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Quando a febrefobia dos pais pode atrapalhar
Febre

Quando a febrefobia dos pais pode atrapalhar

Equipe Baruel Baby
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Ver um número alto no termômetro costuma assustar pais e cuidadores. Esse medo exagerado da febre, conhecido como febrefobia, é bastante comum. No entanto, a temperatura, sozinha, nem sempre indica um problema sério.

“Um bebê com febre alta pode estar em bom estado geral, enquanto outro com febre mais baixa pode apresentar sinais de maior gravidade. O mais importante é avaliar o conjunto de sintomas e o estado clínico da criança“, orienta o pediatra Mauro Almeida.

Vale lembrar que a febre não é uma doença: é um sinal de que o organismo está conseguindo reagir, geralmente a uma infecção.

Fique de olho nos sintomas

Perceber como o bebê está se comportando é mais importante do que o resultado do termômetro. Além da febre, é necessário considerar se ele:

  • está ativo ou muito prostrado;
  • aceita líquidos e mamadas;
  • está fazendo xixi normalmente;
  • apresenta dificuldade para respirar;
  • tem vômitos persistentes;
  • demonstra irritabilidade intensa;
  • está com sonolência excessiva ou dificuldade para acordar.

Esses sinais ajudam a entender quando a criança precisa apenas de acompanhamento e quando é realmente necessário procurar atendimento médico rapidamente.

O que fazer em casa

Segundo o médico Mauro Almeida, o primeiro passo é manter a calma. Meça a temperatura corretamente e deixe o bebê confortável enquanto acompanha os sintomas.

Entre as estratégias para o bem-estar do pequeno estão:

  • oferecer bastante líquido;
  • vestir roupas leves;
  • manter o ambiente ventilado;
  • usar antitérmicos prescritos por um médico.

Por outro lado, as medidas caseiras devem ser evitadas. Banhos gelados e compressas com álcool, por exemplo, não apresentam benefícios comprovados e ainda podem causar desconfortos.

Quando procurar um médico

Algumas situações exigem avaliação profissional imediata, independentemente do valor registrado no termômetro:

  • bebês com menos de 3 meses, mesmo sem sintomas associados;
  • dificuldades para respirar;
  • convulsões;
  • rigidez na nuca;
  • manchas roxas na pele;
  • recusa persistente para mamar;
  • desidratação;
  • choro inconsolável;
  • estado geral comprometido.

A febre é um dos sintomas mais comuns da infância e costuma ter relação com infecções virais que evoluem bem. O objetivo é aliviar o desconforto da criança e identificar quando precisa de tratamento específico”, avalia o pediatra.

Um adendo: combater a febrefobia não significa ignorar a febre, mas entender que deve ser analisada junto com o estado geral do bebê.

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Acordar no meio da noite com o bebê ou criança febril causa uma preocupação imediata. Nessa hora, a principal pergunta é: observar os sintomas em casa ou sair para o médico? Na verdade, o primeiro passo deve ser confirmar a temperatura com um termômetro. Essa medição ajuda a orientar os próximos cuidados e evita decisões tomadas apenas pela impressão de que o pequenino está quente, conforme explica a pediatra Maria Isabela Mendonça, professora de medicina da Universidade Anhembi Morumbi. "Depois de confirmar a febre, os pais devem manter a calma para observar outros sinais que ajudam a avaliar como a criança está e a definir a necessidade de atendimento", diz a médica. Em que ficar de olho Além da temperatura, a orientação é acompanhar alguns aspectos do estado geral do filho. Vale atenção para: hidratação; respiração; irritabilidade; sonolência; dificuldade para acordar. Essas informações orientam a família sobre a evolução do quadro ao longo da noite e ajudam na decisão de esperar amanhecer ou ir ao hospital logo. Quando buscar atendimento imediatamente Em algumas situações, não é indicado esperar amanhecer. De acordo com a especialista, todo bebê com menos de três meses que apresentar temperatura de 37,5°C ou mais deve receber a medicação orientada pelo pediatra e ser avaliado o mais rápido possível. Também é preciso procurar atendimento imediatamente quando houver: crise convulsiva; ausência de respiração; palidez da pele; boca arroxeada. Enquanto o atendimento não acontece, o objetivo é manter o bebê confortável com o antitérmico prescrito e os cuidados dos pais. Já o banho frio deve ser evitado. Nem toda febre é algo grave Embora assuste, a febre não é um sintoma indicativo de doença que precisa de antibióticos. “Na verdade, é um sinal de que o sistema imunológico entrou em ação e, muitas vezes, o organismo consegue resolver o problema sem a necessidade desse tipo de medicamento”, esclarece a professora Maria Isabela Mendonça. No entanto, se a febre persistir por mais de 48 horas e vier acompanhada de falta de apetite, baixa ou nenhuma ingestão de líquidos, recusa das mamadas em bebês menores de seis meses ou sonolência, o quadro requer avaliação. Em caso de dúvidas, é importante buscar informação médica confiável para conduzir o quadro com segurança, ou seja, contatar o pediatra responsável ou procurar um pronto-socorro infantil.

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