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Lesões nos pés: exercícios funcionais agem na prevenção
Exercícios Funcionais

Lesões nos pés: exercícios funcionais agem na prevenção

Ferimentos ou traumatismos nos pés são mais comuns do que se imagina e, dependendo da gravidade, podem causar desconforto, limitações e até afastar pessoas de suas rotinas. A boa notícia é que exercícios funcionais específicos podem ajudar tanto na prevenção quanto no tratamento de lesões nos pés. Segundo o fisioterapeuta Kauê Yub, especialista em traumatologia e ortopedia do esporte, algumas das lesões mais frequentes nos pés incluem fascite plantar, entorse de tornozelo, fraturas por estresse, hálux valgo (joanete) e esporão calcâneo. “Essas lesões afetam a estrutura dos pés e, também, a biomecânica de todo o corpo, geram dores e dificuldades de mobilidade”, explica. Principais exercícios para fortalecer pés e tornozelos É fato que exercícios ajudam a evitar a maioria dos problemas. Kauê Yub recomenda exercícios funcionais que estabilizam as articulações dos tornozelos e fortaleçam os músculos intrínsecos dos pés, como tibiais, fibulares e panturrilhas, como prevenção. Algumas sugestões simples e eficientes para incorporar à rotina são: Elevação dos dedos do pé: sentado em uma cadeira, com os pés apoiados no chão, eleve os dedos enquanto mantém os calcanhares no solo. Este exercício fortalece os tibiais e melhora a mobilidade. Caminhada nos calcanhares: ande tocando apenas os calcanhares no chão. Isso ajuda no fortalecimento dos tibiais e melhora o equilíbrio. Equilíbrio em uma perna: fique em pé e se mantenha equilibrado sobre uma perna só. Para aumentar o desafio, movimente a cabeça de um lado para o outro. O exercício trabalha todos os estabilizadores do tornozelo e músculos intrínsecos do pé. Fáceis de fazer, tais atividades físicas são eficazes para fortalecer a base dos pés e reduzir o risco de lesões. Tipos de lesões e seus sinais A dor não é o único sintoma de que algo não está bem. Outros sinais podem indicar lesões nos pés, como cansaço excessivo, perda de performance ou contraturas musculares detectadas durante uma liberação miofascial. Em alguns casos, as lesões podem ser assintomáticas, sendo identificadas apenas por meio de exames de imagem. “As pisadas pronadas (para dentro) e supinadas (apoio lateral) estão entre as mais propensas a gerar lesões, pois forçam os tendões estabilizadores de forma inadequada. Por isso, a preparação muscular é essencial para evitar problemas”, reforça o fisioterapeuta. Cuidados ao realizar exercícios Realizar exercícios de forma inadequada ou sem orientação pode levar a lesões. “Por exemplo, no agachamento com carga, deixar o joelho entrar (valgo dinâmico) aumenta a pressão no menisco medial e pode causar dor no joelho, além de comprometer a caminhada e corrida”, alerta o fisioterapeuta. Para evitar problemas, é importante: Começar com cargas leves e aumentar gradualmente, seguindo a regra de 10% por semana para quem já treina; Trabalhar com profissionais qualificados, como médicos, fisioterapeutas e educadores físicos; Alternar os dias de caminhada ou corrida, especialmente no início, para evitar sobrecarga. Como prevenir lesões nos pés A prevenção de lesões começa com uma abordagem completa, que inclui fortalecimento muscular, técnica adequada e bom planejamento de treinos. Além disso, atenção ao volume de atividade física é crucial, pois o excesso pode causar sobrecarga. “Aumentar de 5 km para 7 km de caminhada de uma vez só representa quase 50% de aumento, o que é prejudicial e eleva o risco de lesões. Progredir de forma gradual é a chave para manter a saúde dos pés e do corpo”, conclui o profissional.

Tendinite podal: saiba o que é, como tratar e prevenir
Tendinite

Tendinite podal: saiba o que é, como tratar e prevenir

A tendinite podal é uma inflamação dos tendões do pé, ou seja, das estruturas responsáveis por conectar os músculos aos ossos e garantir estabilidade e movimento. Esse problema é mais comum em pessoas que exigem muito dos pés, como atletas, praticantes de esportes de impacto e profissionais que passam muitas horas eretos. Segundo o ortopedista Marco Aurélio Silvério, da Clínica Movité, a tendinite podal pode causar dor intensa, inchaço e desconforto ao caminhar ou realizar atividades. “Os tendões ficam sobrecarregados e reagem com um processo inflamatório que dificulta o movimento”, explica. Principais causas da tendinite no pé O uso excessivo do pé, especialmente em atividades de alto impacto ou esforços repetitivos, é a principal causa da tendinite podal. Calçados inadequados, como modelos sem amortecimento ou que não oferecem suporte, também são fatores de risco, pois aumentam a pressão sobre os tendões. Alterações na pisada ou desequilíbrios musculares igualmente podem sobrecarregar o pé e gerar inflamação nos tendões. “Esses fatores biomecânicos precisam ser corrigidos para evitar que a tendinite evolua”, alerta o médico. Tal situação acomete a aposentada Sonia Rodrigues, 68 anos, de São Paulo. Ex-vendedora de doces, ela ficava em pé quase 12 horas por dia. “Não sabia que tendinite também poderia afetar o pé; achava que era só no braço”, conta. No caso dela, a artrite já presente contribuiu ainda mais para o desenvolvimento da condição. Tendinite pode afetar os dois pés Embora seja comum que comece em apenas um lado, a tendinite pode afetar ambos os pés simultaneamente, sobretudo quando fatores como sobrepeso, desequilíbrios posturais e atividades que exigem esforço repetitivo estão presentes. O ortopedista esclarece que, sem tratamento adequado, a tendinite em um pé pode sobrecarregar o outro, levando à inflamação nas duas extremidades inferiores do corpo. Portanto, se apenas um pé for acometido, que é o quadro comum, a orientação é de tratar o mais rápido possível para não ter que lidar com a tendinite nos dois pés e ao mesmo tempo. Como é o tratamento de tendinite Conforme o especialista, há quatro caminhos principais a seguir após o diagnóstico de tendinite podal. Além disso, as formas de tratamento podem ser combinadas entre si, a depender do quadro e da avaliação individual de cada paciente. As opções costumam ser: Ficar de repouso o máximo de tempo possível; Aplicar gelo na área para reduzir a inflamação; Tomar remédios prescritos pelo médico, como analgésico e anti-inflamatório; Iniciar a fisioterapia, que é um passo fundamental para fortalecer os músculos ao redor dos tendões e corrigir o alinhamento do pé. Nesse sentido, Sonia relata que a fisioterapia foi essencial para o alívio dos sintomas. “Parei de trabalhar porque já não aguentava a dor, fiz fisioterapia e hoje uso uma palmilha sob medida que ajuda na artrite também”. Em casos mais graves, onde não há resposta ao tratamento inicial, pode ser necessária uma intervenção maior, mas essas situações são menos comuns e dependem de orientação médica. Em qualquer situação, porém, o ideal é não se automedicar nem praticar exercícios por conta própria. Prevenção é essencial Após o tratamento, adotar medidas de prevenção é importantíssimo para evitar novas crises de tendinite. Calçados apropriados com amortecimento e suporte são indispensáveis para reduzir a sobrecarga nos pés, por exemplo. O profissional Marco Aurélio Silvério também indica exercícios específicos de fortalecimento e alongamento contínuo da região. Para quem pratica atividades físicas, respeitar o tempo de descanso entre os treinos e evitar exageros é primordial, além de ajustar a pisada com a ajuda de palmilhas sob medida ou orientações de um especialista.

Palmilhas ortopédicas: tipos, funções e como escolher a ideal
Pisada e Palmilha

Palmilhas ortopédicas: tipos, funções e como escolher a ideal

As palmilhas ortopédicas são acessórios fundamentais para pessoas que precisam de suporte extra na pisada, que se diferenciam conforme o tipo e as funções buscadas. Independentemente se a necessidade é decorrente de problemas estruturais nos pés ou dores em articulações como joelhos e quadris, é importante saber que elas ajudam a distribuir melhor o peso do corpo, o que proporciona alívio às regiões de maior pressão. Além do mais, permitem mais conforto ao caminhar. Palmilhas X pisadas Um fator determinante para entender se é preciso usar e qual modelo de palmilha adotar é avaliar o tipo de pisada – sim, existe mais de uma: a pisada pronada (do pé chato ou plano, em a pisada supinada, conhecida por "pé cavo", além da que é considerada neutra. Na pisada pronada (pé chato ou plano), o arco medial encosta no chão e aumenta a área de contato com o solo e é muito frequente em pessoas com pé sem cava. A supinada (pé cavo) caracteriza um arco elevado, reduzindo a área de contato com o solo. Enquanto isso, na pisada neutra, as partes interna e externa do pé tocam o chão praticamente ao mesmo instante. Uma vez identificado qual o tipo de pisada, a palmilha se revela extremamente útil, pois terá a função de acomodar melhor o pé dentro do calçado e distribuir a carga de forma equilibrada. "As palmilhas não mudam o formato do pé, mas ajustam a pisada e isso traz melhora conforto, além de reduzir o impacto em regiões sensíveis", explica o ortopedista e traumatologista Ernane Osório, especialista em cirurgia do pé e tornozelo, e membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia do Ceará (SBOT-CE). Tipos de palmilhas e suas principais funções Existem diversos modelos de palmilhas e cada um é indicado para casos específicos, conforme explica o médico: As palmilhas valgizantes e varizantes servem para ajustar o alinhamento do calcanhar. No caso de pisadas supinadas (pé cavo), uma palmilha valgizante inclina o calcanhar levemente para fora, ajudando a equilibrar a carga e reduzindo a pressão lateral. Já para pisadas pronadas (pé plano), uma palmilha varizante inclina o calcanhar para dentro, favorecendo a estabilidade do pé. As palmilhas para metatarsalgia são indicadas para pessoas com dor na região dos metatarsos, os ossos na base dos dedos. Os indivíduos podem se beneficiar com duas opções: a palmilha de valente, com um rebaixo específico sob os metatarsos, e a palmilha de apoio retrocapital, que traz uma pequena elevação que alivia a pressão sobre essa área. Ambas as alternativas são eficazes para redistribuir o peso e prevenir dores ao caminhar. As palmilhas de compensação são adotadas para corrigir diferenças de comprimento entre membros inferiores, geralmente causadas por problemas ortopédicos ou traumas. Para casos leves, tais itens resolvem bem o desalinhamento, mas quando a diferença é maior, pode envolver intervenções no calçado ou mesmo cirurgias. Como escolher a palmilha ideal Somente um médico, diante das queixas do paciente, poderá responder indicar qual a palmilha mais recomendada para cada caso. “O ortopedista avalia a causa da dor e a biomecânica do pé para decidir o tipo de palmilha mais indicado”, afirma Ernane. "Além disso, exames como a baropodometria, que mapeia a distribuição da carga na pisada, são fundamentais para o ajuste ideal, permitindo que a palmilha seja feita sob medida para proporcionar alívio e conforto", acrescenta. Risco com uso de palmilhas inadequadas Não procurar ajuda médica e tentar descobrir por conta própria qual palmilha usar pode trazer sérias consequências, como o desenvolvimento de novos problemas na região, sem nenhuma solução para a questão inicial - ou seja, é melhor não arriscar! "Palmilhas muito espessas podem gerar lesões na parte superior do pé e, se não corrigirem a pisada adequadamente, podem sobrecarregar outras articulações, como tornozelos, joelhos e quadris", avisa o especialista.

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