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Perguntas frequentes
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Pé diabético: cuidados e tratamentos
“Cuidados básicos e prevenção são palavras intrinsecamente ligadas, dessa forma, é necessário começar pelos fatores de risco inerentes ao surgimento de lesões nos pés, sobretudo o índice glicêmico, pois a partir de taxas de glicose alteradas (picos constantes - hiperglicemia) é que tudo começa sendo este o principal motivo que ativa uma cascata de alterações”, explica Luiz Nardi, farmacêutico-bioquímico especialista em pés diabéticos. Segundo Nardi, o primeiro aspecto a ser cuidado é a alimentação, que precisa ser balanceada com relação aos carboidratos, gorduras de qualidade ruim, sobretudo, uma dieta feita com periodicidade para evitar picos de glicemia. Outro ponto muito importante é a adesão correta ao tratamento farmacológico com relação ao diabetes (hipoglicemiantes orais, insulinas, entre outros). Ele lembra ainda que se os medicamentos forem tomados nos horários corretos, de acordo com a prescrição médica, já há um grande percentual de sucesso no tratamento de forma geral. Por último e não menos importante, ele fala sobre o autoexame e autocuidado diário com os pés. Autoexame e autocuidado diário com os pés “O autoexame por ser feito pelo próprio paciente ou por um familiar (cuidador), aliás, caso a pessoa tenha alguma dificuldade, o autoexame pode ser feito com a ajuda de um espelho, que quando colocado ao chão, o paciente deve procurar quaisquer alterações como bolhas, fissuras, cortes, alterações de cor, micoses, inchaço (edema), frieiras entre os dedos, calosidades, entre outros“, ensina Nardi. Qualquer alteração encontrada deve ser levada a um profissional de saúde, especialmente para o podologista, a fim de avaliar, tratar e caso seja necessário, encaminhar ao médico ou outro profissional da equipe multidisciplinar em saúde. Já ao que tange o autocuidado, alguns hábitos diários devem ser adotados a fim de reduzir ao máximo as chances de surgirem úlceras e até mesmo destas evoluírem amputações. “Hábitos saudáveis como realizar o corte correto das unhas (reto e sem bordas irregulares), uso de meias de algodão (preferencialmente sem costuras para não causar atrito), hidratação diária dos pés (com produtos específicos para pessoas com diabetes), manter intensa higiene dos pés e em especial das unhas, a água do banho deve ser morna para não causar queimaduras, realizar a secagem entre os dedos com toalha limpa (para evitar micoses interdigitais), não andar descalço para evitar contato com corpos estranhos e também evitar queimaduras, usar calçados específicos para portadores de diabetes e quando este for novo, usar no máximo por uma a fim não causar lesões de atrito”, recomenda o farmacêutico-bioquímico especialista em pés diabéticos. Nardi diz que quando as lesões já estão instaladas o tratamento é feito usualmente através de antibioticoterapia, tratamentos de laserterapia, troca diária das coberturas (curativos), cirurgias para colocação de stents em artérias obstruídas e até mesmo procedimentos para remoção de tecidos necróticos. ‘Ressalto que o melhor tratamento é a prevenção, através da adesão ao tratamento farmacológico (insulinas e hipoglicemiantes orais), dieta adequada e atividade física”, fala Nardi. Segundo ele, a educação em diabetes é o melhor “remédio”, pois somente através do conhecimento do processo da doença pode haver mudanças de hábitos diários e consequentemente ter reflexo positivo direto em no organismo, sobretudo em seus pés. O que um diabético jamais deve fazer? “O paciente jamais deve negligenciar seu tratamento da diabetes e sua alimentação, pois todas as alterações, sem exceção, têm seu início e agravamento com os picos de glicemia, ou seja, a hiperglicemia crônica”, ensina Luiz Nardi, farmacêutico-bioquímico especialista em pés diabéticos. Segundo ele, complicações como neuropatia diabética, obstruções vasculares periféricas (DAOP), deformidades motoras (musculares e articulares), a imunodeficiência e até o surgimento de úlceras são inerentes ao cuidado inadequado com a doença. “Apesar de parecer que os cuidados com os pés não são muito relevantes, são sim! Toda e qualquer complicação com os membros inferiores em portadores de diabetes tem início com a hiperglicemia, sendo assim o tratamento, bem como possíveis correções de rota devem começar pela base e é impreterível não o negligenciar”, afirma Nardi.
O que é a análise da marcha e por que ela é tão importante?
A marcha é o ato de caminhar e envolve uma sequência complexa de movimentos coordenados entre pés, tornozelos, joelhos, quadris e coluna. Qualquer alteração nesse processo pode gerar sobrecargas, compensações e, com o tempo, dores e lesões em diferentes partes do corpo. Por isso, a análise da marcha é uma ferramenta fundamental na avaliação da saúde locomotora. A análise da marcha consiste na observação detalhada de como a pessoa caminha, avaliando o apoio dos pés no solo, a distribuição do peso corporal, o alinhamento dos membros inferiores e o movimento das articulações durante cada fase do passo. Muitas vezes, o paciente sente dor no joelho, no quadril ou na lombar, mas a causa do problema está na forma como os pés realizam o contato com o chão. Pisada inadequada Quando a pisada é inadequada, o corpo passa a realizar compensações biomecânicas para manter o equilíbrio e a locomoção. Essas compensações podem provocar rotações excessivas das pernas, desalinhamento dos joelhos e sobrecarga nos quadris, favorecendo o surgimento de dores crônicas, inflamações e desgaste articular. O joelho, por exemplo, é uma articulação que sofre grande influência da pisada, pois recebe tanto o impacto do solo quanto as alterações de alinhamento vindas dos pés e dos quadris. Já os quadris têm papel essencial na estabilidade e no controle do movimento durante a marcha. Quando esses segmentos não trabalham em harmonia, todo o corpo é afetado. Análise da marcha A importância da análise da marcha está justamente na identificação precoce desses desequilíbrios. Através dessa avaliação, o profissional consegue compreender a origem das queixas do paciente e propor um plano de cuidado individualizado. Isso pode incluir orientações posturais, cuidados podológicos específicos, exercícios de fortalecimento e alongamento e, quando indicado, o uso de órteses plantares. Além do tratamento, a análise da marcha tem um papel essencial na prevenção. Crianças, adultos, idosos, atletas e pessoas com doenças crônicas podem se beneficiar dessa avaliação, evitando o agravamento de alterações que poderiam evoluir para quadros mais complexos no futuro. Investir na análise da marcha é investir em qualidade de vida. Cuidar da forma de caminhar é cuidar do corpo como um todo, promovendo equilíbrio, conforto e saúde a cada passo.
Onicofose: como prevenir e tratar
A saúde das unhas vai além da estética. Alguns problemas podem surgir devido ao acúmulo de pele descamada e proteínas, causando desconforto e até inflamações. Entre essas condições está a onicofose, que pode envolver as mãos e os pés e ser evitada com os cuidados certos. A onicofose, que às vezes é confundida com a onicocriptose, ocorre quando células mortas e queratina se acumulam entre a unha e a pele ao redor. Isso pode endurecer a região e levar a dor, incômodo e até mesmo processos inflamatórios, de acordo com a podóloga e pedicure Bárbara Martins, especialista em atendimento podológico com embelezamento. “A pressão de sapatos apertados, o corte incorreto das unhas e o atrito constante são as principais causas desse quadro. Além disso, o envelhecimento e problemas circulatórios podem aumentar o risco de desenvolver a condição”, explica a profissional. Como identificar e evitar A onicofose pode ser percebida pelo surgimento de pele endurecida nos cantos da unha. Em alguns casos, a região pode ficar dolorida, avermelhada e até inflamar. Para evitar esse quadro, Bárbara recomenda: Cortar as unhas corretamente, sem deixar cantos irregulares que favoreçam o acúmulo de pele morta. Evitar sapatos muito justos, que podem pressionar os dedos e agravar o problema. Manter os pés e as mãos hidratados, pois a pele ressecada favorece o acúmulo de células mortas. O que fazer para aliviar a dor Se a onicofose já estiver causando desconforto, algumas medidas podem ajudar a aliviar os sintomas: Remoção profissional: o podólogo pode remover o excesso de pele com instrumentos adequados, aliviando a dor de forma segura; Banhos mornos: a imersão dos pés e mãos em água morna ajuda a amolecer a pele endurecida; Hidratação intensiva: o uso de cremes específicos mantém a pele macia e reduz a chance de novas inflamações. “Se houver muita dor, inchaço ou sinais de infecção, como pus e vermelhidão intensa, pode ser um indicativo de complicação e precisa de atenção imediata”, alerta a especialista. Tratamento para onicofose A recomendação de como tratar deve ser feita exclusivamente por um podólogo. É ele quem remove o acúmulo de queratina com técnicas especializadas que não podem ser feitas em casa. O modo de tratamento também vai depender da gravidade: Casos leves: remoção cuidadosa da pele endurecida e orientação para cuidados preventivos. Casos mais graves: pode ser necessário acompanhamento com um dermatologista para avaliar possíveis infecções. Além disso, quando nos pés, o podólogo pode sugerir ajustes no calçado ou o uso de palmilhas para evitar a pressão nos dedos e prevenir o reaparecimento do problema. Diabetes pede atenção especial Vale ainda um lembrete para pessoas com diabetes: é necessário atenção redobrada, pois a inflamação pode evoluir para um problema mais sério. “O ideal é visitar um podólogo regularmente para evitar complicações”, reforça Bárbara Martins.
Mais sobre Perna Cansada
A sensação de perna cansada é comum após longos períodos em pé ou sentado, podendo causar desconforto, inchaço e até dor. Para aliviar essa sensação de peso e proporcionar maior bem-estar é importante utilizar produtos que promovam uma sensação de frescor e ativem a circulação.
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Cuidar das pernas diariamente, especialmente após jornadas intensas, é essencial para manter a saúde e evitar o agravamento do desconforto.

