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5 diferenças entre pés de bebês, crianças e adultos
Anatomia do Pé

5 diferenças entre pés de bebês, crianças e adultos

Eles carregam o corpo, equilibram o movimento e garantem nossa mobilidade ao longo da vida. Mas se engana quem pensa que os pés nascem “prontos”. A estrutura podal passa por mudanças intensas desde o nascimento até a velhice e entender essas transformações é essencial para prevenir problemas e garantir um desenvolvimento saudável. Carlos Daniel de Castro, ortopedista da Rede de Hospitais São Camilo, pontua que há muitas diferenças ao longo do desenvolvimento. "Nos primeiros meses, o pé é cheio de gordura, muito flexível e ainda cartilaginoso. Com o tempo, há a ossificação, quando o tecido ósseo se forma e endurece, os arcos se formam e a estrutura se torna mais rígida e funcional", exemplifica. A podóloga Marcia Albo lembra que, além da estrutura óssea, a pele e as unhas mudam bastante com o passar dos anos. "A pele do bebê é fina e sensível, enquanto a do adulto é mais resistente. Já as unhas começam fininhas e frágeis, e vão se tornando mais espessas com o tempo", diz. Diferenças principais entre os pés Para entender melhor, especialistas listam as principais mudanças entre as fases, do nascimento à fase adulta. 1. Tamanho e proporção Bebês têm pés pequenos e proporcionais ao seu corpo. À medida que a criança cresce, os pés se desenvolvem rapidamente até atingirem o tamanho definitivo na vida adulta. 2. Estrutura óssea O pé de um bebê é composto por ossos ainda cartilaginosos. Durante a infância, ocorre a ossificação - processo de endurecimento ósseo -, que se completa na adolescência. Na terceira idade, tem-se menos flexibilidade e mais rigidez. 3. Desenvolvimento do arco plantar O famoso "arco do pé" (a curvinha) é ausente nos bebês e começa a se formar por volta dos 3 anos, completando-se até os 6 a 8 anos. 4. Gordura e almofadamento A camada de gordura plantar dos bebês é espessa e protege as articulações. Com o crescimento, essa camada diminui e dá lugar a músculos mais firmes. Na velhice, pode ocorrer perda da gordura e aumentar o risco de problemas. 5. Função e suporte Enquanto o pé do bebê serve para apoio e equilíbrio, o da criança sustenta corridas e saltos. No adulto, a estrutura escora todo o peso corporal em atividades de maior impacto. Enquanto isso, os idosos podem ter problemas de coordenação ao perderem a sensibilidade da região. Quando ocorrem as maiores mudanças De acordo com o ortopedista, os períodos mais delicados vão do nascimento até os 6 anos: até os 3, há a formação do arco e início da ossificação e, depois, ocorre o fortalecimento muscular e ligamentar. Nessa fase, o uso de calçados adequados e o estímulo para andar descalço em superfícies seguras fazem diferença. "Andar descalço fortalece os músculos e ajuda no alinhamento postural", reforça a podóloga Márcia. Na vida adulta, os pés já estão plenamente ossificados e definidos. No entanto, exigem cuidados constantes, como o uso de calçados adequados, hidratação e corte correto das unhas. Com o envelhecimento, podem surgir rigidez, perda de gordura plantar e condições como artrite e fascite plantar. "Ao envelhecer, também é comum a perda de sensibilidade nos pés, o que impacta no equilíbrio e na coordenação. Por isso, o acompanhamento profissional é essencial em todas as fases", reforça o médico. O que merece atenção Algumas alterações no formato dos pés podem sinalizar condições ortopédicas. "É o caso do pé torto congênito, pé plano acentuado, pé varo ou valgo, e metatarso aduto", cita Carlos Daniel. Por isso, pais e cuidadores devem observar se a criança apresenta um passo diferente ou calosidades, vermelhidão e unhas encravadas com frequência. Aliás, sabia que bebês podem ser atendidos por um podólogo a partir dos primeiros passos? A visita é indicada especialmente se houver sinais de desconforto, alterações nas unhas ou no caminhar. "Quanto mais cedo a intervenção, maior a chance de evitar problemas futuros", orienta a profissional. Para garantir pés saudáveis ao longo da vida, os especialistas recomendam: Observar mudanças no formato ou na forma de andar; Evitar calçados apertados ou com solado rígido; Estimular o uso de calçados anatômicos e confortáveis; Manter os pés limpos e secos, principalmente entre os dedos; Estimular a atividade física para fortalecer a musculatura.

Salto alto é mesmo o vilão do esporão no calcanhar?
Esporão de Calcâneo

Salto alto é mesmo o vilão do esporão no calcanhar?

O salto alto pode até parecer o grande vilão quando o assunto é esporão no calcanhar, mas essa associação não é tão simples. Apesar de não haver uma relação oficial de causa entre seu uso e a formação do problema, o tipo de calçado pode causar outras dores. A advogada Letícia Ferraz passou cerca de dez anos usando salto alto com frequência. O hábito começou ainda nos estágios da faculdade e se intensificou com as audiências: eram aproximadamente nove horas por dia, cinco dias por semana. “Eu passei a ter dores mesmo em momentos sem salto, como no fim de semana, quando acordava”, conta. Ao procurar um ortopedista, ela recebeu três diagnósticos: esporão no calcanhar, fascite plantar e metatarsalgia – dor na parte frontal do pé. Outras causas envolvidas Até o momento, não existe uma relação direta conhecida na literatura entre o salto alto e a formação do esporão, explica o ortopedista André Pedrinelli, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE). Outros fatores estão mais relacionados ao aparecimento do problema, como mudanças súbitas de peso, baixo alongamento da panturrilha e da fáscia plantar e alguns distúrbios de alinhamento do pé. Por isso, o uso frequente de salto não permite concluir que o calçado cause o esporão. No caso de Letícia, a dor aparecia também sem o sapato e era especialmente intensa nos primeiros passos ao acordar, apontando para a fascite plantar. Nem toda dor no calcanhar é esporão A própria nomenclatura “esporão de calcâneo” exige cuidado. Isso porque o esporão é uma formação observada em exames de imagem e que pode surgir espontaneamente durante o processo biológico de envelhecimento. “O termo popular ‘esporão de calcâneo’ é apenas um diagnóstico radiológico e não traduz o que está acontecendo de problemas no retropé, a parte posterior do pé, onde fica o calcâneo”, ressalta o especialista. Na prática, diferentes dores relacionadas à função do calcâneo podem apresentar características semelhantes às atribuídas popularmente ao esporão. Por isso, a avaliação precisa ser individualizada. Tratamento costuma ser conservador De forma geral, o tratamento é clínico ou conservador. Entre as medidas indicadas pelo médico André Pedrinelli estão: fisioterapia aplicada na região da dor; alongamento das estruturas plantares e da panturrilha; exercícios específicos para a panturrilha; uso de calçados mais estruturados ou palmilhas com dissipação de carga. A advogada Letícia fez fisioterapia nos pés durante três meses e utilizou medicação anti-inflamatória na época. As mudanças nos hábitos também foram importantes: atualmente, os saltos, sobretudo os finos, ficam restritos a ocasiões específicas. No dia a dia, ela prefere sapatilhas arredondadas, que não apertam os dedos. “Uma regra de ouro para mim é não sentir dor. Se um determinado sapato traz qualquer incômodo, eu não uso de jeito nenhum”, afirma.

Mulheres mudam o jogo e ganham espaço no esporte
Exercícios de Fortalecimento

Mulheres mudam o jogo e ganham espaço no esporte

Nos últimos anos, o esporte feminino deixou de ser visto apenas como promessa e passou a ocupar mais espaço no mercado, nas transmissões e nas conversas sobre prática esportiva. Entre 2022 e 2024, a receita gerada por esportes femininos cresceu 4,5 vezes mais rápido que a dos esportes masculinos, segundo análise da McKinsey & Company. Quando o assunto é futebol feminino, a projeção também é de expansão: relatório da Nielsen Sports, em colaboração com a PepsiCo, aponta que a modalidade está no caminho para figurar entre os cinco esportes mais consumidos do mundo até 2030. Só para ter uma ideia, o campeonato Brasileirão Feminino teve alta de 41% na audiência em 2025 na TV Brasil e na Rede Nacional de Comunicação Pública, em comparação com o ano anterior. Mais do que refletir o interesse do público e a exemplo do que ocorre no mundo, os números mostram uma mudança de comportamento que também vem sendo percebida dentro de academias e clubes esportivos em todo o país. Segundo o educador físico Eduardo Netto, diretor técnico da Bodytech Company, esse crescimento não acontece apenas nas arquibancadas ou diante das telas. Cada vez mais mulheres têm incorporado o esporte à rotina, impulsionadas pelo desejo de melhorar a saúde, desenvolver capacidades físicas e alcançar novos desafios. Lugar de mulher é no esporte O aumento da participação feminina nas modalidades esportivas é um movimento observado na rotina das academias, onde a mudança aparece de forma bastante clara. Se antes a procura estava mais concentrada em atividades voltadas ao emagrecimento ou à estética, hoje cresce o interesse por categorias que desenvolvem força, resistência, condicionamento e desempenho físico. Musculação, corrida e treinamento funcional seguem entre as atividades mais procuradas. O foco em força e esportes híbridos também ganha destaque, como no Hyrox, competição que combina corrida com exercícios funcionais. Na avaliação de Eduardo Netto, essa mudança demonstra que a prática esportiva deixou de estar ligada só à aparência. “Cada vez mais as mulheres buscam desafios relacionados ao desempenho, à superação e à performance, e não apenas à estética”, comenta.   Ver essa foto no Instagram   Um post compartilhado por Hugo Gloss (@hugogloss) Referências impulsionam o movimento O crescimento do interesse feminino no mundo esportivo também acompanha uma transformação fora dos espaços de treino. A maior visibilidade das atletas e das competições amplia o interesse pelo esporte e cria novas referências para quem deseja começar a praticar alguma modalidade.   Ver essa foto no Instagram   Um post compartilhado por Street League Skateboarding (@sls) Nomes como o da ginasta Rebeca Andrade e da skatista Rayssa Leal ganharam destaque por suas conquistas, enquanto atletas como a tenista Naomi Osaka e a jogadora de rugby Ilona Maher mostram que esporte, identidade e representatividade caminham cada vez mais lado a lado.   View this post on Instagram   A post shared by 大坂なおみ🇭🇹🇯🇵 (@naomiosaka) Para o profissional de educação física, esse cenário contribui para romper antigos estereótipos e ampliar o acesso das mulheres a diversas práticas esportivas e em diferentes fases da vida. "O maior acesso à informação sobre os benefícios da atividade física para a saúde, a longevidade e a qualidade de vida, também tem fortalecido a identificação das mulheres com o esporte”, diz o diretor técnico da Bodytech Company. Mercado acompanha a nova demanda Essa transformação acaba exigindo mudanças das academias e dos clubes esportivos. Para atender a um público com objetivos cada vez mais diversos, os espaços passaram a investir em programas personalizados para mulheres, com foco em força, performance, saúde e longevidade. Além da oferta de aulas, Eduardo Netto percebe que o relacionamento com as alunas evoluiu, com priorização de acolhimento, acompanhamento profissional qualificado e experiências que favoreçam a adesão à prática de exercícios, ao bem-estar e, sobretudo, à qualidade de vida.

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