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O melhor conteúdo sobre cuidados com os pés agora num formato de Web Stories. Confira e aprenda tudo sobre cuidados com os pés.

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Conheça o Universo do Pé

Cuidados que todo corredor deve ter com os pés
Corrida

Cuidados que todo corredor deve ter com os pés

Quem é adepto das corridas sabe que são necessários cuidados extras com os pés. Os pés desempenham um papel fundamental na absorção do impacto e na propulsão durante a corrida. Porém, a verdade é que a saúde dessa região muitas vezes é negligenciada. Segundo o ortopedista Rafael Botelho, especialista em pé e tornozelo e membro da Sociedade Americana de Pé e Tornozelo (AOFAS), seguir algumas orientações e adotar cuidados específicos são essenciais para evitar problemas na região inferior do corpo. “Nosso sistema cardiorrespiratório evolui mais rapidamente que o musculoesquelético, então a progressão de distâncias em corridas deve ser lenta, com aumentos semanais de 10% para evitar lesões como canelite e contraturas musculares”, alerta. Junto do médico, o treinador Grace Santos, coordenador técnico da rede de academias Evoque, destaca alguns pontos. Principais pontos Alterne os tênis. Os materiais do calçado precisam de descanso para retomar sua capacidade de absorção e impacto. Quem corre todos os dias deve ter dois pares e alternar o uso entre eles. Conheça a sua pisada. Pronada, supinada ou neutra? Essa resposta ajuda a encontrar o tênis ideal e reduzir as chances de lesão. Leia abaixo como identificar a sua. Fortaleça seus músculos. A musculação é quase requisito obrigatório para quem corre longas distâncias, porque ajuda a prevenir lesões e melhora o condicionamento físico. Cuide das unhas. Mantenha-as curtas e não se esqueça de hidratar a pele. Isso ajuda a prevenir bolhas e unhas encravadas. Varie os terrenos na corrida. Intercale entre terrenos macios e duros para ajudar na prevenção de sobrecarga nos pés e reduzir o impacto. Para quem já pratica a corrida regularmente, Grace recomenda a escolha do tênis adequado ao tipo de pisada e um número maior do que o habitual para acomodar o inchaço dos pés. Além disso, o uso de meias feitas de poliamida e elastano ajuda a evitar atritos e mantém os pés secos durante o treino. E se houver sensibilidade, vale até apostar em meias duplas. Sinais de alerta durante a corrida Entenda o que acende a bandeira vermelha no esporte: Dores persistentes. O desconforto no arco, calcanhar ou dedos indica alguma condição indesejada, como fascite plantar ou tendinite. Dormência ou formigamento. Tais situações sinalizam que pode haver compressão de nervos, geralmente devido ao uso de tênis apertado. Unhas doloridas ou roxas. Frequentemente são causadas por calçados inadequados e geram desconforto contínuo. Inchaço incomum. Isto sugere que os tecidos ou articulações podem estar sobrecarregados. Portanto, sentir qualquer um desses sintomas ou outros desconfortos é motivo para ir ao médico imediatamente e suspender a corrida até segunda ordem. Prepare-se corretamente para correr Para preparar os músculos, o treinador Grace Santos recomenda alongamentos dinâmicos antes da corrida. “Exercícios como elevação de joelhos (skipping), puxada de calcanhar (kick-backs) e passadas longas com rotação do tronco aquecem os músculos e melhoram a amplitude de movimento, reduzindo o risco de lesões”, explica. Conforme ele aponta, esse tipo de alongamento é preferível no lugar dos estáticos, pois ajudam a ativar as articulações, sem desacelerar o corpo, já preparando-o para a corrida Calçado é realmente muito importante Não custa repetir sobre a importância de estar com um tênis adequado. O ortopedista Rafael Botelho pontua que o “modelo ideal” varia para cada perfil de pessoa e organismo, mas alguns fatores são universais e podem guiar a escolha, entre eles conformidade com a pisada; amortecimento para longas distâncias; solado reforçado e aderente para trilhas. Grace complementa recomendando experimentar diversos modelos de tênis antes da aquisição e, se possível, buscar orientação de um especialista para encontrar o melhor ajuste - afinal, um calçado adequado ajuda a evitar lesões por esforço repetitivo e proporciona o conforto necessário para que a corrida seja feita com segurança e leveza. Entenda a diferença entre as pisadas De forma prática, há três tipos de pisadas. A neutra é aquela em que as partes interna e externa do pé tocam o solo quase ao mesmo tempo, com o peso corporal distribuído de maneira harmônica. A pronada, caracterizada pelo pé chato ou plano, é a que o arco medial tem maior contato com o solo, impactando a biomecânica do corpo, afetando mais a parte interna do pé. Por fim, a supinada, também conhecida como pé cavo, tem um arco elevado e, por conta disso, seu contato com o solo é menor, forçando mais a parte de fora do pé, provocando instabilidade e limitando a capacidade de absorver impactos.

6 sinais de que sua pisada está piorando com o tempo
Pé Supinado e Pé Pronado

6 sinais de que sua pisada está piorando com o tempo

A forma como o pé encosta no chão costuma passar despercebida no dia a dia. No entanto, a longo prazo, mesmo pequenas mudanças nesse padrão podem indicar que algo saiu do equilíbrio. O resultado é um impacto não só nos pés, mas em todo o corpo. O fisioterapeuta Marcio Guimarães, à frente da Trato Fisioterapia, esclarece que todas as pessoas apresentam pronação (para dentro) e supinação (para fora) ao caminhar, em maior ou menor proporção, pois são movimentos naturais e necessários para a absorção de impacto e adaptação ao solo. “É preciso equilíbrio entre ambos. Na pronação, o arco do pé inclina para dentro. Já na supinação é o oposto: ele se afasta do chão. O problema é quando esses movimentos aumentam ou mudam demais com o tempo”, explica o especialista em reabilitação ortopédica e esportiva. O que é (ou não) normal Na prática, a maioria das pessoas apresenta uma leve pronação ao caminhar, porque o pé precisa distribuir o peso e absorver o impacto do corpo. Embora menos frequente, a supinação também ocorre e faz parte do funcionamento natural da pisada. Portanto, o alerta não está na existência desses movimentos, mas na mudança progressiva. Isso porque, quando uma dessas rotações se torna mais acentuada, passa a gerar desconforto, como dores nos pés, sobretudo durante a atividade física. Nesse sentido, o fisioterapeuta recomenda ficar de olho em possíveis sintomas e procurar uma avaliação profissional para investigar melhor. Sinais de que sua pisada pode estar mudando Alguns sinais do dia a dia ajudam a identificar alterações importantes na pisada antes mesmo de surgir dor. Observar o comportamento dos pés e até dos calçados é um dos jeitos mais simples para perceber algo de diferente e agir na hora certa. Entre os principais indícios, o ortopedista Ivo Zulian Neto, da plataforma INKI de consultas médicas, lista: 1. Desgaste irregular do solado. 2. Calcanhar do sapato inclinando para dentro ou para fora. 3. Surgimento de calos em pontos específicos. 4. Ressecamento da pele dos pés. 5. Desalinhamento dos dedos, como o joanete. 6. Sensação de cansaço ou sobrecarga nos tornozelos. “Esses sinais mostram que o corpo pode estar compensando uma pisada inadequada. Quando o desvio é acentuado, o peso deixa de ser distribuído corretamente, gerando sobrecarga nas articulações e, com o tempo, dor”, alerta o médico. Como evitar problemas e tratar O fisioterapeuta Marcio Guimarães chama atenção para hábitos que podem agravar o caso e até trazer problemas mais sérios, como: aumento repentino de distância ou intensidade nos treinos; falta de fortalecimento muscular; uso de calçados sem suporte adequado; ausência de adaptação progressiva à atividade física. Já quando o assunto é tratamento, o ortopedista Ivo Zulian Neto destaca as palmilhas ortopédicas sob medida como primeira linha por reposicionar as forças e dar equilíbrio à marcha. A fisioterapia também destaca ser fundamental o fortalecimento. Se nada disso resolver, uma intervenção cirúrgica pode ser considerada. “Sempre gosto de lembrar que nenhum corpo é perfeitamente simétrico. Então, é normal ter pequenas diferenças entre os pés. O perigo mora nas soluções genéricas, como comprar um tênis que promete corrigir sem nem saber o grau do problema. Às vezes, você corrige um lado e prejudica o outro”, finaliza o médico.

O que causa artrose nos pés? Saiba identificar e tratar
Prevenção de Lesões

O que causa artrose nos pés? Saiba identificar e tratar

A artrose nos pés é o desgaste progressivo das cartilagens que revestem as articulações dessa região, tecidos que funcionam como um “amortecedor natural”, permitindo que os ossos se movam suavemente. Quando sofrem alterações, podem causar dor, rigidez e limitação dos movimentos. A condição pode atingir diferentes articulações do pé, sendo mais comum no dedão (hálux), no meio do pé (mediotársica) ou na articulação subtalar, entre o tornozelo e o pé. “A artrose é um processo crônico, geralmente lento, e está relacionada ao envelhecimento, mas pode surgir mais cedo em pessoas com fatores de risco específicos”, informa o ortopedista Marco Aurélio Neves, da Clínica Movitè, especialista em cirurgia de próteses de quadril e joelho. Principais causas da artrose Mas, afinal, por que uma pessoa desenvolve essa doença? O médico lista os motivos mais importantes: Desgaste natural com a idade; Sobrecarga repetitiva (corridas, esportes de impacto, uso de salto alto); Traumas prévios (entorses, fraturas, lesões mal curadas); Deformidades como joanetes, pés planos ou cavos; Doenças inflamatórias como artrite reumatoide ou gota; Excesso de peso, que aumenta a carga sobre as articulações. Além disso, o histórico familiar e o uso prolongado de calçados inadequados elevam as chances de desenvolver o problema. Sintomas iniciais Os primeiros sinais incluem dor que piora com o uso das articulações e melhora com repouso; rigidez matinal ou após longos períodos parado; e sensação de travamento. Porém, esses não são os únicos sintomas possíveis. O paciente também pode apresentar: Inchaço; Diminuição da mobilidade; Dificuldade para calçar sapatos; Deformidades visíveis nos dedos ou no dorso do pé em fases mais avançadas. “A dor geralmente começa leve e vai se intensificando ao longo do tempo, comprometendo a qualidade de vida”, alerta o ortopedista. Impacto na mobilidade e tratamento Quando não tratada, a artrose pode limitar bastante a capacidade de caminhar, correr ou ficar em pé por muito tempo. Para compensar a dor, a pessoa muda o jeito de andar, sobrecarregando joelhos, quadris e coluna lombar. Não para por aí: o quadro ainda aumenta o risco de quedas, torções e lesões secundárias, principalmente em idosos. De acordo com o especialista, na maioria dos casos, o tratamento começa de forma conservadora, sem cirurgia. Entre as principais opções estão: Uso de calçados mais largos e confortáveis, com bom amortecimento; Palmilhas ortopédicas personalizadas; Fisioterapia e exercícios para fortalecer o pé e o tornozelo; Medicamentos para dor e inflamação; Infiltrações com ácido hialurônico ou corticoide, em casos moderados. A cirurgia só é indicada quando a dor se torna incapacitante e o tratamento clínico não funciona mais. “Os procedimentos variam conforme a articulação afetada e podem ir desde pequenas correções ósseas até artrodeses (fusões) ou mesmo próteses em casos mais raros”, detalha Marco Aurélio. Cuidados diários são importantes Vale saber também que alguns hábitos simples podem retardar a evolução da artrose ou reduzir seus sintomas, incluindo o seguinte: Manter o peso sob controle; Usar calçados adequados, com suporte e sem salto alto; Evitar longos períodos em pé ou caminhadas extenuantes em superfícies duras; Alongar e fortalecer os pés regularmente; Evitar esportes de alto impacto quando houver dor; Procurar um ortopedista nos primeiros sinais de desconforto. “A artrose não tem cura, mas tem tratamento e controle. Quanto mais cedo for diagnosticada, maior a chance de evitar cirurgias e manter a qualidade de vida”, garante o médico. Marco Aurélio Neves ressalta que “o pé, muitas vezes negligenciado, é a base da nossa mobilidade e cuidar dele é cuidar da nossa liberdade”. “Viver com dor não é normal.”

Para que serve desodorante para os pés
Suor e Odor

Para que serve desodorante para os pés

Descubra a diferença entre o desodorante pédico e o das axilas e como evitar problemas como frieiras e mau cheiro. Assim como o desodorante que usamos nas axilas, o desodorante para os pés evita odores desagradáveis. Mas não só isso: ele também age como um antisséptico, restringindo a multiplicação excessiva de microrganismos, e absorve a umidade causada pelo suor nos pés. “O desodorante para os pés tem substâncias que são bactericidas e fungicidas ou fungistáticas (que não deixam os fungos crescerem). Ao mesmo tempo em que ele ajuda a prevenir micoses, frieiras e infecções bacterianas, proporciona um odor agradável aos pés, mesmo para quem não tem chulé”, explica Armando Bega, podólogo responsável pelo Instituto Científico de Podologia, presidente da Associação Brasileira de Podólogos e especialista em Podiatria. Ele explica que o chulé – também conhecido como bromidrose – é causado pela combinação da umidade causada pelo suor nos pés com as bactérias naturalmente presentes na nossa pele. O mau cheiro vem da decomposição do suor por essas bactérias, se o pé não for devidamente higienizado. Por isso o desodorante para os pés têm agentes antimicrobianos específicos para as bactérias que se desenvolvem no ambiente quente e úmido que se cria nessa parte do corpo e outros ingredientes (como o amido de milho) que absorvem a umidade para manter os pés secos. “O desodorante pédico é formulado especificamente para o tipo de transpiração e de micro-organismos que afetam mais os pés. Tem um odor mais forte porque essa é uma região que costuma ficar fechada e que transpira, além de estar em contato com as sujidades do calçado”, explica Bega. Quem precisa usar desodorante para os pés? O desodorante pédico deve ser usado por qualquer pessoa, não só por quem sua muito no pé, afirma Bega. Para quem transpira mais nesta região, ele recomenda usar o desodorante em forma de talco, que absorve bem essa umidade e mantém o pé seco. “Não é a mesma coisa que usar o talco comum ou os formulados para bebês, pois esses não têm as substâncias específicas para a microbiota dos pés”, alerta o podólogo. A versão em pó também é boa para quem quer prevenir as frieiras, que são causadas por fungos que surgem entre os dedos quando essa região fica úmida por muito tempo. “O excesso de transpiração no pé pode levar ao aparecimento de fissuras, e a frieira pode se instalar. Por isso é importante usar um desodorante que absorva bem a transpiração”, diz. Já para quem não sua excessivamente no pé mas quer ter um cheirinho agradável no final do dia, ele recomenda usar o desodorante pédico em aerossol. O ideal é aplicar o desodorante duas vezes ao dia: de manhã e à noite, de preferência após o banho. No banho, a recomendação é lavar bem os pés com sabonete e, ao sair, secar completamente (especialmente entre os dedos) para então aplicar o desodorante, especialmente entre os dedos e nas unhas, regiões onde as bactérias costumam se multiplicar. Para completar a rotina contra o chulé, podemos também usar meias de algodão e dar preferência a calçados feitos de materiais “respiráveis”.

Spa dos pés: passo a passo para fazer em casa
Spa dos Pés

Spa dos pés: passo a passo para fazer em casa

Já fez um spa dos pés? Sabe aquele momento de cuidado exclusivo para os pés? Ele pode fazer maravilhas pela sua saúde e seu bem-estar e, nesse contexto, preparar um spa dos pés caseiro é fácil e sinônimo de muitos benefícios. Mais que proporcionar relaxamento, trata-se de uma prática que combina técnicas terapêuticas e estéticas para aliviar tensões, hidratar a pele e promover conforto físico. Um ritual ideal após um dia difícil e cansativo. O ritual do spa dos pés envolve etapas simples e, por isso, pode ser realizado em espaços especializados ou até mesmo em casa. “O spa dos pés inclui limpeza, esfoliação, hidratação e massagem para cuidar dos pés de forma completa, com benefícios que vão além do estético”, pontua a esteticista e cosmetóloga Gisele Reis Pappi. Como se vê, a prática tem vários benefícios e boa parte deles vão além da estética. Segundo a especialista, o spa dos pés permite: Relaxar ao reduzir o estresse e aliviar tensões acumuladas; Cuidar da pele, com prevenção às rachaduras, hidratação profunda e remoção de células mortas; Melhorar a circulação por meio da massagem, que ativa o fluxo sanguíneo e alivia dores musculares; Promover bem-estar geral, sobretudo pela reflexologia, capaz de estimular pontos que impactam positivamente na saúde integral. “É um cuidado que traz resultados imediatos, tanto na aparência quanto na sensação de conforto e relaxamento”, destaca a cosmetóloga. Pode ser feito em casa? A resposta é claro que sim! O spa dos pés é acessível para quem deseja realizá-lo no conforto do próprio lar. Para isso, a esteticista cita alguns itens indispensáveis: Bacia ou recipiente para imersão dos pés; Água morna; Sais de banho e/ou óleos essenciais; Esfoliante específico para pés; Creme hidratante ou máscara nutritiva; Toalha limpa; Pedra-pomes ou lixa. Com todos os materiais preparados, basta seguir todas as etapas do procedimento. E se você quer criar a experiência perfeita, o ritual pode ser dividido em fases que garantem relaxamento e cuidados profundos, de acordo com Gisele Reis Pappi. Confira o passo a passo: Higienização: comece lavando seus pés com água morna e sabonete neutro para remover sujeiras e preparar a pele para o tratamento. Imersão: coloque seus pés em uma bacia com água morna, adicionando sais de banho ou óleos essenciais, como lavanda ou eucalipto. Esse passo ajuda você a relaxar os músculos e amolecer a pele. Esfoliação: use um esfoliante próprio para os pés a fim de remover células mortas e estimular a renovação celular. Passar pedras-pomes ou lixas pode complementar esse processo. Hidratação profunda: aplique uma máscara nutritiva ou um creme hidratante específico para os pés e deixe agir pelo tempo indicado na embalagem. Massagem relaxante: finalize com uma massagem suave utilizando cremes ou óleos. Se possível, inclua técnicas de reflexologia para estimular pontos que influenciam o bem-estar geral. Finalização: seque seus pés com uma toalha limpa, aplique um protetor ou creme finalizador e, se desejar, cuide das unhas para um toque extra. Fique atento às contraindicações e cuidados Apesar de simples e muito relaxante, o spa dos pés não é indicado em todos os casos. Você deve evitar o tratamento se houver: Lesões ou feridas abertas nos pés; Problemas circulatórios ou diabetes, a não ser que receba orientação especializada ou tenha acompanhamento; Alergias a algum dos produtos utilizados. Além disso, manter uma frequência adequada é importante para ter bons resultados e evitar efeitos indesejados ou incômodos. Normalmente, espaços semanais ou quinzenais são suficientes. “Mas para quem tem pés ressecados ou calosidades, pode ser indicado um intervalo maior para manter a saúde da pele”, adiciona a especialista. Detalhe importante: quando realizado em salões, o spa dos pés deve seguir normas rigorosas de biossegurança. Nesse contexto, a esteticista e cosmetóloga Gisele Reis Pappi enfatiza a importância de observar se os materiais utilizados são esterilizados ou descartáveis, além de verificar o uso correto de EPIs (equipamentos de proteção individuais) pelos profissionais – no caso, máscaras, luvas, aventais e toucas.

O que é frieira ou pé de atleta?
Frieira e Micose

O que é frieira ou pé de atleta?

Sentiu uma coceira estranha entre os dedos? Pode ser uma infecção por fungos – contamos aqui como evitar e tratar. Você está secando os pés e, de repente, ao separar um dos dedos, sente uma ardência, uma queimação, até uma coceirinha: será uma frieira ou pé de atleta? Se você olhar mais de perto e encontrar um corte na pele, muito provavelmente a resposta será “sim”. A frieira ou o pé de atleta são a mesma coisa: uma infecção na pele causada por fungos chamados de dermatófitos – o nome clínico dessa condição é “tinea pedis”. Esses fungos são oportunistas e surgem entre os dedos do pé quando essa parte do corpo fica úmida por muito tempo. Além da umidade, eles curtem também um “escurinho”, ressalta Ariane da Silva Pires, enfermeira podiatra e professora-adjunta da Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). “Eles não resistem à umidade e ao escurinho dos calçados. E pode também haver contaminação se o calçado estiver infectado.” Como saber se eu tenho pé de atleta? Alguns dos sintomas mais comuns do pé de atleta (ou frieira) são: Coceira e sensação de queimadura entre os dedos dos pés Pele muito seca, com descamação Fissuras ou rachaduras na pele da sola dos pés e do calcanhar Pele esbranquiçada Aberturas entre os dedos, deixando, em casos graves, a região “em carne viva” Ariane explica que a pele do pé fica esbranquiçada porque, como o fungo está se multiplicando entre os dedos, vai causar uma infecção na pele que causa essa mudança de cor. “Lembra um pouco quando a gente passa o dia inteiro na praia ou na piscina e a nossa pele fica enrugada e amolecida, parecendo com a pele que ficou de molho”, explica a podiatra. “Às vezes a pele pode apresentar também algum tipo de odor por conta da proliferação desses fungos. E pode rachar, o que realmente é bastante doloroso.” Como evitar o pé de atleta A melhor forma de evitar toda essa chateação é bem simples: basta enxugar muito bem a área entre os dedos dos pés após o banho. Ariane também recomenda o uso de um talco próprio para os pés para manter a região seca (como um desodorante para os pés em pó). Outro cuidado importante é sempre usar chinelos se for tomar banho em um banheiro coletivo ou fora de casa. Isso porque o pé de atleta é contagioso e podemos nos infectar se andarmos descalços no boxe ou mesmo pelo banheiro. “Um fungo vai estar presente em vários ambientes. Se você for a uma piscina e não utilizar um calçado e alguém tiver pisado por ali descalço tendo frieira, pode haver contaminação. Daí a importância de não andar descalço ou descalça, principalmente nesses locais de banho e piscina coletivos”, reforça a podóloga. Como tratar o pé de atleta O tratamento da frieira envolve o uso de medicamentos antimicóticos ou antifúngicos no local afetado, sempre seguindo a orientação de um profissional, que pode ser um(a) médico(a) ou um(a) enfermeiro(a) podiatra. Também é importante ter mais atenção ao usar sapatos e tênis para não se infectar novamente, pois eles podem ter sido contaminados com o fungo. Isso porque se esse microrganismo continuar no calçado, pode haver uma reinfecção. “Todos os calçados têm que ser lavados e higienizados. Essa limpeza pode ser feita com álcool 70%. Nos dias de sol, vale abrir os calçados e colocá-los para tomar sol, um dos inimigos do fungo”, ensina Ariane. Além disso, é fundamental lembrar de usar desodorante em pó nos sapatos antes de guardá-los.

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