Baruel é vencedor do Prêmio ReclameAQUI 2025 na categoria Higiene Pessoal

Tag

kids

Chorar para lavar o cabelo: medo, manha ou incômodo real?
Dores e Incômodos

Chorar para lavar o cabelo: medo, manha ou incômodo real?

Correr, chorar ou se agitar na hora de lavar o cabelo pode não ser apenas resistência ao banho ou capricho infantil. Antes de conseguir explicar o que sente, a criança usa o corpo e o comportamento para demonstrar diversas sensações, como o medo e o desconforto. Conforme explica o neuropediatra Vinicius Spazzapan, cada criança percebe a água, a temperatura, os cheiros, os sons e o toque de uma maneira particular. Experiências anteriores, como shampoo nos olhos, sustos ou banhos mais tensos, podem aumentar a reação negativa nas lavagens seguintes. “Mais do que encontrar rapidamente uma explicação, cabe ao adulto reconhecer que existe uma dificuldade e sustentar essa experiência com carinho, atenção e firmeza”, orienta o médico. Observar ajuda a entender o incômodo Saber de imediato se a resistência está ligada a uma sensibilidade maior, a uma lembrança desagradável ou a uma fase é quase impossível. Por isso, vale observar quando a reação aparece, o que piora e quais mudanças ajudam a acalmar a criança. Incômodos frequentes com etiquetas, barulhos, texturas ou outros cuidados corporais até podem levantar a hipótese de maior sensibilidade, mas não permitem concluir, isoladamente, que exista uma alteração ou um transtorno. Também não é preciso convencer a criança de que “não é nada”. Relembrar uma experiência anterior, como a própria ardência nos olhos, e reconhecer o medo pode ajudá-la a se sentir compreendida, mesmo que a causa exata ainda não esteja clara. Como tornar a lavagem menos tensa Segundo o pediatra Vinicius Spazzapan, dar alguma previsibilidade e permitir a participação podem ajudar, mas sem a expectativa de eliminar completamente o choro. Entre as estratégias citadas estão: avisar que o banho está próximo; explicar brevemente o que será feito; ajustar a temperatura e a intensidade da água; proteger os olhos e o rosto; permitir que a criança participe da lavagem; oferecer duas formas possíveis de realizar o cuidado; fazer pequenas pausas quando necessário; reconhecer o incômodo sem abandonar a lavagem. “O adulto pode dizer que entende que a criança não gosta de água no rosto, mas que o cabelo precisa ser lavado. Acolher não significa interromper o banho imediatamente, assim como ser firme não exige ignorar o sofrimento”, ensina o neuropediatra. No entanto, se a higiene se transforma repetidamente em uma experiência de angústia, esse conflito passa a prejudicar os cuidados ou a família sente que precisa de ajuda, o acompanhamento psicológico pode ser indicado. O couro cabeludo também precisa ser observado Além dos fatores emocionais e sensoriais, a reclamação pode ter uma causa física. Puxões, força excessiva ao desembaraçar, água muito quente, produtos inadequados e sensibilidade do couro cabeludo são algumas das explicações destacadas pelo dermatologista José Roberto Fraga Filho. Para reduzir o desconforto, ele orienta usar shampoos infantis adequados à idade, água morna ou levemente fria e movimentos suaves com as pontas dos dedos. No desembaraço, vale aplicar creme quando indicado, começar pelas pontas e subir gradualmente até a raiz, sem puxar ou esfregar o couro cabeludo com força.

Meu filho só se comporta mal comigo. Isso quer dizer que errei?
Comportamento

Meu filho só se comporta mal comigo. Isso quer dizer que errei?

A criança passa o dia inteiro sem dar trabalho na escola ou com outras pessoas, mas basta chegar em casa para responder, desafiar limites ou ter explosões emocionais. Se a situação se repete na sua casa, saiba que é mais comum do que parece e, na maioria das vezes, não significa que os pais estejam fazendo algo errado. Em primeiro lugar, é importante considerar o cenário: a criança passa boa parte do dia gastando energia para seguir regras, controlar impulsos e conviver com outras pessoas. Ao voltar para casa, tende a relaxar esse esforço. "Na verdade, o comportamento é um sinal de confiança. A casa representa um lugar de liberdade e de segurança onde a criança pode ser autêntica e livre para demonstrar a sua desorganização emocional", explica a psicóloga Larissa Pádua. Mas também não significa que todos os atos devam ser aceitos. A especialista orienta a compreender a causa dessas explosões para responder com acolhimento, sem abrir mão dos limites. Entender não é o mesmo que permitir Durante muito tempo, a dona de casa Isabel Lemes, mãe de uma adolescente, acreditou que havia falhado como mãe. Quando a filha era criança, sempre ouvia dos avós, tios e da babá que a garota era muito educada quando estava com eles, enquanto, com ela, era bem diferente. "Ficava muito triste. Todos conheciam uma versão educada da minha filha, menos eu. Perguntei muitas vezes se o erro era meu", lembra. A angústia era tão grande que a mãe levou o caso para a psicóloga da família e, aos poucos, mudou sua perspectiva: a filha encontrava nela um espaço seguro para expressar emoções difíceis. Para a profissional Larissa Pádua, esse é um ponto importante. Os pais costumam ser a principal referência de segurança da criança, mas isso não significa aceitar agressões ou desrespeito. O caminho é validar o sentimento sem legitimar o comportamento. Acolher sem abrir mão dos limites Uma atitude prática é separar a emoção da ação. "Quando um adulto diz: 'Entendo a sua raiva, mas não vou permitir que você quebre as coisas', ele legitima o sentimento e coloca um limite. Firmeza também é uma forma de afeto", garante a psicóloga. Outras atitudes podem ajudar a reduzir esses episódios no dia a dia: Criar uma rotina acolhedora ao chegar em casa, com um lanche, um abraço ou um momento para brincar. Perceber quando a criança está chegando ao limite do cansaço. Manter horários previsíveis para alimentação e sono. Conversar sobre regras e consequências antes dos conflitos acontecerem. Nomear as próprias emoções para ensinar a criança a reconhecer as dela. Vale lembrar que os adultos também devem cuidar da própria forma de reagir. Isso porque a maneira como os pais enfrentam situações difíceis serve de modelo para o desenvolvimento emocional dos filhos. Limites não devem ser ultrapassados Nem toda explosão depois da escola indica um problema de comportamento. Ainda assim, alguns sinais merecem atenção. A frequência e a intensidade das crises devem ser avaliadas, da mesma forma que a capacidade de a criança se acalmar após ser acolhida. Se os episódios passam a afetar outras áreas da vida, como sono, alimentação, desempenho escolar ou relacionamentos com outras pessoas, é hora de procurar uma avaliação profissional para entender melhor o caso. “O erro mais comum é transformar isso em uma prova de fracasso dos pais. Em muitos casos, eles refletem justamente a confiança que a criança deposita na família. O desafio é responder com acolhimento, constância e limites claros, sem recorrer à punição nem à permissividade”, finaliza a especialista Larissa Pádua.

Bolsa do bebê em passeios: só carregue o que é essencial
Produtos

Bolsa do bebê em passeios: só carregue o que é essencial

Sair com um bebê não significa levar a casa inteira. Na prática, uma bolsa bem organizada costuma funcionar melhor do que uma cheia de itens que nem chegam a ser usados. O segredo é pensar no tipo de passeio e nas principais necessidades. A enfermeira pediátrica Lissandra Borba da Cunha, gerente de ensino do Grupo Santa Joana, ensina que uma nécessaire funcional deve ser montada considerando três situações: troca de fraldas, alimentação e imprevistos. Já a duração da saída é o que define a quantidade dos itens. “A diferença entre um passeio de uma hora e um de cinco horas não está nas coisas que você leva, mas em quantas peças”, diz a profissional. Passeio, idade e destino fazem diferença Em saídas rápidas, de até duas horas, o bebê geralmente já está alimentado e com a fralda limpa. Nesses casos, costuma ser suficiente levar duas ou três fraldas, um pacote pequeno de lenços umedecidos, uma muda de roupa e um ou dois paninhos de boca. Nos passeios mais longos, porém, é importante reforçar o estoque de fraldas – em média uma para cada duas horas, além de duas extras. Também incluir uma manta leve, itens para alimentação e recipientes térmicos, quando necessário. A idade também influencia na organização. Até os seis meses, as fraldas e os paninhos ocupam boa parte do espaço. Já com a chegada da introdução alimentar, outros itens entram na lista: babador, copo, talheres infantis e lanchinhos. Depois de um ano de idade, álcool em gel, garrafinha de água e pequenos brinquedos passam a fazer muita diferença, já que o bebê explora mais o ambiente. O que vale colocar na bolsa Para a especialista Lissandra Borba da Cunha, organizar por categorias ajuda a montar uma bolsa de passeio eficiente e a não carregar peso desnecessário. Para a troca: fraldas, lenços umedecidos, pomada, trocador portátil e sacos plásticos para roupas ou fraldas sujas. Para a alimentação: paninhos de boca, fralda de ombro, água e, conforme a idade, babador impermeável e alimentos. Para imprevistos: uma muda completa de roupa para o bebê, manta ou casaco leve e álcool em gel para quem vai cuidar dele. Conforme o lugar: em ambientes fechados, um casaco costuma ser suficiente; já em locais abertos, podem ser necessários chapéu, canga impermeável, protetor solar e repelente para bebês maiores de seis meses, sempre seguindo orientação pediátrica. Itens que costumam salvar o passeio: camiseta extra para o adulto, sacos com fechamento hermético para isolar roupas sujas e um brinquedo pequeno para distrair o bebê. “Organizar a mochila por pequenos kits também facilita bastante. Separar os itens em nécessaires para troca, alimentação e roupas extras evita bagunça e agiliza o atendimento quando surge alguma necessidade”, orienta a enfermeira pediátrica. Menos excesso, mais organização Da mesma forma que algumas estratégias ajudam na organização, há aqueles hábitos que estão entre os erros mais comuns. Levar diversos medicamentos para passeios não muito longos, sobretudo quando o bebê está saudável, é o principal deles. Ser pego de surpresa por roupas que não servem mais também está na lista. Por isso, a recomendação da profissional é revisar periodicamente o tamanho das peças e das fraldas, além de conferir a validade dos produtos guardados. Como dica final, Lissandra Borba da Cunha orienta a reorganizar a bolsa logo após chegar em casa. Reponha as fraldas, troque a roupa reserva e deixe tudo ajeitado para a próxima saída.

Meu filho não aceita perder: como devo agir?
Birra e Regulação Emocional

Meu filho não aceita perder: como devo agir?

Perder uma brincadeira ou ver outra criança ganhar um jogo pode provocar choro, irritação e até birras. Embora esse comportamento faça parte do desenvolvimento infantil, é importante tratar a situação com acolhimento e respeito. Segundo a psicóloga Eliane Alves, a dificuldade em lidar com frustrações é esperada até os cinco ou seis anos de vida. Nessa fase, as crianças ainda estão aprendendo que nem sempre seus desejos serão atendidos e que ganhar e perder fazem parte da vida. “A tolerância à frustração é um músculo emocional: ela não nasce pronta, mas é construída aos poucos, através da repetição e da mediação dos pais”, afirma a profissional. Foco não deve estar no ganhar Quando a criança perde e fica triste, o primeiro passo é acolher esse sentimento, sem minimizar a emoção nem transformar a derrota em uma grande tragédia. Validar significa mostrar que é normal sentir frustração, mas sem reforçar a ideia de injustiça. Depois desse acolhimento, vale mudar o foco da conversa. Incentive-a a perceber tudo o que aconteceu durante a brincadeira: ela participou, tentou, aprendeu e poderá jogar novamente. O objetivo é que a diversão tenha mais peso do que o resultado. A especialista também recomenda evitar comparações entre irmãos, primos, colegas ou amigos. O ideal é valorizar a evolução individual da criança e não fomentar uma disputa constante com os outros. Cuidado com o exemplo Observar como os pais e cuidadores lidam com as próprias frustrações interfere no comportamento dos pequenos. Por isso, demonstrar, na prática, que perder faz parte da vida é bastante positivo. “Deixar o filho ganhar sempre ou transformar cada jogo em uma prova de competência pode tornar a derrota ainda mais difícil quando ela inevitavelmente acontecer. O exemplo dos adultos também ensina”, salienta a psicóloga. Quando isso acontece com frequência, a criança pode passar a acreditar que seu valor está atrelado a ser melhor do que os outros. Além disso, se toda brincadeira girar em torno do desempenho, ela pode achar que agradar os pais depende apenas de vencer. Escola também ajuda no aprendizado Para a professora de educação infantil Rita de Cássia Oliveira, acostumada a ver essas situações na sala de aula, a preparação começa antes mesmo do jogo. Conversas frequentes sobre ser normal ganhar ou perder ajudam a construir essa compreensão. “A gente precisa mostrar que o importante é tentar, participar e também aprender a ficar feliz por quem ganhou. Pergunte: ‘Se fosse você o vencedor, não gostaria que seus amigos comemorassem juntos?’”, propõe a educadora. Nesse sentido, a escola deve valorizar a participação, a cooperação, as descobertas e a diversão durante as atividades. Se houver um episódio de frustração, a ideia é conversar e acolher, e não apenas repreender o aluno. Até onde a disputa é normal? Experimentar frustrações é fundamental para desenvolver resiliência e aprender a enfrentar desafios ao longo da vida. Esse processo envolve diálogo, repetição, segurança e compreensão. Entretanto, reações exageradas diante de derrotas merecem atenção: agressividade intensa; autodepreciação; recusa persistente em participar de atividades; sofrimento que prejudique a convivência. “O ambiente familiar deve ser um porto seguro onde a criança pode errar, perder e se frustrar, sabendo que isso não muda em nada o amor que os pais sentem por ela. O jogo é apenas um meio; o importante é a relação”, conclui Eliane Alves.

Febre que vai e volta: melhora entre picos também importa
Febre

Febre que vai e volta: melhora entre picos também importa

Quando a febre diminui, muitos pais respiram aliviados. Mas a observação deve ir além do termômetro: o comportamento da criança entre os picos de temperatura costuma trazer informações importantes sobre a gravidade do quadro. A pediatra Paulla Linhares explica haver uma expectativa sobre esse intervalo. “A criança deve voltar a brincar, interagir, aceitar líquidos e demonstrar interesse pelo ambiente, mesmo que permaneça um pouco mais quieta do que o normal”, cita. Por outro lado, se a temperatura baixa, mas a prostração continua, a avaliação médica ainda é necessária. Sonolência, irritação inconsolável, recusa hídrica, dificuldade para respirar ou falta de reação também são sinais de alerta. O que observar entre um pico e outro Na pediatria, a regra é tratar a criança e não somente o número que aparece no termômetro. Por essa razão, a forma como o pequeno age entre os picos de febre acaba sendo mais importante do que a temperatura em si. Assim, esses intervalos são uma boa oportunidade para acompanhar a evolução da doença. Atente-se a: disposição para brincar, explorar o ambiente e interagir; contato visual, resposta quando é chamado e interesse pelas pessoas; aceitação de líquidos e sinais de boa hidratação, como boca úmida e urina clara; alimentação, mesmo que em pequenas quantidades; sono, observando se há apenas cansaço ou sonolência excessiva; respiração, verificando se permanece confortável ou apresenta esforço. Segundo a especialista, essas observações ajudam muito mais do que saber apenas qual foi a temperatura máxima. Uma criança que volta ao comportamento normal costuma transmitir tranquilidade, enquanto o oposto merece atenção. Nem toda febre que volta é sinal de piora A febre costuma oscilar ao longo do dia em muitas infecções, principalmente nas virais. Nos primeiros dois ou três dias, é comum a criança apresentar um pico, melhorar após o antitérmico ou com a queda natural da temperatura e voltar a ter febre horas depois. “Esse padrão, isoladamente, não indica agravamento. O que realmente orienta a conduta é o contexto, especialmente o estado geral da criança entre os episódios”, observa a médica. Em geral, a reavaliação médica é indicada quando: a febre persiste por mais de 72 horas; retorna depois de um período longo sem febre; surge acompanhada de dificuldade para respirar, convulsões, rigidez na nuca, manchas na pele, recusa persistente de líquidos ou prostração importante. Os bebês com menos de três meses também precisam de atendimento rápido em casos de febre, ainda que pareçam bem. Como acompanhar a evolução em casa Enquanto a criança estiver doente, a principal recomendação é oferecer líquidos com frequência e respeitar seu ritmo. A diminuição do apetite durante uma infecção é esperada, por isso não é indicado forçar grandes refeições. E não precisa de repouso o tempo todo: estar disposta para brincar ou realizar atividades leves é um ótimo sinal. Vale reservar o termômetro para os momentos de desconforto ou quando sentir a pele mais quente. Já as medicações são outro ponto destacado pela pediatra Paulla Linhares. Isso porque os antitérmicos devem ser usados para aliviar sintomas e não apenas pela temperatura alta. Novamente, o comportamento infantil é um bom marcador. “Uma temperatura alta nem sempre significa uma doença grave. Do mesmo modo, uma condição mais séria pode ocorrer com febre baixa ou até sem febre. Observem mais a criança e menos o termômetro”, finaliza a médica.

Cabelo cacheado infantil pode ter diferentes curvaturas
Texturas e Tipos de Cabelo

Cabelo cacheado infantil pode ter diferentes curvaturas

Ondulado em uma parte, com cachinhos bem definidos em outra e mais crespo em uma terceira região. Diferentemente do que muitos pensam, encontrar diferentes curvaturas no cabelo de uma mesma criança é completamente comum. Priscila do Vale, cabeleireira especialista em cachos e crespos, explica que essas variações estão relacionadas, principalmente, à estrutura do folículo e à forma como cada fio nasce. Por isso, frente, laterais, topo e nuca nem sempre apresentam o mesmo padrão. Outros fatores, como atrito, comprimento, densidade, umidade e hábitos de cuidado, também podem interferir na aparência de cada região. “Entender essas particularidades é o primeiro passo para cuidar dos cabelinhos sem tentar encaixá-los em um único padrão”, orienta a profissional. Ondulado, cacheado ou crespo? De maneira simplificada, as curvaturas podem ser observadas a partir do formato dos fios. Entretanto, mais do que buscar uma classificação numérica exata, vale prestar atenção em como o cabelo da criança se comporta no dia a dia: Ondulados: apresentam ondas geralmente mais abertas; Cacheados: formam espirais ou cachos mais definidos; Crespos: costumam ter um padrão mais fechado, diferentes formatos e bastante encolhimento. Também ajuda observar quanto os fios encolhem e como reagem à água, ao creme, ao desembaraço e à finalização - sem esquecer que mais de uma dessas características pode aparecer na mesma cabecinha.   View this post on Instagram   A post shared by Priscila Do Vale | Cabelos Cacheados SP (@priscila.do.vale) Diferentes curvaturas, diferentes cuidados A cabeleireira Priscila do Vale explica que algumas regiões podem, sim, pedir pequenas adaptações na rotina, mas isso não significa que cada parte precisará de etapas totalmente diferentes. Uma área mais crespa ou com maior encolhimento, por exemplo, pode exigir atenção extra no desembaraço, enquanto fios mais finos ou ondulados tendem a pesar com maior facilidade diante do excesso de produto. No dia a dia, algumas medidas ajudam a preservar as estruturas capilares: priorize produtos infantis adequados às necessidades do cabelo; desembarace os fios úmidos, com um produto que ofereça lubrificação, começando pelas pontas e avançando em direção à raiz; use pouco produto na finalização para driblar peso e acúmulo; evite desembaraçar o cabelo seco à força, fazer penteados muito apertados ou recorrer ao calor, se não for necessário. “O caminho é manter cuidados equilibrados e ajustar, quando necessário, a quantidade de produto e as formas de desembaraçar e finalizar”, aconselha a especialista. Cachinhos podem mudar com o crescimento Sim, isso realmente pode acontecer e faz parte das transformações capilares naturais. A profissional explica que o formato e o comportamento dos fios tendem a se modificar conforme a criança cresce, principalmente entre a infância e a puberdade. “Com o tempo, o cabelo pode ficar mais ou menos definido, apresentar curvaturas mais abertas ou fechadas, ganhar volume ou revelar novas diferenças entre as regiões”, observa Priscila do Vale. A recomendação para essas fases é acompanhar as mudanças em vez de esperar que os fios permaneçam sempre dentro de uma única classificação. Além disso, a delicadeza continua sendo a palavra de ordem para lavar, hidratar, condicionar, proteger e cuidar. Cada cabelinho tem seu jeito Lembrete: mais importante do que conseguir cachos iguais ou perfeitamente definidos é ensinar a criança a reconhecer as características naturais do próprio cabelo, sem comparações ou expectativas estéticas. Nesse sentido, pais, responsáveis e profissionais podem contribuir para que a criança valorize seu cabelo por meio de uma rotina saudável, prática e adequada às necessidades de cada fase. “Cabelos infantis não precisam ser domados; mas cuidados”, resume a cabeleireira, que incentiva o respeito às texturas, diferenças e transformações em todas as etapas da vida.

Trocar a fralda virou uma batalha? Saiba como agir
Troca e Fraldas

Trocar a fralda virou uma batalha? Saiba como agir

Basta chegar a hora de trocar a fralda para a criança correr, virar o corpo ou começar a protestar. Essa resistência é comum sobretudo entre 1 e 3 anos, fase marcada pela conquista da autonomia. Com algumas “estratégias”, os cuidadores podem vencer essa batalha. Uma das principais explicações para o comportamento está na interrupção de uma atividade prazerosa, como as brincadeiras, para realizar a troca, conforme explica a psicóloga infantil Claudia Melo. “Isso pode gerar frustração intensa, já que o cérebro infantil ainda está amadurecendo e a criança nem sempre consegue controlar seus impulsos ou organizar aquilo que sente”, justifica a especialista. Antes de insistir, observe Nem toda fuga deve ser interpretada como desobediência. Em algumas situações, a criança pode estar cansada, com fome, muito envolvida na brincadeira ou ter sido surpreendida pela interrupção. Por isso, a orientação da profissional é olhar além do comportamento e antecipar o que vai acontecer. Avisar que a troca está próxima ajuda a reduzir a sensação de quebra brusca da atividade. E respeitar e incluir o pequenino pode gerar colaboração. Também vale acolher a emoção sem retirar o limite. Em vez de mandar parar de chorar, o adulto pode dizer: “Sei que você queria continuar brincando. Vamos trocar a fralda e depois você volta”. Assim, a criança se sente compreendida e entende que a troca será feita. Estratégias para cada fase A participação deve acompanhar a idade e as habilidades da criança. Pequenos convites fortalecem a autonomia sem tirar do adulto a condução do cuidado. Até 12 meses: Manter uma rotina previsível. Conversar com voz tranquila durante a troca. Fazer contato visual e cantar músicas conhecidas. Evitar excesso de estímulos. Entre 1 e 2 anos: Avisar que a troca está chegando. Oferecer escolhas simples, como selecionar entre duas fraldas. Pedir ajuda para segurar a fralda limpa ou levar o lenço umedecido. Usar músicas, histórias curtas ou brincadeiras para deixar o momento mais leve. Entre 2 e 3 anos: Criar combinados simples, como “primeiro trocamos, depois voltamos a brincar”. Usar linguagem objetiva e positiva. Reconhecer quando a criança colabora. Manter uma rotina consistente. O que costuma aumentar a resistência Segundo a psicóloga Claudia Melo, interromper a brincadeira de repente, gritar, ameaçar ou transformar a troca em uma disputa de poder tende a intensificar o conflito. Mudar a forma de agir todos os dias também reduz a previsibilidade e dificulta a colaboração. “Outro cuidado envolve o uso constante de telas para distração. Embora o recurso resolva a troca naquele momento, pode atrapalhar o desenvolvimento de estratégias próprias para lidar com pequenas frustrações”, avalia a especialista. Já a busca por ajuda profissional deve acontecer diante dos seguintes sinais de alerta: resistência muito intensa e em todas as trocas; sofrimento importante; regressão no desenvolvimento; dificuldades de comunicação ou interação; sensibilidade exagerada ao toque, aos tecidos ou à limpeza íntima. Isso não significa, necessariamente, que exista algum transtorno, mas indica que vale investigar para compreender melhor as necessidades da criança e poder ajudá-la.

Doce, tela e colo para os netos. Quando os avós passam dos limites
Família

Doce, tela e colo para os netos. Quando os avós passam dos limites

Guloseimas antes do almoço ou fora de hora, alguns minutos a mais de tela ou aquele colo depois da criança aprontar. Diferenças entre pais e avós sobre a criação são comuns, mas não precisam virar motivos de conflitos quando todos compartilham do mesmo amor. Para a psicóloga Leny Louzada, especialista em ciências do envelhecimento, essas divergências surgem porque os mais velhos normalmente ocupam papéis diferentes, quer dizer, enquanto os pais são responsáveis por educar e estabelecer limites, os avós vivem a relação de um jeito mais leve, aproveitando o tempo com os netos. Ainda assim, isso não significa falta de cuidado. “Essas diferenças são completamente naturais. São maneiras diferentes de expressar o amor pelas crianças”, afirma a profissional. O diálogo vem antes das regras O primeiro passo é lembrar que ninguém está em lados opostos. Pais e avós precisam construir os combinados por meio de conversas abertas, respeitosas e sem julgamentos, para que cada um compreenda as necessidades do outro. A professora aposentada Roseli Caldas é avó de três crianças e conta que esse alinhamento começou antes mesmo de assumir parte dos cuidados com os netos. Como se aposentou justamente para cuidar deles, ela e os filhos conversaram desde o início sobre a rotina que seria seguida. Uma das estratégias adotadas pela família foi criar quadros de rotina, usados até hoje para organizar horários e atividades. “É aquele ditado: o combinado não sai caro. Com tudo acordado, fica tudo certinho para todos nós”, garante a avó. Nem tudo precisa ser igual Cada avô e cada avó têm seu jeito de demonstrar carinho, e preservar essa individualidade também faz parte de uma convivência saudável. O importante é que as regras realmente essenciais sejam compartilhadas por todos. Quando um combinado não é cumprido, a orientação é evitar discussões na frente da criança. “O ideal é conversar em particular, com carinho e sem apontar culpados. Na maioria das vezes, os avós agem movidos pelo desejo de agradar os netos, não de desrespeitar os pais”, observa a especialista Leny. Ela lembra ainda que os próprios avós são os pais dos adultos que hoje criam essas crianças. Por isso, o diálogo deve acontecer sempre com respeito e acolhimento. Quando vale flexibilizar Nem todas as regras têm o mesmo peso. Nesse sentido, algumas flexibilizações podem fazer parte das boas lembranças da infância, como um doce em ocasiões especiais, alguns minutos extras de brincadeira ou pequenas exceções previamente combinadas. Já temas ligados à saúde, à segurança, ao sono e ao uso de telas pedem que todos mantenham a mesma orientação. A avó Roseli conta que viveu esse desafio. Embora fosse contra liberar celulares para as crianças, respeitou a decisão tomada pelos pais. Já em relação aos doces antes dos dois anos, admitiu que inicialmente não concordava com a regra, mas optou por segui-la. Leny Louzada reforça que, mais importante do que concordar com tudo, é agir em parceria. “Quando pais e avós conseguem dialogar, respeitar seus papéis e trabalhar juntos, ensinam, pelo exemplo, valores como respeito, cooperação e afeto. Esse é um dos maiores presentes que uma família pode oferecer a uma criança”, finaliza.

Febre de madrugada: o que observar antes de ir para o hospital
Febre

Febre de madrugada: o que observar antes de ir para o hospital

Acordar no meio da noite com o bebê ou criança febril causa uma preocupação imediata. Nessa hora, a principal pergunta é: observar os sintomas em casa ou sair para o médico? Na verdade, o primeiro passo deve ser confirmar a temperatura com um termômetro. Essa medição ajuda a orientar os próximos cuidados e evita decisões tomadas apenas pela impressão de que o pequenino está quente, conforme explica a pediatra Maria Isabela Mendonça, professora de medicina da Universidade Anhembi Morumbi. "Depois de confirmar a febre, os pais devem manter a calma para observar outros sinais que ajudam a avaliar como a criança está e a definir a necessidade de atendimento", diz a médica. Em que ficar de olho Além da temperatura, a orientação é acompanhar alguns aspectos do estado geral do filho. Vale atenção para: hidratação; respiração; irritabilidade; sonolência; dificuldade para acordar. Essas informações orientam a família sobre a evolução do quadro ao longo da noite e ajudam na decisão de esperar amanhecer ou ir ao hospital logo. Quando buscar atendimento imediatamente Em algumas situações, não é indicado esperar amanhecer. De acordo com a especialista, todo bebê com menos de três meses que apresentar temperatura de 37,5°C ou mais deve receber a medicação orientada pelo pediatra e ser avaliado o mais rápido possível. Também é preciso procurar atendimento imediatamente quando houver: crise convulsiva; ausência de respiração; palidez da pele; boca arroxeada. Enquanto o atendimento não acontece, o objetivo é manter o bebê confortável com o antitérmico prescrito e os cuidados dos pais. Já o banho frio deve ser evitado. Nem toda febre é algo grave Embora assuste, a febre não é um sintoma indicativo de doença que precisa de antibióticos. “Na verdade, é um sinal de que o sistema imunológico entrou em ação e, muitas vezes, o organismo consegue resolver o problema sem a necessidade desse tipo de medicamento”, esclarece a professora Maria Isabela Mendonça. No entanto, se a febre persistir por mais de 48 horas e vier acompanhada de falta de apetite, baixa ou nenhuma ingestão de líquidos, recusa das mamadas em bebês menores de seis meses ou sonolência, o quadro requer avaliação. Em caso de dúvidas, é importante buscar informação médica confiável para conduzir o quadro com segurança, ou seja, contatar o pediatra responsável ou procurar um pronto-socorro infantil.

Quando a febrefobia dos pais pode atrapalhar
Febre

Quando a febrefobia dos pais pode atrapalhar

Ver um número alto no termômetro costuma assustar pais e cuidadores. Esse medo exagerado da febre, conhecido como febrefobia, é bastante comum. No entanto, a temperatura, sozinha, nem sempre indica um problema sério. "Um bebê com febre alta pode estar em bom estado geral, enquanto outro com febre mais baixa pode apresentar sinais de maior gravidade. O mais importante é avaliar o conjunto de sintomas e o estado clínico da criança", orienta o pediatra Mauro Almeida. Vale lembrar que a febre não é uma doença: é um sinal de que o organismo está conseguindo reagir, geralmente a uma infecção. Fique de olho nos sintomas Perceber como o bebê está se comportando é mais importante do que o resultado do termômetro. Além da febre, é necessário considerar se ele: está ativo ou muito prostrado; aceita líquidos e mamadas; está fazendo xixi normalmente; apresenta dificuldade para respirar; tem vômitos persistentes; demonstra irritabilidade intensa; está com sonolência excessiva ou dificuldade para acordar. Esses sinais ajudam a entender quando a criança precisa apenas de acompanhamento e quando é realmente necessário procurar atendimento médico rapidamente. O que fazer em casa Segundo o médico Mauro Almeida, o primeiro passo é manter a calma. Meça a temperatura corretamente e deixe o bebê confortável enquanto acompanha os sintomas. Entre as estratégias para o bem-estar do pequeno estão: oferecer bastante líquido; vestir roupas leves; manter o ambiente ventilado; usar antitérmicos prescritos por um médico. Por outro lado, as medidas caseiras devem ser evitadas. Banhos gelados e compressas com álcool, por exemplo, não apresentam benefícios comprovados e ainda podem causar desconfortos. Quando procurar um médico Algumas situações exigem avaliação profissional imediata, independentemente do valor registrado no termômetro: bebês com menos de 3 meses, mesmo sem sintomas associados; dificuldades para respirar; convulsões; rigidez na nuca; manchas roxas na pele; recusa persistente para mamar; desidratação; choro inconsolável; estado geral comprometido. "A febre é um dos sintomas mais comuns da infância e costuma ter relação com infecções virais que evoluem bem. O objetivo é aliviar o desconforto da criança e identificar quando precisa de tratamento específico", avalia o pediatra. Um adendo: combater a febrefobia não significa ignorar a febre, mas entender que deve ser analisada junto com o estado geral do bebê.

Tenys Pé Sabrina Sato

Para mulheres de todos os estilos desfilarem com confiança.
Do salto ao tênis ou da rotina ao treino, a nova linha Tenys Pé Sabrina Sato deixa os pés sequinhos, cheirosos, protegidos e muito bem cuidados!

<? $args['image_alt'] ?? '' ?>

Tenys Pé Baruel nas redes

Acompanhe nossas novidades e promoções