Baruel é vencedor do Prêmio ReclameAQUI 2025 na categoria Higiene Pessoal
logo baruel

Ajuda: Perguntas frequentes

Aqui você encontra as principais dúvidas sobre nossos produtos

Escolha as dúvidas por marca:

Entre outros, os nossos repelentes protegem contra as picadas de insetos como o. Proteção de mosquitos testada para espécie Culex Quinquefasciatus e Aedes Aegypti, este último transmissor das doenças Dengue, Zika, e Chikungunya.

Tenys Pé Sabrina Sato

Para mulheres de todos os estilos desfilarem com confiança.
Do salto ao tênis ou da rotina ao treino, a nova linha Tenys Pé Sabrina Sato deixa os pés sequinhos, cheirosos, protegidos e muito bem cuidados!

<? $args['image_alt'] ?? '' ?>

Conheça o Universo do Pé

Esporão de calcâneo dói? Saiba mais sobre a doença
Esporão de Calcâneo

Esporão de calcâneo dói? Saiba mais sobre a doença

O esporão de calcâneo é uma condição que causa desconforto no calcanhar, decorrente da formação de uma proeminência óssea conhecida como osteófito. Essa condição pode ser silenciosa ou desencadear dores intensas, dependendo de fatores como a tensão na fáscia plantar ou no tendão de Aquiles. É um "bico de papagaio" que surge devido ao estresse excessivo nos tecidos ao redor do osso, conforme explica a ortopedista e traumatologista Tania Szejnfeld Mann, chefe do Grupo de Medicina e Cirurgia do Pé e Tornozelo da UNIFESP e membro do Hospital Israelita Albert Einstein. Nem todos os casos de esporão causam dor. “O esporão sem dor não é preocupante, mas quando há muita tensão nos tecidos, ele pode causar desconforto significativo”, explica a médica. Os sintomas incluem sensações de queimadura, fisgadas e dores que pioram ao caminhar ou permanecer longos períodos em pé. O mensageiro Josivan de Farias, 51 anos, enfrentou dificuldades. “No início era só um cansaço nas pernas, mas depois evoluiu para queimação constante e fisgadas. Após uma lesão em um prego, passei a sentir dores tão fortes que não consegui mais pisar no chão”, relata. O diagnóstico é geralmente feito por radiografias do pé e tornozelo, que permitem identificar a formação óssea e confirmar a suspeita de esporão de calcâneo. Causas e prevenção A especialista Tania Szejnfeld Mann afirma que a principal causa do esporão é a sobrecarga na região do calcanhar, provocada por fatores como: Alterações na prática de atividades físicas : mudanças bruscas de intensidade ou frequência, sem preparos adequados, podem sobrecarregar os pés; Falta de flexibilidade e força muscular : a ausência de alongamentos regulares enfraquece os tecidos e aumenta o risco; Uso de calçados inadequados: sapatos sem amortecimento ou com solas rígidas contribuem para o agravamento da pressão nos calcanhares. Traumas locais: pequenas lesões repetitivas ou grandes impactos também estão entre as causas do problema. “Manter boa flexibilidade e força é essencial para evitar sobrecargas – a principal causa do esporão”, acrescenta a médica. Tratamentos mais comuns Após o diagnóstico, a escolha do tratamento para o esporão calcâneo dependerá da gravidade dos sintomas. Entre as principais opções estão: Alongamentos específicos: exercícios para a fáscia plantar e panturrilha ajudam a aliviar a dor e reduzir a tensão nos tecidos; Palmilhas com elevação no calcanhar: proporcionam maior suporte e diminuem a pressão direta na área afetada; Fisioterapia: inclui técnicas de fortalecimento e terapias com ondas de choque para aliviar o desconforto e estimular a recuperação; Medicamentos: analgésicos e anti-inflamatórios podem ser prescritos para o rompimento da dor em fases mais agudas. A ortopedista lembra que, em casos mais graves, quando os tratamentos conservadores não surtem efeito, a cirurgia pode ser considerada, embora seja menos comum. Impactos na qualidade de vida A condição pode afetar diretamente a rotina, sobretudo para aqueles que precisam passar longos períodos em pé ou realizar atividades que envolvam caminhar. Por isso, pode ser necessária uma pausa na rotina para cuidar do quadro. Josivan de Farias, por exemplo, precisou ficar afastado do trabalho por dois meses devido às dores intensas e à dificuldade de locomoção. “Foi difícil. Agora, com o tratamento, consigo retomar minhas atividades, mas sempre com cuidados extras”, conta. Com isso, a recomendação é ir ao médico logo quando os primeiros sintomas surgirem para que o tratamento seja iniciado precocemente, evitando complicações ou dores mais intensas.

Como preservar a mobilidade articular ao longo da vida
Mobilidade Articular

Como preservar a mobilidade articular ao longo da vida

A mobilidade articular, ou seja, a capacidade das articulações de realizar movimentos amplos e eficientes sem causar dor, é um componente essencial para a saúde física e o bem-estar geral. Segundo o fisioterapeuta Gustavo Mondoni, especialista em osteopatia, essa habilidade se refere à capacidade das articulações de realizar movimentos amplos e eficientes sem causar dor. “A mobilidade é indispensável para a realização de atividades diárias, práticas esportivas e exercícios, além de ser uma aliada na prevenção de lesões e no cuidado com as articulações”, explica o profissional. A importância da mobilidade Uma boa mobilidade articular não só facilita movimentos simples, como caminhar ou se abaixar, mas também promove a saúde das articulações e previne problemas futuros. Por outro lado, a falta dela pode levar à fraqueza muscular, tendinites, desgaste articular e até mesmo perda de funções. “Essas limitações podem impactar negativamente a qualidade de vida, dificultando a realização de tarefas diárias e afetando até mesmo o equilíbrio emocional”, alerta Mondoni. Proteja as articulações Para manter as articulações saudáveis ao longo da vida, é essencial adotar hábitos que favoreçam sua preservação. Entre as recomendações do especialista, vale destacar: Prática regular de exercícios físicos: atividades como academia, treinamento funcional e pilates são ótimas para fortalecer a musculatura e proteger as articulações; Exercícios cardiorrespiratórios: caminhadas, corridas e pedaladas ajudam a manter o corpo ativo e saudável em sua totalidade; Treinos específicos de mobilidade: podem ser adaptados à modalidade esportiva da preferência de cada pessoa, melhorando a amplitude de movimento; Aquecimento antes dos exercícios: essencial para preparar as articulações e evitar lesões; Hidratação e alimentação equilibrada: embora indiretamente, esses fatores contribuem para a saúde articular, pois auxiliam na regeneração dos tecidos e no combate à inflamação. Essa prevenção ativa também reduz o risco de complicações relacionadas ao envelhecimento, como artrite. Riscos associados à baixa mobilidade A falta de cuidado com a mobilidade articular pode ter consequências sérias, especialmente se ignorada por longos períodos. Algumas das complicações incluem: Dificuldade em realizar atividades cotidianas, como subir escadas ou agachar; Maior propensão a lesões musculares e articulares; Desgastes articulares e tendinites; Dores crônicas e perda progressiva de função. “Além dos impactos físicos, a perda de mobilidade pode interferir no equilíbrio emocional, já que limitações no dia a dia afetam diretamente a autonomia e a autoestima do paciente”, observa o fisioterapeuta. Mobilidade para cada estilo de vida É importante lembrar que não há necessidade de mobilidade extrema, como a de ginastas. O mais relevante é que as articulações permitam uma movimentação confortável e suficiente para a prática de exercícios regulares e atividades diárias. “Cada pessoa deve buscar um nível de mobilidade que esteja alinhado ao seu estilo de vida e às suas demandas físicas. O importante é se movimentar e cuidar do corpo de forma preventiva”, conclui o especialista.

Biomecânica do pé geriátrico: degeneração natural e desafios funcionais
Biomecânica

Biomecânica do pé geriátrico: degeneração natural e desafios funcionais

O processo de envelhecimento impacta profundamente a biomecânica do sistema musculoesquelético — e, entre as estruturas mais afetadas, está o pé. Ele deixa de ser apenas base e suporte: torna-se reflexo direto da perda de função global. Entender a biomecânica do pé geriátrico é compreender um território onde senescência, sarcopenia e senilidade se entrelaçam e redefinem o modo como o corpo se relaciona com o chão. A senescência, processo natural de envelhecimento biológico, impõe alterações progressivas nos tecidos do pé. Tecidos conjuntivos tornam-se menos elásticos, articulações perdem mobilidade, e há uma redução na produção de líquido sinovial. Esses fatores combinados levam à rigidez articular e à diminuição da capacidade adaptativa durante o apoio, prejudicando os mecanismos naturais de amortecimento e propulsão. Já a sarcopenia, caracterizada pela perda progressiva de massa muscular e força, tem impacto direto na sustentação e estabilidade dos pés. Com menor ativação dos músculos intrínsecos e extrínsecos do pé, a estrutura perde sustentação ativa, favorecendo colapsos, como a queda do arco longitudinal medial e o aumento da base de apoio como tentativa compensatória. A instabilidade decorrente da sarcopenia aumenta o risco de quedas — uma das principais causas de morbidade em idosos —, além de alterar padrões de marcha e gerar sobrecargas articulares nos tornozelos, joelhos e quadris. No campo da senilidade, que compreende o envelhecimento patológico, encontramos uma condição ainda mais complexa. Alterações cognitivas e neurológicas podem comprometer os ajustes motores finos, o controle postural e a propriocepção, agravando disfunções já presentes. A falta de coordenação motora fina e a resposta postural tardia intensificam o desequilíbrio e a insegurança na locomoção, fazendo com que o pé deixe de cumprir seu papel adaptativo e dinâmico no ciclo da marcha. Do ponto de vista biomecânico, o pé geriátrico costuma apresentar: Redução da mobilidade em articulações como o hálux (podendo resultar em hallux limitus); Rigidez do tornozelo, especialmente na dorsiflexão, prejudicando a fase de apoio médio e impulsão; Redistribuição de cargas plantares com aumento de pressão em regiões como o antepé ou calcâneo; Enfraquecimento dos músculos plantares e perda do controle intrínseco, afetando o equilíbrio em superfícies irregulares; Alterações no padrão da marcha, como menor tempo de apoio unipodal, redução da velocidade de passada e aumento do tempo de dupla base.   Essas mudanças biomecânicas impactam não apenas o deslocamento, mas também a autonomia funcional, a qualidade de vida e a prevenção de lesões, como calosidades, úlceras por pressão e quedas. Por isso, uma avaliação biomecânica geriátrica exige sensibilidade, conhecimento técnico e olhar integral. Não basta observar a pisada — é preciso compreender a fisiologia do envelhecimento e suas repercussões no movimento. Somente assim é possível propor estratégias de cuidado que envolvam desde o uso de palmilhas personalizadas até programas de fortalecimento e estímulo neuromotor, respeitando a complexidade de cada indivíduo.

Acessar o Universo do Pé

Conheça o Universo Infantil

Participar da troca de fraldas gera autonomia e confiança
Troca e Fraldas

Participar da troca de fraldas gera autonomia e confiança

Chega um momento em que a criança deixa de ser apenas cuidada e passa a querer participar da própria rotina. Durante a troca de fralda, começam a avisar que fizeram cocô, querem escolher a fralda ou tentar ajudar a fechar o adesivo do item. Isso até pode parecer detalhe no dia a dia, mas tem ligação direta com a autonomia. A psicóloga Anastacia Brum explica que esse movimento costuma surgir entre 1 ano e meio e 3 anos de idade. Nesse período, a criança começa a demonstrar maior interesse pelos próprios cuidados e, também, pelo que acontece com seu corpo. “Esse comportamento sinaliza dois avanços importantes. O primeiro é o aumento da consciência corporal. Já o segundo é o fortalecimento da autonomia. A criança começa a perceber que tem vontades, preferências e que pode participar do que acontece com ela”, detalha. Os pequenos gestos já importam Quando a criança avisa que a fralda está suja, quer escolher qual modelo de fralda usar ou tentar colaborar durante a troca, ela está experimentando um novo lugar na rotina: o de participante ativa. Isso indica que está deixando a posição de total dependência e começando a construir protagonismo. De acordo com Anastacia, essas pequenas participações ajudam a desenvolver percepções importantes sobre si mesma. Ao notar que consegue colaborar e que o adulto confia em sua participação, a criança começa a formar ideias internas como: “eu consigo” e “minha ajuda é importante”. “A autoconfiança nasce da experiência concreta, não apenas de palavras de incentivo. Pequenas conquistas do cotidiano ajudam a construir uma base interna de segurança que será importante ao longo do desenvolvimento”, afirma a psicóloga. Organização e previsibilidade Para que a troca de fralda continue sendo um momento tranquilo mesmo com essa nova participação, a organização da rotina faz diferença. A orientadora parental e neuropsicóloga Bruna Vitorelli, da Mental One, reforça que a previsibilidade ajuda os pequenos a entenderem o que está acontecendo. Um bom exemplo disso é narrar as ações desde cedo, explicando o que está sendo feito durante os cuidados. Isso ajuda na compreensão da sequência e dá mais segurança. Afinal, na primeira infância, habilidades como planejamento, organização e autocontrole ainda estão em desenvolvimento. “Criar uma pequena rotina com começo, meio e fim previsíveis e oferecer uma tarefa simples e clara ajuda a criança a colaborar. Quando há previsibilidade, o cérebro reduz o estado de alerta e aumenta a chance de cooperação”, orienta a especialista. Pequenas tarefas geram autonomia É importante lembrar que participar da troca não significa que a criança precisa fazer tudo sozinha. Pequenas tarefas já são suficientes para estimular autonomia e senso de participação. Entre as possibilidades de ações simples estão: escolher qual fralda pegar; levar a fralda até o trocador; abrir o pacote de lenços umedecidos; jogar a fralda usada no lixo; colocar uma peça de roupa no cesto. Mesmo quando a ajuda ainda não é totalmente funcional, a intenção de participar indica desenvolvimento social e motivacional. “O ideal é validar a tentativa da criança, adaptar a tarefa e manter um clima de cooperação. Esses momentos cotidianos são oportunidades importantes de aprendizagem”, diz a orientadora Bruna Vitorelli. Outro ponto é que esse tipo de resposta fortalece a autoeficácia, conceito da psicologia do desenvolvimento ligado à confiança nas próprias capacidades.

Cabelo comprido: meu filho quer, os avós criticam. E agora?
Penteados e Produtos

Cabelo comprido: meu filho quer, os avós criticam. E agora?

Quando uma criança ou adolescente decide deixar o cabelo crescer, a escolha pode parecer simples, afinal, é só uma mudança no visual. Mas, dentro da família, o assunto às vezes vira motivo de crítica, desconforto e até conflito entre gerações. Muitos pais acabam no dilema entre respeitar a vontade do filho e lidar com a opinião dos avós. Foi o que aconteceu com a assessora de imprensa Ioná Ribeiro, de 36 anos, quando o filho adolescente decidiu assumir um estilo mais roqueiro e deixar o cabelo crescer. A reação dos avós foi imediata, intensa e bastante negativa. “Eu fui a única que sustentei a decisão do meu filho, porque meu marido também foi contra. Mas ele não estava fazendo mal a ninguém. Era uma escolha de estilo, coisa de adolescente que está se descobrindo”, conta a mãe. Quando o visual vira questão geracional Conforme explica a psicóloga Taís Almeida, escolhas que parecem simples para os pais e para a própria criança muitas vezes ativam questões mais profundas em familiares mais velhos. Isso acontece porque cada geração foi educada dentro de valores e normas sociais diferentes, sobretudo em relação à aparência, gênero e disciplina. “Para muitos avós, a aparência da criança está diretamente associada à ideia de boa educação ou até de respeito. Mudanças que fogem do padrão que consideram adequado podem gerar desconforto ou preocupação, mesmo que não exista um problema real”, observa a especialista. Ela acrescenta que familiares de gerações anteriores cresceram em contextos com menos espaço para expressão individual. Quando veem uma criança exercendo autonomia, isso pode soar como permissividade ou falta de limites, ainda que esteja dentro de um desenvolvimento saudável. Por trás das críticas Na maioria das vezes, as falas dos avós não nascem da intenção de ferir, mas de um conjunto de fatores emocionais e culturais. Entre os principais estão: preocupação genuína com possíveis críticas ou bullying; valores mais rígidos sobre aparência e papéis de gênero; dificuldade em lidar com a mudança de papéis dentro da família; medo do julgamento social sobre a imagem familiar. “Comentários repetidos começam a moldar a forma como a criança se enxerga. Quando a crítica é frequente, pode gerar insegurança, vergonha ou medo excessivo de julgamento”, pontua a psicóloga Taís Almeida. Compreender essas camadas ajuda os pais a responderem com mais serenidade, sem transformar a situação em confronto, mas também sem abrir mão de decisões que favoreçam o desenvolvimento emocional da criança. Proteger a autonomia sem romper vínculos Permitir pequenas escolhas apropriadas à idade, como o estilo do cabelo, contribui para a construção da identidade, da autoestima e da sensação de pertencimento ao próprio corpo. No entanto, autonomia não significa ausência de limites: a liberdade saudável acontece em um ambiente seguro e com regras claras. Quando os pais sustentam a decisão com firmeza e respeito, transmitem uma mensagem clara de proteção emocional. “Reconhecer a intenção do familiar e, ao mesmo tempo, reafirmar o papel parental ajuda a estabelecer limites sem desqualificar o outro”, orienta a profissional. Foi justamente essa postura que a mãe Ioná adotou ao conversar com os avós. “Falei que respeito o gosto deles e que deveriam respeitar o do meu filho. Não precisam gostar nem fazer igual, mas não falarão coisas que possam machucá-lo. Dali para frente, o assunto não entrou mais em pauta”, relata, sem arrependimentos.

Meu bebê chora muito para dormir. É normal?
Choro

Meu bebê chora muito para dormir. É normal?

A privação de sono de pais e cuidadores é um dos maiores desafios após a chegada do bebê e esses episódios tendem a se intensificar quando os choros noturnos começam. Será dor, uma fase normal do desenvolvimento ou algum problema de saúde? Entre dúvidas, inseguranças e tentativas, vale investigar o que está acontecendo. Meia hora dormindo e outras muitas horas acordada, chorando. Assim era a rotina de três meses da filha de Ana Cristina. Mãe de primeira viagem, ela tentou de tudo: canção de ninar, luzes baixas, ruído branco, difusor de óleo essencial, banho relaxante e até reorganização dos móveis do quarto da menina, mas nada resolveu. “Fiquei muito preocupada com as crises de choro e quis investigar absolutamente todas as possibilidades: dor, doença, algum distúrbio”, conta. Só depois de conversar com a pediatra e descartar problemas de saúde, entendeu que se tratava de um salto de desenvolvimento, típico dessa faixa etária. O que é esperado no sono do bebê Recém-nascidos adormecem no chamado sono “ativo”, caracterizado por padrões respiratórios e cardíacos irregulares, tônus muscular diminuído, olhos fechados e manifestações como choro, sorrisos ou gemidos, conforme explica a pediatra Clery Gallacci, do Hospital e Maternidade Santa Joana. Esse comportamento ocupa cerca de 60% do tempo dos recém-nascidos a termo (dentro do prazo esperado) e pode chegar até 80% a 90% entre os prematuros. Segundo a médica, essa característica está relacionada à imaturidade do sistema nervoso central nas primeiras semanas de vida. O choro, portanto, pode fazer parte dessa adaptação neurológica. Ao nascer, o bebê tem um sono polifásico, ou seja, dorme de oito a dez vezes ao longo do dia, e isso naturalmente leva a mais episódios de choro. Apesar de diferente, essa organização é fundamental para o desenvolvimento e a plasticidade do cérebro dele. Mas as coisas mudam a partir do primeiro mês, com mais horas de sono noturno. Pistas e causas O choro pode ser uma boa dica para entender o que está acontecendo, já que o timbre muda conforme a situação. Quando está mais agudo, reflete dor ou desconforto, por exemplo. Por isso, os cuidadores devem observar esse padrão ao longo dos dias para reconhecer diferenças importantes. Além disso, o sono infantil também sofre influência de: ruídos ambientais; temperaturas extremas; rotinas; interação social; fome (mamadas inadequadas); dor; secreção hormonal. “Os despertares noturnos também variam de acordo com a maturidade: cerca de 50% dos lactentes aos nove meses apresentam despertares e entre 20% e 40% podem mantê-los entre 12 e 24 meses”, destaca a pediatra Clery Gallacci. Como lidar com o choro pré-sono A especialista lista medidas que podem colaborar para um sono mais tranquilo: manter rotina diária bem estabelecida com mamadas, banhos etc.; diminuir a luz artificial ao anoitecer; oferecer ambiente familiar calmo; garantir temperatura adequada do ambiente e do bebê; evitar estímulos de telas, luz e som nas primeiras semanas, caso o bebê durma no mesmo ambiente que o adulto; a partir do sexto mês, incentivar o bebê a dormir sozinho no berço. Em caso de dúvida ou se nenhuma estratégia surtir efeito, os responsáveis devem consultar o pediatra. O acompanhamento profissional é fundamental para descartar causas mais graves e orientar o melhor caminho. No caso da mamãe Ana Cristina, mesmo relutante por medo de julgamentos, o que resolveu foi a cama compartilhada, com extensor. Hoje, com a situação controlada, ela garante: essa fase vai passar. “Investigue mesmo que digam que é exagero. Tente tudo o que achar que vale a pena, independentemente do que acharem”, aconselha.

Acessar o Universo Infantil

Tenys Pé Baruel nas redes

Acompanhe nossas novidades e promoções