Frieira e Micose
Unha esfarelando sempre indica micose? Descubra
Quando uma unha começa a esfarelar, é comum pensar imediatamente em micose. Embora esta seja uma das causas mais frequentes, está longe de ser a única. Doenças dermatológicas, traumas e até problemas de saúde entram nessa lista e merecem ser investigados.
De acordo com a dermatologista Carolina Malavassi, da plataforma INKI de consultas médicas, as unhas esfarelando não devem ser interpretadas automaticamente como uma infecção fúngica. Por isso, o diagnóstico correto é fundamental para evitar tratamentos inadequados e identificar a verdadeira origem do problema.
“Além da onicomicose, que é a micose das unhas, outras condições podem causar alterações semelhantes, como psoríase, líquen plano, traumas repetitivos, algumas deficiências nutricionais e até tumores, como o carcinoma espinocelular e o onicomatricoma”, esclarece a especialista.
Como identificar micose nas unhas
Não adianta considerar apenas o esfarelamento como sinal de infecção fúngica. A médica explica que a micose costuma provocar um conjunto de alterações que ajudam a diferenciar o quadro de outros problemas dermatológicos, como:
descoloração da unha, que pode ficar amarelada, esbranquiçada, acastanhada, esverdeada ou escura;
espessamento da lâmina ungueal;
descolamento da unha do leito ungueal (onicólise);
perda de brilho;
fragilidade e quebra com facilidade;
deformidades, sulcos e superfície irregular;
odor desagradável, em alguns casos.
Além disso, em situações mais avançadas, a infecção pode causar manchas brancas, inflamação ao redor da unha e destruição significativa da sua estrutura.
Risco maior de desenvolver micose
As unhas dos pés são as mais afetadas porque os fungos encontram condições favoráveis para se multiplicarem em ambientes úmidos, escuros e pouco ventilados, como as meias e os sapatos.
Outros fatores associados ao desenvolvimento da onicomicose incluem traumas repetitivos nas unhas, frieira, idade avançada, diabetes, imunossupressão, doença vascular periférica e exposição frequente a áreas de piscinas, vestiários e chuveiros públicos.
“A onicomicose tende a progredir quando não é tratada. Com o tempo, pode se espalhar para outras unhas, causar dor, dificultar o uso de calçados e favorecer infecções bacterianas secundárias, especialmente em pessoas com diabetes ou imunidade comprometida”, alerta a dermatologista Carolina Malavassi.
Diagnóstico e tratamento
A aparência da unha, sozinha, não é suficiente para confirmar uma micose. O diagnóstico começa com a avaliação clínica e pode ser complementado por exames como o micológico direto (cultura para fungos) e, em alguns casos, a análise histopatológica de fragmentos da unha.
Já o tratamento varia conforme a gravidade do quadro:
Casos mais leves podem ser tratados com esmaltes antifúngicos, soluções ou cremes;
As infecções mais extensas costumam exigir medicamentos orais, que precisam de acompanhamento médico.
Em algumas situações, terapias combinadas podem aumentar a eficácia do tratamento.
Para prevenir a micose, a especialista recomenda manter os pés sempre limpos e bem secos, usar calçados ventilados, trocar as meias regularmente, não compartilhar itens pessoais, utilizar chinelos em ambientes úmidos de uso coletivo e garantir que instrumentos de manicure e pedicure sejam esterilizados adequadamente.