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Unhas no verão sem fungos em piscinas e praias
Frieira e Micose

Unhas no verão sem fungos em piscinas e praias

O verão é a estação em que mais aproveitamos praias, piscinas e atividades ao ar livre. Apesar da diversão, é também o período em que as unhas ficam mais vulneráveis a problemas como ressecamento, quebra e infecções por fungos. Para mantê-las fortes, bonitas e saudáveis, alguns cuidados simples fazem toda a diferença na saúde e na aparência. A rotina de cuidados começa dentro de casa e reflete diretamente na resistência das unhas, sem esquecer que hidratação e alimentação equilibrada são essenciais. “Proteínas, ferro, zinco e biotina ajudam no crescimento saudável. Além disso, usar hidratantes específicos para mãos e cutículas evita descamação e quebras”, explica a dermatologista Ana Maria Benvegnú. Já o podólogo Marcos Araujo observa que ambientes quentes e úmidos são os principais vilões no verão. “Piscinas, praias e vestiários criam condições perfeitas para os fungos se multiplicarem. Por isso, é importante proteger os pés e não deixar que fiquem molhados por muito tempo dentro do sapato”, alerta. Riscos aumentam (e os cuidados também) A médica Ana Maria ressalta que o contato constante com água, areia, sol e calor pode facilitar o surgimento de micoses, principalmente nos pés. Quando a condição acomete as unhas, é chamada de onicomicoses. “Os principais agentes são os dermatófitos, mas também existem casos causados por leveduras, como a cândida, e por fungos não dermatófitos.” Por essa razão, verão, mar e piscina pedem ainda mais cuidados. Os profissionais recomendam atenção especial a algumas práticas: Secar bem os pés após o contato com a água, inclusive entre os dedos; Preferir calçados abertos, como chinelos, para evitar que a umidade fique “presa” dentro do sapato; Dar intervalos entre as esmaltações; Usar protetor solar; Não ficar descalço em vestiários, clubes e saunas; Não compartilhar toalhas, lixas, esmaltes e cortadores. “Se notar qualquer questão, procure um podólogo antes que a situação piore”, reforça Marcos Araujo. Como identificar sinais de fungos De acordo com Ana Maria Benvegnú, é importante ficar sempre de olho em sinais típicos da infecção fúngica. Isso porque, quanto mais cedo o diagnóstico, mais rápido e eficaz será o tratamento. Não espere a unha deformar ou doer para procurar um profissional. Agende uma consulta se reparar em: Unha espessada e quebradiça; Alteração na cor, como amarelada ou esbranquiçada; Descolamento ou deformidade; Dor ou inflamação na região. No início, os sinais podem ser sutis, como lembra o podólogo Marcos. “A unha pode só perder o brilho ou ficar um pouco grossa. Tratar logo no começo evita que o problema se espalhe e se torne mais difícil de resolver”, afirma. Grupos de risco Por último, a dermatologista lembra que grupos como idosos, diabéticos, pessoas com imunidade baixa e quem transpira muito nos pés têm risco maior de desenvolver micoses. Assim, ela indica cuidados redobrados, já que a infecção pode se espalhar rapidamente ainda e causar complicações. Marcos, por sua vez, reforça que, se houver mudanças visíveis, dor ou sinais persistentes, o ideal é buscar ajuda profissional imediatamente. “Um podólogo consegue identificar o problema e indicar o tratamento adequado desde o início”, garante.

3 exercícios de fortalecimento para manter os pés saudáveis
Exercícios de Fortalecimento

3 exercícios de fortalecimento para manter os pés saudáveis

Os pés são a base de sustentação do corpo, responsáveis por garantir equilíbrio, locomoção e absorção de impactos. No entanto, apesar de tanta importância, a saúde deles muitas vezes é negligenciada. Para garantir que isso não aconteça, a dica é fortalecê-los com exercícios simples que promovem bem-estar, ajudam a prevenir lesões e ainda melhoram a postura. Exercitar-se e adotar cuidados diários na rotina é essencial para manter os pés saudáveis, como pontua a fisioterapeuta Raquel Esteves, especialista em reabilitação musculoesquelética. “Práticas específicas auxiliam na manutenção, no tratamento e até na prevenção de patologias relacionadas”, afirma. Quanto antes começar a fortalecê-los, melhor. A especialista ensina exercícios fáceis para o fortalecimento e relaxamento dos pés: 1. Alongamento da fáscia plantar Como fazer: fique em pé e apoie a ponta do pé em uma base elevada, como uma parede, mantendo o calcanhar no chão. Por quanto tempo? Permaneça na posição por 20 a 30 segundos apoiando-se em cada pé, repetindo de 3 a 5 vezes. 2. Fortalecimento dos dedos Como fazer: sente-se e coloque pequenos objetos (como tampinhas ou borrachas) no chão, à sua frente. Tente pegar os objetos com os dedos dos pés, forçando a flexão plantar. Por quanto tempo? Pratique por 2 a 3 minutos com cada pé. 3. Automassagem com bola Como fazer: use uma bola de tênis ou de massagem e deslize-a sob o pé com uma leve pressão. Movimente a bola do calcanhar até os dedos e pelos lados do pé. Por quanto tempo? Repita por 2 a 3 minutos com cada pé. “Esses exercícios são simples, mas extremamente eficazes para relaxar a musculatura e melhorar a circulação”, garante a fisioterapeuta. “O de alongamento, por exemplo, alivia a tensão da fáscia plantar, um tecido que reveste a sola dos pés e, quando tensionado, pode causar dor e desconforto”, explica. Cuidados e hábitos para pés fortes Além dos exercícios, hábitos diários contribuem para a saúde dos pés. De acordo com a especialista, os principais são: Escolher calçados adequados: deve-se optar por modelos que ofereçam suporte ao tornozelo e ao arco plantar, com solado confortável; Evitar certos tipos de sapato: saltos muito altos, bicos finos ou sapatos folgados podem causar calosidades, joanetes e problemas posturais; Manter a higiene: é importante lavar e secar bem os pés todos os dias, especialmente entre os dedos, para evitar infecções; Cortar as unhas corretamente: um corte reto previne unhas encravadas, que tendem a causar dor e alterações posturais; Relaxar após atividades: um escalda-pés ao fim do dia, com água quente, ajuda a relaxar os músculos e a melhorar a circulação. Benefícios do fortalecimento Fáceis e recomendados, os exercícios para fortalecer os pés devem ser incluídos na rotina, já que trazem uma série de benefícios, como: Melhora da locomoção: reduzem o esforço ao caminhar ou correr; Absorção de impactos: protegem as articulações e a coluna durante atividades físicas; Prevenção de lesões: evitam condições como fascite plantar e entorses. Estabilidade postural: diminuem o risco de quedas, especialmente em idosos. Saúde geral: afinal, contribuem para o equilíbrio do corpo como um todo. “Pés fortes ajudam até mesmo a manter o cérebro em alerta, especialmente em superfícies instáveis, promovendo segurança e bem-estar”, acrescenta Raquel. Porém, é preciso cuidado. Embora o fortalecimento seja essencial, ter cautela ao executar alguns exercícios também é necessário. Isso porque movimentos feitos de forma inadequada podem sobrecarregar as articulações e causar lesões, indo contra os benefícios esperados. Nesse sentido, a profissional alerta para práticas como: Agachamentos com peso excessivo: se não forem realizados corretamente, podem prejudicar o arco plantar e os tornozelos. Exercícios de equilíbrio sem supervisão: tendem a comprometer a estabilidade e sobrecarregar os pés. Corrida descalço: a prática exige técnica, pois o impacto direto pode lesionar os tecidos. “Uma avaliação capacitada é indispensável para direcionar a prática e evitar sobrecargas nos pés”, conclui.

Como tratar cisto sinovial no pé e quais são os riscos
Cuidado Diário

Como tratar cisto sinovial no pé e quais são os riscos

O cisto sinovial é uma alteração comum que pode surgir nos pés ou tornozelos. O problema surge como uma bolsa cheia de líquido, semelhante ao que lubrifica naturalmente as articulações e, apesar de benigno, pode causar incômodo e afetar a mobilidade. Sua formação ocorre quando há excesso de líquido sinovial (fluído natural das articulações), que escapa e fica preso em uma cápsula, segundo o ortopedista Caio Fábio, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia do Ceará (SBOT-CE). A condição pode estar associada a desgaste, traumas repetitivos ou até surgir sem causa específica. “Esse líquido funciona como um ‘óleo’ natural do corpo. Quando acumulado fora do espaço normal da articulação, acaba formando o cisto, que pode variar de tamanho e provocar dor, dependendo do local em que aparece”, explica o especialista em cirurgia do pé e tornozelo. Sintomas mais comuns O cisto costuma ser percebido pela presença de um nódulo palpável ou visível. Além disso, pode provocar: Dor ou desconforto, principalmente com calçados apertados; Inchaço localizado, que pode variar de tamanho ao longo do tempo; Formigamento ou pressão, quando a lesão comprime nervos próximos, o que ocorre apenas em alguns casos. Na maioria das vezes, é uma condição benigna que não compromete a articulação no longo prazo. No entanto, dependendo do tamanho e da localização, pode atrapalhar a mobilidade e causar dor ao caminhar. É perigoso não tratar? De acordo com o médico Caio Fábio, o cisto sinovial não representa risco de se tornar maligno. “Não há chance de virar câncer. O maior problema é o incômodo: ele pode crescer, inflamar, causar dor persistente e até pressionar nervos ou vasos sanguíneos”, afirma. Por essas razões, mesmo não sendo maligno ou uma condição tão grave, o quadro merece atenção, com acompanhamento médico regular e o tratamento é indicado. Opções de tratamento Na maioria dos casos, a recomendação inicial é apenas observar a evolução e adotar medidas simples, como: Troca de calçados para reduzir a pressão; Imobilização temporária; Aspiração do líquido com agulha (punção) – embora exista chance de retorno. Todavia, quando a dor é intensa, há limitação de movimento, recidiva após punções ou forte incômodo estético, a cirurgia pode ser indicada. “Esse procedimento consiste em retirar o cisto junto com sua cápsula, reduzindo as chances de reaparecimento”, detalha Caio Fábio. Cuidados e prevenção Não há como impedir totalmente o surgimento do cisto sinovial, mas alguns hábitos ajudam a reduzir riscos: Evitar sapatos muito apertados; Reduzir esforços repetitivos no pé e tornozelo; Fortalecer a musculatura da região para diminuir a sobrecarga. O ortopedista reforça que a decisão de tratar depende de três fatores principais: se o cisto causa dor, se limita atividades do dia a dia ou se traz incômodo estético. “Em muitos casos, o paciente consegue conviver bem sem cirurgia, mas quando atrapalha a qualidade de vida, existem soluções seguras e eficazes”, finaliza.

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Filho não acompanha a turma na escola: o que fazer?
Escola

Filho não acompanha a turma na escola: o que fazer?

Perceber que o filho não está acompanhando o ritmo na escola costuma gerar uma preocupação imediata. A sensação é de que algo está errado e a dúvida vem acompanhada de medo, culpa e insegurança. Mas nem sempre isso indica dificuldade cognitiva. Às vezes, traçar uma nova estratégia é suficiente para o aluno não ficar para trás. Quando as notas de matemática da filha começaram a cair no terceiro ano, a jornalista Juliana Franco levou um susto. A menina de 9 anos sempre manteve bom desempenho e, de repente, entrou em recuperação – algo que a mãe só pretendia ter de enfrentar bem mais adiante. “A situação me assustou muito, porque a gente pensa que isso vai acontecer só lá na frente. As notas baixas já me acenderam o alerta e a reunião com a escola confirmou uma queda no rendimento por dispersão, já que ela não gostava da matéria e tinha mais dificuldades”, conta. Ritmo diferente não é atraso Para a pedagoga Adriane Wzorek, assessora pedagógica do paranaense Colégio Santo Anjo, “não acompanhar a turma” não significa, necessariamente, incapacidade. Pode indicar apenas que o ritmo de aprendizagem daquela criança é diferente do previsto pelo currículo naquele momento. “Cada aluno aprende de um jeito. O descompasso pode estar relacionado ao estilo de aprendizagem, a lacunas em conteúdos anteriores, a fatores emocionais ou de adaptação, e até a questões biológicas, como sono, visão ou audição”, pondera a educadora ao defender o olhar integral acima de qualquer rótulo. Na Educação Infantil e nos primeiros anos do Ensino Fundamental, por exemplo, as diferenças de ritmo são absolutamente normais. Isso porque as crianças estão em intensa maturação neurológica, emocional e social. O sinal de alerta só deve surgir quando a evolução individual parar ou houver sofrimento, isolamento ou frustração. Será que essa dificuldade é permanente? Existe uma diferença muito importante entre a fase de adaptação a uma nova realidade, como a mudança de série ou escola, e a dificuldade que permanece para além de uma situação pontual. Persistência e resposta às intervenções devem definir o caso. Fase de adaptação: conta com oscilações naturais, com dias de maior relutância, mas também avanços quando a criança recebe incentivo e acolhimento. Dificuldade mais estruturada: traz uma série de sinais específicos, como resistência, mesmo com intervenções pedagógicas; desmotivação constante; baixa autoestima; grande esforço sem progresso e impactos emocionais e sociais mais evidentes. No caso de Juliana, a dificuldade da filha era pontual: a queda estava concentrada em matemática. Em casa, ela começou a questionar se o uso do celular poderia estar interferindo na atenção e colocou novos limites. Já a conversa com a escola ajudou a entender que era necessário reforço direcionado, e não uma mudança mais ampla. “Quando isso acontece, a escola se aproxima da família para pensar, juntos, nos próximos passos”, cita a pedagoga Adriane. A importância do diálogo com a escola Com um impacto tão positivo na situação, a instituição de ensino deve ser acionada assim que necessário, sem ter que esperar a reunião bimestral para obter esclarecimentos. A regra é: se houver qualquer dúvida, não hesite em procurar a escola. O diálogo precoce permite compreender melhor o momento da criança e agir com mais agilidade. Entre as estratégias pedagógicas possíveis estão: adaptação de atividades e tempos; explicações mais individualizadas; uso de recursos lúdicos e concretos; retomada de habilidades básicas; pequenos grupos de apoio; acompanhamento mais próximo do professor. “O objetivo não é acelerar o aluno, mas garantir que ele construa aprendizagens com segurança e confiança”, garante a educadora. Quando buscar apoio adicional Existe diferença entre a dificuldade pontual em uma disciplina e um desafio mais amplo. Quando o problema envolve várias áreas, a investigação se expande para fatores emocionais, pedagógicos ou do desenvolvimento. É indicado o encaminhamento para especialistas, como psicopedagogo ou fonoaudiólogo, quando, mesmo com intervenções escolares, persistem dificuldades importantes ou surgem sinais além do desempenho acadêmico – alterações de linguagem, atenção, memória e questões motoras são alguns dos exemplos. Hoje, a mãe Juliana resume o aprendizado em um conselho simples: “Não se culpe. Dá tempo de recompor, de aprender, de reforçar. O importante é conversar com a escola, identificar onde está o problema e traçar um plano”. A pedagoga Adriane completa: “Aprender é um processo singular e cada criança tem seu próprio tempo”.

Talco para bebê: será que estou exagerando na quantidade?
Troca e Fraldas

Talco para bebê: será que estou exagerando na quantidade?

O cheirinho de talco é uma das maiores lembranças da infância e, durante anos, o produto foi parte essencial da troca de fraldas. De uns tempos para cá, com o avanço das orientações médicas, a recomendação tem sido ajustada. A segurança na aplicação e a quantidade de produto utilizada são alguns dos pontos que despertam dúvidas. Para o pediatra Luis Bonilha, do dr.consulta, o talco em pó não precisa mais fazer parte da rotina dos bebês, especialmente os pequeninos, pelo risco respiratório. Isso porque algumas partículas podem ser inaladas involuntariamente durante a aplicação. Possíveis irritações na pele também entram como motivo para evitá-lo. Exagerar na quantidade é problema Em excesso, o uso de talco pode ser ainda mais crítico. É comum pensar que mais talco pode ajudar quando a pele está machucada ou úmida. No entanto, a abundância tende a piorar os quadros. Nesses casos, o ideal é reforçar a higiene adequada, garantir boa secagem da região e utilizar pomadas de barreira, quando necessário. Para saber se exagerou na dose, o médico dá uma dica simples: observe se o produto está acumulado nas dobrinhas da pele do bebê. Além disso, usar uma perceptível grande quantidade em cada troca é mais um sinal que denuncia exagero. “Caso haja indicação de uso, a orientação é aplicar apenas uma camada fina e sempre com orientação do pediatra, o que geralmente é feito nas consultas de puericultura”, ressalta o especialista. Sinais de alerta A dermatologista Maria Carolina Corsi, da Beneficência Portuguesa, reforça que a pele do bebê é muito mais fina e sensível do que a do adulto. Por isso, muito talco pode ressecar a região, alterar a barreira natural da pele e favorecer irritações. “Alguns pós contêm fragrâncias ou conservantes que podem desencadear dermatite de contato, com vermelhidão e desconforto”, alerta a médica. Entre os sinais de que o produto pode estar fazendo mal ao bebê estão: vermelhidão persistente; descamação ou aspecto esbranquiçado da pele; pequenas bolinhas ou placas irritadas; aumento da sensibilidade ao toque; choro durante a troca de fraldas. Em quadros mais intensos, podem surgir fissuras ou áreas inflamadas, especialmente nas dobrinhas. Cautela do começo ao fim O cuidado deve começar na hora de escolher o talco, caso haja liberação do pediatra para utilizá-lo. Segundo a dermatologista, há diferenças entre os tipos de pó, como produtos à base de talco mineral e à base de amido (milho ou arroz). “Mesmo as versões consideradas ‘infantis’ devem ser usadas com cautela, sobretudo quando contêm perfume, corantes ou múltiplos aditivos”, alerta a especialista Maria Carolina Corsi. Outro ponto importante é que o pó pode acumular nas dobras da pele e se misturar com a umidade, formando uma pasta que aumenta o atrito local. O excesso acaba: retendo umidade; dificultando a ventilação da região; causando assaduras; favorecendo infecções por fungos e bactérias. Troca de fraldas eficiente Para prevenir assaduras sem recorrer ao talco, a base dos cuidados é simples: trocar a fralda com frequência; limpar suavemente com água morna ou lenços sem fragrância; secar bem, sem esfregar; permitir que a pele “respire” alguns minutos, sempre que possível. Caso surjam assaduras frequentes ou lesões que não melhoram em poucos dias, a recomendação é procurar avaliação médica.

Filha cacheada quer o cabelo liso das princesas: o que faço?
Texturas e Tipos de Cabelo

Filha cacheada quer o cabelo liso das princesas: o que faço?

Na infância, querer se parecer com uma princesa não soa como algo problemático até entender o contexto de cada criança. Quando meninas cacheadas ou crespas pedem por um cabelo liso “como o das princesas”, a situação não é tão simples assim. Questões como comparação e identidade são postas à mesa - e isso pode ser um pedido de ajuda por pertencimento e aceitação. A jornalista Caroline Ferreira é mãe de uma menina de 5 anos e viveu essa experiência de forma intensa. “Nem todo o estudo da negritude me preparou para o momento em que a minha filha queria ser branca, ter traços de branco e ser reconhecida como branca”, relata. O episódio foi no Carnaval, quando a filha escolheu a fantasia da Cinderela e ficou triste porque o cabelo natural dela “não combinava” com o da personagem. Mesmo sendo estudiosa dos movimentos negros e ancestrais, a mãe Carol lembra que a dor foi o sentimento que a invadiu, como se fosse um soco no estômago. Impactada, ela se viu em um duelo entre a mulher preta empoderada que sempre buscou ser e a mãe que só desejava ver a filha feliz. A saída foi uma só: intensificar as conversas, referências e os cuidados. O processo dessa construção de identidade, porém, não é nada simples. De onde nasce esse desejo? Segundo a neuropsicóloga infantil Aline Graffiette, da Mental One, as crianças constroem as próprias noções de beleza a partir das referências com as quais se deparam repetidamente. Vale lembrar que, há muito tempo, quase todas as princesas e heroínas são representadas com cabelo liso e longo. Quando uma menina observa tais personagens, associa esse modelo padrão à ideia de beleza, aceitação e pertencimento. O repertório familiar também conta. “O que tem sido apreciado e valorizado dentro de casa, quais atitudes e pessoas (ou personagens) os pais elogiam, o que é valoroso para aquela família. A criança assiste esse movimento”, pontua a neuropsicóloga. Isso porque, desde a infância, a sociedade costuma passar mensagens implícitas sobre aparência, sobretudo para as meninas. Comentários, elogios, brinquedos e histórias reforçam que o valor feminino está ligado ao visual. Para a terapia comportamental, essas experiências ajudam a construir crenças centrais como “para ser bonita preciso me parecer com isso”. O impacto emocional da rejeição Sentir-se longe do que é um padrão pode levar à própria rejeição. Assim, quando a criança repele a textura de seu cabelo, por exemplo, isso pode indicar o início de uma desconexão com a própria identidade. Como resultado, surgem sentimentos de inadequação, frustração e diminuição da autoestima. “A imagem corporal começa a se formar cedo. Se ela aprende que algo que faz parte dela “não é bonito”, isso pode se transformar em pensamentos automáticos negativos sobre si mesma, limitando o que acredita ser capaz de fazer ou ser”, avalia Aline Graffiette. Por isso, o desejo pelo cabelo liso não deve ser tratado como rebeldia ou vaidade excessiva, mas como um pedido por pertencimento e aceitação. Quando adultos oferecem escuta e acolhimento, ajudam a criança a elaborar esse sentimento sem se transformar em culpa ou conflito. Como conversar sem invalidar A neuropsicóloga infantil orienta que o primeiro passo é acolher o desejo, sem julgamentos. Frases como “entendo que você ache bonito” fazem a criança se sentir ouvida. A partir daí, é possível ampliar a conversa e mostrar outras visões. O fortalecimento da autoestima acontece quando o adulto: Valida a emoção da criança; Oferece novas perspectivas; Reforça o valor da criança para além da aparência. Além disso, pode ser um momento adequado para buscar apoio externo. Psicoterapia, conversas na escola, rodas de diálogo e atividades que ampliem o repertório ajudam a ter contato com diferentes olhares e percepções. Representatividade e identidade A representatividade é fundamental nesse processo. “Quando a criança se vê refletida em livros, desenhos, bonecas e referências reais, aprende que pode ser bonita, forte e valorizada sendo quem é”, observa a especialista. Entre estratégias úteis, os pais podem: Valorizar os cachos com linguagem positiva no dia a dia; Evitar comparações ou comentários negativos; Transformar o cuidado com os fios em um momento prazeroso de autocuidado; Buscar desenhos, personagens e conteúdos que representem diferentes texturas de cabelo; Ampliar referências dentro da própria família e comunidade. Caroline Ferreira coloca essa lista em prática com a filha e busca mostrar à menina que o superpoder da mulher está na individualidade - e que o cabelo é uma peça-chave nisso. “Quero que ela tenha referências pretas de beleza. Quero que ela se sinta vista, respeitada e amada, independentemente de como estiver o cabelo dela”, pontua.

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