Perna Cansada
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Cuidado com os Pés
Perguntas frequentes
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Os desvios mais comuns nos pés desde a infância
É fato: nem todos os pés são iguais. Mas, muito além de diferenças sutis na aparência, algumas pessoas podem sofrer com condições anatômicas, que, muitas vezes, pedem até tratamento. Desvios como o metatarso em adução, o pé chato e o calcâneo-valgo são alguns desses exemplos bastante comuns já na infância. Bernardo Fonseca, ortopedista cirurgião do pé e tornozelo da Kora Saúde, conta que algumas condições mais frequentes são o pé torto congênito, o pé plano valgo (ou chato), o pé aducto e o pé cavo. Embora algumas possam sumir com o crescimento, outras podem comprometer a mobilidade e requerem atenção especializada. “Algumas dessas condições, como o pé plano ou aducto, tendem a melhorar com o desenvolvimento da criança. Já o pé torto congênito exige tratamento imediato para evitar sequelas”, exemplifica o médico. Entenda as principais condições A seguir, Bernardo Fonseca detalha os principais quadros: Metatarso em adução: também chamado de metatarso varo, é um desvio em que a parte da frente do pé é voltada para dentro. Surge ao nascimento ou nos primeiros anos de vida. A causa é desconhecida, mas pode estar relacionada à posição no útero ou ao histórico familiar. Metatarso varo x adução: embora os termos sejam usados como sinônimos, há uma distinção técnica. O metatarso aduto é a adução do antepé (quando os dedos e a frente do pé apontam mais para dentro, como se "virassem" em direção ao pé oposto) isoladamente, enquanto o metatarso varo (quando a parte da frente do pé está virada para dentro em relação ao meio e calcanhar do pé) é mais raro e complexo, envolvendo também alteração no retropé (parte posterior do pé). Pé calcâneo-valgo: adquirido ao longo do crescimento, é caracterizado pela dorsiflexão acentuada (quando o pé se movimenta exageradamente para cima, em direção à canela) e eversão do retropé (movimento em que o calcanhar se inclina para fora, ou seja, afasta-se da linha média do corpo). Na maioria das vezes, é uma condição benigna, que regride espontaneamente. Pé chato (ou plano valgo): quando flexível e indolor, é apenas uma variação anatômica e não exige tratamento. Casos rígidos ou dolorosos, no entanto, merecem investigação. Na infância, pediatra e ortopedista devem atuar em conjunto para fechar o diagnóstico e propor o melhor tratamento. Tratar ou esperar? A maioria dos casos de pé chato e metatarso em adução melhora com o tempo. Porém, o pé torto congênito, entre outras situações, exige tratamento imediato, geralmente com gessos e órteses. “Nesse caso, a intervenção precoce é essencial para evitar complicações futuras”, orienta o especialista. Já tratamentos como o uso de palmilhas, em geral, são reservados para casos com dor, principalmente em atividades físicas. “Elas não corrigem deformidades como o pé plano ou cavo, mas podem aliviar o desconforto”, esclarece o cirurgião de pé. Impactos do não tratamento Ainda que boa parte dos quadros possa se resolver durante o crescimento, quando não diagnosticados ou tratados corretamente, esses desvios podem gerar uma série de problemas. O ortopedista lista como possibilidades: Disfunções na marcha; Sobrecarga em joelhos, quadris e coluna; Dores crônicas e dificuldade para realizar atividades físicas. “A cirurgia só é indicada quando o tratamento conservador falha e a criança, adolescente ou adulto apresenta dor ou limitação funcional”, finaliza o médico.
Existe um melhor calçado para o verão? Descubra
No verão, os pés sofrem com o calor intenso, o suor excessivo e o atrito com os calçados. O uso de sapatos inadequados pode causar desconforto, dores e até problemas como frieiras, micoses e calosidades. Por isso, escolher o modelo certo é essencial para garantir frescor, conforto e saúde para os pés. Conforme esclarece a podóloga Ana Serrão Lima, o ideal é optar por calçados que permitam a ventilação, tenham boa absorção de impacto e sejam fáceis de limpar. "O verão pede materiais leves e respiráveis, que evitem o acúmulo de umidade e ofereçam suporte adequado para os pés", explica. Para manter os pés frescos e saudáveis, a podóloga recomenda calçados que combinam conforto e ventilação. Assim, as melhores escolhas são: Sandálias anatômicas: oferecem suporte adequado e ajudam a evitar dores; Tênis com ventilação: modelos respiráveis ajudam a manter os pés secos; Papetes: firmes e arejadas, garantem conforto e estabilidade; Alpargatas: boa alternativa para quem precisa de um calçado mais fechado para cumprir o dress code sem abrir mão do conforto. Se for preciso eleger o melhor calçado para o verão, a especialista não tem dúvidas: ganham as papetes. “São ótimas! Frescas, firmes e confortáveis”, classifica. O que evitar Nem todo modelo é indicado para os dias quentes. Isso porque alguns até podem parecer confortáveis à primeira vista, mas prejudicam a saúde dos pés a longo prazo. Entre os principais vilões estão: Chinelos: apesar de queridos para o verão, não oferecem suporte adequado e podem causar dor nos pés; Rasteirinhas muito planas: a falta de suporte para o arco plantar pode gerar desconforto e alterar a pisada; Sapatilhas fechadas: favorecem o suor excessivo e aumentam o risco de micoses e mau cheiro; Tênis sem ventilação: pés abafados e úmidos criam o ambiente perfeito para proliferação de fungos. Se há um sapato que deve ser evitado a todo custo, Ana Serrão Lima aponta a rasteirinha plana, devido à falta de suporte, capaz de causar dores e desconfortos. Vale lembrar que calçados sem suporte podem sobrecarregar as articulações e prejudicar a pisada. Além disso, modelos fechados e sem ventilação elevam o risco de infecções fúngicas, bastante comuns no verão. Cuidados com os calçados no calor Mais que escolher bem os sapatos para usar no verão, é essencial cuidar da higiene para evitar odores e infecções. Desse modo, é recomendado: Higienizá-los com frequência, pois o suor deixa os calçados úmidos e propensos a fungos; Alternar os modelos para terem tempo de ventilar entre os usos; Secar bem após o uso, especialmente tênis e sandálias fechadas, para evitar mau cheiro e proliferação de micro-organismos. Outro ponto é que os pés também pedem atenção especial nos dias quentes. A especialista recomenda: Hidratação na medida certa, já que ressecamento pode ocorrer no verão, mas é importante dosar o excesso de creme entre os dedos, pois isso favorece os fungos; Uso de protetor solar, essencial para impedir queimaduras e reduzir o risco de câncer de pele; Secagem adequada, ou seja, sempre secar bem entre os dedos para evitar frieiras. Já para quem sofre com pés inchados no calor, a podóloga indica calçados ajustáveis, com velcros e elásticos, que permitem uma adaptação melhor e trazem mais conforto.
Salão de beleza: o que observar antes de frequentar
Conseguir um horário de última hora em um salão de beleza para cuidar dos pés pode parecer sorte. No entanto, se o lugar não seguir os cuidados básicos de biossegurança, esse agendamento pode se tornar um grande problema, que vai desde micoses até infecções. Por isso, antes de escolher o esmalte, é bom olhar para outros detalhes. Quem descobriu isso na prática foi a jornalista Giovanna Penha, de 29 anos, depois de agendar um serviço de última hora em salão perto de casa. Prestes a viajar, o local que ela costumava frequentar não tinha mais agenda, então decidiu arriscar outro atendimento. Infelizmente, a experiência não foi boa. “Percebi que o alicate estava jogado na gaveta, sem envelope. Até me acendeu uma luz de perigo, mas pensei que uma única vez não daria em nada. Semanas depois, comecei a ter muita coceira entre os dedos. A pele descamou, saía uma ‘água’ e sangrava. Fui na dermatologista e era micose”, relembra a comunicadora. Ambiente dá pistas importantes Segundo a podóloga Lana Fagundes, a limpeza geral do estabelecimento costuma ser um dos primeiros sinais de segurança – ou de alerta. Ambientes desorganizados, instrumentos soltos e profissionais sem equipamentos de proteção individual merecem atenção redobrada. Durante cada atendimento, manicures, pedicures e podólogas devem usar luvas, máscaras e toucas. Além disso, há outros materiais descartáveis que não podem ser reutilizados, como lixas, palitos, algodão, separadores de dedos e toalhas. Já os instrumentos metálicos, como alicates, espátulas e cortadores, precisam passar obrigatoriamente pelo processo correto de esterilização. De acordo com as normas vigentes da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a autoclave é o meio mais seguro e indicado para isso. Micose, frieira e até hepatite Quando os protocolos de biossegurança não são seguidos corretamente, o cliente pode ficar exposto a diferentes doenças e infecções. Micose e frieira estão entre os problemas mais comuns, mas não são os únicos. “Instrumentos contaminados e materiais reutilizados inadequadamente também podem favorecer a transmissão de infecções bastante graves, incluindo hepatite”, alerta a profissional. Por isso, observar a rotina de higiene do espaço de beleza vai além da estética do local. Caso note que alguma regra não está sendo seguida, não hesite em questionar ou até desmarcar o atendimento. Como é a esterilização correta A podóloga Lana Fagundes explica que a higienização dos instrumentos segue etapas específicas antes da esterilização final. Isso significa: limpar com álcool; lavar com água corrente e detergente enzimático; esperar secar; envelopar em embalagens próprias para autoclave; levar à autoclave conforme manual do equipamento. No caso de Giovanna Penha, a experiência mudou completamente a forma como ela escolhe um salão para cuidar dos pés. Após o tratamento com antifúngicos tópicos e orais, ela passou a observar atentamente o ambiente e os métodos utilizados. A podóloga revela um detalhe interessante a ser observado: os instrumentos sempre devem estar embalados em envelope próprio, que muda de rosa para marrom após o processo de esterilização na autoclave.
Mais sobre Perna Cansada
A sensação de perna cansada é comum após longos períodos em pé ou sentado, podendo causar desconforto, inchaço e até dor. Para aliviar essa sensação de peso e proporcionar maior bem-estar é importante utilizar produtos que promovam uma sensação de frescor e ativem a circulação.
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Cuidar das pernas diariamente, especialmente após jornadas intensas, é essencial para manter a saúde e evitar o agravamento do desconforto.

