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Conheça o Universo do Pé
O que é neuropatia periférica?
Neuropatia periférica é uma condição que afeta os nervos periféricos. Os nervos periféricos são responsáveis pela comunicação entre o sistema nervoso central e o restante do corpo, incluindo os músculos, a pele e os órgãos internos. Essa condição ocorre quando um ou mais nervos são danificados, o que pode causar uma variedade de sintomas. Sintomas da neuropatia periférica Dormência ou sensação de formigamento, especialmente nas mãos e pés. Dor nas extremidades, que pode ser descrita como uma sensação de queimação ou choque. Fraqueza muscular. Dificuldade em coordenar os movimentos ou manter o equilíbrio. Causas da neuropatia As causas podem ser variadas e incluem: Diabetes mellitus (uma das causas mais comuns). Alcoolismo. Infecções (como HIV ou herpes zóster). Deficiência de vitaminas, como a vitamina B12. Lesões físicas nos nervos. Exposição a substâncias tóxicas (por exemplo, certos medicamentos, produtos químicos industriais). Doenças autoimunes ou inflamatórias, como lúpus ou artrite reumatoide. O tratamento da neuropatia periférica depende da causa subjacente e pode incluir medicamentos para aliviar a dor, terapias físicas, mudanças na dieta e controle de condições médicas associadas, como diabetes.
Por que os pés são tão importantes durante toda a vida?
Quando os pés são o assunto, logo o conceito de mobilidade vem à cabeça, já que são responsáveis por sustentar o peso do corpo, distribuir a pressão durante os movimentos, regular a temperatura, prevenir lesões e proporcionar equilíbrio. Obviamente, são essenciais durante toda a vida, sobretudo no que diz respeito à estabilidade e locomoção – seus papéis centrais. Conforme explicam os ortopedistas João Pedro Rocha, Bárbara Lívia e Lucas Rodrigues, do Instituto Torus de Ortopedia Especializada, os pés têm uma função biomecânica indispensável. Isso porque garantem estabilidade e locomoção, permitindo que os indivíduos se desloquem com segurança e precisão. Além disso, absorvem impactos e ajudam a proteger outras estruturas do corpo, como joelhos e coluna. Vale lembrar que a sensibilidade e a propriocepção (a percepção do corpo no espaço) são fundamentais para manter o equilíbrio. Sem esses mecanismos, tarefas simples, como subir escadas ou até ficar parado em pé, seriam muito mais desafiadoras. Do nascimento aos primeiros passos Já parou para pensar que o cuidado com os pés começa desde o nascimento? O teste do pezinho, realizado nos primeiros dias de vida, é essencial para detectar doenças genéticas e metabólicas, como a atrofia muscular espinhal (AME), que pode comprometer funções vitais - andar e respirar, por exemplo -, sendo até fatal. A partir do momento que o bebê começa a dar os primeiros passos, os pés se tornam os grandes protagonistas. A fase é um marco no desenvolvimento motor, sendo que o controle postural, o equilíbrio e a força muscular determinam o momento certo para cada criança se movimentar, como ressaltam os especialistas. O formato do pé também impacta a locomoção. Segundo a podóloga Fabiana Lopes, especializada em pés diabéticos, os três principais tipos são: Pé normal: com curvatura equilibrada, que proporciona suporte adequado ao peso corporal; Pé chato: possui pouca ou nenhuma curvatura, levando ao maior contato com o solo, o que pode causar dores e cansaço; Pé cavo: apresenta um arco acentuado, reduzindo a área de apoio e aumentando o risco de lesões. “Identificar o tipo de pé é fundamental para escolher calçados adequados e prevenir problemas como fascite plantar e dores crônicas”, acrescenta a profissional. Ao longo da vida… Os ortopedistas lembram que, com o passar do tempo, os pés enfrentam diferentes desafios. Na vida adulta, por exemplo, calçados inadequados e falta de atenção à higiene podem levar a calosidades, unhas encravadas e micoses. Já na terceira idade, doenças crônicas, como diabetes e osteoporose, tornam os cuidados ainda mais necessários. “O envelhecimento traz alterações na massa muscular, postura e equilíbrio. Isso aumenta o risco de quedas e compromete a mobilidade”, acrescenta a podóloga. Para minimizar tais impactos, os médicos recomendam práticas simples, mas eficazes: Praticar exercícios regulares para fortalecer músculos e melhorar a circulação; Usar sapatos confortáveis, a fim de evitar dores e ter suporte adequado; Realizar consultas regulares com ortopedistas e podólogos. A velhice retoma a busca por autonomia Detalhe importante: apesar de os pés serem testados ao nascer e se tornarem protagonistas dos primeiros passos e bases essenciais durante toda a vida, eles podem sofrer implicações na senioridade. Tanto que, durante essa fase, o objetivo principal costuma ser voltar a andar sem auxílio. “A saúde dos pés está diretamente ligada à independência do idoso. Manter os cuidados recomendados desde cedo faz toda a diferença”, aponta João Pedro. Por isso, algumas recomendações simples, do dia a dia, merecem ser respeitadas e seguidas durante toda a vida: Lave e seque bem os pés diariamente, especialmente entre os dedos; Use cremes hidratantes para evitar ressecamento; Corte as unhas corretamente e previna encravamentos; Evite andar descalço em local público e reduza o risco de micoses.
3 fatores que deixam os pés ressecados no inverno
Nossa colunista, Rosi Sant'Ana, podóloga há mais de 13 anos e proprietária da rede Sant’Podologia no estado do Espírito Santo, alerta para três fatores que ressecam os pés no inverno. São eles: 1. Ar mais seco e frio No inverno, a umidade do ar diminui, e o frio faz os vasos sanguíneos se contraírem para conservar calor. Isso reduz a irrigação da pele e diminui a produção natural de óleos, deixando a pele dos pés (já naturalmente mais seca) ainda mais desidratada. 2. Banhos quentes e demorados A água quente remove a camada de gordura protetora da pele, o que agrava o ressecamento. Como no inverno as pessoas tomam banhos mais quentes e longos, isso piora o quadro. 3. Uso de meias e sapatos fechados O ambiente abafado dentro dos sapatos e meias retém suor, que depois evapora, contribuindo para a perda de água da pele. Além disso, impede a pele de “respirar”, colaborando para o ressecamento. Como resultado, a pele dos pés fica mais seca, áspera e suscetível a rachaduras e fissuras, o que pode abrir portas para fungos e bactérias.
Conheça o Universo Infantil
Meu bebê não usou andador. Será que fiz certo?
Decidir por não usar o andador pode gerar insegurança nos pais, especialmente quando familiares e amigos defendem que o equipamento ajuda o bebê a andar mais rápido. Com esses comentários, logo vem a dúvida: será que eu estou atrasando meu filho? Pode sossegar! Os médicos garantem que o desenvolvimento não precisa desse recurso. A pediatra Anna Dominguez, especialista em neurociência e desenvolvimento infantil dos hospitais Albert Einstein, Sírio-Libanês e Vila Nova Star, explica que o andador não é útil em nenhuma faixa etária pediátrica, porque não oferece benefícios comprovados. “O andador não só é desnecessário, como é contraindicado para todas as fases da infância. Além de não ser benéfico, traz potenciais riscos à segurança e ao desenvolvimento infantil”, afirma a médica. Parece ajudar, mas atrapalha Muitos pais acreditam que o andador facilita o andar e a movimentação, além de chamar atenção pelas luzes, cores e botões. No entanto, a ciência mostra que a criança precisa explorar o ambiente com segurança, em um processo de tentativas e erros, usando o próprio corpo para aprender. A especialista lembra que, ao começar a andar, o bebê ainda não tem controle total sobre o corpo. Já o andador, por ter rodas, pode: criar uma falsa sensação de segurança; favorecer quedas no mesmo nível; aumentar o risco de acidentes mais graves, como quedas em escadas; atrasar a aquisição do andar sem apoio, por impedir o uso adequado dos músculos. Há também impacto na região cerebral. Isso porque estímulos sonoros e visuais excessivos tendem a estimular apenas uma área do cérebro em detrimento de outras, enquanto um brinquedo adequado permite interação sensorial ampla e respeitosa. Modelos diferentes, impactos negativos Existem dois tipos principais de andadores: de sentar e de empurrar. Apesar da diferença no modo de uso, ambos prejudicam o desenvolvimento e são perigosos, sobretudo o primeiro, que limita a movimentação e mantém a criança em posição fixa. Na prática clínica, observa-se que o andador dificulta a consolidação de posturas importantes para caminhar. A criança se acostuma a andar com apoio constante, diferente do que ocorre quando se apoia em móveis, no chão ou na parede. “Estar sempre apoiado durante o movimento não é natural. O bebê deixa de experimentar variações de apoio essenciais para consolidar postura e equilíbrio. Isso interfere diretamente na forma como o corpo aprende a se organizar para a marcha”, avalia a pediatra Anna Dominguez. Como estimular sem andador Uma regra de ouro da pediatria é: quanto mais natural e espontâneo o processo, melhor para o desenvolvimento. Não usar o andador permite maior estímulo motor e cognitivo, favorecendo criatividade, exploração do ambiente e construção de conexões neuronais integradas. A orientação da médica é priorizar o chão e um adulto de confiança como principais norteadores para as habilidades motoras. A criança precisa de espaço seguro para explorar, circular, tentar se locomover e buscar objetos que chamem sua atenção, como brinquedos espalhados pelo chão ou em móveis de diferentes alturas. “Caso ganhe o andador, o ideal é usar por pouco tempo e sempre com supervisão. Se possível, e se for seguro, retire as rodas e aproveite como mesa ou placa de brinquedos. Mas o diálogo é sempre a melhor saída: converse e explique os motivos pelos quais os pediatras não recomendam”, aconselha Anna. Vale ainda ficar de olho na evolução: se for contínua e progressiva, tudo tende a estar dentro do esperado. Porém, se os pais ou cuidadores tiverem dúvidas, consultar um especialista é o melhor caminho para tomar decisões com confiança e tranquilidade.
Filho não acompanha a turma na escola: o que fazer?
Perceber que o filho não está acompanhando o ritmo na escola costuma gerar uma preocupação imediata. A sensação é de que algo está errado e a dúvida vem acompanhada de medo, culpa e insegurança. Mas nem sempre isso indica dificuldade cognitiva. Às vezes, traçar uma nova estratégia é suficiente para o aluno não ficar para trás. Quando as notas de matemática da filha começaram a cair no terceiro ano, a jornalista Juliana Franco levou um susto. A menina de 9 anos sempre manteve bom desempenho e, de repente, entrou em recuperação – algo que a mãe só pretendia ter de enfrentar bem mais adiante. “A situação me assustou muito, porque a gente pensa que isso vai acontecer só lá na frente. As notas baixas já me acenderam o alerta e a reunião com a escola confirmou uma queda no rendimento por dispersão, já que ela não gostava da matéria e tinha mais dificuldades”, conta. Ritmo diferente não é atraso Para a pedagoga Adriane Wzorek, assessora pedagógica do paranaense Colégio Santo Anjo, “não acompanhar a turma” não significa, necessariamente, incapacidade. Pode indicar apenas que o ritmo de aprendizagem daquela criança é diferente do previsto pelo currículo naquele momento. “Cada aluno aprende de um jeito. O descompasso pode estar relacionado ao estilo de aprendizagem, a lacunas em conteúdos anteriores, a fatores emocionais ou de adaptação, e até a questões biológicas, como sono, visão ou audição”, pondera a educadora ao defender o olhar integral acima de qualquer rótulo. Na Educação Infantil e nos primeiros anos do Ensino Fundamental, por exemplo, as diferenças de ritmo são absolutamente normais. Isso porque as crianças estão em intensa maturação neurológica, emocional e social. O sinal de alerta só deve surgir quando a evolução individual parar ou houver sofrimento, isolamento ou frustração. Será que essa dificuldade é permanente? Existe uma diferença muito importante entre a fase de adaptação a uma nova realidade, como a mudança de série ou escola, e a dificuldade que permanece para além de uma situação pontual. Persistência e resposta às intervenções devem definir o caso. Fase de adaptação: conta com oscilações naturais, com dias de maior relutância, mas também avanços quando a criança recebe incentivo e acolhimento. Dificuldade mais estruturada: traz uma série de sinais específicos, como resistência, mesmo com intervenções pedagógicas; desmotivação constante; baixa autoestima; grande esforço sem progresso e impactos emocionais e sociais mais evidentes. No caso de Juliana, a dificuldade da filha era pontual: a queda estava concentrada em matemática. Em casa, ela começou a questionar se o uso do celular poderia estar interferindo na atenção e colocou novos limites. Já a conversa com a escola ajudou a entender que era necessário reforço direcionado, e não uma mudança mais ampla. “Quando isso acontece, a escola se aproxima da família para pensar, juntos, nos próximos passos”, cita a pedagoga Adriane. A importância do diálogo com a escola Com um impacto tão positivo na situação, a instituição de ensino deve ser acionada assim que necessário, sem ter que esperar a reunião bimestral para obter esclarecimentos. A regra é: se houver qualquer dúvida, não hesite em procurar a escola. O diálogo precoce permite compreender melhor o momento da criança e agir com mais agilidade. Entre as estratégias pedagógicas possíveis estão: adaptação de atividades e tempos; explicações mais individualizadas; uso de recursos lúdicos e concretos; retomada de habilidades básicas; pequenos grupos de apoio; acompanhamento mais próximo do professor. “O objetivo não é acelerar o aluno, mas garantir que ele construa aprendizagens com segurança e confiança”, garante a educadora. Quando buscar apoio adicional Existe diferença entre a dificuldade pontual em uma disciplina e um desafio mais amplo. Quando o problema envolve várias áreas, a investigação se expande para fatores emocionais, pedagógicos ou do desenvolvimento. É indicado o encaminhamento para especialistas, como psicopedagogo ou fonoaudiólogo, quando, mesmo com intervenções escolares, persistem dificuldades importantes ou surgem sinais além do desempenho acadêmico – alterações de linguagem, atenção, memória e questões motoras são alguns dos exemplos. Hoje, a mãe Juliana resume o aprendizado em um conselho simples: “Não se culpe. Dá tempo de recompor, de aprender, de reforçar. O importante é conversar com a escola, identificar onde está o problema e traçar um plano”. A pedagoga Adriane completa: “Aprender é um processo singular e cada criança tem seu próprio tempo”.
Brincou, suou… e agora? Veja quando o banho é necessário
Correr, pular, suar e até voltar para casa com um pouco de terra na roupa fazem parte da infância. Em vez de enxergar essas situações como um problema de limpeza, vale lembrar que brincar é essencial para o desenvolvimento das crianças. “A higiene é muito importante, mas não deve limitar a criança de brincar por medo de se sujar”, enfatiza o pediatra Mauro Almeida. Segundo o médico, os ganhos são superiores às roupas manchadas: correr, explorar ambientes e se movimentar contribuem para habilidades motoras, cognitivas, emocionais e sociais, além de estimularem uma vida mais saudável. Nem toda brincadeira termina em banho Depois de uma atividade mais intensa, nem sempre é preciso correr para o chuveiro. A decisão depende do quanto a criança transpirou, do contato com sujeira e, principalmente, do conforto dela. Em muitos casos, basta: trocar a roupa úmida de suor; higienizar as mãos antes das refeições; limpar rosto e pés, quando necessário; oferecer água para manter a hidratação. Já o banho costuma ser a melhor opção quando o pequeno está muito suado, tem sujeira acumulada na pele, brincou com terra, areia ou piscina, ou demonstra desconforto com a situação. Higiene sem exageros Para o especialista Mauro Almeida, o banho e a troca de roupa funcionam melhor quando fazem parte da rotina de maneira leve, sem cobranças ou punições. O objetivo é ensinar que cuidar do corpo é uma forma saudável de bem-estar, não de evitar a sujeira a qualquer custo. Outro ponto importante é não associar o cheiro de suor à necessidade de deixar a criança sempre perfumada. “O suor é uma resposta natural do organismo para regular a temperatura corporal. A prioridade deve ser manter a pele limpa, seca quando necessário e vestir roupas adequadas”, orienta o pediatra. Da mesma forma que o excesso de perfumes ou produtos perfumados demais podem causar até irritações e alergias em algumas crianças, tomar muitos banhos, sobretudo com água muito quente, tende a retirar a barreira natural de proteção da pele e levar ao ressecamento. O segredo é lembrar sempre que o equilíbrio faz parte do cuidado. Isso quer dizer que uma rotina equilibrada combina liberdade para brincar com cuidados simples no momento certo. Depois das atividades, a dica é adaptar a higiene às necessidades reais da criança, sem exageros ou cobranças.

