhamento entre as camadas da pele, ou seja, há um descolamento de camadas da epiderme, criando-se um espaço entre elas. O organismo preenche esse espaço com líquido como forma de proteção”, explica a dermatologista Isabela Pitta. A bolha, portanto, é uma resposta defensiva do corpo para evitar que o dano avance e não deve ser estourada por conta própria. Prevenção e acompanhamento O estilo de vida é mais um fator de influência quando o assunto são as bolhas. Assim, sedentários tendem a formar bolhas quando iniciam atividade física repentinamente, enquanto indivíduos ativos desenvolvem resistência ao atrito, mas podem ter lesões no aumento da intensidade, ao trocar o tênis ou praticar esportes de longa duração. No dia a dia, investir em prevenção é bastante eficaz. Evite: Usar calçados apertados ou largos demais. Estrear sapatos por longos períodos. Optar por meias de algodão, que retêm umidade. Manter os pés suados por muitas horas. Cortar as unhas de forma inadequada, o que pode alterar o apoio do pé. Prefira: Escolher o tamanho correto do calçado. Utilizar meias esportivas com tecnologia de absorção. Hidratar a pele, mas sem exagero. Amaciar sapatos novos antes do uso prolongado. Utilizar talco ou produtos específicos para controle do suor, quando indicado. A especialista orienta procurar um dermatologista se houver bolhas frequentes, lesões muito dolorosas, demora na cicatrização (atenção, diabéticos!) ou presença de bolhas em outras partes do corpo, sobretudo com coceira ou descamação. Nesses casos, vale investigar micoses, dermatites de contato ou doenças bolhosas autoimunes.

Pé de bailarina sofre desgaste intenso
Tipos de Pés

Pé de bailarina sofre desgaste intenso

O balé encanta por sua leveza, mas os pés de quem se dedica à arte enfrentam um desgaste intenso. Não à toa, a expressão “pé de bailarina” é usada para descrever as alterações que surgem principalmente pelo uso prolongado da sapatilha de ponta, impactando ossos, articulações e tendões. Em muitos casos, essas mudanças anatômicas causam e provocam até lesões mais sérias. As maiores deformidades estão relacionadas à flexão plantar extrema, segundo o ortopedista Roberto Nahon, presidente da Sociedade Paulista de Medicina Desportiva (SPAMDE). “O movimento constante de ficar na ponta dos pés gera instabilidade no tornozelo, aumento da laxidão dos ligamentos e maior risco de entorses. Também é comum o surgimento de tendinites e lesões traumáticas”, explica. Entre os problemas mais comuns, ele destaca o trauma no primeiro dedo, chamado hálux, que pode desencadear o joanete (hálux valgo), além da sesamoidite, uma inflamação dos ossos localizados sob esse dedo. “A fratura por estresse é outra lesão recorrente, especialmente quando há déficit nutricional e baixa massa óssea, como na síndrome da RED-S”, alerta o médico. Principais riscos De acordo com o especialista, as complicações mais associadas ao chamado “pé de bailarina” são: Laxidão ligamentar e instabilidade do tornozelo; Tendinites nos músculos estabilizadores (tibial anterior, fibulares e tendão de Aquiles); Joanete agravado por trauma repetitivo no hálux; Fraturas por estresse, especialmente no sesamoide e no quinto metatarso; Sesamoidite e necrose por sobrecarga no primeiro dedo; Entorses e lesões ligamentares recorrentes; Quadro agravado em quem sofre de osteopenia (diminuição da densidade mineral óssea) ou tem alimentação inadequada. O médico lembra ainda que esses impactos podem se intensificar com o passar dos anos, especialmente quando não há um acompanhamento ortopédico adequado. Até quem não dança Apesar do nome, o pé de bailarina não é exclusividade do balé clássico. Conforme Nahon, bailarinos que não usam sapatilha de ponta e até praticantes de esportes podem apresentar lesões semelhantes. “Movimentos em meia-ponta ou torções frequentes, como no voleibol e no futebol, causam sobrecarga semelhante nos tendões e ossos do pé e tornozelo”, acrescenta. O ortopedista reforça ainda que alongamento em excesso e treinos mal orientados também aumentam o risco de lesão. Por isso, o ideal é ter acompanhamento profissional desde o início da atividade, incluindo avaliação ortopédica regular. “Eu só queria dançar, mas meu corpo cobrou depois” Aos 59 anos, a aposentada Amélia Francisco lembra com carinho dos tempos em que dançava balé clássico. Iniciou a prática aos oito anos e seguiu até os 32, quando dores constantes nos pés a obrigaram a parar. Décadas depois, ainda sente os efeitos daquele período. “Fui diagnosticada com sesamoidite e desgaste nos tendões. Meu ortopedista disse que é sequela do tempo em que dancei na ponta sem o acompanhamento adequado”, conta a ex-bailarina. “Na época, a gente não tinha muito acesso a profissionais especializados. Eu só queria dançar, mas não sabia o quanto meu corpo ia cobrar essa conta depois”. Hoje, ela faz fisioterapia e usa palmilhas para aliviar a dor, mas reconhece que algumas limitações se tornaram permanentes.

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Sem guerra no banho: lavar o cabelo pode ser divertido
Rotina de Cuidados

Sem guerra no banho: lavar o cabelo pode ser divertido

Lavar o cabelo costuma gerar tensão em muitas casas com moradores mirins. A criança chora, se encolhe, tenta fugir ou reage com irritação. Logo, o que deveria ser rotina vira confronto. Para muitos adultos, parece birra, mas vale um olhar atento ao comportamento. Conforme esclarece a psicóloga Adriana de Lima, do Hospital e Maternidade Santa Joana, a lavagem do cabelo ativa três pontos sensíveis do desenvolvimento infantil: autonomia, sensorialidade e imprevisibilidade. Dos dois aos sete anos, o senso de controle do corpo está sendo construído e qualquer sensação de invasão é intensa. “Quando a criança se sente sem controle ou em desconforto, o sistema de ameaça é ativado. Surge a resposta de luta, fuga ou congelamento. Isso é reatividade neurobiológica, não birra”, afirma a profissional. O que está por trás da resistência É importante entender que o conflito durante o banho geralmente revela uma tentativa de recuperar controle corporal. Inclinar a cabeça, fechar os olhos e sentir água escorrendo pode gerar sensação de vulnerabilidade. E medos reais entram em cena: de levar um tombo, da água entrar nos olhos, do ardor do shampoo ou sensação de sufocamento. Além disso, há também crianças com maior sensibilidade tátil e vestibular. Perfis sensoriais mais intensos não são necessariamente patológicos, mas tornam estímulos como temperatura, cheiro e toque mais impactantes. A boa notícia é que isso não deve durar para sempre. Quando o banho se conecta com vínculo e segurança, a resistência tende a diminuir. Mas se for ligado à tensão, continuará virando sinal de perigo. É fundamental trabalhar nessa mudança. Como transformar o banho em ritual de conexão Para a psicóloga Adriana de Lima, pequenos combinados funcionam melhor que imposições, porque diminuem a luta de poder e aumentam a cooperação. Vale também trabalhar com antecipação e previsibilidade para reduzir a ansiedade: avise com antecedência, explique o passo a passo e combine a duração. Outras estratégias simples podem tornar a experiência mais leve: fazer o “banho do boneco” antes; usar um espelho para a criança acompanhar o que está acontecendo; criar contagem regressiva divertida (“chuva do foguete em 3… 2… 1…”); montar “chapéu” ou “coroa” de espuma antes do enxágue; oferecer escolhas simples (“sentado ou em pé?”, “qual shampoo?”); criar histórias (“chuva mágica da floresta”); deixar uma toalha quentinha pronta para antecipar conforto. “O brincar regula o sistema nervoso. Quando a experiência vira ritual relacional, o cérebro aprende a associar banho com segurança e vínculo”, analisa a especialista. Empatia com firmeza muda o comportamento Respeitar o limite não significa abandonar a higiene. A situação pede equilíbrio entre empatia, firmeza e calma. Para isso, o cuidador deve: validar o desconforto; manter tom previsível; conduzir com segurança. Por outro lado, a psicóloga recomenda evitar ameaças, ironias, pressa brusca e contenção física sem explicação, porque costumam intensificar o conflito. Fique de olho também nos sinais de alerta que indicam memória emocional negativa do banho: entrar no banheiro já tenso; chorar antes mesmo de começar; rigidez corporal; tentativa de fuga. “O cérebro infantil aprende por repetição. Experiências previsíveis, respeitosas, lúdicas e constantes reduzem a resposta de ameaça e aumentam a cooperação ao longo das semanas. Isso é neuroplasticidade relacional”, conclui Adriana.

Kit de higiene eficiente para recém-nascido: menos é mais
Produtos

Kit de higiene eficiente para recém-nascido: menos é mais

Nos primeiros dias de vida, é comum que a família queira ter tudo à mão para cuidar do bebê. Prateleiras cheias e listas extensas até podem dar a sensação de preparo aos pais e cuidadores, mas nem sempre quantidade é sinônimo de eficiência. Descubra o que realmente faz diferença e como evitar excessos. Um kit de higiene eficiente é aquele que atende às necessidades reais do dia a dia, respeita a pele imatura e sensível do recém-nascido e prioriza simplicidade, segurança e funcionalidade, conforme explica a pediatra Juliana Sobral, da Maternidade Brasília, da Rede Américas. “O foco deve estar em poucos produtos, com fórmulas suaves e bem indicadas para a faixa etária. Quanto mais simples e bem escolhido for o kit, mais seguro ele tende a ser para o bebê”, assegura a médica. O que é realmente essencial nos primeiros dias Segundo a especialista, a lista básica e suficiente para as primeiras semanas inclui: algodão (em bolas ou quadrados); água morna, que funciona como principal agente de limpeza; sabonete líquido suave, específico para recém-nascido; fraldas descartáveis adequadas ao peso ou de pano, conforme a preferência da família; pomada ou creme para prevenção de assaduras; toalha macia e exclusiva para o bebê; álcool 70% para higiene das mãos do cuidador. Por outro lado, vale evitar produtos que são comuns em kits comerciais, mas geralmente dispensáveis: perfumes, talcos, sabonetes antissépticos, shampoos 2 em 1, escovas rígidas e múltiplos tipos de cremes sem indicação específica. Produtos devem ser adequados para bebê A pele do recém-nascido é mais permeável e delicada, por isso, a escolha dos produtos deve ser criteriosa. A orientação profissional é priorizar aqueles com pH fisiológico, hipoalergênicos, com poucos componentes na fórmula e específicos para recém-nascidos, além de versões sem perfume ou com fragrância mínima. “É importante evitar itens com corantes, álcool, conservantes agressivos e óleos essenciais. Quanto mais simples a composição, menor o risco de irritações ou alergias”, reforça a pediatra Juliana Sobral. Há também diferença entre o cuidado hospitalar e o domiciliar: No hospital: a higiene é ainda mais restrita, com foco em água, algodão e produtos padronizados. Em casa: pode-se manter a mesma lógica, introduzindo gradualmente um sabonete suave. Um erro comum é acreditar que, fora da maternidade, o bebê precisa de mais produtos, quando, na prática, menos costuma ser mais. Escolhas conscientes e orientadas Especialmente nas primeiras semanas de vida, a escolha de higiene deve se limitar a algodão com água morna. Lenços umedecidos podem ser usados apenas em saídas de casa ou situações emergenciais e devem ser próprios para recém-nascidos, sem perfume e sem álcool. O uso contínuo na fase inicial não é indicado. A médica também alerta que sabonetes e shampoos devem ficar fora da rotina no primeiro mês. “Quando introduzidos, devem ser líquidos, usados em pequena quantidade e sem fricção excessiva, já que a pele do bebê não precisa ser ‘desengordurada’”, ensina. É importante observar que, limpeza excessiva também pode ser prejudicial. Se houver alguma dúvida para montar o kit, lembre-se: a avaliação médica torna-se ainda mais importante em casos de histórico familiar de alergias, prematuridade ou alterações de pele precoces. Nessas circunstâncias, produtos específicos podem ser necessários, sempre com orientação profissional.

É normal o bebê chorar muito? O que saber sobre isso
Choro

É normal o bebê chorar muito? O que saber sobre isso

O choro faz parte do desenvolvimento do bebê, especialmente nos primeiros meses de vida. Nem todo choro é igual e entender os padrões ajuda os cuidadores a saberem quando é algo esperado ou se merece mais atenção. Frequência, intensidade e sinais são pontos importantes para diferenciar o que é rotineiro de algo a ser investigado. Nos primeiros meses, é esperado que o bebê chore mais, sobretudo entre a quarta e a sexta semana de vida, com melhora gradual até os três ou quatro meses. Afinal, o choro é a principal forma de comunicação dele para expressar necessidades e desconfortos, como fome, sono ou excesso de estímulos. A pediatra Greter Fernandez explica que, dentro desse período, existe inclusive um padrão clássico para definir o choro excessivo, conhecido como cólica do lactente. É a chamada “regra dos 3s”: choro por mais de 3 horas por dia, em pelo menos 3 dias da semana, por 3 semanas consecutivas, em bebês saudáveis e com ganho de peso adequado. Por que alguns bebês choram mais As causas do choro frequente são multifatoriais e nem sempre estão ligadas a doenças. Entre os motivos mais comuns listados pela médica estão: necessidades básicas não atendidas, como fome, fralda suja, frio, calor ou sono; cólicas relacionadas à imaturidade do sistema gastrointestinal e neurológico; fatores psicossociais, como o ambiente e a interação entre cuidador e bebê, intolerâncias alimentares, como a alergia à proteína do leite de vaca; mais raramente, condições orgânicas (refluxo gastroesofágico patológico, infecções ou dores específicas são alguns exemplos). A enfermeira obstetra e educadora perinatal Emanuela Gomes destaca também que nem sempre o choro tem uma causa óbvia. Pode ser desde uma etiqueta de roupa incomodando até a necessidade de colo. Tem bebê que só se acalma ao ouvir a batida do coração da mãe, um som que ele reconhece desde a gestação, por exemplo. Choro normal ou sinal de dor O choro considerado normal costuma ser episódico, aparece mais no fim do dia, pode ser consolado com estratégias simples e não vem acompanhado de outros sintomas. Já quando há dor ou algum problema de saúde, o comportamento tende a ser diferente. Para não ter dúvidas, as profissionais recomendam observar os seguintes sinais: vermelhidão facial intensa; respiração irregular ou acelerada; retração dos membros; arqueamento do corpo; irritabilidade contínua que não melhora com o cuidado do adulto; alterações na alimentação; vômitos persistentes, febre e dificuldade para ganhar peso. A pediatra Greter Fernandez indica avaliação médica imediata em casos de febre superior a 38°C, vômitos com biles, letargia, sangramentos e quadros neurológicos, como convulsões ou abaulamento da fontanela – popularmente chamada de “moleira estufada”. Como lidar com a cólica do lactente Apesar de angustiante, a cólica do lactente é um diagnóstico clínico de exclusão, ou seja, que descarta condições mais sérias, e tende a melhorar com o amadurecimento do bebê. Os episódios podem surgir logo nas primeiras semanas de vida do recém-nascido e atingir o pico entre seis e oito semanas, com piora do quadro, principalmente, no final do dia. Contudo, essa causa necessita de tempo para ser confirmada. Nesse sentido, a enfermeira obstetra Emanuela Gomes reforça que, nos primeiros 15 dias do bebê, o choro não costuma ser causado por cólica. “O recém-nascido ainda está se adaptando ao mundo fora do útero e chora porque é sua única forma de expressão. Chás ou medicamentos sem prescrição são precoces e contraindicados”, pontua. Entre as estratégias não farmacológicas que podem ajudar estão: colo; contato pele a pele; embalo rítmico; sucção não nutritiva; banho morno; massagem abdominal; cuidado com o ambiente, evitando excesso de luz e barulho. Rotina, ambiente e apoio fazem diferença Criar uma rotina previsível, respeitando o ritmo do bebê, ajuda a reduzir o estresse ao longo do dia. Cada criança reage de forma diferente aos estímulos e essa sintonia se constrói com o convívio diário, sem comparações ou rótulos precoces. As especialistas entrevistadas ponderam que erros comuns, geralmente feitos por cansaço ou desespero, como oferecer fórmula sem necessidade nos primeiros dias, também podem piorar o desconforto do bebê. O estômago do recém-nascido é pequeno e a oferta excessiva pode causar mais mal-estar do que alívio.

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