Shampoo Infantil Sono Tranquilo Refil 210ml – Baruel Baby
Shampoo que promove sensação de conforto e relaxamento para bebês e crianças. Com cheirinho de carinho.
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Shampoo que promove sensação de conforto e relaxamento para bebês e crianças. Com cheirinho de carinho.
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210 ml-refil
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Fragrância
Sono Tranquilo
Benefícios
• Sensação de conforto e relaxamento*
• Ideal para o sono
• Hipoalergênico
• Sem lágrimas
• Oftalmo e dermatologicamente testado
• Com ingredientes de origem natural
• Cheirinho de carinho
• Sem parabenos
• Sem corantes
• Não testado em animais
• Produto vegano
Dicas de Uso
Molhe os cabelinhos do seu bebê. Coloque uma pequena quantidade do produto nas mãos e aplique delicadamente nos cabelinhos, massageando suavemente até formar espuma.
Em seguida, enxágue bem.
Resultado
Cabelinho limpo e macio aliado à sensação de conforto e relaxamento.
A fragrância é ideal para o sono do bebê.
Só a Baruel Baby entende o jeito brasileiro de cuidar bem dos nossos bebês, que é repleto de afeto, com qualidade e segurança.
Todo bebê merece esse carinho!
Ingredientes
COMPOSIÇÃO: ÁGUA, SULFATO DE SÓDIO LAURETE, COCAMIDOPROPIL BETAÍNA, CLORETO DE SÓDIO, FENOXIETANOL,PERFUME, COCOATO DE GLICERILA PEG-7, DECIL GLICOSÍDEO, PALMATO DE GLICERILA HIDROGENADO PEG-200, SULFATO DE SÓDIO, BENZOATO DE SÓDIO, EDETATO DISSÓDICO, ÁCIDO CÍTRICO, SORBATO DE POTÁSSIO, CITRATO DE SÓDIO, ÁCIDO BENZOICO, LINALOL, AMINOMETILPROPANOL.
INGREDIENTS: AQUA, SODIUM LAURETH SULFATE, COCAMIDOPROPYL BETAINE, SODIUM CHLORIDE, PHENOXYETHANOL,PARFUM, PEG-7 GLYCERYL COCOATE, DECYL GLUCOSIDE, PEG-200 HYDROGENATED GLYCERYL PALMATE, SODIUM SULFATE, SODIUM BENZOATE, DISODIUM EDTA, CITRIC ACID, POTASSIUM SORBATE, SODIUM CITRATE, BENZOIC ACID, LINALOOL , AMINOMETHYL PROPANOL.
Mais sobre Shampoo Infantil Sono Tranquilo Refil 210ml – Baruel Baby
Shampoo que promove sensação de conforto e relaxamento para bebês e crianças. Com cheirinho de carinho é ideal para o sono.
O Shampoo Sono Tranquilo Baruel Baby foi elaborado com ingredientes cuidadosamente selecionados para o cuidado e a limpeza dos cabelos do seu bebê. A fragrância é suave e contém notas de lavanda, que ajudam o bebê a acalmar, proporcionando uma agradável sensação de conforto e relaxamento*.
Hipoalergênico e oftalmo e dermatologicamente testado, o Shampoo Sono Tranquilo é sem lágrimas.
Produto vegano e não testado em animais. Shampoo sem corantes e sem parabenos.
Para quem busca um shampoo ideal para o sono.
*Sensação relacionada aos componentes da fragrância.
Recomendações
Produto para uso externo. Conservar em local seco e fresco. Manter o produto fora do alcance de crianças. Deve ser aplicado por adulto ou sob sua supervisão. Não usar se o couro cabeludo estiver ferido ou irritado. Em caso de irritação, suspender o uso e procurar um médico. Caso o produto entre em contato com os olhos, lavar com água corrente em abundância e procurar um médico. Este produto foi formulado de maneira a minimizar possível surgimento de alergia.
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Perguntas frequentes
Quer dizer que nossos produtos não produzem efeitos colaterais como a irritação dos olhos.
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O recém-nascido dorme muito? Entenda se é normal
Nos primeiros dias em casa, muitos pais se assustam ao perceber que o recém-nascido parece passar mais tempo dormindo do que acordado. É comum baterem as dúvidas: será que meu bebê dorme muito? Será que existe um período considerado normal? Devo acordar meu bebê para mamar? Spoiler: não precisa de tanta preocupação. O pediatra Luis Bonilha, do dr.consulta, garante que dormir bastante faz parte do desenvolvimento esperado nessa fase inicial da vida. “Das 24 horas do dia, o recém-nascido tende a dormir entre 16 e 20 horas, com despertares para mamar”, esclarece. E aí: quando o sono é considerado normal? Apegar-se ao relógio nem sempre é o melhor caminho. Além das horas dormidas, o médico destaca que o comportamento do bebê quando está acordado também importa. Isso porque um recém-nascido saudável costuma: acordar para mamar; sugar bem; reagir aos estímulos. Também é recomendado observar o contexto: molhar várias fraldas por dia e ganhar peso adequadamente são ótimos indicadores de que tudo está dentro do previsto. Se isso estiver acontecendo, os pais e cuidadores podem ficar tranquilos: o sono é fisiológico. É preciso acordar para mamar? Segundo o especialista Luis Bonilha, pode ser necessário acordar o bebê para mamar nas primeiras semanas de vida, caso ele passe muitas horas sem se alimentar. Essa orientação costuma valer até que o recém-nascido apresente bom ganho de peso, acompanhado nas consultas regulares com profissionais. “A puericultura é o acompanhamento periódico feito pelo pediatra para avaliar crescimento e desenvolvimento. Manter a frequência nessas consultas é essencial para garantir que tudo esteja evoluindo como esperado”, orienta. Esses encontros também são fundamentais para definir abordagens individualizadas. Por exemplo, esclarecer o intervalo entre cada mamada e saber quando se deve (ou não) interromper o sono para realizar a amamentação. O sono como sinal de alerta Na maioria das vezes, dormir muito é normal, mas o pediatra Luis Bonilha sugere avaliação médica quando o bebê: não acorda para mamar; mama pouco; fica muito “molinho”; não ganha peso. Esses sinais devem ser relatados em consultório para uma investigação mais detalhada, se necessário. A melhor estratégia e o segredo para observar o cenário sem ansiedade envolvem ter um profissional de confiança por perto. “A puericultura dá tranquilidade às famílias e ajuda a identificar precocemente qualquer alteração”, reforça o médico.
Primeiro corte de cabelo: como se preparar para o momento
O primeiro corte de cabelo costuma ser mais do que uma simples ida ao salão. Para muitas famílias, marca a passagem simbólica do bebê para uma nova fase da infância, despertando nostalgia, expectativa e até um certo aperto no coração. Entre fotos, vídeos e mechas guardadas, o momento se transforma em memória afetiva. Com Giovanna Moura, mãe de um menino de 3 anos, não foi diferente: a decisão veio acompanhada por emoção e muito significado. “Escolhemos o corte ‘tigelinha’, que eu sempre fui apaixonada. Senti como se ele estivesse virando um mocinho porque precisava cortar o cabelo”, lembra, com saudade. O menino se mostrou curioso e corajoso, sobretudo após acompanhar o corte do melhor amigo. No salão infantil, com carrinhos e brinquedos, o clima ajudou. “Eu chorei. O pai ficou todo bobo. Tiramos fotos, gravamos, foi lindo!”, conta a mãe. Aproveitaram o momento e guardaram uma pequena mecha do cabelo no livrinho de maternidade, como registro de uma fase bonita. Mudança visível, emoção inevitável Para a cabeleireira infantil Rô Freire, do complexo de beleza Pelle Capelli, o primeiro corte costuma ser carregado de emoção porque simboliza crescimento. “Representa uma mudança visível no desenvolvimento da criança. A imagem do bebê começa a dar lugar a uma nova fase, o que desperta apego, nostalgia e até insegurança”, comenta. No dia a dia do salão, ela afirma que o momento vai além da estética. Costuma ser nessa hora que os adultos percebem que os filhos estão crescendo. Para um marco afetivo tão importante, os pais e cuidadores buscam um profissional de confiança, afinal, não é apenas um cabelo; é a primeira mudança de visual. Existe idade certa para cortar? Não há idade adequada para o primeiro corte. Segundo Rô Freire, o que orienta essa decisão é a necessidade prática: os fios atrapalham a visão; o comprimento dificulta a higiene; o cabelo começa a afetar a rotina. Mas a escolha deve sempre partir da família, que conhece de perto a rotina da criança. Por outro lado, o papel do profissional, nesse contexto, é adaptar o atendimento à fase em que a criança está, independentemente da idade. Mais do que seguir um calendário, o importante é respeitar o ritmo e o conforto do pequeno. Medos, expectativas e preparação A cabeleireira infantil observa que muitos pais chegam apreensivos, preocupados se o pequeno vai chorar, se vai se mexer demais ou se a experiência pode se tornar negativa. Ainda existe a expectativa de que o corte seja rápido, seguro e confortável. “A forma como os adultos conduzem o momento influencia diretamente a reação da criança. Manter postura tranquila, evitar frases que criem medo e não tratar o corte como obrigação ajudam bastante”, garante. Por isso, conversar com os pais durante o processo e ajustar o atendimento conforme a reação do minicliente faz parte de uma condução cuidadosa. Quando os responsáveis confiam no profissional e transmitem segurança, tudo flui melhor. Um ritual que pode ser leve Para quem é da área, o primeiro corte exige sensibilidade. Entre os principais fatores para a experiência ser positiva estão: estar em um ambiente calmo; oferecer atendimento respeitoso e com pausas; ter um profissional que compreenda o comportamento infantil. “Não se trata de velocidade, mas de condução cuidadosa, ajustando postura e técnica ao movimento da criança. Afinal, o primeiro corte não é apenas um serviço técnico: envolve escuta, paciência e repertório”, argumenta Rô Freire. Para a mãe Giovanna, o episódio com o filho é lembrado com serenidade. “É uma fase como muitas outras da maternidade. Dá saudade daquele bebezinho, mas às vezes o corte é também uma necessidade. E quanto mais leve e legal for, melhor.”
Meu bebê vive assado: com o que preciso me preocupar?
Assadura é comum em bebês, mas não deve ser encarada como algo “normal” quando persiste, piora ou vem acompanhada de outros sinais. Observar a evolução da pele, os hábitos do dia a dia e a resposta aos cuidados básicos ajuda a entender quando é possível resolver em casa e quando é hora de procurar ajuda médica. A pediatra Greter Fernandez dá nome ao problema: dermatite de fralda. Na maioria das vezes, surge pela combinação de umidade, atrito, urina e fezes em contato prolongado com a pele. Uma assadura pontual não é problema, mas não melhorar ao cuidar ou reaparecer com certa frequência é sinal de alerta. Nesses casos, a persistência do quadro indica que pode haver algo além da irritação simples. Segundo a médica, a falta de resposta às medidas básicas já é motivo para observar com mais atenção, especialmente nos primeiros meses de vida, quando a pele do bebê é ainda mais sensível. De olho nos sintomas Alguns sinais indicam que a irritação ultrapassou o esperado. Entre eles estão: fissuras; crostas; secreção purulenta; sangramento; lesões que se estendem para além da área da fralda, atingindo abdome ou dobras. A ginecologista também orienta que a atenção deve ser redobrada se a assadura vier acompanhada de sintomas gerais, como: febre, vômitos persistentes, diarreia com sangue ou dificuldade de ganho de peso. Se acontecer, leve ao médico rapidamente. Por que alguns bebês vivem “assados” As trocas de fraldas são frequentes e os cuidados, certinhos, mas a tal da assadura permanece. Essa é uma queixa recorrente entre os pais e o motivo mais comum é a dermatite de contato irritativa, que gera a sequência dos episódios. Outras causas apontadas pela especialista são: infecções fúngicas, como a candidíase intertriginosa, dermatite atópica localizada e, mais raramente, psoríase inversa. Já nos quadros persistentes e resistentes, vale investigar alergia alimentar, especialmente ligada à proteína do leite de vaca. Por último, hábitos do dia a dia também influenciam diretamente a evolução da irritação, incluindo: uso frequente de lenços umedecidos com álcool, fragrâncias ou outros ingredientes irritantes; fraldas apertadas ou que retêm muita umidade; pouca ventilação da pele; limpeza agressiva. A causa exata, bem como o tratamento ideal, só podem ser confirmados por um médico, viu? Como diferenciar os tipos de assadura A dermatologista Raquel de Carvalho reforça que as assaduras não são todas iguais. Para entender o que está acontecendo, ela indica observar o padrão das lesões. Assadura comum: causa vermelhidão, está relacionada à umidade e ao atrito, e melhora rapidamente com higiene adequada e uso de pomadas de barreira. Dermatite de contato: geralmente surge após a introdução de novos produtos e provoca mais coceira do que o quadro comum, além de não poupar as “dobrinhas” do bebê. Infecção fúngica: o vermelho da pele é mais intenso, sobretudo nas dobras, com pequenas manchas vermelhas ao redor e fissuras. Há pouca resposta às pomadas comuns. Dermatite atópica: manifesta-se na área da fralda com lesões mais crônicas, extensas e com coceira em outras regiões do corpo. Independentemente do motivo, é fundamental ficar de olho para reconhecer os sinais e buscar avaliação profissional qualificada do pediatra ou dermatologista. O jeito certo de trocar a fralda Para reduzir o risco de assaduras, as especialistas recomendam: Trocar a fralda com frequência, principalmente após evacuações. Higienizar suavemente, preferencialmente com algodão e água morna ou lenços sem álcool e fragrância. Secar bem a pele, cuidando das dobrinhas. Permitir períodos sem fralda, sempre que possível. Aplicar cremes de barreira em pele limpa e seca. Evitar produtos irritantes e fraldas mal ajustadas. Também é importante lembrar que cada bebê pode ter necessidades específicas. Por isso, as consultas de rotina com o pediatra são muito importantes. Atenção especial aos casos persistentes A dermatologista Raquel de Carvalho alerta que, quando a assadura não responde ao tratamento habitual ou vem acompanhada de sintomas digestivos e cutâneos, é necessária uma investigação maior para orientar um tratamento eficaz. Já a pediatra Greter Fernandez destaca que a educação dos pais é essencial para prevenção e manejo corretos. Afinal, a monitorização parental ao longo do tempo ajuda na identificação de condições que exigem acompanhamento.
“Eu faço sozinho”: o que essa fase revela sobre seu filho
Entre a pressa do adulto e a descoberta da criança, nasce um dos momentos mais intensos da primeira infância: a fase do “eu faço sozinho”. Comer, vestir ou guardar brinquedos deixam de ser apenas tarefas e passam a representar autonomia quando os pequenos adotam essa frase. Sabemos, porém, que quando o relógio aperta, o desejo de independência pode virar tensão. A analista administrativa Jennifer Cristina percebeu essa mudança logo após a filha iniciar na creche. A menina passou a querer repetir em casa o que fazia na escola, especialmente na hora da comida. Prestes a completar 3 anos, surpreendeu: pegou o pote de brócolis da geladeira, abriu e começou a comer sozinha, no tempo dela. No entanto, essa diferença de ritmo entre os adultos pode causar uma certa tensão. “O pai dela acha mais fácil cortar e dar na boca para ser mais rápido. Eu defendo que ela precisa dessa autonomia e quero que faça no tempo dela, mesmo quando estou cansada do trabalho”, diz a mãe. O que significa o “eu faço sozinho” A psicóloga Thamiris Camargo, que atende crianças da primeira infância na Clínica Revitalis, explica que essa fase é marcada pelo desejo intenso de agir por conta própria. Ela surge com força entre 1 ano e meio e 3 anos, quando a criança começa a se perceber como um sujeito separado do adulto. “O ‘eu faço sozinho’ é, no fundo, um ‘eu existo’”, explica a profissional. Assim, essa etapa se caracteriza por atitudes como: tentativa de realizar ações sem ajuda, mesmo sem coordenação suficiente; insistência em tarefas ligadas ao próprio corpo e ao ambiente; resistência quando o adulto interfere rapidamente; necessidade de experimentar causa e efeito. Cognitivamente, a criança já compreende que, ao tentar fazer sozinha alguma atividade, algo sempre vai acontecer. Pelo lado emocional, tal manifestação constrói identidade, autoestima e senso de competência. Quando o adulto permite a tentativa, a mensagem é de confiança; quando impede constantemente, pode transmitir insegurança. Em que ações essa fase aparece mais O desejo de autonomia costuma surgir nas tarefas que envolvem o próprio corpo e o controle do ambiente, como: comer sozinho, mesmo que derrube comida; tentar vestir ou tirar a roupa; escovar os dentes; guardar brinquedos; subir escadas. Não se trata apenas de prática diária, mas de algo simbólico. Ao realizar essas ações, a criança experimenta domínio sobre si mesma e o espaço ao redor, fortalecendo a noção de autoria e iniciativa. A especialista em comportamento infantil ainda reforça que não é uma birra do pequeno. “Isso gera um conflito de tempos, porque o adulto vive no relógio, enquanto a criança está na experiência”, justifica. Por que isso gera tanta tensão O conflito nasce justamente porque os ritmos são diferentes. Os pais e cuidadores têm horários a cumprir, enquanto as crianças precisam sentir que são capazes de fazer aquilo, independentemente do tempo. Essa tensão aumenta quando autonomia e pressa se encontram. Para a psicóloga Thamiris Camargo, equilibrar incentivo e organização familiar exige escolhas realistas. Nem sempre será possível permitir que a criança faça tudo sozinha, especialmente quando há compromissos a cumprir. O importante é estar ciente que, reconhecer isso não significa falhar. Como incentivar sem transformar em conflito Quando a criança quer fazer algo sozinha, mas ainda não consegue dar conta do recado, a orientação é oferecer ajuda sem assumir totalmente o controle. Ou seja, deve-se considerar antecipar-se e dividir as tarefas com o pequeno, sempre valorizando a tentativa dele para fortalecer a confiança. “Essa fase não é um problema a ser corrigido, mas um sinal de desenvolvimento saudável. Crianças que podem tentar, errar e tentar novamente constroem autonomia emocional, tolerância à frustração e confiança. O papel do adulto não é acelerar, mas sustentar – com paciência, limite e respeito”, garante a profissional.
Meu filho de 4 anos não divide brinquedos: como agir?
Por volta dos quarto ano de vida, a dificuldade de uma criança em dividir brinquedos costuma gerar constrangimento (sobretudo em locais públicos) e dúvidas nos pais. Embora interpretadas como egoísmo ou falta de limite, essas explosões costumam refletir imaturidade emocional própria da idade. Entender essa diferença é o primeiro passo para intervir com equilíbrio. Foi o que aconteceu com a social media Ana Sarah Lima, mãe de um menino de 4 anos. Os episódios começaram depois da entrada na creche e se repetiram nos encontros com primos. Em situações de disputa, ele insistia que o brinquedo era dele e reagia com choro ou resistência quando outra criança se aproximava. “No começo, eu briguei e disse que ele não podia ser egoísta, porque nós não agíamos assim com ele em casa. Depois, percebi que não era algo isolado e que eu precisava mudar a forma de ensiná-lo”, relata. Por que dividir é tão difícil? De acordo com a psicóloga clínica Patricia de Paula Costa, que atua com terapia cognitivo comportamental e atende crianças, esse comportamento é absolutamente esperado nessa fase. É quando o pequeno está no estágio pré-operatório descrito por Piaget, marcado pelo egocentrismo cognitivo. Isso significa que ainda não compreende plenamente o ponto de vista do outro. Não se trata de egoísmo moral, mas de limitação do desenvolvimento. Portanto, o que acontece nesse momento: A noção de reciprocidade ainda está em construção. A autorregulação emocional é imatura. A frustração é vivida de forma intensa e concreta. Não há repertório cognitivo suficiente para esperar ou negociar. “Ensinar a dividir exige paciência, repetição e formas lúdicas de conduzir a birra para que a criança se sinta ajudada, não invadida”, orienta a profissional. Explosão X sinal de alerta Nessa fase, há um descompasso natural entre desejo intenso, linguagem em expansão e capacidade limitada de autorregulação. O pensamento ainda é concreto e dicotômico, ou seja, sem meio-termo – o famoso “é meu” ou “não é justo”. Já o “escândalo” associado à recusa funciona como descarga emocional, não como manipulação intencional. A birra esperada costuma: surgir diante de frustração clara; durar pouco tempo; acontecer principalmente com figuras de apego; cessar após acolhimento ou limite. Enquanto isso, é importante prestar atenção em alguns sinais nas situações que a criança não quer dividir um brinquedo: frequência muito alta e em vários ambientes; agressividade persistente; dificuldade de se reorganizar mesmo após ajuda; prejuízo significativo nas relações sociais; escândalos sem contexto claro de frustração. Segundo a especialista, o critério central para diferenciar é o impacto funcional. Buscar entender se o comportamento está realmente prejudicando o desenvolvimento social e emocional da criança faz toda a diferença neste momento. Como agir no momento de gritaria infantil Vergonha e dúvida invadem a mente dos pais e cuidadores quando uma situação como essa acontece. No entanto, a chave é validar o sentimento e manter o limite. Lembre-se: educação respeitosa não é permissiva. Na prática, isso significa: autorregulação do adulto primeiro; abaixar-se na altura da criança; nomear a emoção; manter o limite com clareza; oferecer alternativa possível; evitar longas explicações racionais; não ceder apenas para cessar o choro. Sim! Ceder para acabar com o escândalo pode reforçar negativamente o comportamento e ensinar a criança a fugir da frustração em vez de aprender a regulá-la. Como ensinar a dividir brinquedos na prática A psicóloga clínica Patricia de Paula Costa reforça que compartilhar é uma habilidade individual e não uma obrigação moral. O comportamento se aprende com modelo, repetição e previsibilidade. E algumas estratégias podem ajudar: ensinar antes do conflito; brincar de revezamento (“minha vez, sua vez”); usar jogos simples que envolvam espera; reforçar positivamente quando a criança aguarda; separar previamente brinquedos que poderão ser compartilhados; criar combinados simples e sustentáveis. Foi o que fizeram Ana Sarah e o marido. Ao perceberem que brigar não funcionava quando o filho de quatro anos não queria dividir nada, eles passaram a encenar situações de divisão em casa, usando brincadeiras para ensinar revezamento. Hoje, o menino ainda tenta não compartilhar em alguns momentos, mas repensa quando recebe uma orientação mais clara e direcionada. “Ensinar a dividir não significa forçar a divisão. A empatia se desenvolve gradualmente e a criança aprende mais pela modelagem do que pelo discurso. O adulto precisa estar disposto a repetir incansavelmente, com calma, até dar certo”, finaliza a psicóloga.
Meu filho já se compara com os colegas. E ele tem só 8 anos
Se uma criança começa a dizer que o colega é melhor, mais bonito ou que “todo mundo tem” algo e ela não, muitos pais se preocupam. A sensação é de que a comparação chegou cedo demais e pode impactar a autoestima e a autoconfiança. Para saber como lidar com os episódios, é preciso entender o comportamento antes. A coordenadora pedagógica Isabel Marconcin, da educação infantil e ensino fundamental I do Colégio Bom Jesus, alerta que é importante ter cautela antes de classificar o comportamento como comparação propriamente dita. Isso porque, na primeira infância, existe um movimento mais natural, a imitação. “Crianças pequenas costumam imitar o comportamento de adultos e até mesmo de outras crianças. Elas observam, aprendem e reproduzem. Podem querer usar o cabelo como a professora, caminhar como o avô ou cantarolar porque viram alguém fazendo isso”, afirma a educadora. Quando a comparação preocupa Na infância, as referências vêm de diferentes contextos: da escola, das falas em casa, telas e até entre irmãos. Já o impacto disso depende da frequência e de como acontece. Quando a comparação é recorrente e estimulada por adultos, pode passar a impressão de que a criança não é suficiente e deve melhorar para ter amor e aprovação. Mas comparar também pode ser, na verdade, uma estratégia dos pequenos para conseguirem o que desejam. Segundo Isabel, esse argumento de negociação infantil é visto em frases como “a mãe do fulano deixa” ou “o fulano tem celular”, usadas para tentar convencer os pais e não, necessariamente, como sinal de baixa autoestima. “Nesses casos, sentar e conversar de forma clara ajuda a criança pequena a compreender as opções da família e a entender que dizer ‘não’ também é um ato de amor e de cuidado”, orienta a coordenadora pedagógica. O papel do desenvolvimento A evolução também pode estar por trás desses episódios. Conforme destaca a pediatra Nicole Biral Klas, do departamento de saúde escolar do Colégio Bom Jesus, a comparação passa a fazer parte do desenvolvimento social em determinado momento. “A partir dos 7 ou 8 anos, a criança começa a desenvolver a percepção social. Ela passa a entender que faz parte de um grupo e, naturalmente, começa a perceber as semelhanças e diferenças entre ela e os demais. Nessa idade, a comparação faz parte da construção da identidade”, avalia a médica. Assim, comparações pontuais fazem parte da experiência humana. O alerta só deve surgir quando esse comportamento for frequente, intenso e vir acompanhado de: sofrimento emocional; desistência de tarefas; autocrítica elevada; isolamento; frases como “eu não vou conseguir” ou “eu sou burro”; fuga de situações sociais; sintomas físicos antes de ir à escola, como dor de barriga; mudanças no apetite ou no sono após situações que geram comparação. Nesses casos, é importante investigar o que está acontecendo e buscar apoio profissional, como a própria escola ou um psicólogo especialista em crianças. Como os adultos podem agir As especialistas listam algumas atitudes que ajudam a reduzir o impacto da comparação e fortalecer a autoestima: validar o sentimento da criança sem reforçar a lógica comparativa; evitar frases como “você é melhor que ele”, pois mantêm a comparação; valorizar o esforço e o comportamento, e não apenas o resultado; reservar tempo de qualidade para vínculo, escuta e acolhimento; observar sinais como apatia, irritabilidade, isolamento ou desistência constante. “Em vez de elogiar características como ‘você é muito inteligente’, é mais saudável reconhecer o esforço e o comportamento da criança. Caso não tenha tido sucesso, mas tenha se esforçado, é importante valorizar o progresso e encorajá-la a tentar novamente”, orienta a pediatra Nicole Biral Klas. Já a coordenadora pedagógica Isabel Marconcin lembra que regras e limites também são importantes, mas devem estar atrelados a um ambiente seguro e estável, com um adulto que acolhe e acalma. “Crianças precisam se sentir vistas, escutadas, valorizadas e amadas. O vínculo é a base da regulação emocional”, finaliza.










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