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Aprenda 3 exercícios rápidos para aliviar a fascite plantar
A fascite plantar é uma inflamação dolorosa e capaz de afetar a faixa de tecido que liga o calcanhar aos dedos dos pés. Esse problema pode dificultar a locomoção e comprometer a qualidade de vida. A boa notícia é que alguns exercícios específicos podem aliviar o desconforto e até ajudar no tratamento da condição. A fisioterapeuta Gislaine Eurich ressalta que os exercícios desempenham um papel essencial no combate à fascite plantar. “Eles ajudam a aumentar a flexibilidade, fortalecer os músculos do pé e da perna, melhorar a mobilidade e reduzir a inflamação, o que alivia a dor”, explica. Além disso, se praticadas corretamente, as atividades físicas podem ser grandes aliadas na prevenção da condição, diminuindo a sobrecarga na fáscia plantar e até evitando novas (e dolorosas) crises. Exercícios ajudam a tratar ou apenas aliviam a dor? As duas coisas! Os exercícios não apenas aliviam os sintomas, mas fazem parte do tratamento indicado pelo profissional de saúde. Eles atuam tanto em: Alívio da dor, pois promovem o relaxamento da fáscia plantar, melhoram a flexibilidade e reduzem a intensidade; Tratamento da condição, já que fortalecem os músculos do pé e tornozelo, melhoram a postura e ajudam a prevenir recidivas. “Mesmo após a cura da fascite plantar, manter uma rotina de exercícios é muito importante para evitar que o problema retorne”, ressalta Gislaine. Exercícios X fascite plantar A atividade física pode ocasionar a fascite plantar? A resposta é sim. Entretanto, isso só acontece quando as práticas dos exercícios são feitas de maneira errada e acabam se tornando um fator de risco para o surgimento de tal problema. Nesse sentido, os principais erros são: Praticar esportes de alto impacto sem preparação adequada; Usar calçados sem suporte ou amortecimento suficiente; Ter baixa flexibilidade e força muscular, aumentando o risco de lesões; Correr ou caminhar de forma errada, sobrecarregando a fáscia plantar. “Se houver dor ou desconforto durante a prática, é fundamental ajustar a técnica ou buscar a orientação de um profissional”, alerta a fisioterapeuta. 3 exercícios para aliviar a fascite plantar Na maior parte do tempo, os exercícios são aliados para aliviar a fascite plantar. Isso significa que aprender algumas práticas simples podem trazer alívio às dores e ainda acelerar a recuperação. A seguir, a fisioterapeuta Gislaine Eurich ensina três opções para serem colocadas em prática: Alongamento da fáscia plantar Sente-se em uma cadeira e estenda o pé afetado para frente. Use uma toalha ou uma faixa para puxar o pé para cima, sem tirar o calcanhar do chão. Mantenha a posição por 15 a 30 segundos e repita de 3 a 5 vezes. Alongamento dos músculos do pé Ainda sentado, estenda o pé afetado para frente. Use os dedos das mãos para puxar os dedos do pé para cima, alongando a sola do pé. Segure a posição por 15 a 30 segundos e repita de 3 a 5 vezes. Fortalecimento dos músculos do pé Também sentado em uma cadeira, levante o pé afetado do chão. Mantenha a posição elevada por 5 a 10 segundos antes de relaxar. Repita o exercício de 10 a 15 vezes. “Esses exercícios são simples e podem ser feitos em casa. Mas é importante não exagerar e respeitar os limites do corpo. Lembre-se também de consultar um profissional antes de iniciá-los”, complementa. Como evitar uma fascite plantar Por fim, mesmo após a cura, manter bons hábitos é essencial para que não ocorra o retorno da fascite plantar. Algumas medidas preventivas incluem: Usar calçados adequados para absorver impacto e dar suporte ao arco do pé; Alongar e fortalecer os pés regularmente; Controlar o impacto ao caminhar e praticar esportes; Evitar ficar longos períodos em pé, sem apoio adequado. “A fascite plantar pode ser crônica, então a melhor estratégia é manter os pés fortalecidos e evitar sobrecargas desnecessárias”, conclui a fisioterapeuta.
Podologia é regulamentada por lei e tem papel fundamental na saúde
A podologia no Brasil é uma profissão regulamentada desde 2018, com critérios claros de formação e atuação definidos por lei federal. Isso porque a aprovação do projeto de lei PLC 151/2015 deu à atividade o reconhecimento como área da saúde, com respaldo legal e inclusão no Ministério do Trabalho, por meio de um código próprio na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). Na opinião da podóloga Valéria Lemos, enfermeira especializada em podiatria, essa mudança trouxe, sobretudo, dignidade profissional. “Veio uma compreensão maior da sociedade de que podologia não é ‘serviço de salão’, e sim uma área de saúde com profissionais formados”, afirma. Profissional reconhecido Para Valéria Lemos, a regulamentação impulsionou avanços na prática clínica e na valorização do podólogo como parte da equipe multidisciplinar de cuidado. “Hoje, vemos cada vez mais clínicas de podologia estruturadas, muitas vezes dentro de hospitais ou com parcerias com dermatologistas e endocrinologistas”, cita. Ela explica ainda que o trabalho do podólogo atua na prevenção e manutenção da saúde dos pés, enquanto o podiatra com formação em enfermagem clínica é acionado em quadros mais complexos. Ambos trabalham de forma complementar para evitar complicações que podem comprometer a saúde geral do paciente. O que o podólogo pode ou não fazer As competências do podólogo são bem definidas e envolvem o cuidado podal conservador. Entre as práticas autorizadas estão: Corte e lixamento correto de unhas; Remoção de calos; Tratamento de micose e unhas espessas; Assepsia de pequenas fissuras; Tratamento de verrugas plantares; Reflexologia podal; Confecção de órteses de silicone. Além do mais, o profissional pode avaliar alterações dermatológicas e orientar o uso de calçados e cuidados com a pele. Mas há limites: o podólogo não realiza procedimentos invasivos profundos, nem aplica anestesia injetável ou prescreve medicamentos como antibióticos e anti-inflamatórios. Quem pode exercer a profissão Desde a regulamentação, só podem atuar como podólogos os profissionais que tenham completado curso técnico ou superior na área. “O importante é que hoje o paciente pode (e deve) saber se seu podólogo tem certificação”, pontua a enfermeira. Essa formação formal inclui conteúdos como higiene, biossegurança e uso correto de instrumentos – como bisturis, alicates, curetas e lixas –, sempre seguindo protocolos de esterilização. A fiscalização é feita por órgãos como a Vigilância Sanitária e entidades trabalhistas e de defesa do consumidor. Valéria ressalta que esse rigor ajuda a afastar a ideia de que a experiência como pedicure seria suficiente para tal atendimento. “Não são funções que se aprendem apenas na prática do dia a dia, mas sim profissões da área da saúde com formação definida”, defende. Avanços e representatividade Embora a profissão já esteja regulamentada, não existe um Conselho Federal específico de Podologia. Atualmente, a categoria conta com sindicatos e associações estaduais, como a Associação Brasileira de Podólogos (ABP), que atua desde a década de 1960 na organização da classe e na defesa da categoria. A especialista lembra que o desconhecimento sobre a atuação do podólogo ainda é um obstáculo. “Há quem pense que podólogo é médico e esse pensamento surge o tempo todo, o que pode gerar riscos. Por exemplo, alguém com infecção grave insiste em tratar só com podólogo, quando seria necessário um antibiótico que só o médico pode prescrever”, finaliza.
Calo com núcleo: o que é e como tratar corretamente
Dores ao pisar e uma pequena bolinha dura na sola do pé podem ser sinais de um calo com núcleo. Diferente dos calos comuns, ele tem uma raiz mais profunda que pressiona as camadas internas da pele e causa um desconforto intenso. O problema surge principalmente devido ao atrito constante e à pressão repetitiva nos pés. Esse tipo de calo é caracterizado por uma região “endurecida” no centro, semelhante a um miolo, que se forma dentro da pele. “Não é apenas uma camada grossa de pele, como os demais. A raiz é mais profunda, causa dor intensa e requer um tratamento mais específico”, explica a podóloga Simone Lopes. Vale ressaltar que a identificação precoce é muito importante para evitar complicações. Isso porque o calo com núcleo pode até parecer pequeno, mas a tendência é crescer e se tornar cada vez mais doído se não tratado corretamente. Como identificar um calo com núcleo O primeiro passo é aprender a identificá-lo e, assim, buscar o tratamento necessário. Os principais sinais que ajudam a diferenciar tal problema dos outros tipos de calo são: Dor intensa e localizada ao pisar; Pequena área endurecida no centro, semelhante a uma bolinha; Pele ao redor mais grossa e avermelhada; Maior sensibilidade ao toque na região afetada. As principais causas para seu surgimento estão ligadas à pressão excessiva e ao atrito constante. Entre os demais fatores de risco, a podóloga cita: Uso de sapatos apertados ou desconfortáveis; Pisada irregular, que sobrecarrega áreas específicas do pé; Lesões pequenas que endurecem com o tempo; Falta de hidratação da pele, deixando-a mais propensa ao problema. Tratamento correto Para dar fim ao problema, o tratamento deve ser feito por um profissional especializado. "O podólogo avalia o grau do calo e faz a remoção do núcleo de forma segura, sem machucar a pele", orienta Simone. Além disso, outras medidas podem ser indicadas para aliviar os sintomas e evitar novos calos, como: Uso de palmilhas ortopédicas para reduzir a pressão nos pés; Produtos específicos para amolecer a pele – sempre com recomendação profissional; Orientação sobre calçados adequados para evitar o problema. Previna-se contra o calo com núcleo É importante lembrar que existe prevenção contra o problema. Pequenos cuidados podem evitar o surgimento desse tipo de calo e, consequentemente, aquela dor forte e o desconforto gerado. Entre as medidas preventivas, a podóloga recomenda: Evitar calçados apertados ou de bico fino; Hidratar os pés regularmente para manter a pele saudável; Reduzir o tempo de pressão excessiva sobre os pés; Observar sinais iniciais e buscar ajuda ao primeiro incômodo. Da mesma forma que adotar novos hábitos faz parte do tratamento e prevenção, há situações que devem ser evitadas de toda maneira. Um exemplo disso é cortar o calo ou usar lixas agressivas por conta própria, o que pode piorar o quadro. “Isso pode machucar a pele e aumentar o risco de infecção. O ideal é buscar um podólogo logo no início para tratar da maneira correta”, finaliza a especialista.
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O recém-nascido dorme muito? Entenda se é normal
Nos primeiros dias em casa, muitos pais se assustam ao perceber que o recém-nascido parece passar mais tempo dormindo do que acordado. É comum baterem as dúvidas: será que meu bebê dorme muito? Será que existe um período considerado normal? Devo acordar meu bebê para mamar? Spoiler: não precisa de tanta preocupação. O pediatra Luis Bonilha, do dr.consulta, garante que dormir bastante faz parte do desenvolvimento esperado nessa fase inicial da vida. “Das 24 horas do dia, o recém-nascido tende a dormir entre 16 e 20 horas, com despertares para mamar”, esclarece. E aí: quando o sono é considerado normal? Apegar-se ao relógio nem sempre é o melhor caminho. Além das horas dormidas, o médico destaca que o comportamento do bebê quando está acordado também importa. Isso porque um recém-nascido saudável costuma: acordar para mamar; sugar bem; reagir aos estímulos. Também é recomendado observar o contexto: molhar várias fraldas por dia e ganhar peso adequadamente são ótimos indicadores de que tudo está dentro do previsto. Se isso estiver acontecendo, os pais e cuidadores podem ficar tranquilos: o sono é fisiológico. É preciso acordar para mamar? Segundo o especialista Luis Bonilha, pode ser necessário acordar o bebê para mamar nas primeiras semanas de vida, caso ele passe muitas horas sem se alimentar. Essa orientação costuma valer até que o recém-nascido apresente bom ganho de peso, acompanhado nas consultas regulares com profissionais. “A puericultura é o acompanhamento periódico feito pelo pediatra para avaliar crescimento e desenvolvimento. Manter a frequência nessas consultas é essencial para garantir que tudo esteja evoluindo como esperado”, orienta. Esses encontros também são fundamentais para definir abordagens individualizadas. Por exemplo, esclarecer o intervalo entre cada mamada e saber quando se deve (ou não) interromper o sono para realizar a amamentação. O sono como sinal de alerta Na maioria das vezes, dormir muito é normal, mas o pediatra Luis Bonilha sugere avaliação médica quando o bebê: não acorda para mamar; mama pouco; fica muito “molinho”; não ganha peso. Esses sinais devem ser relatados em consultório para uma investigação mais detalhada, se necessário. A melhor estratégia e o segredo para observar o cenário sem ansiedade envolvem ter um profissional de confiança por perto. “A puericultura dá tranquilidade às famílias e ajuda a identificar precocemente qualquer alteração”, reforça o médico.
O que ninguém te conta sobre o enxoval do bebê
Montar o enxoval costuma ser um dos momentos mais empolgantes da gestação. Entre listas prontas, referências de internet e sugestões de familiares, tudo parece indispensável e urgente. Só que, quando o bebê nasce, a rotina mostra que muitas escolhas foram feitas com base na expectativa e não na realidade do cuidado diário. Quem comprou tudo o que viu pela frente foi a lash designer Aline Lins enquanto estava à espera da filha, hoje com um ano. Mãe de primeira viagem, ela acreditava que, em algum momento, precisaria daquilo tudo. Foram muitos macacões, roupas e vários laços. Mas, no fim das contas, a correria do dia a dia pedia bem menos coisas. “Você precisa do básico e do que é fácil. Como eu ia montar roupas elaboradas se eu não conseguia nem dormir? Sou autônoma, voltei a trabalhar logo e comecei a fugir do que complicava a rotina”, conta. O que pode ficar de fora A consultora materno-infantil Fernanda Carvalho explica que essa idealização do enxoval é bastante comum e pode gerar frustração quando a rotina começa. A principal ilusão é priorizar estética e organização ao invés de focar na funcionalidade. Com pouca utilidade nos primeiros meses, não vale investir em: roupas em grande quantidade, principalmente RN e P, já que o bebê cresce rápido e muitas peças nem chegam a ser usadas; sapatos e acessórios, porque têm pouca função prática no início; objetos de quarto muito elaborados, como almofadas decorativas e kits completos de berço, que não interferem na rotina real de cuidados. “Muitos pais montam o enxoval pensando em fotos, combinações de cores e listas de internet, mas esquecem que nos primeiros meses o bebê basicamente mama, dorme, chora e precisa de troca constante”, observa a profissional. Simples, mas campeões de uso Em contrapartida, paninhos de boca, cueiros e fraldas de pano são campeões de uso. Multifuncionais, eles podem dar apoio na amamentação, como proteção da roupa, em uma limpeza rápida e, sobretudo, na hora da troca. Já no vestuário, a orientação é apostar em bodies e macacões confortáveis, pois serão mais úteis que qualquer conjunto elaborado. A roupa deve ser simples, fácil de vestir e, se possível, abrir totalmente na parte da frente. Isso fará diferença para pais e cuidadores que ainda estiverem inseguros. “No pós-parto, a prioridade passa a ser sobreviver à rotina com o mínimo de esforço possível. A dica de ouro é sempre optar pelo mais descomplicado, mais rápido e mais acessível”, aconselha a consultora materno-infantil Fernanda Carvalho. Enxoval que funciona de verdade O primeiro passo é desapegar da idealização que ocorre antes do nascimento e dar lugar à realidade de cada família quando o bebê chegar. Listas prontas e referências externas não conseguem compreender a necessidade de cada casa, enquanto a vivência prática é capaz de reorganizar completamente as prioridades. A especialista compartilha algumas dicas práticas: pense em fases curtas, já que o recém-nascido muda rápido; priorize conforto, segurança e facilidade; questione-se: é difícil de vestir, lavar ou organizar? Se for, provavelmente não funcionará bem. Um ano depois, a mãe Aline Lins garante que o básico bem feito vai funcionar. “Entre o prático e o bonito, escolha sempre a praticidade. Um bom enxoval deve facilitar sua vida e não te dar mais problemas”, aconselha.
“Eu faço sozinho”: o que essa fase revela sobre seu filho
Entre a pressa do adulto e a descoberta da criança, nasce um dos momentos mais intensos da primeira infância: a fase do “eu faço sozinho”. Comer, vestir ou guardar brinquedos deixam de ser apenas tarefas e passam a representar autonomia quando os pequenos adotam essa frase. Sabemos, porém, que quando o relógio aperta, o desejo de independência pode virar tensão. A analista administrativa Jennifer Cristina percebeu essa mudança logo após a filha iniciar na creche. A menina passou a querer repetir em casa o que fazia na escola, especialmente na hora da comida. Prestes a completar 3 anos, surpreendeu: pegou o pote de brócolis da geladeira, abriu e começou a comer sozinha, no tempo dela. No entanto, essa diferença de ritmo entre os adultos pode causar uma certa tensão. “O pai dela acha mais fácil cortar e dar na boca para ser mais rápido. Eu defendo que ela precisa dessa autonomia e quero que faça no tempo dela, mesmo quando estou cansada do trabalho”, diz a mãe. O que significa o “eu faço sozinho” A psicóloga Thamiris Camargo, que atende crianças da primeira infância na Clínica Revitalis, explica que essa fase é marcada pelo desejo intenso de agir por conta própria. Ela surge com força entre 1 ano e meio e 3 anos, quando a criança começa a se perceber como um sujeito separado do adulto. “O ‘eu faço sozinho’ é, no fundo, um ‘eu existo’”, explica a profissional. Assim, essa etapa se caracteriza por atitudes como: tentativa de realizar ações sem ajuda, mesmo sem coordenação suficiente; insistência em tarefas ligadas ao próprio corpo e ao ambiente; resistência quando o adulto interfere rapidamente; necessidade de experimentar causa e efeito. Cognitivamente, a criança já compreende que, ao tentar fazer sozinha alguma atividade, algo sempre vai acontecer. Pelo lado emocional, tal manifestação constrói identidade, autoestima e senso de competência. Quando o adulto permite a tentativa, a mensagem é de confiança; quando impede constantemente, pode transmitir insegurança. Em que ações essa fase aparece mais O desejo de autonomia costuma surgir nas tarefas que envolvem o próprio corpo e o controle do ambiente, como: comer sozinho, mesmo que derrube comida; tentar vestir ou tirar a roupa; escovar os dentes; guardar brinquedos; subir escadas. Não se trata apenas de prática diária, mas de algo simbólico. Ao realizar essas ações, a criança experimenta domínio sobre si mesma e o espaço ao redor, fortalecendo a noção de autoria e iniciativa. A especialista em comportamento infantil ainda reforça que não é uma birra do pequeno. “Isso gera um conflito de tempos, porque o adulto vive no relógio, enquanto a criança está na experiência”, justifica. Por que isso gera tanta tensão O conflito nasce justamente porque os ritmos são diferentes. Os pais e cuidadores têm horários a cumprir, enquanto as crianças precisam sentir que são capazes de fazer aquilo, independentemente do tempo. Essa tensão aumenta quando autonomia e pressa se encontram. Para a psicóloga Thamiris Camargo, equilibrar incentivo e organização familiar exige escolhas realistas. Nem sempre será possível permitir que a criança faça tudo sozinha, especialmente quando há compromissos a cumprir. O importante é estar ciente que, reconhecer isso não significa falhar. Como incentivar sem transformar em conflito Quando a criança quer fazer algo sozinha, mas ainda não consegue dar conta do recado, a orientação é oferecer ajuda sem assumir totalmente o controle. Ou seja, deve-se considerar antecipar-se e dividir as tarefas com o pequeno, sempre valorizando a tentativa dele para fortalecer a confiança. “Essa fase não é um problema a ser corrigido, mas um sinal de desenvolvimento saudável. Crianças que podem tentar, errar e tentar novamente constroem autonomia emocional, tolerância à frustração e confiança. O papel do adulto não é acelerar, mas sustentar – com paciência, limite e respeito”, garante a profissional.

