Perna Cansada
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Pés e pernas inchadas: meias de compressão ajudam?
Pernas pesadas, sensação de cansaço e inchaço ao longo do dia costumam levar muita gente direto às meias de compressão. Apesar da popularidade, as peças não devem ser usadas sem critério: dependendo da causa do inchaço e do modelo escolhido, o efeito pode não ser o esperado, causar desconfortos ou até problemas mais sérios. O cirurgião vascular Vinícius Bertoldi, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular de São Paulo (SBACV-SP), explica que a meia compressora costuma ajudar bastante em quadros venosos, mas não é indicada para todas as pessoas. “Problemas graves de circulação arterial, infecções na pele, feridas abertas sem tratamento e doenças cardíacas descompensadas são algumas contraindicações. Por isso, é importante ter sempre orientação médica antes de começar a usar”, frisa o especialista. Quando meias são realmente indicadas De modo geral, a meia de compressão costuma ser recomendada para varizes, sensação de peso nas pernas, cansaço, inchaço recorrente, gravidez e histórico de trombose. Ela também pode integrar o tratamento de linfedema e lipedema. Segundo o médico, é como se esse recurso desse um “empurrãozinho” para o sangue voltar ao coração, facilitando o movimento natural do líquido no corpo humano. A pressão gerada pela meia é maior no tornozelo e menor em direção ao joelho e coxa, ao subir pela perna. Dessa forma, melhora a circulação, diminui o inchaço e reduz a sensação de peso e dor nos membros inferiores. Só que nem todo inchaço está ligado exclusivamente à circulação venosa. Retenção de líquidos, alterações hormonais, uso de medicamentos e outras condições também podem provocar o problema. Assim, a escolha da meia deve sempre considerar as características e necessidades de cada paciente. Escolha errada atrapalha tratamento Michel Nasser, cirurgião vascular e diretor de Defesa Profissional da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular de São Paulo (SBACV-SP), alerta que o grau de compressão, a altura e o modelo da meia, as medidas corretas da perna e até o tipo de malha fazem diferença no resultado. “Esse tipo de meia não funciona como uma peça de roupa comum. É preciso medir as circunferências das pernas e saber qual é a malha indicada: a circular é usada para problemas venosos, enquanto a plana é indicada para casos mais específicos, como linfedema e lipedema”, pondera o especialista. Embora sejam vendidas livremente, a orientação médica continua sendo muito importante para garantir a segurança e a eficácia das meias de compressão. Do contrário, o paciente pode acabar cometendo alguns erros bastante comuns: usar tamanho inadequado; escolher compressão incorreta; vestir a meia quando a perna já está inchada; não esticar corretamente e “dobrar” o tecido durante o uso; abandonar o tratamento por desconforto causado pelo modelo errado. Como usar corretamente no dia a dia A recomendação geral é vestir a meia logo pela manhã, ao acordar, quando as pernas ainda estão menos inchadas, e retirar antes de dormir. Em média, o uso costuma variar entre oito e 12 horas ao longo do dia. Para viagens longas, sobretudo acima de seis horas, as meias ajudam a reduzir o inchaço e o risco de trombose. Mesmo assim, é preciso combinar com a movimentação das pernas (ou seja, caminhar em paradas ou dentro do ônibus e do avião), maior hidratação e, sempre que indicado, avaliação vascular prévia. O médico Michel Nasser elenca alguns outros hábitos que também ajudam a melhorar a circulação e reduzir o inchaço: elevar as pernas ao final do dia; evitar longos períodos na mesma posição; caminhar regularmente; manter boa hidratação constante; fazer exercícios com a panturrilha; reduzir o consumo de sal.
Mulheres já são maioria nas corridas, aponta pesquisa
A participação feminina nas corridas de rua tem crescido significativamente nos últimos anos. Segundo a pesquisa State of Running, de 2019, que analisou dados de 70 mil eventos em 193 países, pela primeira vez na história, o número de mulheres amadoras superou o de homens. Em 1986, apenas 20% dos corredores eram mulheres, mas em 2018 esse percentual subiu para 50,24%. O crescimento, que continua evidente nas corridas, reflete não apenas a busca do público feminino por qualidade de vida, mas também a luta por igualdade de gêneros no esporte, sempre tido como um ambiente majoritariamente masculino. "A corrida é uma prática acessível, que não exige grandes investimentos e proporciona benefícios físicos e mentais", destaca o especialista em treinamento esportivo Christian Zamprogna, do Estúdio Fly. De acordo com o profissional, as diferenças fisiológicas entre homens e mulheres impactam o treinamento e requerem adaptações. "A anatomia feminina, principalmente nos membros inferiores, influencia a biomecânica da corrida", diz. Além disso, as flutuações hormonais, sobretudo durante o ciclo menstrual, fazem com que cada corredora responda de uma forma e precise de um planejamento individual. Benefícios para a saúde O esporte traz diversos benefícios para a saúde feminina, como: Fortalecimento ósseo: essencial para prevenir osteoporose, comum após a menopausa; Melhora da circulação sanguínea: auxilia na oxigenação do corpo; Redução do risco de doenças cardíacas: fortalece o coração e ajuda no controle da pressão arterial; Controle do diabetes tipo 2: corredores regulares têm menor risco da doença; Bem-estar emocional: libera endorfinas e ajuda a reduzir sintomas de ansiedade e depressão; Melhora do sono: regula o ciclo do sono e reduz a insônia; Aceleração do metabolismo: contribui para a queima de gordura corporal. Prevenção de lesões Assim como em qualquer atividade física, a corrida exige alguns cuidados para evitar lesões, especialmente quando se é iniciante na prática. Nesse sentido, Christian Zamprogna recomenda: Fortalecer os músculos para reduzir impactos nas articulações; Variar o tipo de solo e adaptar-se a diferentes superfícies; Realizar aquecimento adequado antes do treino; Respeitar os limites do corpo, evitando exageros que possam levar a sobrecargas musculares. Equipamento adequado faz diferença A primeira decisão importante para correr é sobre qual calçado usar. Para isso, o especialista afirma ser essencial reconhecer o seu tipo de pisada – neutra, pronada ou supinada. “Também deve-se usar tênis com amortecimento macio e caimento perfeito, nem muito justo, nem muito largo. Isso oferece mais conforto, ajuda a reduzir o impacto e proporciona uma sensação de suavidade”, ensina. Já para as roupas, o importante é se sentir bem consigo mesma e estar confortável para a prática. Se for comprar peças esportivas, a indicação é avaliar se elas oferecem leveza, mobilidade e suporte adequado, principalmente para mulheres com busto maior. A sustentação fará toda a diferença. A corrida como autocuidado A paulista Giovanna Moura, de 26 anos, encontrou na corrida um caminho para melhorar sua saúde e bem-estar. "Engravidei e ganhei 20 kg. Meu médico recomendou atividade física, e minha terapeuta sugeriu a corrida para ajudar na depressão e ansiedade", conta. O começo foi difícil: "Eu não tinha condicionamento, sentia falta de ar. Mas fui descobrindo meu ritmo". Com o tempo, os benefícios ficaram evidentes para a dona de casa. "Minha disposição melhorou e hoje consigo subir escadas sem ficar sem ar". Apesar de desafios, como a pressão estética no meio esportivo, ela encontrou motivação na própria evolução. “Apenas comece! O começo não é a parte mais legal, mas o processo faz tudo valer a pena. Vão ter dias difíceis, a roupa não fica boa, o ar some, mas realmente melhora. A cada obstáculo que a gente supera dá aquela sensação de capacidade”, compartilha. Entre as dicas de Giovanna para quem deseja se aventurar nas corridas, estão: protetor solar, roupas confortáveis, beber bastante água, meias de algodão e cabelos presos. Além disso, consultar um especialista e ter acompanhamento é fundamental.
Ativos certos ajudam a recuperar pés ásperos e ressecados
Pés ressecados e ásperos nem sempre precisam apenas de mais creme. Muitas vezes, a escolha dos ativos que compõem o produto faz toda a diferença para recuperar a hidratação e melhorar a textura da pele. Segundo a dermatologista Violeta Tortelly, do Complexo Hospitalar de Niterói, hidratantes e emolientes atuam de forma complementar. A função de um hidratante é atrair e reter água na pele, já o emoliente deve reduzir a perda dela. "Os cremes funcionam como um ‘cimentinho’ entre as células, enquanto os emolientes formam uma barreira para não deixar a água evaporar. A ação conjunta recupera a barreira cutânea, devolve a elasticidade e deixa a superfície dos pés mais lisa", explica a especialista. Os ativos mais indicados Como a pele dos pés é mais espessa, normalmente são associados hidratantes e queratolíticos, substâncias que ajudam a afinar essa camada mais endurecida da pele. Entre os principais ativos, a médica destaca: Ureia: a 10%, atua como hidratante, mas, em concentrações maiores, ajuda a afinar a pele. Ácido salicílico: pode ser associado à ureia para potencializar esse efeito. Glicerina e dexapantenol: reforçam a hidratação. Vaselina, óleo mineral, óleo de coco, óleos e manteigas vegetais, ceramidas e ácidos graxos: oclusivos que formam uma barreira que reduz a perda de água. Apesar da eficácia, é fundamental consultar um profissional antes de usá-los, já que cada composto pode ter contraindicações específicas. Como escolher o hidratante ideal A dermatologista Violeta Tortelly orienta que a concentração dos ativos deve acompanhar o grau de ressecamento e o veículo da fórmula. Sendo assim, áreas muito ásperas podem exigir formulações mais concentradas no início, como a ureia entre 20% e 30%. “Outra estratégia que pode potencializar a hidratação é aplicar o produto e envolver a região com meias ou plástico”, indica a especialista. Também vale evitar o uso frequente de lixas nos pés, já que a agressão repetida tende a provocar um efeito rebote e estimular a formação de uma camada ainda mais espessa de queratina. Quando procurar um dermatologista Embora o ressecamento costume ser apenas uma alteração da pele, alguns sinais indicam que é hora de buscar avaliação médica, como vermelhidão, coceira, suspeita de micose ou lesões que possam estar relacionadas a doenças. Nesses casos, o tratamento vai além da hidratação para combater a aspereza e deve ser direcionado para a causa real do problema e não apenas os sintomas.
Mais sobre Perna Cansada
A sensação de perna cansada é comum após longos períodos em pé ou sentado, podendo causar desconforto, inchaço e até dor. Para aliviar essa sensação de peso e proporcionar maior bem-estar é importante utilizar produtos que promovam uma sensação de frescor e ativem a circulação.
A Baruel desenvolveu um gel creme que ajuda a aliviar a queimação e o cansaço nas pernas com efeito imediato. Sua aplicação promove alívio das dores e refresca a pele graças à sua fórmula exclusiva.
Cuidar das pernas diariamente, especialmente após jornadas intensas, é essencial para manter a saúde e evitar o agravamento do desconforto.

