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Como cuidar dos pés antes e depois da caminhada
Caminhada

Como cuidar dos pés antes e depois da caminhada

Caminhar é uma atividade simples, acessível e cheia de benefícios para a saúde. No entanto, os pés, ou seja, a base desse movimento, precisam de cuidados especiais antes, durante e depois da prática para evitar dores, bolhas e até lesões. Pequenos ajustes na rotina podem fazer toda a diferença na performance e na prevenção de problemas futuros. Para o professor de Educação Física Cesar Miguel Momesso, do Centro Universitário FMU, a preparação começa antes mesmo de sair de casa. Ele explica que um bom tênis, meias próprias e unhas bem cuidadas são fundamentais para proteger os pés e garantir conforto durante a caminhada. O calçado, por exemplo, deve respeitar o formato do pé, com leve folga na ponta para impedir a pressão. “Evitar atrito é essencial. Calçado muito apertado ou largo demais pode causar bolhas e desconforto. A meia também precisa ser adequada para não acumular suor e aumentar o risco de lesões. E deve-se manter as unhas curtas, algo essencial para não descolarem com o impacto”, detalha o profissional. A escolha do calçado certo O tênis não precisa ter amortecimento robusto, mas deve, ao menos, proporcionar estabilidade e conforto ao corredor. Cesar Miguel Momesso observa que, quanto maior for a duração da caminhada, mais interessante se torna ter um sistema de amortecimento eficiente para reduzir o impacto e evitar dores não só nos pés, mas nas articulações. Ele recomenda sempre experimentar o calçado antes da compra e observar se não há pontos de pressão que possam machucar durante o trajeto. Além disso, pessoas com curvatura acentuada ou pés muito planos podem se beneficiar do uso de palmilhas ortopédicas, que melhoram o encaixe e a distribuição do peso. Atenção aos sinais na caminhada A caminhada deve ser uma atividade prazerosa e sem dor. Se houver desconforto, algo pode não estar bem. Preste atenção a sintomas como formigamento ou dormência, normalmente relacionados a tênis amarrado com força excessiva ou meias enroladas. Caso perceba esses sinais, a recomendação do professor é ajustar o calçado e só retomar a atividade se o desconforto passar. Persistindo a dor, interrompa o exercício completamente e, se necessário, procure avaliação médica. Cuidados após a prática Depois de caminhar, a higienização é essencial. Isso significa lavar e secar bem os pés, especialmente entre os dedos, para evitar micoses. O especialista também recomenda exercícios de relaxamento, como rolar a sola do pé sobre uma bolinha de tênis, o que é ótimo para aliviar a tensão da fáscia plantar e melhorar a circulação. Outra dica é elevar os pés por alguns minutos para reduzir inchaço e fadiga. “Pequenos cuidados no pós-atividade aceleram a recuperação e preparam os pés para a próxima caminhada”, reforça o educador físico. Além do tênis, alguns outros produtos podem prevenir bolhas, calos e desconfortos. Entre eles estão pomadas, géis e fitas de micropore, que reduzem a fricção. Para quem transpira muito, meias que absorvem a umidade são boas aliadas. Rotina de quem pratica A advogada Giovanna do Vale, de 28 anos, encontrou na corrida e na caminhada uma forma de cuidar do corpo e da mente. Ela começou por influência do pai, que sempre foi corredor. “No início, eu só o acompanhava por diversão. Depois percebi como me fazia bem, principalmente para aliviar o estresse do trabalho”, conta. Antes de treinar, Giovanna segue uma rotina simples: hidratar os pés com creme leve, usar meias sem costura e alongar a panturrilha e a sola do pé. Durante a atividade, ela fica atenta a qualquer desconforto. “Se o tênis aperta, eu paro e o ajusto na hora. Também evito terrenos muito irregulares, porque forçam demais os pés.” Depois de correr ou caminhar, ela tira o tênis rapidamente, lava os pés com água morna, seca bem e aplica um creme mais denso. “É um cuidado que parece básico, mas faz muita diferença no dia seguinte. Sem pés saudáveis, a gente não chega a lugar nenhum”, brinca.

Palmilhas ortopédicas: tipos, funções e como escolher a ideal
Pisada e Palmilha

Palmilhas ortopédicas: tipos, funções e como escolher a ideal

As palmilhas ortopédicas são acessórios fundamentais para pessoas que precisam de suporte extra na pisada, que se diferenciam conforme o tipo e as funções buscadas. Independentemente se a necessidade é decorrente de problemas estruturais nos pés ou dores em articulações como joelhos e quadris, é importante saber que elas ajudam a distribuir melhor o peso do corpo, o que proporciona alívio às regiões de maior pressão. Além do mais, permitem mais conforto ao caminhar. Palmilhas X pisadas Um fator determinante para entender se é preciso usar e qual modelo de palmilha adotar é avaliar o tipo de pisada – sim, existe mais de uma: a pisada pronada (do pé chato ou plano, em a pisada supinada, conhecida por "pé cavo", além da que é considerada neutra. Na pisada pronada (pé chato ou plano), o arco medial encosta no chão e aumenta a área de contato com o solo e é muito frequente em pessoas com pé sem cava. A supinada (pé cavo) caracteriza um arco elevado, reduzindo a área de contato com o solo. Enquanto isso, na pisada neutra, as partes interna e externa do pé tocam o chão praticamente ao mesmo instante. Uma vez identificado qual o tipo de pisada, a palmilha se revela extremamente útil, pois terá a função de acomodar melhor o pé dentro do calçado e distribuir a carga de forma equilibrada. "As palmilhas não mudam o formato do pé, mas ajustam a pisada e isso traz melhora conforto, além de reduzir o impacto em regiões sensíveis", explica o ortopedista e traumatologista Ernane Osório, especialista em cirurgia do pé e tornozelo, e membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia do Ceará (SBOT-CE). Tipos de palmilhas e suas principais funções Existem diversos modelos de palmilhas e cada um é indicado para casos específicos, conforme explica o médico: As palmilhas valgizantes e varizantes servem para ajustar o alinhamento do calcanhar. No caso de pisadas supinadas (pé cavo), uma palmilha valgizante inclina o calcanhar levemente para fora, ajudando a equilibrar a carga e reduzindo a pressão lateral. Já para pisadas pronadas (pé plano), uma palmilha varizante inclina o calcanhar para dentro, favorecendo a estabilidade do pé. As palmilhas para metatarsalgia são indicadas para pessoas com dor na região dos metatarsos, os ossos na base dos dedos. Os indivíduos podem se beneficiar com duas opções: a palmilha de valente, com um rebaixo específico sob os metatarsos, e a palmilha de apoio retrocapital, que traz uma pequena elevação que alivia a pressão sobre essa área. Ambas as alternativas são eficazes para redistribuir o peso e prevenir dores ao caminhar. As palmilhas de compensação são adotadas para corrigir diferenças de comprimento entre membros inferiores, geralmente causadas por problemas ortopédicos ou traumas. Para casos leves, tais itens resolvem bem o desalinhamento, mas quando a diferença é maior, pode envolver intervenções no calçado ou mesmo cirurgias. Como escolher a palmilha ideal Somente um médico, diante das queixas do paciente, poderá responder indicar qual a palmilha mais recomendada para cada caso. “O ortopedista avalia a causa da dor e a biomecânica do pé para decidir o tipo de palmilha mais indicado”, afirma Ernane. "Além disso, exames como a baropodometria, que mapeia a distribuição da carga na pisada, são fundamentais para o ajuste ideal, permitindo que a palmilha seja feita sob medida para proporcionar alívio e conforto", acrescenta. Risco com uso de palmilhas inadequadas Não procurar ajuda médica e tentar descobrir por conta própria qual palmilha usar pode trazer sérias consequências, como o desenvolvimento de novos problemas na região, sem nenhuma solução para a questão inicial - ou seja, é melhor não arriscar! "Palmilhas muito espessas podem gerar lesões na parte superior do pé e, se não corrigirem a pisada adequadamente, podem sobrecarregar outras articulações, como tornozelos, joelhos e quadris", avisa o especialista.

Unha encravada: por que acontece e como evitar?
Unha Encravada

Unha encravada: por que acontece e como evitar?

A onicocriptose, conhecida popularmente como unha encravada, é um problema incômodo e bastante comum, que pode surgir devido a diferentes fatores. O corte inadequado é uma das principais causas. “Cortar a unha muito curta ou arredondada nas bordas facilita o crescimento dela para dentro da pele”, explica a podóloga Beatriz Baptista, da unidade Unhas Cariocas em Mogi Guaçu. Mas há outros motivos que podem gerar o problema: Calçados apertados, como os de bico fino ou com pouco espaço para os dedos, porque pressionam as unhas e as forçam a crescer para dentro da pele; Traumas repetitivos, ou seja, batidas frequentes ou até pressões constantes, típicas dos esportes de impacto, que podem deformar as unhas e predispô-las a encravar por isso; Hiperidrose, caracterizada pelo suor excessivo, que amolece a pele ao redor da unha e facilita as inflamações e infecções. Unhas que não param de encravar A podóloga Beatriz Baptista ainda observa que pessoas com unhas naturalmente mais curvas ou condições como infecções fúngicas podem ter um risco maior de encravar, já que essas características alteram o crescimento das unhas. Além desses fatores, válidos para qualquer indivíduo, quem possui condições de saúde como diabetes e problemas circulatórios deve ter atenção redobrada, já que podem complicar o quadro e dificultar o tratamento. “Sempre a mesma unha” O estudante de medicina Vitor Carvalho, 26 anos, de São Paulo, conhece bem os sintomas incômodos da onicocriptose. “Já perdi as contas de quantas vezes sofri com isso, sempre no dedão esquerdo”, conta ele, que relata sintomas como vermelhidão, inchaço e dor intensa na área afetada. Vitor costuma procurar a podóloga quando o problema se agrava devido à rotina agitada de internato e plantões. “Sei que o certo é ir mensalmente, mas nem sempre consigo”, lamenta. Em situações mais críticas, a profissional realiza o corte e a limpeza do local, enquanto seu cliente faz curativos em casa. Para alívio adicional, ele usa produtos de limpeza específicos e toma anti-inflamatório, sempre com recomendação. “É importante dizer que ninguém deve se automedicar”, alerta o futuro médico. Como evitar a unha encravada Certos cuidados podem ajudar a evitar que as unhas encravem, como: Cortá-las corretamente, em formato reto e evitar deixá-las curtas demais; Usar sapatos confortáveis e que não apertem os dedos; Manter uma boa higiene, lavando e secando os pés após o banho, inclusive entre os dedos; Evitar traumas nas atividades físicas usando calçados apropriados; Se tiver hiperidrose, usar meias que absorvam o suor, trocando-as com frequência; Ao sentir algum desconforto, deve-se procurar um profissional podólogo imediatamente para não piorar a situação. Como desencravar a unha Não é qualquer pessoa que está habilitada para desencravar uma unha, tanto que a podóloga Beatriz Baptista orienta que o tratamento para a unha encravada deve ser feito com cuidado para evitar complicações. Ela compartilha algumas fases importantes do trabalho de desencravar uma unha. Mergulhar o pé em água morna com sal para amolecer a pele e aliviar a dor e a inflamação ajuda. Usar algodão ou fio dental entre a unha e a pele, levantando a borda e impedindo que cresça para dentro também é outra tática e aplicar pomadas antibióticas pode se revelar necessário - apenas em casos mais graves e com receita médica. “Caso haja sinais de infecção, como vermelhidão intensa, pus ou dor muito forte, é fundamental procurar um profissional. A remoção parcial da unha pode ser necessária em situações mais graves, sob orientação de um podólogo ou dermatologista”, afirma. Unhas das mãos não encravam? Mito! Embora as unhas das mãos possam encravar, é raro isso acontecer, conforme explica a especialista. “As mãos estão em constante movimento e não sofrem a pressão dos calçados, o que facilita o alinhamento natural das unhas”, esclarece. Além disso, a profissional observa que as mãos também têm menor exposição à umidade e, portanto, processos inflamatórios e infecciosos são menos comuns em comparação aos pés.

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