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Calo duro, mole, calosidade: saiba como diferenciar e tratar
Calos nos pés são incômodos frequentes e podem surgir devido ao atrito ou pressão repetitiva, formando uma camada espessa de pele endurecida. Mas nem todos são iguais. Existem diferentes tipos de calos e o tratamento adequado depende da identificação correta do problema. Para começo de conversa, a podóloga Katia Lira, especialista em reflexologia podal, explica que o calo se forma como um mecanismo de defesa do corpo. “É um espessamento da pele causado pelo atrito contínuo. O corpo cria essa camada extra para proteger a pele de lesões”, explica. Há uma diferença importante entre calo e calosidade. O calo tende a ser menor, mais profundo e pode causar dor intensa, enquanto a calosidade é uma área maior e superficial, sem dor significativa. Além disso, nem os próprios calos são sempre iguais – tem duro, mole, vascular… É hora de conhecê-los! Os principais tipos de calos Há cinco variações principais e cada um se manifesta de uma maneira: Calo duro: pequeno, redondo e firme, aparece normalmente nos dedos dos pés; Calo mole: surge entre os dedos, tem uma textura mais macia e pode ser bem doloroso; Calo vascular: contém pequenos vasos sanguíneos, causando dor e podendo sangrar ao ser removido; Calo neurovascular: além dos vasos sanguíneos, tem terminações nervosas, que o tornam o tipo mais doloroso; Calosidade plantar: caracteriza-se por uma camada espessa na sola do pé, geralmente sem dor intensa. Ou seja, a localização, as características e o nível de dor podem ajudar na identificação de qual é o tipo de calo em questão. Como tratar cada tipo de calo O tratamento varia conforme a gravidade do calo. A podóloga Katia Lira lista as principais abordagens para aliviar o desconforto causado por cada um: Calo duro: lixar levemente e hidratar com frequência; Calo mole: reduzir a umidade entre os dedos, utilizar espaçadores e evitar calçados muito apertados; Calo vascular e neurovascular: necessitam de remoção profissional, pois podem causar dor intensa e sangramento. Calosidade plantar: usar palmilhas adequadas, lixar com moderação e manter a hidratação da pele. A podóloga alerta que não existe um tratamento universal que funcione para todos os tipos de calos. Porém, medidas como hidratar os pés regularmente e usar calçados adequados ajudam na prevenção de qualquer um deles. Qual o tipo mais comum de calo De acordo com a especialista, o tipo mais comum é o calo duro, justamente por estar associado ao atrito com sapatos. Já o calo neurovascular é o menos frequente, pois envolve vasos e nervos, causando dor intensa. Seja qual for o tipo de calo, um alerta é unânime: nunca tente cortá-lo em casa! “Isso pode causar infecção e agravar ainda mais a situação”, reforça a podóloga. Pessoas com diabetes também precisam ter atenção redobrada, pois qualquer ferida nos pés pode evoluir para complicações sérias. A recomendação é visitar regularmente um especialista para acompanhar o quadro e evitar que o problema se agrave. O impacto dos calos na rotina O motorista de aplicativo José Bruno, de 47 anos, lembra que os calos fazem parte de sua vida desde a adolescência, quando usava sapatos apertados para ir à escola. Com o tempo, a condição só piorou e levou até a dores intensas e incapacitantes. “Tentei de tudo: lixar em casa, usar palmilhas e até remédios caseiros. Mas os calos sempre voltavam. Quando fui ao podólogo, ele explicou que eu estava tratando errado e que os calos eram profundos. Com o tratamento adequado, fui aprendendo a cuidar melhor dos meus pés, fazendo a remoção profissional e usando calçados mais confortáveis”, conta o paulistano, que não abre mão do acompanhamento regular profissional.
Como é a estrutura do pé?
A estrutura do pé é essencial para todas as nossas tarefas do dia a dia. Além de sustentar o peso do nosso corpo, ele é fundamental para nossa mobilidade. E tem suas peculiaridades: você sabia que o pé tem quase um quarto dos ossos do corpo inteiro — e o tendão mais forte de todos? “Esse nosso membro inferior tem uma infraestrutura maravilhosa para suportar todo o nosso peso, com músculos, ossos, ligamentos e tendões. O conjunto de tudo isso faz com que nós consigamos andar, pular, correr, saltitar e, principalmente, suportar o nosso corpo”, define o podólogo Magno Queiroz, CEO do Grupo São Camilo. Para dar conta de tudo isso, cada pé tem 26 ossos, 30 articulações e mais de 100 músculos, tendões e ligamentos — todos trabalhando juntos para nos dar suporte, equilíbrio e mobilidade. Estrutura do pé Resumidamente, a estrutura do pé se divide em: Ossos Quase um quarto dos ossos do corpo está em nossos pés. O calcâneo é o maior deles e forma o osso do calcanhar. Como na mão, cada dedo é formado por uma série de ossos articulados entre si — a parte central é o metatarso, e as pontas são as falanges. As articulações entre os ossos dão flexibilidade aos pés e nos permitem fazer movimentos variados. Os ossos dos pés funcionam como um amortecedor natural, pois absorvem choques e se adaptam a superfícies irregulares. E também são eles que nos dão estabilidade e permitem uma distribuição uniforme do peso. Ao longo da vida, ouvimos bastante falar de dois deles, que são os que mais costumam ter problemas. Um é o metatarso do dedão do pé, pois, quando uma saliência se forma nesse osso, aparece a joanete. Outro é o calcâneo, que pode crescer e causar dor na sola do pé. Músculos, tendões e ligamentos Vinte músculos dão forma ao nosso pé, além de suporte ao arco do pé e mobilidade. Entre eles estão os extensores, que ajudam a levantar os dedos dos pés para darmos um passo, e os flexores, que estabilizam os dedos dos pés. Já os tendões prendem os músculos aos ossos e aos ligamentos que mantêm esse esqueleto unido no arco do pé. O mais conhecido, claro, é o tendão de Aquiles, que vai do músculo da panturrilha até o calcanhar e nos permite correr, pular, subir escadas e ficar na ponta dos pés. Apesar de a mitologia grega ter popularizado a ideia de que o “calcanhar de Aquiles” é o nosso ponto fraco, esse é o tendão mais forte e mais espesso do nosso corpo. Essa estrutura toda conta também com os ligamentos. O mais longo de todos é a fáscia plantar, uma faixa que percorre a sola do pé, do calcanhar aos dedos, formando seu arco. Ela se alonga e se contrai para nos ajudar a nos equilibrar e dar força ao pé para caminhar. Mas, quando inflama, temos a fascite plantar, que causa dores fortes na parte de baixo da estrutura do pé. Pele A pele do pé é um pouco diferente da do resto do corpo. “É uma pele mais grossa, com mais camadas. E, por não ter pelos, a planta do pé não tem oleosidade, como a palma da mão”, explica Armando Bega, podólogo responsável pelo Instituto Científico de Podologia, presidente da Associação Brasileira de Podólogos e especialista em Podiatria. Na pele dos pés está também a maior concentração de glândulas sudoríparas do nosso corpo —em cada centímetro quadrado temos de 250 a 550 dessas glândulas. “Estamos falando em mais ou menos 250 mil glândulas sudoríparas presentes nos nossos pés, localizadas profundamente na pele ou no tecido subcutâneo”, afirma Renato Butsher Cruz, docente do curso técnico em Podologia do Senac Osasco. Essas glândulas secretam o suor, composto por água, cloreto de sódio, ureia, ácido úrico e amônia. O suor não tem cheiro, mas, ao entrar em contato com as bactérias e fungos que vivem naturalmente na pele do pé, produz o mau odor — que pode ser evitado com o uso de desodorantes para os pés. “Pensando na quantidade de suor que nossos pés produzem, dá para entender os cuidados que temos que ter com eles todos os dias”, completa Cruz.
Aprenda 3 exercícios rápidos para aliviar a fascite plantar
A fascite plantar é uma inflamação dolorosa e capaz de afetar a faixa de tecido que liga o calcanhar aos dedos dos pés. Esse problema pode dificultar a locomoção e comprometer a qualidade de vida. A boa notícia é que alguns exercícios específicos podem aliviar o desconforto e até ajudar no tratamento da condição. A fisioterapeuta Gislaine Eurich ressalta que os exercícios desempenham um papel essencial no combate à fascite plantar. “Eles ajudam a aumentar a flexibilidade, fortalecer os músculos do pé e da perna, melhorar a mobilidade e reduzir a inflamação, o que alivia a dor”, explica. Além disso, se praticadas corretamente, as atividades físicas podem ser grandes aliadas na prevenção da condição, diminuindo a sobrecarga na fáscia plantar e até evitando novas (e dolorosas) crises. Exercícios ajudam a tratar ou apenas aliviam a dor? As duas coisas! Os exercícios não apenas aliviam os sintomas, mas fazem parte do tratamento indicado pelo profissional de saúde. Eles atuam tanto em: Alívio da dor, pois promovem o relaxamento da fáscia plantar, melhoram a flexibilidade e reduzem a intensidade; Tratamento da condição, já que fortalecem os músculos do pé e tornozelo, melhoram a postura e ajudam a prevenir recidivas. “Mesmo após a cura da fascite plantar, manter uma rotina de exercícios é muito importante para evitar que o problema retorne”, ressalta Gislaine. Exercícios X fascite plantar A atividade física pode ocasionar a fascite plantar? A resposta é sim. Entretanto, isso só acontece quando as práticas dos exercícios são feitas de maneira errada e acabam se tornando um fator de risco para o surgimento de tal problema. Nesse sentido, os principais erros são: Praticar esportes de alto impacto sem preparação adequada; Usar calçados sem suporte ou amortecimento suficiente; Ter baixa flexibilidade e força muscular, aumentando o risco de lesões; Correr ou caminhar de forma errada, sobrecarregando a fáscia plantar. “Se houver dor ou desconforto durante a prática, é fundamental ajustar a técnica ou buscar a orientação de um profissional”, alerta a fisioterapeuta. 3 exercícios para aliviar a fascite plantar Na maior parte do tempo, os exercícios são aliados para aliviar a fascite plantar. Isso significa que aprender algumas práticas simples podem trazer alívio às dores e ainda acelerar a recuperação. A seguir, a fisioterapeuta Gislaine Eurich ensina três opções para serem colocadas em prática: Alongamento da fáscia plantar Sente-se em uma cadeira e estenda o pé afetado para frente. Use uma toalha ou uma faixa para puxar o pé para cima, sem tirar o calcanhar do chão. Mantenha a posição por 15 a 30 segundos e repita de 3 a 5 vezes. Alongamento dos músculos do pé Ainda sentado, estenda o pé afetado para frente. Use os dedos das mãos para puxar os dedos do pé para cima, alongando a sola do pé. Segure a posição por 15 a 30 segundos e repita de 3 a 5 vezes. Fortalecimento dos músculos do pé Também sentado em uma cadeira, levante o pé afetado do chão. Mantenha a posição elevada por 5 a 10 segundos antes de relaxar. Repita o exercício de 10 a 15 vezes. “Esses exercícios são simples e podem ser feitos em casa. Mas é importante não exagerar e respeitar os limites do corpo. Lembre-se também de consultar um profissional antes de iniciá-los”, complementa. Como evitar uma fascite plantar Por fim, mesmo após a cura, manter bons hábitos é essencial para que não ocorra o retorno da fascite plantar. Algumas medidas preventivas incluem: Usar calçados adequados para absorver impacto e dar suporte ao arco do pé; Alongar e fortalecer os pés regularmente; Controlar o impacto ao caminhar e praticar esportes; Evitar ficar longos períodos em pé, sem apoio adequado. “A fascite plantar pode ser crônica, então a melhor estratégia é manter os pés fortalecidos e evitar sobrecargas desnecessárias”, conclui a fisioterapeuta.
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A sensação de perna cansada é comum após longos períodos em pé ou sentado, podendo causar desconforto, inchaço e até dor. Para aliviar essa sensação de peso e proporcionar maior bem-estar é importante utilizar produtos que promovam uma sensação de frescor e ativem a circulação.
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Cuidar das pernas diariamente, especialmente após jornadas intensas, é essencial para manter a saúde e evitar o agravamento do desconforto.

