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Qual o melhor tratamento para o pé diabético?
Pé Diabético

Qual o melhor tratamento para o pé diabético?

“A prevenção é o melhor tratamento para o pé diabético”, diz Sonia Bauer, podóloga com atenção ao pé diabetico e laserterapeuta. “Informação é algo precioso porque ensina o autocuidado que, sem dúvida, é primordial para evitar vários problemas”, complementa Sonia. Segundo ela, são necessários também: profissionais capacitados e políticas públicas para oferecer ao paciente, principalmente aqueles que não possuem recursos, um atendimento de qualidade. Sonia conta que em sua trajetória profissional, não havia escolhido a podologia como primeira opção, mas sabe que foi a escolha certa. “A podologia foi um divisor de água na minha vida de forma ampla. Num momento delicado transformou a minha vida e me deu oportunidade de um recomeço”, explica a profissional que era professora de língua portuguesa. Para ela, a podologia supriu e supre uma faceta de sua personalidade que é o cuidado de forma humanizada e com responsabilidade. “Eu sou encantada pela minha profissão e isso me faz buscar sempre o conhecimento para oferecer resultados”, afirma a podóloga. Quando comecei a trabalhar na podologia, percebi que os profissionais tinham um verdadeiro pavor em atuar no pé diabético e isso me incomodava porque esse paciente ficava sem o devido tratamento. Na época havia muita desinformação e preconceito contra a podologia. “O podólogo era mal visto e isso era terrível para o paciente que não tinha as orientações necessárias preventivas de cuidados e muitos, ou a maioria, dependia de um sistema de saúde gratuito”, lembra Sonia. Vendo essa necessidade, ela procurou uma forma de ajudar. “Fui batendo nas portas até que na Santa Casa de Misericórdia, junto a um médico visionário, Dr Rodrigo Siqueira, que entendeu a podologia e me aceitou dentro da equipe. Lá pude adquirir bastante conhecimento teórico e prático sobre o pé diabético”, conta Sonia. Segundo ela, essa oportunidade foi uma escola por possibilitar o convívio com profissionais que tratavam a condição. “O aprendizado que adquiri lá me deu ferramentas para educar, informar e tratar do pé diabético. Lá também conheci o projeto ‘De olho no pé’ do Dr. Jackson Caiafa e pude beber dessa fonte inesgotável de conhecimento”, conta a podóloga. Após quase dois anos, vendo a necessidade urgente do paciente de forma integral, Sonia percebeu que havia uma falha no atendimento primário, entendeu melhor onde faltavam recursos e pode compreender e aprender a melhor forma de ajudar os pacientes com pé diabético. “Era essa missão que eu desejava. Levar educação e informação para diminuir as amputações, dar qualidade de vida e sobretudo salvar vidas!”, diz Sonia. A profissional continua com a missão e agora também trabalha para multiplicar os profissionais aptos para atender de forma humanizada e com conhecimento específico sobre o pé diabético. É possível reverter o pé diabético? “Não, assim como não é possível reverter a diabetes. Talvez num futuro, diante de tantas pesquisas sendo desenvolvidas, esse quadro mude, mas no momento não”, diz Sonia. Mas ela esclarece que o que é possível nos casos de pé diabético é prevenir para evitar lesões e complicações. “Todos os casos que atendo são gratificantes, mas aqueles que eu consigo, junto com a equipe, tirar da fila de amputações, esses realmente trazem uma sensação de dever cumprido e de missão realizada”, finaliza a podóloga especialista em pé diabético.

Inchaço e edema são a mesma coisa? Conheça tratamentos
Inchaço e Edema

Inchaço e edema são a mesma coisa? Conheça tratamentos

O inchaço e o edema são fenômenos comuns e até usados como sinônimos. Mas será que são exatamente iguais? De acordo com o fisioterapeuta e acupunturista Rodrigo Ricardo, os dois nomes servem para a mesma condição, porém, “inchaço” é o termo mais usado pela população, enquanto “edema” é a forma de os médicos nomearem o quadro. “Ambos referem-se ao acúmulo de líquido na região intersticial do corpo, ou seja, entre as células”, detalha o profissional. Na lista de causas entram: contusão; cirurgia; medicamentos anti-inflamatórios; problemas cardíacos, renais e circulatórios; sedentarismo e gravidez, assim como manter-se por muito tempo na mesma posição, algo corriqueiro no dia a dia. Determinar qual é o motivo de inchaço depende de uma análise bem detalhada e relacionada ao histórico do paciente. Por exemplo, se for constatado após um exercício intenso, pode se tratar de uma lesão muscular. Se houver a presença de cacifo, ou seja, uma pequena depressão em meio ao edema, é provável ser resultado de questões circulatórias ou linfáticas. Será que é sério? Nem sempre o inchaço é motivo de preocupação, mas alguns sinais indicam a necessidade de procurar ajuda médica. "Se o inchaço for causado por uma contusão, é fundamental procurar um médico rapidamente, pois pode haver uma lesão mais grave, como fratura ou rompimento de ligamento", alerta Rodrigo Rodrigo. Em casos sem uma causa evidente, o especialista explica que é possível recorrer a outros profissionais, como o fisioterapeuta ou massoterapeuta para realizar uma drenagem linfática. Mas, se persistir por mais de uma semana sem uma explicação plausível, também merece atenção médica. Já para os sinais de alerta, como quando se constata cacifo (sinal clínico avaliado por meio da pressão digital sobre a pele), a conduta deve ser diferente. "Se, ao apertar a pele, o local ficar marcado por muito tempo, significa que o edema está ali há um bom tempo e pode indicar um problema circulatório", esclarece. Como reduzir e tratar o inchaço Entre as opções mais indicadas para tratar o inchaço, o profissional recomenda: Drenagem linfática: indicada para todos os casos, desde edemas pós-cirúrgicos até problemas circulatórios e contusões; Terapia manual: técnicas que incluem mobilização e manipulação articular; Exercícios: são indicados exercícios de tornozelo e panturrilha, pois melhoram a circulação sanguínea e ajudam na retirada do líquido intersticial e linfa. "Exercícios de mobilidade articular, fortalecimento e resistência são eficazes para reduzir o inchaço", pontua o fisioterapeuta. No entanto, ele alerta que, caso o edema seja decorrente de uma lesão, é essencial entender a causa antes de iniciar qualquer atividade física. Prevenir é o melhor remédio, sempre! Movimentar-se regularmente é a melhor forma de evitar o acúmulo de líquidos nos tecidos. Sendo assim, o segredo para prevenir os edemas é se manter ativo. Atividades físicas como caminhada, musculação, pilates e yoga são opções recomendadas pelo profissional. Rodrigo Ricardo ainda indica que pessoas que passam longos períodos sentadas ou em pé mudem de posição regularmente, alongando-se e realizando exercícios simples, como contrair as panturrilhas. "O ideal é fazer pausas a cada 30 a 45 minutos para se movimentar. Quem fica muito tempo sentado deve levantar-se e caminhar um pouco, enquanto quem passa o dia em pé pode elevar as pernas para melhorar a circulação", finaliza.

Como tirar o mau odor dos pés?
Cuidado Diário

Como tirar o mau odor dos pés?

Se você chegou em casa e sentiu um cheirinho desagradável, saiba como resolver o problema e evitar que o mesmo aconteça no dia seguinte. Um dia de atividades intensas pode terminar com uma surpresa nada agradável ao chegarmos em casa e tirarmos os sapatos: o mau odor dos pés (ou bromidrose). Esse cheiro é resultado da combinação entre a transpiração do pé e as bactérias que estão naturalmente presentes nessa parte do corpo. Quando essas bactérias decompõem o suor e a pele que vai descamando ao longo do dia, acabam produzindo esse mau odor nos pés. Para evitar chegar em casa com esse cheirinho, o ideal é adotar uma rotina diária de cuidado com os pés: lavar bem e secar totalmente após o banho e usar um desodorante específico para essa região do corpo. “O desodorante mantém os pés secos e evita a proliferação dos microrganismos responsáveis pelo mau odor”, comenta Renato Butsher Cruz, docente do curso técnico em Podologia do Senac Osasco. Se, mesmo assim, a bromidrose atacar, calma: tem solução. A médica dermatologista Carolina Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, afirma que a melhor maneira de eliminar o mau odor é lavar os pés ao chegar em casa. Para quem sofre com excesso de produção de suor nos pés (uma condição conhecida como hiperidrose), ela aconselha usar sabonetes ou produtos com ação antibacteriana, que vão agir contra a proliferação das bactérias que causam o mau odor. Para finalizar, depois de higienizar os pés, aplique o desodorante — que também pode ser usado no final do dia. “Esse desodorante deve ser usado duas vezes ao dia, no mínimo, de preferência de manhã e à noite”, reforça Armando Bega, podólogo responsável pelo Instituto Científico de Podologia, presidente da Associação Brasileira de Podólogos e especialista em Podiatria. Como faço para o mau odor dos pés não voltar no dia seguinte? Mesmo que você tenha chegado em casa e higienizado os pés, é importante também limpar o calçado, não só para tirar o cheiro como também para eliminar os microrganismos que podem favorecer a bromidrose da próxima vez em que você for usá-lo, acrescenta o podólogo Magno Queiroz, CEO do Grupo São Camilo. E, claro, não usar o mesmo par de meias no dia seguinte. “Se você tiver condição, é bom trocar o sapato e deixa-lo descansar por um período de 24 horas. Mas, se não tiver, use álcool 70o no calçado e deixe-o secar naturalmente em um local arejado, para eliminar os microrganismos”, ensina Queiroz. “Ao chegar em casa, não guarde o calçado diretamente dentro do armário, porque os fungos gostam de lugares quentes e úmidos.” Essa regra, aliás, serve mesmo para os dias em que não chegamos em casa com mau odor nos pés. “Não se deve usar um mesmo calçado em dias consecutivos. Eles precisam secar por pelo menos um dia antes de serem usados novamente, lembrando que os desodorantes pédicos também podem ser utilizados nos calçados”, afirma Cruz. Como afastar o mau odor dos pés Lave todo dia os pés com água e sabão; Seque bem os pés ao sair do banho, especialmente entre os dedos; Use desodorante para os pés ao menos duas vezes ao dia; Faça uma esfoliação nos pés para retirar a pele morta uma ou duas vezes por semana; Depois de usar um calçado, limpe-o e mantenha-o em um local arejado (a umidade favorece a proliferação de fungos e bactérias).

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Brincadeiras para fazer com os filhos quando se está exausto
Brincadeiras

Brincadeiras para fazer com os filhos quando se está exausto

Nem todo dia é possível para um pai ou mãe sentar no chão cheio de energia, inventar personagens e sustentar uma hora de faz de conta com os filhos. Entre o expediente no trabalho, as demandas da casa e a carga mental de tudo isso acumula, muitos adultos terminam o dia exaustos e, junto do cansaço, vem a culpa por não “brincar direito” com os filhos. Mas há alternativas para situações como essas. A psicóloga Cibele Pejan, do dr.consulta, explica que essa culpa costuma nascer de uma régua impossível. “Muita gente aprendeu que um bom pai ou uma boa mãe é quem está sempre disponível, animado e criativo. Quando o cuidado real encontra esse ideal de perfeição, os pais se sentem culpados. Mas exaustão não é falta de amor”, afirma. Conexão não exige performance e saber disso muda o jogo. A questão não está em fazer mais, mas em estar presente de forma possível. Mesmo em dias de pouca energia, a conexão pode acontecer em gestos simples, desde que haja disponibilidade emocional. É isso que sustenta o vínculo, não a quantidade de brincadeiras elaboradas. Conectar-se não exige muito esforço Planejar grandes programas ou longas atividades não é sinônimo de conexão de qualidade entre a família. Pais e filhos se conectam quando o pequeno sente que ‘existe’ para o adulto à frente, naquele momento – e isso pode acontecer em minutos de presença real. Segundo a profissional, crianças não precisam de um adulto performático, mas de alguém emocionalmente disponível, ainda que por pouco tempo. Alguns pequenos gestos costumam ser suficientes para gerar vínculo, como: olhar nos olhos; escutar com atenção; validar uma emoção; oferecer um abraço; perguntar com interesse genuíno. Para isso acontecer, o cuidador também precisa estar bem. Sinais persistentes de irritabilidade, exaustão, culpa intensa, queda de motivação e sintomas físicos denunciam algo mais sério que o cansaço, como o esgotamento. Nesses casos, vale buscar ajuda – dividir tarefas, acionar a rede de apoio, iniciar a terapia ou fazer uma avaliação médica podem ser caminhos importantes. Brincar com pouca energia também vale Quando o cansaço reina, a professora e coordenadora pedagógica Paula Malagrino destaca que o ideal são brincadeiras calmas, com poucos estímulos, que priorizem vínculo e presença. Mais do que gasto energético, vale oferecer atenção de qualidade. Muitas atividades podem ser feitas com o que já existe em casa, sem exigir preparo extra, como: desenhos livres ou de observação; massinha; caça ao tesouro simples; jogos de memória ou quebra-cabeça; banho nos brinquedos; organizar objetos por cor ou tamanho. A mesma proposta pode ser adaptada conforme a idade: Para os menores: comandos simples e foco em cores, formas e movimentos. Para os maiores: incluir pistas, regras, desafios ou histórias mais elaboradas. “O essencial é respeitar o que cada criança já consegue fazer, garantindo participação e sucesso”, acrescenta a educadora. A rotina pode ser uma brincadeira Nem toda interação precisa ser uma brincadeira tradicional. Segundo Paula, atividades do cotidiano podem se transformar em momentos afetivos e educativos quando o adulto convida a criança a adotar o lúdico, de forma leve e divertida: Durante e após o banho: desenhar no box ou fazer esculturas com espuma. Antes de dormir: cantar músicas ou contar histórias curtas. No decorrer do dia: separar roupas pode virar “o time das roupas pretas e o time das claras”. Na organização do quarto: guardar brinquedos se transforma em “missão” ao propor-se levar cada item “para sua casinha”. Ao ar livre, na natureza: regar plantas pode ser uma brincadeira de descobrir “quem está com mais sede hoje”. Nessas situações, a criança desenvolve raciocínio lógico, autonomia, senso de colaboração e pertencimento familiar, sem que o adulto precise criar algo novo do zero. “O mais importante não é a tarefa em si, mas como o adulto conduz esse momento”, garante a professora. No fim, como reforça a psicóloga Cibele: muitas crianças crescem saudáveis não porque tiveram pais incansáveis, mas, sim, pais que voltavam, reparavam e tentavam de novo.

O recém-nascido dorme muito? Entenda se é normal
Sono e Soneca

O recém-nascido dorme muito? Entenda se é normal

Nos primeiros dias em casa, muitos pais se assustam ao perceber que o recém-nascido parece passar mais tempo dormindo do que acordado. É comum baterem as dúvidas: será que meu bebê dorme muito? Será que existe um período considerado normal? Devo acordar meu bebê para mamar? Spoiler: não precisa de tanta preocupação. O pediatra Luis Bonilha, do dr.consulta, garante que dormir bastante faz parte do desenvolvimento esperado nessa fase inicial da vida. “Das 24 horas do dia, o recém-nascido tende a dormir entre 16 e 20 horas, com despertares para mamar”, esclarece. E aí: quando o sono é considerado normal? Apegar-se ao relógio nem sempre é o melhor caminho. Além das horas dormidas, o médico destaca que o comportamento do bebê quando está acordado também importa. Isso porque um recém-nascido saudável costuma: acordar para mamar; sugar bem; reagir aos estímulos. Também é recomendado observar o contexto: molhar várias fraldas por dia e ganhar peso adequadamente são ótimos indicadores de que tudo está dentro do previsto. Se isso estiver acontecendo, os pais e cuidadores podem ficar tranquilos: o sono é fisiológico. É preciso acordar para mamar? Segundo o especialista Luis Bonilha, pode ser necessário acordar o bebê para mamar nas primeiras semanas de vida, caso ele passe muitas horas sem se alimentar. Essa orientação costuma valer até que o recém-nascido apresente bom ganho de peso, acompanhado nas consultas regulares com profissionais. “A puericultura é o acompanhamento periódico feito pelo pediatra para avaliar crescimento e desenvolvimento. Manter a frequência nessas consultas é essencial para garantir que tudo esteja evoluindo como esperado”, orienta. Esses encontros também são fundamentais para definir abordagens individualizadas. Por exemplo, esclarecer o intervalo entre cada mamada e saber quando se deve (ou não) interromper o sono para realizar a amamentação. O sono como sinal de alerta Na maioria das vezes, dormir muito é normal, mas o pediatra Luis Bonilha sugere avaliação médica quando o bebê: não acorda para mamar; mama pouco; fica muito “molinho”; não ganha peso. Esses sinais devem ser relatados em consultório para uma investigação mais detalhada, se necessário. A melhor estratégia e o segredo para observar o cenário sem ansiedade envolvem ter um profissional de confiança por perto. “A puericultura dá tranquilidade às famílias e ajuda a identificar precocemente qualquer alteração”, reforça o médico.

Nome do bebê X opinião da família: como evitar conflitos
Família

Nome do bebê X opinião da família: como evitar conflitos

Escolher o nome do bebê é um momento especial, mas também pode rapidamente se transformar em tensão. Quando a família começa a opinar com sugestões, homenagens e tradições, o casal pode acabar se sentindo pressionado a justificar uma decisão que deveria ser íntima. Mais: o desacordo pode gerar debate inclusive entre os dois. Entender o que está por trás dessas opiniões sem abrir mão da autonomia pode ser um desafio extra na maternidade. A advogada Paloma Alves viveu isso na primeira gravidez. Ela sempre soube que, se tivesse uma menina, a filha se chamaria Isabelle. A convicção parecia inquestionável até descobrir que esperava gêmeas. Surgiu então o impasse: ela queria homenagear a avó materna, Clarice, enquanto o marido defendia o nome da própria avó, Cátia. O desacordo até virou discussão mais séria do casal. A sogra tentou ajudar: sugeriu um nome composto das avós, mas não houve acerto. Por fim, escutaram o conselho de pensar em uma terceira opção e decidiram por Esther. “Mas, na hora de registrar, ele me surpreendeu com Clarice e eu amei”, relembra a mãe das meninas de 3 anos. Por que o nome gera tanto conflito? A psicóloga Aline Carvalho explica que a escolha do nome costuma mobilizar significados emocionais profundos. O nome representa identidade, pertencimento, história e expectativas e, por isso, desperta projeções familiares, especialmente entre diferentes gerações. “O conflito não costuma ser apenas sobre o nome do bebê em si, mas sobre autonomia e reorganização dos lugares dentro do próprio sistema familiar”, afirma a profissional. Afinal, a gestação marca uma transição importante: o casal assume novas funções e passa a tomar decisões que simbolizam independência. Em famílias com limites pouco definidos, essa mudança pode gerar tensão. Emoções por trás das opiniões Para a especialista em comportamento, as interferências costumam estar ligadas a dinâmicas emocionais mais amplas. Entre elas: Tradição: que expressa a necessidade de continuidade entre gerações. Expectativas: muitas vezes associadas a tentativas inconscientes de reparar histórias passadas. Necessidade de controle: que pode surgir do medo de perder lugar ou influência. Isso porque, em momentos de grandes mudanças, como a chegada de um bebê, essas dinâmicas se intensificam. O debate sobre o nome passa a refletir dificuldades em lidar com as decisões dos pais e aceitar os ajustes dos limites familiares. Como estabelecer esses limites sem brigar O primeiro passo é comunicar o limite como um posicionamento firme e não como um pedido de aprovação dos parentes. “O casal pode expressar a decisão de forma clara, consistente e respeitosa, evitando justificativas excessivas ou disputas emocionais”, ensina a psicóloga. Manter o alinhamento entre os dois é essencial. Repetir a mesma mensagem com calma, sempre que necessário, reduz conflitos e preserva as relações, mesmo diante de divergências. Ao responder críticas ou sugestões insistentes, a orientação é acolher a intenção sem reforçar a interferência. Respostas breves, assertivas e sem carga emocional excessiva ajudam a encerrar o assunto sem escalada. Além disso, diferenciar acolhimento de concessão é uma estratégia eficaz: é possível agradecer o envolvimento dos avós e parentes e, ao mesmo tempo, reafirmar que a decisão final cabe somente aos pais daquele bebê. Quando proteger o momento Se as opiniões começam a gerar estresse durante a gestação, é fundamental priorizar a proteção da saúde mental. Algumas estratégias contribuem para a estabilidade emocional e o bem-estar materno: reduzir a exposição a conflitos; encerrar conversas invasivas; fortalecer o apoio entre o casal. Hoje, Paloma Alves olha para a história com mais serenidade. A mãe das gêmeas garante que a situação parece mais difícil quando se está grávida e que resolver tudo “na emoção” não é o melhor caminho. “Dê tempo às decisões. Você pode ouvir as opiniões, mas a escolha final é dos dois e precisa de segurança e leveza”, aconselha. Por fim, a psicóloga Aline Carvalho lembra que essa escolha é apenas a primeira de muitas decisões parentais que virão. Sendo assim, viver o momento com consciência emocional e limites bem definidos é fundamental para relações familiares mais saudáveis a longo prazo.

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