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Conheça o Universo do Pé
Calçados barefoot: todo mundo pode usar?
Com presença crescente no mercado, a proposta dos calçados barefoot inclui modelos mais minimalistas e sem amortecimento, que ganham cada vez mais popularidade no esporte por prometer benefícios como melhor alinhamento postural e fortalecimento dos pés. Mas será que qualquer um pode usá-los? Segundo o fisioterapeuta Rafael Temoteo, membro da Sonafe (Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física) e especialista no tratamento da dor no pé, algumas pessoas devem ter cautela ao adotar o sapato tipo barefoot. Ter problemas articulares ou estar com sobrepeso são fatores que encabeçam essa lista. "Calçados barefoot podem ser extremamente eficazes em atividades de força, como agachamentos, por fortalecerem a musculatura do pé e tornozelo, mas seu uso generalizado não é recomendado", argumenta o profissional. Barefoot X tênis normais Em livre tradução, barefoot significa ‘pés-descalços’ e isso diz bastante de seu objetivo, que é justamente ser o mais leve possível e aproximar a sensação de estar sem sapato durante a prática esportiva. Veja só as principais diferenças entre ele e os tênis comuns: Amortecimento Barefoot: não Tênis tradicional: sim Design Barefoot: minimalista Tênis tradicional: variado Peso Barefoot: muito leve Tênis tradicional: até 300g Cadarço Barefoot: não Tênis tradicional: sim Indicação Barefoot: treinos Tênis tradicional: dia a dia “Normalmente, calçados barefoot têm um formato que se assemelha a meias e sem nenhum tipo de amortecimento. Também costumam não ter cadarço, apresentando apenas um componente para dar proteção e não machucar o pé com atrito, além de antiderrapante”, detalha Rafael. Os benefícios para o esporte Para quem pratica atividades que exigem força, como levantamento de peso, o uso de calçados barefoot pode trazer vantagens significativas. Nesse sentido, o fisioterapeuta lista alguns dos benefícios: Mobilidade do tornozelo: o uso de barefoot permite uma maior liberdade de movimento no tornozelo, algo importante para a flexibilidade e a adaptação do corpo durante o exercício. Melhora na postura: com menos amortecimento, o pé tem mais controle sobre seus movimentos, o que contribui para uma postura mais correta durante os exercícios de força. Fortalecimento muscular: ao estimular a musculatura dos pés e tornozelos, o barefoot pode melhorar a resistência dos músculos e prevenir lesões no futuro. Assim, usá-lo para treinos de força, cujo objetivo é aumentar a resistência e melhorar a estabilidade das pernas e dos pés, pode ser uma ótima ideia. Agachamentos e outros movimentos de força serão beneficiados pelo maior controle durante os movimentos. Cuidado com as lesões Embora os calçados barefoot tragam benefícios inegáveis, não são indicados para todas as pessoas, conforme apontado pelo especialista. Desse modo, o uso indiscriminado pode trazer um risco de lesões, principalmente para quem não está acostumado a esse tipo de calçado ou tem condições físicas específicas: Pessoas com sobrepeso: o excesso de peso aumenta a carga sobre os pés e tornozelos, o que pode resultar em lesões quando combinados com a falta de amortecimento dos barefoot; Problemas articulares: indivíduos com dores nas articulações, como as que afetam os joelhos ou tornozelos, devem evitar o uso de calçados barefoot, pois a falta de suporte pode intensificar esses problemas. "Fortalecer a musculatura do pé e tornozelo antes de adotar o barefoot é fundamental para prevenir lesões”, indica o Temoteo. Quando houver dor, o uso deve ser evitado, já que não oferecem suporte suficiente para reduzir o impacto sobre as estruturas lesionadas. Vá aos poucos A dica principal é não abandonar os tênis comuns de uma hora para a outra e já sair usando o barefoot. Isso porque a tendência é que o corpo estranhe a mudança brusca e não responda da maneira esperada. “É necessária uma adaptação. Imagine só usar calçados com amortecimento durante toda a vida e, de repente, não usar mais? Os pés estão totalmente adaptados a uma condição, por isso, deve ser gradual”, conclui o especialista.
Calcanhar rachado: mitos e erros nos cuidados
Quando o calcanhar começa a ressecar e a rachar, muita gente tenta resolver tudo de uma vez só, ou seja, lixa demais, usa produtos agressivos ou aposta em receitas caseiras sem orientação. O problema é que alguns desses hábitos acabam piorando ainda mais as fissuras e aumentando o risco de dor, sangramento e infecções na região. Há maneiras corretas de fazer isso e muita coisa ensinada por aí é puro mito! A podóloga Marcineide Tavares explica que um dos erros mais comuns é deixar a pele ressecar excessivamente antes de iniciar qualquer cuidado. Depois disso, fica complicado tentar “corrigir” o problema rapidamente usando métodos mais grosseiros. Mas não é só isso. Ela também aponta práticas que sensibilizam ainda mais a pele. Usar lâmina nos pés; Exagerar no uso da lixa; Deixar de hidratar a região com frequência. “E isso pode agravar bastante o quadro do ressacamento dos pés e até das fissuras podais”, alerta. Mitos sobre o calcanhar rachado Segundo a dermatologista Giuliana Miranda, da Clínica Elsimar Coutinho, o ressecamento intenso dos pés acontece pela combinação entre pele seca e pressão constante na região. Como os pés possuem menos glândulas sebáceas, já existe uma tendência natural para ressecarem. Entre os mitos mais comuns sobre o tratamento e cuidados do calcanhar rachado estão: achar que só hidratar resolve tudo; acreditar que lixar os pés todos os dias acelera a melhora; pensar que andar descalço ajuda a pele a “respirar”; tratar as fissuras apenas como um problema estético. Esses hábitos e crenças podem piorar o ressecamento, aumentar a pressão sobre os calcanhares e favorecer novas rachaduras. Erros pioram as fissuras Acreditar em mitos e dicas milagrosas também atrapalha o tratamento. Afinal, não existe fórmula mágica. Os cuidados precisam ser contínuos e focados tanto na hidratação quanto na recuperação dérmica. Nesse sentido, a dermatologista Giuliana Miranda acrescenta que soluções caseiras podem até hidratar superficialmente, mas nem sempre tratam a causa do ressecamento. E faz um alerta! Em fissuras abertas, certas receitas improvisadas podem causar mais irritação. O tratamento realmente eficaz envolve ativos capazes de tratar as fissuras de forma segura. Entre eles estão: ureia; ácido lático; ácido salicílico; glicerina; pantenol; manteigas e óleos vegetais. A recomendação é aplicar os produtos após o banho e usar meias (preferencialmente de algodão) para potencializar o efeito da hidratação. Além disso, a avaliação e a orientação de um profissional médico são importantes, já que algumas fórmulas podem ter contraindicações. Sinais de alerta: fique de olho Quando as fissuras ficam profundas, dolorosas ou apresentam sinais inflamatórios, o acompanhamento profissional passa a ser bem mais importante para evitar complicações. De acordo com Giuliana Miranda, os principais sinais de alerta incluem: sangramento; secreção; vermelhidão; inchaço; pus; dor intensa; mau odor. “A presença de fissuras pode funcionar como porta de entrada para bactérias e fungos, principalmente em pacientes com diabetes ou outras condições associadas”, reforça a médica dermatologista Giuliana Miranda.
Cuidados que todo corredor deve ter com os pés
Quem é adepto das corridas sabe que são necessários cuidados extras com os pés. Os pés desempenham um papel fundamental na absorção do impacto e na propulsão durante a corrida. Porém, a verdade é que a saúde dessa região muitas vezes é negligenciada. Segundo o ortopedista Rafael Botelho, especialista em pé e tornozelo e membro da Sociedade Americana de Pé e Tornozelo (AOFAS), seguir algumas orientações e adotar cuidados específicos são essenciais para evitar problemas na região inferior do corpo. “Nosso sistema cardiorrespiratório evolui mais rapidamente que o musculoesquelético, então a progressão de distâncias em corridas deve ser lenta, com aumentos semanais de 10% para evitar lesões como canelite e contraturas musculares”, alerta. Junto do médico, o treinador Grace Santos, coordenador técnico da rede de academias Evoque, destaca alguns pontos. Principais pontos Alterne os tênis. Os materiais do calçado precisam de descanso para retomar sua capacidade de absorção e impacto. Quem corre todos os dias deve ter dois pares e alternar o uso entre eles. Conheça a sua pisada. Pronada, supinada ou neutra? Essa resposta ajuda a encontrar o tênis ideal e reduzir as chances de lesão. Leia abaixo como identificar a sua. Fortaleça seus músculos. A musculação é quase requisito obrigatório para quem corre longas distâncias, porque ajuda a prevenir lesões e melhora o condicionamento físico. Cuide das unhas. Mantenha-as curtas e não se esqueça de hidratar a pele. Isso ajuda a prevenir bolhas e unhas encravadas. Varie os terrenos na corrida. Intercale entre terrenos macios e duros para ajudar na prevenção de sobrecarga nos pés e reduzir o impacto. Para quem já pratica a corrida regularmente, Grace recomenda a escolha do tênis adequado ao tipo de pisada e um número maior do que o habitual para acomodar o inchaço dos pés. Além disso, o uso de meias feitas de poliamida e elastano ajuda a evitar atritos e mantém os pés secos durante o treino. E se houver sensibilidade, vale até apostar em meias duplas. Sinais de alerta durante a corrida Entenda o que acende a bandeira vermelha no esporte: Dores persistentes. O desconforto no arco, calcanhar ou dedos indica alguma condição indesejada, como fascite plantar ou tendinite. Dormência ou formigamento. Tais situações sinalizam que pode haver compressão de nervos, geralmente devido ao uso de tênis apertado. Unhas doloridas ou roxas. Frequentemente são causadas por calçados inadequados e geram desconforto contínuo. Inchaço incomum. Isto sugere que os tecidos ou articulações podem estar sobrecarregados. Portanto, sentir qualquer um desses sintomas ou outros desconfortos é motivo para ir ao médico imediatamente e suspender a corrida até segunda ordem. Prepare-se corretamente para correr Para preparar os músculos, o treinador Grace Santos recomenda alongamentos dinâmicos antes da corrida. “Exercícios como elevação de joelhos (skipping), puxada de calcanhar (kick-backs) e passadas longas com rotação do tronco aquecem os músculos e melhoram a amplitude de movimento, reduzindo o risco de lesões”, explica. Conforme ele aponta, esse tipo de alongamento é preferível no lugar dos estáticos, pois ajudam a ativar as articulações, sem desacelerar o corpo, já preparando-o para a corrida Calçado é realmente muito importante Não custa repetir sobre a importância de estar com um tênis adequado. O ortopedista Rafael Botelho pontua que o “modelo ideal” varia para cada perfil de pessoa e organismo, mas alguns fatores são universais e podem guiar a escolha, entre eles conformidade com a pisada; amortecimento para longas distâncias; solado reforçado e aderente para trilhas. Grace complementa recomendando experimentar diversos modelos de tênis antes da aquisição e, se possível, buscar orientação de um especialista para encontrar o melhor ajuste - afinal, um calçado adequado ajuda a evitar lesões por esforço repetitivo e proporciona o conforto necessário para que a corrida seja feita com segurança e leveza. Entenda a diferença entre as pisadas De forma prática, há três tipos de pisadas. A neutra é aquela em que as partes interna e externa do pé tocam o solo quase ao mesmo tempo, com o peso corporal distribuído de maneira harmônica. A pronada, caracterizada pelo pé chato ou plano, é a que o arco medial tem maior contato com o solo, impactando a biomecânica do corpo, afetando mais a parte interna do pé. Por fim, a supinada, também conhecida como pé cavo, tem um arco elevado e, por conta disso, seu contato com o solo é menor, forçando mais a parte de fora do pé, provocando instabilidade e limitando a capacidade de absorver impactos.
Conheça o Universo Infantil
Choro para pentear o cabelo? Talvez a culpa não seja do pente
O momento de pentear o cabelo das crianças nem sempre é tão agradável assim. Muitas vezes, o que era para ser um cuidado se torna um desafio, com direito a bastante choro e reclamações. Mas talvez a culpa não esteja no pente nem na escova. Aprender a fazer do jeito certo de desembaraçar os fios importa muito. Quem concorda com isso é a auxiliar de escritório Thifany Araújo, mãe de uma menina de 4 anos. Pouco tempo atrás, os cuidados capilares pós-banho envolviam gritaria e, vez ou outra, até correria pela casa. Com o cabelo cheio e comprido, a filha reclamava que a escova puxava muito e aquilo lhe causava dor. “Ela já começava a gritar quando eu pegava as coisas para pentear o cabelo. Muitas vezes, saía correndo e eu tinha que ir atrás. Como a gente estava sempre atrasada, parecia mais uma disputa entre nós duas do que um momento de cuidado”, lembra. Nem sempre o problema é o pente Segundo a cabeleireira Rô Freire, especialista em atendimento infantil no complexo de beleza Pelle Capelli, é muito comum ouvir dos pais que a criança “odeia pentear o cabelo”. No entanto, normalmente o problema não está no instrumento em si, mas na forma como ele é usado. “Quando o desembaraço é feito com pressa, força ou sem preparo prévio dos fios, a experiência se torna desconfortável mesmo. Além disso, nem sempre o pente é a melhor opção, já que hoje existem escovas e acessórios desenvolvidos para diferentes tipos de cabelo e níveis de sensibilidade”, explica a profissional. Se o utensílio não é adequado ou o cabelo não está preparado, a criança pode associar o momento à dor e à tensão. Com o tempo, isso faz com que a resistência infantil apareça antes mesmo de o cuidado começar. Por outro lado, um toque mais delicado transmite segurança, enquanto a conversa durante o processo ajuda na distração. Pequenos ajustes fazem diferença De acordo com a cabeleireira, pequenas mudanças na rotina podem transformar completamente a experiência de pentear o cabelo da criança. A forma de desembaraçar os fios, o horário escolhido e até o tipo de instrumento utilizado influenciam diretamente no conforto durante o processo. Por isso, ela recomenda: desembaraçar os fios ainda úmidos; começar sempre pelas pontas e subir gradualmente até a raiz; usar movimentos leves e contínuos para evitar puxões; optar por pentes de dentes largos ou escovas próprias para cabelo infantil; evitar pentear o cabelo totalmente seco ou começar diretamente pela raiz; aplicar produtos que reduzam o atrito durante o desembaraço; Além disso, cada tipo de cabelo pede uma abordagem diferente. Os lisos embaraçam menos, mas formam nós finos, enquanto os ondulados precisam de atenção no comprimento e funcionam melhor úmidos e com creme. Já os cacheados exigem produtos e pentes específicos. Para os crespos, hidratação e divisão em mechas são a melhor alternativa. Quando o cuidado vira conexão Para a especialista Rô Freire, criar uma rotina tranquila e previsível é a chave para transformar o momento do penteado em algo mais leve. Embora isso pareça difícil, ela recomenda algumas estratégias que ajudam muito no processo: escolher horários em que a criança não esteja com sono ou fome; conversar e explicar o que está sendo feito; tornar o momento algo lúdico e tranquilo; permitir que a criança participe da escolha do penteado; elogiar o cabelo do pequeno; colocar uma música ou permitir que ela assista a algo durante o processo. Na casa de Thifany, pequenas mudanças na rotina realmente fizeram diferença. “Comecei a comprar produtinhos de cabelo de criança e a gente faz tipo um ‘spa’ juntas. Também passei a lavar o cabelo dela à noite para já estar mais arrumado de manhã. Vamos conversando, escolhendo o penteado e ela se distrai”, compartilha. Mesmo assim, ainda há dias de dificuldade e isso é totalmente normal. O importante é adotar medidas que tornem o momento mais tranquilo e respeitar as emoções da criança.
Meu bebê chora muito para dormir. É normal?
A privação de sono de pais e cuidadores é um dos maiores desafios após a chegada do bebê e esses episódios tendem a se intensificar quando os choros noturnos começam. Será dor, uma fase normal do desenvolvimento ou algum problema de saúde? Entre dúvidas, inseguranças e tentativas, vale investigar o que está acontecendo. Meia hora dormindo e outras muitas horas acordada, chorando. Assim era a rotina de três meses da filha de Ana Cristina. Mãe de primeira viagem, ela tentou de tudo: canção de ninar, luzes baixas, ruído branco, difusor de óleo essencial, banho relaxante e até reorganização dos móveis do quarto da menina, mas nada resolveu. “Fiquei muito preocupada com as crises de choro e quis investigar absolutamente todas as possibilidades: dor, doença, algum distúrbio”, conta. Só depois de conversar com a pediatra e descartar problemas de saúde, entendeu que se tratava de um salto de desenvolvimento, típico dessa faixa etária. O que é esperado no sono do bebê Recém-nascidos adormecem no chamado sono “ativo”, caracterizado por padrões respiratórios e cardíacos irregulares, tônus muscular diminuído, olhos fechados e manifestações como choro, sorrisos ou gemidos, conforme explica a pediatra Clery Gallacci, do Hospital e Maternidade Santa Joana. Esse comportamento ocupa cerca de 60% do tempo dos recém-nascidos a termo (dentro do prazo esperado) e pode chegar até 80% a 90% entre os prematuros. Segundo a médica, essa característica está relacionada à imaturidade do sistema nervoso central nas primeiras semanas de vida. O choro, portanto, pode fazer parte dessa adaptação neurológica. Ao nascer, o bebê tem um sono polifásico, ou seja, dorme de oito a dez vezes ao longo do dia, e isso naturalmente leva a mais episódios de choro. Apesar de diferente, essa organização é fundamental para o desenvolvimento e a plasticidade do cérebro dele. Mas as coisas mudam a partir do primeiro mês, com mais horas de sono noturno. Pistas e causas O choro pode ser uma boa dica para entender o que está acontecendo, já que o timbre muda conforme a situação. Quando está mais agudo, reflete dor ou desconforto, por exemplo. Por isso, os cuidadores devem observar esse padrão ao longo dos dias para reconhecer diferenças importantes. Além disso, o sono infantil também sofre influência de: ruídos ambientais; temperaturas extremas; rotinas; interação social; fome (mamadas inadequadas); dor; secreção hormonal. “Os despertares noturnos também variam de acordo com a maturidade: cerca de 50% dos lactentes aos nove meses apresentam despertares e entre 20% e 40% podem mantê-los entre 12 e 24 meses”, destaca a pediatra Clery Gallacci. Como lidar com o choro pré-sono A especialista lista medidas que podem colaborar para um sono mais tranquilo: manter rotina diária bem estabelecida com mamadas, banhos etc.; diminuir a luz artificial ao anoitecer; oferecer ambiente familiar calmo; garantir temperatura adequada do ambiente e do bebê; evitar estímulos de telas, luz e som nas primeiras semanas, caso o bebê durma no mesmo ambiente que o adulto; a partir do sexto mês, incentivar o bebê a dormir sozinho no berço. Em caso de dúvida ou se nenhuma estratégia surtir efeito, os responsáveis devem consultar o pediatra. O acompanhamento profissional é fundamental para descartar causas mais graves e orientar o melhor caminho. No caso da mamãe Ana Cristina, mesmo relutante por medo de julgamentos, o que resolveu foi a cama compartilhada, com extensor. Hoje, com a situação controlada, ela garante: essa fase vai passar. “Investigue mesmo que digam que é exagero. Tente tudo o que achar que vale a pena, independentemente do que acharem”, aconselha.
Amiga não deixa o filho fazer nada sozinho: devo opinar?
Observar a forma como outras famílias cuidam de seus filhos nem sempre é simples. Em alguns casos, pode até levar a uma preocupação genuína com o desenvolvimento do bebê. Com isso, surge o dilema: vale a pena dar um toque na mãe sobre a importância da autonomia infantil ou é melhor respeitar as escolhas dela? Quem viveu situação parecida foi a gestora de negócios Thayná da Costa. Próxima da prima, foi convidada para ser madrinha do bebê dela, o que a levou a acompanhar ainda mais de perto o crescimento do menino. No dia a dia, porém, notou que algumas atitudes da mãe parecem ir na contramão da diversão da infância. “Eu observo que, às vezes, ela é muito protetora e isso acaba impedindo meu afilhado de fazer coisas que não seriam perigosas. Eu cresci no interior e lá tinha terra, bicho, cachoeira. Já ele não pode viver nem fazer nada disso”, conta. Cuidado ou superproteção? Segundo a psicóloga e educadora parental Marcella Andretta, do Colégio Santo Anjo, quando o adulto faz tudo pela criança, pode acabar limitando algumas oportunidades que são importantes para a aprendizagem. “A criança aprende observando, tentando e reproduzindo. Se o adulto faz tudo, a impede de tentar, errar e tentar novamente”, detalha a profissional. Com o tempo, esse comportamento pode gerar insegurança e dependência. Em vez de experimentar novas tentativas, os pequenos passam a esperar que o responsável resolva situações que eles já poderiam enfrentar sozinhos. Muitas vezes, isso acontece mais por ansiedade do adulto do que por necessidade real do bebê. Quando a comparação vira tensão Outro ponto delicado nessas situações são as comparações entre crianças. Se o desenvolvimento de um bebê vira referência para avaliar o outro, a conversa facilmente se transforma em julgamento entre amigas e conhecidas. Segundo a psicóloga Marcella Andretta, essas comparações podem criar a sensação de competição ou de avaliação constante, fazendo com que muitas mães passem a questionar se estão fazendo algo errado. Alguns sentimentos comuns incluem: medo de que o filho esteja “atrasado” em relação aos demais; insegurança sobre a própria forma de educar; receio de julgamento por outras mães. “A maternidade não deve ser um campo de batalha. Quando comparadas, muitas mães passam a sentir que estão sendo avaliadas ou que o desenvolvimento do filho está sendo colocado em dúvida”, observa a educadora parental. Como abrir a conversa com cuidado Antes de falar sobre o assunto com a mãe, a especialista recomenda refletir sobre alguns pontos importantes. Em primeiro lugar, vale lembrar que nem toda preocupação precisa se transformar em intervenção, especialmente quando não há risco real para a criança. Experimente se perguntar: Temos intimidade suficiente para tocar nesse assunto? Minha observação realmente pode ajudar aquela família? Tenho conhecimento ou informação para levantar essa questão? Mesmo se houver abertura para conversar, o ideal é falar com cuidado e acolhimento, preferindo conversas particulares e evitando comparações entre crianças. De acordo com a profissional, uma forma de iniciar é dizendo algo mais simples, como: “Posso compartilhar uma coisa que observei? Falo com carinho e posso estar enganada”. Thayná diz que, no seu caso, a proximidade ajuda a lidar com o tema com mais naturalidade. Apesar do medo de parecer crítica, ela recorda momentos da infância com a prima e reforça que o afilhado também merece viver coisas assim. Ao mesmo tempo, consegue refletir sobre como pretende lidar com a autonomia quando for mãe.

