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O que é o pé diabético e quais são os cuidados essenciais?
Pé Diabético

O que é o pé diabético e quais são os cuidados essenciais?

Quem tem diabetes precisa caprichar na hidratação e checar os pés todo dia para evitar feridas que prejudiquem sua saúde. Algumas pessoas que têm diabetes podem desenvolver uma condição chamada de “pé diabético”. Isso acontece quando se tem uma ou mais complicações do diabetes, como neuropatia (que afeta o funcionamento dos nervos), circulação reduzida ou deformidades na estrutura do pé. A neuropatia causa uma perda de sensibilidade que não deixa a pessoa sentir dor e desconforto nos pés se tiver uma irritação na pele, que pode virar uma ferida (ou úlcera). “Essa ferida é a uma causa importante de amputação”, alerta a endocrinologista Sharon Nina Admoni, responsável pelo ambulatório de pé diabético do grupo de diabetes do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e médica do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês. Já a doença vascular reduz a circulação nas pernas e nos pés devido ao acúmulo de placas de gordura na parede das artérias, dificultando a cicatrização de feridas e piorando o inchaço. E a deformidade dos pés, combinada com a neuropatia e/ou a diminuição da circulação, pode levar ao desenvolvimento de uma ferida que pode ter graves consequências. “Essa ulceração é mais comum na planta do pé. Se não for tratada, pode destruir os tecidos mais profundos, levando à amputação”, explica Roseanne Montargil Rocha, enfermeira especialista em Estomaterapia e coordenadora do Departamento do Pé Diabético da Sociedade Brasileira de Diabetes. Um sapato apertado, uma pedrinha na meia ou uma pressão sob determinada área do pé, por exemplo, cria uma calosidade. “Por baixo desse calo pode acontecer uma hemorragia, que não é sentida por causa da perda de sensibilidade e dá origem à úlcera, que afeta as camadas por baixo da pele”, diz Admoni. Nesses casos, é preciso consultar um especialista para remover o calo e tratar a lesão ou infecção — e jamais fazer isso em casa. Isso porque, dependendo da seriedade do problema, será preciso debridar a úlcera, ou seja, remover o tecido que necrosou e limpar a lesão para deixar somente a pele e os tecidos saudáveis. Como cuidar do pé diabético Como quem tem pé diabético pode não sentir dor ao se ferir ou ao pisar de maneira diferente por causa de alterações na estrutura do pé, precisa dedicar um tempinho ao cuidado diário com os pés. “Essa inspeção deve ser feita todo dia, especialmente em caso de perda de sensibilidade”, diz Rocha. Para começar essa rotina diária de cuidado, a Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda observar a textura da pele e ver se algum ponto está mais áspero ou ressecado —especialmente no calcanhar— e se há calosidades, vermelhidão, inchaço, rachaduras na pele ou aumento da temperatura, que podem ser indícios de uma infecção. Na rotina de cuidado, também é importante afastar os dedos dos pés para procurar feridas ou um aspecto esbranquiçado na pele, que pode sinalizar a presença de micoses (como as frieiras). E, claro, manter os hábitos de higiene, como lavar e secar bem os pés e, principalmente, aplicar hidratante específico para eles. “A neuropatia deixa o pé mais ressecado, mais propenso a ter rachaduras e fissuras”, afirma Admoni. Uma vez por semana, é bom fazer uma esfoliação nos pés. Os esfoliantes removem as células mortas da superfície da pele e estimulam sua renovação, além de preparar a pele para absorver melhor o hidratante. Quem tem pé diabético precisa de calçados especiais? Outra recomendação importante é nunca andar com os pés descalços, especialmente quem tem neuropatia, porque isso aumenta as chances de machucar os pés sem perceber e pode causar úlceras. Os calçados devem estar na medida certa: nem muito apertados nem muito largos, para não causar bolhas e outras feridas por causa do atrito. “O calçado inadequado é a principal causa externa das ulcerações no pé”, afirma Rocha. Além disso, deve ter um solado rígido. “Assim, ele organiza o caminhar e distribui de maneira melhor as pressões sobre os pés”, completa Admoni. “Também é importante, especialmente para quem tem neuropatia, que o calçado tenha um contraforte. É aquela estrutura na parte do calcanhar, para que o pé não escorregue.” Para não machucar o pé, escolha calçados sem costuras internas ou rebarbas e feitos de materiais macios. Com eles, é bom usar meias de algodão, também sem costuras, e de preferência claras, que “denunciam” se houver algum machucado. Se a meia tiver costuras, o melhor é usá-la do avesso. 5 dicas para a saúde do pé Verifique sempre a glicemia para mantê-la sob controle; Inspecione seus pés diariamente para ver se existe alguma lesão, inchaço ou aumento de temperatura; Aplique hidratante todo dia para melhorar a qualidade da pele; Use calçados adequados, de solado rígido, para dar apoio aos pés; Se descobrir alguma lesão, procure auxílio médico — não tente tratar em casa.

Para melhorar o equilíbrio, comece fortalecendo os pés
Exercícios de Fortalecimento

Para melhorar o equilíbrio, comece fortalecendo os pés

Quando pensamos em equilíbrio, normalmente lembramos das pernas ou da postura, mas os pés também têm um papel fundamental nessa história. Afinal, são eles que fazem o primeiro contato com o solo e ajudam o corpo a se adaptar aos movimentos do dia a dia. Nesse sentido, o fisioterapeuta Alexandre Alcaide, especialista em Fisioterapia Esportiva e Terapias Regenerativas Avançadas, explica que a musculatura dos pés e tornozelos faz parte de um sistema responsável pela estabilidade corporal conhecido como foot core. “Um pé com musculatura fraca não consegue repassar adequadamente as informações e as forças do solo para o corpo. Isso favorece desequilíbrios que podem aumentar o risco de quedas e entorses”, adverte o profissional. Mais força, mais estabilidade Vale destacar que fortalecer os pés não significa apenas ganhar força muscular. Também é importante ter controle do movimento para que a musculatura consiga responder rapidamente diante de situações inesperadas. Em outras palavras, força sem controle não é suficiente para garantir estabilidade. Na prática, isso acontece quando a pessoa pisa em um buraco, caminha em uma superfície irregular ou perde momentaneamente o equilíbrio. Nesses momentos, a musculatura precisa ser ativada no instante certo para evitar quedas e lesões. Esse cuidado se torna ainda mais importante ao longo do envelhecimento. A perda natural de massa muscular, conhecida como sarcopenia, gera instabilidades e pode comprometer a autonomia e a mobilidade se não for combatida com exercícios. Como saber se os pés estão fracos Alguns sinais simples são indícios de que a musculatura dos pés não está desempenhando adequadamente sua função de estabilização. Entre eles estão: dificuldade para ficar na ponta dos pés; incapacidade de sustentar o peso corporal em apenas um pé; dificuldade para subir e descer escadas; sensação frequente de instabilidade ao caminhar. “Não podemos pensar somente nos pés. Os membros inferiores trabalham em conjunto e a musculatura dos pés faz parte de todo o sistema de locomoção do corpo”, reforça o especialista Alexandre Alcaide. Exercícios simples para incluir na rotina A boa notícia é que alguns exercícios podem ajudar a fortalecer essa musculatura e melhorar diferentes aspectos da funcionalidade. Para equilíbrio, estabilidade, prevenção de quedas e redução do risco de torções: permaneça apoiado em apenas um pé, mantendo o quadril alinhado durante a execução. Por segurança, fique próximo a uma parede para se apoiar, caso necessário. Para fortalecer os pés e a panturrilha: sente-se e apoie um pequeno peso sobre os joelhos. Realize movimentos de elevação dos calcanhares, ficando na ponta dos pés. Para manutenção da autonomia e da mobilidade: o exercício indicado é o “senta e levanta”. Sentado em uma cadeira, o objetivo é levantar e sentar dez vezes sem utilizar os braços como apoio. Segundo o fisioterapeuta, esses exercícios podem ser realizados diariamente, respeitando os limites individuais e, sempre que necessário, com orientação profissional prévia.

Talco antifúngico: o que é, para que serve e como usar
Suor e Odor

Talco antifúngico: o que é, para que serve e como usar

Já ouviu falar no talco antifúngico? Talvez não se lembre do nome, mas o produto nada mais é do que aquele talco próprio para os pés, recomendado sobretudo para quem sofre com suor excessivo na região e, consequentemente, tem mau odor. Segundo a podóloga Ana Paula Correia, especialista em atendimento a idosos, ele ainda pode ser usado para outras finalidades, como casos de micose e frieira - ao manter a pele seca, ajuda também no combate aos fungos e previne infecções. "O talco antifúngico contém substâncias que controlam a umidade e inibem a proliferação de fungos, ajudando tanto na prevenção quanto no tratamento de problemas como esses, comuns nos pés", afirma a especialista. Como aplicar corretamente? Os talcos antifúngicos não precisam de receita médica e podem ser comprados em mercados e farmácias, sem contraindicações específicas. Mesmo assim, existe o jeito certo de usá-los para alcançar o efeito desejado. Veja o passo a passo indicado por Ana Paula Correia: 1. Lave bem os pés com sabonete neutro. 2. Garanta que a pele esteja completamente seca, sobretudo entre os dedos. 3. Aplique uma quantidade moderada entre cada dedo e na planta dos pés. 4. Retire o excesso e calce meias e/ou sapatos. Um detalhe: a podóloga explica que o talco antifúngico pode ser usado diariamente para controlar a umidade dos pés e evitar a proliferação de fungos e infecções. Porém, é importante procurar um dermatologista para entender as causas quando o suor nos pés é excessivo. Talco antifúngico substitui tratamentos médicos? A resposta é não. Embora ajude a controlar e prevenir infecções fúngicas, o talco não substitui os tratamentos médicos. Por isso, mesmo que o produto consiga ajudar com a queixa, a ida ao especialista ainda pode ser necessária dependendo do caso. Nesse sentido, a podóloga reforça que, em algumas situações, a abordagem terapêutica pode exigir medicamentos orais e tópicos, como pomadas antifúngicas, por exemplo. Essas opções só devem ser administradas com a recomendação e supervisão de um profissional de saúde. Outras formas de controlar suor e odor nos pés Além do talco antifúngico, adotar hábitos saudáveis faz diferença para quem sofre com o suor excessivo nos pés e precisa lidar com situações desagradáveis no dia a dia, como meias frequentemente úmidas, mau cheiro e o surgimento de condições adjacentes, como as micoses, que causam outros sintomas incômodos. Pensando nisso, a especialista recomenda: Manter os pés sempre limpos e secos; Usar meias de algodão e trocá-las com frequência; Optar por calçados ventilados e evitar materiais sintéticos. Com esses cuidados, é possível evitar desconfortos e manter os pés saudáveis no dia a dia.

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Fórmulado para proporcionar bem-estar sem causar irritação na pele, o uso diário do desodorante para os pés é um passo importante para manter a higiene pessoal, evitando problemas como suor excessivo e desconfortos associados à umidade.

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