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Fascite plantar: o que é, como identificar e tratar
Fascite Plantar

Fascite plantar: o que é, como identificar e tratar

Dor persistente no calcanhar pode ser fascite plantar, uma inflamação que atinge a fáscia plantar, tecido que liga o calcanhar aos dedos e absorve o impacto de cada passo. A dor ao pisar é o sintoma mais característico da fascite plantar, especialmente nos primeiros passos do dia. “A dor ocorre quando o pé toca o chão pela primeira vez ao acordar,” descreve o ortopedista Gustavo Rocha Santos, da Clínica Movitè. A partir daí, a tendência é piorar após períodos em pé ou caminhadas prolongadas. É comum associar o problema a esporão de calcâneo, mas o médico afirma que, quem tem fascite plantar, nem sempre apresenta a outra condição. Quem sentiu na pele – ou melhor, no calcanhar – o problema foi a auxiliar de limpeza Maristela de Oliveira, 47 anos, de São Paulo. “Achei que era só cansaço, mas cada pisada parecia uma pedrada. A dor persistia, apesar de tudo”, conta ela, que buscou ajuda ao notar que o incômodo não passava mesmo com remédio ou repouso. Como é feito o diagnóstico? Conforme detalha o ortopedista, apalpar o calcanhar, por si só, já é um método eficaz para detectar a inflamação, pois o paciente sente dor ao toque em pontos específicos. Se ainda houver dor intensa ou restar dúvidas, três exames podem ajudar a fechar o diagnóstico: Radiografia, útil para verificar a presença do esporão de calcâneo; Ultrassonografia, que permite visualizar a fáscia plantar; Ressonância magnética, por dar uma visão ainda mais detalhada. É possível tratar fascite plantar sem cirurgia “Alongamento é o ponto-chave para reduzir a sobrecarga da fáscia e aliviar a dor,” explica Gustavo Rocha Santos. Deve incluir a sola do pé, panturrilhas e parte posterior das pernas, trabalhando a mobilidade para reduzir a pressão sobre o calcanhar. Há outros meios necessários para o tratamento: Fisioterapia também é fundamental para fortalecer a região e melhorar a flexibilidade. A paciente Maristela afirma que as sessões às quais se submeteu foram determinantes: “No começo foi difícil, mas depois senti um alívio importante”. Terapias complementares, como ondas de choque e infiltrações, são opções para quem apresenta inflamação persistente. Porém, não são as primeiras, nem as mais comuns recomendações. O uso de palmilhas de silicone ajuda a amortecer o impacto ao caminhar, o que pode reduzir a dor diária. “As palmilhas aliviam a sobrecarga no calcanhar e podem fazer diferença significativa,” garante o especialista. Diante das possibilidades e intervenções, a cirurgia acaba sendo uma manobra rara de tratamento. Aprenda a prevenir a fascite plantar Prevenir a fascite plantar envolve adotar alguns cuidados diários, especialmente para quem trabalha em pé ou pratica esportes de impacto. Alongamento regular é uma das medidas mais recomendadas para evitar a sobrecarga no calcanhar. “O alongamento dos músculos da sola do pé e das pernas reduz a chance de desenvolver a condição,” afirma o ortopedista. O uso de calçados adequados também é essencial. Sapatos com amortecimento ajudam a absorver o impacto dos passos, protegendo a fáscia. Maristela de Oliveira, que segue usando palmilhas especiais para reduzir o impacto no trabalho, vê os benefícios do suporte. “Com as palmilhas, consigo passar o dia em pé com menos dor”, descreve. Portanto, buscar ajuda médica assim que os sintomas surgirem é crucial para prevenir o agravamento da condição e, com o tratamento adequado, é possível conviver com menos dor e mais qualidade de vida.

Corredores experientes dão dicas para corrida segura
Corrida

Corredores experientes dão dicas para corrida segura

O Relatório Anual sobre Tendências de Esportes do aplicativo fitness Strava revela que a corrida foi o esporte mais praticado no mundo em 2024. O levantamento ainda mostra que o Brasil está em segundo nesse ranking com quase 20 milhões de corredores. Mas quais serão os truques desses atletas para correr? Fomos atrás para descobrir. A corrida é uma atividade muito benéfica para a saúde física e psicológica. Porém, exige cuidados especiais para não acabar lesionando os pés, como aconteceu com a psicóloga Tatiane Andrade, corredora amadora desde 2023, que enfrentou uma fascite plantar após algum tempo no esporte. “Na época, fiz acompanhamento com o fisioterapeuta para tratar a condição. Hoje está tudo bem”, conta. “De lá para cá, aprendi algumas coisas importantes: ser assistida por um personal, seguir a planilha de corrida e fazer fortalecimento com musculação”. Mesmo quem é maratonista já teve seu início e aprendeu com isso. O trainer comportamental Cesar Aarão começou a correr aos 40 anos, cerca de uma década atrás, e participa atualmente de uma a duas maratonas por ano. “Dos truques que aprendi, o principal é não pensar apenas no ato de correr, mas de se hidratar, se alimentar, ter uma boa noite de sono e cuidar do corpo. Isso serve para você esteja bem com o treino”, compartilha o maratonista. “Quanto mais você se prepara e tem cuidado, mais o esporte renderá e será prazeroso”. Tatiane Andrade começou a correr após um período difícil de luto e problemas de saúde. "Meus exames estavam péssimos e tanto o meu terapeuta quanto meu médico disseram que era urgente que eu começasse a praticar atividades físicas", lembra. Além de ajudar nas questões físicas dela, a corrida teve impacto positivo em sua saúde mental. A superação também foi o caminho que levou Cesar Aarão de encontro com a modalidade durante uma fase delicada em sua vida em que passava por uma separação e transição de carreira. "A corrida foi um meio que encontrei de me curar e cuidar de mim mesmo. Sempre foi um grande remédio para a minha saúde mental", afirma. Hábitos de quem corre Antes de iniciar a corrida, é fundamental consultar um profissional, como ortopedista ou fisioterapeuta, para checar se não há nenhuma contraindicação para a prática. Com o esporte liberado, deve-se atentar aos cuidados essenciais para prevenir lesões, melhorar a performance e correr com segurança. Tatiane e Cesar dão dicas para corredores amadores a maratonistas: Hidrate os pés antes e depois de correr; Mantenha a pele seca, sem umidade; Aplique produtos relaxantes após os treinos; Corte as unhas regularmente e em formato reto; Fique atento a assaduras, machucados e alergias; Escolha um tênis apropriado; Opte por meias de qualidade, como as de algodão; Vá ao podólogo mensalmente; Sempre tenha acompanhamento profissional; Não ignore dores e lesões.   “Desfrute cada etapa da corrida. O processo é muito legal. Às vezes, estamos focados em resultados, mas apreciar a passagem é importante”, aconselha Cesar. O maratonista ainda incentiva quem está começando a correr: “É um grande autocuidado”. Tatiane concorda e reforça: encontre um esporte e pratique! “O importante é se sentir bem e se cuidar acima de tudo. Pode ter certeza: sua vida muda. Enquanto profissional de saúde mental, percebo os resultados tanto em mim quanto em meus pacientes após práticas regulares de atividade física”, conclui a psicóloga.

O sapo não lava o pé, e você? Confira dicas de higiene!
Cuidado Diário

O sapo não lava o pé, e você? Confira dicas de higiene!

Embora o banho seja essencial para a limpeza dos pés, ele por si só não é suficiente para garantir uma higiene completa e eficaz. Por essa razão, os pés exigem cuidados adicionais para prevenir problemas como odores, infecções e ressecamento da pele. De acordo com a podóloga Kacya Serra, proprietária da PodoHomem, é importante dar atenção a outros passos de limpeza, que incluem boa secagem, esfoliação e hidratação, entre outros. Passo a passo para pés limpos A seguir, a profissional lista e explica as etapas essenciais para a higiene dos pés: 1. Lave e seque corretamente Higiene no banho: use água morna e sabão neutro para lavar os pés, com atenção especial entre os dedos, onde a sujeira e a umidade podem se acumular; Secagem minuciosa: após o banho, seque bem os pés, especialmente entre os dedos, para evitar o crescimento de fungos que podem provocar o pé de atleta. 2. Hidrate-se e cuide das unhas Hidratação adequada: após a secagem, aplique um creme hidratante específico para os pés, evitando a área entre os dedos para não criar um ambiente propício a fungos; Corte reto: mantenha as unhas aparadas de forma reta para prevenir encravamentos e possíveis infecções. 3. Faça esfoliação Quando? Semanalmente, para remover células mortas, melhorar a circulação e manter os pés macios e livres de calosidades. Contudo, deve ser feita com moderação; Benefícios: pele renovada, absorção mais eficaz de hidratantes e aparência mais saudável; Cuidados necessários: use esfoliantes adequados para os pés e hidrate após o procedimento. Não deve-se esfoliar áreas sensíveis ou lesionadas. 4. Acabe com o mau cheiro Causa: o famoso "chulé" é resultado da interação entre suor, bactérias e fungos presentes na pele; Rotina de higiene eficaz: lave e seque bem os pés diariamente. Use produtos específicos: talcos e desodorantes para pés ajudam a controlar a transpiração e o odor. Escolha das meias e calçados: prefira tecidos de algodão e sapatos ventilados, além de trocá-los regularmente. 5. Se o odor persistir… O banho não resolveu? Seque os pés e aplique talco ou desodorante; Fique de olho: inspecione a região em busca de sinais de infecção; Se não melhorar: consulte um podólogo. O mito de "pegar chulé" “O chulé não é algo que se transmite de uma pessoa para outra. Ele ocorre devido ao desequilíbrio de microrganismos nos próprios pés”, afirma Kacya. No entanto, a profissional alerta que infecções como o pé de atleta podem ser transmitidas por contato direto ou superfícies contaminadas. Para prevenir essas condições, a recomendação da especialista é manter a higiene adequada, usar chinelos em locais públicos (como piscinas e vestiários), e visitar o podólogo regularmente, mesmo sem sintomas ou queixas.

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Meu filho quer copiar o cabelo dos amigos. Devo deixar?
Penteados e Produtos

Meu filho quer copiar o cabelo dos amigos. Devo deixar?

Quando o filho pede para fazer o cabelo igual ao dos outros meninos que convive, alguns pais podem se sentir bastante incomodados. A reação costuma vir carregada de julgamentos: “acho feio”, “isso não combina” ou “não gosto desse estilo”. Mas, para a criança, o corte pode significar muito mais do que moda e estética. Flávia Magalhães, empresária e mãe de um menino de 10 anos, viveu essa situação durante a Copa do Mundo de 2022, quando os colegas começaram a copiar os cortes dos jogadores e o filho quis fazer o mesmo. Ela conta que já imaginava que isso aconteceria em algum momento, lembrando da fase em que seu irmão mais novo quis usar o famoso moicano do Neymar. “Há muito tempo é moda copiar o cabelo de jogadores famosos e a Copa amplia isso. Querer fazer um corte com os amigos também pode ter relação com se sentir parte daquele grupo e acho isso bacana”, comenta a mãe. Ela conta que torceu o nariz para alguns estilos, mas acha importante que o menino tenha essa experiência. Pertencimento e identidade Segundo a psicóloga Ana Paula Martins, especialista em educação, a forma de se vestir (e de cortar o cabelo) desempenha papel fundamental na formação da identidade e da autoestima infantil. Isso porque a maneira como a criança se apresenta influencia também como ela se enxerga e como é vista pelo meio em que vive. “Na infância e adolescência, o desejo de copiar colegas pode ser visto como uma fase social normal. Imitar roupas, cortes ou até falas representa, emocionalmente, a busca por aceitação, segurança e pertencimento ao grupo social”, explica a profissional. Fatores externos ajudam a consolidar esse movimento. Normas de pertencimento e referências do ambiente destacam o grupo ao qual a criança quer se vincular, reforçando símbolos visuais (e de aparência) como forma de integração. Nunca diga que é feio Para a especialista, classificar como “feio” algo que o filho gosta pode ter impacto negativo no desenvolvimento emocional. Esse tipo de fala tende a comprometer a autoestima e o senso de identidade, afetando a forma como o garoto passa a se perceber. Portanto, evite: Rotular como “feio”. Desqualificar o gosto da criança. Ironizar ou ridicularizar. Em vez disso, prefira: Perguntar o motivo da escolha. Validar o sentimento antes de opinar. Explicar seus valores com respeito. “O equilíbrio não está entre liberar ou negar tudo, mas em criar um espaço de diálogo sobre valores familiares, negociação e responsabilidade pelas próprias escolhas. A autonomia se sustenta de forma saudável quando há escuta e acolhimento”, reforça a psicóloga Ana Paula Martins. Até onde permitir De forma prática, vale ceder quando o pedido não oferece nenhum perigo. A especialista lembra que o aprendizado vem das vivências e fortalece o desenvolvimento ao longo do crescimento. Nesse sentido, os pais podem avaliar se: a escolha oferece risco físico ou psicológico; fere valores fundamentais da família; é apenas uma experimentação estética temporária; gera espaço para negociação e responsabilidade. A mãe Flávia Magalhães seguiu essa linha ao orientar o filho a escolher com consciência, lembrando que o cabelo levaria um tempo para crescer e não seria possível “colar de volta”. Ainda assim, incentivou a experiência porque, como diz, cabelo cresce e permitir essas escolhas também constrói memórias da infância.

Meu filho de 4 anos não divide brinquedos: como agir?
Adaptação e Ambiente

Meu filho de 4 anos não divide brinquedos: como agir?

Por volta dos quarto ano de vida, a dificuldade de uma criança em dividir brinquedos costuma gerar constrangimento (sobretudo em locais públicos) e dúvidas nos pais. Embora interpretadas como egoísmo ou falta de limite, essas explosões costumam refletir imaturidade emocional própria da idade. Entender essa diferença é o primeiro passo para intervir com equilíbrio. Foi o que aconteceu com a social media Ana Sarah Lima, mãe de um menino de 4 anos. Os episódios começaram depois da entrada na creche e se repetiram nos encontros com primos. Em situações de disputa, ele insistia que o brinquedo era dele e reagia com choro ou resistência quando outra criança se aproximava. “No começo, eu briguei e disse que ele não podia ser egoísta, porque nós não agíamos assim com ele em casa. Depois, percebi que não era algo isolado e que eu precisava mudar a forma de ensiná-lo”, relata. Por que dividir é tão difícil? De acordo com a psicóloga clínica Patricia de Paula Costa, que atua com terapia cognitivo comportamental e atende crianças, esse comportamento é absolutamente esperado nessa fase. É quando o pequeno está no estágio pré-operatório descrito por Piaget, marcado pelo egocentrismo cognitivo. Isso significa que ainda não compreende plenamente o ponto de vista do outro. Não se trata de egoísmo moral, mas de limitação do desenvolvimento. Portanto, o que acontece nesse momento: A noção de reciprocidade ainda está em construção. A autorregulação emocional é imatura. A frustração é vivida de forma intensa e concreta. Não há repertório cognitivo suficiente para esperar ou negociar. “Ensinar a dividir exige paciência, repetição e formas lúdicas de conduzir a birra para que a criança se sinta ajudada, não invadida”, orienta a profissional. Explosão X sinal de alerta Nessa fase, há um descompasso natural entre desejo intenso, linguagem em expansão e capacidade limitada de autorregulação. O pensamento ainda é concreto e dicotômico, ou seja, sem meio-termo – o famoso “é meu” ou “não é justo”. Já o “escândalo” associado à recusa funciona como descarga emocional, não como manipulação intencional. A birra esperada costuma: surgir diante de frustração clara; durar pouco tempo; acontecer principalmente com figuras de apego; cessar após acolhimento ou limite. Enquanto isso, é importante prestar atenção em alguns sinais nas situações que a criança não quer dividir um brinquedo: frequência muito alta e em vários ambientes; agressividade persistente; dificuldade de se reorganizar mesmo após ajuda; prejuízo significativo nas relações sociais; escândalos sem contexto claro de frustração. Segundo a especialista, o critério central para diferenciar é o impacto funcional. Buscar entender se o comportamento está realmente prejudicando o desenvolvimento social e emocional da criança faz toda a diferença neste momento. Como agir no momento de gritaria infantil Vergonha e dúvida invadem a mente dos pais e cuidadores quando uma situação como essa acontece. No entanto, a chave é validar o sentimento e manter o limite. Lembre-se: educação respeitosa não é permissiva. Na prática, isso significa: autorregulação do adulto primeiro; abaixar-se na altura da criança; nomear a emoção; manter o limite com clareza; oferecer alternativa possível; evitar longas explicações racionais; não ceder apenas para cessar o choro. Sim! Ceder para acabar com o escândalo pode reforçar negativamente o comportamento e ensinar a criança a fugir da frustração em vez de aprender a regulá-la. Como ensinar a dividir brinquedos na prática A psicóloga clínica Patricia de Paula Costa reforça que compartilhar é uma habilidade individual e não uma obrigação moral. O comportamento se aprende com modelo, repetição e previsibilidade. E algumas estratégias podem ajudar: ensinar antes do conflito; brincar de revezamento (“minha vez, sua vez”); usar jogos simples que envolvam espera; reforçar positivamente quando a criança aguarda; separar previamente brinquedos que poderão ser compartilhados; criar combinados simples e sustentáveis. Foi o que fizeram Ana Sarah e o marido. Ao perceberem que brigar não funcionava quando o filho de quatro anos não queria dividir nada, eles passaram a encenar situações de divisão em casa, usando brincadeiras para ensinar revezamento. Hoje, o menino ainda tenta não compartilhar em alguns momentos, mas repensa quando recebe uma orientação mais clara e direcionada. “Ensinar a dividir não significa forçar a divisão. A empatia se desenvolve gradualmente e a criança aprende mais pela modelagem do que pelo discurso. O adulto precisa estar disposto a repetir incansavelmente, com calma, até dar certo”, finaliza a psicóloga.

Amamentar a cada 3 horas: até quando é necessário?
Amamentação e Alimentação

Amamentar a cada 3 horas: até quando é necessário?

Nos primeiros dias de vida do bebê, muitas famílias ficam reféns do relógio quando o assunto é amamentação. A orientação padrão de oferecer o peito a cada 3 horas costuma gerar dúvidas, causar ansiedade e até sentimento de culpa. Entender melhor a recomendação médica é o melhor caminho para lidar com essa situação. Na prática, amamentar “de 3 em 3 horas” significa contar o intervalo a partir do início da mamada anterior e não do momento em que ela termina. “Essa recomendação funciona como uma regra de segurança no início da vida para evitar que o bebê fique longos períodos sem se alimentar até recuperar o peso do nascimento”, explica a enfermeira obstetra e consultora de amamentação Meiriele Rodrigues. Esse cuidado faz sentido porque o recém-nascido ainda tem uma capacidade gástrica muito pequena, o leite materno é digerido rapidamente e as mamadas frequentes são fundamentais para estimular e regular a produção de leite da mãe. É como se os primeiros dias “calibrassem” a fábrica materna. Regra não vale para sempre De modo geral, esses intervalos curtos e regulares para mamar só são indicados até o nenê retornar ao peso que nasceu. Isso costuma acontecer entre o 10º e 15º dia de vida. A partir dali, se o recém-nascido estiver saudável, alerta e com bom ganho ponderal, o relógio tende a perder um pouco a importância. Não significa, porém, abandonar os cuidados. Para a profissional, é a hora certa de entender que a amamentação deve seguir mais os sinais que o bebezinho dá do que horários previamente estabelecidos. Já a livre demanda é indicada desde o início, com uma ressalva importante: nas primeiras semanas, ela é “livre” para o bebê pedir, mas a mãe deve ofertar o peito, caso ele durma por tempo prolongado. Com o ganho de peso bem estabelecido, isso muda. Será que meu bebê está mamando o suficiente? Mesmo quando os intervalos entre as mamadas começam a variar, alguns sinais ajudam a confirmar que a amamentação está adequada. Entre os principais, a especialista Meiriele Rodrigues destaca: fraldas de xixi frequentes, claras e bem cheias (geralmente seis ou mais por dia); comportamento de saciedade após a mamada, como soltar o peito espontaneamente e relaxar as mãos; ganho de peso constante nas consultas de acompanhamento com o pediatra. Por outro lado, tentar espaçar demais as mamadas antes do tempo também pode trazer riscos. Vale ficar de olho em: desidratação; letargia (o bebê fica tão fraco que não acorda para pedir leite); dificuldade em engordar. Além disso, a mãe também costuma sofrer com o espaçamento precoce. Diminuição da produção de leite e risco aumentado para mastite e ingurgitamento mamário – o famoso “leite empedrado” – são algumas das consequências. “Peito é fábrica; não, estoque. Quanto mais o bebê mama, mais leite o corpo entende que precisa produzir”, reforça a profissional. Durante a madrugada Acordar o recém-nascido de madrugada para oferecer o peito pode parecer errado, afinal, ele finalmente dormiu. Porém, é uma regra necessária nas primeiras semanas, enquanto os quilos do nascimento ainda não foram recuperados. Normalmente, o intervalo para aleitamento não deve ultrapassar três ou quatro horas, mas quem define é o pediatra. A consultora de amamentação Meiriele Rodrigues lembra que, após essa fase, se tudo estiver bem, não há mais necessidade de despertar o nenê, uma vez que o sono também é essencial para o desenvolvimento neurológico. Para mães que se sentem presas ao relógio, a enfermeira ensina que observar o filho é o melhor caminho. Isso porque, antes mesmo do choro, ele já dá sinais claros de que está com fome, como: levar as mãos à boca; virar a cabeça; ou fazer movimentos de sucção. “Responder a esses sinais torna a amamentação mais fluida, eficiente e menos angustiante”, garante a especialista.

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