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Cuidados com os pés no inverno
Cuidado Diário

Cuidados com os pés no inverno

Quando a temperatura cai, aumenta o risco de ter frieiras, micose e ressecamento. Saiba como se proteger! Enquanto a temperatura cai lá fora, ela aumenta na região dos pés no inverno. Isso porque, na tentativa de mantê-los aquecidos, passamos mais tempo de meia e com calçados fechados. E isso favorece a transpiração no pé, o que, por sua vez, aumenta a umidade nessa região, pois o suor não tem por onde evaporar. O problema é que essa umidade excessiva pode acabar causando mau odor nos pés. “Microrganismos se desenvolvem facilmente em ambientes quentes e úmidos. O contato do suor com as bactérias presentes na pele é o que causa o odor desagradável”, esclarece Renato Butsher Cruz, docente do curso técnico em Podologia do Senac Osasco. Mesmo que no inverno a umidade do ar seja menor do que nas estações mais quentes, quem costuma transpirar bastante no pé precisa tomar alguns cuidados para evitar o excesso de umidade. “Quem tem problema de sudorese, principalmente a sudorese excessiva nos pés, tem que usar meias de algodão, mesmo quando a temperatura é mais fria, porque é muito comum, no inverno, a incidência da micose, das frieiras. Às vezes é maior do que nas épocas de temperatura quente”, afirma Ariane da Silva Pires, enfermeira podiatra e professora-adjunta da Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). A frieira (ou pé de atleta) é mais comum no inverno por alguns fatores, explica Pires. “Ela pode surgir ali, na região entre os dedos, porque no frio a gente se seca mais rápido depois do banho para poder se vestir logo e esquece de secar entre os dedos. Aí a frieira acaba aparecendo mais no inverno.” Assim que sair do banho, além de secar muito bem os pés, é importante aplicar o desodorante, que vai absorver a umidade ao longo do dia e proteger contra a multiplicação dos microrganismos. “Antes de usar calçados fechados, use o desodorante porque ele faz com que os pés transpirem menos, evitando o mau odor, que é chamado de bromidrose”, ensina o podólogo Magno Queiroz, CEO do Grupo São Camilo. Por outro lado, tem gente que sofre mais com o ressecamento da pele nos meses mais frios do ano. Pires explica que, no inverno, a umidade do ar cai e, ao mesmo tempo, bebemos menos água ao longo do dia porque não está calor. Essa combinação deixa a pele mais ressecada. “Além da ingestão de líquidos, é importante aplicar um hidratante nos pés”, reforça a enfermeira podiatra. Nas zonas mais secas, como o calcanhar, onde é mais comum a pele “rachar”, ela recomenda fazer essa hidratação na hora de dormir. “Além de aplicar o creme hidratante, vista uma meia de algodão para que a hidratação penetre e proteja aquela região”, diz. Essa rotina diária de hidratação é ainda mais importante para as pessoas mais velhas e as que têm diabetes, ressalta Queiroz. “É bom passar creme hidratante nos pés todos os dias porque na fase adulta eles já ficam mais ressecados, principalmente nos idosos. Quem tem diabetes precisa fazer uma hidratação diária profunda para evitar o ressecamento e as patologias.” Dicas de cuidado com os pés no inverno Se você costuma usar calçados quentinhos, reforce a limpeza dos pés para evitar uma infecção por fungos. Ao sair do banho, não pule a etapa de secar os pés, especialmente entre os dedos, pois a umidade favorece o aparecimento de frieiras. Aplique diariamente o desodorante para os pés, pois nessa época eles transpiram mais ao ficar “fechados” em meias e sapatos. Use um hidratante especial para os pés para evitar a pele seca e os calcanhares rachados. Sua muito nos pés? Prefira as meias de algodão, que dissipam a umidade e evitam frieiras e micoses. Mantenha as unhas bem cortadas e limpe bem essa região para evitar o acúmulo de resíduos e a proliferação dos microrganismos que causam o mau odor. No banho, use uma escova de dentes de cerdas macias para limpar as unhas no sentido único de dentro para fora.

Dor ao pisar no chão quando acorda: saiba o que pode ser
Fascite Plantar

Dor ao pisar no chão quando acorda: saiba o que pode ser

A dor ao pisar pela primeira vez de manhã é uma queixa bastante comum e com diferentes explicações. Mesmo melhorando ao longo do dia, o sintoma não deve ser ignorado, pois pode ser sinal de situações variadas, desde alterações na fáscia plantar até inflamações ou doenças reumatológicas. Normalmente, as dores são causadas pelo alongamento repentino da fáscia plantar ao levantar da cama. Como explica a fisioterapeuta Andrea Guerra Pacola, da clínica Movimento & Postura, essa estrutura, que vai dos dedos ao calcanhar, permanece em repouso durante a noite e acaba sentindo esse “choque” pela manhã. “A fascite plantar é uma dessas causas, mas não a única. O principal sinal costuma ser a dor localizada, sensação de queimação, agulhada ou repuxo na sola do pé, principalmente ao pisar”, afirma a profissional. O que melhora e o que piora Uma série de intervenções pode ajudar ou prejudicar o quadro. Sapatos inadequados, por exemplo, são os principais vilões. Chinelos, rasteirinhas e solados rígidos ou sem amortecimento aumentam a sobrecarga dos pés durante o dia. Além disso, o sobrepeso e a falta de alongamento favorecem o encurtamento da fáscia plantar e podem intensificar o desconforto logo ao acordar. Em geral, a dor costuma ser localizada e não vem acompanhada de inchaço ou vermelhidão. Por outro lado, há hábitos que aliviam os sintomas nos primeiros passos matutinos. A fisioterapeuta recomenda: movimentar os dedos dos pés ainda na cama; fazer “garras” com os dedos; estimular a abertura dos pés; alongar pernas e panturrilhas antes de levantar. Nem toda dor é só fascite plantar Embora a fascite plantar seja uma das causas mais conhecidas, dores ao acordar também podem estar relacionadas a condições reumatológicas. O reumatologista Henrique Dalmolin, do Hospital Moriah, lembra que inflamações nos tendões e articulações entram nessa investigação. Entre as principais possibilidades estão: entesite (inflamação onde tendão ou ligamento se prende ao osso); espondiloartrites (doenças inflamatórias que afetam principalmente coluna e articulações); artrite psoriásica (artrite associada à psoríase); artrite reumatoide (doença autoimune que inflama as articulações); gota (dor causada por cristais de ácido úrico nas articulações); tendinite do tibial posterior (inflamação no tendão que sustenta o arco do pé). “Dores inflamatórias costumam piorar ao acordar, vêm acompanhadas de rigidez matinal prolongada e melhoram com o movimento. Já dores mecânicas tendem a piorar com o uso e a aliviar durante o repouso”, diferencia o médico. Avaliação correta muda o tratamento Vale lembrar que dor ao pisar ao acordar é um sintoma, e não um diagnóstico fechado. Se a sensação persiste por semanas, volta com frequência ou aparece junto de outros sinais, como inchaço em articulações, dor lombar, psoríase ou vermelhidão nos olhos, é importante investigar a causa com acompanhamento especializado. Segundo o especialista Henrique Dalmolin, exames de sangue, ultrassom e ressonância podem ser necessários para entender a origem do problema. Em alguns casos, pacientes passam anos tratando uma suposta fascite plantar sem melhora, quando a causa da dor é reumatológica e precisa de outro tipo de abordagem. Já a fisioterapeuta Andrea Guerra reforça que o tratamento depende diretamente do fator causal. Casos ortopédicos leves podem responder bem a anti-inflamatórios, fisioterapia e mudanças na rotina, por exemplo.

Palmilha do tênis: quando trocar para evitar dores nos pés
Pisada e Palmilha

Palmilha do tênis: quando trocar para evitar dores nos pés

Se o assunto é conforto, a palmilha se destaca, pois é uma das partes mais importantes do tênis para este fim, seja durante a caminhada ou a prática de atividades físicas. Mas o que nem todo mundo sabe é que precisa trocá-la de tempos em tempos. Embora a estabilidade dos pés dependa principalmente da ação dos músculos e tendões, o ortopedista Jonatas Brito, professor e pesquisador da Universidade Federal do Ceará (UFC), explica que a palmilha pode auxiliar na mecânica da marcha quando há necessidades específicas. De acordo com ele, a palmilha proporciona conforto, distribui melhor as cargas ao caminhar e auxilia no posicionamento dos pés quando existem alterações biomecânicas. “Se prescrita adequadamente, pode reduzir pontos de sobrecarga, aliviar dores e melhorar a eficiência do movimento”, diz o médico. Quando substituir a palmilha Não existe uma data exata para fazer a substituição pois, ao contrário do que muita gente imagina, não há uma vida útil única para todas as palmilhas. A durabilidade varia de acordo com o material utilizado, a frequência de uso, o peso corporal e o nível de atividade física. Um corredor que treina regularmente, por exemplo, tende a desgastar a palmilha muito mais rapidamente do que uma pessoa que a utiliza apenas nas atividades diárias. Além disso, as palmilhas originais dos tênis costumam ser desenvolvidas sobretudo para proporcionar conforto e amortecimento. Dependendo da intensidade de uso, podem perder essas características mais rápido do que se imagina. O que observar Segundo o especialista Jonatas Brito, ficar de olho nos desgastes da palmilha é fundamental para saber se chegou a hora de substituí-la. Se o item foi indicado para aliviar um determinado sintoma (como dor ou fadiga) que retorna, talvez sua eficácia esteja comprometida. Ainda merecem atenção alterações físicas no acessório, como deformações visíveis, perda do formato original, desgaste excessivo do material ou redução da capacidade de absorção de impacto durante a caminhada e a corrida. Os principais sinais de desgaste incluem: retorno de dores ou desconfortos nos pés; sensação de fadiga durante a caminhada; deformações visíveis; perda do formato original; desgaste excessivo do material; redução da absorção de impacto. Se notar um ou mais desses fatores, talvez seja hora de renovar as palmilhas. Não use palmilhas velhas Adiar a troca pode trazer prejuízos à saúde. Isso porque usar uma palmilha desgastada altera a forma como as cargas são distribuídas durante a caminhada. Como os membros inferiores funcionam de maneira integrada, o impacto disso vai além dos pés e pode atingir tornozelos, joelhos, quadris e até a coluna. “Mais importante do que seguir um prazo fixo é observar os sinais de desgaste. Em caso de dúvida, especialmente quando se trata de uma palmilha ortopédica personalizada, o recomendado é passar por uma reavaliação profissional”, orienta o ortopedista.

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Vínculo se constrói na troca de fralda, no banho e no colo
Vínculo

Vínculo se constrói na troca de fralda, no banho e no colo

Trocar a fralda, dar banho ou acolher no colo pode parecer apenas parte da rotina, mas são esses cuidados repetidos que ajudam o bebê a reconhecer a presença dos cuidadores, somada à segurança e à disponibilidade. A conexão não depende somente de grandes demonstrações de carinho ou longos momentos de dedicação exclusiva, e sim da forma como o adulto responde às necessidades da criança ao longo do dia e nas pequenas interações de todo dia. "O vínculo não nasce de um grande evento isolado, mas da certeza de que, na simplicidade do dia a dia, alguém responde ao chamado desse bebê", afirma a psicóloga Eliane Alves. Isso porque, nessa fase da vida, a percepção de segurança nasce por meio da repetição e da previsibilidade. É durante os cuidados cotidianos que os pequenos entendem, aos poucos, que existe alguém disponível para acolher suas necessidades. Afeto por trás dos cuidados Na verdade, a troca de fralda, o banho ou alguns minutos de colo vão muito além de tarefas práticas. Esses momentos ajudam o bebê a conhecer o próprio corpo, compreender o ambiente e fortalecer a relação com quem cuida dele. Segundo a psicóloga, o toque, o olhar e a voz fazem toda a diferença durante esses cuidados. Enquanto limpa, veste ou acolhe o nenê, o adulto transmite mensagens de proteção, respeito e disponibilidade emocional. "O olhar humaniza o cuidado. A voz acalma e organiza a experiência do bebê. Sem essa presença, a rotina pode virar apenas uma tarefa. Com ela, transforma-se em afeto e estrutura emocional", explica Eliane Alves. O que faz diferença Muitos pais acreditam que precisam criar atividades especiais ou passar horas com o bebê para fortalecer o vínculo. Porém, a qualidade da interação costuma ser muito mais importante do que o relógio. Assim, mesmo em uma rotina corrida, pequenas atitudes aumentam a conexão, tais como: narrar o que está acontecendo durante o banho ou a troca de roupa; manter contato visual enquanto cuida do bebê; desacelerar o tom de voz; observar e responder aos sinais que o bebê demonstra. Significa que cinco minutos de colo com atenção genuína podem ser mais significativos do que uma tarde inteira em que o adulto permanece distraído com o celular ou pensando nas preocupações do dia, por exemplo. O vínculo nasce na rotina Vale tirar o peso das costas: atividades elaboradas ou uma rotina perfeita não são os caminhos para criar uma relação de afeto com o bebê. O mais importante é estar verdadeiramente presente naqueles momentos que já fazem parte do cotidiano da família. "Um bebê que se sente olhado, escutado e acolhido desenvolve segurança interna. E os pais também têm de lembrar que não precisam ser perfeitos: o vínculo se constrói justamente na imperfeição do dia a dia", destaca a psicóloga. Ela ainda deixa um lembrete importante: para oferecer esse olhar sensível ao bebê, pais e cuidadores também precisam de suporte e acolhimento.

Bebê confortável no banho, mesmo no tempo frio
Banho

Bebê confortável no banho, mesmo no tempo frio

Nos dias frios, a gente sabe que os pais ficam receosos ou mesmo com peninha de dar banho no bebê sem que ele passe qualquer tipo de desconforto. Nessas ocasiões, o planejamento é a dica principal para um momento gostoso e confortável antes, durante e depois da higiene. “Prepare o ambiente e organize tudo com antecedência. O banho acontecerá com mais calma, segurança e conforto para toda a família”, indica a neonatologista Luciana Alla, do Hospital e Maternidade Santa Maria. Em ocasiões de baixa temperatura, um dos principais objetivos é evitar que o bebê permaneça muito tempo exposto ao frio. Com os itens separados e à mão, a higienização se torna muito mais rápida. Preparação faz toda a diferença Antes mesmo de tirar a roupa do bebê, vale organizar tudo o que será utilizado para evitar interrupções durante o banho. Deixe por perto: toalha macia (de preferência com capuz); fralda limpa; roupa completa já separada e aberta; sabonete infantil suave; algodão ou gaze, quando necessário; pomada para prevenção de assaduras, caso faça parte da rotina. Nessas ocasiões, o banho também pode ser um pouco mais rápido, sem comprometer a higiene. O bebê saudável não precisa de banhos muito longos nem de mais de um banho por dia para estar limpo. Água morna, ambiente aquecido Além da organização, a temperatura da água e do ambiente merece atenção, sobretudo para os recém-nascidos: a água deve ficar entre 36 °C e 37 °C; o ambiente deve permanecer entre 24 °C e 26 °C. Caso não haja um termômetro próprio, a temperatura da água pode ser testada com a parte interna do punho ou do antebraço, regiões mais sensíveis ao calor. A médica ainda orienta evitar alguns erros que parecem improváveis, mas são comuns nessa época do ano, como abrir portas e janelas durante o banho, por exemplo. Outros hábitos incluem: prolongar demais o banho; demorar para secar e vestir o bebê; manter a criança muito tempo sem roupa; usar água muito quente, porque resseca a pele; deixar o ambiente frio demais. Depois do banho, envolva o bebê imediatamente em uma toalha, seque bem, principalmente as dobrinhas da pele, e vista primeiro a parte superior do corpo. Horário ideal depende da rotina De acordo com a especialista Luciana Alla, não existe um horário obrigatório para o banho durante o inverno. O mais importante é escolher um momento em que o bebê esteja alimentado e tranquilo, e a família consiga realizá-lo com tranquilidade e em um ambiente aquecido. Muitas famílias preferem o fim da tarde ou o início da noite para relaxar e ajudar na hora do sono. No entanto, se a casa costuma ficar mais fria nesse período, um banho durante o dia pode ser mais confortável. Durante todo o processo, conversar com o bebê ajuda a transmitir segurança. “O banho vai muito além da higiene: quando realizado com calma e carinho, também fortalece o vínculo entre o bebê e quem cuida dele”, lembra a neonatologista. Vale ainda observar a pele após o banho e procurar orientação do pediatra caso apareçam ressecamento intens]o, manchas ou irritações persistentes.

Canção de ninar ou ruído branco? O que é melhor para o bebê dormir
Sono e Soneca

Canção de ninar ou ruído branco? O que é melhor para o bebê dormir

Na tentativa de ajudar o bebê a dormir melhor, muitos pais recorrem a recursos sonoros que prometem acalmar e facilitar o adormecer. Entre os mais conhecidos estão as canções de ninar e o chamado ruído branco. Mas qual dessas estratégias funciona melhor? Spoiler: depende da criança. Ambas as opções costumam ajudar no relaxamento dos nenês, conforme afirma a pediatra Ana Maria Melo, do Hospital Samaritano Higienópolis, da Rede Américas. No entanto, o efeito não é igual para todos. Essa resposta depende sobretudo das características e da sensibilidade de cada um. “Há bebês que se acalmam com o ruído branco, principalmente nos primeiros meses de vida, quando o som pode lembrar o ambiente auditivo do útero materno. Mas também existem aqueles que não se adaptam”, pondera a médica. Como o ruído atua no cérebro do bebê Ruído branco é aquele som constante, que reúne diversas frequências audíveis ao mesmo tempo. Exemplos comuns incluem o barulho da chuva, das ondas do mar ou de aparelhos que o reproduzem continuamente. Segundo Ana Maria, esse padrão sonoro cria um ambiente auditivo uniforme, capaz de bloquear ruídos externos que poderiam distrair ou despertar o bebê. Essa sensação de conforto costuma favorecer o relaxamento e o sono. Além disso, o ruído branco tem impacto sobre o córtex cerebral, região responsável pela percepção e pelo processamento de estímulos. Ao mascarar sons externos, o barulhinho pode reduzir distrações e ajudar o bebê a manter o foco no descanso. Músicas também são eficientes As famosas canções de ninar têm um papel importante não apenas no relaxamento, como na construção de vínculos afetivos. Isso porque o contato do bebê com sons e vozes começa desde a gestação e continua sendo relevante. A especialista Ana Maria Melo explica que a audição começa a se desenvolver ainda no útero e o pequenino não só percebe sons do ambiente, mas também reconhece a voz dos próprios pais nos últimos meses da gravidez. “Uma melodia suave, calma e relaxante pode ser adicionada à rotina do sono e proporcionar sensações agradáveis para o bebê, além de favorecer o vínculo com o cuidador”, diz a profissional. Por outro lado, o silêncio não deve ser descartado, especialmente quando há costume com ambientes mais tranquilos. Cuidados na rotina de sono Embora esses recursos possam ajudar no relaxamento, o uso precisa ser equilibrado e com bastante responsabilidade. O volume deve ser moderado e não ultrapassar cerca de 50 decibéis, que é o limite considerado seguro para os bebês. Ainda é importante evitar que o pequenino se torne dependente sempre do mesmo estímulo sonoro para conseguir dormir, ou seja, é melhor variar as opções ao longo do dia. Entre as orientações que podem ajudar nesse processo estão: Manter o volume dos sons em níveis baixos. Usar ruído branco ou música apenas como apoio ao relaxamento. Variar os estímulos auditivos durante o dia. Evitar exposição sonora contínua, por longos períodos. Prestar atenção a como o filho reage aos diferentes sons. “Cada bebê é único e precisa ser observado em suas necessidades e preferências. Nem todos se adaptam ao ruído branco ou à música, e isso faz parte do processo de desenvolvimento”, reforça Ana Maria Melo.

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