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Calçados inadequados trazem riscos aos pés
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Correr sem dor: como evitar lesões nas corridas
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Canelite: quando as dores na canela precisam de atenção?
A canelite é uma inflamação dolorosa que ocorre na canela, frequentemente associada à prática de exercícios físicos intensos, sobretudo corrida. Na realidade, a canelite não é causada por um trauma específico, mas, sim, pelo excesso de exercício e sobrecarga repetitiva na região. De acordo com o ortopedista Rodrigo Vetorazzi, coordenador da ortopedia do Hospital Albert Sabin de São Paulo (HAS-SP), o quadro surge pela falta de cuidados na preparação física. “Pode piorar quando o exercício é feito com calçados inadequados ou sem alongamento e fortalecimento muscular”, acrescenta o médico. Como saber se é canelite Se você sente dor na parte anterior ou anteromedial da canela, especialmente ao caminhar ou correr, provavelmente é canelite. A dor é persistente e tende a aumentar com a continuidade do exercício, podendo gerar desconforto até em repouso. Porém, em alguns casos, vale descartar outras condições mais graves, como: fraturas por estresse, infecções ósseas ou até lesões tumorais, que podem causar dores semelhantes e, por isso, requerem diagnóstico mais preciso. O professor universitário Leandro Oliveira, 59 anos, de São Paulo, tornou-se corredor amador para perder peso e, logo depois, foi identificada a canelite. “Sentia dores intensas que não passavam nem com descanso, que pioravam depois das aulas e das corridas. Vi que tinha algo errado”, recorda-se. Riscos e prevenção Os principais fatores de risco para a canelite incluem: Exagerar nos exercícios, sobretudo em atividades intensas como corrida, realizadas sem preparação física adequada. Usar calçados inadequados, devido à falta de amortecimento e suporte nos tênis, que aumenta o impacto sobre a canela. Ter uma pisada incorreta, já que a biomecânica fora do padrão pode sobrecarregar a canela e causar inflamação. Não fortalecer os músculos, normalmente resultado da prática de esportes de impacto sem alongamento ou preparo muscular. Para prevenir o quadro, o ortopedista Rodrigo Vetorazzi recomenda calçados com amortecimento e a prática de exercícios de fortalecimento e alongamento antes de atividades intensas. “A correção da pisada com palmilhas e a orientação de um profissional para ajustar o treinamento são medidas preventivas essenciais”, acrescenta. Repouso faz parte do tratamento Tratar a canelite exige, principalmente, a redução da atividade física até que a dor diminua. “Repouso e aplicação de gelo ajudam a controlar a inflamação, além de analgésicos e anti-inflamatórios, quando necessário,” orienta o ortopedista. A fisioterapia também é indicada para fortalecer a musculatura e corrigir a pisada. Leandro Oliveira passou por sessões de fisioterapia e fez ajustes na rotina de exercícios. “Fiquei um tempo sem correr e troquei o tênis. Agora, corro com acompanhamento profissional e cuido para não exagerar”, conta ele, que adotou medidas preventivas para evitar novas crises de canelite. A importância do acompanhamento profissional O caso do professor universitário reforça a importância de sempre ter orientação e supervisão antes e durante a prática de exercícios. Isso porque, sem acompanhamento, as atividades físicas podem aumentar o risco de lesões, agravando problemas existentes e ainda causando novas queixas. “Comecei a correr para evitar problemas de saúde pelo sobrepeso, mas acabei com canelite. Supervisão é fundamental”, admite o corredor.
Fascite plantar: exercícios e produtos aliviam a dor
Quando dores persistentes no pé sinalizam a chance de ser fascite plantar vale lembrar que existem produtos e exercícios que podem aliviar esse incômodo. Sentir dores nos pés está longe de ser incomum. Passar horas em pé, usar calçados inadequados e fazer esforço demais são atitudes corriqueiras, principalmente na correria do dia a dia, que podem causar o desconforto. No entanto, dores persistentes acendem o sinal para algo mais sério. "Trata-se de uma inflamação da fáscia plantar, uma membrana fibrosa que conecta o calcanhar aos dedos dos pés. Essa estrutura estabiliza o arco do pé e sustenta as estruturas musculares ao caminhar e ficar em pé", explica o fisioterapeuta André Pêgas, da rede de clínicas Doutor Hérnia. Mas calma: tem solução! O primeiro passo ao perceber essa dor é buscar ajuda especializada - no caso, um ortopedista -, que poderá avaliar e confirmar o diagnóstico. A partir daí, o profissional indicará algumas medidas para aliviar o desconforto e, obviamente, tratar o quadro. O encaminhamento à fisioterapia faz parte do tratamento, já que a execução e a repetição de alguns exercícios são partes fundamentais do processo. Por que os exercícios são importantes? Exercícios específicos podem contribuir para a recuperação da fascite plantar, pois estimulam a fáscia plantar, melhorando sua elasticidade, irrigação e o controle postural do arco plantar. "Os exercícios são essenciais para prevenir novas crises, mas é importante evitar atividades físicas intensas na fase inicial da inflamação," reforça Pêgas, especialista em Fisioterapia Traumato Ortopédica e Desportiva. Práticas mais recomendadas Entretanto, não é qualquer série de exercícios que vai resolver a questão da fascite plantar. É preciso ter boas indicações médicas, acompanhamento e supervisão. Entre os mais indicados para melhorar o quadro estão: Elevação e descida na ponta dos pés, para fortalecer a fáscia; Alongamentos dos dedos e tornozelo, que aumentam a flexibilidade e aliviam a pressão; Específicos para o tendão de Aquiles e panturrilhas, já que fortalecem essas estruturas conectadas à fáscia plantar. Existe contraindicação para exercícios? Segundo o fisioterapeuta André Pêgas, nenhum tipo de exercício e alongamento é contraindicado ou vetado para quem sofre com a fascite plantar, mas saber o momento de praticar cada um deles é crucial. Ou seja, nada de se dirigir à academia e tentar resolver a condição por conta própria, porque isso pode acentuar a condição. "Sempre que possível, deve-se evitar exercícios nas fases mais inflamadas e agudas. A prática só deve ser retomada quando a inflamação estiver controlada para evitar o agravamento da dor", esclarece Pêgas. Produtos que aliviam o desconforto Além dos exercícios, palmilhas, almofada plantar e calcanheiras de gel ou de silicone podem reduzir a pressão sobre a fáscia plantar, aliviando o desconforto. O fisioterapeuta também destaca a importância de usar calçados adequados, evitando opções muito duras ou saltos altos, que sobrecarregam a região. Um leve salto pode ajudar, pois eleva o calcanhar e reduz a pressão sobre a fáscia. Já nos casos crônicos, a infiltração de corticoide pode ser uma opção para alívio da dor e inflamação, desde que haja recomendação médica. Vale saber que, caso a fascite evolua para um esporão calcâneo, a cirurgia passa a ser considerada para a remoção do esporão e alívio dos sintomas.
3 fatores que deixam os pés ressecados no inverno
Nossa colunista, Rosi Sant'Ana, podóloga há mais de 13 anos e proprietária da rede Sant’Podologia no estado do Espírito Santo, alerta para três fatores que ressecam os pés no inverno. São eles: 1. Ar mais seco e frio No inverno, a umidade do ar diminui, e o frio faz os vasos sanguíneos se contraírem para conservar calor. Isso reduz a irrigação da pele e diminui a produção natural de óleos, deixando a pele dos pés (já naturalmente mais seca) ainda mais desidratada. 2. Banhos quentes e demorados A água quente remove a camada de gordura protetora da pele, o que agrava o ressecamento. Como no inverno as pessoas tomam banhos mais quentes e longos, isso piora o quadro. 3. Uso de meias e sapatos fechados O ambiente abafado dentro dos sapatos e meias retém suor, que depois evapora, contribuindo para a perda de água da pele. Além disso, impede a pele de “respirar”, colaborando para o ressecamento. Como resultado, a pele dos pés fica mais seca, áspera e suscetível a rachaduras e fissuras, o que pode abrir portas para fungos e bactérias.
Sinais de que seu corpo não está pronto para aumentar a intensidade da corrida
Querer correr mais rápido ou aumentar a intensidade faz parte da evolução na corrida, mas o corpo costuma dar sinais claros quando ainda não está preparado para esse salto. Ignorar esses alertas pode não só travar o desempenho, como aumentar o risco de lesões e afastar o corredor dos treinos. O triatleta André Plec explica que, antes de pensar em ganhar ritmo, é fundamental observar como o corpo responde aos estímulos. Lesões, dores intensas e dificuldade de recuperação são alguns dos indícios de que talvez seja hora de desacelerar e reforçar a base. Os sinais físicos mais comuns Entre os principais alertas de que o corpo ainda não está pronto para correr mais rápido ou com mais intensidade estão: Dores extremas após a corrida; Lesões musculares; Lesões ósseas, como fraturas por estresse. “Esses sinais indicam que o corredor ainda não atingiu um estágio mais avançado de preparo e pode precisar ‘dar um passo para trás’ antes de tentar evoluir”, destaca o esportista. Vale ficar de olho Sentir dor persistente, cansaço excessivo ou perceber queda de rendimento durante os treinos pode indicar que o ritmo ou o volume estão altos demais. No entanto, André Plec alerta que nem sempre o problema está apenas no preparo físico. A alimentação inadequada e a falta de sono também interferem diretamente na recuperação muscular. Quando faltam nutrientes ou descanso, o corpo não consegue se recuperar de forma adequada, o que acaba refletindo em pior desempenho. Recuperação é parte do treino Na corrida, treinar bem não é suficiente se o corpo não tiver tempo e condições para a recuperação. É que, sem recuperar a musculatura e o corpo como um todo, fica praticamente impossível evoluir, seja para melhorar o tempo ou aumentar distâncias. “Não tem como entregar uma performance melhor tendo uma capacidade física pior”, garante André. Nesse sentido, ele ainda relembra a importância do treinamento de força, com um profissional capacitado, que reduz o risco de lesões e ajuda na melhora do desempenho. Não ignore os sinais Deixar de prestar atenção no que o seu corpo diz ou ignorar sinais importantes pode aumentar as chances de lesões, por exemplo. Perceber o limite é parte fundamental da corrida e existem boas estratégias para isso: Monitorar batimentos cardíacos. Uma frequência cardíaca alta demais indica que o esforço acima do ideal. Observar a respiração. Se, além dos batimentos acelerados, você estiver ofegante, provavelmente está se esforçando mais do que o corpo aguenta naquele momento. Não encare esse “passo para trás” como uma perda: compreender melhor o quanto está sendo exigido no treino e ajustar o ritmo, quando necessário, são medidas essenciais para evoluir como corredor. Corredores iniciantes X experientes Vale lembrar que os sinais de alerta costumam ser parecidos tanto para quem está começando quanto quem têm muitos quilômetros no currículo. São eles: Desconforto muscular; Dores; Sensações diferentes no corpo. A principal diferença está na forma como cada corredor reage. O mais experiente tende a reconhecer esses sinais, interromper o treino, se recuperar e voltar mais forte. Já o iniciante, muitas vezes ansioso por evoluir, ignora os alertas e continua treinando. Aumentar o ritmo também é importante Embora a segurança seja essencial, aumentar o ritmo e as distâncias faz parte do processo de evolução. Para André Plec, o desafio é um elemento central do esporte e deve ser seguido sempre, estabelecendo metas, buscando ser mais rápido ou mais resistente e desenvolvendo resiliência. “Esse processo envolve corpo e mente trabalhando juntos. Respeitar os limites físicos, mas também se desafiar mentalmente, é o que permite evoluir de forma segura e sustentável na corrida”, finaliza o triatleta.
Óleos essenciais: saiba o que são e como usá-los
Os óleos essenciais têm ganhado cada vez mais espaço em rotinas de autocuidado e bem-estar – e não é à toa: são substâncias naturais, altamente concentradas, e possuem múltiplas funcionalidades que vão desde o relaxamento à melhora de condições estéticas e emocionais. A fonte desses óleos é a própria natureza: podem ser extraídos de diversas partes das plantas, como folhas, flores, caules, raízes e cascas. “São usados na aromaterapia, em cosméticos e em cuidados com a saúde, sempre respeitando suas composições e funcionalidades”, explica a cosmetóloga Roseli Siqueira, especialista em produtos e tratamentos naturais há mais de 40 anos. Benefícios dos óleos essenciais Com uma grande variedade disponível no mercado, cada opção apresenta vantagens específicas que atendem a diferentes necessidades. Confira alguns exemplos indicados por Roseli Siqueira: Óleo essencial de laranja: possui propriedades estimulantes, ideal para promover energia e disposição; Óleo essencial de alecrim: atua como neurotransmissor, minimizando linhas de expressão causadas pelo estresse e cansaço; Óleo essencial de hortelã: estimula a circulação no couro cabeludo, aliviando tensões; Óleo essencial de flores limantes alba: excelente para aplicação em pontos de tensão, como o couro cabeludo, têmporas, glabela e região occipital, proporcionando relaxamento. “Esses benefícios variam conforme a composição de cada um, mas, de forma geral, os óleos essenciais promovem um cuidado holístico, agindo no corpo e na mente”, destaca a especialista. Óleos essenciais X pés Prática comum e bastante benéfica, adotar o uso de óleos essenciais nos pés promove bem-estar e cuida da saúde do corpo em geral, conforme argumenta a podóloga Maria José Duca Vasconcelos, da Levezi Beleza e Estética, especialista em atendimento a pacientes portadores de diabetes mellitus e podologia geriátrica. “Os pés possuem muitos pontos reflexológicos que conectam a diferentes órgãos”, pontua a profissional. Na parte inferior do corpo, são capazes de promover hidratação, prevenir infecções com fungos, melhorar a circulação e aliviar dores - além, é claro, de gerar relaxamento. Como usar óleos essenciais A versatilidade das fórmulas permite diferentes formas de uso. Veja as principais orientações para utilizá-los corretamente: Na pele ou no cabelo: Dilua uma gota de óleo essencial em 10 gotas de óleo base 100% natural; Misture bem e aplique com movimentos circulares na pele (evitando a região dos olhos) ou no couro cabeludo; Retire o excesso com um pano umedecido em água morna. Nos pés: Os óleos essenciais devem ser diluídos em um óleo carreador (como óleo de coco ou de amêndoas) antes da aplicação; A massagem deve ser feita na planta dos pés, calcanhares e ao redor dos dedos, sempre evitando contato direto com unhas ou áreas lesionadas. No sabonete líquido: Adicione uma gota da versão escolhida em 10 gotas de sabonete líquido para potencializar os cuidados com a pele. No ambiente: Coloque-o em um colar aromático ou em um difusor de ambientes para aproveitar seus benefícios de aromaterapia. Roseli Siqueira destaca ainda que esses métodos ajudam a potencializar o efeito terapêutico dos óleos, seja para relaxamento, revitalização ou algum tratamento específico. Resultados imediatos e cumulativos Se você já se perguntou quanto tempo demora para os óleos essenciais apresentarem efeitos, saiba que a resposta é: “depende”. Em alguns casos, pode acontecer logo na primeira aplicação, especialmente no alívio de tensões. No entanto, a cosmetóloga explica que uma rotina semanal de uso potencializa os benefícios e ainda proporciona resultados mais significativos para a saúde e o bem-estar ao longo do tempo. Cuidados essenciais no uso Embora ofereçam inúmeros benefícios, os óleos essenciais requerem cuidados especiais devido à sua alta concentração Nunca o aplique diretamente na pele, pois isso pode causar irritações ou queimaduras; Realize um teste antes de usá-los, especialmente na pele e nos cabelos, para evitar reações adversas; Gestantes devem evitar alguns tipos, portanto, é essencial consultar um especialista antes do uso. “Os óleos essenciais são mais do que apenas um aroma agradável: eles representam um cuidado profundo com o corpo e a mente, promovendo relaxamento e equilíbrio em meio à rotina”, conclui a especialista Roseli Siqueira.
Alongamentos para evitar canelite em trilhas e praias
A canelite é uma inflamação na região interna da canela, causada pelo esforço repetitivo e pelo impacto constante durante atividades físicas. Em trilhas por terra e caminhadas na areia de praias, o terreno irregular e a instabilidade dos passos favorecem a sobrecarga na tíbia. Sem o preparo adequado, a dor pode aparecer ao longo das práticas e pode ser evitada com alongamentos. Quem confirma é o fisioterapeuta Caio Caires, especialista em quiropraxia e osteopatia. Ele argumenta que o alongamento é, definitivamente, uma das formas mais eficazes de prevenir o problema nessas situações. “A melhora da flexibilidade reduz a tensão sobre a canela, prevenindo sobrecargas e inflamações”, explica. Já para a fisiologista Bianca Vilela, mestre em fisiologia do exercício, o segredo está em preparar o corpo antes mesmo de começar a atividade. “Ao iniciar qualquer trilha ou caminhada longa, é essencial aquecer a musculatura e escolher calçados adequados. Isso faz diferença na prevenção de dores e lesões, como a canelite”, afirma. Antes e depois da atividade Informação importante: o tipo de alongamento muda conforme o momento do exercício, ou seja, se feito previamente ou depois das caminhadas. Isso evita tanto lesões quanto desconfortos. Antes da trilha, por exemplo, a recomendação é apostar em exercícios dinâmicos, que envolvem movimento e ajudam a aquecer os músculos e articulações. Algumas opções são: Balanço de pernas: apoiado em alguma superfície (uma árvore, por exemplo), mantenha um pé no chão e suspenda a outra perna, balançando-a para frente e para trás Elevação dos joelhos: de pé, puxe os joelhos de encontro ao tronco, envolvendo-os com os braços e mantendo a posição por alguns segundos; Rotações de tornozelos e quadril: apoie a ponta de um dos pés no chão e faça movimentos em círculos para a direita e para a esquerda. O mesmo vaivém deve ser feito com os quadris, logo na sequência. “Esses alongamentos preparam o corpo para o impacto e ativam articulações importantes, como tornozelos e quadris”, indica Bianca. Após o exercício, porém, prefira os estáticos, mantendo as posições citadas por alguns segundos. Tais posturas ajudam a relaxar e a recuperar a musculatura depois do esforço. A alternância prepara o corpo para o impacto e facilita a recuperação. Músculos que merecem atenção Para evitar a canelite, também é fundamental priorizar grupos musculares que estabilizam as pernas e amortecem o impacto durante o movimento. Tais músculos atuam como uma espécie de “escudo” protetor da canela. São eles: Panturrilhas: em pé, apoiado em alguma parede ou estrutura vertical, mantenha um joelho mais à frente e o calcanhar no chão, alongando a outra perna reta, para trás; Músculos tibiais (parte anterior da perna): afaste os pés alinhando-os com os ombros, flexione-os e equilibre-se sobre os calcanhares; nesta posição, caminhe por cerca de 30 segundos; Músculos isquiotibiais (posteriores da coxa): em pé, mantenha um pé ao lado do outro e a posição reta e, então, curve-se para baixo, tentando tocar os pés com as mãos; Quadríceps: em pé, puxe o calcanhar direito em direção ao glúteo, segurando o pé com a mão direita e mantendo os joelhos próximos e a postura, ereta. “Esses grupos ajudam a manter o equilíbrio e reduzem o estresse sobre a tíbia, especialmente em terrenos irregulares”, acrescenta Caio. Por isso, alongá-los e fortalecê-los é essencial para distribuir melhor a carga e não sobrecarregar esse osso. Trilhas, praias e pausas necessárias Terrenos irregulares e a areia fofa da praia exigem mais do corpo, especialmente das panturrilhas e da parte anterior das pernas. De acordo com a fisiologista Bianca Vilela, o esforço é maior porque o pé afunda e a musculatura precisa compensar a instabilidade. Mas há alternativas eficazes para isso, como caminhar em faixas de areia mais firme, próximas à água, o que reduz o impacto e ajuda na adaptação. Bianca também recomenda atenção ao ritmo e às pausas: Respeite o próprio limite; Mantenha ritmo constante; Faça pequenas pausas a cada 30 a 40 minutos; Hidrate-se e aproveite as pausas para alongar levemente. Esses momentos de descanso aliviam a fadiga muscular e previnem inflamações. Quando buscar ajuda profissional Nem toda dor é “normal” após o exercício. O fisioterapeuta Caio Caires orienta ser preciso interromper a atividade e procurar avaliação se houver: Dor constante; Inchaço; Sensibilidade ao toque; Dificuldade para andar. Ele também esclarece que, após o diagnóstico, o tratamento é baseado em fisioterapia e exige respeitar o tempo de recuperação, que varia de 4 a 12 semanas, conforme a gravidade da inflamação. O retorno às atividades deve ser gradual e sempre com orientação profissional. O especialista salienta que a prevenção deve ser parte da rotina de quem pratica trilhas ou caminhadas. Alongamentos regulares, fortalecimento das pernas e o uso de calçados adequados fazem toda a diferença para evitar problemas. “O pós-trilha é tão importante quanto o preparo”, reforça a especialista. “Alongar, hidratar e, em caso de dor, aplicar gelo ajudam na recuperação. Se o desconforto persistir, é sinal de que o corpo precisa de descanso ou avaliação profissional.”

