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Palmilha do tênis: quando trocar para evitar dores nos pés
Se o assunto é conforto, a palmilha se destaca, pois é uma das partes mais importantes do tênis para este fim, seja durante a caminhada ou a prática de atividades físicas. Mas o que nem todo mundo sabe é que precisa trocá-la de tempos em tempos. Embora a estabilidade dos pés dependa principalmente da ação dos músculos e tendões, o ortopedista Jonatas Brito, professor e pesquisador da Universidade Federal do Ceará (UFC), explica que a palmilha pode auxiliar na mecânica da marcha quando há necessidades específicas. De acordo com ele, a palmilha proporciona conforto, distribui melhor as cargas ao caminhar e auxilia no posicionamento dos pés quando existem alterações biomecânicas. “Se prescrita adequadamente, pode reduzir pontos de sobrecarga, aliviar dores e melhorar a eficiência do movimento”, diz o médico. Quando substituir a palmilha Não existe uma data exata para fazer a substituição pois, ao contrário do que muita gente imagina, não há uma vida útil única para todas as palmilhas. A durabilidade varia de acordo com o material utilizado, a frequência de uso, o peso corporal e o nível de atividade física. Um corredor que treina regularmente, por exemplo, tende a desgastar a palmilha muito mais rapidamente do que uma pessoa que a utiliza apenas nas atividades diárias. Além disso, as palmilhas originais dos tênis costumam ser desenvolvidas sobretudo para proporcionar conforto e amortecimento. Dependendo da intensidade de uso, podem perder essas características mais rápido do que se imagina. O que observar Segundo o especialista Jonatas Brito, ficar de olho nos desgastes da palmilha é fundamental para saber se chegou a hora de substituí-la. Se o item foi indicado para aliviar um determinado sintoma (como dor ou fadiga) que retorna, talvez sua eficácia esteja comprometida. Ainda merecem atenção alterações físicas no acessório, como deformações visíveis, perda do formato original, desgaste excessivo do material ou redução da capacidade de absorção de impacto durante a caminhada e a corrida. Os principais sinais de desgaste incluem: retorno de dores ou desconfortos nos pés; sensação de fadiga durante a caminhada; deformações visíveis; perda do formato original; desgaste excessivo do material; redução da absorção de impacto. Se notar um ou mais desses fatores, talvez seja hora de renovar as palmilhas. Não use palmilhas velhas Adiar a troca pode trazer prejuízos à saúde. Isso porque usar uma palmilha desgastada altera a forma como as cargas são distribuídas durante a caminhada. Como os membros inferiores funcionam de maneira integrada, o impacto disso vai além dos pés e pode atingir tornozelos, joelhos, quadris e até a coluna. “Mais importante do que seguir um prazo fixo é observar os sinais de desgaste. Em caso de dúvida, especialmente quando se trata de uma palmilha ortopédica personalizada, o recomendado é passar por uma reavaliação profissional”, orienta o ortopedista.
Sentir cócegas nos pés é uma reação do cérebro. Entenda!
Todo mundo conhece alguém que não pode nem encostar em seu pé descalço que já começa a rir. Isso acontece porque os pés estão entre as regiões mais sensíveis do corpo. Tem até explicação científica: há uma enorme concentração de terminações nervosas ali, ligadas diretamente ao cérebro, que reage rapidamente a qualquer estímulo inesperado, como uma cócega. Conforme explica o neurocirurgião Renato Chaves, especialista em cérebro e coluna, a sensação costuma ocorrer porque os pés são menos tocados no dia a dia. “Como ficam protegidos por calçados, não se acostumam ao toque constante. Quando são estimulados, o cérebro interpreta como algo diferente, ativando respostas rápidas, como risos ou movimentos involuntários”, esclarece. No entanto, essa sensibilidade varia de pessoa para pessoa e por diversos motivos. “Idade, doenças neurológicas, lesões e até fatores genéticos influenciam. Até o humor ou o estresse do dia podem mudar a forma como sentimos um toque”, afirma o médico. Cócegas: alerta ou problema? Embora a reação natural seja rir, a sensibilidade nos pés é também um mecanismo de proteção, uma vez que ajuda a manter o equilíbrio e sinaliza perigos. Quando há alteração nesse padrão, seja por excesso de sensibilidade ou pela perda dela, é preciso investigar para descartar qualquer problema mais sério. De acordo com o médico Renato Chaves, as principais causas de perda de sensibilidade nos pés incluem: Neuropatias periféricas (como as causadas por diabetes); Má circulação, que reduz a oxigenação dos nervos; Compressão de nervos na coluna; Doenças como esclerose múltipla. “Dormência, queimação, dor em repouso ou dificuldade para andar são sinais de alerta”, complementa o neurocirurgião. Já a hipersensibilidade pode causar dor até com o uso de calçados. Em alguns casos, o simples toque já incomoda. Isso pode estar relacionado a síndromes neurológicas e exige avaliação especializada. Cuidados para manter a sensibilidade Manter os pés saudáveis ajuda a preservar a sensibilidade. Algumas práticas recomendadas pelo médico incluem: Caminhar descalço em superfícies variadas, como grama ou areia; Fazer massagens e banhos de contraste (quente e frio); Adotar uma alimentação equilibrada e controlar doenças crônicas; Procurar fisioterapia neurológica em casos de alteração sensorial. Ele destaca ainda que crianças costumam ser mais sensíveis às cócegas, pois seus nervos estão em formação, o que explica as reações exageradas nestas situações. Já nos idosos, há tendência à perda dessa sensibilidade com o envelhecimento, afetando o equilíbrio e aumentando o risco de quedas. “Cuspi refrigerante de tanto rir” Beatriz Rocha, 26 anos, de São Paulo, nunca vai esquecer a primeira visita à casa dos sogros. Auxiliar administrativa e dona de uma risada fácil, sempre extrovertida, ela viveu um momento inusitado logo no início do namoro com Guilherme. “Estava sentada no sofá, tomando refrigerante, quando o irmãozinho do meu namorado, de quatro anos, veio brincar e fez cócegas no meu pé. Ri tanto que não consegui segurar e cuspi o refrigerante na hora”, lembra, ainda rindo. Apesar do constrangimento inicial, Beatriz confessa que todo mundo viu graça. “Na hora, fiquei apavorada achando que a família ia me achar doida. Mas, por sorte, eles levaram na brincadeira – e isso virou piada interna na família até hoje.”
Calo mole: entenda o que é e o jeito certo de tratá-lo
Quem já sentiu um incômodo entre os dedos dos pés ao caminhar pode estar lidando com a presença de um calo mole. Diferente do calo comum, ele não forma uma camada grossa de pele, mas pode gerar bastante dor e até inflamar o local, caso não seja tratado corretamente. De acordo com a podóloga Ana Serrão Lima, especialista no atendimento a idosos e pés diabéticos, esse tipo de calo é mais úmido e aparece principalmente entre os dedos, devido ao atrito constante e ao suor excessivo. “O calo mole se diferencia do comum porque, em vez de endurecer, ele absorve umidade e se torna mais sensível, parecendo uma pequena ferida”, explica a profissional. Como identificar um calo mole Além da consistência mais flácida, como o próprio nome já sugere, há outros sinais que ajudam na identificação desse tipo de calo. Atente-se aos seguintes: Sensação de incômodo ao andar; Dor ao pressionar a região afetada; Pele esbranquiçada ou avermelhada entre os dedos; Sensação de algo ‘preso’ entre os dedos. A especialista observa que, pelo calo mole não ter aquela crosta grossa típica dos calos duros, costuma ser menos visível. No entanto, o desconforto é tão incômodo quanto os que ficam à vista. O que causa e como tratar Segundo Ana Serrão, as principais razões para o surgimento desse problema são: Uso de sapatos apertados, que forçam os dedos ao ficarem muito próximos; Atrito constante entre os dedos; Suor excessivo, que mantém a região úmida e favorece o problema; Tendência genética que leva a desenvolver calosidades. Essencialmente, o tratamento envolve reduzir o atrito e manter a região seca. Além disso, a profissional explica que existem cinco abordagens principais: 1. Remoção da pele mais grossa, quando necessário, feita por um podólogo; 2. Uso de hidratantes específicos para evitar o ressecamento, sem estimular a umidade excessiva; 3. Adoção de protetores para impedir que os dedos fiquem se esfregando; 4. Escolha adequada do calçado, ajustando para modelos mais confortáveis; 5. Acompanhamento profissional, especialmente se houver risco de infecção. Nem precisaria dizer que o papel do podólogo é fundamental nessa etapa. “Nosso papel é avaliar o grau do calo, fazer a remoção correta e orientar sobre os cuidados. Também ajudamos a pessoa a identificar se o sapato está contribuindo para o problema e indicamos o que é possível melhorar no dia a dia”, acrescenta Ana. Outro ponto é que a prevenção é simples e, também, eficaz. Entre as principais medidas, estão: Escolher sapatos adequados, que não apertem os dedos; Manter os pés secos, usando meias que absorvam a umidade; Observar sinais iniciais, como leve desconforto, para evitar que o problema evolua; Consultar um podólogo com regularidade, especialmente se houver tendência a desenvolver calos. Apesar de muitas pessoas tentarem remover o calo por conta própria, a verdade é que isso pode piorar a situação. “Cortar o calo ou usar lixas agressivas pode causar mais dor e aumentar o risco de infecção. O melhor é buscar um profissional assim que notar os primeiros sinais de problema”, recomenda a especialista.
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Como saber se o bebê está com cólica ou gases?
Desconfortos abdominais são comuns nos primeiros meses de vida e costumam gerar muita dúvida nos cuidadores. Embora gases e cólicas possam causar as mesmas reações, como choro e irritação, não são situações iguais. Entender a diferença ajuda a lidar melhor com o quadro e tratá-lo corretamente. A gastroenterologista pediátrica Aline Falleiros explica que a cólica do lactente é considerada um distúrbio funcional ligado à maturação dos sistemas gastrointestinal e nervoso. Por outro lado, os gases fazem parte do processo digestivo normal e, na maioria das vezes, causam apenas um incômodo leve e passageiro. Segundo a especialista, gases e cólicas podem ocorrer ao mesmo tempo, já que a fermentação do leite no intestino leva à produção de gases ao longo do dia e da noite. Inclusive, a presença dos gases indica que a digestão está acontecendo normalmente. Gases X cólicas Os gases costumam provocar um desconforto abdominal leve, acompanhado de aumento do volume da barriga e flatulência. O choro, quando aparece, tende a ser esporádico, de menor intensidade e melhora rapidamente, sem se repetir de forma sistemática ao longo dos dias. Já a cólica apresenta um padrão mais previsível e repetitivo. O bebê pode ter episódios frequentes de choro inconsolável, geralmente no fim da tarde ou início da noite, várias vezes na semana. Mesmo que não dure três horas seguidas exatamente, o que define o quadro é a repetição desse comportamento por dias consecutivos. Além disso, alguns sinais corporais costumam acompanhar a dor abdominal mais intensa. A médica destaca os principais para ficar de olho: rosto avermelhado; contrações visíveis no abdome; enrijecimento muscular; torções do corpo; irritação intensa e dificuldade para se acalmar. O que pode causar ou piorar Um dos argumentos populares é que engolir ar durante a mamada ou uso de mamadeira provoca gases. Entretanto, não há evidências de que isso aumente o problema. Na verdade, a produção de gases está relacionada sobretudo à ação das bactérias da microbiota intestinal durante a digestão. Já a cólica do lactente não tem uma única causa definida. Alguns estudos indicam que pode estar associada a fatores como: imaturidade do sistema nervoso central; alterações na motilidade intestinal; hormônios gastrointestinais; composição da microbiota; fatores ambientais e biopsicossociais da família. Apesar de muito desconfortável, a cólica é autolimitada: costuma surgir nas primeiras semanas de vida, atingir o pico entre a sexta e a oitava semana e melhorar progressivamente até os três ou quatro meses, desaparecendo quase sempre antes dos cinco meses. O que alivia gases e cólicas do bebê Durante as crises, o mais importante é tentar acalmar o bebê. Algumas medidas simples e seguras podem ajudar a resolver a questão: dar colo com movimentos ritmados; manter contato direto da barriga do cuidador com a do bebê; enrolar o bebê como um “charutinho”; posicionar de lado ou de bruços (sempre com supervisão); colocar compressas mornas no abdome, com cuidado para evitar queimaduras; recorrer a ruídos brancos. A gastropediatra Aline Falleiros reforça que não há comprovação científica sobre a eficácia dos medicamentos para as cólicas, mesmo que alguns bebês se beneficiem em casos específicos. Os chás também não são indicados antes dos seis meses de vida. Já as restrições alimentares maternas só devem ser consideradas quando houver diagnóstico de alergia ou intolerância feito pelo pediatra. Quando procurar o médico A avaliação médica é recomendada sempre que surgirem sinais de alerta, como: sangue nas fezes; dificuldade para ganhar peso; febre; recusa para mamar; vômitos frequentes ou com sangue. Nessas situações, é fundamental investigar causas além dos desconfortos funcionais comuns da infância para o especialista definir o melhor tratamento.
Antes de beijar um recém-nascido, leia isto
Visitar um bebê, sobretudo um recém-nascido, desperta a vontade de pegar no colo, beijar e demonstrar carinho. Entretanto, até mesmo o carinho precisa de cuidado. Nas primeiras semanas de vida, evitar alguns gestos é importante para reduzir o risco de infecções. E a regra vale para todo mundo. Foi por esse motivo que a advogada Paloma Moura, mãe de uma menina de dois anos, decidiu estabelecer limites para as visitas ainda durante a gestação. A preocupação surgiu depois de conhecer casos de bronquiolite em bebês pequenos. “Eu li muito sobre a doença durante a gravidez, porque isso já me preocupava bastante. Quando minha filha nasceu, não pensei duas vezes antes de limitar as visitas”, relembra. Primeiros dias exigem proteção extra Segundo a pediatra Clery Gallacci, do Hospital e Maternidade Santa Joana, o recém-nascido possui um sistema imunológico imaturo, o que aumenta sua vulnerabilidade às infecções virais e bacterianas. O primeiro leite da mãe, conhecido como colostro, ajuda a oferecer anticorpos e proteínas importantes para essa proteção. Além disso, ainda na gestação, o bebê recebe anticorpos pela placenta, motivo pelo qual a vacinação materna é essencial. “O beijo no rosto pode transmitir, por meio de micropartículas e gotículas respiratórias, diversos agentes infecciosos. Da mesma forma, o beijo nas mãos também representa risco, porque o bebê costuma levá-las à boca”, alerta a médica. Quem deve evitar contato com o bebê A principal preocupação entre os pediatras está nas primeiras semanas de vida. O cenário se torna ainda mais alarmante quando acontece em um período de maior circulação de vírus respiratórios, como o inverno, por exemplo. Mas nem toda visita representa o mesmo risco. De acordo com a especialista, algumas situações exigem ainda mais cuidado e podem, inclusive, justificar o adiamento do encontro. Como recomendação, ela destaca: evitar visitas com sintomas gripais, febre ou qualquer processo infeccioso; impedir o contato direto de pessoas com herpes labial ou outras lesões na pele; evitar a presença de crianças em idade escolar, que podem transmitir vírus respiratórios; higienizar as mãos antes de tocar no bebê; utilizar máscara durante a visita. Limites sem conflitos Na experiência de Paloma, compartilhar informações sobre os riscos ajudou a tornar essa conversa mais fácil e superar o receio de desagradar outras pessoas valeu a pena. Para o marido foi mais difícil, mas priorizar a bebê era inegociável. Conversar com os familiares antecipadamente e deixar claro que os cuidados são temporários pode ajudar. Explique que o objetivo não é afastá-los, mas proteger o bebê, já que uma simples coriza pode representar um risco real. Por último, a pediatra Clery Gallacci recomenda restringir as visitas nas primeiras semanas para avós e tios próximos que estejam saudáveis. Ela também lembra que o carinho da família pode ser demonstrado de outras maneiras, como participando da rede de apoio da mãe ou tocando o bebê apenas sobre a roupa.
Primeiro corte de cabelo: como se preparar para o momento
O primeiro corte de cabelo costuma ser mais do que uma simples ida ao salão. Para muitas famílias, marca a passagem simbólica do bebê para uma nova fase da infância, despertando nostalgia, expectativa e até um certo aperto no coração. Entre fotos, vídeos e mechas guardadas, o momento se transforma em memória afetiva. Com Giovanna Moura, mãe de um menino de 3 anos, não foi diferente: a decisão veio acompanhada por emoção e muito significado. “Escolhemos o corte ‘tigelinha’, que eu sempre fui apaixonada. Senti como se ele estivesse virando um mocinho porque precisava cortar o cabelo”, lembra, com saudade. O menino se mostrou curioso e corajoso, sobretudo após acompanhar o corte do melhor amigo. No salão infantil, com carrinhos e brinquedos, o clima ajudou. “Eu chorei. O pai ficou todo bobo. Tiramos fotos, gravamos, foi lindo!”, conta a mãe. Aproveitaram o momento e guardaram uma pequena mecha do cabelo no livrinho de maternidade, como registro de uma fase bonita. Mudança visível, emoção inevitável Para a cabeleireira infantil Rô Freire, do complexo de beleza Pelle Capelli, o primeiro corte costuma ser carregado de emoção porque simboliza crescimento. “Representa uma mudança visível no desenvolvimento da criança. A imagem do bebê começa a dar lugar a uma nova fase, o que desperta apego, nostalgia e até insegurança”, comenta. No dia a dia do salão, ela afirma que o momento vai além da estética. Costuma ser nessa hora que os adultos percebem que os filhos estão crescendo. Para um marco afetivo tão importante, os pais e cuidadores buscam um profissional de confiança, afinal, não é apenas um cabelo; é a primeira mudança de visual. Existe idade certa para cortar? Não há idade adequada para o primeiro corte. Segundo Rô Freire, o que orienta essa decisão é a necessidade prática: os fios atrapalham a visão; o comprimento dificulta a higiene; o cabelo começa a afetar a rotina. Mas a escolha deve sempre partir da família, que conhece de perto a rotina da criança. Por outro lado, o papel do profissional, nesse contexto, é adaptar o atendimento à fase em que a criança está, independentemente da idade. Mais do que seguir um calendário, o importante é respeitar o ritmo e o conforto do pequeno. Medos, expectativas e preparação A cabeleireira infantil observa que muitos pais chegam apreensivos, preocupados se o pequeno vai chorar, se vai se mexer demais ou se a experiência pode se tornar negativa. Ainda existe a expectativa de que o corte seja rápido, seguro e confortável. “A forma como os adultos conduzem o momento influencia diretamente a reação da criança. Manter postura tranquila, evitar frases que criem medo e não tratar o corte como obrigação ajudam bastante”, garante. Por isso, conversar com os pais durante o processo e ajustar o atendimento conforme a reação do minicliente faz parte de uma condução cuidadosa. Quando os responsáveis confiam no profissional e transmitem segurança, tudo flui melhor. Um ritual que pode ser leve Para quem é da área, o primeiro corte exige sensibilidade. Entre os principais fatores para a experiência ser positiva estão: estar em um ambiente calmo; oferecer atendimento respeitoso e com pausas; ter um profissional que compreenda o comportamento infantil. “Não se trata de velocidade, mas de condução cuidadosa, ajustando postura e técnica ao movimento da criança. Afinal, o primeiro corte não é apenas um serviço técnico: envolve escuta, paciência e repertório”, argumenta Rô Freire. Para a mãe Giovanna, o episódio com o filho é lembrado com serenidade. “É uma fase como muitas outras da maternidade. Dá saudade daquele bebezinho, mas às vezes o corte é também uma necessidade. E quanto mais leve e legal for, melhor.”

