Ajuda: Perguntas frequentes
Aqui você encontra as principais dúvidas sobre nossos produtos
Escolha as dúvidas por marca:
Tenys Pé foi desenvolvido com ingredientes que agem eficazmente no controle da transpiração excessiva, eliminando fungos e bactérias que causam odores.
Quer dizer que nossos produtos não produzem efeitos colaterais como a irritação dos olhos.
Os produtos Baruel Kids são indicados para uso a partir dos 3 anos.
Entre outros, os nossos repelentes protegem contra as picadas de insetos como o. Proteção de mosquitos testada para espécie Culex Quinquefasciatus e Aedes Aegypti, este último transmissor das doenças Dengue, Zika, e Chikungunya.
Conheça o Universo do Pé
Esporão de calcâneo desaparece sozinho? Descubra
Receber o diagnóstico de esporão de calcâneo costuma assustar muita gente, sobretudo pela dor ao pisar e a ideia de que existe um “osso crescendo” no pé. Mas, apesar da preocupação inicial, em muitos casos, o desconforto melhora bastante com os cuidados corretos. A verdade, porém, é que esse “probleminha” vai continuar existindo. Conforme a fisioterapeuta Andrea Guerra Pacola, da clínica Movimento & Postura, o esporão é uma ponta óssea formada no calcanhar após atritos, impactos e sobrecargas repetidas na região. O crescimento acontece como uma espécie de resposta de defesa do próprio corpo. “O esporão nunca vai desaparecer completamente, porque é uma ponta do osso. O que melhora é o processo inflamatório ao redor dele. Muitas vezes, a dor some, mas ele continua lá, sem incomodar”, afirma a profissional. Não some, mas melhora Você sabia que nem sempre a dor sentida vem do esporão? É por isso que muitas pessoas só descobrem a condição após exames de imagem. Normalmente, o que leva os pacientes ao consultório é o desconforto, mas associado a outras condições. Fascite plantar é uma dessas situações. “A fascite plantar costuma ser uma das responsáveis pela dor. O esporão geralmente provoca um processo inflamatório na fáscia plantar, uma faixa de tecido que vai do calcanhar até os dedos dos pés. Essa inflamação é o que causa sensibilidade e desconforto ao pisar”, cita a fisioterapeuta. Para avaliar se o quadro de esporão está se resolvendo, vale observar se há: menos dor ao pisar pela manhã; redução da sensibilidade ao apertar a região; caminhada mais confortável ao longo do dia. Alguns hábitos pioram sintomas Por outro lado, a piora também pode acontecer. Passar longos períodos em pé e sobrecarregar a região são exemplos de hábitos bastante prejudiciais. O uso de calçados inadequados é outro fator que costuma afetar negativamente o desconforto. Entre as piores escolhas, a fisioterapeuta Andrea Guerra cita os sapatos sem amortecimento, os chinelos e as rasteirinhas, especialmente para quem já sente dor no calcanhar. Além disso, ignorar os sinais de dor e manter uma rotina intensa de impacto sem adaptação adequada pode dificultar ainda mais a recuperação da região a longo prazo. Redução da sobrecarga Avaliar a pisada e os encurtamentos musculares é o pontapé inicial do tratamento para entender o que está contribuindo para o problema do esporão. Porém, mais que o controle da dor, é necessário focar na redução da sobrecarga dos pés. Para aliviar os sintomas no dia a dia, a profissional recomenda: avaliar o amortecimento do calçado; observar sola e palmilha; alongar panturrilhas; alongar a parte posterior das coxas; alongar a sola dos pés; fazer compressas frias com gelo no local. “As medidas analgésicas e anti-inflamatórias utilizadas na fisioterapia também fazem parte da recuperação e costumam ser associadas à melhora da mobilidade e da distribuição de impacto durante a caminhada”, finaliza Andrea.
Reflexologia podal ou massagem nos pés: saiba a melhor
Após um dia com muitas horas em pé ou usando aquele sapato desconfortável, nada parece ser melhor do que uma massagem. Afinal, a prática é reconhecida por proporcionar relaxamento e bem-estar imediatos. Mas você sabia que ela não é a única opção? A reflexologia podal, uma técnica terapêutica que busca tratar desequilíbrios no corpo pelo estímulo de pontos dos pés, também pode ajudar. A principal diferença entre as duas está na finalidade, conforme explica o massoterapeuta Alan Roberto Silva, especialista na área da saúde e bem-estar há mais de 15 anos. Isso porque, apesar de as duas trazerem benefícios, a indicação de cada uma costuma acontecer em momentos diferentes. “Enquanto a massagem relaxante nos pés tem o objetivo de liberar tensões e promover bem-estar imediatamente, a reflexologia é um tratamento terapêutico que utiliza pontos reflexos nos pés para aliviar sintomas e melhorar a saúde geral do corpo”, explica o profissional. Entenda as principais diferenças Assim, mesmo envolvendo técnicas de manipulação dos pés em ambos os casos, as abordagens utilizadas e os propósitos são diferentes. Veja só: Massagem relaxante nos pés: é focada no alívio das tensões musculares e no aumento do conforto físico. Por meio de movimentos suaves e precisos, melhora a circulação sanguínea local e proporciona relaxamento instantaneamente. É ideal para pessoas que buscam aliviar o cansaço ou a tensão acumulada no dia a dia. Reflexologia: é uma técnica terapêutica que vai além do bem-vindo relaxamento. Baseia-se no conceito de que os pés possuem pontos reflexos que correspondem a diferentes órgãos e sistemas do corpo. Por meio de pressões específicas, estimula tais áreas, promovendo benefícios que incluem redução do estresse, melhora da qualidade do sono e alívio de dores, como na cabeça e nas costas. Benefícios sempre Apesar de indicações distintas, um fator é comum: as duas alternativas oferecem muitos benefícios – e, alguns deles, podem até ser compartilhados entre si. A seguir, você conhece os principais: Reflexologia podal: Auxilia no alívio de dores crônicas, como enxaquecas e lombalgias; Promove equilíbrio emocional, eficaz contra ansiedade e estresse; Melhora a qualidade do sono ao estimular o relaxamento profundo; Estimula a circulação sanguínea de forma integrada, beneficiando órgãos internos. Massagem relaxante nos pés: Alivia tensões e cansaço muscular nos pés; Também melhora a circulação sanguínea local, reduzindo inchaços; Proporciona relaxamento imediato e sensação de conforto; É ideal para quem busca um momento de bem-estar após um dia intenso. Detalhe: a massagem para os pés e a reflexologia podal podem ser feitas simultaneamente. Aliás, essa combinação é especialmente indicada para pessoas que enfrentam tanto dores crônicas quanto tensões musculares nos pés. “A reflexologia, por ser um tratamento mais profundo, pode causar um leve desconforto durante a aplicação, mas, quando associada à massagem, proporciona bem-estar e diminuição das tensões de maneira mais completa”, detalha Alan. Como escolher a melhor opção A escolha de qual fazer dependerá principalmente dos sintomas apresentados e dos objetivos pessoais. Nesse sentido, o massoterapeuta Alan Roberto Silva recomenda: Optar pela reflexologia se objetivo for tratar problemas específicos, como dores crônicas, insônia, ansiedade ou desequilíbrios no organismo. Escolher a massagem relaxante nos pés se a necessidade for aliviar o cansaço ou promover relaxamento rápido e imediato. “Observar os sinais do corpo é fundamental para entender qual técnica atende melhor às suas necessidades”, acrescenta. Escolha o profissional certo Vale destacar que profissionais capacitados em diferentes áreas estão aptos a realizar as técnicas, porém, devem sempre ter formação adequada para isso. Algumas especializações recomendadas são: fisioterapeutas, massoterapeutas, terapeutas holísticos, esteticistas e educadores físicos. “A aplicação inadequada da reflexologia ou mesmo de uma massagem relaxante pode não trazer os benefícios esperados e, em alguns casos, até causar desconforto ou agravar dores preexistentes”, finaliza o especialista.
Quando a dormência nos pés é um sinal de alerta
Sentir os pés dormentes ou com formigamento pode parecer algo comum, mas esse sintoma, também conhecido como parestesia, pode ter diferentes causas e merece atenção. Em alguns casos, está relacionado a condições ortopédicas. Em outros, pode ter origem vascular. O tratamento adequado depende da causa, por isso, a avaliação médica é fundamental. Diversos fatores ortopédicos podem levar à dormência. “As causas mais comuns são discopatias lombares, como hérnia de disco, lesões traumáticas dos nervos e síndromes compressivas, como a do túnel do tarso”, afirma o ortopedista Bernardo Fonseca, especialista em cirurgia de pé e tornozelo da Kora Saúde. Já o cirurgião vascular Sergio Belczak, da rede São Camilo, destaca os problemas circulatórios como causa da parestesia. “A redução do fluxo sanguíneo pode comprometer os nervos e os tecidos”, explica. Entre as condições vasculares mais associadas ao quadro estão a doença arterial periférica, a insuficiência venosa crônica e a neuropatia diabética – vale saber que um mesmo paciente costuma apresentar mais de uma. A hora de procurar assistência médica De acordo com o ortopedista, tais sintomas nos pés devem ser investigados sem demora quando: Persistem por mais de três meses; Apresentam piora rápida; Estão associados à dor intensa. O médico explica ainda que a dormência representa perda de sensibilidade, enquanto o formigamento é uma alteração do tato. “A coluna é um ponto-chave nesses sintomas, além de regiões de compressão nervosa, como o glúteo, punho e tornozelos”, detalha. Causas neurológicas X vasculares O diagnóstico parte de uma consulta clínica e pode envolver exames específicos. Belczak esclarece que eles ajudarão a identificar a origem do problema. Veja os mais indicados: Para causas vasculares: Doppler ultrassom; Angiotomografia computadorizada; Angioressonância magnética; Índice tornozelo-braquial (ITB). Para causas neurológicas: Eletromiografia (EMG); Eletroneuromiografia (ENMG); Ressonância magnética; Tomografia computadorizada. “A partir desses resultados, o médico vascular desenvolve um plano de tratamento personalizado para melhorar a circulação e aliviar a dormência”, indica o cirurgião. Tratamento e prevenção Os especialistas ressaltam que as medidas para prevenir e tratar o formigamento vão desde pequenas modificações no dia a dia até cirurgias, para casos mais graves. Para tratar: Mudanças no estilo de vida, como prática de exercícios, alimentação balanceada, controle de peso e abandono do cigarro; Uso de medicamentos, como anticoagulantes, antiplaquetários, vasodilatadores e remédios para pressão ou colesterol; Procedimentos como angioplastia ou cirurgias de revascularização, em casos graves. Para prevenir: Controlar doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e dislipidemia; Manter os pés limpos, secos e protegidos com calçados adequados; Evitar cruzar as pernas por longos períodos ou ficar muito tempo inativo; Usar meias de compressão, se houver indicação médica; Fazer check-ups regulares com um especialista vascular. Sergio Belczak reforça que cada plano de tratamento e prevenção deve ser individualizado e montado conforme as necessidades específicas do paciente. Por isso, o ponto de partida é identificar os sintomas e logo procurar um especialista.
Conheça o Universo Infantil
Bolsa do bebê sem excesso: o essencial para sair de casa
Sair de casa com um bebê pela primeira vez traz aquela famosa dúvida aos pais e cuidadores: o que realmente precisa levar na bolsa? Entre fraldas, roupas extras, acessórios e comidas, muitas famílias acabam exagerando na lista e carregando peso à toa. Só que nem tudo é realmente necessário e pode ficar de fora. Segundo a enfermeira Tatiany Varjão, do Hospital Santa Paula, da Rede Américas, o segredo é focar no essencial e evitar excessos motivados apenas pela preocupação. Além disso, considerar o destino, como consulta médica, passeio rápido ou viagem, por exemplo, ajuda a ter mais assertividade. “No começo, é comum exagerar nos itens da bolsa porque a família ainda está em período de adaptação. Com o tempo, fica mais fácil perceber o que realmente é necessário para cada saída”, tranquiliza a profissional. Levar ou deixar em casa? Não dá para sugerir uma lista como a única certeira. Afinal, cada família vai desenvolver sua própria rotina com o bebê e, a partir disso, entender do que precisa ou não. No entanto, alguns itens são considerados básicos para as saídas de casa, sobretudo nos primeiros meses de vida: fraldas; enços umedecidos; fralda de boca troca de roupa adequada à temperatura porta-leite e mamadeira, quando necessário Por outro lado, há aqueles produtos que aparecem na bolsa mais por precaução do que utilidade e, no fim das contas, só servem de peso para as costas dos pais. Nesse sentido, você pode observar se precisa mesmo de: comida congelada; vários babadores; calçados; muitas peças de roupa extras. Bolsa muda conforme o bebê cresce Para a enfermeira Tatiany Varjão, o tempo muda as necessidades, incluindo o que vai ou não na bolsa da ala infantil. Isso porque um recém-nascido costuma precisar de itens bem diferentes das necessidades de um bebê maiorzinho. “Com o crescimento da criança e mudanças naturais no desenvolvimento, a quantidade de itens indispensáveis tende a diminuir”, explica a profissional. Como exemplo prático disso, ela cita o desfralde. Se o banheiro já foi introduzido e funciona com segurança, as fraldas descartáveis se tornam desnecessárias, assim como as trocas extras por medo de vazar ou sujar. Como evitar bolsas grandes e pesadas Para tirar o peso dos ombros, comece cortando da lista aquilo que é maior e não faz diferença nas saídas. Normalmente, muitas roupas, cobertores e objetos grandes acabam sendo levados só por precaução e ocupam espaço à toa. Pensar na saída de forma estratégica é outra dica da enfermeira. Antes de montar a bolsa, vale considerar o tipo de saída, quanto tempo a família ficará fora de casa e o que realmente precisará nesse período. “Uma forma simples de organizá-la é fazer um mapa mental do que será feito durante o passeio e avaliar o que é necessário. Em caso de emergência, muitas vezes é possível adquirir o item no próprio local”, observa Tatiany.
Participar da troca de fraldas gera autonomia e confiança
Chega um momento em que a criança deixa de ser apenas cuidada e passa a querer participar da própria rotina. Durante a troca de fralda, começam a avisar que fizeram cocô, querem escolher a fralda ou tentar ajudar a fechar o adesivo do item. Isso até pode parecer detalhe no dia a dia, mas tem ligação direta com a autonomia. A psicóloga Anastacia Brum explica que esse movimento costuma surgir entre 1 ano e meio e 3 anos de idade. Nesse período, a criança começa a demonstrar maior interesse pelos próprios cuidados e, também, pelo que acontece com seu corpo. “Esse comportamento sinaliza dois avanços importantes. O primeiro é o aumento da consciência corporal. Já o segundo é o fortalecimento da autonomia. A criança começa a perceber que tem vontades, preferências e que pode participar do que acontece com ela”, detalha. Os pequenos gestos já importam Quando a criança avisa que a fralda está suja, quer escolher qual modelo de fralda usar ou tentar colaborar durante a troca, ela está experimentando um novo lugar na rotina: o de participante ativa. Isso indica que está deixando a posição de total dependência e começando a construir protagonismo. De acordo com Anastacia, essas pequenas participações ajudam a desenvolver percepções importantes sobre si mesma. Ao notar que consegue colaborar e que o adulto confia em sua participação, a criança começa a formar ideias internas como: “eu consigo” e “minha ajuda é importante”. “A autoconfiança nasce da experiência concreta, não apenas de palavras de incentivo. Pequenas conquistas do cotidiano ajudam a construir uma base interna de segurança que será importante ao longo do desenvolvimento”, afirma a psicóloga. Organização e previsibilidade Para que a troca de fralda continue sendo um momento tranquilo mesmo com essa nova participação, a organização da rotina faz diferença. A orientadora parental e neuropsicóloga Bruna Vitorelli, da Mental One, reforça que a previsibilidade ajuda os pequenos a entenderem o que está acontecendo. Um bom exemplo disso é narrar as ações desde cedo, explicando o que está sendo feito durante os cuidados. Isso ajuda na compreensão da sequência e dá mais segurança. Afinal, na primeira infância, habilidades como planejamento, organização e autocontrole ainda estão em desenvolvimento. “Criar uma pequena rotina com começo, meio e fim previsíveis e oferecer uma tarefa simples e clara ajuda a criança a colaborar. Quando há previsibilidade, o cérebro reduz o estado de alerta e aumenta a chance de cooperação”, orienta a especialista. Pequenas tarefas geram autonomia É importante lembrar que participar da troca não significa que a criança precisa fazer tudo sozinha. Pequenas tarefas já são suficientes para estimular autonomia e senso de participação. Entre as possibilidades de ações simples estão: escolher qual fralda pegar; levar a fralda até o trocador; abrir o pacote de lenços umedecidos; jogar a fralda usada no lixo; colocar uma peça de roupa no cesto. Mesmo quando a ajuda ainda não é totalmente funcional, a intenção de participar indica desenvolvimento social e motivacional. “O ideal é validar a tentativa da criança, adaptar a tarefa e manter um clima de cooperação. Esses momentos cotidianos são oportunidades importantes de aprendizagem”, diz a orientadora Bruna Vitorelli. Outro ponto é que esse tipo de resposta fortalece a autoeficácia, conceito da psicologia do desenvolvimento ligado à confiança nas próprias capacidades.
Meu filho só se comporta mal comigo. Isso quer dizer que errei?
A criança passa o dia inteiro sem dar trabalho na escola ou com outras pessoas, mas basta chegar em casa para responder, desafiar limites ou ter explosões emocionais. Se a situação se repete na sua casa, saiba que é mais comum do que parece e, na maioria das vezes, não significa que os pais estejam fazendo algo errado. Em primeiro lugar, é importante considerar o cenário: a criança passa boa parte do dia gastando energia para seguir regras, controlar impulsos e conviver com outras pessoas. Ao voltar para casa, tende a relaxar esse esforço. "Na verdade, o comportamento é um sinal de confiança. A casa representa um lugar de liberdade e de segurança onde a criança pode ser autêntica e livre para demonstrar a sua desorganização emocional", explica a psicóloga Larissa Pádua. Mas também não significa que todos os atos devam ser aceitos. A especialista orienta a compreender a causa dessas explosões para responder com acolhimento, sem abrir mão dos limites. Entender não é o mesmo que permitir Durante muito tempo, a dona de casa Isabel Lemes, mãe de uma adolescente, acreditou que havia falhado como mãe. Quando a filha era criança, sempre ouvia dos avós, tios e da babá que a garota era muito educada quando estava com eles, enquanto, com ela, era bem diferente. "Ficava muito triste. Todos conheciam uma versão educada da minha filha, menos eu. Perguntei muitas vezes se o erro era meu", lembra. A angústia era tão grande que a mãe levou o caso para a psicóloga da família e, aos poucos, mudou sua perspectiva: a filha encontrava nela um espaço seguro para expressar emoções difíceis. Para a profissional Larissa Pádua, esse é um ponto importante. Os pais costumam ser a principal referência de segurança da criança, mas isso não significa aceitar agressões ou desrespeito. O caminho é validar o sentimento sem legitimar o comportamento. Acolher sem abrir mão dos limites Uma atitude prática é separar a emoção da ação. "Quando um adulto diz: 'Entendo a sua raiva, mas não vou permitir que você quebre as coisas', ele legitima o sentimento e coloca um limite. Firmeza também é uma forma de afeto", garante a psicóloga. Outras atitudes podem ajudar a reduzir esses episódios no dia a dia: Criar uma rotina acolhedora ao chegar em casa, com um lanche, um abraço ou um momento para brincar. Perceber quando a criança está chegando ao limite do cansaço. Manter horários previsíveis para alimentação e sono. Conversar sobre regras e consequências antes dos conflitos acontecerem. Nomear as próprias emoções para ensinar a criança a reconhecer as dela. Vale lembrar que os adultos também devem cuidar da própria forma de reagir. Isso porque a maneira como os pais enfrentam situações difíceis serve de modelo para o desenvolvimento emocional dos filhos. Limites não devem ser ultrapassados Nem toda explosão depois da escola indica um problema de comportamento. Ainda assim, alguns sinais merecem atenção. A frequência e a intensidade das crises devem ser avaliadas, da mesma forma que a capacidade de a criança se acalmar após ser acolhida. Se os episódios passam a afetar outras áreas da vida, como sono, alimentação, desempenho escolar ou relacionamentos com outras pessoas, é hora de procurar uma avaliação profissional para entender melhor o caso. “O erro mais comum é transformar isso em uma prova de fracasso dos pais. Em muitos casos, eles refletem justamente a confiança que a criança deposita na família. O desafio é responder com acolhimento, constância e limites claros, sem recorrer à punição nem à permissividade”, finaliza a especialista Larissa Pádua.

