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O que fazer para aliviar e tratar dor no calcanhar
Dor no Calcanhar

O que fazer para aliviar e tratar dor no calcanhar

Às vezes, sentir dor no calcanhar ao caminhar pode ser um sinal de alerta. O problema pode ocorrer por diversas causas, que vão desde o uso de calçados inadequados até condições mais sérias, como fascite plantar e esporão de calcâneo. A pergunta de quem sente o incômodo é a mesma: o que fazer quando essa dor surge? Simone Lopes, podóloga, pontua que ignorar a dor nunca é uma boa ideia. “A primeira coisa é dar um descanso para o calcanhar, evitar andar muito e usar calçados confortáveis. Aplicar gelo também ajuda a aliviar. Mas se a dor persistir, é fundamental procurar um especialista para investigar a causa”, orienta. O que pode causar dor no calcanhar? Saber o que está causando o sintoma é uma das partes mais importantes do quadro. As causas mais comuns para esse tipo de dor incluem: Esporão de calcâneo: calcificação óssea que provoca dor ao pisar; Fascite plantar: inflamação na fáscia plantar, gerando dor intensa; Uso de calçados inadequados: falta de amortecimento ou suporte para o arco; Impacto excessivo: corrida ou longos períodos em pé sem descanso; Pisada irregular: distribuição errada da carga sobre o pé sem perceber. É importante destacar que, se não tratada, a dor pode evoluir e prejudicar a mobilidade no dia a dia. Podólogo pode ajudar O primeiro passo é avaliar o caso individualmente. “Analisamos o que pode estar causando o desconforto e, dependendo do que for identificado, indicamos o uso de palmilhas ortopédicas, mudanças no tipo de calçado e até massagens para aliviar a tensão”, explica Simone. Quando necessário, o podólogo também encaminha o paciente para um médico, como o ortopedista, caso seja necessário tratamento mais específico. Prevenir é necessário Adotar hábitos específicos pode ajudar a evitar a dor no calcanhar. Algumas medidas preventivas são: Usar calçados adequados para cada atividade; Evitar andar descalço em superfícies duras; Alongar os pés e pernas regularmente; Controlar o impacto durante a prática esportiva; Fortalecer a musculatura dos pés e tornozelos. “A ida regular ao podólogo também ajuda na prevenção, pois conseguimos identificar sinais antes que a dor se torne incapacitante”, comenta Simone Lopes. Embora qualquer pessoa possa desenvolver essa condição, alguns grupos são mais propensos: Profissionais que ficam muito tempo em pé, como professores e balconistas; Atletas, especialmente corredores, que sobrecarregam a região; Pessoas com pisada irregular, que acabam distribuindo o peso de forma inadequada. “Começou do nada e foi só piorando” O operador de TI Marco Aurélio Lima de Souza, 28 anos, viveu uma experiência de dor no calcanhar. “Começou do nada, um incômodo ao pisar. Achei que era só cansaço, mas foi piorando. Até que, de manhã, parecia que eu estava pisando num prego.” Mesmo sentindo dor diariamente, ele demorou a procurar ajuda. Foram meses tentando aliviar com o uso de tênis mais confortáveis e alongamentos, mas nada resolveu. Marco lembra que só procurou ajuda profissional quando sentiu que estava atrapalhando suas tarefas do dia a dia. O diagnóstico foi fascite plantar, provavelmente causada pela pisada e pelo uso frequente de chinelo. “Tive que trocar de calçado, usar palmilha especial e fazer (mais) exercícios de alongamento. Também precisei aplicar gelo e evitar andar muito.” O tratamento melhorou sua qualidade de vida, mas ele ainda precisa se cuidar. “Eu não fazia ideia de que o tipo de sapato influenciava tanto. Cuidar dos pés faz muita diferença na qualidade de vida. A gente só percebe quando sente dor e não consegue andar. Valorizar a saúde é essencial”, opina.

Como você quer envelhecer? Veja hábitos que afetam mobilidade
Cuidado Diário

Como você quer envelhecer? Veja hábitos que afetam mobilidade

O corpo envelhece com o tempo, mas a forma como esse processo ocorre depende diretamente dos cuidados adotados ao longo da vida. Quem mantém bons hábitos desde cedo tende a preservar a mobilidade e evitar dores e limitações na terceira idade, por exemplo. Já quem negligencia a saúde pode enfrentar dificuldades para realizar até mesmo tarefas simples no futuro. “A saúde óssea e muscular está diretamente ligada à qualidade do envelhecimento”, pontua o ortopedista Pedro Ribeiro, especialista em medicina do esporte. Isso porque o corpo perde naturalmente massa muscular com o passar dos anos e, desta forma, os ossos tendem a se tornar mais frágeis sem os estímulos adequados. Quanto menos movimento, maiores serão os riscos de dores e lesões. "O exercício físico ajuda a frear essa perda muscular e, em muitos casos, até revertê-la. Além disso, o movimento é um dos pilares para a saúde óssea. O tratamento da osteoporose, por exemplo, não se limita a medicamentos – ele depende da prática de atividades físicas para manter os ossos fortalecidos", explica o médico. Falta de cuidados pode acelerar problemas O sedentarismo é um dos principais fatores que comprometem a mobilidade com o passar dos anos, mas não é o único. O ortopedista lista outros riscos, como: Obesidade: o excesso de peso gera sobrecarga nas articulações e desgasta a cartilagem; Fraqueza muscular: sem fortalecimento, os músculos perdem a capacidade de estabilizar o corpo; Lesões não tratadas: quando ignoradas, dores podem se transformar em problemas crônicos, como artrose. "Não existe uma idade certa para começar a se preocupar com a saúde ortopédica. Quem tem sobrepeso, pouca massa muscular ou sinais recorrentes de dor e lesões precisa de atenção redobrada", alerta Pedro. Hábitos para preservar a mobilidade Já para evitar limitações na terceira idade, o ortopedista recomenda: Movimente-se sempre: evite longos períodos sentado e pratique atividades físicas regularmente; Use o corpo de forma consciente: mantenha boa postura e respeite os limites do seu organismo; Controle o peso: o excesso de carga nos joelhos e quadris pode levar a desgastes precoces. "A tecnologia nos trouxe comodidades que diminuíram o esforço físico no dia a dia, mas precisamos encontrar maneiras de continuar ativos. Quanto mais cedo começar, menor será o impacto na mobilidade a longo prazo", reforça o especialista. Quando procurar ajuda médica Mesmo quem nunca teve problemas ortopédicos deve adotar uma rotina preventiva. O ideal é não esperar a dor aparecer para cuidar da saúde das articulações. Contudo, se surgirem sinais de alerta, a consulta com um especialista se torna (ainda mais) indispensável e urgente. Nesse sentido, fique atento a indicativos como: Dor frequente ou persistente ao se movimentar; Inchaço nas articulações e sensação de rigidez; Dificuldade para realizar tarefas simples, como subir escadas; Sensação de instabilidade ou fraqueza nas pernas. Conforme salienta Pedro, nunca é tarde para iniciar uma rotina de cuidados com o corpo e prevenir dores no futuro. "Sempre é tempo de fortalecer os músculos, proteger as articulações e melhorar a qualidade de vida. O importante é fazer isso com acompanhamento adequado, respeitando os limites individuais", orienta.

Tendinite podal: saiba o que é, como tratar e prevenir
Tendinite

Tendinite podal: saiba o que é, como tratar e prevenir

A tendinite podal é uma inflamação dos tendões do pé, ou seja, das estruturas responsáveis por conectar os músculos aos ossos e garantir estabilidade e movimento. Esse problema é mais comum em pessoas que exigem muito dos pés, como atletas, praticantes de esportes de impacto e profissionais que passam muitas horas eretos. Segundo o ortopedista Marco Aurélio Silvério, da Clínica Movité, a tendinite podal pode causar dor intensa, inchaço e desconforto ao caminhar ou realizar atividades. “Os tendões ficam sobrecarregados e reagem com um processo inflamatório que dificulta o movimento”, explica. Principais causas da tendinite no pé O uso excessivo do pé, especialmente em atividades de alto impacto ou esforços repetitivos, é a principal causa da tendinite podal. Calçados inadequados, como modelos sem amortecimento ou que não oferecem suporte, também são fatores de risco, pois aumentam a pressão sobre os tendões. Alterações na pisada ou desequilíbrios musculares igualmente podem sobrecarregar o pé e gerar inflamação nos tendões. “Esses fatores biomecânicos precisam ser corrigidos para evitar que a tendinite evolua”, alerta o médico. Tal situação acomete a aposentada Sonia Rodrigues, 68 anos, de São Paulo. Ex-vendedora de doces, ela ficava em pé quase 12 horas por dia. “Não sabia que tendinite também poderia afetar o pé; achava que era só no braço”, conta. No caso dela, a artrite já presente contribuiu ainda mais para o desenvolvimento da condição. Tendinite pode afetar os dois pés Embora seja comum que comece em apenas um lado, a tendinite pode afetar ambos os pés simultaneamente, sobretudo quando fatores como sobrepeso, desequilíbrios posturais e atividades que exigem esforço repetitivo estão presentes. O ortopedista esclarece que, sem tratamento adequado, a tendinite em um pé pode sobrecarregar o outro, levando à inflamação nas duas extremidades inferiores do corpo. Portanto, se apenas um pé for acometido, que é o quadro comum, a orientação é de tratar o mais rápido possível para não ter que lidar com a tendinite nos dois pés e ao mesmo tempo. Como é o tratamento de tendinite Conforme o especialista, há quatro caminhos principais a seguir após o diagnóstico de tendinite podal. Além disso, as formas de tratamento podem ser combinadas entre si, a depender do quadro e da avaliação individual de cada paciente. As opções costumam ser: Ficar de repouso o máximo de tempo possível; Aplicar gelo na área para reduzir a inflamação; Tomar remédios prescritos pelo médico, como analgésico e anti-inflamatório; Iniciar a fisioterapia, que é um passo fundamental para fortalecer os músculos ao redor dos tendões e corrigir o alinhamento do pé. Nesse sentido, Sonia relata que a fisioterapia foi essencial para o alívio dos sintomas. “Parei de trabalhar porque já não aguentava a dor, fiz fisioterapia e hoje uso uma palmilha sob medida que ajuda na artrite também”. Em casos mais graves, onde não há resposta ao tratamento inicial, pode ser necessária uma intervenção maior, mas essas situações são menos comuns e dependem de orientação médica. Em qualquer situação, porém, o ideal é não se automedicar nem praticar exercícios por conta própria. Prevenção é essencial Após o tratamento, adotar medidas de prevenção é importantíssimo para evitar novas crises de tendinite. Calçados apropriados com amortecimento e suporte são indispensáveis para reduzir a sobrecarga nos pés, por exemplo. O profissional Marco Aurélio Silvério também indica exercícios específicos de fortalecimento e alongamento contínuo da região. Para quem pratica atividades físicas, respeitar o tempo de descanso entre os treinos e evitar exageros é primordial, além de ajustar a pisada com a ajuda de palmilhas sob medida ou orientações de um especialista.

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O que o macaquinho Punch revela sobre vínculo e segurança?
Adaptação e Ambiente

O que o macaquinho Punch revela sobre vínculo e segurança?

A história de Punch, o filhote de macaco rejeitado pela mãe em um zoológico no Japão que passou a se agarrar a uma pelúcia, viralizou nas redes sociais. À primeira vista, a imagem parece apenas comovente. Mas, por trás do gesto, há um mecanismo profundo de adaptação emocional, que também vale para nós: a busca por segurança diante da perda. Para a neuropsicóloga e orientadora parental Juliana Selegatto, que atua com crianças e adolescentes na clínica Mental One, o episódio vai além da fofura e acaba expondo o desejo por proteção, algo central no desenvolvimento humano. “A cena evidencia uma necessidade básica do ser: sentir-se protegido. Diante da perda e da rejeição, o filhote procura algo que ofereça segurança e previsibilidade. Isso mostra como o vínculo não é apenas afetivo, mas também regulador das emoções, especialmente em fases iniciais da vida”, detalha a profissional. Em busca de estabilidade Assim como o macaquinho Punch buscou na pelúcia uma forma de se reorganizar diante da ausência materna, seres humanos recorrem a vínculos e recursos que tragam estabilidade emocional. Isso porque a necessidade de segurança não é secundária, mas essencial para o equilíbrio emocional. No caso de bebês e crianças pequenas, por exemplo, esse movimento pode se manifestar no apego a paninhos, ursinhos ou outros itens específicos. Embora, obviamente, eles não substituam os pais ou cuidadores, são como um apoio simbólico diante da separação. “Esses objetos funcionam como mediadores de conforto, ajudando a criança a lidar com a ausência ou a separação da figura de apego. Eles oferecem previsibilidade, acolhimento simbólico e auxiliam na autorregulação emocional”, explica Juliana. Apoio da Teoria do Apego A Teoria do Apego, do psicólogo e psiquiatra John Bowlby (1907-1990), também ajuda a compreender por que esse comportamento não é aleatório. O vínculo com uma figura cuidadora constitui a base de segurança e é a partir dela que o desenvolvimento emocional se organiza e a autonomia começa a surgir. De acordo com a especialista Juliana Selegatto, quando esse vínculo falha ou se rompe, o organismo tende a buscar alternativas para se regular, como o macaquinho de pelúcia abraçado carinhosamente pelo animal. O paralelo com bebês humanos é bastante direto, já que, nos primeiros meses, a presença dessa base de segurança é essencial para o desenvolvimento emocional saudável do pequenino. Vínculos ao longo da vida A história de Punch ilustra como a necessidade de vínculo atravessa toda a vida e influencia a forma como nos adaptamos ao ambiente. Afinal, a busca por segurança não desaparece com o crescimento, apenas assume novos formatos. “As experiências iniciais moldam a forma como confiamos, buscamos apoio e nos relacionamos. Quando o vínculo é seguro, ele favorece a autonomia. Porém, quando é frágil, tendemos a buscar compensações emocionais ao longo da vida”, observa a orientadora parental. Olhar com sensibilidade para comportamentos que, à primeira vista, podem parecer ‘estranhos’, é o conselho deixado pela neuropsicóloga. Muitas vezes, eles são tentativas legítimas de adaptação diante da perda, dos humanos e não humanos.

Meu filho de 4 anos não divide brinquedos: como agir?
Adaptação e Ambiente

Meu filho de 4 anos não divide brinquedos: como agir?

Por volta dos quarto ano de vida, a dificuldade de uma criança em dividir brinquedos costuma gerar constrangimento (sobretudo em locais públicos) e dúvidas nos pais. Embora interpretadas como egoísmo ou falta de limite, essas explosões costumam refletir imaturidade emocional própria da idade. Entender essa diferença é o primeiro passo para intervir com equilíbrio. Foi o que aconteceu com a social media Ana Sarah Lima, mãe de um menino de 4 anos. Os episódios começaram depois da entrada na creche e se repetiram nos encontros com primos. Em situações de disputa, ele insistia que o brinquedo era dele e reagia com choro ou resistência quando outra criança se aproximava. “No começo, eu briguei e disse que ele não podia ser egoísta, porque nós não agíamos assim com ele em casa. Depois, percebi que não era algo isolado e que eu precisava mudar a forma de ensiná-lo”, relata. Por que dividir é tão difícil? De acordo com a psicóloga clínica Patricia de Paula Costa, que atua com terapia cognitivo comportamental e atende crianças, esse comportamento é absolutamente esperado nessa fase. É quando o pequeno está no estágio pré-operatório descrito por Piaget, marcado pelo egocentrismo cognitivo. Isso significa que ainda não compreende plenamente o ponto de vista do outro. Não se trata de egoísmo moral, mas de limitação do desenvolvimento. Portanto, o que acontece nesse momento: A noção de reciprocidade ainda está em construção. A autorregulação emocional é imatura. A frustração é vivida de forma intensa e concreta. Não há repertório cognitivo suficiente para esperar ou negociar. “Ensinar a dividir exige paciência, repetição e formas lúdicas de conduzir a birra para que a criança se sinta ajudada, não invadida”, orienta a profissional. Explosão X sinal de alerta Nessa fase, há um descompasso natural entre desejo intenso, linguagem em expansão e capacidade limitada de autorregulação. O pensamento ainda é concreto e dicotômico, ou seja, sem meio-termo – o famoso “é meu” ou “não é justo”. Já o “escândalo” associado à recusa funciona como descarga emocional, não como manipulação intencional. A birra esperada costuma: surgir diante de frustração clara; durar pouco tempo; acontecer principalmente com figuras de apego; cessar após acolhimento ou limite. Enquanto isso, é importante prestar atenção em alguns sinais nas situações que a criança não quer dividir um brinquedo: frequência muito alta e em vários ambientes; agressividade persistente; dificuldade de se reorganizar mesmo após ajuda; prejuízo significativo nas relações sociais; escândalos sem contexto claro de frustração. Segundo a especialista, o critério central para diferenciar é o impacto funcional. Buscar entender se o comportamento está realmente prejudicando o desenvolvimento social e emocional da criança faz toda a diferença neste momento. Como agir no momento de gritaria infantil Vergonha e dúvida invadem a mente dos pais e cuidadores quando uma situação como essa acontece. No entanto, a chave é validar o sentimento e manter o limite. Lembre-se: educação respeitosa não é permissiva. Na prática, isso significa: autorregulação do adulto primeiro; abaixar-se na altura da criança; nomear a emoção; manter o limite com clareza; oferecer alternativa possível; evitar longas explicações racionais; não ceder apenas para cessar o choro. Sim! Ceder para acabar com o escândalo pode reforçar negativamente o comportamento e ensinar a criança a fugir da frustração em vez de aprender a regulá-la. Como ensinar a dividir brinquedos na prática A psicóloga clínica Patricia de Paula Costa reforça que compartilhar é uma habilidade individual e não uma obrigação moral. O comportamento se aprende com modelo, repetição e previsibilidade. E algumas estratégias podem ajudar: ensinar antes do conflito; brincar de revezamento (“minha vez, sua vez”); usar jogos simples que envolvam espera; reforçar positivamente quando a criança aguarda; separar previamente brinquedos que poderão ser compartilhados; criar combinados simples e sustentáveis. Foi o que fizeram Ana Sarah e o marido. Ao perceberem que brigar não funcionava quando o filho de quatro anos não queria dividir nada, eles passaram a encenar situações de divisão em casa, usando brincadeiras para ensinar revezamento. Hoje, o menino ainda tenta não compartilhar em alguns momentos, mas repensa quando recebe uma orientação mais clara e direcionada. “Ensinar a dividir não significa forçar a divisão. A empatia se desenvolve gradualmente e a criança aprende mais pela modelagem do que pelo discurso. O adulto precisa estar disposto a repetir incansavelmente, com calma, até dar certo”, finaliza a psicóloga.

Nem toda birra é desafio: pode ser exaustão infantil
Comportamento

Nem toda birra é desafio: pode ser exaustão infantil

Quem ainda não tem filhos ou mesmo pais e mães de primeira viagem podem não saber (ainda), mas nem toda “explosão” infantil é um teste de limites. Em muitos casos, o que os adultos interpretam como “birra” pode ser apenas sinal de exaustão física e emocional. A diferença parece sutil, mas muda completamente a forma de intervir e pode evitar confrontos desnecessários dentro de casa. Foi isso que a assessora de imprensa Jéssica Moraes, mãe de duas crianças pequenas, percebeu após meses lidando com crises intensas no fim do dia. A filha ia bem para a escola integral, não apresentava resistência à rotina nem grandes problemas de comportamento, até que começou a ter explosões no retorno para casa. “Eu achava que era birra. Pensava que precisava ser mais firme, que era questão de educação”, conta. Só mais tarde ela entendeu que os episódios tinham outro significado: cansaço acumulado após 12 horas de escola com muitas atividades. Birra X exaustão A psicóloga Aline Carvalho explica que muitas situações classificadas como birras são, na verdade, manifestações de exaustão emocional. Quando a criança ultrapassa sua capacidade de lidar com demandas, estímulos ou frustrações, o comportamento deixa de ser uma escolha intencional e passa a sinalizar sobrecarga do sistema emocional. Essa exaustão costuma aparecer como: irritabilidade persistente; choro intenso ou prolongado; oposição frequente; regressões comportamentais; hipersensibilidade a estímulos; baixa tolerância à frustração; comportamentos desorganizados, mesmo sem um limite claro imposto. Já as birras associadas ao teste de limites tendem a surgir em situações específicas, com objetivo reconhecível e maior capacidade de reorganização quando o adulto mantém previsibilidade e consistência. “A diferença central está na frequência, na duração e na capacidade de autorregulação: a exaustão desorganiza; a birra pontual responde à presença reguladora do adulto”, esclarece a especialista em atendimento infantil. Por que a criança “explode”? A turma pequena ainda passa pelo desenvolvimento emocional, neurológico e linguístico. Não consegue reconhecer, nomear e comunicar com clareza estados internos como o cansaço emocional. Quando a autorregulação é imatura, a sobrecarga se manifesta pelo corpo e pelo comportamento. Situações do próprio dia a dia podem levar ao quadro, como: rotinas muito estimulantes ou desorganizadas; excesso de atividades e compromissos; uso prolongado de telas; privação ou irregularidade do sono; mudanças frequentes de ambiente; expectativas incompatíveis com a idade; barulhos excessivos; cobranças por desempenho; falta de tempo para descanso e brincadeiras livres. “Assim, choro intenso, irritação e oposição funcionam como formas imaturas de comunicação de uma necessidade não atendida e não como tentativa consciente de confronto”, avalia a profissional. O que fazer no momento da crise Diante de uma explosão, a orientação não é ignorar limites, mas reorganizar prioridades. A psicóloga Aline Carvalho recomenda oferecer contenção emocional antes de qualquer correção comportamental. Isso significa manter presença calma, voz firme e limites claros, sem negociar regras durante a crise. Lembre-se: validar sentimentos não é validar o comportamento. É possível reconhecer o cansaço, interromper estímulos e garantir segurança, deixando a orientação e o ensino de limites para quando a criança estiver novamente regulada. A partir do momento que a família passa a enxergar os episódios como sinais de exaustão, a dinâmica muda. Os adultos deixam de reagir a partir do confronto e passam a responder com leitura emocional, prevenção e contenção. O resultado: menos conflitos, mais segurança e fortalecimento do vínculo. O que muda dentro de casa Jéssica diz que percebeu tarde o que acontecia à sua frente. “Eu senti culpa por não ter entendido antes o verdadeiro motivo. Sinto que ignorei a possibilidade por medo de não conseguir resolvê-la”, lembra. Isso porque ela não tinha condições de tirar a filha do integral naquele momento, mas buscou ajustes possíveis, como diálogo com a escola. Ao entender que não se tratava de má-educação, mas de limite emocional, sua postura mudou. Houve menos confronto e mais tentativa de reorganização: menos atividades no tempo escolar e maior observação do contexto. Por isso, a especialista Aline reforça que compreender o comportamento infantil a partir das necessidades emocionais permite intervenções mais eficazes e respeitosas. Reconhecer a exaustão como um sinal legítimo contribui para o desenvolvimento emocional saudável da criança e para relações mais empáticas no dia a dia.

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