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Cuidados com as unhas dos pés, além da esmaltação
Esmaltar as unhas pode fazer parte da rotina de beleza, mas está longe de ser o único cuidado importante para mantê-las saudáveis. Higiene adequada, corte correto e atenção a mudanças na aparência ajudam a prevenir e identificar alterações. Lavar e secar bem os pés são as primeiras indicações da dermatologista Bhertha Tamura para a saúde das unhas. Da mesma forma, os cuidados com calçados e meias fazem diferença, sobretudo para quem costuma sofrer com micoses. “Os sapatos devem ser mantidos sempre limpos e secos. Também é importante alternar entre os pares, arejá-los e deixá-los no sol sempre que possível”, orienta a médica. Se houver excesso de suor, meias devem ser trocadas mais de uma vez ao dia. O corte das unhas importa muito A forma de cortar as unhas pode ajudar a reduzir o risco de encravamentos e pequenas lesões. A recomendação é manter os cantos laterais expostos, sem que as pontinhas entrem na pele, com um formato levemente quadrado. Há outros hábitos que contribuem para preservar a região saudável, como escolher o calçado adequado, principalmente para praticar esportes de impacto. Também vale comprar uma numeração maior que a dos sapatos sociais para não apertar os dedos. Se necessário, talcos e desinfetantes podem entrar nessa rotina de cuidado. Nesse sentido, a especialista indica somente produtos que não sensibilizam a pele e sejam próprios para a limpeza de calçados. Fique atento às mudanças nas unhas Observar a cor, a espessura e o formato das unhas é fundamental. Isso porque algumas alterações aparentemente simples podem indicar desde pequenos traumas até doenças que precisam de tratamento. Segundo a médica Bhertha Tamura, as colorações que merecem atenção são: unhas brancas ou amareladas, pois costumam indicar micose ou surgir após lesões, principalmente em corredores e praticantes de esportes de impacto; tons roxos, que geralmente indicam sangramento provocado por trauma; manchas negras que surgem de forma repentina, mudam de cor, aumentam de largura ou atingem a pele ao redor da unha, e pedem avaliação urgente. Nem toda alteração pode ser tratada em casa O tratamento caseiro, com esmaltes e cremes antifúngicos, costuma funcionar nos quadros mais leves de micose, mas nos cenários mais avançados, a medicação via oral pode ser necessária para a recuperação. “Nos casos persistentes de micose nas unhas, acompanhados de micose nos pés e excesso de suor, a toxina botulínica pode ser considerada”, observa a especialista. A visita ao dermatologista é essencial se houver suspeita de tumor nas unhas. Em algumas situações, a biópsia é o caminho mais indicado para definir quais abordagens terapêuticas serão realmente eficientes.
Como se pega bicho-de-pé e o que acontece se não tratar
O bicho-de-pé, também chamado de tungíase, é uma infestação de pele provocada pela pulga Tunga penetrans. Minúscula, ela mede cerca de 1 mm e penetra na pele humana, onde se instala - e geralmente, isso ocorre nos pés. Essa presença causa coceira intensa, dor e dificuldade ao caminhar, podendo trazer complicações se não for tratada corretamente. A dermatologista Ana Maria Benvegnú esclarece que a infestação acontece quando a pessoa entra em contato direto com a pulga, encontrada em solos quentes, secos e arenosos, além de chiqueiros, currais e até praias frequentadas por animais. “A tungíase, ou bicho-de-pé, é uma infestação que acontece quando a pessoa anda descalça em locais potencialmente contaminados, principalmente na zona rural. Por isso, os pés são os mais afetados”, diz a especialista. Sintomas e sinais de alerta A presença do bicho-de-pé costuma causar coceira e desconforto ao caminhar, mas os sintomas podem variar conforme a evolução da infestação. Entre os sinais mais comuns estão: Lesão nodular na pele, com ponto central escuro e halo claro ao redor; Coceira intensa, muitas vezes insuportável; Dor progressiva, principalmente ao caminhar; Inchaço e sensação de travamento; Presença de múltiplas lesões em casos mais graves. A dermatologista destaca ainda que, em situações raras, a infestação pode causar infecção secundária, com vermelhidão, pus e dor significativa. Além disso, outros problemas de pele podem se confundir com o bicho-de-pé, como miíase, verrugas virais, abscessos, corpos estranhos ou picadas de insetos, reforçando a importância do diagnóstico médico. O que acontece se não retirar Apesar de, em geral, não causar quadros graves, o bicho-de-pé é uma infecção e precisa de manejo adequado. A remoção incorreta ou a falta de tratamento pode levar a desdobramentos mais sérios, como: Infecção secundária, que pode se espalhar; Formação de úlceras dolorosas; Porta de entrada para o tétano, se a vacinação não estiver em dia; Gangrena em situações extremas, quando a infecção avança e compromete os tecidos. “É importante entender que se trata de uma infecção que precisa ser removida por completo para evitar complicações”, reforça Ana Maria. Tratamento seguro e eficaz A dermatologista alerta que a retirada deve ser feita por um profissional de saúde, em ambiente adequado e com material estéril. Assim, o tratamento envolve: Remoção da pulga com pinça e instrumentos apropriados; Aplicação de antissépticos locais para evitar infecção; Avaliação da necessidade de antibióticos, se houver sinais de inflamação; Uso de medicamentos orais em casos de múltiplas lesões ou infestação disseminada. Na maior parte das vezes, o procedimento é simples e resolvido muito rápido, trazendo alívio imediato dos sintomas. Prevenção e cuidados diários Para evitar a tungíase, é essencial adotar hábitos de proteção: Usar calçados fechados, como sapatos ou botas, em áreas de risco; Manter a higiene dos pés com sabonete ou sabão; Evitar andar descalço em solos arenosos, secos ou locais onde circulam animais; Orientar especialmente crianças e idosos, que são mais vulneráveis à infestação. “O bicho-de-pé é uma doença negligenciada. Em 2025, a Organização Mundial da Saúde lançou novas diretrizes técnicas para conter essa infestação e reduzir complicações, reforçando a importância do uso de calçados, principalmente entre os mais novos e os mais velhos”, finaliza a especialista.
“Cutuquei a unha e infeccionou”: ignorar podólogo pode ser perigoso
Calos, unhas encravadas ou rachaduras nos calcanhares podem até parecer problemas pequenos e fáceis de resolver em casa - mas não são. Na prática, ignorar sinais simples nos pés ou tentar “dar um jeito” sozinho tende a acabar custando caro. Evitar procurar um podólogo é um erro, que arrisca acabar em dor, tempo perdido e até em tratamentos mais longos. A podóloga e professora de podologia Juliana Mendes explica que, sem acompanhamento profissional adequado, condições vistas como “simples” podem se agravar e virar algo muito mais complexo. Além da famosa unha encravada, ela inclui quadros de micoses, verrugas plantares e outras alterações. Quando o simples vira complicação Infelizmente, evitar a consulta podológica pode trazer sérias complicações. Alguns sinais dão pistas de que o problema está evoluindo, como: Dor constante; Dificuldade para caminhar; Necessidade de afastamento de atividades do dia a dia; Infecções e feridas abertas (em casos mais complexos). Nesse sentido, Juliana alerta que há riscos de calos aumentarem de tamanho e causarem dor ao pisar, enquanto unhas encravadas são propensas a inflamar, infeccionar e até formar abscessos. Já as rachaduras nos calcanhares têm a possibilidade de se aprofundar, sangrar e virar porta de entrada para bactérias. O erro bobo que virou um problemão O estudante Victor Carvalho, 25 anos, sabe bem como um descuido pode sair do controle. Ele conta que sempre teve a mania de cutucar a unha com a mão, mexendo nos cantinhos e na pele ao redor, até que um dia o pior aconteceu. “Sempre acabava mal, ficava vermelho, inchado, com dor. Na última vez, os sintomas não passaram e chegou ao ponto de eu não conseguir pôr o pé no chão. Aí descobri que infeccionou”, relata. Mesmo assim, ele tentou resolver em casa: passou pomadas que a mãe mantinha e colocou gelo, mas não funcionou. O alerta vermelho veio quando a dor impediu coisas simples, como usar meia ou tênis. A vermelhidão, o inchaço, o calor, a dor e a secreção verde entregaram a gravidade da situação: uma infecção na unha. Autocuidado errado piora o problema A podóloga Juliana Mendes reforça que há erros comuns que acabam criando ou piorando problemas sem que a pessoa perceba. Entre os mais frequentes estão: Usar lâminas ou objetos cortantes em casa; Lixar demais a pele; Arrancar cantos da unha; Usar produtos inadequados ou adotar “receitas caseiras”. Essas tentativas podem causar infecções e tornar o tratamento profissional mais longo, delicado e caro, como no caso de Victor. Ele, aliás, acredita que os cuidados que adotou por conta própria mascararam a gravidade e atrasaram a busca por ajuda. “Demorou uns cinco dias a mais para eu ir na podóloga e o tratamento precisou ser mais intenso, envolvendo pronto-socorro e remédios”, conta. Quando procurar um podólogo A principal orientação é não esperar o problema piorar e até mesmo acontecer, ou seja, ir ao podólogo preventivamente, de tempos em tempos. Isso vale ainda mais para grupos de risco, como diabéticos ou pessoas com problemas circulatórios, já que a evolução de lesões é mais rápida. No entanto, além da dor, alguns sintomas indicam que a consulta não deve mais ser adiada. São eles: Inflamação; Vermelhidão; Secreção; Sangramento; Mudança na cor ou espessura das unhas; Feridas que não cicatrizam. “O maior erro é procurar o profissional só quando a dor aparece. Ter cuidado constante evita problemas, reduz custos e mantém os pés saudáveis por mais tempo”, conclui a professora.
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Até quando o bebê é considerado um recém-nascido
A expressão “recém-nascido” é usada com frequência, mas tem uma definição oficial na medicina. Pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o bebê é considerado recém-nascido até os 28 dias de vida. Esse período é chamado de “fase neonatal” e exige cuidados específicos com a saúde. A pediatra Alana Zorzan, cofundadora do aplicativo Mini Löwe, explica que a etapa recebe um olhar diferenciado por concentrar muitas mudanças e maior vulnerabilidade. Trata-se da transição da vida intrauterina para a extrauterina, quando o corpo do bebê passa a assumir funções que antes eram da placenta. Parte disso tem a ver com a necessidade da vigilância necessária: é justamente nesse intervalo que a pediatria e a obstetrícia concentram esforços na prevenção da mortalidade neonatal e na detecção precoce de malformações ou distúrbios metabólicos. Afinal, o que acontece nesse período? Nos primeiros 28 dias de vida, o bebê vive um processo intenso de adaptação. Entre as principais mudanças, a médica chama atenção para: Respiração: os pulmões precisam se expandir e realizar sozinhos a troca gasosa. Circulação: ocorre o fechamento de estruturas cardíacas fetais, como o forame oval, para a circulação considerada “adulta”. Termorregulação: o bebê aprende a manter a temperatura corporal em um ambiente muito mais frio do que o útero. Digestão: o sistema digestivo começa a amadurecer, processar o leite e eliminar o mecônio (as primeiras fezes). O que muda nos cuidados Durante o período neonatal, o foco principal é a estabilização. Os cuidados específicos dessa fase envolvem: Higiene do coto umbilical, com limpeza prescrita. Imunidade, já que o sistema imunológico é extremamente imaturo, exigindo maior rigor no isolamento social relativo. Sono e fome, que ainda não seguem uma rotina – o ritmo é de livre demanda absoluta e ciclos de sono desregulados. Após os 28 dias, o olhar começa a ficar mais brando. Desenvolvimento motor, interação social e introdução gradual das rotinas são os próximos focos listados pela pediatra entrevistada. Aliás, existe uma divisão de tempo nas primeiras semanas de vida (neonatal): o período precoce vai do nascimento até o sexto dia de vida, enquanto o período tardio dura do sétimo ao vigésimo oitavo dia, quando é considerado o fim da etapa. “Mesmo os bebês prematuros deixam de ser considerados recém-nascidos cronologicamente aos 28 dias após o parto”, revela Alana. Testes e sinais de alerta Durante a fase neonatal precoce, acontecem testes e avaliações muito importantes e inadiáveis: teste da orelhinha e do olhinho (na primeira semana); teste do coraçãozinho (entre 24 e 48 horas de vida); teste da linguinha; teste do pezinho (entre o 3º e o 5º dia de vida); primeira consulta pediátrica (na primeira semana). Além de realizar todos esses exames e consultas, os primeiros dias de vida do bebê pedem vigilância total, sobretudo aos sinais de alerta. Se notar algum desses, busque atendimento médico imediatamente: icterícia excessiva (pele e olhos muito amarelados, especialmente em pernas e braços); dificuldade de sucção ou bebê muito prostrado; febre ou hipotermia; gemência (gemido respiratório) ou esforço respiratório visível; alterações nas eliminações fisiológicas, como sangramentos, muco ou diminuição da diurese. Os primeiros 28 dias para os pais Além dos cuidados clínicos, há um aspecto emocional importante. A pediatra Alana Zorzan aconselha a estabelecer uma boa rede de apoio para dividir as tarefas essenciais, como banho, troca de fraldas e organização do sono. Considerando que a amamentação costuma ficar sob responsabilidade exclusiva da mãe – e exige muita energia física e mental –, essa divisão ajuda a reduzir boa parte da sobrecarga nesse período. “Tudo é novo. São descobertas e experiências intensas. É uma fase exigente, mas transitória. O foco deve estar no bebê e no descanso da puérpera”, finaliza a especialista.
Pai, mãe, babá: cada colo cria uma memória diferente no bebê
Antes de aprender a falar, o bebê usa o corpo para se comunicar e compreender o cuidado que recebe de cada pessoa. Colo, carinho e embalo ajudam a transmitir confiança e participam da construção dos primeiros vínculos afetivos. O toque funciona como um alicerce dessa relação. “É por meio dessas experiências que se forma o vínculo de apego, base emocional importante para o desenvolvimento psíquico da criança”, explica a psicóloga Larissa Pádua. A especialista ainda desmistifica a ideia de vínculos perfeitos: o que realmente importa é a constância e o cuidado. Nesse sentido, cada cuidador pode colaborar à sua maneira, com sua própria forma de amar o pequenino. Um jeito de cuidar particular Pai, mãe, avós, tios, babá e outros cuidadores podem demonstrar carinho de formas diferentes – e não há nada de errado com isso. Na verdade, o bebê reconhece desde cedo as particularidades no jeito de segurar, olhar, falar e acolher. Para Larissa Pádua, essas experiências ampliam o repertório de relações. Aos poucos, a criança aprende que o afeto pode ser demonstrado de maneiras variadas e, ainda assim, continuar sendo seguro. Ter mais de um cuidador afetuoso, portanto, pode aumentar sua rede de segurança emocional. Entretanto, isso não diminui a importância dos pais. O vínculo central com os genitores passa a coexistir com outras relações de confiança. Muito além do toque A conexão também é construída por pequenos gestos que fazem o bebê se sentir visto e compreendido. Entre eles estão: Responder com atenção ao choro. Olhar para o bebê durante os cuidados. Usar um tom de voz acolhedor. Estar física e emocionalmente presente. Demonstrar paciência nos momentos difíceis. Acolher as necessidades da criança com constância. “Esse conjunto de comportamentos se chama sintonia afetiva. Mesmo sem compreender as palavras, o bebê percebe a disponibilidade do cuidador e passa a associar aquela presença à proteção e ao acolhimento”, afirma a especialista. Qualidade vale mais do que quantidade Não existe uma quantidade ideal de horas para que um vínculo seja construído. Mais importante do que o tempo de convivência é a qualidade da presença oferecida durante aquele período. Um cuidador que dispõe de menos tempo, mas está emocionalmente disponível, atento e envolvido, pode construir uma conexão muito forte. Já permanecer muitas horas ao lado da criança sem essa entrega não produz necessariamente o mesmo efeito. Por último, a psicóloga Larissa Pádua reforça que as diferenças entre toques, olhares, vozes e formas de acolher enriquecem o mundo emocional do bebê. É assim que ele aprende que pode se sentir seguro com pessoas distintas e levar essa confiança para outras relações ao longo da vida.
O bebê ainda não entende, mas a leitura já funciona
Antes mesmo de acompanhar e compreender a história, o bebê já ganha muito quando alguém lê para ele. Isso porque, nos primeiros meses de vida, a leitura vai muito além do enredo: envolve voz, colo, contato e afeto que estimulam o desenvolvimento e fortalecem os vínculos. É por isso que o hábito pode entrar cedo na rotina, em momentos simples do dia. Para Adelir Marinho, doutora em educação e pesquisadora da infância, esses momentos expõem o bebê a diferentes sons, ritmos, palavras e expressões, contribuindo para desenvolver a linguagem, a atenção e a memória, além de aumentarem a aproximação com os pais e cuidadores. "Antes mesmo de aprender a ler, a criança começa a perceber que o livro é um objeto de prazer, acolhimento e descoberta. Essa troca também favorece a linguagem receptiva, ou seja, a capacidade de compreender a fala antes mesmo de falar", explica a profissional. Muito além da história Quando um adulto lê para um bebê, não é apenas a narrativa que importa. A voz, a entonação, a repetição e o contato físico que fazem parte dessa experiência ajudam a criar um ambiente seguro e acolhedor. Para tornar esse momento ainda mais rico, a especialista indica: usar diferentes entonações e ritmos durante a leitura; reler a mesma história sem receio, já que a repetição fortalece a memória, amplia o vocabulário e ajuda a reconhecer padrões da linguagem; manter contato visual, sorrir e ficar próximo da criança; permitir que ela toque o livro, observe as imagens e, quando já for maiorzinha, vire as páginas. A leitura não precisa seguir regras rígidas: pode acontecer antes de dormir, depois do banho ou em qualquer parte tranquila do dia. O mais importante é que seja um momento leve, sem cobranças ou expectativa de atenção plena. Se o bebê não quiser ouvir a história Sem frustrações: é completamente esperado que o bebê não se envolva com a leitura. Nos primeiros meses e anos de vida, o interesse dele, muitas vezes, está mais nas imagens, nas cores ou até mesmo no próprio livro do que na sequência da narrativa. "Nesses momentos, vale comentar as imagens, nomear os objetos e respeitar o ritmo da criança. Quando acompanhamos a leitura com leveza e sem cobranças, ela se transforma em uma experiência prazerosa e fortalece o vínculo entre ambos", destaca a pesquisadora Adelir. Por isso, na hora de escolher os livros, prefira modelos resistentes, como os de pano, banho ou cartonados. Imagens grandes, cores contrastantes, pouco texto, linguagem simples, rimas, repetições, temas do cotidiano e elementos interativos (como abas e diferentes texturas) tornam a experiência ainda mais interessante. Como criar hábito desde cedo Não existe uma idade ideal para começar, mas a leitura pode fazer parte da rotina desde o nascimento. Afinal, o mais importante não é terminar um livro ou ler por muito tempo e, sim, criar momentos frequentes de interação e afeto. É justamente dessas experiências afetivas que nasce a relação da criança com os livros. Ou seja, em qualquer fase da vida vale compartilhar esse momento com leveza, respeitando o tempo do bebê e a experiência sobre acolhimento, descoberta e conexão. "O que realmente faz diferença é a constância dessas pequenas interações. Quando a criança cresce em um ambiente em que os livros fazem parte do cotidiano e percebe que a leitura é valorizada, aumenta a probabilidade de desenvolver uma relação positiva com esse universo", finaliza a especialista.

