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Verruga plantar é contagiosa, mas tem tratamento
Verruga Plantar

Verruga plantar é contagiosa, mas tem tratamento

As verrugas plantares são lesões que aparecem na sola dos pés e, embora possam ser confundidas com calos, têm uma origem viral específica. Apesar de já existirem tratamentos disponíveis, a prevenção ainda é a melhor forma de se defender. Tais verrugas são causadas pelo Papilomavírus Humano (HPV), mas não o mesmo tipo que acomete os genitais, relacionado às Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), como esclarece o dermatologista José Roberto Fraga Filho, diretor clínico do Instituto Fraga de Dermatologia. A saber, as lesões que caracterizam a verruga plantar ocorrem quando o vírus entra na pele por pequenas fissuras ou rachaduras, especialmente em ambientes úmidos e quentes, como chuveiros, vestiários e piscinas públicas. Ao contrário dos calos, as verrugas plantares podem crescer para dentro da pele e, dependendo do caso, causar desconforto significativo. “Elas são duras, ásperas e apresentam pontinhos enegrecidos em sua superfície, que são pequenos vasos sanguíneos. Algumas são assintomáticas, enquanto outras podem ser muito dolorosas, lembrando a sensação de pisar em uma pedra dentro do sapato”, descreve o médico. Quem tem predisposição De acordo com o profissional, crianças e jovens adultos são mais vulneráveis ao problema. Isso porque o sistema imunológico deles ainda está em desenvolvimento e pode ter mais dificuldade para combater o HPV. Além disso, atividades frequentes em locais públicos úmidos, como piscinas e vestiários, aumentam as chances de contato com o vírus. Por isso vale atenção redobrada a quem frequenta natação, academias e praias com frequência. Como evitar verrugas plantares Embora o contato com o vírus seja comum, algumas medidas simples podem prevenir o surgimento da lesão. Entre as principais recomendações, Fraga destaca: Use chinelos ou sandálias em áreas públicas, como piscinas, saunas e banheiros coletivos, para evitar o contato direto da pele com superfícies contaminadas; Não compartilhe itens pessoais, como toalhas, sapatos ou meias, que podem estar contaminados pelo vírus; Mantenha os pés secos e bem cuidados, já que a umidade facilita a proliferação do HPV e o aparecimento de lesões. Como medida adicional e visando o bem-estar geral dos pés, hidratá-los diariamente também ajuda. Afinal, a pele hidratada evita e melhora rachaduras e cortes, que são a porta de entrada para o vírus na pele. Tratamentos disponíveis O dermatologista reforça que a prevenção é a melhor estratégia. Porém, com o diagnóstico confirmado, iniciar o tratamento das verrugas plantares é um passo importante para não sofrer com desconfortos maiores. A boa notícia é que existem diversos métodos terapêuticos à disposição, como: Desbastamento: remove parte da camada endurecida da verruga para facilitar outros tratamentos; Produtos à base de ácido salicílico: ajudam a destruir a lesão de forma gradual e segura; Crioterapia: utiliza nitrogênio líquido para congelar e destruir o tecido infectado; Aplicação de laser: em casos mais resistentes, o laser pode ser uma solução eficaz para remover a verruga. “Cada caso deve ser avaliado por um profissional, que indicará o melhor tratamento conforme o tamanho, a quantidade e a localização das lesões, bem como a resposta do paciente às terapias anteriores”, pontua José Roberto Fraga Filho. Identificar a verruga plantar logo no início facilita o tratamento e reduz as chances de que ela se espalhe ou cause dores mais intensas. Além disso, quanto antes o paciente procurar um dermatologista, mais rápidas serão as intervenções e o alívio dos sintomas. Verruga plantar não é DST Um ponto importante destacado pelo especialista é o esclarecimento sobre o tipo de HPV envolvido. "Esse HPV não é o mesmo que acomete os genitais nas DSTs", ressalta Fraga, desmistificando um equívoco comum. Além disso, ele reforça que, apesar de ser contagiosa, a verruga plantar raramente causa problemas graves, mas pode afetar a qualidade de vida devido ao desconforto.

Escalda-pés: 3 receitas para relaxamento e bem-estar
Escalda Pés

Escalda-pés: 3 receitas para relaxamento e bem-estar

Depois de um longo dia, um escalda-pés pode ser a solução ideal para aliviar o cansaço, melhorar a circulação e promover o bem-estar. A prática consiste em mergulhar os pés em água morna com ingredientes que potencializam seus benefícios, como sais, óleos essenciais e ervas naturais. Segundo a esteticista e cosmetóloga Talita Bovi, um bom escalda-pés é capaz de atender e tratar diversas queixas, entre cansaço, estresse, ansiedade, ressecamento, insônia, inchaço e peso, tensão e rigidez, hiperidrose e até bromidrose, o famoso chulé. A dica é deixar a temperatura da água por volta de 36 °C e 40 °C, proporcionando relaxamento sem causar desconforto. "Pode ser feito de uma a duas vezes por semana, especialmente após dias intensos ou longos períodos em pé. Apesar disso, repetir semanalmente é suficiente para manter os pés hidratados e saudáveis", ensina. Benefícios do escalda-pés Sem restrições de idade, o ritual é um convite ao relaxamento e ainda tem uma série de benefícios, como: Alívio do cansaço e tensão muscular. Melhora a circulação sanguínea. Redução do estresse e ansiedade. Hidratação e recuperação da pele ressecada. Diminuição da sensação de inchaço nos pés. No entanto, a profissional alerta para situações em que o escalda-pés não é recomendado. "Pessoas com diabetes descompensada, hipotensão, trombose, doenças de pele ou feridas abertas devem evitar a prática para não agravar suas condições", orienta. Gestantes na reta final da gravidez também fazem parte da lista. De acordo com a especialista, o calor excessivo nos pés pode aumentar o fluxo sanguíneo de forma indesejada e causar desconfortos. É importante ter liberação médica e supervisão. Caseiro X profissional Apesar de poder ser realizado em casa, o escalda-pés feito por um profissional oferece algumas vantagens adicionais. "Em clínicas especializadas, é possível personalizar os ingredientes e combinar a técnica com massagens relaxantes, reflexologia e hidratação profunda, intensificando os resultados", ressalta a cosmetóloga. Mas se a ideia é aproveitar o momento de cuidado em casa, a especialista compartilha três receitas fáceis e eficazes para diferentes necessidades. Aprenda e aproveite! Como fazer escalda-pés em casa Escalda-pés relaxante Indicado para alívio do estresse e relaxamento profundo. Serão necessários: 3 litros de água morna 1/2 xícara de sal grosso 5 gotas de óleo essencial de lavanda 3 colheres (sopa) de flores secas de camomila ou 3 sachês de chá de camomila Creme hidratante para os pés Modo de preparo 1. Com a água em temperatura confortável, adicione o sal grosso e misture bem até dissolver. 2. Acrescente o óleo essencial e as flores (ou sachês de chá) de camomila. 3. Mergulhe os pés por 15 a 20 minutos, preferencialmente estando em um ambiente tranquilo. 4. Para finalizar, seque os pés e aplique o creme hidratante. Escalda-pés para bromidrose (chulé) Recomendado para controle de odores, redução do suor e combate a bactérias. Serão necessários: 3 litros de água morna 1/2 xícara de vinagre de maçã 5 gotas de óleo essencial de melaleuca (tea tree) 2 colheres (sopa) de hortelã fresca ou seca Creme hidratante antisséptico para os pés Modo de preparo 1. Com a água em temperatura confortável, adicione o vinagre de maçã. 2. Acrescente o óleo essencial e as folhas de hortelã. 3. Mergulhe os pés por 20 minutos. 4. Seque bem e aplique o hidratante antisséptico. Escalda-pés para dores musculares Ajuda a aliviar tensões e dores nos pés e pernas. Serão necessários: 3 litros de água quente 1/2 xícara de sal grosso 5 gotas de óleo essencial de eucalipto 5 gotas de óleo essencial de alecrim 2 colheres (sopa) de hortelã fresca ou seca Creme hidratante para os pés Modo de preparo 1. Com a água em temperatura quente, mas confortável, acrescente e dissolva o sal grosso. 2. Acrescente os óleos essenciais e a hortelã. 3. Deixe os pés imersos por 20 minutos. 4. Finalize com um creme hidratante. “Uma dica final: sempre hidrate bem os pés após o escalda-pés, especialmente se utilizou sal ou vinagre, para evitar ressecamento”, conclui a esteticista.

Como escolher o melhor calçado para reduzir fricção e impacto
Fricção e Impacto do Calçado

Como escolher o melhor calçado para reduzir fricção e impacto

A escolha do calçado ideal vai muito além da estética, pois o tênis ou sapato adequado pode evitar fricção e impacto excessivo nos pés e articulações. Por isso, o treinador Bruno Ferreira, coordenador técnico da rede de academias Evoque, orienta que o primeiro passo para escolhê-lo é considerar o tipo de pisada – pronada e supinada ou mesmo a neutra – e o formato do arco plantar, que varia entre plano, normal e côncavo. "Esses fatores são determinantes para escolher um calçado que distribua bem o peso e absorva o impacto adequadamente", explica o profissional. "Além disso, o sapato certo melhora a estabilidade e evita o aparecimento de desconfortos que, se ignorados, podem evoluir para problemas mais sérios", complementa. Dicas para escolher o calçado certo Certifique-se de qual é o seu tamanho ideal de calçado. Ele precisa ter ajuste perfeito ao pé, sem ser apertado demais para não causar atrito ou muito solto e gerar instabilidade. Não se esqueça do amortecimento, principalmente para atividades de impacto, como corrida, é importante escolher modelos com bom amortecimento, que protejam tanto o calcanhar quanto as articulações. Seu peso corporal impacta na decisão: quanto mais o usuário pesar, maior será o amortecimento necessário para reduzir o impacto nas articulações. Atenção aos materiais: tecidos respiráveis e flexíveis são ideais, pois ajudam a evitar o acúmulo de umidade e melhoram o conforto geral, reduzindo o risco de bolhas e calos. Existe um calçado ideal para todo mundo? De acordo com Bruno, não existe um calçado universal que funcione bem para todos. "Cada pessoa tem características únicas, desde o tipo de pisada até a estrutura do arco plantar e o tipo de atividade que pratica. Por isso, um modelo adequado para uma pessoa pode ser inadequado para outra", esclarece. Desse modo, o treinador recomenda que, se possível, seja feita uma avaliação podiátrica para auxiliar na hora de escolher um calçado que atenda às necessidades específicas de cada indivíduo. Apesar do nome complicado, o processo nada mais é do que um estudo individual e mais profundo dos pés da pessoa. Calçados inadequados trazem riscos A fricção e o impacto são exemplos dos problemas que calçados inapropriados podem provocar. "A fricção excessiva de um calçado pode gerar bolhas, calos e até lesões na pele, enquanto a falta de amortecimento coloca pressão nas articulações e aumenta o risco de lesões", alerta o profissional. Além disso, um calçado que não oferece o ajuste adequado compromete o equilíbrio e pode resultar em instabilidade articular, facilitando torções, quedas e até condições mais graves, como fascite plantar e tendinites. Evite a fricção e o impacto Fugir de situações que provoquem fricções ou afetem o impacto é fundamental para manter o sistema de amortecimento natural do corpo em bom funcionamento. "Nossos pés são os primeiros a absorver o peso e o impacto a cada passo, e isso afeta todo o corpo – desde os tornozelos até a coluna", ressalta o treinador Bruno Ferreira. Sem contar que a fricção constante ainda pode causar desgaste nos tecidos moles dos pés, enquanto o baque repetitivo compromete as articulações e pode causar dores crônicas. Considerando tudo isso, a recomendação é fugir de calçados que: Causem desconforto e/ou dor após o uso, mesmo que não seja por grandes períodos; A sola apresenta um desgaste desigual das partes, pois isso indica desalinhamento da pisada; Não oferecem boa estabilidade, sobretudo durante a prática esportiva. Isso porque, conforme destaca Bruno Ferreira, os modelos de calçados adequados não devem se revelar desconfortáveis nem depois de muitas horas de uso, sempre se mantendo alinhados às necessidades e formatos dos pés. Outro ponto claro é que devem deixar o usuário estável, sem favorecer quedas ou torções. Como identificar qual a pisada Basicamente são dois tipos principais, além da neutra: A pisada pronada caracteriza-se pelo pé chato ou plano. O arco medial, encostando no chão, aumenta a área de contato com o solo. É mais frequente em pessoas com pé sem cava e impacta a biomecânica do corpo, podendo provocar maior desgaste nas estruturas internas dos pés. A pisada supinada (ou pé cavo) é identificada pelo arco elevado ao tocar o chá, o que reduz a área de contato com o piso. Esse tipo limita a capacidade de absorver impactos ao caminhar. A pisada neutra é quando as partes interna e externa do pé tocam o chão quase ao mesmo tempo, de maneira praticamente uniforme. Logo, o peso corporal é distribuído de forma mais equilibrada.

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Casa vista do chão: cômodos acessíveis às descobertas infantis
Adaptação e Ambiente

Casa vista do chão: cômodos acessíveis às descobertas infantis

Quando um adulto entra em um cômodo, ele enxerga organização e funcionalidade. Já a criança pequena vive o ambiente a partir do corpo e, literalmente, do chão. É engatinhando, sentando, se levantando e andando que ela explora o mundo e constrói seu desenvolvimento. Como adaptar a casa à infância, então? A terapeuta ocupacional Lígia Carvalho expõe que pensar a “casa vista do chão” significa mudar completamente o ponto de referência. Isso envolve observar altura, alcance e visibilidade entre 30 e 90 centímetros do chão, além de identificar obstáculos invisíveis aos adultos, como quinas, fios, excesso de estímulos visuais, textura e qualidade do piso e até a estabilidade dos móveis. “Quando o ambiente favorece a ação, promove desenvolvimento. Mas quando restringe, limita experiências motoras, sensoriais e cognitivas. A criança pequena vive o mundo a partir do corpo e precisa de oportunidades de exploração espontânea”, afirma a mestre em Educação e Desenvolvimento Infantil. Pequenas adaptações funcionam bem O acesso aos objetos e aos espaços permite que o pequenino aja ativamente sobre o ambiente, sem depender do adulto para mediar todas as experiências. Ao iniciar ações, explorar, tentar, errar e ajustar movimentos, ele acaba fortalecendo habilidades importantes, como a autonomia, a autoconfiança e o senso de competência. Para isso, pequenas adaptações estruturais já fazem diferença: Na sala: brinquedos em caixas acessíveis, tapete firme e antiderrapante e estantes baixas e abertas favorecem visualização e rotatividade dos itens. No quarto: cama baixa ou colchão no chão, cabideiros na altura da criança, cestos com identificação e espelho seguro estimulam a consciência corporal. Na cozinha: uma gaveta com utensílios seguros, participação supervisionada em tarefas simples e quadros com rotina diária e semanal aproximam a criança das atividades reais da casa. Segundo Lígia, ao manipular, transportar, alcançar, subir, agachar e organizar objetos, a criança aprimora o planejamento motor, equilíbrio, força e coordenação fina e global. Isso porque o movimento é uma necessidade biológica e o contato com diferentes materiais (madeira, tecido, borracha) amplia o repertório motor, sensorial e cognitivo. Segurança X descobertas Existe diferença entre um ambiente apenas seguro e outro que realmente favorece a exploração. O desenvolvimento acontece justamente no equilíbrio entre segurança e desafio graduado, já que ambientes excessivamente restritivos podem reduzir iniciativa e curiosidade. “Um espaço apenas seguro tende a remover riscos, restringir acesso e focar exclusivamente na prevenção de acidentes, enquanto um ambiente que favorece a exploração continua sendo seguro, mas permite testar hipóteses, variar experiências e estimular movimento ativo na medida certa”, reforça a terapeuta Lígia Carvalho. Para equilibrar a liberdade com limites, a orientação é organizar o ambiente para reduzir riscos graves sem transformar tudo em “não”. Isso inclui: definir áreas de “sim” e “não”; adaptar antes de recorrer apenas à proibição; oferecer alternativas seguras; manter previsibilidade na organização; supervisionar sem interferir constantemente. A observação é fundamental, pois cada criança responde de forma diferente conforme a idade e o momento do desenvolvimento. Ambiente organizado reduz conflitos De acordo com a neuropsicopedagoga Silvia Kelly Bosi, especialista em comportamento infantil, adaptar a casa à fase da criança é capaz de reduzir grande parte dos conflitos do dia a dia. Muitas birras não acontecem por desobediência, mas porque o ambiente não está adequado à curiosidade e à necessidade de movimento dessa fase. “Quando tudo é proibido, surgem frustração constante, irritabilidade, oposição frequente e pais exaustos, criando um ciclo repetitivo de confronto. Ao organizar a casa considerando altura, segurança e necessidade de ação, diminuem-se embates e favorece-se a autorregulação na rotina”, argumenta a profissional. Entretanto, Silvia destaca que a autonomia é a independência com limite. Deixar acessível o que pode e retirar do alcance o que não pode ensina com estrutura, sem permissividade excessiva. Veja algumas dicas por idade: até 2 anos: a criança pode guardar itens junto com o adulto; de 3 a 5 anos: participa respeitando caixas identificadas e combinados simples; de 6 a 9 anos: assume pequenas responsabilidades; a partir dos 10 anos: já é possível negociar organização e planejamento. “Quando a casa coopera, a rotina se torna mais leve e o crescimento acontece com mais segurança emocional”, garante a neuropsicopedagoga.

Febre de madrugada: o que observar antes de ir para o hospital
Febre

Febre de madrugada: o que observar antes de ir para o hospital

Acordar no meio da noite com o bebê ou criança febril causa uma preocupação imediata. Nessa hora, a principal pergunta é: observar os sintomas em casa ou sair para o médico? Na verdade, o primeiro passo deve ser confirmar a temperatura com um termômetro. Essa medição ajuda a orientar os próximos cuidados e evita decisões tomadas apenas pela impressão de que o pequenino está quente, conforme explica a pediatra Maria Isabela Mendonça, professora de medicina da Universidade Anhembi Morumbi. "Depois de confirmar a febre, os pais devem manter a calma para observar outros sinais que ajudam a avaliar como a criança está e a definir a necessidade de atendimento", diz a médica. Em que ficar de olho Além da temperatura, a orientação é acompanhar alguns aspectos do estado geral do filho. Vale atenção para: hidratação; respiração; irritabilidade; sonolência; dificuldade para acordar. Essas informações orientam a família sobre a evolução do quadro ao longo da noite e ajudam na decisão de esperar amanhecer ou ir ao hospital logo. Quando buscar atendimento imediatamente Em algumas situações, não é indicado esperar amanhecer. De acordo com a especialista, todo bebê com menos de três meses que apresentar temperatura de 37,5°C ou mais deve receber a medicação orientada pelo pediatra e ser avaliado o mais rápido possível. Também é preciso procurar atendimento imediatamente quando houver: crise convulsiva; ausência de respiração; palidez da pele; boca arroxeada. Enquanto o atendimento não acontece, o objetivo é manter o bebê confortável com o antitérmico prescrito e os cuidados dos pais. Já o banho frio deve ser evitado. Nem toda febre é algo grave Embora assuste, a febre não é um sintoma indicativo de doença que precisa de antibióticos. “Na verdade, é um sinal de que o sistema imunológico entrou em ação e, muitas vezes, o organismo consegue resolver o problema sem a necessidade desse tipo de medicamento”, esclarece a professora Maria Isabela Mendonça. No entanto, se a febre persistir por mais de 48 horas e vier acompanhada de falta de apetite, baixa ou nenhuma ingestão de líquidos, recusa das mamadas em bebês menores de seis meses ou sonolência, o quadro requer avaliação. Em caso de dúvidas, é importante buscar informação médica confiável para conduzir o quadro com segurança, ou seja, contatar o pediatra responsável ou procurar um pronto-socorro infantil.

Por que alguns rituais acalmam mais os pais do que o bebê?
Banho

Por que alguns rituais acalmam mais os pais do que o bebê?

Nos primeiros anos de vida, muitos pais criam sequências quase coreografadas para dar banho, colocar para dormir ou acalmar o choro. Nem sempre esses rituais mudam o comportamento do bebê, mas podem ter um efeito importante em quem cuida dele. Se houver segurança, flexibilidade e regulação entre os adultos, está tudo bem. A psicóloga Cibele Pejan, do dr.consulta, explica que o adulto precisa de previsibilidade para regular o próprio sistema emocional. Diante de choro, sono picado e situações difíceis de interpretar, o ritual oferece sensação de controle e competência, reduz ansiedade e evita decisões tomadas no improviso. “Mesmo que o ritual não faça o bebê dormir mais rápido, se ele deixa o adulto menos tenso, mais presente e mais paciente, já melhora o clima do cuidado. Às vezes a estratégia muda para quem cuida e isso muda a experiência”, observa a profissional. Quais são os rituais? As imprevisibilidades dos primeiros anos, como sono fracionado, mudanças no corpo e na identidade dos pais, motivam esses hábitos. Nesses casos, os rituais são como um suporte emocional: organizam o dia, diminuem conflitos entre cuidadores, estabelecem um “jeito de fazer” e ajudam no medo de “errar” com o bebê. A profissional cita algumas das estratégias que acabam acalmando mais os adultos do que os próprios bebês: Sequência fixa de banho–luz baixa–música–frase final. Checar repetidamente fralda, temperatura e ruído. Aplicativo de sono e busca pelo “horário perfeito”. Paninho específico ou ruído branco em frequência exata. Checklist mental: “mamou, arrotou, trocou”. Vale lembrar também que, no dia a dia, os bebês captam tom de voz, ritmo do toque, respiração, pressa e tensão corporal de seus cuidadores. Assim, um adulto regulado consegue transmitir segurança, enquanto quem está ansioso pode comunicar que algo está errado. Se os rituais ajudam nessa regulação, eles também beneficiam os pequenos. Limites importantes Não há problema em manter esses hábitos desde que: não se tornem imposição rígida; não atrapalhem necessidades básicas, como sono e fome; não geram brigas ou culpa; possam ser adaptados. “Um cuidador regulado é um recurso essencial para o bebê. Ele precisa de segurança, que requer menos técnica e mais qualidade de presença. Quando há regulação, a mensagem é de que aquele espaço é seguro”, avalia a psicóloga Cibele Pejan. Os sinais de alerta só aparecem quando o adulto entra em pânico se não consegue seguir o protocolo, quando o bebê vira “refém” da sequência perfeita ou quando o ritual passa a desgastar mais do que ajudar. Se a prática aumenta a ansiedade e reduz a capacidade de escutar, perde-se o equilíbrio. É importante avaliar a situação e pedir ajuda. Como manter flexibilidade e segurança Para diferenciar rituais acolhedores de práticas mantidas por medo ou culpa, algumas perguntas ajudam: Depois do ritual, eu fico mais calmo(a) e conectado(a) ou mais tenso(a)? Se eu não fizer hoje, tudo bem? Eu me adapto ao bebê ou forço o bebê a caber no meu plano? O ritual me serve ou eu sirvo o ritual? “Muitos pais carregam a ideia de que, se fizerem tudo certo, o bebê não vai sofrer. Mas bebê chora, muda, tem fases. O objetivo não é eliminar todo desconforto, e sim ser um adulto suficientemente bom, presente e ajustável”, esclarece a especialista. A dica final é pensar em pontos de referência, não em regras rígidas. Estabelecer duas ou três ações simples é suficiente, como luz mais baixa, voz calma e toque tranquilo. Traçar planos A e B também auxilia. Já em momentos de tensão, o adulto deve focar em se autorregular: beber água, respirar e revezar o cuidado com o par antes de lidar com o bebê novamente.

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