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Hora do Banho

A hora do banho é um momento especial de cuidado com o bebê. Além da limpeza, proporciona conforto e relaxamento. É também um excelente momento para fortalecer o vínculo, através do toque e da atenção.

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O segredo do banho tranquilo pode estar no horário
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O segredo do banho tranquilo pode estar no horário

O banho costuma ser um dos momentos mais marcantes da rotina infantil. Para algumas famílias, acontece logo cedo e ajuda no despertar. Para outras, faz parte do ritual da noite e sinaliza que o momento de desacelerar está chegando. Mas, afinal, existe um horário considerado mais adequado para dar banho em bebês e crianças? Dica: depende! De acordo com o pediatra Fernando Degiovani, do Hospital Prontil, não há uma única regra válida para todos os casos. Do ponto de vista pediátrico, o ideal é observar o contexto da casa e escolher um horário que favoreça tanto o conforto do bebê ou da criança quanto os cuidados com a pele. “O banho pela manhã não é mais indicado do que à noite. No entanto, o horário mais adequado costuma ser o momento mais quente do dia, porque é possível usar uma água mais morna para fria e proteger a saúde da pele”, explica o especialista. Os banhos relaxantes dos bebês Nos primeiros meses de vida, muitos pais e cuidadores percebem que o banho ajuda o bebê a relaxar. Por isso, adotam o momento como parte da preparação para o sono. O médico diz que essa estratégia realmente pode funcionar, mas com ressalvas. Não é muito interessante usar excesso de duchas como ritual, por exemplo. Isso porque os banhos podem alterar a microbiota da pele, principalmente se o sabonete for utilizado todas as vezes, considerando que as fórmulas são capazes de matar bactérias protetoras da pele. Nesses casos, uma estratégia simples é dar um banho completo uma vez ao dia, com os produtos necessários, e optar apenas pela imersão na água morna à noite, visando o relaxamento e não mais a higiene, que já foi feita. Cada criança, um efeito Quando os filhos estão maiorzinhos, o tom da conversa muda. À medida que a criança cresce, o efeito relaxante tende a variar. Para algumas, o banho noturno continua ajudando a desacelerar, enquanto para outras, não interfere mais diretamente no sono. Se surgir dúvida do melhor momento, alguns fatores podem ajudar na escolha: clima e temperatura do dia; rotina da casa; horários de sono da criança; nível de atividade ao longo do dia. “De modo geral, o impacto do banho passa a depender mais da rotina familiar do que da idade. Por isso, cada família acaba organizando esse momento de acordo com seus próprios horários”, avalia o pediatra Fernando Degiovani. O que fazer e o que evitar Mais importante do que o horário é a forma como acontece. Lembre-se de controlar a aplicação de produtos, sem exagerar em sabonetes e shampoos. A recomendação é usar apenas o básico em somente um dos banhos e não ultrapassar duas higienes diárias. Vale ainda evitar horários noturnos se a criança estiver doente ou se as temperaturas forem muito baixas. Cabelo molhado e friagem podem prejudicar os pequeninos, sobretudo aqueles que já são alérgicos. Além disso, a melhor temperatura da água é sempre de morna para fria e isso só é possível em momentos e climas mais quentinhos. Por último, o médico lembra que o certo é, na verdade, o que funciona para o bebê ou para a criança, ou seja, deve-se observar individualmente e considerar também casos específicos, como pele seca ou dermatite atópica, que pedem cuidados próprios e orientados.

Banho no recém-nascido: 10 dicas para se sentir mais seguro
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Banho no recém-nascido: 10 dicas para se sentir mais seguro

O banho do recém-nascido é daqueles momentos que mais despertam insegurança nos pais. Medo do bebê escorregar, de se afogar, de a água entrar no ouvido ou de não saber segurar direito estão entre os receios comuns registrados nas primeiras semanas. O cuidado envolve confiança e adaptação, mas algumas dicas podem ajudar. Antes do primeiro banho da filha, a relações públicas Ana Cristina, 28 anos, tentou se preparar ao máximo. Ela e o marido fizeram cursos, assistiram a vídeos, leram livros e até deram banho em bebês de amigos, mas ainda assim o receio persistia. O maior medo era de afogamento na banheira ou de o suporte dela ceder. A solução veio ao optar pelo chuveiro, no colo e com a água controlada. Isso trouxe mais segurança à mãe, que conseguiu finalmente relaxar e aproveitar o momento de verdade. “Parece que meu medo desapareceu e pude curtir o banho da minha filha pela primeira vez”, lembra. Por que banho gera tanto medo Para a enfermeira obstetra Karina Trevisan, o medo do banho está muito ligado ao desconhecido. Afogar o bebê ou deixá-lo escorregar são os receios mais frequentes, especialmente nas primeiras experiências. Também surgem dúvidas sobre a necessidade do banho diário, principalmente quando há muitas trocas no dia. “Essa avalanche de questionamentos mostra que o medo não está apenas na técnica, mas no excesso de informação e na falta de confiança. A própria preparação da banheira pode aumentar a tensão de quem está inseguro: montar, encher, organizar”, acrescenta a especialista em cuidados da saúde. A temperatura é outro ponto de insegurança dos cuidadores. Nos dias frios, a dica é aquecer o próprio ambiente antes de começar o banho, o que ajuda na sensação de aconchego. Já no calor, o bebê regula melhor a temperatura, mas o local ainda precisa estar com um clima confortável. Dicas que aumentam a confiança Você sabia que o bebê não tem medo de água? Ou que não é ruim cair água no rosto ou no ouvido dele, por exemplo? Embora muitos pais imaginam isso, o bebezinho costuma até aproveitar o momento. Por isso, a confiança deve vir do adulto. Quanto mais centrado e consciente do que está fazendo, mais tranquila será a experiência. Algumas dicas podem ajudar a “destravar”: 1. Testar a temperatura da água no antebraço, garantindo que esteja morna, sem necessidade obrigatória de termômetro. 2. Enrolar o bebê em uma fraldinha no início, tanto na banheira quanto no chuveiro, para dar mais segurança. 3. Apoiar o corpo do bebê junto ao do adulto e segurar a cabeça com firmeza. 4. Ter atenção ao virar o bebê na banheira para não molhar o rosto inadvertidamente. 5. Iniciar o banho pela cabeça, especialmente na imersão, antes de mergulhar totalmente o corpo. 6. Evitar estímulos excessivos e tornar o momento menos técnico e fluido. 7. Considerar o banho de chuveiro como alternativa prática e calmante. 8. Observar como o bebê reage após o banho (alguns ficam mais relaxados, outros mais despertos) para escolher o melhor horário. 9. Se o banho noturno favorecer um sono mais longo, aproveitar para descansar junto com o bebê. 10. Manter uma rotina, mas entendendo que cada família pode adaptar o horário conforme a resposta da criança. “A dica-chave é confiar. Existe um instinto por trás da maternidade e da paternidade. Você é capaz de dar banho no seu bebê de uma maneira tranquila”, afirma a enfermeira obstetra Karina Fernandes Trevisan. Quando a segurança chega Na experiência de Ana Cristina, entender que não existe só um jeito correto para o banho acabou mudando a percepção. “Tudo bem não usar a banheira e optar pelo chuveiro. Isso não nos torna menos pais. Considere a melhor opção para a sua família”, diz. Nesse sentido, a especialista alerta os pais a não deixarem que comentários inseguros ou opiniões alheias interfiram nesse momento. Avós e familiares costumam transmitir seus próprios medos, mas o banho só deve ter espaço para troca, carinho e confiança. “Um ambiente calmo, uma conversa durante o banho, a sensação de segurança no toque e a confiança de quem conduz fazem com que o momento se torne mais prazeroso e menos cercado de tensão. Outra pessoa não precisa assumir isso por insegurança dos pais”, finaliza Karina.

Bebê confortável no banho, mesmo no tempo frio
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Bebê confortável no banho, mesmo no tempo frio

Nos dias frios, a gente sabe que os pais ficam receosos ou mesmo com peninha de dar banho no bebê sem que ele passe qualquer tipo de desconforto. Nessas ocasiões, o planejamento é a dica principal para um momento gostoso e confortável antes, durante e depois da higiene. “Prepare o ambiente e organize tudo com antecedência. O banho acontecerá com mais calma, segurança e conforto para toda a família”, indica a neonatologista Luciana Alla, do Hospital e Maternidade Santa Maria. Em ocasiões de baixa temperatura, um dos principais objetivos é evitar que o bebê permaneça muito tempo exposto ao frio. Com os itens separados e à mão, a higienização se torna muito mais rápida. Preparação faz toda a diferença Antes mesmo de tirar a roupa do bebê, vale organizar tudo o que será utilizado para evitar interrupções durante o banho. Deixe por perto: toalha macia (de preferência com capuz); fralda limpa; roupa completa já separada e aberta; sabonete infantil suave; algodão ou gaze, quando necessário; pomada para prevenção de assaduras, caso faça parte da rotina. Nessas ocasiões, o banho também pode ser um pouco mais rápido, sem comprometer a higiene. O bebê saudável não precisa de banhos muito longos nem de mais de um banho por dia para estar limpo. Água morna, ambiente aquecido Além da organização, a temperatura da água e do ambiente merece atenção, sobretudo para os recém-nascidos: a água deve ficar entre 36 °C e 37 °C; o ambiente deve permanecer entre 24 °C e 26 °C. Caso não haja um termômetro próprio, a temperatura da água pode ser testada com a parte interna do punho ou do antebraço, regiões mais sensíveis ao calor. A médica ainda orienta evitar alguns erros que parecem improváveis, mas são comuns nessa época do ano, como abrir portas e janelas durante o banho, por exemplo. Outros hábitos incluem: prolongar demais o banho; demorar para secar e vestir o bebê; manter a criança muito tempo sem roupa; usar água muito quente, porque resseca a pele; deixar o ambiente frio demais. Depois do banho, envolva o bebê imediatamente em uma toalha, seque bem, principalmente as dobrinhas da pele, e vista primeiro a parte superior do corpo. Horário ideal depende da rotina De acordo com a especialista Luciana Alla, não existe um horário obrigatório para o banho durante o inverno. O mais importante é escolher um momento em que o bebê esteja alimentado e tranquilo, e a família consiga realizá-lo com tranquilidade e em um ambiente aquecido. Muitas famílias preferem o fim da tarde ou o início da noite para relaxar e ajudar na hora do sono. No entanto, se a casa costuma ficar mais fria nesse período, um banho durante o dia pode ser mais confortável. Durante todo o processo, conversar com o bebê ajuda a transmitir segurança. “O banho vai muito além da higiene: quando realizado com calma e carinho, também fortalece o vínculo entre o bebê e quem cuida dele”, lembra a neonatologista. Vale ainda observar a pele após o banho e procurar orientação do pediatra caso apareçam ressecamento intens]o, manchas ou irritações persistentes.

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Mais sobre Hora do Banho

A hora do banho é um momento especial de cuidado com o bebê, proporcionando limpeza, conforto e relaxamento. Para garantir a segurança, sempre utilize água morna, testando a temperatura com o dorso da mão ou o cotovelo antes de começar. Use produtos suaves, como sabonetes suaves e shampoos específicos para bebês, que limpam sem agredir a pele sensível. O banho deve ser rápido, especialmente nos primeiros meses, para evitar o ressecamento da pele. Durante o banho, segure o bebê com firmeza, apoiando a cabeça e o pescoço. Após o banho, seque bem as dobrinhas do corpo para prevenir assaduras e finalize com talco ou com o creme preventivo de assaduras, se necessário. A hora do banho também é um excelente momento para fortalecer o vínculo entre pais e filhos, através do toque e da atenção.

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