Shampoo Infantil Sono Tranquilo 400ml – Baruel Baby
Shampoo que promove sensação de conforto e relaxamento para bebês e crianças. É ideal para o sono.
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Shampoo que promove sensação de conforto e relaxamento para bebês e crianças. É ideal para o sono.
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400 ml
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Benefícios
• Sensação de conforto e relaxamento*
• Ideal para o sono
• Hipoalergênico
• Sem lágrimas
• Oftalmo e dermatologicamente testado
• Com ingredientes de origem natural
• Cheirinho de carinho
• Sem parabenos
• Sem corantes
• Não testado em animais
• Produto vegano
Dicas de Uso
Molhe os cabelinhos do seu bebê. Coloque uma pequena quantidade do produto nas mãos e aplique delicadamente nos cabelinhos, massageando suavemente até formar espuma.
Em seguida, enxágue bem.
Resultado
Cabelinho limpo e macio aliado à sensação de conforto e relaxamento.
A fragrância é ideal para o sono do bebê.
Só a Baruel Baby entende o jeito brasileiro de cuidar bem dos nossos bebês, que é repleto de afeto, com qualidade e segurança.
Todo bebê merece esse carinho!
Ingredientes
COMPOSIÇÃO: ÁGUA, SULFATO DE SÓDIO LAURETE, COCAMIDOPROPIL BETAÍNA, CLORETO DE SÓDIO, FENOXIETANOL,PERFUME, COCOATO DE GLICERILA PEG-7, DECIL GLICOSÍDEO, PALMATO DE GLICERILA HIDROGENADO PEG-200, SULFATO DE SÓDIO, BENZOATO DE SÓDIO, EDETATO DISSÓDICO, ÁCIDO CÍTRICO, SORBATO DE POTÁSSIO, CITRATO DE SÓDIO, ÁCIDO BENZOICO, LINALOL, AMINOMETILPROPANOL.
INGREDIENTS: AQUA, SODIUM LAURETH SULFATE, COCAMIDOPROPYL BETAINE, SODIUM CHLORIDE, PHENOXYETHANOL,PARFUM, PEG-7 GLYCERYL COCOATE, DECYL GLUCOSIDE, PEG-200 HYDROGENATED GLYCERYL PALMATE, SODIUM SULFATE, SODIUM BENZOATE, DISODIUM EDTA, CITRIC ACID, POTASSIUM SORBATE, SODIUM CITRATE, BENZOIC ACID, LINALOOL , AMINOMETHYL PROPANOL.
Mais sobre Shampoo Infantil Sono Tranquilo 400ml – Baruel Baby
Shampoo que promove sensação de conforto e relaxamento para bebês e crianças. Com cheirinho de carinho é ideal para o sono.
O Shampoo Sono Tranquilo Baruel Baby foi elaborado com ingredientes cuidadosamente selecionados para o cuidado e a limpeza dos cabelos do seu bebê. A fragrância é suave e contém notas de lavanda, que ajudam o bebê a acalmar, proporcionando uma agradável sensação de conforto e relaxamento*.
Hipoalergênico e oftalmo e dermatologicamente testado, o Shampoo Sono Tranquilo é sem lágrimas.
Produto vegano e não testado em animais. Shampoo sem corantes e sem parabenos.
Para quem busca um shampoo ideal para o sono.
*Sensação relacionada aos componentes da fragrância.
Recomendações
Produto para uso externo. Conservar em local seco e fresco. Manter o produto fora do alcance de crianças. Deve ser aplicado por adulto ou sob sua supervisão. Não usar se o couro cabeludo estiver ferido ou irritado. Em caso de irritação, suspender o uso e procurar um médico. Caso o produto entre em contato com os olhos, lavar com água corrente em abundância e procurar um médico. Este produto foi formulado de maneira a minimizar possível surgimento de alergia.
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Perguntas frequentes
Quer dizer que nossos produtos não produzem efeitos colaterais como a irritação dos olhos.
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Canção de ninar ou ruído branco? O que é melhor para o bebê dormir
Na tentativa de ajudar o bebê a dormir melhor, muitos pais recorrem a recursos sonoros que prometem acalmar e facilitar o adormecer. Entre os mais conhecidos estão as canções de ninar e o chamado ruído branco. Mas qual dessas estratégias funciona melhor? Spoiler: depende da criança. Ambas as opções costumam ajudar no relaxamento dos nenês, conforme afirma a pediatra Ana Maria Melo, do Hospital Samaritano Higienópolis, da Rede Américas. No entanto, o efeito não é igual para todos. Essa resposta depende sobretudo das características e da sensibilidade de cada um. “Há bebês que se acalmam com o ruído branco, principalmente nos primeiros meses de vida, quando o som pode lembrar o ambiente auditivo do útero materno. Mas também existem aqueles que não se adaptam”, pondera a médica. Como o ruído atua no cérebro do bebê Ruído branco é aquele som constante, que reúne diversas frequências audíveis ao mesmo tempo. Exemplos comuns incluem o barulho da chuva, das ondas do mar ou de aparelhos que o reproduzem continuamente. Segundo Ana Maria, esse padrão sonoro cria um ambiente auditivo uniforme, capaz de bloquear ruídos externos que poderiam distrair ou despertar o bebê. Essa sensação de conforto costuma favorecer o relaxamento e o sono. Além disso, o ruído branco tem impacto sobre o córtex cerebral, região responsável pela percepção e pelo processamento de estímulos. Ao mascarar sons externos, o barulhinho pode reduzir distrações e ajudar o bebê a manter o foco no descanso. Músicas também são eficientes As famosas canções de ninar têm um papel importante não apenas no relaxamento, como na construção de vínculos afetivos. Isso porque o contato do bebê com sons e vozes começa desde a gestação e continua sendo relevante. A especialista Ana Maria Melo explica que a audição começa a se desenvolver ainda no útero e o pequenino não só percebe sons do ambiente, mas também reconhece a voz dos próprios pais nos últimos meses da gravidez. “Uma melodia suave, calma e relaxante pode ser adicionada à rotina do sono e proporcionar sensações agradáveis para o bebê, além de favorecer o vínculo com o cuidador”, diz a profissional. Por outro lado, o silêncio não deve ser descartado, especialmente quando há costume com ambientes mais tranquilos. Cuidados na rotina de sono Embora esses recursos possam ajudar no relaxamento, o uso precisa ser equilibrado e com bastante responsabilidade. O volume deve ser moderado e não ultrapassar cerca de 50 decibéis, que é o limite considerado seguro para os bebês. Ainda é importante evitar que o pequenino se torne dependente sempre do mesmo estímulo sonoro para conseguir dormir, ou seja, é melhor variar as opções ao longo do dia. Entre as orientações que podem ajudar nesse processo estão: Manter o volume dos sons em níveis baixos. Usar ruído branco ou música apenas como apoio ao relaxamento. Variar os estímulos auditivos durante o dia. Evitar exposição sonora contínua, por longos períodos. Prestar atenção a como o filho reage aos diferentes sons. “Cada bebê é único e precisa ser observado em suas necessidades e preferências. Nem todos se adaptam ao ruído branco ou à música, e isso faz parte do processo de desenvolvimento”, reforça Ana Maria Melo.
Antes de beijar um recém-nascido, leia isto
Visitar um bebê, sobretudo um recém-nascido, desperta a vontade de pegar no colo, beijar e demonstrar carinho. Entretanto, até mesmo o carinho precisa de cuidado. Nas primeiras semanas de vida, evitar alguns gestos é importante para reduzir o risco de infecções. E a regra vale para todo mundo. Foi por esse motivo que a advogada Paloma Moura, mãe de uma menina de dois anos, decidiu estabelecer limites para as visitas ainda durante a gestação. A preocupação surgiu depois de conhecer casos de bronquiolite em bebês pequenos. “Eu li muito sobre a doença durante a gravidez, porque isso já me preocupava bastante. Quando minha filha nasceu, não pensei duas vezes antes de limitar as visitas”, relembra. Primeiros dias exigem proteção extra Segundo a pediatra Clery Gallacci, do Hospital e Maternidade Santa Joana, o recém-nascido possui um sistema imunológico imaturo, o que aumenta sua vulnerabilidade às infecções virais e bacterianas. O primeiro leite da mãe, conhecido como colostro, ajuda a oferecer anticorpos e proteínas importantes para essa proteção. Além disso, ainda na gestação, o bebê recebe anticorpos pela placenta, motivo pelo qual a vacinação materna é essencial. “O beijo no rosto pode transmitir, por meio de micropartículas e gotículas respiratórias, diversos agentes infecciosos. Da mesma forma, o beijo nas mãos também representa risco, porque o bebê costuma levá-las à boca”, alerta a médica. Quem deve evitar contato com o bebê A principal preocupação entre os pediatras está nas primeiras semanas de vida. O cenário se torna ainda mais alarmante quando acontece em um período de maior circulação de vírus respiratórios, como o inverno, por exemplo. Mas nem toda visita representa o mesmo risco. De acordo com a especialista, algumas situações exigem ainda mais cuidado e podem, inclusive, justificar o adiamento do encontro. Como recomendação, ela destaca: evitar visitas com sintomas gripais, febre ou qualquer processo infeccioso; impedir o contato direto de pessoas com herpes labial ou outras lesões na pele; evitar a presença de crianças em idade escolar, que podem transmitir vírus respiratórios; higienizar as mãos antes de tocar no bebê; utilizar máscara durante a visita. Limites sem conflitos Na experiência de Paloma, compartilhar informações sobre os riscos ajudou a tornar essa conversa mais fácil e superar o receio de desagradar outras pessoas valeu a pena. Para o marido foi mais difícil, mas priorizar a bebê era inegociável. Conversar com os familiares antecipadamente e deixar claro que os cuidados são temporários pode ajudar. Explique que o objetivo não é afastá-los, mas proteger o bebê, já que uma simples coriza pode representar um risco real. Por último, a pediatra Clery Gallacci recomenda restringir as visitas nas primeiras semanas para avós e tios próximos que estejam saudáveis. Ela também lembra que o carinho da família pode ser demonstrado de outras maneiras, como participando da rede de apoio da mãe ou tocando o bebê apenas sobre a roupa.
“Meu cachinho”: reconhecer o cabelo é afirmar identidade
Em algum momento da infância, muitas crianças começam a observar características próprias e nomeá-las com curiosidade. Frases como “meu cabelo é cacheado”, “meu cabelo cresce para cima” ou “meu cabelo é grande” aparecem naturalmente e fazem parte de um processo importante para a construção de identidade e diversidade. A psicóloga Thaís Barbisan esclarece que esse movimento começa quando a criança passa a reconhecer o que é dela e a se diferenciar do outro. Normalmente, isso costuma acontecer entre 18 e 24 meses, quando aparecem expressões como “meu” e os primeiros sinais de reconhecimento de si mesma. “Já entre dois e três anos, esse entendimento se torna mais consistente. Ela passa a nomear características próprias mais concretas, como partes do corpo e até o tipo de cabelo. Isso indica que está começando a compreender melhor quem ela é”, complementa a profissional. Parte da construção da identidade Vale ressaltar que quando meninos ou meninas falam sobre seu cabelo, eles não estão apenas descrevendo características físicas próprias. Na verdade, esse gesto revela um movimento importantíssimo para a identidade (em construção) daquela criança e sobre a relação afetiva consigo mesma. Com isso, os pequenos começam a moldar o quebra-cabeça sobre a forma como se percebem no mundo. Assim como o nome próprio tem um valor simbólico importante, falar sobre o cabelo ajuda a dar sentido à própria experiência de existir. Nesse momento, a turma mirim também busca reconhecimento e acolhimento dos adultos. “Esse processo fortalece a autoestima, o pertencimento e a segurança afetiva. As crianças sentem que são legitimadas e constroem uma percepção mais segura de si mesmas. A forma como os pais ou cuidadores reagem ajuda a validar quem elas são e ainda contribui para uma base sólida de segurança emocional”, destaca Thaís. Reconhecimento X dimensão cultural A também psicóloga Flávia Mentone, especialista em inclusão e diversidade, da Reponto, observa que esse momento de nomear o próprio cabelo ainda apresenta importantes componentes culturais e sociais, sobretudo no que diz respeito à diversidade. “Quando a criança diz que seu cabelo é cacheado ou cresce para cima, ela está organizando sua identidade. Em um país como o Brasil, onde a textura dos fios se relaciona com questões raciais e sociais, esse reconhecimento ganha uma dimensão cultural. A representatividade não cria a identidade, mas a legitima”, explica. As próprias pesquisas em psicologia do desenvolvimento apontam para isso. De acordo com vários estudos, o autoconceito começa a se formar entre três e seis anos de vida, baseado em características visíveis e na forma como o ambiente reage a elas. Assim, ao ver pessoas com aspectos semelhantes aos seus, a aparência é legitimada e valorizada. O papel do ambiente Durante esse processo de autopercepção infantil, os adultos precisam ter atenção redobrada a como reagem, pois isso impacta diretamente na construção do pequeno ser. Comentários aparentemente pequenos podem tanto reforçar a segurança quanto gerar associações negativas. O mesmo vale para frases continuamente repetidas. A especialista Flávia Mentone compartilha que estudos sobre viés implícito mostram que crianças internalizam rapidamente padrões sociais. Por isso, frases que tratam certos tipos de cabelo como problema podem impactar a forma como elas se veem. É por isso que a especialista enumera dicas importantes de inclusão e diversidade. Embora simples, essas atitudes fortalecem o pertencimento e a autoestima: Criar ambientes que valorizem diferentes tipos de cabelo. Inserir livros diversos sobre o tema. Evitar hierarquizar texturas. Permitir que a criança escolha penteados. Ensiná-la a cuidar do próprio cabelo com produtos adequados. Elogiar características reais em vez de compará-las. Diversificar personagens e brinquedos. Corrigir comentários preconceituosos.
Mesmo desafinada, a voz dos pais acalma o bebê
Não é preciso ter afinação nem conhecer um grande repertório. Para o bebê, a voz familiar de quem cuida pode ser mais reconfortante do que uma música executada com perfeição. Nessas horas, importa menos a técnica e mais a presença de quem canta. Repetido na rotina, o canto se associa ao colo, à segurança e ao acolhimento, fortalecendo o vínculo desde os primeiros meses de vida. A musicoterapeuta comportamental Michelle de Melo explica que, quando um adulto canta para o bebê, o momento favorece a liberação de substâncias relacionadas ao relaxamento, ao prazer e ao fortalecimento do laço afetivo. "Não se trata de performance. Trata-se de vínculo entre pais e bebê. A pessoa pode ser afinada ou desafinada: o que mais importa é essa interação, que também estimula o desenvolvimento da linguagem", destaca a especialista. Voz dos pais vale mais que playlist Mesmo uma música tecnicamente perfeita dificilmente vai substituir a voz de quem cuida do bebê. Isso porque ela faz parte da história da criança desde a gestação e vem acompanhada de muitos outros estímulos que nenhuma gravação pode reproduzir. Enquanto canta, o adulto também estabelece contato visual, embala o nenê, oferece colo, troca olhares e cria uma interação afetiva. É esse conjunto que torna a experiência tão aconchegante. É por isso que ouvir uma playlist pode até fazer parte da rotina, mas ela não é tão eficaz quanto a presença, o calor humano e a troca que acontecem quando alguém canta diretamente para o pequenino. Momentos em que vale cantar Segundo a especialista, a música pode acompanhar diferentes momentos do dia e ajudar a dar ritmo à rotina da criança. Assim, a proposta muda conforme a situação e não precisa ficar restrita à hora de dormir. Ela pode aparecer: durante as brincadeiras; na troca de fraldas; na hora das refeições; enquanto os brinquedos são guardados; no preparo para o sono, com canções mais lentas, luzes reduzidas e longe das telas. Quanto mais cedo esse contato acontecer, melhor. Os balbúcios que costumam surgir por volta dos cinco ou seis meses, por exemplo, fazem parte da exploração da própria voz e ajudam a construir, mais adiante, as primeiras palavras. Existe uma música certa? Não existe um repertório ideal. Algumas crianças gostam de cantigas infantis, enquanto outras se acalmam com músicas que já faziam parte da rotina da família durante a gestação. O mais importante é que aquela canção tenha significado para quem canta e seja compartilhada com presença e afeto. Por outro lado, as músicas infantis ainda podem ampliar o vocabulário, estimular gestos, favorecer a compreensão da linguagem e enriquecer as interações do dia a dia - o que não significa que elas sejam a única opção, lembre-se! "A voz mais bonita para o bebê é a voz dos pais e cuidadores. É essa voz que ele conhece desde a gestação e que fortalece o elo afetivo. O que faz diferença não é cantar perfeitamente, mas estar presente", conclui a musicoterapeuta Michelle de Melo.
Meu bebê não usou andador. Será que fiz certo?
Decidir por não usar o andador pode gerar insegurança nos pais, especialmente quando familiares e amigos defendem que o equipamento ajuda o bebê a andar mais rápido. Com esses comentários, logo vem a dúvida: será que eu estou atrasando meu filho? Pode sossegar! Os médicos garantem que o desenvolvimento não precisa desse recurso. A pediatra Anna Dominguez, especialista em neurociência e desenvolvimento infantil dos hospitais Albert Einstein, Sírio-Libanês e Vila Nova Star, explica que o andador não é útil em nenhuma faixa etária pediátrica, porque não oferece benefícios comprovados. “O andador não só é desnecessário, como é contraindicado para todas as fases da infância. Além de não ser benéfico, traz potenciais riscos à segurança e ao desenvolvimento infantil”, afirma a médica. Parece ajudar, mas atrapalha Muitos pais acreditam que o andador facilita o andar e a movimentação, além de chamar atenção pelas luzes, cores e botões. No entanto, a ciência mostra que a criança precisa explorar o ambiente com segurança, em um processo de tentativas e erros, usando o próprio corpo para aprender. A especialista lembra que, ao começar a andar, o bebê ainda não tem controle total sobre o corpo. Já o andador, por ter rodas, pode: criar uma falsa sensação de segurança; favorecer quedas no mesmo nível; aumentar o risco de acidentes mais graves, como quedas em escadas; atrasar a aquisição do andar sem apoio, por impedir o uso adequado dos músculos. Há também impacto na região cerebral. Isso porque estímulos sonoros e visuais excessivos tendem a estimular apenas uma área do cérebro em detrimento de outras, enquanto um brinquedo adequado permite interação sensorial ampla e respeitosa. Modelos diferentes, impactos negativos Existem dois tipos principais de andadores: de sentar e de empurrar. Apesar da diferença no modo de uso, ambos prejudicam o desenvolvimento e são perigosos, sobretudo o primeiro, que limita a movimentação e mantém a criança em posição fixa. Na prática clínica, observa-se que o andador dificulta a consolidação de posturas importantes para caminhar. A criança se acostuma a andar com apoio constante, diferente do que ocorre quando se apoia em móveis, no chão ou na parede. “Estar sempre apoiado durante o movimento não é natural. O bebê deixa de experimentar variações de apoio essenciais para consolidar postura e equilíbrio. Isso interfere diretamente na forma como o corpo aprende a se organizar para a marcha”, avalia a pediatra Anna Dominguez. Como estimular sem andador Uma regra de ouro da pediatria é: quanto mais natural e espontâneo o processo, melhor para o desenvolvimento. Não usar o andador permite maior estímulo motor e cognitivo, favorecendo criatividade, exploração do ambiente e construção de conexões neuronais integradas. A orientação da médica é priorizar o chão e um adulto de confiança como principais norteadores para as habilidades motoras. A criança precisa de espaço seguro para explorar, circular, tentar se locomover e buscar objetos que chamem sua atenção, como brinquedos espalhados pelo chão ou em móveis de diferentes alturas. “Caso ganhe o andador, o ideal é usar por pouco tempo e sempre com supervisão. Se possível, e se for seguro, retire as rodas e aproveite como mesa ou placa de brinquedos. Mas o diálogo é sempre a melhor saída: converse e explique os motivos pelos quais os pediatras não recomendam”, aconselha Anna. Vale ainda ficar de olho na evolução: se for contínua e progressiva, tudo tende a estar dentro do esperado. Porém, se os pais ou cuidadores tiverem dúvidas, consultar um especialista é o melhor caminho para tomar decisões com confiança e tranquilidade.
Casquinha na cabeça do bebê: posso retirar com produto?
As “casquinhas” na cabeça do bebê chamam a atenção dos pais e cuidadores de primeira viagem, mas não costumam indicar problemas. Trata-se de uma situação comum nos primeiros meses de vida e a presença delas faz parte de uma condição benigna da pele, que tende a melhorar com o tempo e cuidados simples no dia a dia, como alguns produtos seguros. A pediatra, alergista e imunologista Fernanda Soubak explica que essas escamas são conhecidas como crosta láctea, nome popular da dermatite seborreica do lactente. Aparecem como escaminhas amareladas ou esbranquiçadas, às vezes com aspecto oleoso e, geralmente, grudadas no couro cabeludo. Além da cabeça, essas lesões podem surgir em áreas onde a pele produz mais oleosidade, como sobrancelhas (ou entre elas), cantos do nariz, maçãs do rosto e atrás das orelhas. Apesar do aspecto, não são contagiosas e, na maioria dos casos, não causam dor nem grande desconforto ao bebê. Por que a crosta láctea aparece Nos primeiros meses de vida, é comum o bebê apresentar maior oleosidade da pele. Isso acontece porque as glândulas sebáceas ficam mais ativas nessa fase, influenciadas por questões hormonais. Esse excesso facilita o acúmulo de células mortas e, consequentemente, a formação das escamas. Segundo a dermatologista Maria Carolina Corsi, da Beneficência Portuguesa, esse processo pode ter também a participação de um fungo que faz parte da flora normal da pele, chamado Malassezia, sem que isso signifique infecção. A boa notícia é que, normalmente, a crosta melhora sozinha em semanas ou poucos meses e se torna bem menos comum após o primeiro ano de vida. Como diferenciar de outros problemas de pele Entender o que é crosta láctea ou outra questão dermatológica infantil não é tão difícil. As especialistas ouvidas garantem que a identificação é baseada em três pontos: 1. local das lesões; 2. o aspecto da pele; 3. comportamento do bebê. Além disso, os sintomas são visuais e leves: escamas amareladas ou esbranquiçadas, sem coceira intensa nem impacto no bem-estar. Já outros quadros, como a dermatite atópica, costumam se manifestar de forma diferente. A pele tende a ficar mais seca, muito vermelha, irritada e com coceira importante, deixando o bebê mais inquieto. Esse tipo de dermatite também pode surgir em outras partes do corpo e costuma ser recorrente. Posso usar algum produto nas casquinhas? Na maioria dos casos, os cuidados podem ser feitos em casa, com medidas simples e suaves, repetidas algumas vezes por semana e sem pressa. As médicas orientam um passo a passo seguro: amolecer a crosta, aplicando um óleo vegetal suave ou próprio para bebês e aguardando de 15 a 30 minutos; soltar a crosta láctea com delicadeza, usando uma escovinha macia de bebê ou uma gaze, sem forçar; lavar a cabecinha normalmente, com shampoo infantil neutro, enxaguando bem. O objetivo é reduzir as escamas aos poucos, sem tentar retirar tudo de uma vez. É importante não puxar as crostas secas, nem usar unhas, objetos ou esfregar com força, pois isso pode machucar a pele e aumentar o risco de inflamação ou infecção. Quando procurar ajuda Apesar de ser uma condição comum, é importante buscar avaliação médica especializada (pediatra ou dermatologista) se surgirem sinais como: vermelhidão intensa, dor ou irritação importante; secreção, mau cheiro, pus ou crostas com aspecto “melado”; coceira intensa ou lesões em outras áreas do corpo; falhas de cabelo em placas; ausência de melhora após algumas semanas, mesmo com cuidados suaves. Por fim, a pediatra Fernanda Soubak e a dermatologista Maria Carolina Corsi reforçam que a crosta láctea é transitória, não está relacionada à falta de higiene e não causa queda permanente de cabelo. Ainda assim, na dúvida ou diante de qualquer mudança no quadro, a orientação profissional é sempre a melhor escolha.














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