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Pisada pronada pode acelerar o desgaste dos pés
A forma que o pé toca o chão pode influenciar como ele distribui a carga a cada passo. Entre os tipos mais comuns de pisada está a pronada, com entrada excessiva para dentro, levando à sobrecarga. Quando a pronação é além da conta e o corpo não tem preparo ou compensações adequadas, o impacto deixa de ser bem organizado. Entender mais sobre esse padrão e aprender a identificar sinais de risco e hábitos prejudiciais pode evitar o desgaste acelerado. A pronação “achata” um pouco o arco e distribui mais peso para a borda interna, algo bem diferente do que é o pé supinado, também conhecido por supinação. “Nesse caso, o peso é descarregado para a parte externa, enquanto o arco plantar permanece elevado e sem contato com o chão. Ou seja, são coisas opostas”, diz o fisioterapeuta Daniel Grobman, da Pure Pilates. A pisada pronada pode gerar fadiga muscular e dores nos pés, tornozelos e até joelhos”, explica o profissional. Por isso, é essencial diferenciar o que é um movimento natural daquilo que compromete a funcionalidade. Congênito ou adquirido Você certamente já se perguntou se alguém nasce com o pé pronado ou desenvolve esse padrão ao longo da vida por alguma razão específica. A verdade é que a pronação, assim como a supinação, não são exatamente doenças congênitas, mas questões de movimento e/ou alinhamento que se desenvolvem com o tempo. Nesse sentido, Daniel Grobman esclarece que, embora cada indivíduo tenha características próprias ao nascer e isso possa influenciar em apresentar ou não as condições, o ponto-chave é observar como o corpo se organiza no dia a dia. Assim, se notar algum sintoma associado, como uma pisada “diferente” da esperada, a orientação é uma só (e muito importante): buscar um profissional capacitado, como ortopedista ou fisioterapeuta, para uma avaliação individual. Sinais de alerta Já que o assunto envolve sintomas, é fundamental saber o que deve ser observado. Alguns indícios que merecem atenção redobrada são: Fadiga muscular após atividades cotidianas; Dores constantes nos pés e/ou tornozelos; Desconfortos em joelhos, possivelmente relacionados à pisada. O fisioterapeuta pondera que, sozinhos, esses sinais não fecham o diagnóstico, mas possivelmente indicam que a pisada pode estar envolvida no quadro. Notar tais manifestações é o primeiro passo para ter um tratamento adequado e eficaz. Pés pronados aceleraram o desgaste? De acordo com Daniel, as dores nos pés e nas pernas tendem a ser agravadas. Isso porque, sem preparo ou compensação, a pisada pronada “bagunça” o modo que o corpo distribui o peso. O resultado é um comprometimento da organização do movimento e, consequentemente, uma sobrecarga mecânica crônica. O foco, então, é identificar a necessidade de intervenção o mais rápido possível para poder reorganizar as cargas e reduzir essa sobrecarga mecânica. Essa é uma das estratégias para evitar que a pronação leve ao desgaste definitivo. Se a pronação for excessiva e estiver causando dor ou lesões, há estratégias de controle ou correção – sempre com orientação de um fisioterapeuta. Algumas alternativas são: Palmilhas ortopédicas personalizadas; Calçados adequados; Fisioterapia específica; Reeducação da marcha. Lembre-se: com avaliação profissional, é possível traçar um plano eficaz e personalizado para reorganizar as cargas e reduzir os sintomas.
Neuropatia nos pés: veja causas, sintomas e tratamento
Sensações como queimação, perda de sensibilidade ou desequilíbrio ao caminhar podem estar relacionadas à neuropatia periférica, uma disfunção dos nervos que afeta especialmente os pés e exige atenção médica. A condição costuma ter origem ortopédica ou vascular, e o diagnóstico correto é essencial para indicar o melhor tratamento. Segundo o ortopedista Bernardo Aurélio, cirurgião do pé e tornozelo da Kora Saúde, o quadro se manifesta de forma progressiva. “Os principais sintomas são queimação e alteração da sensibilidade térmica e dolorosa. Em casos mais graves, há perda de força e até impacto na marcha”, explica. Já o cirurgião vascular Fabio Rodrigues Ferreira, do Hospital São Camilo, acrescenta que a destruição química dos nervos, como ocorre em pacientes com diabetes, também pode causar neuropatia. “É uma perda de sensibilidade que pode se tornar permanente e levar até a úlceras e amputações, se não tratada”, alerta. É só dormência ou neuropatia? Embora ambos os sintomas estejam relacionados aos nervos, há diferenças claras entre eles. A dormência comum é transitória e geralmente melhora em poucos minutos ou semanas, especialmente se for causada por má postura ou compressão passageira de nervos. Tende a desaparecer completamente em até três meses. “A neuropatia é mais lenta, progressiva e com pouca ou nenhuma melhora espontânea”, afirma Aurélio. Rodrigues Ferreira complementa que “a compressão repetida do nervo, como em casos de hérnia de disco ou estenose do canal medular, causando uma lesão duradoura”. Assim, a dormência não passa mais – e aí temos uma neuropatia instalada. Principais causas da neuropatia Entre os fatores ortopédicos e sistêmicos que podem desencadear o quadro, os especialistas destacam: Compressões nervosas por alterações na coluna, como hérnia ou estenose; Diabetes mellitus (neuropatia diabética); Deficiências nutricionais; Infecções como hanseníase, HIV e herpes zoster; Doenças autoimunes; Exposição a toxinas e metais pesados; Uso de medicamentos como quimioterápicos e antibióticos; Alcoolismo crônico; Traumas e fatores hereditários; Insuficiência renal. Ainda de acordo com o ortopedista, alterações na coluna podem prejudicar a condução dos sinais nervosos entre a medula e os membros inferiores. Fabio Rodrigues Ferreira, por sua vez, faz um comparativo: “É como se a pessoa ficasse sentada sobre o nervo por dias”. Isso porque a compressão constante machuca e também impede a recuperação. Tratamento e prevenção O tratamento para a neuropatia no pé varia conforme a origem do problema. De modo geral, o foco está em controlar a causa e aliviar os sintomas. Se a origem for ortopédica: Medicação para dor e inflamação; Fisioterapia e acupuntura; Bloqueio do gânglio simpático ou implante de eletrodo medular (em casos graves). Agora, se houver envolvimento vascular ou sistêmico: Controle rigoroso do diabetes e de outras doenças crônicas; Acompanhamento com cirurgião de coluna ou vascular; Cirurgias para descompressão dos nervos. “É fundamental tratar a causa e não apenas o sintoma. Cada plano deve ser individualizado, conforme a condição do paciente”, orienta o cirurgião vascular. Além do tratamento, os médicos alertam para os riscos da perda de sensibilidade prolongada, que pode evoluir para feridas graves ou infecções.
Conheça as principais causas de dores nos pés
Dores nos pés e sensações como queimação são problemas mais comuns do que se imagina e podem ter diferentes origens – do simples uso de calçados inadequados até condições médicas e traumas. Seja qual for a causa, algo é certo: essa dor pode impactar significativamente o bem-estar e a qualidade de vida. O bom é que há formas de tratar e prevenir, além de cuidados profissionais que fazem toda a diferença. De acordo com a podóloga Sylvia Azevedo, professora de podologia da Universidade Guarulhos (UNG), identificar o que está causando essa dor é essencial para escolher o tratamento mais adequado. “As dores nos pés podem ter motivos variados, e os cuidados vão desde medidas mais simples, como escolher calçados corretos, até tratamentos especializados em consultórios podológicos”, pontua. Principais causas de dores nos pés Conforme dito pela docente, as origens variam de dor para dor. As principais são: Fascite plantar: inflamação na fáscia plantar, que causa dores na sola dos pés, especialmente ao caminhar. Esporão do calcâneo: crescimento ósseo no calcanhar, associado à fascite, que provoca dor ao pisar. Neuroma de Morton: espessamento do tecido entre os dedos, causando queimação e formigamento. Artrite: condição que afeta articulações, causando dor e rigidez. Tendinite: inflamação em tendões, como o de Aquiles, comum em atletas. Calos e bolhas: resultado do atrito com calçados inadequados. Fraturas por estresse: pequenas lesões causadas por uso excessivo ou impactos repetitivos. Pé diabético: neuropatias em pessoas com diabetes que podem causar dor e insensibilidade. Síndrome do Túnel do Tarso: compressão do nervo tibial posterior, provocando dor e formigamento. Queimação também merece atenção Além da dor, a queimação nos pés é outro sintoma comum do quadro, que pode ser causada pelos mesmos fatores das dores ou questões diferentes. como: Neuropatia periférica: associada ao diabetes e outras condições, afeta os nervos dos pés. Calçados inadequados: sapatos apertados ou mal ajustados podem irritar os pés. Infecções fúngicas: como a frieira, causam irritação e queimação. Problemas circulatórios: alterações na circulação sanguínea podem gerar a sensação de queimação. “Ainda pode estar associada à exposição ao calor ou à prática de atividades intensas sem os cuidados adequados”, acrescenta a podóloga. Outros sinais de alerta Vale ainda observar outros sintomas que podem indicar condições mais graves, como problemas circulatórios ou neurológicos, e que devem ser avaliados por profissionais. Alguns que pedem atenção: Inchaço persistente; Vermelhidão ou calor na área afetada; Alterações na cor da pele; Formigamento ou dormência; Dificuldade ao caminhar; Feridas que não cicatrizam. Como evitar e tratar dores nos pés A prevenção e o tratamento podem variar conforme a causa, mas há medidas gerais que ajudam a aliviar e prevenir o desconforto, indo desde cuidados diários até tratamentos caseiros e médicos. Veja só: Cuidados diários e prevenção: Escolha calçados confortáveis, com bom suporte; Hidrate os pés e mantenha as unhas bem cuidadas; Faça alongamentos para fortalecer músculos e tendões; Evite andar descalço em superfícies duras ou quentes. Tratamentos caseiros: Escalda-pés: utilize água morna com sal para relaxar os pés; Massagens: ajuda a aliviar tensões musculares e melhorar a circulação; Compressas quentes ou frias: aliviam dores e reduzem inflamações. Tratamentos médicos: Medicamentos anti-inflamatórios (com orientação médica); Fisioterapia para fortalecer e corrigir movimentos; Palmilhas ortopédicas personalizadas; Terapias complementares, como acupuntura. Grupos mais propensos Algumas pessoas têm maior probabilidade de desenvolver dores nos pés, como pessoas com sobrepeso, idosos, atletas e mulheres que usam salto alto frequentemente. “Condições médicas como diabetes e artrite também aumentam a vulnerabilidade dos pés”, complementa a profissional. Independentemente da propensão e da causa, o podólogo é um dos profissionais essenciais no cuidado com os pés e capaz de auxiliar nas dores, por exemplo. “Desde orientar sobre cuidados básicos até tratamentos como a remoção de calos e ajustes com órteses, a podologia desempenha um papel importante na prevenção e alívio de dores nos pés”, conclui Sylvia.
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