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Dor no pé pode indicar outros problemas de saúde
Calcanhar Rachado

Dor no pé pode indicar outros problemas de saúde

Adotar uma rotina de cuidados com os pés não é apenas uma maneira de evitar o mau odor, o ressecamento ou as micoses. Dar atenção a essa parte do corpo também nos ajuda a identificar, com antecedência, outros problemas de saúde. “Os pés podem indicar algumas questões que prejudicam não só as suas funções, mas a nossa saúde e bem-estar”, afirma Armando Bega, podólogo responsável pelo Instituto Científico de Podologia, presidente da Associação Brasileira de Podólogos e especialista em Podiatria. Nossos pés podem dar pistas sobre problemas como diabetes, artrite e até mesmo doenças renais e cardíacas. Quer saber como? Confira a seguir cinco sinais que os pés dão para indicar que a nossa saúde não vai bem. Inchaço Se o inchaço dos pés não passa (ou se piora ao longo dos dias), é bom investigar sua causa, pois isso pode indicar problemas como pressão alta ou doenças renais ou cardíacas, explica Luciana Maragno, médica dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Quando a perna incha muito, a circulação é reduzida e as defesas do organismo também. Por isso, aumentam-se as chances de ter uma infecção. O inchaço das pernas pode sinalizar uma doença sistêmica que leva a outros riscos, como trombose e infecção de pele”, explica a especialista. O inchaço (também chamado de edema) pode ser um sinal de alerta para insuficiência cardíaca, trombose venosa profunda (um coágulo sanguíneo em uma veia da perna), insuficiência renal ou doença ou cirrose hepática. Dor no dedão Uma dor súbita nas articulações do dedão do pé é um dos sintomas de gota, especialmente se vier acompanhada de vermelhidão, inchaço e rigidez. A gota ocorre quando o excesso de ácido úrico se transforma em cristais, causando inflamação nas articulações — e a base do dedão costuma ser o primeiro lugar onde ela ataca. É preciso tratar a gota porque esses cristais podem se acumular em outros lugares, como no ouvido externo, na pele e nos rins. Além disso, a doença pode ser um indicador de osteoartrite, a forma mais comum de artrite. Calcanhar espesso O espessamento da pele do calcanhar é um indício de sobrecarga. “Se a pessoa tem a pele do calcanhar mais grossa, provavelmente a distribuição do peso do corpo é mais forçada no calcanhar”, afirma Carolina Marçon, médica dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Ela explica que esse espessamento é um mecanismo de defesa e que ignorá-lo pode trazer problemas em longo prazo. “É sempre interessante alternar calçados para que não haja sobrecarga. Quem usa muito salto pode usar um mais baixo para contrabalançar e não ter sobrecarga em determinadas estruturas do pé que possam levar a problemas no joelho, no quadril ou na coluna”, completa. Alterações de sensibilidade Sensações como formigamento, queimação ou dormência, quando ocorrem com muita frequência, podem indicar algum tipo de dano no sistema nervoso. Danos nos nervos do pé, especificamente, costumam ser um sinal de alerta de diabetes. “A neuropatia, que altera o funcionamento do sistema nervoso, é uma das complicações do diabetes”, afirma Sharon Nina Admoni, responsável pelo ambulatório de pé diabético do grupo de diabetes do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e médica do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês. Por isso, ao sentir essa perda de sensibilidade, é importante procurar um(a) especialista para saber se tem essa condição, e evitar o “pé diabético” e a ocorrência de feridas que podem trazer complicações para a saúde. Ferida que não cicatriza Outra complicação do diabetes é a doença vascular, que reduz a circulação nas pernas e nos pés. Com isso, além do inchaço, podem aparecer feridas que não cicatrizam. Isso acontece porque a redução no fluxo sanguíneo prejudica a chegada das substâncias que vão cicatrizar a ferida e remover toxinas. Além do diabetes, essas feridas crônicas acontecem quando se tem doenças como insuficiência arterial, varizes e obstrução dos vasos sanguíneos — por isso é bom investigar sua causa.

Cuidados que todo corredor deve ter com os pés
Corrida

Cuidados que todo corredor deve ter com os pés

Quem é adepto das corridas sabe que são necessários cuidados extras com os pés. Os pés desempenham um papel fundamental na absorção do impacto e na propulsão durante a corrida. Porém, a verdade é que a saúde dessa região muitas vezes é negligenciada. Segundo o ortopedista Rafael Botelho, especialista em pé e tornozelo e membro da Sociedade Americana de Pé e Tornozelo (AOFAS), seguir algumas orientações e adotar cuidados específicos são essenciais para evitar problemas na região inferior do corpo. “Nosso sistema cardiorrespiratório evolui mais rapidamente que o musculoesquelético, então a progressão de distâncias em corridas deve ser lenta, com aumentos semanais de 10% para evitar lesões como canelite e contraturas musculares”, alerta. Junto do médico, o treinador Grace Santos, coordenador técnico da rede de academias Evoque, destaca alguns pontos. Principais pontos Alterne os tênis. Os materiais do calçado precisam de descanso para retomar sua capacidade de absorção e impacto. Quem corre todos os dias deve ter dois pares e alternar o uso entre eles. Conheça a sua pisada. Pronada, supinada ou neutra? Essa resposta ajuda a encontrar o tênis ideal e reduzir as chances de lesão. Leia abaixo como identificar a sua. Fortaleça seus músculos. A musculação é quase requisito obrigatório para quem corre longas distâncias, porque ajuda a prevenir lesões e melhora o condicionamento físico. Cuide das unhas. Mantenha-as curtas e não se esqueça de hidratar a pele. Isso ajuda a prevenir bolhas e unhas encravadas. Varie os terrenos na corrida. Intercale entre terrenos macios e duros para ajudar na prevenção de sobrecarga nos pés e reduzir o impacto. Para quem já pratica a corrida regularmente, Grace recomenda a escolha do tênis adequado ao tipo de pisada e um número maior do que o habitual para acomodar o inchaço dos pés. Além disso, o uso de meias feitas de poliamida e elastano ajuda a evitar atritos e mantém os pés secos durante o treino. E se houver sensibilidade, vale até apostar em meias duplas. Sinais de alerta durante a corrida Entenda o que acende a bandeira vermelha no esporte: Dores persistentes. O desconforto no arco, calcanhar ou dedos indica alguma condição indesejada, como fascite plantar ou tendinite. Dormência ou formigamento. Tais situações sinalizam que pode haver compressão de nervos, geralmente devido ao uso de tênis apertado. Unhas doloridas ou roxas. Frequentemente são causadas por calçados inadequados e geram desconforto contínuo. Inchaço incomum. Isto sugere que os tecidos ou articulações podem estar sobrecarregados. Portanto, sentir qualquer um desses sintomas ou outros desconfortos é motivo para ir ao médico imediatamente e suspender a corrida até segunda ordem. Prepare-se corretamente para correr Para preparar os músculos, o treinador Grace Santos recomenda alongamentos dinâmicos antes da corrida. “Exercícios como elevação de joelhos (skipping), puxada de calcanhar (kick-backs) e passadas longas com rotação do tronco aquecem os músculos e melhoram a amplitude de movimento, reduzindo o risco de lesões”, explica. Conforme ele aponta, esse tipo de alongamento é preferível no lugar dos estáticos, pois ajudam a ativar as articulações, sem desacelerar o corpo, já preparando-o para a corrida Calçado é realmente muito importante Não custa repetir sobre a importância de estar com um tênis adequado. O ortopedista Rafael Botelho pontua que o “modelo ideal” varia para cada perfil de pessoa e organismo, mas alguns fatores são universais e podem guiar a escolha, entre eles conformidade com a pisada; amortecimento para longas distâncias; solado reforçado e aderente para trilhas. Grace complementa recomendando experimentar diversos modelos de tênis antes da aquisição e, se possível, buscar orientação de um especialista para encontrar o melhor ajuste - afinal, um calçado adequado ajuda a evitar lesões por esforço repetitivo e proporciona o conforto necessário para que a corrida seja feita com segurança e leveza. Entenda a diferença entre as pisadas De forma prática, há três tipos de pisadas. A neutra é aquela em que as partes interna e externa do pé tocam o solo quase ao mesmo tempo, com o peso corporal distribuído de maneira harmônica. A pronada, caracterizada pelo pé chato ou plano, é a que o arco medial tem maior contato com o solo, impactando a biomecânica do corpo, afetando mais a parte interna do pé. Por fim, a supinada, também conhecida como pé cavo, tem um arco elevado e, por conta disso, seu contato com o solo é menor, forçando mais a parte de fora do pé, provocando instabilidade e limitando a capacidade de absorver impactos.

Fascite pode virar esporão? Ortopedista esclarece
Esporão de Calcâneo

Fascite pode virar esporão? Ortopedista esclarece

A dor no calcanhar costuma ser associada a dois nomes bem comuns: fascite plantar e esporão do calcâneo. Apesar de muita gente achar que são coisas iguais, não significam exatamente o mesmo problema. Mas como ponto comum (e positivo) está a recomendação para ambos: quanto antes começar o tratamento, maiores são as chances de melhorar. O ortopedista Marco Aurélio Neves, especialista em medicina esportiva, explica que a fascite plantar é uma inflamação da fáscia, um tecido fibroso que funciona como uma faixa elástica, ligando o calcanhar aos dedos e sustentando o arco do pé. Além disso, é a causa mais comum de dor na sola do pé, sobretudo nos primeiros passos da manhã. Já o esporão do calcâneo é uma saliência óssea que aparece no osso do calcanhar como uma “pontinha” visível na radiografia. Essa associação entre os quadros acontece nesse momento: muitas vezes o esporão é confundido como origem direta do incômodo. Afinal, fascite e esporão têm relação? As duas condições podem estar relacionadas, mas não são sinônimos. O médico esclarece que o esporão pode aparecer em pessoas que têm ou já tiveram fascite plantar, como resultado de um processo de tração repetitiva na inserção da fáscia no osso. Mesmo assim, nem sempre ele é o causador da dor. Em casos crônicos, essa inflamação e tração contínuas podem estimular a formação de uma calcificação na região. “É como se o corpo tentasse reforçar a área com uma estrutura óssea extra, o que acaba criando o esporão”, descreve o especialista. Ainda assim, ter esporão não significa necessariamente que a pessoa teve fascite plantar. Isso porque nem sempre quem tem esporão sente dor. Então, o diagnóstico deve ser sempre clínico e não apenas baseado em exames de imagem. O esporão não muda o tratamento Em geral, o tratamento da fascite plantar continua sendo baseado em medidas conservadoras, como alongamentos, fisioterapia, mudanças no calçado e uso de palmilhas. Em quadros mais persistentes, podem ser considerados recursos como infiltrações ou ondas de choque. Onde entra o esporão nessa parte? A incidência só vai alterar a abordagem em casos raros, quando há dor muito localizada e resistente ao tratamento, associada a sinais clínicos de compressão. Por isso, é fundamental fazer acompanhamento médico. Fascite plantar pode virar quadro crônico O ortopedista Marco Aurélio Neves chama atenção para sinais de alerta que indicam evolução ou cronificação da doença, como: Dor que persiste por mais de 3 meses, mesmo com cuidados iniciais; Rigidez ao acordar que demora a melhorar; Dificuldade para caminhar por longos períodos; Dor que começa a incomodar também em repouso. Se notar um ou mais desses sinais, a orientação é não adiar a ida ao médico. Quanto antes as medidas forem iniciadas, mais rápida (e efetiva) será a recuperação. Tratamento e prevenção Considerando que as condições podem coexistir, a abordagem terapêutica deve levar em conta a necessidade de tratar a fascite plantar e, também, prevenir o esporão do calcâneo. Entre as principais medidas, o profissional destaca: Alongamentos diários da panturrilha e da fáscia plantar; Uso de calçados adequados, com bom amortecimento; Controle do peso corporal; Evitar longos períodos em pé em superfícies duras; Palmilhas ou órteses com orientação profissional; Fisioterapia com liberação miofascial, fortalecimento e reeducação postural. Lembre-se: se a dor persistir ou começar a incomodar até em repouso, é hora de buscar avaliação médica para tentar contornar a cronificação.

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É normal o bebê chorar muito? O que saber sobre isso
Choro

É normal o bebê chorar muito? O que saber sobre isso

O choro faz parte do desenvolvimento do bebê, especialmente nos primeiros meses de vida. Nem todo choro é igual e entender os padrões ajuda os cuidadores a saberem quando é algo esperado ou se merece mais atenção. Frequência, intensidade e sinais são pontos importantes para diferenciar o que é rotineiro de algo a ser investigado. Nos primeiros meses, é esperado que o bebê chore mais, sobretudo entre a quarta e a sexta semana de vida, com melhora gradual até os três ou quatro meses. Afinal, o choro é a principal forma de comunicação dele para expressar necessidades e desconfortos, como fome, sono ou excesso de estímulos. A pediatra Greter Fernandez explica que, dentro desse período, existe inclusive um padrão clássico para definir o choro excessivo, conhecido como cólica do lactente. É a chamada “regra dos 3s”: choro por mais de 3 horas por dia, em pelo menos 3 dias da semana, por 3 semanas consecutivas, em bebês saudáveis e com ganho de peso adequado. Por que alguns bebês choram mais As causas do choro frequente são multifatoriais e nem sempre estão ligadas a doenças. Entre os motivos mais comuns listados pela médica estão: necessidades básicas não atendidas, como fome, fralda suja, frio, calor ou sono; cólicas relacionadas à imaturidade do sistema gastrointestinal e neurológico; fatores psicossociais, como o ambiente e a interação entre cuidador e bebê, intolerâncias alimentares, como a alergia à proteína do leite de vaca; mais raramente, condições orgânicas (refluxo gastroesofágico patológico, infecções ou dores específicas são alguns exemplos). A enfermeira obstetra e educadora perinatal Emanuela Gomes destaca também que nem sempre o choro tem uma causa óbvia. Pode ser desde uma etiqueta de roupa incomodando até a necessidade de colo. Tem bebê que só se acalma ao ouvir a batida do coração da mãe, um som que ele reconhece desde a gestação, por exemplo. Choro normal ou sinal de dor O choro considerado normal costuma ser episódico, aparece mais no fim do dia, pode ser consolado com estratégias simples e não vem acompanhado de outros sintomas. Já quando há dor ou algum problema de saúde, o comportamento tende a ser diferente. Para não ter dúvidas, as profissionais recomendam observar os seguintes sinais: vermelhidão facial intensa; respiração irregular ou acelerada; retração dos membros; arqueamento do corpo; irritabilidade contínua que não melhora com o cuidado do adulto; alterações na alimentação; vômitos persistentes, febre e dificuldade para ganhar peso. A pediatra Greter Fernandez indica avaliação médica imediata em casos de febre superior a 38°C, vômitos com biles, letargia, sangramentos e quadros neurológicos, como convulsões ou abaulamento da fontanela – popularmente chamada de “moleira estufada”. Como lidar com a cólica do lactente Apesar de angustiante, a cólica do lactente é um diagnóstico clínico de exclusão, ou seja, que descarta condições mais sérias, e tende a melhorar com o amadurecimento do bebê. Os episódios podem surgir logo nas primeiras semanas de vida do recém-nascido e atingir o pico entre seis e oito semanas, com piora do quadro, principalmente, no final do dia. Contudo, essa causa necessita de tempo para ser confirmada. Nesse sentido, a enfermeira obstetra Emanuela Gomes reforça que, nos primeiros 15 dias do bebê, o choro não costuma ser causado por cólica. “O recém-nascido ainda está se adaptando ao mundo fora do útero e chora porque é sua única forma de expressão. Chás ou medicamentos sem prescrição são precoces e contraindicados”, pontua. Entre as estratégias não farmacológicas que podem ajudar estão: colo; contato pele a pele; embalo rítmico; sucção não nutritiva; banho morno; massagem abdominal; cuidado com o ambiente, evitando excesso de luz e barulho. Rotina, ambiente e apoio fazem diferença Criar uma rotina previsível, respeitando o ritmo do bebê, ajuda a reduzir o estresse ao longo do dia. Cada criança reage de forma diferente aos estímulos e essa sintonia se constrói com o convívio diário, sem comparações ou rótulos precoces. As especialistas entrevistadas ponderam que erros comuns, geralmente feitos por cansaço ou desespero, como oferecer fórmula sem necessidade nos primeiros dias, também podem piorar o desconforto do bebê. O estômago do recém-nascido é pequeno e a oferta excessiva pode causar mais mal-estar do que alívio.

Kit de higiene eficiente para recém-nascido: menos é mais
Produtos

Kit de higiene eficiente para recém-nascido: menos é mais

Nos primeiros dias de vida, é comum que a família queira ter tudo à mão para cuidar do bebê. Prateleiras cheias e listas extensas até podem dar a sensação de preparo aos pais e cuidadores, mas nem sempre quantidade é sinônimo de eficiência. Descubra o que realmente faz diferença e como evitar excessos. Um kit de higiene eficiente é aquele que atende às necessidades reais do dia a dia, respeita a pele imatura e sensível do recém-nascido e prioriza simplicidade, segurança e funcionalidade, conforme explica a pediatra Juliana Sobral, da Maternidade Brasília, da Rede Américas. “O foco deve estar em poucos produtos, com fórmulas suaves e bem indicadas para a faixa etária. Quanto mais simples e bem escolhido for o kit, mais seguro ele tende a ser para o bebê”, assegura a médica. O que é realmente essencial nos primeiros dias Segundo a especialista, a lista básica e suficiente para as primeiras semanas inclui: algodão (em bolas ou quadrados); água morna, que funciona como principal agente de limpeza; sabonete líquido suave, específico para recém-nascido; fraldas descartáveis adequadas ao peso ou de pano, conforme a preferência da família; pomada ou creme para prevenção de assaduras; toalha macia e exclusiva para o bebê; álcool 70% para higiene das mãos do cuidador. Por outro lado, vale evitar produtos que são comuns em kits comerciais, mas geralmente dispensáveis: perfumes, talcos, sabonetes antissépticos, shampoos 2 em 1, escovas rígidas e múltiplos tipos de cremes sem indicação específica. Produtos devem ser adequados para bebê A pele do recém-nascido é mais permeável e delicada, por isso, a escolha dos produtos deve ser criteriosa. A orientação profissional é priorizar aqueles com pH fisiológico, hipoalergênicos, com poucos componentes na fórmula e específicos para recém-nascidos, além de versões sem perfume ou com fragrância mínima. “É importante evitar itens com corantes, álcool, conservantes agressivos e óleos essenciais. Quanto mais simples a composição, menor o risco de irritações ou alergias”, reforça a pediatra Juliana Sobral. Há também diferença entre o cuidado hospitalar e o domiciliar: No hospital: a higiene é ainda mais restrita, com foco em água, algodão e produtos padronizados. Em casa: pode-se manter a mesma lógica, introduzindo gradualmente um sabonete suave. Um erro comum é acreditar que, fora da maternidade, o bebê precisa de mais produtos, quando, na prática, menos costuma ser mais. Escolhas conscientes e orientadas Especialmente nas primeiras semanas de vida, a escolha de higiene deve se limitar a algodão com água morna. Lenços umedecidos podem ser usados apenas em saídas de casa ou situações emergenciais e devem ser próprios para recém-nascidos, sem perfume e sem álcool. O uso contínuo na fase inicial não é indicado. A médica também alerta que sabonetes e shampoos devem ficar fora da rotina no primeiro mês. “Quando introduzidos, devem ser líquidos, usados em pequena quantidade e sem fricção excessiva, já que a pele do bebê não precisa ser ‘desengordurada’”, ensina. É importante observar que, limpeza excessiva também pode ser prejudicial. Se houver alguma dúvida para montar o kit, lembre-se: a avaliação médica torna-se ainda mais importante em casos de histórico familiar de alergias, prematuridade ou alterações de pele precoces. Nessas circunstâncias, produtos específicos podem ser necessários, sempre com orientação profissional.

Febre de madrugada: o que observar antes de ir para o hospital
Febre

Febre de madrugada: o que observar antes de ir para o hospital

Acordar no meio da noite com o bebê ou criança febril causa uma preocupação imediata. Nessa hora, a principal pergunta é: observar os sintomas em casa ou sair para o médico? Na verdade, o primeiro passo deve ser confirmar a temperatura com um termômetro. Essa medição ajuda a orientar os próximos cuidados e evita decisões tomadas apenas pela impressão de que o pequenino está quente, conforme explica a pediatra Maria Isabela Mendonça, professora de medicina da Universidade Anhembi Morumbi. "Depois de confirmar a febre, os pais devem manter a calma para observar outros sinais que ajudam a avaliar como a criança está e a definir a necessidade de atendimento", diz a médica. Em que ficar de olho Além da temperatura, a orientação é acompanhar alguns aspectos do estado geral do filho. Vale atenção para: hidratação; respiração; irritabilidade; sonolência; dificuldade para acordar. Essas informações orientam a família sobre a evolução do quadro ao longo da noite e ajudam na decisão de esperar amanhecer ou ir ao hospital logo. Quando buscar atendimento imediatamente Em algumas situações, não é indicado esperar amanhecer. De acordo com a especialista, todo bebê com menos de três meses que apresentar temperatura de 37,5°C ou mais deve receber a medicação orientada pelo pediatra e ser avaliado o mais rápido possível. Também é preciso procurar atendimento imediatamente quando houver: crise convulsiva; ausência de respiração; palidez da pele; boca arroxeada. Enquanto o atendimento não acontece, o objetivo é manter o bebê confortável com o antitérmico prescrito e os cuidados dos pais. Já o banho frio deve ser evitado. Nem toda febre é algo grave Embora assuste, a febre não é um sintoma indicativo de doença que precisa de antibióticos. “Na verdade, é um sinal de que o sistema imunológico entrou em ação e, muitas vezes, o organismo consegue resolver o problema sem a necessidade desse tipo de medicamento”, esclarece a professora Maria Isabela Mendonça. No entanto, se a febre persistir por mais de 48 horas e vier acompanhada de falta de apetite, baixa ou nenhuma ingestão de líquidos, recusa das mamadas em bebês menores de seis meses ou sonolência, o quadro requer avaliação. Em caso de dúvidas, é importante buscar informação médica confiável para conduzir o quadro com segurança, ou seja, contatar o pediatra responsável ou procurar um pronto-socorro infantil.

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