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A planta do pé suporta todo o peso do corpo e pede cuidados para garantir a saúde e a locomoção. O uso de produtos específicos pode trazer maior conforto no dia a dia.

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Como evitar bolhas com sapatos novos? Podóloga ensina
Bolha

Como evitar bolhas com sapatos novos? Podóloga ensina

Bolhas são pequenas bolsas cheias de líquido que se formam na pele como mecanismo de defesa do corpo. Costumam aparecer quando há atrito constante, calor e suor – uma combinação bem comum que surge com sapatos novos, ainda em fase de ajuste ao formato dos pés. Tal líquido funciona como uma proteção, impedindo que camadas mais profundas da pele sejam machucadas, mas seu surgimento deve ser evitado. Segundo a podóloga e pedicure Dayana Sousa, alguns materiais são mais propensos a provocar bolhas, como couro legítimo, plástico e verniz. Modelos fechados, que dificultam a ventilação, ou com costuras internas grossas também favorecem o problema. Da mesma forma, sapatos de bico fino, que não respeitam a anatomia natural do pé, aumentam o risco de machucar. Além disso, todo sapato tem um período de adaptação. “Durante esse processo, o atrito pode irritar a pele e causar desconforto. Quando o sapato aperta e esfrega na pele, causa uma queimadura por fricção. É o que faz o corpo reagir, produzindo esse líquido como uma forma inteligente de proteger a região”, explica a profissional. Com sapato novo, redobre os cuidados Para evitar as bolhas, o ideal é preparar o sapato e os pés antes do uso. Para isso, a especialista recomenda os seguintes truques: Amaciar o calçado em casa antes de sair com ele para longos períodos de uso; Usar meias grossas para proteger a pele; Hidratar bem os pés para reduzir o atrito; Aplicar curativos ou protetores de silicone nos pontos de maior pressão. Esses cuidados são fáceis, simples e podem realmente fazer diferença na hora de prevenir lesões dolorosas. Durante o dia, evite atrito e umidade Se você já está usando o sapato novo, tenha atenção redobrada. Os pés devem estar sempre secos, pois suor e calor favorecem a formação de bolhas. “Troque a meia se perceber que ela ficou úmida e use talcos ou sprays antitranspirantes – inclusive os da Baruel”, recomenda a podóloga. Também é importante ajustar os cadarços e fivelas para que o pé não fique ‘dançando’ dentro do sapato. Afinal, o ideal é um encaixe perfeito – nem largo, nem apertado. Se possível, tenha sempre curativos na bolsa para prevenir, diante dos primeiros sinais de irritação. Quando a bolha já apareceu… Se não teve jeito e a bolha insistiu em aparecer, é hora de focar em cuidados de tratamento e nem pensar em estourá-la por conta própria. A recomendação de Dayana é: Lavar a área com água e sabão; Secar delicadamente, em batidinhas, sem esfregar; Fazer um curativo limpo e trocá-lo sempre que necessário. Se a bolha estourar sozinha, tudo bem! Nesse caso, higienize novamente, aplique um antisséptico de farmácia e proteja com curativo. Assim, evita infecções e garante uma recuperação mais rápida. A experiência de quem já passou por isso A aposentada Maria Assunta, 73 anos, já enfrentou o problema após usar um tênis novo na academia. Ela conta que percebeu a bolha no primeiro dia de uso, mas decidiu não estourá-la para evitar possíveis complicações. “Eu só lavava e hidratava até que ela estourou sozinha. Depois, continuei lavando e coloquei um curativo para proteger”, relembra. Com medo de novas bolhas, Maria voltou a usar um tênis mais confortável e adotou novos cuidados: hidratação diária dos pés e atenção redobrada na escolha dos calçados. Ela ainda aconselha: “Se der bolha, não estoure. Lave com água e sabonete e proteja”. Quando procurar ajuda profissional A experiência da aposentada mostra como simples atitudes no dia a dia podem evitar dores e desconforto. No entanto, algumas situações exigem avaliação de um especialista, como o podólogo. De acordo com Dayana, o ideal é procurar atendimento se a bolha for muito grande, houver dor intensa ou sinais de infecção, como vermelhidão, pus, calor na região ou febre. “Pessoas com diabetes ou problemas circulatórios devem ter cuidado redobrado: qualquer lesão nos pés merece atenção imediata”, finaliza a pedicure.

Usar tênis sem meia aumenta o risco de frieira
Frieira e Micose

Usar tênis sem meia aumenta o risco de frieira

Deixar as meias de lado na hora de calçar o tênis pode parecer apenas uma questão de conforto ou estilo. No entanto, quando o assunto é saúde, esse hábito tende a ser prejudicial, pois aumenta o risco de frieira (o famoso pé de atleta) e outras micoses nos pés. A culpa é do suor excessivo e do uso prolongado do calçado. Segundo a dermatologista Isabela Pitta, a frieira é uma micose causada por fungos dermatófitos, principalmente a Tinea pedis. Esses micro-organismos se desenvolvem com facilidade em ambientes quentes, úmidos e abafados, características comuns identificadas dentro do tênis. “Quando usamos tênis sem meia, o suor fica em contato direto com o calçado, a ventilação diminui e a pele permanece úmida por mais tempo. Esse cenário é perfeito para a proliferação de fungos”, explica a especialista. Umidade, calor e atrito De acordo com Isabela, umidade, calor e atrito formam a tríade perfeita para surgirem infecções nos pés. Umidade: o suor amolece a camada superficial da pele e acaba facilitando pequenas fissuras; Calor: o ambiente fechado do tênis aumenta a temperatura local e favorece o crescimento fúngico; Atrito: microlesões na pele servem como porta de entrada para fungos e bactérias.   Vale lembrar que os fungos não surgem “do nada”: eles podem já estar presentes no ambiente ou no próprio calçado. Isso porque o tecido interno do tênis pode acumular micro-organismos se não houver ventilação adequada, levando a reinfecções diárias. Nesse contexto, a meia funciona como uma barreira absorvente muito eficaz. A influência do calçado Há diferença entre usar tênis sem meia por pouco tempo e por longos períodos. O uso rápido e ocasional representa risco menor, especialmente se o pé não transpira muito. “Já o uso prolongado, como durante horas de trabalho, na academia ou em atividades intensas, aumenta significativamente o risco, pois mantém o pé abafado e exposto à umidade por mais tempo”, acrescenta a médica. Alguns modelos também elevam as chances: tênis de material sintético que não respiram, modelagens muito fechadas ou calçados usados diariamente sem tempo adequado para secagem completa. Primeiros sintomas e prevenção A dermatologista Isabela Pitta orienta observar sinais iniciais que indicam o desenvolvimento de frieria, como: coceira entre os dedos; descamação esbranquiçada; mau cheiro persistente; ardor ou sensação de queimação; pequenas fissuras na pele; pele úmida ou macerada entre os dedos.   Pessoas com diabete devem ter atenção redobrada, já que pequenas lesões nos pés podem evoluir com mais facilidade, enquanto pacientes com hiperidrose plantar (suor excessivo) também apresentam risco aumentado pela umidade contínua. De modo geral, quanto mais cedo o tratamento é iniciado, mais simples costuma ser a resolução. A especialista compartilha algumas dicas de prevenção: alternar os calçados; deixar o tênis secar completamente; evitar compartilhar sapatos; preferir meias de tecidos absorventes, como dry fit e poliamida, ou tecnológicos respiráveis, com ajuste adequado e costura suave; sempre usar meias, mesmo que sejam mais simples, e trocá-las uma ou mais vezes ao dia, se necessário.   “É importante lembrar que nem toda coceira indica micose. Dermatites e alergias ao material do tênis também podem causar sintomas semelhantes. Por isso, a avaliação médica é fundamental”, finaliza.

Salto alto é vilão da metatarsalgia? Confira mitos e verdades
Metatarsalgia

Salto alto é vilão da metatarsalgia? Confira mitos e verdades

A dor na parte da frente do pé, logo atrás dos dedos, é mais comum do que parece e tem nome que chega a assustar: metatarsalgia. Apesar de muita gente achar que se trata de uma doença, na verdade é um sintoma, que pode ter diferentes causas além do sapato de salto alto. “Quando existe sobrecarga, alterações no formato do pé, uso de calçados inadequados ou desequilíbrios na forma de pisar, a pressão no antepé torna-se excessiva e provoca inflamação e dor”, afirma a ortopedista Lara Furtado, especialista em pé e tornozelo do Hospital viValle. A seguir, listamos alguns mitos e verdades sobre o assunto. Salto alto pode contribuir para a metatarsalgia? VERDADE. Apesar de não ser o único culpado, o sapato de salto alto pode, sim, causar e agravar o quadro, especialmente quando usado de forma inadequada. Isso porque ele desloca o peso do corpo para a parte da frente do pé, concentrando praticamente toda a carga nesta região. Do ponto de vista biomecânico, o fisioterapeuta Gustavo Barbosa, da Clínica Movitè, explica que, com o calcanhar elevado, o tornozelo fica em flexão plantar e o corpo se inclina para frente. Essa inclinação desloca o centro de massa e faz uma parcela crescente do peso ser suportada só pelo antepé. O tipo de salto faz diferença? VERDADE. Nem todo salto impacta o pé da mesma forma. Quanto mais alto for, maior será a sobrecarga sobre as cabeças dos metatarsos. Além disso, modelos com bico fino aumentam ainda mais a pressão em pontos específicos e pioram o equilíbrio. A ortopedista Lara Furtado também alerta para calçados pouco acolchoados ou muito rígidos, que criam áreas de impacto excessivo. Além disso, o tempo de uso conta: manter o antepé sob sobrecarga constante favorece inflamações, dores crônicas e até lesões. Todo mundo que usa salto vai ter metatarsalgia? MITO. Nem todas as pessoas vão desenvolver a condição. Fatores individuais influenciam muito, tais como: pés cavos, joanete, encurtamento do tendão de Aquiles, peso corporal e tipo de atividade física, que podem aumentar a carga no antepé. Vale lembrar que o uso frequente do salto pode gerar compensações na marcha e na postura. Muitas vezes, essas adaptações são mantidas mesmo fora do sapato, agravando e perpetuando o quadro. Quem sente dor precisa abolir o salto para sempre? MITO. Inclusive, para quem não abre mão do modelo de calçado, algumas estratégias ajudam a reduzir o risco de dores ou complicações. Os profissionais recomendam: Optar por saltos moderados (entre 4 e 6 cm no dia a dia); Escolher opções com plataforma frontal, que distribuem melhor a carga; Preferir saltos mais largos, que dão estabilidade; Evitar bicos muito finos, que comprimem os dedos. O fisioterapeuta Gustavo Barbosa reforça que não é preciso abolir o salto para sempre, mas repensar sobre usar “o tipo errado, do jeito errado e pelo tempo errado”. Dor persistente é sinal de alerta? VERDADE. A dor no antepé merece atenção quando é frequente, persistente ou piora com o tempo. Sinais como inchaço, vermelhidão, calosidade dolorosa ou mudança na forma de pisar indicam a necessidade de avaliação médica o quanto antes. Se o diagnóstico for confirmado, mudanças no calçado e no movimento são essenciais no início do quadro para conseguir resolvê-lo.

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Mais sobre Planta do Pé

A planta do pé é responsável por suportar o peso do corpo e desempenha um papel crucial na mobilidade diária. Por isso, cuidar dessa região é fundamental para evitar dores, calosidades e outros problemas que podem surgir com o tempo.

Produtos específicos, como palmilhas, hidratantes e protetores, ajudam a manter a pele saudável, proporcionando amortecimento e alívio da pressão em áreas sensíveis. Além disso, é importante adotar uma rotina de cuidados que inclua o uso de cremes para manter a pele macia e prevenir o ressecamento.

Alongamentos e massagens regulares também são recomendados para estimular a circulação e aliviar o cansaço.

A Baruel oferece uma linha completa de produtos desenvolvidos para proteger a planta do pé, garantindo mais conforto, segurança e qualidade de vida em cada passo. ​​