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Pés inchados no fim do dia: saiba quando se preocupar
Inchaço e Edema

Pés inchados no fim do dia: saiba quando se preocupar

Depois de muitas horas em pé ou sentado, os pés e tornozelos podem ficar mais inchados. Calor, excesso de sal, obesidade, gravidez e alguns medicamentos também podem favorecer esse acúmulo de líquido. Mas até onde esse inchaço é normal? O angiologista Rodrigo Piccione, da Doctoralia, esclarece que a gravidade dificulta o retorno do sangue das pernas ao coração ao longo do dia. Por isso, observar o comportamento do edema ajuda a diferenciar uma reação normal daquela que precisa de investigação. “Quando o inchaço surge no fim do dia, é pequeno, acontece nos dois pés e melhora ao colocar as pernas para cima ou depois de dormir, está mais relacionado à rotina da pessoa”, tranquiliza o especialista. Observe como o inchaço se comporta Já o edema constante, que piora com o passar do tempo, permanece mesmo após repouso ou está presente ao acordar é sinal de alerta. A assimetria também importa: se apenas uma perna está inchada, não deve ser tratada como algo habitual. Outros sinais que pedem avaliação rápida: Dor, vermelhidão e aumento da temperatura local. Uma perna mais inchada que a outra. Piora progressiva do inchaço ou persistência por vários dias. Falta de ar ou dor no peito. Escurecimento da pele, coceira ou surgimento de feridas. O médico alerta que dor, vermelhidão, calor e diferença entre as pernas podem indicar trombose, um dos quadros vasculares mais graves. Já falta de ar e dor no peito tornam ainda mais urgente a busca por atendimento. Hábitos simples podem aliviar A faxineira Maristela de Carvalho, de 50 anos, costumava sentir os pés inchados depois do trabalho. Ela buscou avaliação profissional devido à sensação de peso e dificuldade para caminhar. Mais que isso, sentia urgência em chegar em casa para elevar as pernas, e o inchaço persistia mesmo após o repouso. “O médico relacionou o inchaço à retenção de líquido e às muitas horas em pé. Ele prescreveu um medicamento diurético e me orientou a dormir com os pés elevados pelo travesseiro e fazer escalda-pés”, relata. Nesses casos em que o inchaço está relacionado à rotina e melhora com o descanso, algumas medidas costumam ajudar: evitar permanecer muito tempo na mesma posição; caminhar e movimentar os pés durante o trabalho; beber bastante água; reduzir o consumo excessivo de sal; elevar as pernas por alguns minutos ao chegar em casa; praticar exercícios físicos com acompanhamento. Para pessoas com insuficiência venosa, varizes ou refluxo nas veias safenas, a meia de compressão pode fazer diferença, mas deve ser prescrita por um especialista. Investigar a causa muda o tratamento Lembre-se de que o inchaço é um sintoma, não uma doença. Portanto, alguns exames podem ser solicitados para identificar a origem do problema e, assim, tratá-lo. Segundo o angiologista Rodrigo Piccione, o ecodoppler, também chamado de ultrassom vascular, é um dos exames mais utilizados para avaliar a circulação das veias e investigar insuficiência venosa ou trombose. Testes para doenças cardíacas, renais e hepáticas, alterações hormonais, linfedema ou lipedema também podem ser considerados, a depender do quadro. “Nem todo inchaço é motivo de preocupação, mas também não devemos normalizar um sintoma que passa a fazer parte da rotina. Se for recorrente, houver coceira, vermelhidão ou varizes visíveis, procure um angiologista ou cirurgião vascular”, finaliza o médico.

Palmilha do tênis: quando trocar para evitar dores nos pés
Pisada e Palmilha

Palmilha do tênis: quando trocar para evitar dores nos pés

Se o assunto é conforto, a palmilha se destaca, pois é uma das partes mais importantes do tênis para este fim, seja durante a caminhada ou a prática de atividades físicas. Mas o que nem todo mundo sabe é que precisa trocá-la de tempos em tempos. Embora a estabilidade dos pés dependa principalmente da ação dos músculos e tendões, o ortopedista Jonatas Brito, professor e pesquisador da Universidade Federal do Ceará (UFC), explica que a palmilha pode auxiliar na mecânica da marcha quando há necessidades específicas. De acordo com ele, a palmilha proporciona conforto, distribui melhor as cargas ao caminhar e auxilia no posicionamento dos pés quando existem alterações biomecânicas. “Se prescrita adequadamente, pode reduzir pontos de sobrecarga, aliviar dores e melhorar a eficiência do movimento”, diz o médico. Quando substituir a palmilha Não existe uma data exata para fazer a substituição pois, ao contrário do que muita gente imagina, não há uma vida útil única para todas as palmilhas. A durabilidade varia de acordo com o material utilizado, a frequência de uso, o peso corporal e o nível de atividade física. Um corredor que treina regularmente, por exemplo, tende a desgastar a palmilha muito mais rapidamente do que uma pessoa que a utiliza apenas nas atividades diárias. Além disso, as palmilhas originais dos tênis costumam ser desenvolvidas sobretudo para proporcionar conforto e amortecimento. Dependendo da intensidade de uso, podem perder essas características mais rápido do que se imagina. O que observar Segundo o especialista Jonatas Brito, ficar de olho nos desgastes da palmilha é fundamental para saber se chegou a hora de substituí-la. Se o item foi indicado para aliviar um determinado sintoma (como dor ou fadiga) que retorna, talvez sua eficácia esteja comprometida. Ainda merecem atenção alterações físicas no acessório, como deformações visíveis, perda do formato original, desgaste excessivo do material ou redução da capacidade de absorção de impacto durante a caminhada e a corrida. Os principais sinais de desgaste incluem: retorno de dores ou desconfortos nos pés; sensação de fadiga durante a caminhada; deformações visíveis; perda do formato original; desgaste excessivo do material; redução da absorção de impacto. Se notar um ou mais desses fatores, talvez seja hora de renovar as palmilhas. Não use palmilhas velhas Adiar a troca pode trazer prejuízos à saúde. Isso porque usar uma palmilha desgastada altera a forma como as cargas são distribuídas durante a caminhada. Como os membros inferiores funcionam de maneira integrada, o impacto disso vai além dos pés e pode atingir tornozelos, joelhos, quadris e até a coluna. “Mais importante do que seguir um prazo fixo é observar os sinais de desgaste. Em caso de dúvida, especialmente quando se trata de uma palmilha ortopédica personalizada, o recomendado é passar por uma reavaliação profissional”, orienta o ortopedista.

Cuidados com as unhas dos pés, além da esmaltação
Relaxamento e Bem-Estar

Cuidados com as unhas dos pés, além da esmaltação

Esmaltar as unhas pode fazer parte da rotina de beleza, mas está longe de ser o único cuidado importante para mantê-las saudáveis. Higiene adequada, corte correto e atenção a mudanças na aparência ajudam a prevenir e identificar alterações. Lavar e secar bem os pés são as primeiras indicações da dermatologista Bhertha Tamura para a saúde das unhas. Da mesma forma, os cuidados com calçados e meias fazem diferença, sobretudo para quem costuma sofrer com micoses. “Os sapatos devem ser mantidos sempre limpos e secos. Também é importante alternar entre os pares, arejá-los e deixá-los no sol sempre que possível”, orienta a médica. Se houver excesso de suor, meias devem ser trocadas mais de uma vez ao dia. O corte das unhas importa muito A forma de cortar as unhas pode ajudar a reduzir o risco de encravamentos e pequenas lesões. A recomendação é manter os cantos laterais expostos, sem que as pontinhas entrem na pele, com um formato levemente quadrado. Há outros hábitos que contribuem para preservar a região saudável, como escolher o calçado adequado, principalmente para praticar esportes de impacto. Também vale comprar uma numeração maior que a dos sapatos sociais para não apertar os dedos. Se necessário, talcos e desinfetantes podem entrar nessa rotina de cuidado. Nesse sentido, a especialista indica somente produtos que não sensibilizam a pele e sejam próprios para a limpeza de calçados. Fique atento às mudanças nas unhas Observar a cor, a espessura e o formato das unhas é fundamental. Isso porque algumas alterações aparentemente simples podem indicar desde pequenos traumas até doenças que precisam de tratamento. Segundo a médica Bhertha Tamura, as colorações que merecem atenção são: unhas brancas ou amareladas, pois costumam indicar micose ou surgir após lesões, principalmente em corredores e praticantes de esportes de impacto; tons roxos, que geralmente indicam sangramento provocado por trauma; manchas negras que surgem de forma repentina, mudam de cor, aumentam de largura ou atingem a pele ao redor da unha, e pedem avaliação urgente. Nem toda alteração pode ser tratada em casa O tratamento caseiro, com esmaltes e cremes antifúngicos, costuma funcionar nos quadros mais leves de micose, mas nos cenários mais avançados, a medicação via oral pode ser necessária para a recuperação. “Nos casos persistentes de micose nas unhas, acompanhados de micose nos pés e excesso de suor, a toxina botulínica pode ser considerada”, observa a especialista. A visita ao dermatologista é essencial se houver suspeita de tumor nas unhas. Em algumas situações, a biópsia é o caminho mais indicado para definir quais abordagens terapêuticas serão realmente eficientes.

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Nem toda birra é desafio: pode ser exaustão infantil
Comportamento

Nem toda birra é desafio: pode ser exaustão infantil

Quem ainda não tem filhos ou mesmo pais e mães de primeira viagem podem não saber (ainda), mas nem toda “explosão” infantil é um teste de limites. Em muitos casos, o que os adultos interpretam como “birra” pode ser apenas sinal de exaustão física e emocional. A diferença parece sutil, mas muda completamente a forma de intervir e pode evitar confrontos desnecessários dentro de casa. Foi isso que a assessora de imprensa Jéssica Moraes, mãe de duas crianças pequenas, percebeu após meses lidando com crises intensas no fim do dia. A filha ia bem para a escola integral, não apresentava resistência à rotina nem grandes problemas de comportamento, até que começou a ter explosões no retorno para casa. “Eu achava que era birra. Pensava que precisava ser mais firme, que era questão de educação”, conta. Só mais tarde ela entendeu que os episódios tinham outro significado: cansaço acumulado após 12 horas de escola com muitas atividades. Birra X exaustão A psicóloga Aline Carvalho explica que muitas situações classificadas como birras são, na verdade, manifestações de exaustão emocional. Quando a criança ultrapassa sua capacidade de lidar com demandas, estímulos ou frustrações, o comportamento deixa de ser uma escolha intencional e passa a sinalizar sobrecarga do sistema emocional. Essa exaustão costuma aparecer como: irritabilidade persistente; choro intenso ou prolongado; oposição frequente; regressões comportamentais; hipersensibilidade a estímulos; baixa tolerância à frustração; comportamentos desorganizados, mesmo sem um limite claro imposto. Já as birras associadas ao teste de limites tendem a surgir em situações específicas, com objetivo reconhecível e maior capacidade de reorganização quando o adulto mantém previsibilidade e consistência. “A diferença central está na frequência, na duração e na capacidade de autorregulação: a exaustão desorganiza; a birra pontual responde à presença reguladora do adulto”, esclarece a especialista em atendimento infantil. Por que a criança “explode”? A turma pequena ainda passa pelo desenvolvimento emocional, neurológico e linguístico. Não consegue reconhecer, nomear e comunicar com clareza estados internos como o cansaço emocional. Quando a autorregulação é imatura, a sobrecarga se manifesta pelo corpo e pelo comportamento. Situações do próprio dia a dia podem levar ao quadro, como: rotinas muito estimulantes ou desorganizadas; excesso de atividades e compromissos; uso prolongado de telas; privação ou irregularidade do sono; mudanças frequentes de ambiente; expectativas incompatíveis com a idade; barulhos excessivos; cobranças por desempenho; falta de tempo para descanso e brincadeiras livres. “Assim, choro intenso, irritação e oposição funcionam como formas imaturas de comunicação de uma necessidade não atendida e não como tentativa consciente de confronto”, avalia a profissional. O que fazer no momento da crise Diante de uma explosão, a orientação não é ignorar limites, mas reorganizar prioridades. A psicóloga Aline Carvalho recomenda oferecer contenção emocional antes de qualquer correção comportamental. Isso significa manter presença calma, voz firme e limites claros, sem negociar regras durante a crise. Lembre-se: validar sentimentos não é validar o comportamento. É possível reconhecer o cansaço, interromper estímulos e garantir segurança, deixando a orientação e o ensino de limites para quando a criança estiver novamente regulada. A partir do momento que a família passa a enxergar os episódios como sinais de exaustão, a dinâmica muda. Os adultos deixam de reagir a partir do confronto e passam a responder com leitura emocional, prevenção e contenção. O resultado: menos conflitos, mais segurança e fortalecimento do vínculo. O que muda dentro de casa Jéssica diz que percebeu tarde o que acontecia à sua frente. “Eu senti culpa por não ter entendido antes o verdadeiro motivo. Sinto que ignorei a possibilidade por medo de não conseguir resolvê-la”, lembra. Isso porque ela não tinha condições de tirar a filha do integral naquele momento, mas buscou ajustes possíveis, como diálogo com a escola. Ao entender que não se tratava de má-educação, mas de limite emocional, sua postura mudou. Houve menos confronto e mais tentativa de reorganização: menos atividades no tempo escolar e maior observação do contexto. Por isso, a especialista Aline reforça que compreender o comportamento infantil a partir das necessidades emocionais permite intervenções mais eficazes e respeitosas. Reconhecer a exaustão como um sinal legítimo contribui para o desenvolvimento emocional saudável da criança e para relações mais empáticas no dia a dia.

Amiga não deixa o filho fazer nada sozinho: devo opinar?
Desenvolvimento e Autonomia

Amiga não deixa o filho fazer nada sozinho: devo opinar?

Observar a forma como outras famílias cuidam de seus filhos nem sempre é simples. Em alguns casos, pode até levar a uma preocupação genuína com o desenvolvimento do bebê. Com isso, surge o dilema: vale a pena dar um toque na mãe sobre a importância da autonomia infantil ou é melhor respeitar as escolhas dela? Quem viveu situação parecida foi a gestora de negócios Thayná da Costa. Próxima da prima, foi convidada para ser madrinha do bebê dela, o que a levou a acompanhar ainda mais de perto o crescimento do menino. No dia a dia, porém, notou que algumas atitudes da mãe parecem ir na contramão da diversão da infância. “Eu observo que, às vezes, ela é muito protetora e isso acaba impedindo meu afilhado de fazer coisas que não seriam perigosas. Eu cresci no interior e lá tinha terra, bicho, cachoeira. Já ele não pode viver nem fazer nada disso”, conta. Cuidado ou superproteção? Segundo a psicóloga e educadora parental Marcella Andretta, do Colégio Santo Anjo, quando o adulto faz tudo pela criança, pode acabar limitando algumas oportunidades que são importantes para a aprendizagem. “A criança aprende observando, tentando e reproduzindo. Se o adulto faz tudo, a impede de tentar, errar e tentar novamente”, detalha a profissional. Com o tempo, esse comportamento pode gerar insegurança e dependência. Em vez de experimentar novas tentativas, os pequenos passam a esperar que o responsável resolva situações que eles já poderiam enfrentar sozinhos. Muitas vezes, isso acontece mais por ansiedade do adulto do que por necessidade real do bebê. Quando a comparação vira tensão Outro ponto delicado nessas situações são as comparações entre crianças. Se o desenvolvimento de um bebê vira referência para avaliar o outro, a conversa facilmente se transforma em julgamento entre amigas e conhecidas. Segundo a psicóloga Marcella Andretta, essas comparações podem criar a sensação de competição ou de avaliação constante, fazendo com que muitas mães passem a questionar se estão fazendo algo errado. Alguns sentimentos comuns incluem: medo de que o filho esteja “atrasado” em relação aos demais; insegurança sobre a própria forma de educar; receio de julgamento por outras mães. “A maternidade não deve ser um campo de batalha. Quando comparadas, muitas mães passam a sentir que estão sendo avaliadas ou que o desenvolvimento do filho está sendo colocado em dúvida”, observa a educadora parental. Como abrir a conversa com cuidado Antes de falar sobre o assunto com a mãe, a especialista recomenda refletir sobre alguns pontos importantes. Em primeiro lugar, vale lembrar que nem toda preocupação precisa se transformar em intervenção, especialmente quando não há risco real para a criança. Experimente se perguntar: Temos intimidade suficiente para tocar nesse assunto? Minha observação realmente pode ajudar aquela família? Tenho conhecimento ou informação para levantar essa questão? Mesmo se houver abertura para conversar, o ideal é falar com cuidado e acolhimento, preferindo conversas particulares e evitando comparações entre crianças. De acordo com a profissional, uma forma de iniciar é dizendo algo mais simples, como: “Posso compartilhar uma coisa que observei? Falo com carinho e posso estar enganada”. Thayná diz que, no seu caso, a proximidade ajuda a lidar com o tema com mais naturalidade. Apesar do medo de parecer crítica, ela recorda momentos da infância com a prima e reforça que o afilhado também merece viver coisas assim. Ao mesmo tempo, consegue refletir sobre como pretende lidar com a autonomia quando for mãe.

Cabelo cacheado infantil pode ter diferentes curvaturas
Texturas e Tipos de Cabelo

Cabelo cacheado infantil pode ter diferentes curvaturas

Ondulado em uma parte, com cachinhos bem definidos em outra e mais crespo em uma terceira região. Diferentemente do que muitos pensam, encontrar diferentes curvaturas no cabelo de uma mesma criança é completamente comum. Priscila do Vale, cabeleireira especialista em cachos e crespos, explica que essas variações estão relacionadas, principalmente, à estrutura do folículo e à forma como cada fio nasce. Por isso, frente, laterais, topo e nuca nem sempre apresentam o mesmo padrão. Outros fatores, como atrito, comprimento, densidade, umidade e hábitos de cuidado, também podem interferir na aparência de cada região. “Entender essas particularidades é o primeiro passo para cuidar dos cabelinhos sem tentar encaixá-los em um único padrão”, orienta a profissional. Ondulado, cacheado ou crespo? De maneira simplificada, as curvaturas podem ser observadas a partir do formato dos fios. Entretanto, mais do que buscar uma classificação numérica exata, vale prestar atenção em como o cabelo da criança se comporta no dia a dia: Ondulados: apresentam ondas geralmente mais abertas; Cacheados: formam espirais ou cachos mais definidos; Crespos: costumam ter um padrão mais fechado, diferentes formatos e bastante encolhimento. Também ajuda observar quanto os fios encolhem e como reagem à água, ao creme, ao desembaraço e à finalização - sem esquecer que mais de uma dessas características pode aparecer na mesma cabecinha.   View this post on Instagram   A post shared by Priscila Do Vale | Cabelos Cacheados SP (@priscila.do.vale) Diferentes curvaturas, diferentes cuidados A cabeleireira Priscila do Vale explica que algumas regiões podem, sim, pedir pequenas adaptações na rotina, mas isso não significa que cada parte precisará de etapas totalmente diferentes. Uma área mais crespa ou com maior encolhimento, por exemplo, pode exigir atenção extra no desembaraço, enquanto fios mais finos ou ondulados tendem a pesar com maior facilidade diante do excesso de produto. No dia a dia, algumas medidas ajudam a preservar as estruturas capilares: priorize produtos infantis adequados às necessidades do cabelo; desembarace os fios úmidos, com um produto que ofereça lubrificação, começando pelas pontas e avançando em direção à raiz; use pouco produto na finalização para driblar peso e acúmulo; evite desembaraçar o cabelo seco à força, fazer penteados muito apertados ou recorrer ao calor, se não for necessário. “O caminho é manter cuidados equilibrados e ajustar, quando necessário, a quantidade de produto e as formas de desembaraçar e finalizar”, aconselha a especialista. Cachinhos podem mudar com o crescimento Sim, isso realmente pode acontecer e faz parte das transformações capilares naturais. A profissional explica que o formato e o comportamento dos fios tendem a se modificar conforme a criança cresce, principalmente entre a infância e a puberdade. “Com o tempo, o cabelo pode ficar mais ou menos definido, apresentar curvaturas mais abertas ou fechadas, ganhar volume ou revelar novas diferenças entre as regiões”, observa Priscila do Vale. A recomendação para essas fases é acompanhar as mudanças em vez de esperar que os fios permaneçam sempre dentro de uma única classificação. Além disso, a delicadeza continua sendo a palavra de ordem para lavar, hidratar, condicionar, proteger e cuidar. Cada cabelinho tem seu jeito Lembrete: mais importante do que conseguir cachos iguais ou perfeitamente definidos é ensinar a criança a reconhecer as características naturais do próprio cabelo, sem comparações ou expectativas estéticas. Nesse sentido, pais, responsáveis e profissionais podem contribuir para que a criança valorize seu cabelo por meio de uma rotina saudável, prática e adequada às necessidades de cada fase. “Cabelos infantis não precisam ser domados; mas cuidados”, resume a cabeleireira, que incentiva o respeito às texturas, diferenças e transformações em todas as etapas da vida.

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