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Como desinfectar tênis e meias para evitar frieiras
Frieira e Micose

Como desinfectar tênis e meias para evitar frieiras

Coceira, descamação, rachaduras entre os dedos e mau cheiro podem indicar o início de uma frieira. Além de tratar os pés, desinfetar corretamente tênis e meias também é essencial para evitar a multiplicação de fungos e até reinfecções. Nerivalda Lima, treinadora da OMO Lavanderia, explica que os calçados costumam criar um ambiente propício para a proliferação de microrganismos porque o pé passa horas dentro de um espaço fechado, quente e úmido. “Na prática, é como se o pé ficasse abafado o dia todo. O suor e o calor favorecem odores, micoses e outras condições, como a frieira”, afirma a especialista em limpeza. Passo a passo para desinfectar os tênis Para evitar o acúmulo de fungos e bactérias nos tênis, Nerivalda orienta um passo a passo simples de desinfecção: não guarde o tênis imediatamente ao chegar em casa; deixe o calçado ventilar em local arejado; limpe a parte interna com pano úmido e desinfetante indicado para vestuário; deixe secar naturalmente; aplique sprays ou pós antissépticos; evite usar o mesmo par todos os dias. Além do tempo de uso, os materiais e tipos dos tênis fazem diferença. Modelos muito fechados, rígidos ou de plástico dificultam a respiração da pele e retêm mais suor. Já tecidos leves, com telas ou furinhos ajudam na circulação e reduzem a umidade. Meias precisam de atenção Não adianta desinfectar os pares de sapato e esquecer das meias. Afinal, elas absorvem o suor diretamente da pele. Se ficam úmidas por muito tempo, também favorecem a propagação de microrganismos. Para essas peças, a especialista em higienização recomenda: não deixe as meias enroladas no cesto ainda molhadas; abra os pares antes de lavar ou secar para evitar umidade no tecido; faça uma pré-lavagem de 10 minutos com água e detergente ou sabão; priorize modelos de algodão com maior absorção de suor; não reutilize peças sem lavagem adequada. “Mesmo quem mantém bons hábitos de higiene está sujeito a esse cenário, simplesmente pelo tempo prolongado de uso. Por isso, é fundamental adotar cuidados regulares com ventilação e higienização”, reforça a profissional. Frieira volta sem desinfecção correta Já a podóloga Sheila Cristina Alves pontua que a frieira é um tipo de micose que costuma surgir principalmente entre os dedos dos pés. Coceira, ardência, descamação, rachaduras e pele esbranquiçada são alguns dos sinais mais comuns. Inclusive, a condição recebeu o nome de “pé de atleta” justamente por aparecer em pessoas que transpiram bastante nos pés e usam tênis fechados por longos períodos, como esportistas e praticantes de atividades físicas. “Em casos recorrentes, a desinfecção do calçado tem papel importante no controle da infecção. Às vezes, a pessoa trata o pé, mas continua usando o mesmo tênis ou a mesma meia contaminada, e acaba se reinfectando”, alerta a podóloga. Por último, Nerivalda Lima completa que, além da manutenção em casa, higienizações profissionais podem ser necessárias. Em serviços especializados, o processo considera o tipo de material do tênis e pode incluir tecnologias específicas, como controle de temperatura e luz UV.

Autoexame diário dos pés: como, quem e por que fazer?
Cuidado Diário

Autoexame diário dos pés: como, quem e por que fazer?

O cuidado prévio é uma das principais medidas de prevenção para o pé diabético, uma complicação grave e evitável. O autoexame diário, simples e rápido, pode fazer diferença entre uma pequena ferida e uma infecção severa. Segundo a endocrinologista Patrícia Gomes, diretora da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP), o excesso de glicose no sangue é capaz de danificar os nervos e os vasos dos pés, levando à perda de sensibilidade. “Quem tem diabetes pode não perceber ferimentos e há chance de isso evoluir para infecções graves e até amputações. O autoexame diário permite detectar precocemente qualquer alteração e agir rapidamente”, explica a médica. Quem tem a mesma opinião é a também endocrinologista Lorena Amato, doutora pela USP. Para ela, o autoexame é uma prática indispensável entre os pacientes diabéticos, mesmo os que não apresentam alterações aparentes. “Todos devem olhar os pés diariamente. Quem tem dificuldade de se abaixar pode usar um espelho ou pedir ajuda. Se notar vermelhidão, ferida ou calor diferente em alguma área, deve procurar um médico imediatamente”, orienta a especialista. O que observar nos pés Durante o autoexame diário, é essencial procurar por alterações visíveis e sutis. As profissionais destacam principalmente: Feridas, bolhas, rachaduras ou cortes, mesmo que pequenos; Mudanças na coloração da pele, como vermelhidão, manchas escuras ou palidez; Áreas mais quentes ou mais frias do que o normal; Unhas encravadas, deformadas ou com micose; Calosidades e espessamento da pele. Se houver qualquer sinal de alteração, a avaliação médica deve ser imediata, afinal, o tempo é um fator determinante para evitar infecções, sobretudo em diabéticos. Atenção à sensibilidade Lorena Amato ressalta que um dos primeiros sinais de risco é a perda da sensibilidade, chamada de neuropatia periférica, que pode surgir aos poucos, com sintomas como: Formigamento, queimação ou dormência; Sensação de “andar em algodão”; Dificuldade em perceber calor, frio ou dor. Já Patrícia Gomes observa que uma maneira simples de testar é tocar diferentes partes dos pés com os dedos ou com um algodão. “Se a pessoa não sentir o toque ou não perceber diferença entre um pé e outro, é fundamental procurar avaliação médica.” Passo a passo do autoexame Além de observar, é importante saber como fazer o exame de maneira correta e segura. Abaixo, as endocrinologistas ensinam: Escolha um local bem iluminado e sente-se confortavelmente; Use um espelho para ver a planta dos pés ou peça ajuda a alguém; Examine entre os dedos e ao redor das unhas; Verifique se há feridas, bolhas ou secreções; Mantenha os pés sempre limpos, secos e hidratados (sem creme entre os dedos); Corte as unhas no formato reto e evite remover cutículas ou calos em casa; Nunca ande descalço, nem dentro de casa. Esses cuidados diários, somados ao acompanhamento profissional, reduzem o risco de complicações e melhoram a circulação e a cicatrização. De acordo com Lorena, controlar o diabetes é o primeiro passo para prevenir quaisquer complicações. “Quanto melhor for o controle da glicemia, menor o risco de desenvolver neuropatia e alterações circulatórias”, reforça. Ela ainda recomenda o uso de meias de algodão e sem costura, além de calçados confortáveis, sem pontos de atrito na pele. E alerta: fatores como tabagismo, má circulação, deformidades nos pés e sapatos inadequados aumentam o risco de complicações. Um alerta importante: as duas especialistas reforçam que o pé diabético é evitável em grande parte dos casos. “Entre 50% e 70% das amputações não traumáticas estão relacionadas ao diabetes, e muitas poderiam ser evitadas com informação e cuidado”, conclui Lorena.

6 dicas para evitar frieira no pé
Frieira e Micose

6 dicas para evitar frieira no pé

Com alguns cuidados simples no dia a dia, dá para prevenir a frieira no pé, também conhecida como pé de atleta. Saiba quais são eles. Será que dá para evitar a frieira no pé? Dá, sim, e a melhor maneira de fazer isso é manter essa região sempre bem seca, principalmente entre os dedos, afirma Armando Bega, podólogo responsável pelo Instituto Científico de Podologia, presidente da Associação Brasileira de Podólogos e especialista em Podiatria. Tudo começa ao sair do chuveiro. “Após o banho, é superimportante secar os pés para evitar a frieira que dá entre os dedos”, reforça o podólogo Magno Queiroz, CEO do Grupo São Camilo. Isso porque a umidade, combinada com calor e com os fungos que vivem naturalmente na nossa pele, favorece o aparecimento da frieira (ou pé de atleta). Ao longo do dia, quando suamos muito nos pés ou não secamos bem entre os dedos, essa umidade persiste, e os fungos aproveitam essa condição para se multiplicar em excesso, causando essa infecção. O mesmo pode acontecer quando passamos muito tempo com calçados fechados e meias feitas de tecidos sintéticos, que não absorvem a transpiração. “É preciso tomar cuidado com os calçados esportivos, como chuteiras, e com as meias finas feitas de material sintético”, diz Bega. “É melhor usar meias de algodão e calçados de materiais não sintéticos.” Com esses e outros cuidados simples com os pés no dia a dia, podemos evitar o aparecimento das frieiras. “Para completar a prevenção, usar um talco antisséptico para os pés ajuda, especialmente quando ele tem agentes antimicrobianos”, explica Bega. “O antisséptico em aerossol também pode ser utilizado. O importante é associar o uso desses produtos à higiene dos pés.” Dicas para prevenir a frieira no pé Ao sair do banho, seque bem a região entre os dedos com a toalha, pois os fungos adoram umidade; Aplique o desodorante para os pés para controlar a transpiração; se você transpira muito nos pés, prefira o desodorante em forma de talco, que absorve mais umidade; Use calçados e meias feitos de materiais que absorvem a transpiração (como o algodão) sempre que possível; Ao usar o chuveiro da academia ou de outros espaços compartilhados, calce chinelos para evitar a contaminação pelo piso; Se for possível, seque sua toalha no sol ou em local arejado para que ela não fique úmida, pois isso favorece os fungos; Quem sua muito nos pés pode fazer, uma vez por semana, um escalda-pés com água morna e 50 ml de vinagre 6% por 5 minutos para prevenir a frieira.

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Minha filha de 1 ano quase não tem cabelo. É normal?
Primeiros Fios

Minha filha de 1 ano quase não tem cabelo. É normal?

Alguns pais ficam preocupados quando o bebê completa o primeiro ano de vida e apresenta poucos fios de cabelo. Além da frustração de quem idealizou penteados e da comparação com outras crianças mais cabeludas, surge o medo de aquilo indicar algo grave. Mas vale saber que normalmente essa situação faz parte do desenvolvimento natural. Conforme explica a dermatologista Luiza Turner, da clínica Total Kids, é bastante comum que crianças nessa idade ainda tenham menos cabelo aparente. Isso acontece porque as estruturas responsáveis pelo crescimento do cabelo, conhecidas como folículos capilares, ainda estão em fase de maturação. “Na grande maioria dos casos, ter poucos fios é completamente normal e não representa doença. O crescimento capilar infantil é gradual, e cada criança tem o seu próprio ritmo”, assegura a especialista. Bebês com menos cabelo Sem uma regra universal, a quantidade de fios e o próprio crescimento deles varia para cada pessoinha. Enquanto alguns bebês nascem cabeludos, outros apresentam fios bem fininhos ou até menos cabelo durante o primeiro ano de vida. Segundo a médica, essa diferença costuma estar relacionada a fatores individuais, como genética familiar, espessura natural do fio, etnia e fase do ciclo capilar. Em muitos casos, inclusive, a genética explica boa parte dessas diferenças. Se os pais tiveram pouco cabelo na infância, por exemplo, é bastante provável que a criança apresente um padrão semelhante. Quando é hora de investigar “A recomendação é aguardar até os dois anos de idade para investigar crescimento capilar reduzido, desde que a criança esteja saudável e sem sinais associados”, orienta a especialista Luiza Turner. Mas existem alguns sinais que merecem atenção: áreas completamente sem cabelo (falhas bem definidas); queda de cabelo progressiva; lesões ou descamação no couro cabeludo; alterações no desenvolvimento. Nesses casos, a avaliação médica com pediatra ou dermatologista pode tirar dúvidas, tranquilizar a família e investigar possíveis alterações dermatológicas, genéticas ou nutricionais, se necessário. Adote só cuidados comprovados Mesmo quando o bebê tem poucos fios, alguns cuidados simples ajudam a manter o couro cabeludo saudável durante essa fase. O mais importante é manter hábitos básicos e evitar práticas que possam prejudicar o crescimento capilar. A dermatologista também recomenda: manter uma alimentação equilibrada; realizar a higiene adequada com shampoo infantil suave; evitar tração excessiva nos cabelos, como penteados apertados ou uso frequente de elásticos; não utilizar produtos químicos. “Raspar o cabelo ou usar produtos que prometem ‘fortalecer’ os fios não altera a espessura, a velocidade de crescimento ou o número de cabelos. Isso ocorre de forma fisiológica com o desenvolvimento da criança”, reforça Luiza.

Meu filho já se compara com os colegas. E ele tem só 8 anos
Comportamento

Meu filho já se compara com os colegas. E ele tem só 8 anos

Se uma criança começa a dizer que o colega é melhor, mais bonito ou que “todo mundo tem” algo e ela não, muitos pais se preocupam. A sensação é de que a comparação chegou cedo demais e pode impactar a autoestima e a autoconfiança. Para saber como lidar com os episódios, é preciso entender o comportamento antes. A coordenadora pedagógica Isabel Marconcin, da educação infantil e ensino fundamental I do Colégio Bom Jesus, alerta que é importante ter cautela antes de classificar o comportamento como comparação propriamente dita. Isso porque, na primeira infância, existe um movimento mais natural, a imitação. “Crianças pequenas costumam imitar o comportamento de adultos e até mesmo de outras crianças. Elas observam, aprendem e reproduzem. Podem querer usar o cabelo como a professora, caminhar como o avô ou cantarolar porque viram alguém fazendo isso”, afirma a educadora. Quando a comparação preocupa Na infância, as referências vêm de diferentes contextos: da escola, das falas em casa, telas e até entre irmãos. Já o impacto disso depende da frequência e de como acontece. Quando a comparação é recorrente e estimulada por adultos, pode passar a impressão de que a criança não é suficiente e deve melhorar para ter amor e aprovação. Mas comparar também pode ser, na verdade, uma estratégia dos pequenos para conseguirem o que desejam. Segundo Isabel, esse argumento de negociação infantil é visto em frases como “a mãe do fulano deixa” ou “o fulano tem celular”, usadas para tentar convencer os pais e não, necessariamente, como sinal de baixa autoestima. “Nesses casos, sentar e conversar de forma clara ajuda a criança pequena a compreender as opções da família e a entender que dizer ‘não’ também é um ato de amor e de cuidado”, orienta a coordenadora pedagógica. O papel do desenvolvimento A evolução também pode estar por trás desses episódios. Conforme destaca a pediatra Nicole Biral Klas, do departamento de saúde escolar do Colégio Bom Jesus, a comparação passa a fazer parte do desenvolvimento social em determinado momento. “A partir dos 7 ou 8 anos, a criança começa a desenvolver a percepção social. Ela passa a entender que faz parte de um grupo e, naturalmente, começa a perceber as semelhanças e diferenças entre ela e os demais. Nessa idade, a comparação faz parte da construção da identidade”, avalia a médica. Assim, comparações pontuais fazem parte da experiência humana. O alerta só deve surgir quando esse comportamento for frequente, intenso e vir acompanhado de: sofrimento emocional; desistência de tarefas; autocrítica elevada; isolamento; frases como “eu não vou conseguir” ou “eu sou burro”; fuga de situações sociais; sintomas físicos antes de ir à escola, como dor de barriga; mudanças no apetite ou no sono após situações que geram comparação. Nesses casos, é importante investigar o que está acontecendo e buscar apoio profissional, como a própria escola ou um psicólogo especialista em crianças. Como os adultos podem agir As especialistas listam algumas atitudes que ajudam a reduzir o impacto da comparação e fortalecer a autoestima: validar o sentimento da criança sem reforçar a lógica comparativa; evitar frases como “você é melhor que ele”, pois mantêm a comparação; valorizar o esforço e o comportamento, e não apenas o resultado; reservar tempo de qualidade para vínculo, escuta e acolhimento; observar sinais como apatia, irritabilidade, isolamento ou desistência constante. “Em vez de elogiar características como ‘você é muito inteligente’, é mais saudável reconhecer o esforço e o comportamento da criança. Caso não tenha tido sucesso, mas tenha se esforçado, é importante valorizar o progresso e encorajá-la a tentar novamente”, orienta a pediatra Nicole Biral Klas. Já a coordenadora pedagógica Isabel Marconcin lembra que regras e limites também são importantes, mas devem estar atrelados a um ambiente seguro e estável, com um adulto que acolhe e acalma. “Crianças precisam se sentir vistas, escutadas, valorizadas e amadas. O vínculo é a base da regulação emocional”, finaliza.

Tédio na infância também é aprendizado e estímulo
Brincadeiras

Tédio na infância também é aprendizado e estímulo

Quando a criança diz que “não tem nada para fazer”, muitos adultos interpretam isso como um sinal de falha. Surge a tentação de oferecer uma tela, sugerir uma atividade ou preencher o silêncio rapidamente. Mas o tédio não significa ausência de estímulo: é uma pausa necessária para que algo novo surja. Vamos entender mais? Para a psicopedagoga e escritora Paula Furtado, o tédio é um estado de transição importante para o desenvolvimento infantil. Ele acontece quando não há um estímulo externo imediato e a criança precisa olhar para dentro e para o entorno para criar algo próprio. Esse “vazio” é, na verdade, um terreno fértil para imaginação e iniciativa. “O tédio é uma pausa que permite inventar. É nele que surgem a criatividade, a autonomia e a capacidade de brincar sozinha. Quando o adulto sustenta esse momento, ele está oferecendo uma oportunidade de crescimento emocional”, explica a profissional. Por que o tédio incomoda adultos Muitos pais e cuidadores sentem desconforto ao ver a criança entediada, porque associam o estado de pausa à negligência ou perda de tempo. A sensação de que é preciso entreter a qualquer instante pode despertar culpa, ansiedade ou a impressão de que algo está errado. Na prática, muitas vezes o adulto tenta silenciar o próprio incômodo. Só que o tédio saudável favorece habilidades fundamentais para a vida adulta. Isso porque ajuda o pequeno a: desenvolver criatividade ao inventar brincadeiras; fortalecer a autonomia ao decidir o que fazer; exercitar a autorregulação ao tolerar frustração e espera; construir iniciativa sem depender do responsável.   Esse processo não é simples. Pelo contrário, é inquieto e transitório. As crianças podem circular pela casa, observar objetos e até reclamar que estão sem ideias. Mas essa fase passa: depois dela, surge a brincadeira espontânea, um sinal de que o estado foi atravessado da forma mais saudável possível. Sinais de alerta O tédio deixa de ser positivo quando se torna persistente e acompanhado de sofrimento emocional. Alguns sinais chamam atenção para a necessidade de maior atenção e vínculo entre criança e adulto: apatia constante; tristeza frequente; isolamento excessivo; irritabilidade intensa; comportamentos regressivos.   Outro risco aparece quando a tela é oferecida como resposta automática ao vazio. Se o estímulo digital entra sempre como solução imediata, a criança deixa de aprender a atravessar o próprio tédio, prejudicando atenção, tolerância à frustração e imaginação. “Usar a tela constantemente pode, a longo prazo, empobrecer o brincar e dificultar a construção da autonomia emocional”, pontua a psicopedagoga Paula Furtado. Como não recorrer à tela Sustentar o tédio não significa abandonar a criança, mas confiar no processo. Frases simples como “pode ser chato mesmo” ou “veja o que você consegue inventar” ajudam a validar o sentimento sem resolver imediatamente a situação. Outras estratégias que favorecem esse atravessamento são: oferecer objetos não estruturados, como caixas, tecidos, papéis ou massinha; manter menos brinquedos disponíveis ao mesmo tempo; fazer convites abertos, como “o que daria para fazer com isso?”; estabelecer tempos claros para tela e, também, para ócio.   Paula reforça que o equilíbrio está na intenção. A tela pode existir, mas não como solução automática. Afinal, o tédio não é um problema a ser corrigido: é uma etapa a ser vivida. “Quando o adulto sustenta esse espaço com presença e confiança, a criança descobre ser capaz de criar sentido por conta própria”, finaliza.

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