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Chulé: por que alguns pés cheiram mais do que outros?
Suor e Odor

Chulé: por que alguns pés cheiram mais do que outros?

O mau odor nos pés, conhecido popularmente como chulé, é comum e pode causar bastante desconforto no dia a dia. Mas já reparou que esse cheirinho desagradável varia entre cada pessoa? Enquanto para uns é uma queixa constante, outros passam longe do problema. Por trás disso, há uma combinação de fatores. Conforme explica a dermatologista Adriana Brito, do dr.Consulta, o cheiro, também chamado de bromidrose plantar, é uma consequência do arranjo que envolve suor, bactérias e o ambiente em que os pés ficam ao longo do dia. “O chulé é causado pela ação de bactérias que vivem naturalmente na pele. O suor dos pés não tem cheiro, mas, quando se mistura com células mortas e queratina, essas bactérias liberam substâncias como o ácido isovalérico, responsável pelo odor característico”, observa a médica. Por que uns mais e outros menos Nem todo mundo sofre com o problema na mesma intensidade. Isso acontece porque o chulé não depende apenas dos hábitos, mas também de fatores biológicos e individuais, ou seja, muda de pessoa para pessoa. Segundo a especialista, há uma predisposição que envolve genética, alterações hormonais e condições como hiperidrose, que causa suor excessivo. Além disso, fatores como obesidade, diabetes e até o tabagismo podem aumentar o risco. Vale desmistificar que nem sempre quem transpira mais terá odor mais forte. A intensidade depende mesmo é da combinação entre suor, bactérias e umidade retida, e não apenas da quantidade de suor. Afinal, a composição da microbiota da pele também varia individualmente. O que favorece o chulé Alguns fatores do dia a dia criam o ambiente ideal para a proliferação de bactérias e intensificam o odor. Entre os principais, estão: uso prolongado de sapatos fechados ou sintéticos; meias de náilon ou poliéster, que não absorvem a umidade; não secar bem os pés, sobretudo entre os dedos; uso repetido do mesmo calçado, sem tempo para ventilação; consumo de alimentos como alho, cebola e curry; uso de medicamentos que alteram o suor. A dermatologista Adriana Brito reforça que o tipo de calçado também tem papel central no desenvolvimento (ou não) do chulé. Sapatos muito fechados, como tênis e botas ou de material sintético, tendem a reter o calor e a umidade, funcionando como uma “incubadora” para os fungos e bactérias. Sinais de alerta e tratamento Embora seja comum, o chulé pode, em alguns casos, estar associado a problemas dermatológicos. É recomendado investigar se, ao mesmo tempo, houver outros sintomas como: coceira; vermelhidão; descamação; fissuras; bolhas; maceração da pele. “Quando o odor vem acompanhado de alterações na pele pode haver infecção fúngica ou bacteriana associada”, alerta a médica. Nesses casos, apenas o dermatologista pode diagnosticar a condição e orientar o melhor tratamento. No entanto, se a queixa for só o mau odor, hábitos simples costumam resolver: boa higiene, secar os pés, investir em meias adequadas e alternar os calçados. Se isso não for suficiente, o especialista pode receitar antitranspirantes, medicamentos ou até botox para reduzir o suor.

Tênis ideal para fascite: como escolher e o que evitar
Tipos de Calçados

Tênis ideal para fascite: como escolher e o que evitar

Quem convive com fascite plantar sabe que o primeiro passo do dia pode ser o mais dolorido. A boa notícia é que o tênis adequado ajuda (e muito!) a aliviar os sintomas e até favorecer a recuperação. Já a escolha errada do modelo pode provocar exatamente o contrário. “A fascite plantar é uma inflamação da fáscia plantar, faixa de tecido resistente que vai do calcanhar até os dedos e ajuda a sustentar o arco do pé e absorver parte do impacto da caminhada. Quando essa estrutura é sobrecarregada, surgem pequenas lesões que provocam dor”, explica o ortopedista Sérgio Costa. O médico acrescenta que a dor geralmente é mais intensa ao acordar ou após longos períodos na posição sentada. Nesse cenário, usar o calçado certo funciona como o principal sistema de amortecimento do corpo durante a marcha – e isso faz toda a diferença. O tênis ideal é… Quando o assunto é fascite plantar, o especialista ensina que o tênis mais indicado deve reunir três pilares básicos: Amortecimento: ao amortecer o calcanhar, o tênis ajuda a reduzir o impacto direto; Suporte: quando adequado ao arco do pé, diminui-se a tensão da fáscia; Estabilidade: o tênis não deve ser rígido demais, nem muito mole. Afinal, amortecer em excesso leva à perda da estabilidade e dificulta o controle do movimento. Outro ponto importante é apresentar uma leve elevação do calcanhar em relação à parte da frente do pé, pois isso contribui para aliviar a tração sobre a região. Outro detalhe simples, mas essencial, é que o conforto deve ser imediato ao calçar. Se o tênis “precisa amaciar”, provavelmente já está sobrecarregando um pé que está inflamado. Modelos que costumam piorar a dor Do outro lado, deve-se levar em consideração que alguns formatos de calçados devem ser evitados, de modo geral, por quem tem fascite plantar. Entre os principais vilões estão: Sapatos muito baixos ou completamente retos; Calçados com solados finos e duros; Chinelos, rasteirinhas e sandálias sem suporte; Sapatilhas e calçados minimalistas. Isso porque esses modelos praticamente não absorvem impacto e não sustentam o arco do pé, aumentando a tensão e prolongando a inflamação. ATENÇÃO: Tênis velho também entra na lista de vilões para quem sofre com fascite plantar! Mesmo que seja um modelo adequado, pode se tornar um problema com o tempo. É que os materiais perdem a capacidade de amortecer e manter a estabilidade, inclusive se parecerem conservados visualmente. Tratamento é complementar O ortopedista Sérgio Costa complementa que usar palmilhas pode ajudar bastante no tratamento da fascite plantar, pois melhoram a distribuição das cargas e reduzem a tensão na fáscia. Porém, o tênis precisa acompanhar essa estratégia: ter espaço interno e estrutura suficiente para acomodar uma palmilha, sem apertar os pés. Além disso, é muito importante diferenciar os modelos usados para treinar daqueles do dia a dia. Embora os princípios sejam os mesmos – amortecimento, suporte e estabilidade –, o tipo de atividade muda a prioridade: Corrida: causa impacto repetitivo, então o tênis precisa amortecer em dobro; Esportes de quadra: movimentos laterais rápidos pedem firmeza e controle; Academia: o modelo precisa equilibrar absorção de impacto com estabilidade. “Já no dia a dia, o objetivo é manter o pé protegido e bem sustentado ao longo de muitas horas, mesmo sem impactos extremos. O tênis precisa ser adequado à atividade e às necessidades biomecânicas do pé”, indica o médico. Pense no todo Achar que o tênis certo vai curar a fascite plantar sozinho é um grande erro, uma vez que ele ajuda no alívio da dor e na recuperação, mas acaba sendo só uma parte do conjunto de cuidados que compõem o tratamento - além de acompanhamento profissional, alongamento e controle da sobrecarga na região. “Escolher bem o tênis é um passo importante, literalmente, para sair da dor e voltar a caminhar com mais conforto”, conclui o médico.

Bolha no pé: o que é e como ela se forma
Bolha

Bolha no pé: o que é e como ela se forma

Depois de muito andar ou de um dia bem quente, é bem provável descobrir bolhas no pé ao chegar em casa e tirar o sapato. Isso acontece porque a bolha é uma reação natural de proteção da pele contra a fricção e o calor intensos. “A bolha mais comum é a causada pelo atrito do pé com o calçado ou a meia, o que pode acontecer se ele estiver apertado ou folgado demais. Mas ela pode acontecer também por queimadura, se pisarmos na areia ou no piso quente, por exemplo”, esclarece Armando Bega, podólogo responsável pelo Instituto Científico de Podologia, presidente da Associação Brasileira de Podólogos e especialista em Podiatria. Esse atrito causa uma lesão, que já é uma ferida, ainda que não profunda. A bolha é uma bolsinha que se forma na pele e, em geral, contém um líquido de aspecto seroso (como um soro) que vai proteger a lesão. “Esse conteúdo seroso é asséptico, ou seja, não é contaminado nem tem bactérias ou outros micro-organismos”, afirma Bega. Mas, se a bolha vier acompanhada de coceira e tiver um conteúdo purulento, atenção: pode ter sido causada por uma micose. “Nesse caso, procure um dermatologista ou podólogo, porque esses são indícios de infecção”, avisa o podólogo. Outro aviso importante é para nunca estourar a bolha. Ao estourar, a ferida fica exposta e pode provocar contaminação da ferida. Caso a bolha tenha estourado, não retire a pele, é ela que protege a nova pele que está cicatrizando abaixo.   Leia também: Como cuidar das bolhas no pé

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Como saber se o bebê está com cólica ou gases?
Doenças e Dores

Como saber se o bebê está com cólica ou gases?

Desconfortos abdominais são comuns nos primeiros meses de vida e costumam gerar muita dúvida nos cuidadores. Embora gases e cólicas possam causar as mesmas reações, como choro e irritação, não são situações iguais. Entender a diferença ajuda a lidar melhor com o quadro e tratá-lo corretamente. A gastroenterologista pediátrica Aline Falleiros explica que a cólica do lactente é considerada um distúrbio funcional ligado à maturação dos sistemas gastrointestinal e nervoso. Por outro lado, os gases fazem parte do processo digestivo normal e, na maioria das vezes, causam apenas um incômodo leve e passageiro. Segundo a especialista, gases e cólicas podem ocorrer ao mesmo tempo, já que a fermentação do leite no intestino leva à produção de gases ao longo do dia e da noite. Inclusive, a presença dos gases indica que a digestão está acontecendo normalmente. Gases X cólicas Os gases costumam provocar um desconforto abdominal leve, acompanhado de aumento do volume da barriga e flatulência. O choro, quando aparece, tende a ser esporádico, de menor intensidade e melhora rapidamente, sem se repetir de forma sistemática ao longo dos dias. Já a cólica apresenta um padrão mais previsível e repetitivo. O bebê pode ter episódios frequentes de choro inconsolável, geralmente no fim da tarde ou início da noite, várias vezes na semana. Mesmo que não dure três horas seguidas exatamente, o que define o quadro é a repetição desse comportamento por dias consecutivos. Além disso, alguns sinais corporais costumam acompanhar a dor abdominal mais intensa. A médica destaca os principais para ficar de olho: rosto avermelhado; contrações visíveis no abdome; enrijecimento muscular; torções do corpo; irritação intensa e dificuldade para se acalmar. O que pode causar ou piorar Um dos argumentos populares é que engolir ar durante a mamada ou uso de mamadeira provoca gases. Entretanto, não há evidências de que isso aumente o problema. Na verdade, a produção de gases está relacionada sobretudo à ação das bactérias da microbiota intestinal durante a digestão. Já a cólica do lactente não tem uma única causa definida. Alguns estudos indicam que pode estar associada a fatores como: imaturidade do sistema nervoso central; alterações na motilidade intestinal; hormônios gastrointestinais; composição da microbiota; fatores ambientais e biopsicossociais da família. Apesar de muito desconfortável, a cólica é autolimitada: costuma surgir nas primeiras semanas de vida, atingir o pico entre a sexta e a oitava semana e melhorar progressivamente até os três ou quatro meses, desaparecendo quase sempre antes dos cinco meses. O que alivia gases e cólicas do bebê Durante as crises, o mais importante é tentar acalmar o bebê. Algumas medidas simples e seguras podem ajudar a resolver a questão: dar colo com movimentos ritmados; manter contato direto da barriga do cuidador com a do bebê; enrolar o bebê como um “charutinho”; posicionar de lado ou de bruços (sempre com supervisão); colocar compressas mornas no abdome, com cuidado para evitar queimaduras; recorrer a ruídos brancos. A gastropediatra Aline Falleiros reforça que não há comprovação científica sobre a eficácia dos medicamentos para as cólicas, mesmo que alguns bebês se beneficiem em casos específicos. Os chás também não são indicados antes dos seis meses de vida. Já as restrições alimentares maternas só devem ser consideradas quando houver diagnóstico de alergia ou intolerância feito pelo pediatra. Quando procurar o médico A avaliação médica é recomendada sempre que surgirem sinais de alerta, como: sangue nas fezes; dificuldade para ganhar peso; febre; recusa para mamar; vômitos frequentes ou com sangue. Nessas situações, é fundamental investigar causas além dos desconfortos funcionais comuns da infância para o especialista definir o melhor tratamento.

Brincou, suou… e agora? Veja quando o banho é necessário
Cheirinho

Brincou, suou… e agora? Veja quando o banho é necessário

Correr, pular, suar e até voltar para casa com um pouco de terra na roupa fazem parte da infância. Em vez de enxergar essas situações como um problema de limpeza, vale lembrar que brincar é essencial para o desenvolvimento das crianças. “A higiene é muito importante, mas não deve limitar a criança de brincar por medo de se sujar”, enfatiza o pediatra Mauro Almeida. Segundo o médico, os ganhos são superiores às roupas manchadas: correr, explorar ambientes e se movimentar contribuem para habilidades motoras, cognitivas, emocionais e sociais, além de estimularem uma vida mais saudável. Nem toda brincadeira termina em banho Depois de uma atividade mais intensa, nem sempre é preciso correr para o chuveiro. A decisão depende do quanto a criança transpirou, do contato com sujeira e, principalmente, do conforto dela. Em muitos casos, basta: trocar a roupa úmida de suor; higienizar as mãos antes das refeições; limpar rosto e pés, quando necessário; oferecer água para manter a hidratação. Já o banho costuma ser a melhor opção quando o pequeno está muito suado, tem sujeira acumulada na pele, brincou com terra, areia ou piscina, ou demonstra desconforto com a situação. Higiene sem exageros Para o especialista Mauro Almeida, o banho e a troca de roupa funcionam melhor quando fazem parte da rotina de maneira leve, sem cobranças ou punições. O objetivo é ensinar que cuidar do corpo é uma forma saudável de bem-estar, não de evitar a sujeira a qualquer custo. Outro ponto importante é não associar o cheiro de suor à necessidade de deixar a criança sempre perfumada. “O suor é uma resposta natural do organismo para regular a temperatura corporal. A prioridade deve ser manter a pele limpa, seca quando necessário e vestir roupas adequadas”, orienta o pediatra. Da mesma forma que o excesso de perfumes ou produtos perfumados demais podem causar até irritações e alergias em algumas crianças, tomar muitos banhos, sobretudo com água muito quente, tende a retirar a barreira natural de proteção da pele e levar ao ressecamento. O segredo é lembrar sempre que o equilíbrio faz parte do cuidado. Isso quer dizer que uma rotina equilibrada combina liberdade para brincar com cuidados simples no momento certo. Depois das atividades, a dica é adaptar a higiene às necessidades reais da criança, sem exageros ou cobranças.

O que seu filho leva da escola além da mochila?
Escola

O que seu filho leva da escola além da mochila?

Quando volta da escola, a criança não traz consigo apenas o caderno cheio de tarefas ou o estojo organizado na mochila. Ela também carrega uma bagagem emocional construída no convívio diário com colegas e professores. São aprendizados que não aparecem no boletim, mas moldam comportamento, percepção e maturidade. O professor César Guimarães, diretor da MMP Materiais Pedagógicos de Matemática, afirma que a vivência escolar é um laboratório intenso de experiências sociais. Jogos, atividades em grupo e até situações de conflito contribuem para o desenvolvimento de habilidades que extrapolam o conteúdo formal. “A escola não ensina só soma ou conteúdo curricular. Ela ensina a esperar, a ganhar, a perder, a lidar com frustração e a se conectar com pessoas. A vida é uma eterna quinta série, porque muitas dessas experiências continuam se repetindo na vida adulta”, pondera o matemático. Convivência ensina mais do que parece A rotina no colégio favorece o desenvolvimento da autonomia ao propor tarefas, acompanhar responsabilidades e valorizar atitudes positivas, estimulando o aluno a assumir compromissos e entender as consequências de suas escolhas. No dia a dia escolar, a criança ainda aprende a: negociar e dividir espaços; esperar sua vez; lidar com frustrações; resolver conflitos; ajustar estratégias de comunicação quando algo não funciona. Até mesmo trocas de amizade, pequenas decepções e a sensação de “traição” entre colegas fazem parte desse amadurecimento. A convivência em grupo amplia a empatia e a capacidade de leitura do outro, contribuindo diretamente para a construção de maturidade emocional. Perspicácia do ambiente às emoções A vivência coletiva fortalece ainda a perspicácia – capacidade de perceber o clima do ambiente e interpretar emoções alheias. Muitas vezes, o próprio professor auxilia nesse processo ao nomear situações e destacar sentimentos presentes no grupo. “A criança aprende a perceber se o meio está leve ou tenso, se alguém está feliz ou chateado. Quando o professor chama atenção para isso, está ensinando a ler o outro e a ajustar o próprio comportamento”, explica o professor César Guimarães. Em casa, os pais podem observar reflexos diretos dessa experiência, por exemplo maior responsabilidade ou organização são sinais positivos, que surgem naturalmente. Por outro lado, se uma criança extrovertida fica introvertida, chorosa ou retraída, pode ser que algo negativo tenha acontecido e merece escuta atenta e acompanhamento cuidadoso. Família e escola formam parceria Como ressalta o educador, a escola não substitui a educação que começa em casa. Valores como respeito, responsabilidade e empatia têm origem em casa e são reforçados no ambiente escolar. Quando a parceria entre instituição de ensino e organização familiar funciona, os aprendizados são potencializados. No sentido oposto, se a família invalida qualquer correção feita pela escola e defende o filho a qualquer custo, o processo educativo se fragiliza. O ideal é pais e professores atuarem alinhados para a criança compreender os limites com mais clareza.

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