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Perna Cansada

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Quem tem pé cavo tropeça mais. Entenda o porquê
Pé Cavo

Quem tem pé cavo tropeça mais. Entenda o porquê

O pé cavo é aquele com o arco mais alto que o normal. Apesar de nem sempre causar sintomas, a condição pode alterar a forma como o corpo se equilibra durante a caminhada, entre outras questões. Isso impacta a estabilidade, especialmente em superfícies irregulares, e aumenta o risco de tropeços e torções. O ortopedista André Silveira, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia do Ceará (SBOT-CE), explica que tal alteração estrutural reduz a área de contato do pé com o solo e modifica a forma como o peso do corpo é distribuído. “Esse tipo de pé tem bastante alteração biomecânica, desde a parte posterior do retropé até o antepé, em vários ângulos. Uma das principais consequências disso é o contato com o chão durante a caminhada”, detalha o médico. Por que surge instabilidade? A instabilidade é uma das principais queixas de quem tem pé cavo. Isso acontece porque estruturas importantes para o equilíbrio passam a funcionar de forma limitada, comprometendo a adaptação do pé aos diferentes tipos de solo. De acordo com o especialista, a culpa disso é da articulação subtalar, a responsável por ajudar o pé a se ajustar em terrenos irregulares. Nesses casos, ela costuma ser mais rígida e isso faz com que o corpo perca essa adaptação natural durante a marcha. O resultado é uma maior dificuldade para reagir a pequenas irregularidades do piso. Como consequência, pode haver episódios repetidos de torção e até uma sensação frequente de “pisar em falso” enquanto anda, como se fosse cair a qualquer momento. Impactos no dia a dia Mesmo sem sintomas tão claros, quem tem pé cavo pode experimentar sensações bem desagradáveis na rotina, como: instabilidade ao caminhar; falseio ao pisar; insegurança na marcha; até três a quatro torções anuais. Além disso, a redução da área de contato com o solo aumenta a pressão em regiões específicas do pé, o que pode levar à dor na região plantar e lateral, uma vez que o peso do corpo deixa de ser distribuído de forma equilibrada. É nesse ponto que deixa de ser um problema só do pé, conforme observa o fisioterapeuta Marcio Guimarães, especialista em reabilitação ortopédica e esportiva, à frente da Trato Fisioterapia. “O corpo inteiro pode entrar em compensação para manter o equilíbrio, aumentando a sobrecarga em outras estruturas, como tornozelos e pernas”, alerta o profissional. Como reduzir o risco Apesar dos desafios, há formas de melhorar a estabilidade e reduzir o risco de tropeços no dia a dia. O tratamento só é indicado quando há queixas e pode envolver diferentes abordagens. Entre as principais táticas a serem adotadas estão: uso de palmilhas para redistribuir a pressão e melhorar o contato com o solo; fisioterapia para fortalecimento muscular e estabilização do pé; treino de equilíbrio e propriocepção, que melhora a resposta do corpo a mudanças no terreno; exercícios de fortalecimento para dar mais suporte à marcha; escolha de calçados confortáveis, que proporcionem segurança ao caminhar. “O treino de equilíbrio e fortalecimento ajuda a reduzir o risco de torções, sobretudo em quem tem pé cavo. Fortalecer o ‘foot core’ (núcleo do pé) junto com o joelho e quadril, garante uma base firme e mais segurança ao caminhar”, avalia o fisioterapeuta. Vale lembrar que nem todos os casos exigem intervenção. A orientação é procurar o ortopedista quando houver dor persistente, instabilidade frequente e entorses de repetição. Somente a avaliação especializada pode definir o melhor caminho.

Como (e por que) higienizar sapatos por dentro
Cuidado Diário

Como (e por que) higienizar sapatos por dentro

Lavar os pés corretamente nem sempre é suficiente para evitar mau cheiro, micose e outros desconfortos. Tudo porque os sapatos também acumulam suor, calor e resíduos ao longo do dia, criando um ambiente favorável para fungos e bactérias. Por isso, higienizar o interior dos calçados faz parte da rotina de saúde dos pés. De acordo com a dermatologista Priscila Rettore, os sapatos funcionam como um microambiente fechado, com pouca ventilação e alta umidade. Mesmo quando os pés estão limpos, o contato frequente com um calçado contaminado pode comprometer a saúde da pele. “O suor, as células mortas e os resíduos acumulados dentro do sapato servem como alimento para microrganismos. Sem higienização adequada, o calçado pode se tornar um reservatório de agentes infecciosos”, alerta a médica. Chulé também é sinal de alerta Ao contrário do que muita gente pensa, o famoso “chulé” não é apenas uma questão estética. Segundo a especialista, o odor desagradável indica desequilíbrio da microbiota dos pés causado pela ação de bactérias sobre o suor acumulado. Além do mau cheiro, a falta de cuidado com os calçados pode causar: frieira e micose nos pés; bromidrose; infecções bacterianas superficiais; irritações e dermatites. A dermatologista explica que a umidade acumulada dentro dos sapatos ainda fragiliza a barreira natural da pele, favorecendo pequenas lesões e dificultando até a eficácia de tratamentos dermatológicos tópicos. Como higienizar corretamente Segundo Joicy Silva, coordenadora de operações da OMO Lavanderia, o interior dos calçados exige cuidados delicados, sobretudo em modelos sociais ou casuais, que possuem múltiplas camadas internas e menor ventilação. No dia a dia, a profissional recomenda o seguinte: usar antissépticos em pó próprios para sapatos; deixar os pares ventilar após o uso; evitar guardá-los imediatamente; alternar os modelos durante a semana; nunca guardá-los enquanto úmidos. Produtos líquidos, detergentes e soluções improvisadas devem ser evitados dentro dos sapatos, já que podem causar manchas, ressecamento, craquelamento e até desgaste precoce do material. Secagem correta contra odores Depois da higienização, o processo de secagem também merece atenção. O uso de calor intenso, secadores e exposição direta ao sol podem acabar piorando o problema ao “fixar” odores e resíduos no material interno do calçado. “O ideal é permitir que os sapatos sequem naturalmente, em ambiente ventilado e com circulação de ar. Ventiladores podem ajudar no processo, desde que não haja aquecimento direto”, orienta Joicy Silva. Além disso, ela recomenda deixar os sapatos descansarem por, pelo menos, 30 minutos antes de guardá-los e, se possível, armazená-los em sacos respiráveis, como os de TNT, para evitar acúmulo de umidade e poeira.

Dor no dedão do pé: o que há por trás do incômodo
Exercícios de Fortalecimento

Dor no dedão do pé: o que há por trás do incômodo

A dor no dedão do pé pode parecer algo pontual, mas, quando persiste, é sinal de que há algo errado. O sintoma pode ter diversas origens, como sobrecarga, traumas repetitivos ou alterações ortopédicas, e merece atenção, especialmente quando afeta a rotina ou a prática esportiva. Conforme explica o ortopedista Alexandre Zuccon, do Hospital Ortopédico AACD, as causas mais comuns são a sesamoidite, que provoca dor na base do dedão; a artrite, como a gota; e o hálux rigidus, condição que compromete a articulação. “Em fases mais avançadas, até mesmo o joanete pode causar dor, especialmente se houver degeneração”, explica. A sobrecarga também é um fator importante. “Pessoas com pés cavos, por exemplo, concentram muita pressão na frente do pé, o que pode gerar dor na articulação do dedão. O uso de calçados inadequados, como os de salto alto ou bico fino, também piora o quadro”, alerta o médico. Quando a dor exige atenção É comum ficar na dúvida se uma dor no dedão deve ser investigada. Para esclarecer de uma vez por todas, Zuccon indica buscar por um especialista quando: A dor for recorrente ou persistente por semanas; Estiver associada a inchaço, rigidez ou perda de mobilidade; Dificultar atividades físicas ou tarefas simples do dia a dia. O profissional acrescenta ainda que exames de imagem, como radiografia ou ressonância magnética, ajudam a identificar alterações articulares, sobrecarga e até casos de artrose precoce. “Isso é fundamental quando há suspeita de hálux rigidus, joanete avançado ou doenças reumáticas, como a gota”, afirma. Prática esportiva e a dor no dedão Atividades físicas de impacto, como saltos, futebol e corrida, podem agravar quadros já existentes ou até provocar lesões. Para prevenir, o ideal é: Usar tênis com amortecimento e suporte adequado; Evitar treinos de impacto quando houver dor; Fazer alongamentos para manter flexibilidade dos pés; Respeitar os limites do corpo e buscar orientação ortopédica. Cuidados simples no dia a dia também fazem diferença, como optar por sapatos confortáveis, com bom espaço para os dedos e sem salto elevado. E o tratamento? O ortopedista Alexandre Zuccon reforça que cada causa exige uma abordagem específica. “Temos desde medidas conservadoras, como fisioterapia e medicamentos, até casos em que a cirurgia pode ser necessária, principalmente quando há desgaste severo”, avalia. Nos pés com arco muito elevado, o uso de palmilhas pode ajudar a redistribuir a pressão e reduzir a dor, por exemplo. Já exercícios de fortalecimento e mobilidade são recomendados para manter a saúde articular e prevenir desconfortos. “Senti que algo estava errado” O assessor de imprensa Francisco Medeiros, 45 anos, de São Paulo, começou a sentir dor no dedão do pé após retomar os treinos na academia. Achou que fosse passageiro, mas o incômodo persistiu por meses e precisou de atendimento médico. “Eu percebi que o dedão travava e doía quando subia escadas ou caminhava muito. Meu ortopedista diagnosticou início de hálux rigidus e me orientou a mudar o tipo de tênis e começar a fisioterapia”, conta. Hoje, com acompanhamento contínuo e cuidados diários, Francisco aprendeu a lidar melhor com o problema. “Achei que era só uma dorzinha, mas pode evoluir se a gente ignora. Aprendi a escutar meu corpo”.

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Mais sobre Perna Cansada

A sensação de perna cansada é comum após longos períodos em pé ou sentado, podendo causar desconforto, inchaço e até dor. Para aliviar essa sensação de peso e proporcionar maior bem-estar é importante utilizar produtos que promovam uma sensação de frescor e ativem a circulação.

A Baruel desenvolveu um gel creme que ajuda a aliviar a queimação e o cansaço nas pernas com efeito imediato. Sua aplicação promove alívio das dores e refresca a pele graças à sua fórmula exclusiva.

Cuidar das pernas diariamente, especialmente após jornadas intensas, é essencial para manter a saúde e evitar o agravamento do desconforto.