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Fascite plantar: o que é e como evitar
A fascite plantar é uma condição que causa dor na parte inferior do pé, geralmente perto do calcanhar. Ela ocorre quando a fáscia plantar, um ligamento espesso que conecta o calcanhar aos dedos, se inflama. Essa condição é mais comum em pessoas que praticam atividades que envolvem ficar em pé por longos períodos, correr ou andar muito. A dor da fascite plantar é mais intensa pela manhã, ao dar os primeiros passos, e pode diminuir com o tempo, mas geralmente retorna após atividades que exigem mais esforço. Além disso, fatores como sobrepeso, uso de calçados inadequados e movimentos repetitivos podem aumentar o risco de desenvolver fascite plantar. Para evitar a fascite plantar Você pode seguir algumas dicas para evitar a fascite: 1. Escolha calçados adequados: use sapatos que proporcionem bom suporte para o arco do pé e amortecimento suficiente para absorver o impacto. Evite saltos altos ou sapatos sem suporte. 2. Alongamento e aquecimento: faça alongamentos regulares para a panturrilha e a fáscia plantar, especialmente antes de atividades físicas. Um bom alongamento pode ajudar a reduzir a tensão na fáscia plantar. 3. Evite o sobrepeso: o excesso de peso aumenta a pressão sobre os pés, o que pode contribuir para o desenvolvimento da fascite plantar. Manter um peso saudável pode ajudar a prevenir essa condição. 4. Moderação na atividade física: se você está começando uma nova rotina de exercícios, aumente a intensidade gradualmente para evitar sobrecarregar os pés. Atividades de alto impacto, como corrida em superfícies duras, podem ser um fator de risco. 5. Use palmilhas ortopédicas: se necessário, palmilhas personalizadas podem ajudar a corrigir problemas de alinhamento nos pés e proporcionar suporte extra. 6. Evite ficar em pé por longos períodos: quando possível, alterne entre sentar e ficar de pé para reduzir a pressão constante sobre os pés. 7. Fortaleça os músculos dos pés: exercícios que fortaleçam os músculos do pé e da panturrilha podem melhorar a resistência e evitar o desenvolvimento de problemas como a fascite plantar. Essas práticas podem ajudar a reduzir o risco de fascite plantar, mas caso você já tenha sintomas, é importante consultar um médico, fisioterapeuta ou podólogo especializado em biomecânica, para um tratamento adequado.
Piscina, vestiários e mais: locais em que frieira é um risco
A frieira, também conhecida como pé de atleta, é uma micose superficial causada por fungos dermatófitos que encontram nos pés o ambiente perfeito para se multiplicar: quente, úmido e pouco ventilado. Além disso, certos lugares são mais propícios para espalhar esses fungos e um risco maior, caso não haja cuidados adequados. Esse tipo de infecção é um problema comum, mas costuma ser confundido com outras contaminações, o que atrasa o tratamento e favorece recidivas. Como esclarece a dermatologista Cibele Leite, pós-graduada em dermatologia clínica, cirúrgica e cosmiatria, o que diferencia a frieira de outras micoses é principalmente a região onde aparece no corpo, que são pontos com maior calor e umidade. “Costuma afetar áreas interdigitais, ou seja, entre os dedos dos pés, enquanto outras micoses dos pés podem aparecer nas plantas (micose plantar) ou nas unhas (onicomicose). Além disso, a frieira é caracteristicamente esbranquiçada, descamativa, com fissuras e coceira”, diferencia a médica. Contágio com maior frequência Ambientes compartilhados e com pouca ventilação são os principais vilões. Isso porque, conforme a especialista, os fungos se multiplicam em locais quentes, úmidos e pouco arejados. Consequentemente, o risco de contágio aumenta. Entre os principais ambientes estão: Vestiários e banheiros públicos: o piso úmido e quente é ideal para fungos; Piscinas e academias: o compartilhamento de pisos molhados, duchas e armários facilita a transmissão; A médica lembra que fatores como uso prolongado de calçados fechados, falta de secagem adequada dos pés após o banho, problemas circulatórios e imunidade baixa, como pessoas com diabetes, também favorecem o aparecimento da frieira. Quando a frieira não é tratada Sem o tratamento correto, o quadro tende a piorar. “As fissuras entre os dedos servem como porta de entrada para bactérias e isso pode levar a infecções mais sérias, como a celulite, que é uma infecção profunda da pele”, alerta Cibele. O fungo ainda pode se espalhar e migrar para outras partes do corpo, piorando o quadro geral. “É uma infecção contagiosa. A pessoa pode se autoinocular, levando o fungo dos pés para as mãos, virilha ou unhas. Além disso, pode transmitir para outras pessoas pelo contato com toalhas, pisos, calçados ou meias contaminadas”, reforça ela. Como se proteger em locais públicos Evitar o contágio é simples e começa com medidas básicas de higiene e prevenção. Veja as principais: Usar chinelos em vestiários, duchas e áreas de piscina; Evitar compartilhar toalhas, meias e calçados; Secar bem os pés antes de calçar os sapatos; Optar por meias de algodão e trocá-las sempre que ficarem úmidas. “Também é importante alternar os calçados, permitindo que arejem por, pelo menos 24 horas, e evitar sapatos muito fechados em dias quentes”, acrescenta a dermatologista. Cuidados diários que previnem A rotina de cuidados também faz diferença para quem quer manter os pés saudáveis e, sobretudo, longe das frieiras. Anote algumas dicas profissionais: Lave e seque cuidadosamente entre os dedos; Use talcos ou sprays antifúngicos se houver tendência à transpiração; Prefira calçados ventilados e tecidos respiráveis; Evite meias sintéticas e sapatos de material plástico ou impermeável. Sobre tratamentos caseiros, a Cibele é categórica: “Vinagre e bicarbonato podem até aliviar momentaneamente, mas não eliminam o fungo e o uso em excesso pode irritar a pele e agravar as lesões. O ideal é sempre buscar orientação médica para antifúngicos tópicos ou orais, conforme a gravidade.” “Uma coceira sem fim” A designer de interiores Juliana Gonçalves, de 27 anos, sabe bem como lidar com a frieira. “Tudo indica que peguei em um hotel fazenda para onde viajei”, conta. “A pele entre os meus dedos começou a descamar e coçava muito. Era como se tivessem umas fissuras, aí eu puxava a parte branca e ia machucando. Chegou até a sair água.” Foi justamente a coceira intensa que a levou a procurar ajuda dermatológica. “Teve um dia, depois da academia, que eu comecei a colocar a meia entre os dedos e puxar de um lado para o outro para ver se a coceira parava. A gente tratou com medicamento oral e também pomadas que eu aplicava após o banho, depois de secar muito bem”, relembra. Depois do episódio, Juliana mudou totalmente sua rotina. “Hoje, uso chinelos em qualquer situação, mesmo conhecendo o lugar. Também faço doses profiláticas de antifúngico em épocas de viagens e piscina. O chinelo realmente salva, porque impede o contato com o chão contaminado. Mas o essencial é procurar o médico nos primeiros sinais. Se perceber qualquer coceirinha ou ferida, vá direto no dermato”, reforça.
Teste do pezinho detecta até 50 doenças em recém-nascidos
O teste do pezinho é um exame essencial para a detecção precoce de doenças em recém-nascidos e fundamental para garantir um futuro saudável. Realizado nos primeiros dias de vida, tem ajudado médicos e especialistas a identificarem condições que podem afetar o desenvolvimento da criança. Para o pediatra e neonatologista Nelson Douglas Ejzenbaum, membro da Academia Americana de Pediatria, a detecção precoce de doenças permite que tratamentos simples, mas eficazes, sejam instituídos desde os primeiros dias de vida. "Identificar doenças graves no início pode mudar o rumo da vida da criança, permitindo um desenvolvimento saudável e sem sequelas", afirma o especialista. Obrigatório no Brasil, o exame é considerado um dos mais importantes para o acompanhamento da saúde dos recém-nascidos. Deve ser coletado logo nos primeiros dias de vida por meio de um furinho próximo ao calcanhar, totalmente seguro e indolor para o bebê, que costuma chorar apenas pela sensação nova. “Inicialmente, o teste do pezinho pegava apenas a fenilcetonúria, mas foi sendo ampliado com o passar do tempo. Hoje, o exame básico detecta seis doenças, enquanto a versão ampliada abrange até 50 doenças”, explica o médico. A fenilcetonúria, que deu origem ao teste, é uma doença genética rara em que o organismo não consegue metabolizar corretamente a fenilalanina, presente em muitos alimentos, como carne, ovos e leite. Quando não tratada, pode causar problemas neurológicos graves, incluindo deficiência intelectual, convulsões e outros distúrbios. “Agora, se o exame apontar a fenilcetonúria, uma simples restrição de proteínas muda todo o jogo. A criança passa a ter uma vida normal, sem problemas de desenvolvimento, simplesmente por uma correção de dieta”, aponta Nelson. Teste do pezinho: básico ou ampliado? Conforme explicado pelo pediatra, o teste do pezinho surgiu para rastrear uma única doença, a fenilcetonúria. Depois, passou a rastrear seis condições: Fenilcetonúria Hipotireoidismo congênito Síndromes falciformes Fibrose cística Hiperplasia adrenal congênita Deficiência de biotinidase No entanto, com o avanço da tecnologia, o exame foi ampliado. Em maio de 2021, o portal do Governo anunciou a ampliação do teste do pezinho, que passou a detectar até 50 novas doenças e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Conheça 10 delas: Toxoplasmose congênita Atrofia muscular espinhal (AME) Imunodeficiência combinada grave (SCID) Agamaglobulinemia (AGAMA) Galactosemia Aminoacidopatias Doenças lisossômicas Infecção por HIV Rubéola congênita Herpes congênita "Esses avanços foram possíveis graças à tecnologia genética, que ampliou a capacidade do exame", destaca o profissional. Diagnóstico precoce muda tudo Assim como na fenilcetonúria, que pode ter seus impactos corrigidos com um ajuste na dieta, outras doenças têm seus tratamentos beneficiados pelo diagnóstico precoce, alcançadas pelo teste do pezinho. Isso porque, com uma identificação prévia do quadro, as abordagens terapêuticas e recomendações médicas já podem ser iniciadas. Assim, impedem que as condições sejam descobertas anos depois, inclusive em estágios mais avançados e até irreversíveis. "A detecção precoce é muito importante para iniciar o tratamento o mais rápido possível. Isso pode fazer toda a diferença no desenvolvimento da criança", garante o pediatra. "Hoje, com a tecnologia genética, conseguimos cobrir essas 50 doenças no teste ampliado, um avanço significativo em relação à versão básica". Todos podem fazer o teste do pezinho? O exame é uma obrigatoriedade prevista por lei em todo o país e se aplica a todos os recém-nascidos brasileiros, sem nenhuma restrição ou contraindicação. Inclusive, em alguns casos específicos, apesar de raros, deve-se esperar o resultado para seguir com parte da vacinação. “O teste detecta a AGAMA, que se refere à agamaglobulinemia, ou seja, à falta de imunidade. Então, não se deve vacinar a criança antes disso. Por quê? Se a criança tiver esse problema, ela não deve receber essa vacina. É um caso raro, mas, se for triar no pezinho, primeiro, espere o resultado e, depois, vacine”, finaliza.
Os cuidados com os pés são diferentes para homens e mulheres?
Será que a rotina de cuidado com os pés deve ser diferente para homens e mulheres? Em geral, todo mundo tem que lavar os pés no banho (e secar bem), passar desodorante, hidratante… Mas, em alguns casos específicos, é preciso reforçar um desses cuidados. Um exemplo: os homens costumam suar mais no pé, o que pode causar problemas como o mau odor e as frieiras. “O homem produz mais testosterona, o que estimula as glândulas sudoríparas a produzir mais suor. Além disso, nos homens essas glândulas se concentram mais na região dos pés”, explica Rosangela Schwarz, enfermeira habilitada em Podiatria e membro da diretoria da Associação Brasileira de Enfermeiros Podiatras (ABENPO). A transpiração também pode ser um problema para as mulheres que costumam usar meias sintéticas, finas, em geral com sapatos também feitos de materiais sintéticos que não absorvem o suor e aumentam a umidade nos pés. Ou que praticam atividades físicas intensas, como corrida e futebol. “Como prevenção para homens e mulheres, ficam as dicas de secar bem entre os dedos, usar meias de algodão, calçados de materiais não sintéticos e o desodorante para os pés”, completa Armando Bega, podólogo responsável pelo Instituto Científico de Podologia, presidente da Associação Brasileira de Podólogos e especialista em Podiatria. Cuidados na gravidez Os hormônios também podem fazer algumas mulheres suar mais nos pés. Nas gestantes, a alteração hormonal favorece essa sudorese, explica Renato Butsher Cruz, docente do curso técnico em Podologia do Senac Osasco. “Para evitar a bromidrose, o famoso mau odor, elas devem ter cuidados redobrados com a higienização diária e usar produtos antissépticos que diminuam a transpiração nos pés.” Além disso, na gestação, pode haver mais inchaço na parte inferior das pernas e dos pés. “Nesse caso, é preciso usar meias elásticas de suave compressão para prevenir o edema e calçados mais confortáveis e macios”, diz Schwarz. Cuidados com os pés ao usar sandálias Pensando nos hábitos de cada um, a diferença no tipo de calçado preferido também pode requerer alguns cuidados especiais. “As mulheres usam mais sandálias do que os homens, o que pode ressecar mais os pés”, afirma Schwarz. “Então, elas precisam hidratar mais o pé, fazer esfoliação uma vez por semana para retirar as células mortas e, claro, beber bastante água para manter o corpo hidratado.” Por outro lado, os homens costumam usar mais calçados fechados, seja sapato social ou tênis; por isso, devem ter mais cuidado com a transpiração. “Para reduzir essa umidade, o ideal é usar meias de algodão, que absorvem o suor, e revezar o uso do calçado”, explica a especialista.
Bolha estourou? Aprenda a fazer o curativo ideal
As bolhas nos pés são uma resposta natural da pele ao atrito, calor ou umidade, que funcionam como uma proteção para o tecido lesionado. Só que, quando se rompem, deixam a área sensível e exposta, aumentando o risco de inflamações e infecções. O problema é bastante comum em quem usa sapatos apertados ou caminha por longos períodos em dias quentes, como relata a podóloga Aline Campos Silva. “A bolha junta líquido para proteger a pele, mas se a pressão aumenta ou a gente força muito, acaba estourando sozinha”, explica. De acordo com a dermatologista e cirurgiã Paula Sian, especializada em medicina chinesa, as bolhas podem surgir por outras causas além do atrito. “O mais comum é o trauma, mas também aparecem devido a queimaduras, alergias, infecções ou até micoses. Quando estouram, expõem uma pele que ainda está se recuperando, o que favorece a infecção”, alerta. O que fazer quando uma bolha estourar Quando a bolha se rompe, os cuidados iniciais são fundamentais para evitar complicações. Nesse sentido, Aline recomenda higienizar o local imediatamente e proteger a região com um curativo adequado. “É necessário limpar muito bem com água e sabão, usar um antisséptico e evitar encostar a mão suja para não infeccionar”, orienta a podóloga. Segundo ela, o ideal é cobrir com um curativo próprio para bolhas, que não gruda e ajuda a aliviar a dor. Durante o dia, a recomendação é manter o curativo para evitar o contato com sujeira e atrito. À noite, porém, vale deixar o ferimento respirar um pouco para acelerar a cicatrização. Erros que pioram a situação Vale lembrar que alguns hábitos bem comuns podem agravar o quadro e atrasar a recuperação. A podóloga Aline cita, por exemplo, a mania de furar as bolhas, arrancar a pele ao redor ou passar álcool no local. Usar sapatos apertados, que aumentam o atrito, é outro erro clássico. Tudo isso tende a piorar o caso. Assim, enquanto estiver com a bolha, opte por modelos de calçados mais largos, que não causarão machucados na região já sensibilizada. A dermatologista Paula Sian explica que manter a pele limpa e protegida é o melhor caminho para uma recuperação sem riscos. “O importante é garantir limpeza com água corrente e sabonete. Depois, usar pomada hidratante ou lubrificante e aplicar curativos oclusivos, como gaze vaselinada ou películas de silicone, que protegem sem grudar”, orienta. Já em caso de bolhas infeccionadas, a médica alerta que pode ser necessário o uso de pomada antibiótica. “Se houver inflamação, dor ou secreção, o tratamento deve sempre ser orientado pelo dermatologista”, complementa. Para não ficar na dúvida, confira quais são os sinais que indicam necessidade de avaliação profissional: Dor que só piora; Vermelhidão e inchaço; Eliminação de pus ou secreção amarelada. “Esses sintomas mostram que o machucado não está cicatrizando bem”, adverte a especialista. Como evitar que novas bolhas apareçam A prevenção começa pela escolha do calçado e pela rotina de cuidados com os pés. A cirurgiã recomenda sempre priorizar o conforto. “Use sapatos já amaciados e evite estrear pares novos em viagens ou caminhadas longas. Calçados novos ainda vão ceder aos pés e podem causar bolhas”, avisa. Para evitar o problema definitivamente, vale seguir as dicas: Prefira sapatos confortáveis e bem ajustados; Não estreie calçados novos em longas caminhadas; Mantenha os pés secos e limpos; Use meias que reduzam o atrito. “Lembre-se: cuidar logo no início das bolhas evita dor e infecção. É um cuidado simples, mas que faz toda diferença”, finaliza Aline.
Canelite: quando as dores na canela precisam de atenção?
A canelite é uma inflamação dolorosa que ocorre na canela, frequentemente associada à prática de exercícios físicos intensos, sobretudo corrida. Na realidade, a canelite não é causada por um trauma específico, mas, sim, pelo excesso de exercício e sobrecarga repetitiva na região. De acordo com o ortopedista Rodrigo Vetorazzi, coordenador da ortopedia do Hospital Albert Sabin de São Paulo (HAS-SP), o quadro surge pela falta de cuidados na preparação física. “Pode piorar quando o exercício é feito com calçados inadequados ou sem alongamento e fortalecimento muscular”, acrescenta o médico. Como saber se é canelite Se você sente dor na parte anterior ou anteromedial da canela, especialmente ao caminhar ou correr, provavelmente é canelite. A dor é persistente e tende a aumentar com a continuidade do exercício, podendo gerar desconforto até em repouso. Porém, em alguns casos, vale descartar outras condições mais graves, como: fraturas por estresse, infecções ósseas ou até lesões tumorais, que podem causar dores semelhantes e, por isso, requerem diagnóstico mais preciso. O professor universitário Leandro Oliveira, 59 anos, de São Paulo, tornou-se corredor amador para perder peso e, logo depois, foi identificada a canelite. “Sentia dores intensas que não passavam nem com descanso, que pioravam depois das aulas e das corridas. Vi que tinha algo errado”, recorda-se. Riscos e prevenção Os principais fatores de risco para a canelite incluem: Exagerar nos exercícios, sobretudo em atividades intensas como corrida, realizadas sem preparação física adequada. Usar calçados inadequados, devido à falta de amortecimento e suporte nos tênis, que aumenta o impacto sobre a canela. Ter uma pisada incorreta, já que a biomecânica fora do padrão pode sobrecarregar a canela e causar inflamação. Não fortalecer os músculos, normalmente resultado da prática de esportes de impacto sem alongamento ou preparo muscular. Para prevenir o quadro, o ortopedista Rodrigo Vetorazzi recomenda calçados com amortecimento e a prática de exercícios de fortalecimento e alongamento antes de atividades intensas. “A correção da pisada com palmilhas e a orientação de um profissional para ajustar o treinamento são medidas preventivas essenciais”, acrescenta. Repouso faz parte do tratamento Tratar a canelite exige, principalmente, a redução da atividade física até que a dor diminua. “Repouso e aplicação de gelo ajudam a controlar a inflamação, além de analgésicos e anti-inflamatórios, quando necessário,” orienta o ortopedista. A fisioterapia também é indicada para fortalecer a musculatura e corrigir a pisada. Leandro Oliveira passou por sessões de fisioterapia e fez ajustes na rotina de exercícios. “Fiquei um tempo sem correr e troquei o tênis. Agora, corro com acompanhamento profissional e cuido para não exagerar”, conta ele, que adotou medidas preventivas para evitar novas crises de canelite. A importância do acompanhamento profissional O caso do professor universitário reforça a importância de sempre ter orientação e supervisão antes e durante a prática de exercícios. Isso porque, sem acompanhamento, as atividades físicas podem aumentar o risco de lesões, agravando problemas existentes e ainda causando novas queixas. “Comecei a correr para evitar problemas de saúde pelo sobrepeso, mas acabei com canelite. Supervisão é fundamental”, admite o corredor.

