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Sapatos pioram o calcanhar rachado. Saiba quais evitar
O calcanhar rachado é um dos problemas mais comuns nos pés e costuma aparecer quando a região fica ressecada, sem receber os cuidados adequados. Além da falta de hidratação, alguns tipos de calçados podem agravar o quadro, deixando a pele ainda mais áspera e sujeita a fissuras. A podóloga Cristina Calixto aponta que o ressecamento surge por uma combinação de fatores: falta de hidratação, andar descalço, usar muitas rasteirinhas e até mesmo não ir ao podólogo regularmente. Quando a pele começa a ficar grossa e a apresentar pequenas rachaduras, é sinal de que o problema está evoluindo. “Se as fissuras começarem a sangrar, já é um estágio bem avançado e exige atenção imediata”, alerta. Além do desconforto estético, as rachaduras representam um risco iminente à saúde. “Um corte aberto é porta de entrada para bactérias, fungos e vírus em qualquer pessoa”, pontua a podóloga. No entanto, a situação pode ser ainda mais grave para outros grupos, como os diabéticos. “Quem tem diabetes tende a ter uma evolução ainda mais rápida para algo mais sério, pois já enfrenta maior sensibilidade na região”, avisa. Por isso, identificar os sinais iniciais e ajustar os cuidados é essencial para evitar complicações. O papel do calçado nas rachaduras Os sapatos têm grande influência no surgimento e na piora do problema. Modelos que deixam os pés muito expostos, por exemplo, aumentam o atrito com o solo e favorecem o ressecamento. “As rasteirinhas são as principais vilãs nesse sentido, porque deixam o calcanhar em contato direto com o ambiente”, afirma Cristina Calixto. A seguir, ela lista os tipos de calçado que pedem mais atenção: Rasteirinhas e chinelos; Modelos muito apertados; Saltos altos e finos que causam desconforto; Calçados abertos, de calçar, como o mule. “É bom lembrar que usar esses sapatos não vai deixar o pé rachado. Eles podem agravar o quadro, deixar mais propensos, mas não são vilões isoladamente. O segredo está em associar o uso a cuidados corretos, como hidratar com produtos à base de ureia, ir ao podólogo e revezar os calçados”, adiciona a profissional. Sapatos que ajudam a prevenir Por outro lado, existem modelos que são aliados para evitar rachaduras nos pés. Entre as melhores opções estão calçados que oferecem conforto e proteção, feitos de materiais respiráveis e com bom solado. Cristina recomenda dar preferência a modelos que: Tenham apoio e amortecimento adequados; Não causam compressão ou atrito; Sejam do tamanho certo e feitos com tecidos que respiram. Cuidados diários também fazem diferença. Para tratar e prevenir as rachaduras, a hidratação é o passo mais importante. “Não só ajuda, como é padrão-ouro. Nada é mais eficaz do que o básico bem feito todos os dias”, garante a especialista. Os cuidados ideais ainda incluem: Lavar bem os pés e secar completamente, inclusive entre os dedos; Aplicar hidratante diário com ureia (com atenção às contraindicações para gestantes e diabéticos, por exemplo); Fazer spa dos pés mensalmente e plástica dos pés quinzenalmente; Evitar andar descalço. As lixas igualmente podem ajudar no acabamento da plástica dos pés, mas precisam ser usadas com cautela. “Se forem utilizadas com força ou em excesso, causam efeito rebote, ou seja, rachaduras até somem no momento, mas voltam em dobro depois”, explica a podóloga, que destaca a eficácia de produtos emolientes e desbastadores por si só. Quando procurar o podólogo Cristina recomenda não esperar o problema se agravar. “O ideal é não deixar a corda arrebentar. Tente ir ao podólogo a cada 15, 30 ou pelo menos 45 dias, dependendo da situação. Assim, conseguimos tratar e manter qualquer queixa, incluindo o ressecamento e as rachaduras.” Com consultas regulares, boas escolhas de calçados e os cuidados ideais, a tendência é evitar que a pele fique ressecada e, consequentemente, não chegar ao estágio de rachaduras e fissuras.
A importância da avaliação biomecânica na infância
O desenvolvimento do pé infantil é um processo contínuo e essencial para a construção de uma marcha saudável. Durante a infância, os pés passam por diversas adaptações estruturais que influenciam diretamente a postura e o equilíbrio. Nesse contexto, a avaliação biomecânica precoce desempenha um papel crucial na identificação de alterações que podem comprometer o caminhar ao longo da vida. Entre as principais alterações observadas está a hiperpronação, caracterizada pelo excesso de medialização do eixo da subtalar e possíveis alterações estruturais como desabamento do arco longitudinal medial durante a marcha. Embora seja comum durante a infância devido à imaturidade estrutural, sua persistência pode levar a desalinhamentos posturais, sobrecarga articular e disfunções musculoesqueléticas no futuro. O podólogo especializado em biomecânica tem um papel essencial na detecção dessas alterações, analisando a marcha, a pisada, o alinhamento dos membros inferiores e o desenvolvimento do arco plantar. Por meio da baropodometria, testes posturais durante a avaliação biomecânica, é possível estabelecer estratégias corretivas, que podem incluir encaminhamento correto para fisioterapia e o uso de palmilhas personalizadas para estabilização, apoio e impulsão do pé. A intervenção precoce não apenas corrige disfunções, mas também previne complicações ortopédicas na adolescência, na fase adulta, e principalmente na velhice, promovendo um crescimento mais equilibrado, saudável e com qualidade de vida. Assim, a avaliação biomecânica, a intervenção precoce e o acompanhamento regular pelo podólogo são essenciais para assegurar que alterações não comprometam a saúde e o bem-estar no futuro.
Calcanhar rachado: greta e fissura são a mesma coisa?
Os calcanhares rachados vão muito além de um incômodo estético. Quando a pele apresenta aberturas mais profundas - chamadas de gretas ou fissuras -, o problema pode evoluir para dor, sangramento e até infecções. Mas, afinal, há diferença entre esses dois termos? Como tratar cada um? Conforme explica a dermatologista Adriana Hernandez, especialista em Dermatofuncional pelo IBECO, ambos os termos são usados para descrever rachaduras na pele, especialmente na região dos pés. “Gretas e fissuras indicam o rompimento da barreira cutânea, geralmente causado por desidratação severa, pressão nos calcanhares ou exposição ao clima seco. Esses cortes podem ser dolorosos e favorecer a entrada de micro-organismos.” A médica explica ainda que a pele dos calcanhares está entre as mais espessas do corpo e também é uma das que mais sofre com o ressecamento. Isso ocorre principalmente quando há sobrepeso, uso de calçados inadequados ou negligência nos cuidados diários, sobretudo da hidratação regular. Maior risco de rachaduras De acordo com Adriana Hernandez, alguns grupos apresentam maior propensão às rachaduras, ou melhor, às gretas e fissuras nos pés. Entre eles estão: Diabéticos, devido à tendência ao ressecamento e maior risco de infecções; Idosos, que têm pele naturalmente mais seca e menos elástica; Indivíduos com hipotireoidismo, condição que pode deixar a pele áspera; Obesos, já que o excesso de peso intensifica a pressão sobre os calcanhares; Pessoas com histórico familiar, visto que a predisposição genética também conta. Como tratar greta ou fissura O tratamento envolve uma combinação de hidratação potente, esfoliação suave e uso de produtos específicos. Para isso, a dermatologista recomenda: Cremes hidratantes com ureia, lanolina, glicerina ou ácido láctico, que ajudam a restaurar a barreira cutânea e reter a umidade; Esfoliação leve, com pedra-pomes ou esfoliantes naturais, feita semanalmente; Máscaras para os pés, que intensificam a hidratação; Meias de algodão para dormir, pois mantêm a umidade na pele durante a noite. “Evite lixar em excesso, pois isso pode agravar o quadro e estimular o espessamento da pele”, orienta a médica. Quando o calcanhar rachado vira risco à saúde Embora muitas vezes pareçam inofensivas, as gretas e fissuras podem evoluir para quadros mais graves. Segundo a especialista Adriana Hernandez, é hora de ligar o alerta quando houver: Sangramento, dor intensa ou coceira persistente; Sinais de infecção, como vermelhidão, calor e secreção; Úlceras profundas que dificultam caminhar ou manter-se em pé. Nesses casos, é essencial buscar avaliação médica para evitar complicações, principalmente em pessoas com doenças crônicas, como diabetes. Como evitar que o problema volte Após o tratamento, é necessário manter uma rotina de cuidados para evitar recidivas. Isso significa alguns cuidados constantes: Hidratar os pés diariamente, após o banho; Evitar banhos muito quentes, que ressecam a pele; Usar calçados adequados, que não geram atrito constante nos calcanhares; Beber bastante água, promovendo a hidratação de dentro para fora; Corrigir hábitos prejudiciais, como andar descalço em superfícies ásperas. Se o problema persistir ou se houver agravamento, a recomendação principal é procurar um dermatologista. “Rachaduras nos calcanhares podem parecer simples, mas quando negligenciadas, tornam-se porta de entrada para infecções sérias”, conclui a dermatologista.
Existe um melhor calçado para o verão? Descubra
No verão, os pés sofrem com o calor intenso, o suor excessivo e o atrito com os calçados. O uso de sapatos inadequados pode causar desconforto, dores e até problemas como frieiras, micoses e calosidades. Por isso, escolher o modelo certo é essencial para garantir frescor, conforto e saúde para os pés. Conforme esclarece a podóloga Ana Serrão Lima, o ideal é optar por calçados que permitam a ventilação, tenham boa absorção de impacto e sejam fáceis de limpar. "O verão pede materiais leves e respiráveis, que evitem o acúmulo de umidade e ofereçam suporte adequado para os pés", explica. Para manter os pés frescos e saudáveis, a podóloga recomenda calçados que combinam conforto e ventilação. Assim, as melhores escolhas são: Sandálias anatômicas: oferecem suporte adequado e ajudam a evitar dores; Tênis com ventilação: modelos respiráveis ajudam a manter os pés secos; Papetes: firmes e arejadas, garantem conforto e estabilidade; Alpargatas: boa alternativa para quem precisa de um calçado mais fechado para cumprir o dress code sem abrir mão do conforto. Se for preciso eleger o melhor calçado para o verão, a especialista não tem dúvidas: ganham as papetes. “São ótimas! Frescas, firmes e confortáveis”, classifica. O que evitar Nem todo modelo é indicado para os dias quentes. Isso porque alguns até podem parecer confortáveis à primeira vista, mas prejudicam a saúde dos pés a longo prazo. Entre os principais vilões estão: Chinelos: apesar de queridos para o verão, não oferecem suporte adequado e podem causar dor nos pés; Rasteirinhas muito planas: a falta de suporte para o arco plantar pode gerar desconforto e alterar a pisada; Sapatilhas fechadas: favorecem o suor excessivo e aumentam o risco de micoses e mau cheiro; Tênis sem ventilação: pés abafados e úmidos criam o ambiente perfeito para proliferação de fungos. Se há um sapato que deve ser evitado a todo custo, Ana Serrão Lima aponta a rasteirinha plana, devido à falta de suporte, capaz de causar dores e desconfortos. Vale lembrar que calçados sem suporte podem sobrecarregar as articulações e prejudicar a pisada. Além disso, modelos fechados e sem ventilação elevam o risco de infecções fúngicas, bastante comuns no verão. Cuidados com os calçados no calor Mais que escolher bem os sapatos para usar no verão, é essencial cuidar da higiene para evitar odores e infecções. Desse modo, é recomendado: Higienizá-los com frequência, pois o suor deixa os calçados úmidos e propensos a fungos; Alternar os modelos para terem tempo de ventilar entre os usos; Secar bem após o uso, especialmente tênis e sandálias fechadas, para evitar mau cheiro e proliferação de micro-organismos. Outro ponto é que os pés também pedem atenção especial nos dias quentes. A especialista recomenda: Hidratação na medida certa, já que ressecamento pode ocorrer no verão, mas é importante dosar o excesso de creme entre os dedos, pois isso favorece os fungos; Uso de protetor solar, essencial para impedir queimaduras e reduzir o risco de câncer de pele; Secagem adequada, ou seja, sempre secar bem entre os dedos para evitar frieiras. Já para quem sofre com pés inchados no calor, a podóloga indica calçados ajustáveis, com velcros e elásticos, que permitem uma adaptação melhor e trazem mais conforto.
Metatarsalgia: sobrepeso é o grande vilão da doença
A metatarsalgia é uma dor na parte anterior do pé, logo atrás dos dedos, e está entre as queixas mais comuns de quem passa longos períodos em pé, usa calçados inadequados ou tem excesso de peso. O incômodo surge quando há sobrecarga na região metatarsal, área responsável por suportar parte do impacto de cada passo. Como explica o ortopedista Mateus Jerônimo, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), o pé é uma estrutura especializada em absorver e distribuir o peso do corpo, mas o sobrepeso altera a biomecânica natural. “Quando há excesso de peso, a carga se concentra na parte da frente do pé. Essa pressão contínua inflama articulações e tecidos de suporte, provocando dor e deformidades.” Já o ortopedista Edson Pignata, especialista em pé do Hospital Moriah, reforça que a sobrecarga crônica pode mudar a forma de pisar e gerar danos estruturais. “Quando o peso ultrapassa o que músculos e ligamentos conseguem sustentar, há sobrecarga nos metatarsos e risco de desabamento do arco plantar”, alerta. Sinais e fatores de agravamento A metatarsalgia causa dor em pontada, sensação de pressão intensa e/ou queimação na parte da frente do pé, principalmente ao caminhar. Em muitos casos, surgem calosidades ou espessamento da pele nos pontos de maior impacto. Além do excesso de peso, outros fatores contribuem para o problema, como: O uso de calçados inadequados (salto alto e bico fino), que deslocam o peso para a frente do pé; Alterações anatômicas, tais como o pé cavo (arco alto) ou pé plano (sem arco); Atividades de impacto repetitivo, como corrida e saltos; Envelhecimento, com perda da almofada de gordura plantar; Deformidades associadas, como joanetes e dedos em garra. Por isso, vale monitorar o peso e ainda ficar de olho nesses outros aspectos. Investir em sapatos confortáveis e manter um acompanhamento regular com o ortopedista pode ser suficiente para evitar a condição – ou, ao menos, identificá-la mais cedo. Diagnóstico e cuidados iniciais De acordo com Pignata, o diagnóstico é essencialmente clínico, feito por meio do exame físico. “Radiografias ajudam a avaliar alinhamentos ósseos e deformidades, e, em casos mais complexos, a ressonância magnética pode mostrar inflamações nos tecidos moles”, comenta. Entre as medidas conservadoras, o uso de palmilhas e calçados adequados faz diferença. “Palmilhas personalizadas redistribuem o peso e aliviam a pressão nos metatarsos. Já os calçados devem ter boa absorção de impacto, solado macio e espaço adequado para os dedos”, acrescenta o ortopedista. Estratégias para aliviar e prevenir a dor Jerônimo destaca que reduzir o peso corporal e fortalecer a musculatura plantar são passos fundamentais para amenizar a dor e evitar recidivas. “A perda de peso reduz a carga sobre as articulações, e o fortalecimento melhora a estabilidade e a absorção de impacto. Exercícios simples, como manipular objetos com os dedos dos pés ou rolar uma bolinha sob a planta, já são benéficos quando feitos com frequência”, orienta o médico. Outros cuidados preventivos também ajudam a evitar o agravamento da metatarsalgia. Saiba quais a seguir: Escolher calçados anatômicos, com bom amortecimento e solado flexível; Evitar longos períodos em pé ou caminhadas em superfícies muito rígidas; Alongar diariamente os músculos da panturrilha e a fáscia plantar; Manter rotina regular de atividade física; Utilizar palmilhas ortopédicas personalizadas e sob prescrição. Segundo Pignata, o tratamento cirúrgico só é indicado quando as abordagens convencionais não resolvem o quadro. “A cirurgia é considerada apenas se a dor persistir após o uso de palmilhas, fisioterapia e controle de peso. Serve para corrigir deformidades ósseas ou aliviar pontos de pressão que continuam dolorosos”, esclarece o especialista.
Quanto tempo demora para curar uma bolha no pé?
Quem já teve bolhas nos pés conhece bem o incômodo doloroso que surge normalmente após usar um calçado novo e desconfortável. A principal dúvida que ronda o assunto costuma ser: quanto tempo leva para curar uma bolha no pé? Spoiler: regra básica é nunca a estourar. “A pele que cobre a bolha funciona como uma proteção natural contra bactérias e evita infecções", salienta a podóloga Ana Paula Correia, especialista em atendimento a idosos. De acordo com ela, se houver sinais de processos infecciosos, deve-se procurar um profissional para avaliação e tratamento adequado. Diante disso, não adianta tentar resolver por conta. É fundamental tomar cuidado para evitar complicações e isso significa estourar a bolha. Já sobre o tempo que a pessoa terá de aguentá-la, a boa notícia é que não chega a uma semana. Se correr tudo bem e dentro do esperado, a profissional esclarece que a bolha deve cicatrizar entre três a sete dias. Porém, se infeccionar, esse tempo pode aumentar para até 15 dias, por isso, é fundamental atentar a sinais de alerta para infecção, entre eles: Vermelhidão intensa ao redor da bolha; Inchaço e calor excessivo na região; Dor persistente ou aumentada; Presença de pus ou secreção amarelada; Mau odor na área afetada; Febre ou outros sinais de infecção sistêmica. Diante de qualquer um desses sintomas, deve-se buscar ajuda médica ou um podólogo imediatamente. Afinal, somente um profissional pode iniciar o tratamento adequado. Como tratar uma bolha em casa Se a bolha não apresenta os sinais de alerta citados acima, a podóloga esclarece que é possível tratar o quadro em casa mesmo. Para acelerar a recuperação e evitar complicações, Ana Paula Correia recomenda: Lavar bem os pés com sabão neutro e secá-los completamente; Aplicar pomada cicatrizante recomendada por um profissional; Proteger a bolha com gaze para evitar atrito e contaminação; Evitar calçados que causam bolhas ou pioram o atrito na região afetada. Inclusive, manter os pés higienizados e bem secos é essencial para evitar não só a infecção das bolhas, como outras condições que afetam os pés, por exemplo as micoses. Causa e prevenção das bolhas O uso de calçados inadequados é a causa mais conhecida para a formação de bolhas. A podóloga explica que sapatos apertados ou largos demais, assim como modelos novos, que ainda não se ajustaram aos pés, são os principais vilões nessa história. Além disso, atividades físicas sem proteção adequada, exposição ao calor e meias que pioram a umidade ou têm costuras que machucam também são fatores que podem influenciar no surgimento dos machucados e devem ser evitados. Portanto, vale adotar os seguintes cuidados: Usar meias de algodão e sem costuras que possam machucar a pele; Escolher calçados confortáveis e bem ajustados aos pés; Evitar uso de sapatos novos por longos períodos, pelo menos até que se moldem aos pés; Proteger a pele ao praticar atividades físicas prolongadas, utilizando protetores adequados. Quando procurar um podólogo Também é importante saber quando é necessário procurar um podólogo para avaliar a bolha. Além dos sinais de infecções já citados, que merecem atenção imediata, outros critérios devem ser avaliados, como: Se a bolha persistir por mais de 10 dias sem sinais de melhora; Se a dor for intensa e interferir nas atividades diárias; Se a pessoa for diabética, já que existe um maior risco de complicações, como infecções graves e dificuldade de cicatrização. “Pessoas com diabetes precisam de muito mais atenção com qualquer ferimento nos pés e não somente bolhas. Elas podem demorar a perceber e, quando isso acontecer, já estar inflamada ou infeccionada”, alerta a podóloga. Da mesma forma, com esse grupo, aumenta o risco de complicação pela dificuldade na cicatrização. O ideal é procurar um podólogo imediatamente e manter uma rotina de visitas ao profissional.

