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Autorreflexologia: toques nos pés faz relaxar em 1 minuto
A correria do dia a dia nem sempre permite pausas longas, mas pequenos momentos de cuidado podem fazer toda a diferença. Um bom exemplo disso é a autorreflexologia, que surge como uma alternativa simples para aliviar tensões e promover relaxamento usando apenas as mãos e os pés. Segundo o terapeuta Fabiano Takeda, do Espaço Sinergia, a técnica deriva da reflexologia e consiste em estimular pontos específicos que se relacionam com diferentes regiões do corpo. Essa prática pode ser feita de forma acessível, em casa, com foco exclusivo no bem-estar. “A reflexologia estimula pontos dos pés que correspondem a órgãos e sistemas do corpo. Já a autorreflexologia é aplicar essa técnica em si, com as próprias mãos, de forma segura e fácil”, explica o profissional. Pontos para relaxar Algumas áreas dos pés são mais indicadas para quem busca relaxamento rápido, principalmente em momentos de estresse ou cansaço: Dedões dos pés = cabeça e pescoço. Centro dos dedões = hipófise, ligada ao equilíbrio hormonal. Centro do pé = ponto do plexo solar, importante para aliviar tensões. Região abaixo dos dedos = diafragma. Lateral interna dos pés = coluna. Esses pontos são conhecidos por promoverem benefícios como melhora do sono, controle do estresse, alívio de dores de cabeça e sensação de equilíbrio geral do corpo. Como fazer a técnica em 60 segundos Se o objetivo for só relaxamento, a autorreflexologia pode ser feita em casa e bem rapidamente, sem conhecimento técnico. Para esses casos, o terapeuta Fabiano ensina uma sequência rápida, de um minuto, com cinco passos. Veja só: 10 segundos: segure o pé e faça duas respirações profundas para iniciar; 15 segundos: pressione o centro do pé (plexo solar) com o polegar em movimentos circulares; 15 segundos: deslize o polegar abaixo dos dedos (região do diafragma); 10 segundos: pressione o dedão com movimentos circulares; 10 segundos: deslize o polegar na lateral interna do pé, da parte superior até a inferior (região da coluna). “Respiração lenta, movimentos circulares e pressões de alguns segundos ajudam a promover relaxamento. Se houver dor, o ideal é reduzir a intensidade. O toque deve ser firme, mas sempre confortável”, orienta o profissional. Para melhores resultados, a autorreflexologia pode ser feita diariamente, até duas a três vezes a cada 24 horas, especialmente antes de dormir ou após um dia cansativo. O ideal é fazer em um ambiente confortável, com o corpo relaxado, priorizando a regularidade em vez da intensidade. Cuidados e contraindicações Apesar de simples, a prática exige alguns cuidados importantes. Atente-se para: Evitar pressão com força excessiva. Não ter pressa. Não ignorar sinais de dor. Vale ainda conhecer as contraindicações: casos de lesões, feridas ou inflamações nos pés, trombose, febre, infecções agudas ou varizes. Para condições específicas, como gravidez ou problemas vasculares, consulte um médico antes. “A autorreflexologia pode ajudar a aliviar sintomas como estresse, ansiedade, tensão muscular, cansaço e dificuldades para dormir, mas não substitui tratamentos médicos”, finaliza o especialista.
Teste do pezinho detecta até 50 doenças em recém-nascidos
O teste do pezinho é um exame essencial para a detecção precoce de doenças em recém-nascidos e fundamental para garantir um futuro saudável. Realizado nos primeiros dias de vida, tem ajudado médicos e especialistas a identificarem condições que podem afetar o desenvolvimento da criança. Para o pediatra e neonatologista Nelson Douglas Ejzenbaum, membro da Academia Americana de Pediatria, a detecção precoce de doenças permite que tratamentos simples, mas eficazes, sejam instituídos desde os primeiros dias de vida. "Identificar doenças graves no início pode mudar o rumo da vida da criança, permitindo um desenvolvimento saudável e sem sequelas", afirma o especialista. Obrigatório no Brasil, o exame é considerado um dos mais importantes para o acompanhamento da saúde dos recém-nascidos. Deve ser coletado logo nos primeiros dias de vida por meio de um furinho próximo ao calcanhar, totalmente seguro e indolor para o bebê, que costuma chorar apenas pela sensação nova. “Inicialmente, o teste do pezinho pegava apenas a fenilcetonúria, mas foi sendo ampliado com o passar do tempo. Hoje, o exame básico detecta seis doenças, enquanto a versão ampliada abrange até 50 doenças”, explica o médico. A fenilcetonúria, que deu origem ao teste, é uma doença genética rara em que o organismo não consegue metabolizar corretamente a fenilalanina, presente em muitos alimentos, como carne, ovos e leite. Quando não tratada, pode causar problemas neurológicos graves, incluindo deficiência intelectual, convulsões e outros distúrbios. “Agora, se o exame apontar a fenilcetonúria, uma simples restrição de proteínas muda todo o jogo. A criança passa a ter uma vida normal, sem problemas de desenvolvimento, simplesmente por uma correção de dieta”, aponta Nelson. Teste do pezinho: básico ou ampliado? Conforme explicado pelo pediatra, o teste do pezinho surgiu para rastrear uma única doença, a fenilcetonúria. Depois, passou a rastrear seis condições: Fenilcetonúria Hipotireoidismo congênito Síndromes falciformes Fibrose cística Hiperplasia adrenal congênita Deficiência de biotinidase No entanto, com o avanço da tecnologia, o exame foi ampliado. Em maio de 2021, o portal do Governo anunciou a ampliação do teste do pezinho, que passou a detectar até 50 novas doenças e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Conheça 10 delas: Toxoplasmose congênita Atrofia muscular espinhal (AME) Imunodeficiência combinada grave (SCID) Agamaglobulinemia (AGAMA) Galactosemia Aminoacidopatias Doenças lisossômicas Infecção por HIV Rubéola congênita Herpes congênita "Esses avanços foram possíveis graças à tecnologia genética, que ampliou a capacidade do exame", destaca o profissional. Diagnóstico precoce muda tudo Assim como na fenilcetonúria, que pode ter seus impactos corrigidos com um ajuste na dieta, outras doenças têm seus tratamentos beneficiados pelo diagnóstico precoce, alcançadas pelo teste do pezinho. Isso porque, com uma identificação prévia do quadro, as abordagens terapêuticas e recomendações médicas já podem ser iniciadas. Assim, impedem que as condições sejam descobertas anos depois, inclusive em estágios mais avançados e até irreversíveis. "A detecção precoce é muito importante para iniciar o tratamento o mais rápido possível. Isso pode fazer toda a diferença no desenvolvimento da criança", garante o pediatra. "Hoje, com a tecnologia genética, conseguimos cobrir essas 50 doenças no teste ampliado, um avanço significativo em relação à versão básica". Todos podem fazer o teste do pezinho? O exame é uma obrigatoriedade prevista por lei em todo o país e se aplica a todos os recém-nascidos brasileiros, sem nenhuma restrição ou contraindicação. Inclusive, em alguns casos específicos, apesar de raros, deve-se esperar o resultado para seguir com parte da vacinação. “O teste detecta a AGAMA, que se refere à agamaglobulinemia, ou seja, à falta de imunidade. Então, não se deve vacinar a criança antes disso. Por quê? Se a criança tiver esse problema, ela não deve receber essa vacina. É um caso raro, mas, se for triar no pezinho, primeiro, espere o resultado e, depois, vacine”, finaliza.
Mau cheiro nos pés pode indicar fungos ou bactérias
O famoso chulé costuma ser associado apenas ao suor, mas essa nem sempre é a única explicação para o problema. Em alguns casos, o mau cheiro também pode estar relacionado à presença de fungos ou bactérias. A micose é um dos exemplos citados pela dermatologista Bhertha Tamura. A condição tem origem fúngica e pode provocar um odor bem desagradável na região. “Também pode ocorrer por uma tendência à contaminação por bactérias. Elas se proliferam com facilidade em quem apresenta excesso de suor nos pés", explica a especialista. Um ambiente perfeito Suor e umidade criam um ambiente favorável para a proliferação de fungos e bactérias. Não por acaso, os pés costumam reunir essas condições sobretudo ao permanecerem por muitas horas dentro de calçados fechados. A médica costuma dizer que os micro-organismos "adoram" esse tipo de ambiente. Por isso, além de tratar o problema quando ele aparece, é importante modificar as condições para dificultar sua proliferação. As dicas incluem: manter a higiene dos pés em dia; higienizar e alternar os calçados, evitando usar o mesmo par todos os dias; dar preferência a sapatos abertos; usar meias que absorvam a umidade e trocá-las sempre; aplicar talco, sempre que possível. Prevenção faz parte do tratamento Embora o chulé possa incomodar bastante, o objetivo não deve ser apenas combater o odor, mas prevenir esse aparecimento. Para isso, é fundamental reduzir a umidade dos pés e dos sapatos, além de manter a higiene em dia. Mas quando essas medidas não são suficientes ou o mau cheiro persiste, a orientação é procurar um dermatologista para investigar a causa e indicar o tratamento mais adequado para cada situação. Não ignore o mau cheiro A médica Bhertha Tamura chama atenção para sinais que podem surgir junto ao mau odor, como alterações na cor do próprio suor ou pequenas depressões bacterianas na pele. Alguns casos podem exigir antibióticos ou antifúngicos. “O momento de procurar ajuda é quando o problema passa a incomodar o próprio paciente. Ou, para os mais distraídos, quando alguém acabar avisando”, brinca a especialista.
Conheça o Universo Infantil
Posso massagear meu bebê por todo o corpinho?
A massagem é um gesto simples que pode se transformar em um momento especial na rotina do bebê. Porém, muitos pais e cuidadores ficam inseguros com a prática: será que pode massagear o corpo todo? Há risco de machucar? Quando feita com cuidado e respeito às reações, é segura e traz ótimos benefícios. Conforme explica a pediatra Daniela Molina, do dr.consulta, a massagem é recomendada desde que realizada de forma suave e respeitando os limites do bebê. O toque é capaz de promover bem-estar, relaxamento e fortalecimento do vínculo entre os cuidadores e a criança. “É seguro massagear todo o corpinho desde que seja de forma suave e com bastante atenção aos sinais demonstrados, sem insistência. Deve ser um momento calmo, de conexão, entre adulto e bebê”, frisa a médica. Frequência e cuidado A massagem pode ser introduzida logo nos primeiros dias de vida, caso o recém-nascido esteja saudável e estável. Não é necessário esperar meses para começar, mas é fundamental observar se ele já está confortável e receptivo naquele momento. Algumas regiões costumam ser mais tranquilas para o toque, enquanto outras exigem mais delicadeza: Braços, pernas e as costas são áreas mais fáceis de massagear. Abdômen, rosto e pescoço pedem movimentos muito suaves. A regra principal é nunca provocar desconforto. A pressão do toque deve ser leve, com gestos lentos e contínuos, sem causar dor. O ritmo precisa respeitar o nenê: a qualquer sinal de incômodo, é hora de parar. Sinais de que seu filho está confortável Durante a massagem, o corpo do bebê oferece pistas importantes de que o momento está confortável: expressão relaxada; respiração tranquila; sorrisos; balbucios ou até sonolência. Por outro lado, é essencial interromper se surgirem sinais de incômodo, como: choro persistente; irritação; rigidez corporal; qualquer demonstração clara de desconforto. Como reforça a pediatra Daniela Molina, o toque nunca deve ser insistente quando o bebê sinaliza que não está bem. “Respeitar os limites da criança é o mais importante. O momento precisa ser totalmente calmo e relaxante”, acrescenta. Produtos, contraindicações e benefícios Para potencializar o relaxamento, óleos vegetais puros e próprios para bebês são permitidos, desde que não haja restrição ou alergias. Nesse sentido, a médica alerta para evitar fragrâncias e óleos essenciais, porque podem causar irritações. Vale lembrar que, em alguns casos, a massagem é contraindicada ou precisa de autorização prévia e individual do pediatra. Aguarde quando houver: febre; infecções; lesões na pele; indisposição. Mas, de modo geral, massagear o corpinho do bebê traz benefícios: melhora o sono, percepção corporal e fortalece o vínculo afetivo. Um ambiente tranquilo, com luz suave e música calma, pode tornar essa experiência ainda mais acolhedora.
Participar da troca de fraldas gera autonomia e confiança
Chega um momento em que a criança deixa de ser apenas cuidada e passa a querer participar da própria rotina. Durante a troca de fralda, começam a avisar que fizeram cocô, querem escolher a fralda ou tentar ajudar a fechar o adesivo do item. Isso até pode parecer detalhe no dia a dia, mas tem ligação direta com a autonomia. A psicóloga Anastacia Brum explica que esse movimento costuma surgir entre 1 ano e meio e 3 anos de idade. Nesse período, a criança começa a demonstrar maior interesse pelos próprios cuidados e, também, pelo que acontece com seu corpo. “Esse comportamento sinaliza dois avanços importantes. O primeiro é o aumento da consciência corporal. Já o segundo é o fortalecimento da autonomia. A criança começa a perceber que tem vontades, preferências e que pode participar do que acontece com ela”, detalha. Os pequenos gestos já importam Quando a criança avisa que a fralda está suja, quer escolher qual modelo de fralda usar ou tentar colaborar durante a troca, ela está experimentando um novo lugar na rotina: o de participante ativa. Isso indica que está deixando a posição de total dependência e começando a construir protagonismo. De acordo com Anastacia, essas pequenas participações ajudam a desenvolver percepções importantes sobre si mesma. Ao notar que consegue colaborar e que o adulto confia em sua participação, a criança começa a formar ideias internas como: “eu consigo” e “minha ajuda é importante”. “A autoconfiança nasce da experiência concreta, não apenas de palavras de incentivo. Pequenas conquistas do cotidiano ajudam a construir uma base interna de segurança que será importante ao longo do desenvolvimento”, afirma a psicóloga. Organização e previsibilidade Para que a troca de fralda continue sendo um momento tranquilo mesmo com essa nova participação, a organização da rotina faz diferença. A orientadora parental e neuropsicóloga Bruna Vitorelli, da Mental One, reforça que a previsibilidade ajuda os pequenos a entenderem o que está acontecendo. Um bom exemplo disso é narrar as ações desde cedo, explicando o que está sendo feito durante os cuidados. Isso ajuda na compreensão da sequência e dá mais segurança. Afinal, na primeira infância, habilidades como planejamento, organização e autocontrole ainda estão em desenvolvimento. “Criar uma pequena rotina com começo, meio e fim previsíveis e oferecer uma tarefa simples e clara ajuda a criança a colaborar. Quando há previsibilidade, o cérebro reduz o estado de alerta e aumenta a chance de cooperação”, orienta a especialista. Pequenas tarefas geram autonomia É importante lembrar que participar da troca não significa que a criança precisa fazer tudo sozinha. Pequenas tarefas já são suficientes para estimular autonomia e senso de participação. Entre as possibilidades de ações simples estão: escolher qual fralda pegar; levar a fralda até o trocador; abrir o pacote de lenços umedecidos; jogar a fralda usada no lixo; colocar uma peça de roupa no cesto. Mesmo quando a ajuda ainda não é totalmente funcional, a intenção de participar indica desenvolvimento social e motivacional. “O ideal é validar a tentativa da criança, adaptar a tarefa e manter um clima de cooperação. Esses momentos cotidianos são oportunidades importantes de aprendizagem”, diz a orientadora Bruna Vitorelli. Outro ponto é que esse tipo de resposta fortalece a autoeficácia, conceito da psicologia do desenvolvimento ligado à confiança nas próprias capacidades.
Filho que brinca sozinho: o que você deve observar
Ver o filho brincando sozinho por um longo período pode dar um aperto no coração e até gerar preocupação sobre o comportamento ser ou não normal. Embora a dúvida seja frequente, isso costuma ser esperado em certas fases e não indica, necessariamente, uma dificuldade social. Observar os sinais certos é o melhor a fazer. Segundo o psicólogo Kaique Gomes, nas fases iniciais da infância, é esperado que a criança passe por momentos de brincar solitário ou apenas próxima de outras da mesma idade – etapas descritas pelas renomadas autoras e estudiosas Diane Papalia e Ruth Feldman como parte natural do desenvolvimento, antes de surgirem interações mais complexas. “O que precisa ser observado não é apenas o fato de a criança brincar sozinha, mas o contexto. Ela também interage quando convidada? Demonstra interesse pelo outro em algum momento? Quando isso acontece, estamos falando de autonomia, não de isolamento”, pontua o profissional. Autonomia, criatividade e autorregulação Além de ser comum, a brincadeira individual exerce um papel importante no desenvolvimento cognitivo e emocional dos pequeninos. Isso porque o próprio ato de brincar é um dos principais motores do progresso infantil. Kaique observa que, quando a criança se entretém sozinha, ela organiza o pensamento, exercita a criatividade, resolve pequenos problemas e treina a capacidade de foco e concentração. Sem contar que é esperado que ela também brinque em grupos, faça contato visual e compartilhe descobertas espontaneamente com os adultos. “Existe um ganho emocional importante: nesse processo, a criança aprende a lidar com pequenas frustrações e descobre que consegue se autorregular. Isso fortalece a autonomia, a autoconfiança e a capacidade de explorar o ambiente com segurança”, afirma o psicólogo. Sinais de dificuldade Também no contexto educacional o brincar sozinho costuma ser entendido como parte do desenvolvimento. A psicopedagoga e pesquisadora da infância Adelir Marinho defende que não existe apenas um único jeito de se entreter e que a brincadeira livre faz parte do repertório saudável das primeiras fases de vida. Mas vale a atenção dos responsáveis. A mediação do educador passa a ser necessária quando essa se torna a única forma de brincar e não há variação nas atividades ou interação com outras crianças ao longo do tempo. Evitar contato, responder pouco ou não compartilhar interesses são sinais que merecem atenção. Nesses casos, o papel do professor não é forçar a socialização, mas criar condições e oportunidades reais de participação e pertencimento no grupo. Do contrário, não há problema algum. “Muitas vezes, é justamente nesses momentos de solitude que a criança desenvolve regulação emocional, atenção sustentada, memória, planejamento e resolução de problemas, além de ampliar o pensamento simbólico”, destaca a especialista em Neurociência, Educação e Desenvolvimento Infantil. O ambiente e a observação dos adultos Ambientes organizados e acolhedores favorecem tanto a brincadeira individual quanto a coletiva. Espaços acessíveis, com materiais diversos e compartilháveis, estimulam diferentes formas de interação e ampliam oportunidades de aprendizagem, conforme explica a pedagoga Adelir Marinho. Isso porque, ao explorar objetos e brinquedos de maneira independente, a criança cria novas funções para eles, inventa narrativas, estabelece regras próprias, enfrenta obstáculos e ajusta estratégias. Esse processo envolve também avaliar resultados e flexibilizar ideias, habilidades importantes para o desenvolvimento cognitivo. Por isso, a orientação para as famílias é observar o comportamento de forma global. Brincar sozinho ocasionalmente é normal e faz parte do desenvolvimento, enquanto padrões persistentes de isolamento, sofrimento evidente ou dificuldades amplas de interação social com atrasos de linguagem merecem atenção. “Ofereça oportunidades de convivência sem imposição, acompanhe com presença e intervenha apenas quando houver sinais consistentes de dificuldade”, recomenda a educadora.

