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Caminhar na areia é ótimo, mas oferece riscos
Caminhar na areia pode ser uma ótima opção para quem busca fortalecer os pés e melhorar o equilíbrio. Além da vista para o mar, a atividade oferece benefícios que vão além do lazer, mas exige cuidados específicos para evitar lesões. A caminhada na areia é acessível para todas as idades, desde que respeitados o tempo e a intensidade adequados ao condicionamento físico de cada um. "Idosos e pessoas menos condicionadas devem começar com doses mais leves para evitar fadiga excessiva", diz o fisioterapeuta Rafael Temoteo, membro da Sonafe Brasil (Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física) e especialista no tratamento da dor no pé. O Universo do Pé conversou com o especialista e esclarece as principais dúvidas relacionadas ao exercício, que não custa nada e traz uma série de benefícios. Por que caminhar na areia faz bem? Segundo Temoteo, a caminhada na areia estimula a musculatura dos pés e melhora a estabilidade. "O contato direto com a areia ativa a planta dos pés e fortalece estruturas importantes para a mobilidade", explica. Além disso, a irregularidade do solo exige maior esforço muscular, o que pode ser um diferencial para quem quer aprimorar o condicionamento físico. Areia fofa ou dura: qual escolher? A escolha do tipo de areia impacta diretamente nos benefícios e na segurança do exercício. "A areia dura é mais estável, sendo ideal para iniciantes e idosos", afirma. Já a areia fofa é recomendada para crianças e atletas que desejam treinar o equilíbrio e fortalecer o tornozelo, uma vez que exige mais do corpo. Caminhar com ou sem tênis? O fisioterapeuta esclarece que depende do tempo e do tipo de solo. Para caminhadas curtas em terrenos planos, andar descalço pode ser benéfico, pois estimula a musculatura plantar. No entanto, se a atividade for prolongada ou o solo for irregular, o uso de tênis é recomendado para reduzir a sobrecarga e evitar lesões. Quais músculos são trabalhados? A caminhada na areia trabalha, principalmente, a musculatura do pé e do tornozelo, especialmente o arco plantar. "Esse tipo de estímulo faz mais sentido para crianças, que estão em fase de desenvolvimento muscular", destaca o profissional. Em adultos, o exercício pode contribuir para a estabilidade dos membros inferiores. Existe risco de lesões? Sim, há risco de lesão especialmente para quem tem instabilidade no tornozelo ou alguma alteração na pisada. Rafael Temoteo alerta que “a areia fofa aumenta as chances de torções e sobrecarga articular". Para minimizar riscos, ele recomenda iniciar na areia dura e, se necessário, usar tornozeleiras para dar suporte extra. Como se adaptar à caminhada na areia? Para quem nunca praticou, o ideal é começar com sessões curtas de até 30 minutos na areia dura, próxima ao mar. Segundo o especialista, isso reduz o impacto e facilita a adaptação. Com o tempo, é possível variar o terreno e aumentar a intensidade gradativamente. Quem pode praticar? A caminhada na areia é acessível para todas as idades, desde que respeitados o tempo e a intensidade adequados ao condicionamento físico de cada um. "Idosos e pessoas menos condicionadas devem começar com doses mais leves para evitar fadiga excessiva", conclui Temoteo.
Cuidados que todo corredor deve ter com os pés
Quem é adepto das corridas sabe que são necessários cuidados extras com os pés. Os pés desempenham um papel fundamental na absorção do impacto e na propulsão durante a corrida. Porém, a verdade é que a saúde dessa região muitas vezes é negligenciada. Segundo o ortopedista Rafael Botelho, especialista em pé e tornozelo e membro da Sociedade Americana de Pé e Tornozelo (AOFAS), seguir algumas orientações e adotar cuidados específicos são essenciais para evitar problemas na região inferior do corpo. “Nosso sistema cardiorrespiratório evolui mais rapidamente que o musculoesquelético, então a progressão de distâncias em corridas deve ser lenta, com aumentos semanais de 10% para evitar lesões como canelite e contraturas musculares”, alerta. Junto do médico, o treinador Grace Santos, coordenador técnico da rede de academias Evoque, destaca alguns pontos. Principais pontos Alterne os tênis. Os materiais do calçado precisam de descanso para retomar sua capacidade de absorção e impacto. Quem corre todos os dias deve ter dois pares e alternar o uso entre eles. Conheça a sua pisada. Pronada, supinada ou neutra? Essa resposta ajuda a encontrar o tênis ideal e reduzir as chances de lesão. Leia abaixo como identificar a sua. Fortaleça seus músculos. A musculação é quase requisito obrigatório para quem corre longas distâncias, porque ajuda a prevenir lesões e melhora o condicionamento físico. Cuide das unhas. Mantenha-as curtas e não se esqueça de hidratar a pele. Isso ajuda a prevenir bolhas e unhas encravadas. Varie os terrenos na corrida. Intercale entre terrenos macios e duros para ajudar na prevenção de sobrecarga nos pés e reduzir o impacto. Para quem já pratica a corrida regularmente, Grace recomenda a escolha do tênis adequado ao tipo de pisada e um número maior do que o habitual para acomodar o inchaço dos pés. Além disso, o uso de meias feitas de poliamida e elastano ajuda a evitar atritos e mantém os pés secos durante o treino. E se houver sensibilidade, vale até apostar em meias duplas. Sinais de alerta durante a corrida Entenda o que acende a bandeira vermelha no esporte: Dores persistentes. O desconforto no arco, calcanhar ou dedos indica alguma condição indesejada, como fascite plantar ou tendinite. Dormência ou formigamento. Tais situações sinalizam que pode haver compressão de nervos, geralmente devido ao uso de tênis apertado. Unhas doloridas ou roxas. Frequentemente são causadas por calçados inadequados e geram desconforto contínuo. Inchaço incomum. Isto sugere que os tecidos ou articulações podem estar sobrecarregados. Portanto, sentir qualquer um desses sintomas ou outros desconfortos é motivo para ir ao médico imediatamente e suspender a corrida até segunda ordem. Prepare-se corretamente para correr Para preparar os músculos, o treinador Grace Santos recomenda alongamentos dinâmicos antes da corrida. “Exercícios como elevação de joelhos (skipping), puxada de calcanhar (kick-backs) e passadas longas com rotação do tronco aquecem os músculos e melhoram a amplitude de movimento, reduzindo o risco de lesões”, explica. Conforme ele aponta, esse tipo de alongamento é preferível no lugar dos estáticos, pois ajudam a ativar as articulações, sem desacelerar o corpo, já preparando-o para a corrida Calçado é realmente muito importante Não custa repetir sobre a importância de estar com um tênis adequado. O ortopedista Rafael Botelho pontua que o “modelo ideal” varia para cada perfil de pessoa e organismo, mas alguns fatores são universais e podem guiar a escolha, entre eles conformidade com a pisada; amortecimento para longas distâncias; solado reforçado e aderente para trilhas. Grace complementa recomendando experimentar diversos modelos de tênis antes da aquisição e, se possível, buscar orientação de um especialista para encontrar o melhor ajuste - afinal, um calçado adequado ajuda a evitar lesões por esforço repetitivo e proporciona o conforto necessário para que a corrida seja feita com segurança e leveza. Entenda a diferença entre as pisadas De forma prática, há três tipos de pisadas. A neutra é aquela em que as partes interna e externa do pé tocam o solo quase ao mesmo tempo, com o peso corporal distribuído de maneira harmônica. A pronada, caracterizada pelo pé chato ou plano, é a que o arco medial tem maior contato com o solo, impactando a biomecânica do corpo, afetando mais a parte interna do pé. Por fim, a supinada, também conhecida como pé cavo, tem um arco elevado e, por conta disso, seu contato com o solo é menor, forçando mais a parte de fora do pé, provocando instabilidade e limitando a capacidade de absorver impactos.
Por que os pés são tão importantes durante toda a vida?
Quando os pés são o assunto, logo o conceito de mobilidade vem à cabeça, já que são responsáveis por sustentar o peso do corpo, distribuir a pressão durante os movimentos, regular a temperatura, prevenir lesões e proporcionar equilíbrio. Obviamente, são essenciais durante toda a vida, sobretudo no que diz respeito à estabilidade e locomoção – seus papéis centrais. Conforme explicam os ortopedistas João Pedro Rocha, Bárbara Lívia e Lucas Rodrigues, do Instituto Torus de Ortopedia Especializada, os pés têm uma função biomecânica indispensável. Isso porque garantem estabilidade e locomoção, permitindo que os indivíduos se desloquem com segurança e precisão. Além disso, absorvem impactos e ajudam a proteger outras estruturas do corpo, como joelhos e coluna. Vale lembrar que a sensibilidade e a propriocepção (a percepção do corpo no espaço) são fundamentais para manter o equilíbrio. Sem esses mecanismos, tarefas simples, como subir escadas ou até ficar parado em pé, seriam muito mais desafiadoras. Do nascimento aos primeiros passos Já parou para pensar que o cuidado com os pés começa desde o nascimento? O teste do pezinho, realizado nos primeiros dias de vida, é essencial para detectar doenças genéticas e metabólicas, como a atrofia muscular espinhal (AME), que pode comprometer funções vitais - andar e respirar, por exemplo -, sendo até fatal. A partir do momento que o bebê começa a dar os primeiros passos, os pés se tornam os grandes protagonistas. A fase é um marco no desenvolvimento motor, sendo que o controle postural, o equilíbrio e a força muscular determinam o momento certo para cada criança se movimentar, como ressaltam os especialistas. O formato do pé também impacta a locomoção. Segundo a podóloga Fabiana Lopes, especializada em pés diabéticos, os três principais tipos são: Pé normal: com curvatura equilibrada, que proporciona suporte adequado ao peso corporal; Pé chato: possui pouca ou nenhuma curvatura, levando ao maior contato com o solo, o que pode causar dores e cansaço; Pé cavo: apresenta um arco acentuado, reduzindo a área de apoio e aumentando o risco de lesões. “Identificar o tipo de pé é fundamental para escolher calçados adequados e prevenir problemas como fascite plantar e dores crônicas”, acrescenta a profissional. Ao longo da vida… Os ortopedistas lembram que, com o passar do tempo, os pés enfrentam diferentes desafios. Na vida adulta, por exemplo, calçados inadequados e falta de atenção à higiene podem levar a calosidades, unhas encravadas e micoses. Já na terceira idade, doenças crônicas, como diabetes e osteoporose, tornam os cuidados ainda mais necessários. “O envelhecimento traz alterações na massa muscular, postura e equilíbrio. Isso aumenta o risco de quedas e compromete a mobilidade”, acrescenta a podóloga. Para minimizar tais impactos, os médicos recomendam práticas simples, mas eficazes: Praticar exercícios regulares para fortalecer músculos e melhorar a circulação; Usar sapatos confortáveis, a fim de evitar dores e ter suporte adequado; Realizar consultas regulares com ortopedistas e podólogos. A velhice retoma a busca por autonomia Detalhe importante: apesar de os pés serem testados ao nascer e se tornarem protagonistas dos primeiros passos e bases essenciais durante toda a vida, eles podem sofrer implicações na senioridade. Tanto que, durante essa fase, o objetivo principal costuma ser voltar a andar sem auxílio. “A saúde dos pés está diretamente ligada à independência do idoso. Manter os cuidados recomendados desde cedo faz toda a diferença”, aponta João Pedro. Por isso, algumas recomendações simples, do dia a dia, merecem ser respeitadas e seguidas durante toda a vida: Lave e seque bem os pés diariamente, especialmente entre os dedos; Use cremes hidratantes para evitar ressecamento; Corte as unhas corretamente e previna encravamentos; Evite andar descalço em local público e reduza o risco de micoses.
Como você quer envelhecer? Veja hábitos que afetam mobilidade
O corpo envelhece com o tempo, mas a forma como esse processo ocorre depende diretamente dos cuidados adotados ao longo da vida. Quem mantém bons hábitos desde cedo tende a preservar a mobilidade e evitar dores e limitações na terceira idade, por exemplo. Já quem negligencia a saúde pode enfrentar dificuldades para realizar até mesmo tarefas simples no futuro. “A saúde óssea e muscular está diretamente ligada à qualidade do envelhecimento”, pontua o ortopedista Pedro Ribeiro, especialista em medicina do esporte. Isso porque o corpo perde naturalmente massa muscular com o passar dos anos e, desta forma, os ossos tendem a se tornar mais frágeis sem os estímulos adequados. Quanto menos movimento, maiores serão os riscos de dores e lesões. "O exercício físico ajuda a frear essa perda muscular e, em muitos casos, até revertê-la. Além disso, o movimento é um dos pilares para a saúde óssea. O tratamento da osteoporose, por exemplo, não se limita a medicamentos – ele depende da prática de atividades físicas para manter os ossos fortalecidos", explica o médico. Falta de cuidados pode acelerar problemas O sedentarismo é um dos principais fatores que comprometem a mobilidade com o passar dos anos, mas não é o único. O ortopedista lista outros riscos, como: Obesidade: o excesso de peso gera sobrecarga nas articulações e desgasta a cartilagem; Fraqueza muscular: sem fortalecimento, os músculos perdem a capacidade de estabilizar o corpo; Lesões não tratadas: quando ignoradas, dores podem se transformar em problemas crônicos, como artrose. "Não existe uma idade certa para começar a se preocupar com a saúde ortopédica. Quem tem sobrepeso, pouca massa muscular ou sinais recorrentes de dor e lesões precisa de atenção redobrada", alerta Pedro. Hábitos para preservar a mobilidade Já para evitar limitações na terceira idade, o ortopedista recomenda: Movimente-se sempre: evite longos períodos sentado e pratique atividades físicas regularmente; Use o corpo de forma consciente: mantenha boa postura e respeite os limites do seu organismo; Controle o peso: o excesso de carga nos joelhos e quadris pode levar a desgastes precoces. "A tecnologia nos trouxe comodidades que diminuíram o esforço físico no dia a dia, mas precisamos encontrar maneiras de continuar ativos. Quanto mais cedo começar, menor será o impacto na mobilidade a longo prazo", reforça o especialista. Quando procurar ajuda médica Mesmo quem nunca teve problemas ortopédicos deve adotar uma rotina preventiva. O ideal é não esperar a dor aparecer para cuidar da saúde das articulações. Contudo, se surgirem sinais de alerta, a consulta com um especialista se torna (ainda mais) indispensável e urgente. Nesse sentido, fique atento a indicativos como: Dor frequente ou persistente ao se movimentar; Inchaço nas articulações e sensação de rigidez; Dificuldade para realizar tarefas simples, como subir escadas; Sensação de instabilidade ou fraqueza nas pernas. Conforme salienta Pedro, nunca é tarde para iniciar uma rotina de cuidados com o corpo e prevenir dores no futuro. "Sempre é tempo de fortalecer os músculos, proteger as articulações e melhorar a qualidade de vida. O importante é fazer isso com acompanhamento adequado, respeitando os limites individuais", orienta.
Para que serve desodorante para os pés
Descubra a diferença entre o desodorante pédico e o das axilas e como evitar problemas como frieiras e mau cheiro. Assim como o desodorante que usamos nas axilas, o desodorante para os pés evita odores desagradáveis. Mas não só isso: ele também age como um antisséptico, restringindo a multiplicação excessiva de microrganismos, e absorve a umidade causada pelo suor nos pés. “O desodorante para os pés tem substâncias que são bactericidas e fungicidas ou fungistáticas (que não deixam os fungos crescerem). Ao mesmo tempo em que ele ajuda a prevenir micoses, frieiras e infecções bacterianas, proporciona um odor agradável aos pés, mesmo para quem não tem chulé”, explica Armando Bega, podólogo responsável pelo Instituto Científico de Podologia, presidente da Associação Brasileira de Podólogos e especialista em Podiatria. Ele explica que o chulé – também conhecido como bromidrose – é causado pela combinação da umidade causada pelo suor nos pés com as bactérias naturalmente presentes na nossa pele. O mau cheiro vem da decomposição do suor por essas bactérias, se o pé não for devidamente higienizado. Por isso o desodorante para os pés têm agentes antimicrobianos específicos para as bactérias que se desenvolvem no ambiente quente e úmido que se cria nessa parte do corpo e outros ingredientes (como o amido de milho) que absorvem a umidade para manter os pés secos. “O desodorante pédico é formulado especificamente para o tipo de transpiração e de micro-organismos que afetam mais os pés. Tem um odor mais forte porque essa é uma região que costuma ficar fechada e que transpira, além de estar em contato com as sujidades do calçado”, explica Bega. Quem precisa usar desodorante para os pés? O desodorante pédico deve ser usado por qualquer pessoa, não só por quem sua muito no pé, afirma Bega. Para quem transpira mais nesta região, ele recomenda usar o desodorante em forma de talco, que absorve bem essa umidade e mantém o pé seco. “Não é a mesma coisa que usar o talco comum ou os formulados para bebês, pois esses não têm as substâncias específicas para a microbiota dos pés”, alerta o podólogo. A versão em pó também é boa para quem quer prevenir as frieiras, que são causadas por fungos que surgem entre os dedos quando essa região fica úmida por muito tempo. “O excesso de transpiração no pé pode levar ao aparecimento de fissuras, e a frieira pode se instalar. Por isso é importante usar um desodorante que absorva bem a transpiração”, diz. Já para quem não sua excessivamente no pé mas quer ter um cheirinho agradável no final do dia, ele recomenda usar o desodorante pédico em aerossol. O ideal é aplicar o desodorante duas vezes ao dia: de manhã e à noite, de preferência após o banho. No banho, a recomendação é lavar bem os pés com sabonete e, ao sair, secar completamente (especialmente entre os dedos) para então aplicar o desodorante, especialmente entre os dedos e nas unhas, regiões onde as bactérias costumam se multiplicar. Para completar a rotina contra o chulé, podemos também usar meias de algodão e dar preferência a calçados feitos de materiais “respiráveis”.
O que fazer para aliviar e tratar dor no calcanhar
Às vezes, sentir dor no calcanhar ao caminhar pode ser um sinal de alerta. O problema pode ocorrer por diversas causas, que vão desde o uso de calçados inadequados até condições mais sérias, como fascite plantar e esporão de calcâneo. A pergunta de quem sente o incômodo é a mesma: o que fazer quando essa dor surge? Simone Lopes, podóloga, pontua que ignorar a dor nunca é uma boa ideia. “A primeira coisa é dar um descanso para o calcanhar, evitar andar muito e usar calçados confortáveis. Aplicar gelo também ajuda a aliviar. Mas se a dor persistir, é fundamental procurar um especialista para investigar a causa”, orienta. O que pode causar dor no calcanhar? Saber o que está causando o sintoma é uma das partes mais importantes do quadro. As causas mais comuns para esse tipo de dor incluem: Esporão de calcâneo: calcificação óssea que provoca dor ao pisar; Fascite plantar: inflamação na fáscia plantar, gerando dor intensa; Uso de calçados inadequados: falta de amortecimento ou suporte para o arco; Impacto excessivo: corrida ou longos períodos em pé sem descanso; Pisada irregular: distribuição errada da carga sobre o pé sem perceber. É importante destacar que, se não tratada, a dor pode evoluir e prejudicar a mobilidade no dia a dia. Podólogo pode ajudar O primeiro passo é avaliar o caso individualmente. “Analisamos o que pode estar causando o desconforto e, dependendo do que for identificado, indicamos o uso de palmilhas ortopédicas, mudanças no tipo de calçado e até massagens para aliviar a tensão”, explica Simone. Quando necessário, o podólogo também encaminha o paciente para um médico, como o ortopedista, caso seja necessário tratamento mais específico. Prevenir é necessário Adotar hábitos específicos pode ajudar a evitar a dor no calcanhar. Algumas medidas preventivas são: Usar calçados adequados para cada atividade; Evitar andar descalço em superfícies duras; Alongar os pés e pernas regularmente; Controlar o impacto durante a prática esportiva; Fortalecer a musculatura dos pés e tornozelos. “A ida regular ao podólogo também ajuda na prevenção, pois conseguimos identificar sinais antes que a dor se torne incapacitante”, comenta Simone Lopes. Embora qualquer pessoa possa desenvolver essa condição, alguns grupos são mais propensos: Profissionais que ficam muito tempo em pé, como professores e balconistas; Atletas, especialmente corredores, que sobrecarregam a região; Pessoas com pisada irregular, que acabam distribuindo o peso de forma inadequada. “Começou do nada e foi só piorando” O operador de TI Marco Aurélio Lima de Souza, 28 anos, viveu uma experiência de dor no calcanhar. “Começou do nada, um incômodo ao pisar. Achei que era só cansaço, mas foi piorando. Até que, de manhã, parecia que eu estava pisando num prego.” Mesmo sentindo dor diariamente, ele demorou a procurar ajuda. Foram meses tentando aliviar com o uso de tênis mais confortáveis e alongamentos, mas nada resolveu. Marco lembra que só procurou ajuda profissional quando sentiu que estava atrapalhando suas tarefas do dia a dia. O diagnóstico foi fascite plantar, provavelmente causada pela pisada e pelo uso frequente de chinelo. “Tive que trocar de calçado, usar palmilha especial e fazer (mais) exercícios de alongamento. Também precisei aplicar gelo e evitar andar muito.” O tratamento melhorou sua qualidade de vida, mas ele ainda precisa se cuidar. “Eu não fazia ideia de que o tipo de sapato influenciava tanto. Cuidar dos pés faz muita diferença na qualidade de vida. A gente só percebe quando sente dor e não consegue andar. Valorizar a saúde é essencial”, opina.

