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Tenys Pé foi desenvolvido com ingredientes que agem eficazmente no controle da transpiração excessiva, eliminando fungos e bactérias que causam odores.
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Conheça o Universo do Pé
Cuidado com os pés em casa: o que fazer e não fazer
Muita gente sai do banho e logo passa o desodorante nas axilas e o hidratante no rosto e no corpo. Mas e o pé? Devemos dedicar os mesmos cuidados a essa parte do corpo? É bom lixar de vez em quando? E pode passar hidratante? Se você tem dúvidas sobre o que pode ou não fazer para cuidar bem dos pés, confira a seguir as dicas de dois especialistas em podologia: Jeneci Andrade de Souza, docente da área de podologia do Senac São Paulo; e Armando Bega, podólogo responsável pelo Instituto Científico de Podologia, presidente da Associação Brasileira de Podólogos e especialista em Podiatria. Preciso lavar os pés todos os dias? Sim: como todo o resto do corpo, os pés devem ser lavados todos os dias com sabonete comum. “No banho, muita gente deixa só a água escorrer e não lava direito os pés”, diz Bega. “É preciso lavar entre os dedos e usar uma bucha para higienizar bem o pé.” Nunca é demais lembrar: depois do banho, lave e seque bem a região entre os dedos para não ter problemas com fungos, como os que causam as frieiras. Todo mundo tem que hidratar os pés? Sim! Souza explica que manter a pele hidratada evita uma série de alterações no pé, como o aparecimento de pequenas (porém bem incômodas) rachaduras no calcanhar. O ideal é fazer essa hidratação diariamente. Se não for possível, ele recomenda uma frequência de ao menos três vezes por semana. “Mas atenção: não se deve passar creme entre os dedos, somente na região plantar e dorsal”, completa. É preciso lixar os pés? Não. O ideal é realizar uma esfoliação e, depois, uma hidratação. “O lixamento só deve ser feito quando se remove uma calosidade. É melhor usar cremes que mantêm a pele hidratada e impedem que ela engrosse muito”, explica Bega. “Lixar os pés agride a pele, abre passagem para bactérias e fungos e muitas vezes causa uma resposta inflamatória que vai levar o corpo a produzir mais pele.” No caso de calos, ele indica procurar um/a podólogo/a para fazer a avaliação. “Pode ser necessário usar uma palmilha, pois a questão não é lixar, e sim resolver uma alteração de pisada que está fazendo com que a pele engrosse em certos pontos por causa do aumento de pressão devido a essa alteração.” Que cuidados com os pés eu posso tomar se suo muito? Nesse caso, é importante manter os pés secos por mais tempo, para evitar o mau cheiro e infecções por fungos, como as frieiras. Souza recomenda usar papel interfolha na secagem, pois ele absorve melhor a umidade. Bega sugere usar desodorante para os pés na versão em pó, que tem melhor desempenho para absorver a umidade gerada na transpiração. Para completar, evite usar meias e calçados feitos de tecidos sintéticos, especialmente no calor, pois eles fazem os pés suarem mais. “É melhor usar meias de algodão, que absorvem o suor”, completa Bega. De quanto em quanto tempo devo inspecionar meu pé? “Todo dia”, responde Souza. “Observe a presença de bolhas, calos e calosidades, coloração diferente na pele ou nas unhas”, afirma o especialista. Esse cuidado deve ser redobrado para quem tem pé diabético, pois, com a perda de sensibilidade nos pés, pequenas feridas e rachaduras podem virar ulcerações graves que levam à amputação. Quem não tem diabetes deve ficar de olho e checar se há mudança de aspecto nas unhas ou na coloração da pele, especialmente entre os dedos. Esses sinais podem ser de infecção por fungos, como micose e pé de atleta.
Por que os pés são tão importantes durante toda a vida?
Quando os pés são o assunto, logo o conceito de mobilidade vem à cabeça, já que são responsáveis por sustentar o peso do corpo, distribuir a pressão durante os movimentos, regular a temperatura, prevenir lesões e proporcionar equilíbrio. Obviamente, são essenciais durante toda a vida, sobretudo no que diz respeito à estabilidade e locomoção – seus papéis centrais. Conforme explicam os ortopedistas João Pedro Rocha, Bárbara Lívia e Lucas Rodrigues, do Instituto Torus de Ortopedia Especializada, os pés têm uma função biomecânica indispensável. Isso porque garantem estabilidade e locomoção, permitindo que os indivíduos se desloquem com segurança e precisão. Além disso, absorvem impactos e ajudam a proteger outras estruturas do corpo, como joelhos e coluna. Vale lembrar que a sensibilidade e a propriocepção (a percepção do corpo no espaço) são fundamentais para manter o equilíbrio. Sem esses mecanismos, tarefas simples, como subir escadas ou até ficar parado em pé, seriam muito mais desafiadoras. Do nascimento aos primeiros passos Já parou para pensar que o cuidado com os pés começa desde o nascimento? O teste do pezinho, realizado nos primeiros dias de vida, é essencial para detectar doenças genéticas e metabólicas, como a atrofia muscular espinhal (AME), que pode comprometer funções vitais - andar e respirar, por exemplo -, sendo até fatal. A partir do momento que o bebê começa a dar os primeiros passos, os pés se tornam os grandes protagonistas. A fase é um marco no desenvolvimento motor, sendo que o controle postural, o equilíbrio e a força muscular determinam o momento certo para cada criança se movimentar, como ressaltam os especialistas. O formato do pé também impacta a locomoção. Segundo a podóloga Fabiana Lopes, especializada em pés diabéticos, os três principais tipos são: Pé normal: com curvatura equilibrada, que proporciona suporte adequado ao peso corporal; Pé chato: possui pouca ou nenhuma curvatura, levando ao maior contato com o solo, o que pode causar dores e cansaço; Pé cavo: apresenta um arco acentuado, reduzindo a área de apoio e aumentando o risco de lesões. “Identificar o tipo de pé é fundamental para escolher calçados adequados e prevenir problemas como fascite plantar e dores crônicas”, acrescenta a profissional. Ao longo da vida… Os ortopedistas lembram que, com o passar do tempo, os pés enfrentam diferentes desafios. Na vida adulta, por exemplo, calçados inadequados e falta de atenção à higiene podem levar a calosidades, unhas encravadas e micoses. Já na terceira idade, doenças crônicas, como diabetes e osteoporose, tornam os cuidados ainda mais necessários. “O envelhecimento traz alterações na massa muscular, postura e equilíbrio. Isso aumenta o risco de quedas e compromete a mobilidade”, acrescenta a podóloga. Para minimizar tais impactos, os médicos recomendam práticas simples, mas eficazes: Praticar exercícios regulares para fortalecer músculos e melhorar a circulação; Usar sapatos confortáveis, a fim de evitar dores e ter suporte adequado; Realizar consultas regulares com ortopedistas e podólogos. A velhice retoma a busca por autonomia Detalhe importante: apesar de os pés serem testados ao nascer e se tornarem protagonistas dos primeiros passos e bases essenciais durante toda a vida, eles podem sofrer implicações na senioridade. Tanto que, durante essa fase, o objetivo principal costuma ser voltar a andar sem auxílio. “A saúde dos pés está diretamente ligada à independência do idoso. Manter os cuidados recomendados desde cedo faz toda a diferença”, aponta João Pedro. Por isso, algumas recomendações simples, do dia a dia, merecem ser respeitadas e seguidas durante toda a vida: Lave e seque bem os pés diariamente, especialmente entre os dedos; Use cremes hidratantes para evitar ressecamento; Corte as unhas corretamente e previna encravamentos; Evite andar descalço em local público e reduza o risco de micoses.
Mitos e verdades sobre as micoses
As micoses são infecções fúngicas que podem afetar a pele, unhas e até mesmo órgãos internos. Existem muitos mitos e verdades sobre as micoses, então é importante esclarecer o que é realmente verdade e o que não é. Mitos sobre as micoses: Mito: "Micoses são causadas apenas pela falta de higiene" Verdade: Embora a falta de higiene possa contribuir para o desenvolvimento de micoses, elas também podem ser causadas por fatores como um sistema imunológico enfraquecido, uso excessivo de antibióticos, ambientes úmidos ou até predisposição genética. Mito: "Micoses não são contagiosas" Verdade: Algumas micoses são contagiosas e podem ser transmitidas por contato direto com a pele ou objetos contaminados, como toalhas e calçados. Isso é comum em micoses como a Tinea pedis (pé de atleta) e tinea corporis (micose de corpo). Mito: "É só aplicar um creme que a micose vai desaparecer rapidamente" Verdade: O tratamento de micoses pode ser mais complexo e demorado, dependendo do tipo de fungo e da gravidade da infecção. É importante seguir as orientações médicas e realizar o tratamento completo, mesmo que os sintomas desapareçam antes. Mito: "Micoses só afetam pessoas com baixa imunidade" Verdade: Embora pessoas com o sistema imunológico comprometido estejam mais suscetíveis, qualquer pessoa pode contrair uma micose, principalmente em ambientes propensos a fungos, como vestiários, academias e piscinas. Verdades sobre as micoses: Verdade: "Micoses podem afetar diferentes partes do corpo" As micoses podem afetar a pele, as unhas, o couro cabeludo e até órgãos internos. Elas podem se manifestar de diferentes formas, como manchas, coceira, descamação, vermelhidão ou espessamento das unhas. Verdade: "Ambientes úmidos favorecem o desenvolvimento de micoses" Lugares quentes e úmidos, como vestiários, piscinas e saunas, são ambientes ideais para o crescimento de fungos. O uso de roupas molhadas ou mal ventiladas também pode aumentar o risco de infecções fúngicas. Verdade: "O tratamento para micoses pode variar dependendo da gravidade" O tratamento pode ser feito com antifúngicos tópicos (cremes e pomadas) ou orais, dependendo do tipo de micose e da extensão da infecção. Em casos mais graves, pode ser necessário o uso de medicamentos que precisam de prescrição médica. Verdade: "Prevenir é a melhor forma de evitar micoses" Para evitar micoses, é fundamental manter a pele seca e limpa, usar roupas leves e ventiladas, evitar o uso de calçados apertados e molhados, e não compartilhar itens pessoais, como toalhas e sapatos. Se houver suspeita de uma micose, é importante buscar orientação médica ou podológica para o diagnóstico correto e o tratamento adequado.
Conheça o Universo Infantil
“Meu cachinho”: reconhecer o cabelo é afirmar identidade
Em algum momento da infância, muitas crianças começam a observar características próprias e nomeá-las com curiosidade. Frases como “meu cabelo é cacheado”, “meu cabelo cresce para cima” ou “meu cabelo é grande” aparecem naturalmente e fazem parte de um processo importante para a construção de identidade e diversidade. A psicóloga Thaís Barbisan esclarece que esse movimento começa quando a criança passa a reconhecer o que é dela e a se diferenciar do outro. Normalmente, isso costuma acontecer entre 18 e 24 meses, quando aparecem expressões como “meu” e os primeiros sinais de reconhecimento de si mesma. “Já entre dois e três anos, esse entendimento se torna mais consistente. Ela passa a nomear características próprias mais concretas, como partes do corpo e até o tipo de cabelo. Isso indica que está começando a compreender melhor quem ela é”, complementa a profissional. Parte da construção da identidade Vale ressaltar que quando meninos ou meninas falam sobre seu cabelo, eles não estão apenas descrevendo características físicas próprias. Na verdade, esse gesto revela um movimento importantíssimo para a identidade (em construção) daquela criança e sobre a relação afetiva consigo mesma. Com isso, os pequenos começam a moldar o quebra-cabeça sobre a forma como se percebem no mundo. Assim como o nome próprio tem um valor simbólico importante, falar sobre o cabelo ajuda a dar sentido à própria experiência de existir. Nesse momento, a turma mirim também busca reconhecimento e acolhimento dos adultos. “Esse processo fortalece a autoestima, o pertencimento e a segurança afetiva. As crianças sentem que são legitimadas e constroem uma percepção mais segura de si mesmas. A forma como os pais ou cuidadores reagem ajuda a validar quem elas são e ainda contribui para uma base sólida de segurança emocional”, destaca Thaís. Reconhecimento X dimensão cultural A também psicóloga Flávia Mentone, especialista em inclusão e diversidade, da Reponto, observa que esse momento de nomear o próprio cabelo ainda apresenta importantes componentes culturais e sociais, sobretudo no que diz respeito à diversidade. “Quando a criança diz que seu cabelo é cacheado ou cresce para cima, ela está organizando sua identidade. Em um país como o Brasil, onde a textura dos fios se relaciona com questões raciais e sociais, esse reconhecimento ganha uma dimensão cultural. A representatividade não cria a identidade, mas a legitima”, explica. As próprias pesquisas em psicologia do desenvolvimento apontam para isso. De acordo com vários estudos, o autoconceito começa a se formar entre três e seis anos de vida, baseado em características visíveis e na forma como o ambiente reage a elas. Assim, ao ver pessoas com aspectos semelhantes aos seus, a aparência é legitimada e valorizada. O papel do ambiente Durante esse processo de autopercepção infantil, os adultos precisam ter atenção redobrada a como reagem, pois isso impacta diretamente na construção do pequeno ser. Comentários aparentemente pequenos podem tanto reforçar a segurança quanto gerar associações negativas. O mesmo vale para frases continuamente repetidas. A especialista Flávia Mentone compartilha que estudos sobre viés implícito mostram que crianças internalizam rapidamente padrões sociais. Por isso, frases que tratam certos tipos de cabelo como problema podem impactar a forma como elas se veem. É por isso que a especialista enumera dicas importantes de inclusão e diversidade. Embora simples, essas atitudes fortalecem o pertencimento e a autoestima: Criar ambientes que valorizem diferentes tipos de cabelo. Inserir livros diversos sobre o tema. Evitar hierarquizar texturas. Permitir que a criança escolha penteados. Ensiná-la a cuidar do próprio cabelo com produtos adequados. Elogiar características reais em vez de compará-las. Diversificar personagens e brinquedos. Corrigir comentários preconceituosos.
O segredo do banho tranquilo pode estar no horário
O banho costuma ser um dos momentos mais marcantes da rotina infantil. Para algumas famílias, acontece logo cedo e ajuda no despertar. Para outras, faz parte do ritual da noite e sinaliza que o momento de desacelerar está chegando. Mas, afinal, existe um horário considerado mais adequado para dar banho em bebês e crianças? Dica: depende! De acordo com o pediatra Fernando Degiovani, do Hospital Prontil, não há uma única regra válida para todos os casos. Do ponto de vista pediátrico, o ideal é observar o contexto da casa e escolher um horário que favoreça tanto o conforto do bebê ou da criança quanto os cuidados com a pele. “O banho pela manhã não é mais indicado do que à noite. No entanto, o horário mais adequado costuma ser o momento mais quente do dia, porque é possível usar uma água mais morna para fria e proteger a saúde da pele”, explica o especialista. Os banhos relaxantes dos bebês Nos primeiros meses de vida, muitos pais e cuidadores percebem que o banho ajuda o bebê a relaxar. Por isso, adotam o momento como parte da preparação para o sono. O médico diz que essa estratégia realmente pode funcionar, mas com ressalvas. Não é muito interessante usar excesso de duchas como ritual, por exemplo. Isso porque os banhos podem alterar a microbiota da pele, principalmente se o sabonete for utilizado todas as vezes, considerando que as fórmulas são capazes de matar bactérias protetoras da pele. Nesses casos, uma estratégia simples é dar um banho completo uma vez ao dia, com os produtos necessários, e optar apenas pela imersão na água morna à noite, visando o relaxamento e não mais a higiene, que já foi feita. Cada criança, um efeito Quando os filhos estão maiorzinhos, o tom da conversa muda. À medida que a criança cresce, o efeito relaxante tende a variar. Para algumas, o banho noturno continua ajudando a desacelerar, enquanto para outras, não interfere mais diretamente no sono. Se surgir dúvida do melhor momento, alguns fatores podem ajudar na escolha: clima e temperatura do dia; rotina da casa; horários de sono da criança; nível de atividade ao longo do dia. “De modo geral, o impacto do banho passa a depender mais da rotina familiar do que da idade. Por isso, cada família acaba organizando esse momento de acordo com seus próprios horários”, avalia o pediatra Fernando Degiovani. O que fazer e o que evitar Mais importante do que o horário é a forma como acontece. Lembre-se de controlar a aplicação de produtos, sem exagerar em sabonetes e shampoos. A recomendação é usar apenas o básico em somente um dos banhos e não ultrapassar duas higienes diárias. Vale ainda evitar horários noturnos se a criança estiver doente ou se as temperaturas forem muito baixas. Cabelo molhado e friagem podem prejudicar os pequeninos, sobretudo aqueles que já são alérgicos. Além disso, a melhor temperatura da água é sempre de morna para fria e isso só é possível em momentos e climas mais quentinhos. Por último, o médico lembra que o certo é, na verdade, o que funciona para o bebê ou para a criança, ou seja, deve-se observar individualmente e considerar também casos específicos, como pele seca ou dermatite atópica, que pedem cuidados próprios e orientados.
Pequenas tarefas hoje, filhos mais responsáveis amanhã
Guardar brinquedos, escolher a roupa ou ajudar em tarefas simples podem até parecer pequenos gestos do dia a dia, mas têm um papel importante na vida das crianças. Mais do que facilitar a rotina da casa, essas ações ensinam sobre ser mais responsável, cooperar e até ter autonomia, previsibilidade e segurança emocional. Na casa da estrategista digital Luana Rosário, mãe de duas crianças pequenas, essa participação começou aos poucos. Como os filhos têm três anos de diferença, ela precisou adaptar as tarefas para que ambos pudessem colaborar de alguma forma, mesmo com habilidades diferentes. “Pesquisando e conversando com a psicóloga deles, entendi que podia atribuir ações diferentes e complementares. Muitas vezes, o caçula entra como apoio da mais velha e isso foi muito positivo para o senso de responsabilidade e cooperação da nossa família”, relata. Como os hábitos estruturam a rotina infantil Segundo a terapeuta ocupacional Lígia Carvalho, mestre em Educação e Desenvolvimento Infantil e fundadora da Ludens Cursos, os pequenos hábitos cotidianos são muito importantes, porque ajudam a estruturar emocionalmente o dia a dia dos pequeninos e isso traz diversos benefícios. “Na primeira infância, o cérebro está em intenso processo de maturação. Quando há consistência na organização das atividades, isso oferece previsibilidade e continuidade, o que reduz a ansiedade e aumenta a sensação de segurança”, explica a especialista. Além disso, a repetição diária dessas ações, como guardar brinquedos, lavar as mãos ou seguir uma sequência antes de dormir, fortalece a autorregulação. Com o tempo, a criança passa a antecipar etapas, esperar sua vez e concluir pequenas tarefas, desenvolvendo organização interna e maior autonomia. Incentivar a participação independe da idade De acordo com a profissional, envolver a criança em pequenas responsabilidades já é possível pouco antes dos dois anos de vida, desde que as atividades respeitem seu nível de desenvolvimento e não exijam maturidade antes da hora. Entre os exemplos de participação no dia a dia estão: Por volta de 1 ano e meio a 2 anos: com ajuda de um adulto, pode guardar brinquedos, levar a fralda ao lixo ou colocar a roupa no cesto. Entre 3 e 4 anos: consegue assumir tarefas um pouco mais estruturadas, como organizar materiais, ajudar a colocar a mesa ou cuidar dos próprios pertences com mais independência. A partir dos 5 anos: com supervisão, já pode organizar a mochila conforme as atividades do dia e escolher a roupa que prefere usar. “Quando a criança participa ativamente da rotina, deixa de ser apenas conduzida pelo adulto e passa a se reconhecer como parte importante do funcionamento da casa. Essa vivência fortalece o senso de pertencimento e de competência”, afirma a terapeuta ocupacional Lígia Carvalho. Se a criança não quer colaborar A resistência à repetição das tarefas é comum na primeira infância e costuma fazer parte do próprio processo de desenvolvimento. A especialista detalha que essas recusas podem estar ligadas ao cansaço, sobrecarga ou dificuldade na transição entre atividades. Algumas estratégias simples para lidar com a situação incluem: dividir a tarefa em etapas mais simples; torná-la mais lúdica e concreta; oferecer escolhas limitadas; antecipar o que será feito (por exemplo: “daqui a cinco minutos vamos guardar”); validar emoções e manter limites consistentes. No caso de Luana Rosário, a maior resistência não veio dos filhos, mas das pessoas de fora. Isso porque havia uma visão equivocada de que os pais, ao dar pequenas tarefas aos pequenos, querem se livrar da responsabilidade ou do trabalho. Para ela, é o oposto: isso ensina valores muito importantes, como cooperação e igualdade. “Nós estamos construindo uma rotina mais justa para todos. Se desde pequeno o menino souber que também é responsável pelos afazeres da casa na mesma medida que a menina, vamos criar homens que dividem tarefas com as mulheres”, avalia a mãe.

