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Conheça o Universo do Pé
6 sinais de que sua pisada está piorando com o tempo
A forma como o pé encosta no chão costuma passar despercebida no dia a dia. No entanto, a longo prazo, mesmo pequenas mudanças nesse padrão podem indicar que algo saiu do equilíbrio. O resultado é um impacto não só nos pés, mas em todo o corpo. O fisioterapeuta Marcio Guimarães, à frente da Trato Fisioterapia, esclarece que todas as pessoas apresentam pronação (para dentro) e supinação (para fora) ao caminhar, em maior ou menor proporção, pois são movimentos naturais e necessários para a absorção de impacto e adaptação ao solo. “É preciso equilíbrio entre ambos. Na pronação, o arco do pé inclina para dentro. Já na supinação é o oposto: ele se afasta do chão. O problema é quando esses movimentos aumentam ou mudam demais com o tempo”, explica o especialista em reabilitação ortopédica e esportiva. O que é (ou não) normal Na prática, a maioria das pessoas apresenta uma leve pronação ao caminhar, porque o pé precisa distribuir o peso e absorver o impacto do corpo. Embora menos frequente, a supinação também ocorre e faz parte do funcionamento natural da pisada. Portanto, o alerta não está na existência desses movimentos, mas na mudança progressiva. Isso porque, quando uma dessas rotações se torna mais acentuada, passa a gerar desconforto, como dores nos pés, sobretudo durante a atividade física. Nesse sentido, o fisioterapeuta recomenda ficar de olho em possíveis sintomas e procurar uma avaliação profissional para investigar melhor. Sinais de que sua pisada pode estar mudando Alguns sinais do dia a dia ajudam a identificar alterações importantes na pisada antes mesmo de surgir dor. Observar o comportamento dos pés e até dos calçados é um dos jeitos mais simples para perceber algo de diferente e agir na hora certa. Entre os principais indícios, o ortopedista Ivo Zulian Neto, da plataforma INKI de consultas médicas, lista: 1. Desgaste irregular do solado. 2. Calcanhar do sapato inclinando para dentro ou para fora. 3. Surgimento de calos em pontos específicos. 4. Ressecamento da pele dos pés. 5. Desalinhamento dos dedos, como o joanete. 6. Sensação de cansaço ou sobrecarga nos tornozelos. “Esses sinais mostram que o corpo pode estar compensando uma pisada inadequada. Quando o desvio é acentuado, o peso deixa de ser distribuído corretamente, gerando sobrecarga nas articulações e, com o tempo, dor”, alerta o médico. Como evitar problemas e tratar O fisioterapeuta Marcio Guimarães chama atenção para hábitos que podem agravar o caso e até trazer problemas mais sérios, como: aumento repentino de distância ou intensidade nos treinos; falta de fortalecimento muscular; uso de calçados sem suporte adequado; ausência de adaptação progressiva à atividade física. Já quando o assunto é tratamento, o ortopedista Ivo Zulian Neto destaca as palmilhas ortopédicas sob medida como primeira linha por reposicionar as forças e dar equilíbrio à marcha. A fisioterapia também destaca ser fundamental o fortalecimento. Se nada disso resolver, uma intervenção cirúrgica pode ser considerada. “Sempre gosto de lembrar que nenhum corpo é perfeitamente simétrico. Então, é normal ter pequenas diferenças entre os pés. O perigo mora nas soluções genéricas, como comprar um tênis que promete corrigir sem nem saber o grau do problema. Às vezes, você corrige um lado e prejudica o outro”, finaliza o médico.
Bolha estourou? Aprenda a fazer o curativo ideal
As bolhas nos pés são uma resposta natural da pele ao atrito, calor ou umidade, que funcionam como uma proteção para o tecido lesionado. Só que, quando se rompem, deixam a área sensível e exposta, aumentando o risco de inflamações e infecções. O problema é bastante comum em quem usa sapatos apertados ou caminha por longos períodos em dias quentes, como relata a podóloga Aline Campos Silva. “A bolha junta líquido para proteger a pele, mas se a pressão aumenta ou a gente força muito, acaba estourando sozinha”, explica. De acordo com a dermatologista e cirurgiã Paula Sian, especializada em medicina chinesa, as bolhas podem surgir por outras causas além do atrito. “O mais comum é o trauma, mas também aparecem devido a queimaduras, alergias, infecções ou até micoses. Quando estouram, expõem uma pele que ainda está se recuperando, o que favorece a infecção”, alerta. O que fazer quando uma bolha estourar Quando a bolha se rompe, os cuidados iniciais são fundamentais para evitar complicações. Nesse sentido, Aline recomenda higienizar o local imediatamente e proteger a região com um curativo adequado. “É necessário limpar muito bem com água e sabão, usar um antisséptico e evitar encostar a mão suja para não infeccionar”, orienta a podóloga. Segundo ela, o ideal é cobrir com um curativo próprio para bolhas, que não gruda e ajuda a aliviar a dor. Durante o dia, a recomendação é manter o curativo para evitar o contato com sujeira e atrito. À noite, porém, vale deixar o ferimento respirar um pouco para acelerar a cicatrização. Erros que pioram a situação Vale lembrar que alguns hábitos bem comuns podem agravar o quadro e atrasar a recuperação. A podóloga Aline cita, por exemplo, a mania de furar as bolhas, arrancar a pele ao redor ou passar álcool no local. Usar sapatos apertados, que aumentam o atrito, é outro erro clássico. Tudo isso tende a piorar o caso. Assim, enquanto estiver com a bolha, opte por modelos de calçados mais largos, que não causarão machucados na região já sensibilizada. A dermatologista Paula Sian explica que manter a pele limpa e protegida é o melhor caminho para uma recuperação sem riscos. “O importante é garantir limpeza com água corrente e sabonete. Depois, usar pomada hidratante ou lubrificante e aplicar curativos oclusivos, como gaze vaselinada ou películas de silicone, que protegem sem grudar”, orienta. Já em caso de bolhas infeccionadas, a médica alerta que pode ser necessário o uso de pomada antibiótica. “Se houver inflamação, dor ou secreção, o tratamento deve sempre ser orientado pelo dermatologista”, complementa. Para não ficar na dúvida, confira quais são os sinais que indicam necessidade de avaliação profissional: Dor que só piora; Vermelhidão e inchaço; Eliminação de pus ou secreção amarelada. “Esses sintomas mostram que o machucado não está cicatrizando bem”, adverte a especialista. Como evitar que novas bolhas apareçam A prevenção começa pela escolha do calçado e pela rotina de cuidados com os pés. A cirurgiã recomenda sempre priorizar o conforto. “Use sapatos já amaciados e evite estrear pares novos em viagens ou caminhadas longas. Calçados novos ainda vão ceder aos pés e podem causar bolhas”, avisa. Para evitar o problema definitivamente, vale seguir as dicas: Prefira sapatos confortáveis e bem ajustados; Não estreie calçados novos em longas caminhadas; Mantenha os pés secos e limpos; Use meias que reduzam o atrito. “Lembre-se: cuidar logo no início das bolhas evita dor e infecção. É um cuidado simples, mas que faz toda diferença”, finaliza Aline.
Pé cavo: saiba o que é e se precisa de tratamento
O pé cavo é uma condição caracterizada pela elevação acentuada do arco longitudinal do pé, resultando em uma pisada que concentra o peso corporal em áreas específicas, como o calcanhar e a ponta dos dedos. Essa característica anatômica pode variar de um quadro assintomático a condições mais graves, capazes de impactar na mobilidade do indivíduo e em sua qualidade de vida. Segundo o ortopedista Greenhalgh Dias Fernandes Junior, do Hospital Japonês Santa Cruz, o pé cavo apresenta características específicas. “Clinicamente, ele se manifesta com um antepé pronado e aduzido, com elevação do arco longitudinal medial e um retropé em varo”, descreve. Ou seja, o chão só é tocado pelas pontas dos dedos e pelo calcanhar, que ainda apresenta uma inclinação para dentro, como se fosse uma torção. Como identificar o pé cavo? O diagnóstico do pé cavo é feito, principalmente, por meio de avaliação clínica realizada por um ortopedista especializado. Ela inclui a análise do formato do pé, da posição das estruturas ósseas, do padrão de marcha e da pisada. Em alguns casos, exames de imagem, como radiografias, são utilizados para confirmar a hipótese diagnóstica e avaliar a gravidade do quadro. “Sinais como a elevação do arco do pé além do normal e a presença de calosidades em áreas específicas podem ser indicativos da condição”, acrescenta o especialista. Implicações no dia a dia O impacto do pé cavo no cotidiano varia de pessoa para pessoa. Em casos assintomáticos, não há prejuízo significativo para a mobilidade ou desconfortos. Já em casos mais graves, as repercussões incluem: Dor nos pés devido à sobrecarga em áreas específicas; Formação de calosidades dolorosas em regiões de maior pressão; Tendinopatias causadas pelo esforço excessivo dos tendões; Dificuldades na marcha ou instabilidade ao caminhar. “O quadro clínico e as repercussões dependem de quão acentuado é o arco do pé e da presença de outras condições associadas. Por isso, cada caso deve ser avaliado individualmente”, ressalta o profissional. De acordo com o médico, o pé cavo não é o padrão mais comum. Isso porque o tipo mais frequente é o pé considerado “normal”, que apresenta um arco longitudinal dentro dos limites considerados saudáveis. “O pé cavo é uma alteração que, embora nem sempre seja patológica, está geralmente associada a alguma doença de base”, explica. Precisa tratar? Não são todos os casos de pé cavo que exigem intervenção. A necessidade de ações médicas depende de fatores como: Presença de sintomas, como dor ou calosidades; Impacto na mobilidade e, consequentemente, na qualidade de vida; Progressão da deformidade ao longo do tempo; Surgimento de condições subjacentes associadas, como doenças neurológicas ou musculoesqueléticas. “O tratamento deve ser baseado em uma avaliação detalhada e individualizada. Em casos assintomáticos, muitas vezes não é necessário intervir. Já nos casos sintomáticos, as opções podem incluir fisioterapia, uso de palmilhas ortopédicas e, em situações extremas, até cirurgia”, orienta o especialista. Cuidados e prevenção Embora nem sempre exija tratamento, algumas medidas podem ajudar a minimizar seu impacto e evitar complicações: Use calçados adequados que ofereçam suporte e conforto; Pratique exercícios de fortalecimento e alongamento para os pés e tornozelos; Consulte regularmente um ortopedista, especialmente em casos de dor ou alterações na pisada.
Conheça o Universo Infantil
Avó cuida do neto, mas do jeito dela. Como resolver isso?
Quando a avó passa a ser responsável pelos cuidados da criança com frequência, é comum surgirem diferenças na forma de educar. Regras sobre alimentação, sono, escola ou disciplina podem gerar tensão dentro de casa e desafiar a autoridade dos pais. Com isso, vem o dilema: como impor limites sem parecer ingratidão? O equilíbrio é difícil, mas possível. A empreendedora Lilian Melo, de 40 anos, viveu esse tipo de situação na própria família. Ela foi mãe muito jovem e, com a filha mais velha, contou intensamente com a ajuda da própria mãe para conseguir terminar o estudo e começar a trabalhar. Com o tempo, percebeu que a avó acabou assumindo muitas decisões sobre a criação da neta, incluindo questões ligadas à escola, alimentação e até regras. “Na época, eu ainda era adolescente e não tinha repertório sobre maternidade, então era difícil entender se aquilo era certo ou errado. Depois que tive minha segunda filha, já mais velha, percebi que minha mãe tentou retomar o mesmo papel, mas dessa vez eu senti que precisava assumir esse lugar como mãe”, conta. Conflito também de gerações O psicólogo André Machado, mestre e doutor pela PUC-RJ, avalia que conflitos desse tipo são comuns porque a educação dos filhos envolve valores muito profundos, ligados à identidade e, também, às experiências de cada geração. De um lado, os pais estão construindo seu próprio jeito de formar uma família e, muitas vezes, tentando corrigir ou transformar aspectos da própria infância. Já do outro lado, a avó tende a repetir práticas que, para ela, funcionaram como mãe. Além disso, o próprio envelhecimento leva a mudanças no modo de cuidar. “O problema aparece quando esses jeitos colidem. Os pais podem sentir que sua autoridade está sendo ameaçada, enquanto a avó pode interpretar que sua ajuda está sendo desvalorizada. No fundo, é menos sobre certo ou errado e mais sobre proteger a autoestima e o pertencimento dentro da família”, explica o profissional. Como equilibrar ajuda e autoridade A boa notícia é que existe, sim, uma linha saudável entre reconhecer a ajuda da avó e manter a autoridade parental. Para o especialista, esse equilíbrio – difícil, mas possível – costuma surgir quando gratidão e clareza de papéis caminham juntas. Nesse sentido, demonstrar reconhecimento pelo cuidado oferecido ajuda a diminuir tensões. Ao mesmo tempo, os pais precisam definir o que é inegociável na criação da criança, como segurança física, limites saudáveis, rotina de sono e alimentação. “Conversas colaborativas costumam funcionar melhor. Algo como ‘vamos alinhar juntos o que é importante para ele crescer bem?’ tende a reduzir o clima de confronto e reforçar a ideia de parceria”, orienta o psicólogo André Machado. Onde flexibilizar e onde ter limites O primeiro passo é reconhecer que nem todas as diferenças precisam virar discussão. Afinal, cada familiar tem um papel importante na rotina e na criação da criança: Avós: costumam oferecer mais colo, brincadeiras livres e histórias de família. Essas experiências fortalecem o apego e ajudam na construção da resiliência emocional. Pais: tendem a agir com mais firmeza, que se torna essencial quando estão em jogo aspectos centrais do desenvolvimento da criança, como segurança física, ausência de agressões, limites no uso de telas, qualidade do sono e alimentação equilibrada. O especialista André Machado ainda sugere transformar o alinhamento familiar em um hábito. Conversas periódicas ajudam a prevenir atritos e permitem que todos entendam quais pontos são realmente inegociáveis e onde há espaço para flexibilizar. No caso de Lilian, o melhor caminho foi mesmo a conversa, mas ela não foi nada fácil. Apesar do medo de magoar a mãe, a empreendedora precisou agir com firmeza quando a filha mais nova tinha cerca de 3 anos. O diálogo foi essencial para escrever um capítulo diferente no seu jeito de maternar. “Eu tenho uma gratidão enorme por tudo que minha mãe fez por mim e pelas minhas filhas, mas entendi que precisava tomar as rédeas da maternidade. Hoje, acredito que cada mulher precisa assumir esse papel, principalmente quando está criando os filhos sozinha”, compartilha.
O dia a dia da escola visto pelas crianças: entenda como é
Para compreender o que acontece na escola, muitas vezes é preciso tentar enxergar a rotina pela perspectiva da própria criança. Quando os pais fazem esse exercício, conseguem perceber emoções, desafios e pequenas conquistas que ajudam a entender melhor como o dia escolar é vivido. A professora de Educação Infantil Brenda Azevedo, especialista em Neuroeducação, explica que compreender a escola a partir do olhar do pequeno ajuda os pais e cuidadores a reconhecer sentimentos e vivências que, muitas vezes, acabam passando despercebidos pelos adultos. “A experiência escolar não é vivida com o olhar adulto, mas com o corpo e as emoções da criança. Se tentarmos compreender essa perspectiva, conseguimos validar sensações, medos e descobertas que, para nós, podem parecer pequenos, mas para ela são enormes”, observa a educadora. Tudo muda na infância em grupo Ao sair de casa e passar parte do dia em um ambiente coletivo, a criança entra em um espaço onde precisa dividir atenção, brinquedos, tempo e até o próprio ambiente. Esse novo contexto exige habilidades novas, como espera, escuta e convivência, o que representa um importante exercício emocional e social. Com isso, alguns momentos da rotina acabam sendo especialmente marcantes para ela, ainda que passem despercebidos pelos adultos, como: a despedida na porta da escola; o momento da alimentação; o horário do sono; o tom de voz da professora; quem se senta ao lado na roda ou na mesa. Brenda ainda lembra que, para crianças pequenas, a previsibilidade da rotina tem papel fundamental nesse processo. Quando sabem o que vai acontecer ao longo do dia, elas se sentem mais seguras e conseguem compreender melhor o ambiente escolar. Pequenos acontecimentos Esses detalhes aparentemente simples ajudam a organizar emocionalmente a experiência na infância. Quem pegou o brinquedo que ela queria, o livro escolhido para a leitura ou até o abraço de despedida de um colega pode ter grande significado. Além disso, a professora infantil Brenda Azevedo destaca que, muitas vezes, o momento preferido de uma criança nem sempre é o que a família imagina. Enquanto alguns gostam de brincar no parque, outros podem se sentir especiais ao participar como ajudantes do dia ou ao ouvir a leitura de uma história. “Se a criança se sente segura com o adulto de referência, ela consegue elaborar melhor a separação e as frustrações. Muitas vezes, essas emoções aparecem no corpo, com choro, mais agitação ou silêncio”, diz a especialista. E se não tiver choro? Nesses casos, nem sempre indica uma adaptação tranquila. Pode ser também uma inibição e, nesse contexto, o apoio parental é essencial para nomear os sentimentos. Como se aproximar desse universo Em casa, a forma como os familiares conversam sobre a escola pode ajudar o pequenino a compartilhar mais sobre o que viveu. Em vez de perguntas diretas que soam como interrogatório, comentários afetuosos costumam abrir espaço para que fale no próprio tempo. Quando a resposta vem apenas como “foi legal” ou “não sei”, isso também pode indicar cansaço ou dificuldade de organizar a experiência em palavras. Algumas estratégias simples podem ajudar nesse diálogo: comentar que pensou nela durante o dia; imaginar situações da rotina escolar; perguntar sobre as brincadeiras ou colegas; valorizar pequenas conquistas; criar rituais, como um abraço de despedida ou frases repetidas; ter um momento de acolhimento ao voltar da aula. Alterações no sono, no apetite ou nas brincadeiras podem revelar como a experiência escolar está sendo vivida pela criança. “Muitas vezes, durante o brincar em casa, a criança reproduz situações vividas na escola. Observar esses sinais ajuda a compreender como o dia foi elaborado internamente”, orienta Brenda.
Minha filha sempre chora ao pentear o cabelo: o que fazer?
Pentear o cabelo deveria ser parte simples da rotina, mas pode virar um cenário de choro e tensão. Muitas famílias relatam resistência diária, principalmente em crianças pequenas, que reclamam de dor ou simplesmente se recusam a colaborar. Identificar o motivo dessa reação e aprender a lidar com ela é fundamental. “Existe uma cultura de que ‘dói, mas tem que doer’. Só que a criança pode ser mais sensível e não consegue expressar isso em palavras. Quando o adulto acolhe e cria um momento seguro, o contexto muda”, explica a psicóloga Priscila Evangelista, especialista em saúde da família e atendimento a mulheres. Ela ainda esclarece que nem sempre o estresse é apenas pela dor física. Embora algumas crianças realmente apresentem maior sensibilidade no couro cabeludo, outras já criaram expectativas sobre como o próprio cabelo “deveria” ser. Assim, fatores familiares, externos e até culturais também acabam influenciando. Quando o problema é técnico Do ponto de vista do cuidado capilar, o choro costuma ter causas bastante objetivas. O cabeleireiro Maycon Peterson, instrutor do Instituto Embelleze de Santana, destaca alguns motivos comuns: O cabelo infantil embaraça com facilidade, porque os fios são mais finos e frágeis, aumentando o atrito. A ausência de condicionador, a presença de resíduos de shampoo e o hábito de pentear a seco agravam o problema. Começar o desembaraço pela raiz ou tentar desfazer o nó com força só piora. Escovas rígidas e pentes de dentes muito finos não são adequados para fios infantis, sobretudo os cacheados ou mais longos. O profissional alerta para a tração excessiva nos fios e no couro cabeludo, capaz de gerar dor imediatamente. Para evitar, a dica é nunca começar pela raiz: inicie pelas pontas e avance aos poucos, até chegar no topo. Trabalhar com o cabelo úmido e produtos específicos facilita bastante e reduz o desconforto. A rotina que evita nós Já para o hairstylist Alcimar Ramos, do Jacques Janine Center Norte, o segredo está na prevenção. Quanto melhor for o preparo do fio, menor será o desconforto depois. Uma rotina simples, mas constante, transforma completamente o momento de pentear. A sequência começa ainda no banho e o profissional recomenda: usar shampoo suave e aplicar condicionador sempre que possível; desembaraçar delicadamente com os dedos durante o enxágue; retirar o excesso de água sem esfregar a toalha; aplicar leave-in ou spray desembaraçante adequado ao tipo de cabelo; dividir em mechas e pentear das pontas para a raiz, com calma. “Pentes de dentes largos e escovas flexíveis ajudam muito porque acompanham o movimento do fio e não puxam com tanta força. Pequenos ajustes na rotina já são suficientes para transformar esse momento”, afirma o cabeleireiro. Cuidado também é vínculo Mesmo com as técnicas corretas, o comportamento do adulto ainda faz diferença. A psicóloga Priscila Evangelista reforça que o modo como o cuidado é conduzido pode evitar que o ato vire uma disputa de poder. Frases duras, pressa excessiva e a ideia de obrigação tendem a aumentar a resistência. O que pais, cuidadores ou responsáveis podem fazer: incluir a criança no processo; permitir a escolha do penteado, acessório ou finalização; ensinar que pentear o cabelo é autocuidado, assim como tomar banho; orientar sobre respeito à textura e formato dos fios. “Não ensinamos no grito, nem no caos, mas no acolhimento. Cabe ao adulto organizar o momento e mostrar que cuidar do cabelo não precisa ser sofrimento. Quando existe escuta e respeito, o cuidado deixa de ser trauma e vira conexão”, ensina a especialista. Mas atenção: se o choro for intenso, recorrente e não melhorar com ajustes na técnica e acolhimento, é indicado buscar avaliação profissional para investigar uma sensibilidade sensorial mais acentuada.

