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Tenys Pé Sabrina Sato

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Culpa do calcanhar rachado nem sempre é do frio
Calcanhar Rachado

Culpa do calcanhar rachado nem sempre é do frio

Se os seus calcanhares ficam mais ressecados, ásperos ou rachados durante o inverno, saiba que isso não é coincidência. A combinação entre frio, baixa umidade do ar e mudanças nos hábitos de cuidados com a pele cria o cenário perfeito para o surgimento das fissuras. A pele do calcanhar já possui características que a tornam naturalmente mais vulnerável ao ressecamento, segundo a dermatologista Patrícia Dalboni. Isso porque, além de não produzir oleosidade natural, a região suporta o peso do corpo e tende a ficar mais espessa ao longo do tempo. “Diferentemente de outras áreas do corpo, o calcanhar não possui glândulas sebáceas e depende de hidratação externa. No inverno, a pele perde elasticidade, fica mais rígida e tem mais dificuldade para acompanhar os movimentos naturais dos pés, levando às rachaduras”, explica a médica. O frio não é o único culpado As baixas temperaturas típicas da estação provocam vasoconstrição, ou seja, diminuem a circulação sanguínea na pele, reduzindo a produção de suor. Como consequência, os calcanhares ficam ainda mais ressecados. No entanto, a culpa não é só do inverno. Os hábitos adotados durante o frio também contribuem para o problema. Um bom exemplo disso são os banhos muito quentes que removem a camada de gordura natural da pele. Sem essa proteção, a retenção de água fica prejudicada. Beber menos água também entra nessa lista, assim como relaxar na rotina com hidratantes para driblar o frio. A soma desses fatores aumenta significativamente o risco de rachaduras e fissuras. Quem tem mais risco Embora qualquer pessoa possa apresentar o problema, alguns grupos pedem atenção especial. Entre eles estão pessoas com pele naturalmente seca, idosos, obesos e quem costuma usar rasteirinhas com frequência. Também devem ser incluídas na lista pessoas com diabetes, hipotireoidismo e doenças dermatológicas, como dermatite, psoríase e ictiose. No caso dos diabéticos, o cuidado deve ser redobrado devido ao maior risco de complicações. “Pequenas fissuras que evoluem de forma tranquila em uma pessoa saudável podem se transformar em lesões graves nesses pacientes. Por isso, a hidratação dos pés é especialmente importante para esse grupo”, alerta a especialista Patrícia Dalboni. Como prevenir no dia a dia A pressão e o atrito exercidos sobre os calcanhares acontecem durante todo o ano, mas o inverno potencializa os danos porque a pele ressecada perde flexibilidade e passa a acompanhar pior os movimentos realizados durante a caminhada. Para proteger a região, a dermatologista recomenda: hidratar os pés diariamente, de preferência à noite; dormir de meia após a aplicação do hidratante; evitar banhos muito quentes; secar bem os pés, principalmente entre os dedos; usar calçados fechados sempre com meia; evitar andar descalço em superfícies frias e ásperas; manter uma boa ingestão de água. Vale lembrar que as rachaduras deixam de ser apenas uma questão estética quando se tornam profundas, dolorosas, apresentam sangramento ou sinais de infecção, como vermelhidão, secreção, odor e calor local. Nesses casos, a orientação é procurar avaliação dermatológica.

Tendinite podal: saiba o que é, como tratar e prevenir
Tendinite

Tendinite podal: saiba o que é, como tratar e prevenir

A tendinite podal é uma inflamação dos tendões do pé, ou seja, das estruturas responsáveis por conectar os músculos aos ossos e garantir estabilidade e movimento. Esse problema é mais comum em pessoas que exigem muito dos pés, como atletas, praticantes de esportes de impacto e profissionais que passam muitas horas eretos. Segundo o ortopedista Marco Aurélio Silvério, da Clínica Movité, a tendinite podal pode causar dor intensa, inchaço e desconforto ao caminhar ou realizar atividades. “Os tendões ficam sobrecarregados e reagem com um processo inflamatório que dificulta o movimento”, explica. Principais causas da tendinite no pé O uso excessivo do pé, especialmente em atividades de alto impacto ou esforços repetitivos, é a principal causa da tendinite podal. Calçados inadequados, como modelos sem amortecimento ou que não oferecem suporte, também são fatores de risco, pois aumentam a pressão sobre os tendões. Alterações na pisada ou desequilíbrios musculares igualmente podem sobrecarregar o pé e gerar inflamação nos tendões. “Esses fatores biomecânicos precisam ser corrigidos para evitar que a tendinite evolua”, alerta o médico. Tal situação acomete a aposentada Sonia Rodrigues, 68 anos, de São Paulo. Ex-vendedora de doces, ela ficava em pé quase 12 horas por dia. “Não sabia que tendinite também poderia afetar o pé; achava que era só no braço”, conta. No caso dela, a artrite já presente contribuiu ainda mais para o desenvolvimento da condição. Tendinite pode afetar os dois pés Embora seja comum que comece em apenas um lado, a tendinite pode afetar ambos os pés simultaneamente, sobretudo quando fatores como sobrepeso, desequilíbrios posturais e atividades que exigem esforço repetitivo estão presentes. O ortopedista esclarece que, sem tratamento adequado, a tendinite em um pé pode sobrecarregar o outro, levando à inflamação nas duas extremidades inferiores do corpo. Portanto, se apenas um pé for acometido, que é o quadro comum, a orientação é de tratar o mais rápido possível para não ter que lidar com a tendinite nos dois pés e ao mesmo tempo. Como é o tratamento de tendinite Conforme o especialista, há quatro caminhos principais a seguir após o diagnóstico de tendinite podal. Além disso, as formas de tratamento podem ser combinadas entre si, a depender do quadro e da avaliação individual de cada paciente. As opções costumam ser: Ficar de repouso o máximo de tempo possível; Aplicar gelo na área para reduzir a inflamação; Tomar remédios prescritos pelo médico, como analgésico e anti-inflamatório; Iniciar a fisioterapia, que é um passo fundamental para fortalecer os músculos ao redor dos tendões e corrigir o alinhamento do pé. Nesse sentido, Sonia relata que a fisioterapia foi essencial para o alívio dos sintomas. “Parei de trabalhar porque já não aguentava a dor, fiz fisioterapia e hoje uso uma palmilha sob medida que ajuda na artrite também”. Em casos mais graves, onde não há resposta ao tratamento inicial, pode ser necessária uma intervenção maior, mas essas situações são menos comuns e dependem de orientação médica. Em qualquer situação, porém, o ideal é não se automedicar nem praticar exercícios por conta própria. Prevenção é essencial Após o tratamento, adotar medidas de prevenção é importantíssimo para evitar novas crises de tendinite. Calçados apropriados com amortecimento e suporte são indispensáveis para reduzir a sobrecarga nos pés, por exemplo. O profissional Marco Aurélio Silvério também indica exercícios específicos de fortalecimento e alongamento contínuo da região. Para quem pratica atividades físicas, respeitar o tempo de descanso entre os treinos e evitar exageros é primordial, além de ajustar a pisada com a ajuda de palmilhas sob medida ou orientações de um especialista.

Conheça as principais causas de dores nos pés
Sintomas e Dores

Conheça as principais causas de dores nos pés

Dores nos pés e sensações como queimação são problemas mais comuns do que se imagina e podem ter diferentes origens – do simples uso de calçados inadequados até condições médicas e traumas. Seja qual for a causa, algo é certo: essa dor pode impactar significativamente o bem-estar e a qualidade de vida. O bom é que há formas de tratar e prevenir, além de cuidados profissionais que fazem toda a diferença. De acordo com a podóloga Sylvia Azevedo, professora de podologia da Universidade Guarulhos (UNG), identificar o que está causando essa dor é essencial para escolher o tratamento mais adequado. “As dores nos pés podem ter motivos variados, e os cuidados vão desde medidas mais simples, como escolher calçados corretos, até tratamentos especializados em consultórios podológicos”, pontua. Principais causas de dores nos pés Conforme dito pela docente, as origens variam de dor para dor. As principais são: Fascite plantar: inflamação na fáscia plantar, que causa dores na sola dos pés, especialmente ao caminhar. Esporão do calcâneo: crescimento ósseo no calcanhar, associado à fascite, que provoca dor ao pisar. Neuroma de Morton: espessamento do tecido entre os dedos, causando queimação e formigamento. Artrite: condição que afeta articulações, causando dor e rigidez. Tendinite: inflamação em tendões, como o de Aquiles, comum em atletas. Calos e bolhas: resultado do atrito com calçados inadequados. Fraturas por estresse: pequenas lesões causadas por uso excessivo ou impactos repetitivos. Pé diabético: neuropatias em pessoas com diabetes que podem causar dor e insensibilidade. Síndrome do Túnel do Tarso: compressão do nervo tibial posterior, provocando dor e formigamento. Queimação também merece atenção Além da dor, a queimação nos pés é outro sintoma comum do quadro, que pode ser causada pelos mesmos fatores das dores ou questões diferentes. como: Neuropatia periférica: associada ao diabetes e outras condições, afeta os nervos dos pés. Calçados inadequados: sapatos apertados ou mal ajustados podem irritar os pés. Infecções fúngicas: como a frieira, causam irritação e queimação. Problemas circulatórios: alterações na circulação sanguínea podem gerar a sensação de queimação. “Ainda pode estar associada à exposição ao calor ou à prática de atividades intensas sem os cuidados adequados”, acrescenta a podóloga. Outros sinais de alerta Vale ainda observar outros sintomas que podem indicar condições mais graves, como problemas circulatórios ou neurológicos, e que devem ser avaliados por profissionais. Alguns que pedem atenção: Inchaço persistente; Vermelhidão ou calor na área afetada; Alterações na cor da pele; Formigamento ou dormência; Dificuldade ao caminhar; Feridas que não cicatrizam. Como evitar e tratar dores nos pés A prevenção e o tratamento podem variar conforme a causa, mas há medidas gerais que ajudam a aliviar e prevenir o desconforto, indo desde cuidados diários até tratamentos caseiros e médicos. Veja só: Cuidados diários e prevenção: Escolha calçados confortáveis, com bom suporte; Hidrate os pés e mantenha as unhas bem cuidadas; Faça alongamentos para fortalecer músculos e tendões; Evite andar descalço em superfícies duras ou quentes. Tratamentos caseiros: Escalda-pés: utilize água morna com sal para relaxar os pés; Massagens: ajuda a aliviar tensões musculares e melhorar a circulação; Compressas quentes ou frias: aliviam dores e reduzem inflamações. Tratamentos médicos: Medicamentos anti-inflamatórios (com orientação médica); Fisioterapia para fortalecer e corrigir movimentos; Palmilhas ortopédicas personalizadas; Terapias complementares, como acupuntura. Grupos mais propensos Algumas pessoas têm maior probabilidade de desenvolver dores nos pés, como pessoas com sobrepeso, idosos, atletas e mulheres que usam salto alto frequentemente. “Condições médicas como diabetes e artrite também aumentam a vulnerabilidade dos pés”, complementa a profissional. Independentemente da propensão e da causa, o podólogo é um dos profissionais essenciais no cuidado com os pés e capaz de auxiliar nas dores, por exemplo. “Desde orientar sobre cuidados básicos até tratamentos como a remoção de calos e ajustes com órteses, a podologia desempenha um papel importante na prevenção e alívio de dores nos pés”, conclui Sylvia.

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