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Ter calos e joanetes ao mesmo tempo não é coincidência
Calo e Calosidade

Ter calos e joanetes ao mesmo tempo não é coincidência

Em pessoas que apresentam joanete, os calos não surgem por acaso. A condição altera a base de apoio do pé, concentra a pressão em pontos específicos e favorece o aparecimento recorrente de calos que, por sua vez, tendem a voltar quando apenas a calosidade é tratada, sem corrigir a causa do problema. Embora costumem aparecer juntos, calos e joanetes não são a mesma coisa. Os calos são áreas de pele mais espessa, formadas pela pressão e pelo atrito repetidos. Já o joanete é uma deformidade óssea na base do dedão, em que o osso se projeta e o dedo se desvia. A podóloga Francisca Sousa lembra que a relação entre os dois não é recíproca. Ou seja, os joanetes podem causar calos, mas os calos não provocam joanetes. “Isso acontece porque a deformidade ligada à joanete desvia o apoio, concentrando o peso em uma área inadequada e aumentando a pressão e o atrito”, explica. Principais regiões Juliano Martynetz, especialista em cirurgia de pé e tornozelo dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, de Curitiba (PR), esclarece que o joanete muda a forma como o peso do corpo é distribuído no antepé. “Com isso, determinadas regiões passam a sofrer mais pressão ao longo do tempo, favorecendo o aparecimento de calos nesses pontos”, diz o ortopedista. Dentre os tipos de calos mais comuns que costumam surgir em pessoas com joanete estão: Plantares: abaixo do segundo e do terceiro dedo; Laterais: no próprio joanete; Entre os dedos: por conta do atrito constante. Calos frequentes servem de alerta O aparecimento recorrente ou o aumento dos calos pode indicar que a deformidade está evoluindo. O médico ortopedista explica que esse padrão funciona como um sinal indireto de que a mecânica do pé está se alterando com o tempo. Além disso, lidar com os calos de forma inadequada pode piorar o quadro. A podóloga Francisca Sousa alerta que o tratamento errado aumenta ainda mais a pressão local, o que tende a agravar a dor e a inflamação associadas ao joanete. Não adianta tratar só o calo Há situações em que cuidar apenas da pele não é suficiente para resolver o problema. Isso costuma acontecer quando: Os calos retornam com frequência; A deformidade causa dor persistente; A pessoa tem sintomas que atrapalham o dia a dia. Nesses cenários, o mal principal não está na calosidade, mas na deformidade óssea que gera a sobrecarga. Portanto, se a causa é joanete, o problema deve ser corrigido para evitar novos calos. O foco precisa estar na origem do problema. Cuidados diários para evitar calos No dia a dia, algumas medidas ajudam a diminuir o atrito e a pressão excessiva. Nesse sentido, os especialistas indicam alguns cuidados, como: Manter a pele hidratada; Usar bons sapatos; Evitar atrito; Fazer acompanhamento profissional regular. Por último, o ortopedista Juliano Martynetz reforça que tratar o joanete – seja por cirurgia ou não – é a medida mais eficiente para que os calos deixem de aparecer com frequência. Isso porque, ao melhorar o alinhamento do pé, a distribuição de carga se equilibra e, consequentemente, as calosidades somem.

Usar calçados fechados no calor pode causar frieira, sabia?
Frieira e Micose

Usar calçados fechados no calor pode causar frieira, sabia?

Nos dias quentes, a transpiração dos pés aumenta naturalmente e, diante do uso de calçados fechados, o suor fica retido no espaço do sapato, cujo ambiente abafado favorece o surgimento da frieira. Também chamada de pé de atleta, trata-se de uma infecção fúngica que atinge principalmente a pele entre os dedos e precisa ser acompanhada. Larissa Wood Fraga, dermatologista do Instituto Fraga de Dermatologia, explica que os fungos se desenvolvem facilmente em locais quentes, úmidos e pouco ventilados, como o interior dos sapatos. Isso não ocorre só no verão, mas em qualquer época mais quente, como alguns dias da primavera, por exemplo. “Quando a pele permanece úmida por muito tempo, perde sua proteção natural. Isso cria o cenário perfeito para os fungos se multiplicarem rapidamente e, consequentemente, causarem condições como a frieira”, alerta a médica. Sinais iniciais da frieira Identificar os sintomas no começo do problema faz diferença no tratamento e evita que a frieira se espalhe. De acordo com a especialista, os sinais mais comuns são: Coceira leve entre os dedos; Descamação discreta e vermelhidão; Pequenas rachaduras (fissuras); Odor desagradável; Sensação de ardor ou queimação. Assim, ao reconhecer uma ou mais destas manifestações, é melhor não ignorá-las e buscar ajuda de um podólogo ou médico para avaliação profissional, diagnóstico e tratamento adequados. Melhores e piores tipos de calçados Já quando o assunto são os sapatos, vale lembrar que nem todo modelo traz o mesmo risco ao pé no verão. Isso vai depender de características específicas do calçado: Oferecem riscos menores: sandálias, rasteirinhas e chinelos, que permitem ventilação e reduzem a umidade. Mais seguros entre os fechados: modelos de tecido leve e respirável. Grandes vilões: sapatos sintéticos, como os de plástico, couro sintético, e tênis usados por longos períodos sem meias adequadas. A dermatologista Larissa lembra que, muitas vezes, pode ser necessário usar um sapato mais fechado por diferentes motivos, como trabalho ou ocasiões formais. Nesses casos, a orientação é prestar atenção no material do calçado: quanto mais permitir a respiração da pele, melhor será a escolha. Higiene faz a diferença Além de escolher um calçado adequado, manter bons hábitos de higiene é fundamental para evitar e tratar a frieira. Esteja atento a: Lavar e secar bem os pés, principalmente entre os dedos; Usar meias limpas diariamente e dar preferência às de algodão; Alternar calçados e deixá-los arejar ao sol ou em local ventilado; Não compartilhar toalhas, meias ou sapatos. O propósito desses hábitos é evitar que a região permaneça quente e/ou úmida, já que os fungos buscam exatamente esse ambiente. Tais práticas também são cuidados contra o contágio. O que fazer se notar sinais de frieira? Intensificar a higiene e manter os pés secos são os primeiros passos para amenizar a frieira. Também é importante evitar sapatos fechados por muitas horas e, sobretudo, procurar um profissional para confirmar o diagnóstico e definir o tratamento correto. Geralmente, o tratamento começa com antifúngicos tópicos, aplicados diretamente na lesão por 2 a 4 semanas. Se a infecção for mais extensa ou resistente, pode ser necessário o uso de antifúngicos orais – sempre com prescrição médica. “O acompanhamento com um dermatologista garante que a frieira seja totalmente tratada e isso evita que ela volte ou cause complicações, como infecções bacterianas”, destaca Larissa. Além disso, muita gente acredita que a frieira é passageira, mas, se não tratada corretamente, pode se tornar crônica e até se espalhar para as unhas, tornando o tratamento mais difícil e longo.

Esfoliação dos pés: por que incluir na rotina de cuidados
Spa dos Pés

Esfoliação dos pés: por que incluir na rotina de cuidados

Cuidar dos pés vai além de mantê-los limpos e bem hidratados. A esfoliação, por exemplo, é um passo essencial para a saúde e o bem-estar da região. Parte de muitos tratamentos, a prática ajuda a manter a pele macia, saudável e livre de calosidades. Mas como realizá-la corretamente? Qual a frequência ideal? É mesmo tão importante? Conversamos com a podóloga Espedita Alves, da Majô Beauty Club sudoeste. Ela cita que a esfoliação é uma etapa essencial no spa dos pés, por exemplo. “Costuma ser realizada logo após a higienização e o escalda-pés, preparando a pele para receber hidratações mais profundas e massagens”, explica. A profissional ainda lembra ser um processo útil para remover as células mortas e deixar a pele mais receptiva aos tratamentos posteriores. Além disso, estimula a circulação sanguínea, revitaliza a pele e previne problemas como rachaduras e calosidades. Benefícios da esfoliação A esfoliação não é apenas um gesto de autocuidado, mas uma prática com impactos positivos para a saúde dos pés. Entre os principais benefícios estão: Remoção de células mortas: promove uma pele mais suave e uniforme; Estimulação da circulação sanguínea: ajuda a revitalizar a pele e a melhorar a oxigenação dos tecidos; Ajuda na absorção de produtos: a pele mais limpa absorve melhor cremes hidratantes e óleos; Prevenção de calosidades e rachaduras: reduz o espessamento da pele e mantém os pés macios. Passo a passo A podóloga Espedita Alves ensina que esfoliação deve ser feita com movimentos delicados e circulares, sempre utilizando apenas produtos específicos para os pés. “Os cremes esfoliantes costumam conter grânulos abrasivos e ingredientes hidratantes, como ureia, ácido salicílico ou óleos naturais”, detalha. Após a aplicação, é importante remover os resíduos com água morna e finalizar o cuidado com a hidratação, a fim de garantir que a pele mantenha sua maciez e elasticidade. Quando esfoliar os pés? A frequência ideal da esfoliação pode variar conforme a necessidade de cada pessoa. Veja só: Pés normais: o intervalo de 15 dias é suficiente para manter a pele saudável; Pés secos ou com calosidades: repetições semanais, de acordo com orientação profissional. Entretanto, a podóloga alerta que o excesso de esfoliação pode trazer prejuízos, como ressecamento, microfissuras e maior predisposição a infecções. Por isso, respeitar os intervalos indicados é muito importante. Esfoliação caseira X profissional Embora seja possível realizar a esfoliação em casa, o procedimento feito por um especialista no assunto oferece benefícios adicionais, como: Técnica: a esfoliação profissional é mais precisa e utiliza produtos e equipamentos direcionados para este fim; Personalização: o profissional avalia a necessidade individual e ajusta a frequência e os produtos; Segurança: reduz o risco de lesões e reações adversas, especialmente em pessoas com condições específicas. Cuidados e contraindicações Embora a esfoliação seja recomendada para a maioria das pessoas, alguns casos específicos merecem atenção e podem, inclusive, não ser indicada, como: Estar com feridas abertas ou infecções, pois o procedimento pode agravar o quadro; Ter pele sensível ou alérgica, que requer produtos adequados e hipoalergênicos, bem como testes de alergia antes do uso; Diabetes ou problemas de circulação, visto que, para esses pacientes, é indispensável consultar um profissional antecipadamente.

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Nem toda birra é desafio: pode ser exaustão infantil
Comportamento

Nem toda birra é desafio: pode ser exaustão infantil

Quem ainda não tem filhos ou mesmo pais e mães de primeira viagem podem não saber (ainda), mas nem toda “explosão” infantil é um teste de limites. Em muitos casos, o que os adultos interpretam como “birra” pode ser apenas sinal de exaustão física e emocional. A diferença parece sutil, mas muda completamente a forma de intervir e pode evitar confrontos desnecessários dentro de casa. Foi isso que a assessora de imprensa Jéssica Moraes, mãe de duas crianças pequenas, percebeu após meses lidando com crises intensas no fim do dia. A filha ia bem para a escola integral, não apresentava resistência à rotina nem grandes problemas de comportamento, até que começou a ter explosões no retorno para casa. “Eu achava que era birra. Pensava que precisava ser mais firme, que era questão de educação”, conta. Só mais tarde ela entendeu que os episódios tinham outro significado: cansaço acumulado após 12 horas de escola com muitas atividades. Birra X exaustão A psicóloga Aline Carvalho explica que muitas situações classificadas como birras são, na verdade, manifestações de exaustão emocional. Quando a criança ultrapassa sua capacidade de lidar com demandas, estímulos ou frustrações, o comportamento deixa de ser uma escolha intencional e passa a sinalizar sobrecarga do sistema emocional. Essa exaustão costuma aparecer como: irritabilidade persistente; choro intenso ou prolongado; oposição frequente; regressões comportamentais; hipersensibilidade a estímulos; baixa tolerância à frustração; comportamentos desorganizados, mesmo sem um limite claro imposto. Já as birras associadas ao teste de limites tendem a surgir em situações específicas, com objetivo reconhecível e maior capacidade de reorganização quando o adulto mantém previsibilidade e consistência. “A diferença central está na frequência, na duração e na capacidade de autorregulação: a exaustão desorganiza; a birra pontual responde à presença reguladora do adulto”, esclarece a especialista em atendimento infantil. Por que a criança “explode”? A turma pequena ainda passa pelo desenvolvimento emocional, neurológico e linguístico. Não consegue reconhecer, nomear e comunicar com clareza estados internos como o cansaço emocional. Quando a autorregulação é imatura, a sobrecarga se manifesta pelo corpo e pelo comportamento. Situações do próprio dia a dia podem levar ao quadro, como: rotinas muito estimulantes ou desorganizadas; excesso de atividades e compromissos; uso prolongado de telas; privação ou irregularidade do sono; mudanças frequentes de ambiente; expectativas incompatíveis com a idade; barulhos excessivos; cobranças por desempenho; falta de tempo para descanso e brincadeiras livres. “Assim, choro intenso, irritação e oposição funcionam como formas imaturas de comunicação de uma necessidade não atendida e não como tentativa consciente de confronto”, avalia a profissional. O que fazer no momento da crise Diante de uma explosão, a orientação não é ignorar limites, mas reorganizar prioridades. A psicóloga Aline Carvalho recomenda oferecer contenção emocional antes de qualquer correção comportamental. Isso significa manter presença calma, voz firme e limites claros, sem negociar regras durante a crise. Lembre-se: validar sentimentos não é validar o comportamento. É possível reconhecer o cansaço, interromper estímulos e garantir segurança, deixando a orientação e o ensino de limites para quando a criança estiver novamente regulada. A partir do momento que a família passa a enxergar os episódios como sinais de exaustão, a dinâmica muda. Os adultos deixam de reagir a partir do confronto e passam a responder com leitura emocional, prevenção e contenção. O resultado: menos conflitos, mais segurança e fortalecimento do vínculo. O que muda dentro de casa Jéssica diz que percebeu tarde o que acontecia à sua frente. “Eu senti culpa por não ter entendido antes o verdadeiro motivo. Sinto que ignorei a possibilidade por medo de não conseguir resolvê-la”, lembra. Isso porque ela não tinha condições de tirar a filha do integral naquele momento, mas buscou ajustes possíveis, como diálogo com a escola. Ao entender que não se tratava de má-educação, mas de limite emocional, sua postura mudou. Houve menos confronto e mais tentativa de reorganização: menos atividades no tempo escolar e maior observação do contexto. Por isso, a especialista Aline reforça que compreender o comportamento infantil a partir das necessidades emocionais permite intervenções mais eficazes e respeitosas. Reconhecer a exaustão como um sinal legítimo contribui para o desenvolvimento emocional saudável da criança e para relações mais empáticas no dia a dia.

Brincadeiras para fazer com os filhos quando se está exausto
Brincadeiras

Brincadeiras para fazer com os filhos quando se está exausto

Nem todo dia é possível para um pai ou mãe sentar no chão cheio de energia, inventar personagens e sustentar uma hora de faz de conta com os filhos. Entre o expediente no trabalho, as demandas da casa e a carga mental de tudo isso acumula, muitos adultos terminam o dia exaustos e, junto do cansaço, vem a culpa por não “brincar direito” com os filhos. Mas há alternativas para situações como essas. A psicóloga Cibele Pejan, do dr.consulta, explica que essa culpa costuma nascer de uma régua impossível. “Muita gente aprendeu que um bom pai ou uma boa mãe é quem está sempre disponível, animado e criativo. Quando o cuidado real encontra esse ideal de perfeição, os pais se sentem culpados. Mas exaustão não é falta de amor”, afirma. Conexão não exige performance e saber disso muda o jogo. A questão não está em fazer mais, mas em estar presente de forma possível. Mesmo em dias de pouca energia, a conexão pode acontecer em gestos simples, desde que haja disponibilidade emocional. É isso que sustenta o vínculo, não a quantidade de brincadeiras elaboradas. Conectar-se não exige muito esforço Planejar grandes programas ou longas atividades não é sinônimo de conexão de qualidade entre a família. Pais e filhos se conectam quando o pequeno sente que ‘existe’ para o adulto à frente, naquele momento – e isso pode acontecer em minutos de presença real. Segundo a profissional, crianças não precisam de um adulto performático, mas de alguém emocionalmente disponível, ainda que por pouco tempo. Alguns pequenos gestos costumam ser suficientes para gerar vínculo, como: olhar nos olhos; escutar com atenção; validar uma emoção; oferecer um abraço; perguntar com interesse genuíno. Para isso acontecer, o cuidador também precisa estar bem. Sinais persistentes de irritabilidade, exaustão, culpa intensa, queda de motivação e sintomas físicos denunciam algo mais sério que o cansaço, como o esgotamento. Nesses casos, vale buscar ajuda – dividir tarefas, acionar a rede de apoio, iniciar a terapia ou fazer uma avaliação médica podem ser caminhos importantes. Brincar com pouca energia também vale Quando o cansaço reina, a professora e coordenadora pedagógica Paula Malagrino destaca que o ideal são brincadeiras calmas, com poucos estímulos, que priorizem vínculo e presença. Mais do que gasto energético, vale oferecer atenção de qualidade. Muitas atividades podem ser feitas com o que já existe em casa, sem exigir preparo extra, como: desenhos livres ou de observação; massinha; caça ao tesouro simples; jogos de memória ou quebra-cabeça; banho nos brinquedos; organizar objetos por cor ou tamanho. A mesma proposta pode ser adaptada conforme a idade: Para os menores: comandos simples e foco em cores, formas e movimentos. Para os maiores: incluir pistas, regras, desafios ou histórias mais elaboradas. “O essencial é respeitar o que cada criança já consegue fazer, garantindo participação e sucesso”, acrescenta a educadora. A rotina pode ser uma brincadeira Nem toda interação precisa ser uma brincadeira tradicional. Segundo Paula, atividades do cotidiano podem se transformar em momentos afetivos e educativos quando o adulto convida a criança a adotar o lúdico, de forma leve e divertida: Durante e após o banho: desenhar no box ou fazer esculturas com espuma. Antes de dormir: cantar músicas ou contar histórias curtas. No decorrer do dia: separar roupas pode virar “o time das roupas pretas e o time das claras”. Na organização do quarto: guardar brinquedos se transforma em “missão” ao propor-se levar cada item “para sua casinha”. Ao ar livre, na natureza: regar plantas pode ser uma brincadeira de descobrir “quem está com mais sede hoje”. Nessas situações, a criança desenvolve raciocínio lógico, autonomia, senso de colaboração e pertencimento familiar, sem que o adulto precise criar algo novo do zero. “O mais importante não é a tarefa em si, mas como o adulto conduz esse momento”, garante a professora. No fim, como reforça a psicóloga Cibele: muitas crianças crescem saudáveis não porque tiveram pais incansáveis, mas, sim, pais que voltavam, reparavam e tentavam de novo.

Banho no recém-nascido: 10 dicas para se sentir mais seguro
Banho

Banho no recém-nascido: 10 dicas para se sentir mais seguro

O banho do recém-nascido é daqueles momentos que mais despertam insegurança nos pais. Medo do bebê escorregar, de se afogar, de a água entrar no ouvido ou de não saber segurar direito estão entre os receios comuns registrados nas primeiras semanas. O cuidado envolve confiança e adaptação, mas algumas dicas podem ajudar. Antes do primeiro banho da filha, a relações públicas Ana Cristina, 28 anos, tentou se preparar ao máximo. Ela e o marido fizeram cursos, assistiram a vídeos, leram livros e até deram banho em bebês de amigos, mas ainda assim o receio persistia. O maior medo era de afogamento na banheira ou de o suporte dela ceder. A solução veio ao optar pelo chuveiro, no colo e com a água controlada. Isso trouxe mais segurança à mãe, que conseguiu finalmente relaxar e aproveitar o momento de verdade. “Parece que meu medo desapareceu e pude curtir o banho da minha filha pela primeira vez”, lembra. Por que banho gera tanto medo Para a enfermeira obstetra Karina Trevisan, o medo do banho está muito ligado ao desconhecido. Afogar o bebê ou deixá-lo escorregar são os receios mais frequentes, especialmente nas primeiras experiências. Também surgem dúvidas sobre a necessidade do banho diário, principalmente quando há muitas trocas no dia. “Essa avalanche de questionamentos mostra que o medo não está apenas na técnica, mas no excesso de informação e na falta de confiança. A própria preparação da banheira pode aumentar a tensão de quem está inseguro: montar, encher, organizar”, acrescenta a especialista em cuidados da saúde. A temperatura é outro ponto de insegurança dos cuidadores. Nos dias frios, a dica é aquecer o próprio ambiente antes de começar o banho, o que ajuda na sensação de aconchego. Já no calor, o bebê regula melhor a temperatura, mas o local ainda precisa estar com um clima confortável. Dicas que aumentam a confiança Você sabia que o bebê não tem medo de água? Ou que não é ruim cair água no rosto ou no ouvido dele, por exemplo? Embora muitos pais imaginam isso, o bebezinho costuma até aproveitar o momento. Por isso, a confiança deve vir do adulto. Quanto mais centrado e consciente do que está fazendo, mais tranquila será a experiência. Algumas dicas podem ajudar a “destravar”: 1. Testar a temperatura da água no antebraço, garantindo que esteja morna, sem necessidade obrigatória de termômetro. 2. Enrolar o bebê em uma fraldinha no início, tanto na banheira quanto no chuveiro, para dar mais segurança. 3. Apoiar o corpo do bebê junto ao do adulto e segurar a cabeça com firmeza. 4. Ter atenção ao virar o bebê na banheira para não molhar o rosto inadvertidamente. 5. Iniciar o banho pela cabeça, especialmente na imersão, antes de mergulhar totalmente o corpo. 6. Evitar estímulos excessivos e tornar o momento menos técnico e fluido. 7. Considerar o banho de chuveiro como alternativa prática e calmante. 8. Observar como o bebê reage após o banho (alguns ficam mais relaxados, outros mais despertos) para escolher o melhor horário. 9. Se o banho noturno favorecer um sono mais longo, aproveitar para descansar junto com o bebê. 10. Manter uma rotina, mas entendendo que cada família pode adaptar o horário conforme a resposta da criança. “A dica-chave é confiar. Existe um instinto por trás da maternidade e da paternidade. Você é capaz de dar banho no seu bebê de uma maneira tranquila”, afirma a enfermeira obstetra Karina Fernandes Trevisan. Quando a segurança chega Na experiência de Ana Cristina, entender que não existe só um jeito correto para o banho acabou mudando a percepção. “Tudo bem não usar a banheira e optar pelo chuveiro. Isso não nos torna menos pais. Considere a melhor opção para a sua família”, diz. Nesse sentido, a especialista alerta os pais a não deixarem que comentários inseguros ou opiniões alheias interfiram nesse momento. Avós e familiares costumam transmitir seus próprios medos, mas o banho só deve ter espaço para troca, carinho e confiança. “Um ambiente calmo, uma conversa durante o banho, a sensação de segurança no toque e a confiança de quem conduz fazem com que o momento se torne mais prazeroso e menos cercado de tensão. Outra pessoa não precisa assumir isso por insegurança dos pais”, finaliza Karina.

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