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Tenys Pé Sabrina Sato

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Pé de bailarina sofre desgaste intenso
Tipos de Pés

Pé de bailarina sofre desgaste intenso

O balé encanta por sua leveza, mas os pés de quem se dedica à arte enfrentam um desgaste intenso. Não à toa, a expressão “pé de bailarina” é usada para descrever as alterações que surgem principalmente pelo uso prolongado da sapatilha de ponta, impactando ossos, articulações e tendões. Em muitos casos, essas mudanças anatômicas causam e provocam até lesões mais sérias. As maiores deformidades estão relacionadas à flexão plantar extrema, segundo o ortopedista Roberto Nahon, presidente da Sociedade Paulista de Medicina Desportiva (SPAMDE). “O movimento constante de ficar na ponta dos pés gera instabilidade no tornozelo, aumento da laxidão dos ligamentos e maior risco de entorses. Também é comum o surgimento de tendinites e lesões traumáticas”, explica. Entre os problemas mais comuns, ele destaca o trauma no primeiro dedo, chamado hálux, que pode desencadear o joanete (hálux valgo), além da sesamoidite, uma inflamação dos ossos localizados sob esse dedo. “A fratura por estresse é outra lesão recorrente, especialmente quando há déficit nutricional e baixa massa óssea, como na síndrome da RED-S”, alerta o médico. Principais riscos De acordo com o especialista, as complicações mais associadas ao chamado “pé de bailarina” são: Laxidão ligamentar e instabilidade do tornozelo; Tendinites nos músculos estabilizadores (tibial anterior, fibulares e tendão de Aquiles); Joanete agravado por trauma repetitivo no hálux; Fraturas por estresse, especialmente no sesamoide e no quinto metatarso; Sesamoidite e necrose por sobrecarga no primeiro dedo; Entorses e lesões ligamentares recorrentes; Quadro agravado em quem sofre de osteopenia (diminuição da densidade mineral óssea) ou tem alimentação inadequada. O médico lembra ainda que esses impactos podem se intensificar com o passar dos anos, especialmente quando não há um acompanhamento ortopédico adequado. Até quem não dança Apesar do nome, o pé de bailarina não é exclusividade do balé clássico. Conforme Nahon, bailarinos que não usam sapatilha de ponta e até praticantes de esportes podem apresentar lesões semelhantes. “Movimentos em meia-ponta ou torções frequentes, como no voleibol e no futebol, causam sobrecarga semelhante nos tendões e ossos do pé e tornozelo”, acrescenta. O ortopedista reforça ainda que alongamento em excesso e treinos mal orientados também aumentam o risco de lesão. Por isso, o ideal é ter acompanhamento profissional desde o início da atividade, incluindo avaliação ortopédica regular. “Eu só queria dançar, mas meu corpo cobrou depois” Aos 59 anos, a aposentada Amélia Francisco lembra com carinho dos tempos em que dançava balé clássico. Iniciou a prática aos oito anos e seguiu até os 32, quando dores constantes nos pés a obrigaram a parar. Décadas depois, ainda sente os efeitos daquele período. “Fui diagnosticada com sesamoidite e desgaste nos tendões. Meu ortopedista disse que é sequela do tempo em que dancei na ponta sem o acompanhamento adequado”, conta a ex-bailarina. “Na época, a gente não tinha muito acesso a profissionais especializados. Eu só queria dançar, mas não sabia o quanto meu corpo ia cobrar essa conta depois”. Hoje, ela faz fisioterapia e usa palmilhas para aliviar a dor, mas reconhece que algumas limitações se tornaram permanentes.

O que observar na hora de comprar um calçado, além do estilo
Fricção e Impacto do Calçado

O que observar na hora de comprar um calçado, além do estilo

Escolher o calçado adequado vai muito além do estilo. O sapato errado pode causar calos, bolhas, rachaduras e até dores nos joelhos e na coluna. Por isso, a escolha do produto na loja precisa ser feita com muita atenção, desde o momento de provar até a avaliação dos detalhes do modelo. Segundo a podóloga Marlí da Silva, especialista em pés diabéticos, experimentar antes de comprar é essencial para identificar pontos de pressão que podem machucar. “O objetivo é garantir que o sapato ofereça conforto e segurança, prevenindo lesões e desconfortos que atrapalham a rotina”, pondera. Já o podólogo Marcos Araujo reforça que é importante caminhar pela loja durante a prova para perceber como o sapato se comporta no movimento. “Deve estar firme no pé, sem apertar ou escorregar. E nada daquela ideia de que depois vai lacear,  precisa estar bom já na hora da compra”, afirma. Melhor hora para comprar calçados Nem sempre o momento mais adequado para adquirir um novo par será quando a vontade de fazer compras bater. Na verdade, os podólogos esclarecem que existem horários mais certeiros para a prova e consequente compra: No começo do dia, porque os pés estão no tamanho natural, o que facilita avaliar o sapato sem interferência do inchaço. No fim da tarde ou início da noite, período em que os pés costumam estar mais inchados, permitindo confirmar se o calçado continuará confortável mesmo nos momentos de maior volume. Independentemente do período escolhido, o fundamental é observar como o pé se comporta dentro do sapato e nunca levar um modelo que pareça apertado. A escolha do tamanho errado pode causar dores, lesões e até problemas posturais. Sinais de que o sapato não serve Mesmo que o modelo tenha ficado bonito, pode não ser a decisão mais segura para a saúde. Por isso, durante a prova, vale ficar de olho em alguns sinais que indicam possíveis problemas futuros: Dor ou desconforto imediato ao caminhar; Dedos apertados ou dobrados dentro do sapato; Marcas vermelhas na pele logo após experimentar; Atrito na parte de trás do calcanhar; Calçado saindo do pé, mesmo com ajuste. Tais situações são indícios de que o calçado tende a causar bolhas, calosidades e até feridas, especialmente se for usado por muitas horas seguidas. Cuidados para pés sensíveis ou com diabetes Quem tem pés mais sensíveis ou condições como diabetes precisa ter atenção redobrada. Nesses casos, Marlí da Silva e Marcos Araujo recomendam o seguinte: Experimentar os dois pés, já que podem ter tamanhos diferentes; Evitar costuras internas grossas ou rígidas, que aumentam o atrito; Optar por materiais macios e respiráveis; Conferir se há espaço suficiente na ponta dos dedos; Escolher modelos com boa sustentação e estabilidade; Consultar o podólogo sempre que houver dúvida. Todo esse cuidado é necessário porque um pequeno machucado pode se tornar uma infecção grave em pessoas com diabetes ou baixa imunidade. Aí, a escolha do calçado certo não é mais só uma questão de estilo ou conforto, mas principalmente de saúde. Meias e acessórios Em caso de sapatos que exigem meias, provar um modelo sem meias ou com opções muito diferentes das que usa no dia a dia tende a dar falsas impressões sobre o resultado. “Se você usa meias grossas ou de algodão, prove o sapato com elas. Caso contrário, pode achar que o tamanho está certo e depois ficar apertado”, lembra a podóloga. Para quem transpira muito ou pratica esportes, vale testar o sapato com meias esportivas ou modelos com reforço na ponta e no calcanhar. É uma estratégia eficaz para simular a situação real e evitar surpresas desagradáveis. Outros fatores importantes na escolha Além do tamanho e do ajuste adequado do calçado, os especialistas orientam observar: Material flexível e respirável que permita ventilação; Solado antiderrapante para evitar quedas; Altura do salto, evitando os modelos muito altos ou finos; Peso do calçado, já que os muito pesados cansam mais os pés; Possibilidade de ajuste, como cadarços ou tiras reguláveis. Lembre-se: o fator mais importante é a saúde dos seus pés, afinal, são eles que sustentam o corpo durante todo o dia e precisam estar muito bem para desempenhar essa função.

Bolhas nos pés: por que algumas pessoas têm e outras não?
Bolha

Bolhas nos pés: por que algumas pessoas têm e outras não?

Já reparou que há quem coloque um sapato novo e, em poucas horas, começa a reclamar de bolhas nos pés, enquanto outras pessoas parecem nunca sofrer com isso? A formação dessas lesões não acontece por azar, nem por acaso: está diretamente ligada a fatores mecânicos e características individuais da pele. O surgimento das bolhas depende basicamente de três elementos: atrito, umidade e resistência da pele, conforme esclarece a dermatologista Isabela Pitta. Assim, pessoas com a pele mais sensível ao trauma mecânico, suam mais ou utilizam calçados inadequados (que aumentam a fricção em pontos específicos) costumam ser as principais “vítimas”. “Além disso, o condicionamento da pele influencia. Quem já tem áreas mais acostumadas ao atrito tende a formar menos bolhas do que alguém que está começando uma atividade nova, como corrida ou trilha”, avalia a especialista. Fatores de risco As características da pele fazem diferença na predisposição às bolhas e aumentam o risco de lesão: Pele muito fina pode romper com mais facilidade. Pele muito espessa tende a formar bolhas mais profundas. Pele excessivamente ressecada racha com frequência. Pele muito úmida é mais frágil. Menor elasticidade cutânea favorece microtraumas. O suor excessivo também tem papel relevante. Segundo a médica, a hiperidrose plantar aumenta a umidade, amolece a camada superficial da pele e facilita o deslizamento entre as camadas da epiderme. Esse “descolamento interno” é justamente o que leva ao acúmulo de líquido e à formação da bolha. A influência da biomecânica Nem sempre a culpa é da pele. Alterações na pisada e no formato do pé igualmente podem ser os culpados por concentrar pressão e fricção sempre nos mesmos pontos. Por isso, há quem desenvolva bolhas repetidamente na mesma região. Entre as condições que favorecem esse padrão estão: Pé plano ou muito cavado. Pisada pronada ou supinada. Joanetes. Dedos em garra. “Quando há atrito repetido, acontece um movimento de cisalhamento entre as camadas da pele, ou seja, há um descolamento de camadas da epiderme, criando-se um espaço entre elas. O organismo preenche esse espaço com líquido como forma de proteção”, explica a dermatologista Isabela Pitta. A bolha, portanto, é uma resposta defensiva do corpo para evitar que o dano avance e não deve ser estourada por conta própria. Prevenção e acompanhamento O estilo de vida é mais um fator de influência quando o assunto são as bolhas. Assim, sedentários tendem a formar bolhas quando iniciam atividade física repentinamente, enquanto indivíduos ativos desenvolvem resistência ao atrito, mas podem ter lesões no aumento da intensidade, ao trocar o tênis ou praticar esportes de longa duração. No dia a dia, investir em prevenção é bastante eficaz. Evite: Usar calçados apertados ou largos demais. Estrear sapatos por longos períodos. Optar por meias de algodão, que retêm umidade. Manter os pés suados por muitas horas. Cortar as unhas de forma inadequada, o que pode alterar o apoio do pé. Prefira: Escolher o tamanho correto do calçado. Utilizar meias esportivas com tecnologia de absorção. Hidratar a pele, mas sem exagero. Amaciar sapatos novos antes do uso prolongado. Utilizar talco ou produtos específicos para controle do suor, quando indicado. A especialista orienta procurar um dermatologista se houver bolhas frequentes, lesões muito dolorosas, demora na cicatrização (atenção, diabéticos!) ou presença de bolhas em outras partes do corpo, sobretudo com coceira ou descamação. Nesses casos, vale investigar micoses, dermatites de contato ou doenças bolhosas autoimunes.

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O uso diário é recomendado, principalmente em climas quentes, uso contínuo de sapatos fechados ou durante atividades físicas intensas. Escolha Tenys Pé Baruel para um cuidado eficaz e duradouro com seus pés no dia a dia.