Ajuda: Perguntas frequentes
Aqui você encontra as principais dúvidas sobre nossos produtos
Escolha as dúvidas por marca:
Tenys Pé foi desenvolvido com ingredientes que agem eficazmente no controle da transpiração excessiva, eliminando fungos e bactérias que causam odores.
Quer dizer que nossos produtos não produzem efeitos colaterais como a irritação dos olhos.
Entre outros, os nossos repelentes protegem contra as picadas de insetos como o. Proteção de mosquitos testada para espécie Culex Quinquefasciatus e Aedes Aegypti, este último transmissor das doenças Dengue, Zika, e Chikungunya.
Conheça o Universo do Pé
Calcanhar rachado: mitos e erros nos cuidados
Quando o calcanhar começa a ressecar e a rachar, muita gente tenta resolver tudo de uma vez só, ou seja, lixa demais, usa produtos agressivos ou aposta em receitas caseiras sem orientação. O problema é que alguns desses hábitos acabam piorando ainda mais as fissuras e aumentando o risco de dor, sangramento e infecções na região. Há maneiras corretas de fazer isso e muita coisa ensinada por aí é puro mito! A podóloga Marcineide Tavares explica que um dos erros mais comuns é deixar a pele ressecar excessivamente antes de iniciar qualquer cuidado. Depois disso, fica complicado tentar “corrigir” o problema rapidamente usando métodos mais grosseiros. Mas não é só isso. Ela também aponta práticas que sensibilizam ainda mais a pele. Usar lâmina nos pés; Exagerar no uso da lixa; Deixar de hidratar a região com frequência. “E isso pode agravar bastante o quadro do ressacamento dos pés e até das fissuras podais”, alerta. Mitos sobre o calcanhar rachado Segundo a dermatologista Giuliana Miranda, da Clínica Elsimar Coutinho, o ressecamento intenso dos pés acontece pela combinação entre pele seca e pressão constante na região. Como os pés possuem menos glândulas sebáceas, já existe uma tendência natural para ressecarem. Entre os mitos mais comuns sobre o tratamento e cuidados do calcanhar rachado estão: achar que só hidratar resolve tudo; acreditar que lixar os pés todos os dias acelera a melhora; pensar que andar descalço ajuda a pele a “respirar”; tratar as fissuras apenas como um problema estético. Esses hábitos e crenças podem piorar o ressecamento, aumentar a pressão sobre os calcanhares e favorecer novas rachaduras. Erros pioram as fissuras Acreditar em mitos e dicas milagrosas também atrapalha o tratamento. Afinal, não existe fórmula mágica. Os cuidados precisam ser contínuos e focados tanto na hidratação quanto na recuperação dérmica. Nesse sentido, a dermatologista Giuliana Miranda acrescenta que soluções caseiras podem até hidratar superficialmente, mas nem sempre tratam a causa do ressecamento. E faz um alerta! Em fissuras abertas, certas receitas improvisadas podem causar mais irritação. O tratamento realmente eficaz envolve ativos capazes de tratar as fissuras de forma segura. Entre eles estão: ureia; ácido lático; ácido salicílico; glicerina; pantenol; manteigas e óleos vegetais. A recomendação é aplicar os produtos após o banho e usar meias (preferencialmente de algodão) para potencializar o efeito da hidratação. Além disso, a avaliação e a orientação de um profissional médico são importantes, já que algumas fórmulas podem ter contraindicações. Sinais de alerta: fique de olho Quando as fissuras ficam profundas, dolorosas ou apresentam sinais inflamatórios, o acompanhamento profissional passa a ser bem mais importante para evitar complicações. De acordo com Giuliana Miranda, os principais sinais de alerta incluem: sangramento; secreção; vermelhidão; inchaço; pus; dor intensa; mau odor. “A presença de fissuras pode funcionar como porta de entrada para bactérias e fungos, principalmente em pacientes com diabetes ou outras condições associadas”, reforça a médica dermatologista Giuliana Miranda.
Pés inchados no fim do dia: saiba quando se preocupar
Depois de muitas horas em pé ou sentado, os pés e tornozelos podem ficar mais inchados. Calor, excesso de sal, obesidade, gravidez e alguns medicamentos também podem favorecer esse acúmulo de líquido. Mas até onde esse inchaço é normal? O angiologista Rodrigo Piccione, da Doctoralia, esclarece que a gravidade dificulta o retorno do sangue das pernas ao coração ao longo do dia. Por isso, observar o comportamento do edema ajuda a diferenciar uma reação normal daquela que precisa de investigação. “Quando o inchaço surge no fim do dia, é pequeno, acontece nos dois pés e melhora ao colocar as pernas para cima ou depois de dormir, está mais relacionado à rotina da pessoa”, tranquiliza o especialista. Observe como o inchaço se comporta Já o edema constante, que piora com o passar do tempo, permanece mesmo após repouso ou está presente ao acordar é sinal de alerta. A assimetria também importa: se apenas uma perna está inchada, não deve ser tratada como algo habitual. Outros sinais que pedem avaliação rápida: Dor, vermelhidão e aumento da temperatura local. Uma perna mais inchada que a outra. Piora progressiva do inchaço ou persistência por vários dias. Falta de ar ou dor no peito. Escurecimento da pele, coceira ou surgimento de feridas. O médico alerta que dor, vermelhidão, calor e diferença entre as pernas podem indicar trombose, um dos quadros vasculares mais graves. Já falta de ar e dor no peito tornam ainda mais urgente a busca por atendimento. Hábitos simples podem aliviar A faxineira Maristela de Carvalho, de 50 anos, costumava sentir os pés inchados depois do trabalho. Ela buscou avaliação profissional devido à sensação de peso e dificuldade para caminhar. Mais que isso, sentia urgência em chegar em casa para elevar as pernas, e o inchaço persistia mesmo após o repouso. “O médico relacionou o inchaço à retenção de líquido e às muitas horas em pé. Ele prescreveu um medicamento diurético e me orientou a dormir com os pés elevados pelo travesseiro e fazer escalda-pés”, relata. Nesses casos em que o inchaço está relacionado à rotina e melhora com o descanso, algumas medidas costumam ajudar: evitar permanecer muito tempo na mesma posição; caminhar e movimentar os pés durante o trabalho; beber bastante água; reduzir o consumo excessivo de sal; elevar as pernas por alguns minutos ao chegar em casa; praticar exercícios físicos com acompanhamento. Para pessoas com insuficiência venosa, varizes ou refluxo nas veias safenas, a meia de compressão pode fazer diferença, mas deve ser prescrita por um especialista. Investigar a causa muda o tratamento Lembre-se de que o inchaço é um sintoma, não uma doença. Portanto, alguns exames podem ser solicitados para identificar a origem do problema e, assim, tratá-lo. Segundo o angiologista Rodrigo Piccione, o ecodoppler, também chamado de ultrassom vascular, é um dos exames mais utilizados para avaliar a circulação das veias e investigar insuficiência venosa ou trombose. Testes para doenças cardíacas, renais e hepáticas, alterações hormonais, linfedema ou lipedema também podem ser considerados, a depender do quadro. “Nem todo inchaço é motivo de preocupação, mas também não devemos normalizar um sintoma que passa a fazer parte da rotina. Se for recorrente, houver coceira, vermelhidão ou varizes visíveis, procure um angiologista ou cirurgião vascular”, finaliza o médico.
Sinais de que seu corpo não está pronto para aumentar a intensidade da corrida
Querer correr mais rápido ou aumentar a intensidade faz parte da evolução na corrida, mas o corpo costuma dar sinais claros quando ainda não está preparado para esse salto. Ignorar esses alertas pode não só travar o desempenho, como aumentar o risco de lesões e afastar o corredor dos treinos. O triatleta André Plec explica que, antes de pensar em ganhar ritmo, é fundamental observar como o corpo responde aos estímulos. Lesões, dores intensas e dificuldade de recuperação são alguns dos indícios de que talvez seja hora de desacelerar e reforçar a base. Os sinais físicos mais comuns Entre os principais alertas de que o corpo ainda não está pronto para correr mais rápido ou com mais intensidade estão: Dores extremas após a corrida; Lesões musculares; Lesões ósseas, como fraturas por estresse. “Esses sinais indicam que o corredor ainda não atingiu um estágio mais avançado de preparo e pode precisar ‘dar um passo para trás’ antes de tentar evoluir”, destaca o esportista. Vale ficar de olho Sentir dor persistente, cansaço excessivo ou perceber queda de rendimento durante os treinos pode indicar que o ritmo ou o volume estão altos demais. No entanto, André Plec alerta que nem sempre o problema está apenas no preparo físico. A alimentação inadequada e a falta de sono também interferem diretamente na recuperação muscular. Quando faltam nutrientes ou descanso, o corpo não consegue se recuperar de forma adequada, o que acaba refletindo em pior desempenho. Recuperação é parte do treino Na corrida, treinar bem não é suficiente se o corpo não tiver tempo e condições para a recuperação. É que, sem recuperar a musculatura e o corpo como um todo, fica praticamente impossível evoluir, seja para melhorar o tempo ou aumentar distâncias. “Não tem como entregar uma performance melhor tendo uma capacidade física pior”, garante André. Nesse sentido, ele ainda relembra a importância do treinamento de força, com um profissional capacitado, que reduz o risco de lesões e ajuda na melhora do desempenho. Não ignore os sinais Deixar de prestar atenção no que o seu corpo diz ou ignorar sinais importantes pode aumentar as chances de lesões, por exemplo. Perceber o limite é parte fundamental da corrida e existem boas estratégias para isso: Monitorar batimentos cardíacos. Uma frequência cardíaca alta demais indica que o esforço acima do ideal. Observar a respiração. Se, além dos batimentos acelerados, você estiver ofegante, provavelmente está se esforçando mais do que o corpo aguenta naquele momento. Não encare esse “passo para trás” como uma perda: compreender melhor o quanto está sendo exigido no treino e ajustar o ritmo, quando necessário, são medidas essenciais para evoluir como corredor. Corredores iniciantes X experientes Vale lembrar que os sinais de alerta costumam ser parecidos tanto para quem está começando quanto quem têm muitos quilômetros no currículo. São eles: Desconforto muscular; Dores; Sensações diferentes no corpo. A principal diferença está na forma como cada corredor reage. O mais experiente tende a reconhecer esses sinais, interromper o treino, se recuperar e voltar mais forte. Já o iniciante, muitas vezes ansioso por evoluir, ignora os alertas e continua treinando. Aumentar o ritmo também é importante Embora a segurança seja essencial, aumentar o ritmo e as distâncias faz parte do processo de evolução. Para André Plec, o desafio é um elemento central do esporte e deve ser seguido sempre, estabelecendo metas, buscando ser mais rápido ou mais resistente e desenvolvendo resiliência. “Esse processo envolve corpo e mente trabalhando juntos. Respeitar os limites físicos, mas também se desafiar mentalmente, é o que permite evoluir de forma segura e sustentável na corrida”, finaliza o triatleta.
Conheça o Universo Infantil
Como entender o choro do meu bebê em cada fase
Nos primeiros meses de vida, o choro é um reflexo de sobrevivência. Como o bebê ainda não possui linguagem, autorregulação ou compreensão simbólica, ele utiliza esse recurso como principal canal de comunicação com seus cuidadores. Mas, com o passar do tempo, os motivos por trás das lágrimas costumam mudar. A psicóloga infantil e psicopedagoga Bianca Zambon explica que, segundo a Teoria do Apego, do psiquiatra John Bowlby (1907-1990), o choro ativa o sistema de cuidado do adulto, funcionando como um chamado por presença e proteção. “Entre seis e oito semanas de vida, é comum um choro mais intenso no final do dia, que pode indicar sono, fome, dor, frio ou calor. Os pais passam a reconhecer os significados com o tempo e convivência”, assegura a profissional. Quando o choro ganha novos significados Com o passar do tempo, as lágrimas vão ganhando novos motivos. Por volta de seis a nove meses, por exemplo, o choro começa a apresentar componentes emocionais. Já depois dos 2 anos, com o avanço da linguagem e da consciência, expressa frustração, raiva, ciúme, necessidade de atenção e sobrecarga. Bianca destaca que o padrão também muda. Além do choro, podem surgir falas, gritos ou birras, especialmente quando a criança já tenta comunicar melhor o que sente, mas ainda não consegue regular as emoções. Conforme o cérebro amadurece, a turma mirim começa a nomear emoções e prever frustrações. Como a autorregulação segue em construção, o choro vira uma descarga emocional e passa a se relacionar com causas, não apenas com respostas fisiológicas. Interpretando cada lágrima No dia a dia, não há uma resposta exata para diferenciar cada tipo de choro, mas é possível fazer relações com o contexto. Quando acontece no final do dia, costuma estar ligado ao cansaço, com irritabilidade, e tende a diminuir com colo, atenção e um ambiente mais tranquilo. Agora, se for um choro de frustração ou birra, geralmente aparece após um “não” e pode vir acompanhado de raiva. Nesses casos, a orientação é acolher, explicar o motivo da negativa e estabelecer combinados prévios, que ajudam a diminuir essas reações. “Uma criança pequena não tem maturidade para manipular de forma estratégica. Na maioria das vezes, é uma tentativa de regulação emocional. Elas também agem intencionalmente por tentativa e erro: se fizeram algo anteriormente e conseguiram o que queriam, esse comportamento tende a se intensificar”, esclarece a psicopedagoga. O papel do adulto Ignorar o choro pode ter efeitos diferentes, dependendo da fase. Nos primeiros anos, essa postura gera insegurança, ansiedade e dificuldade de identificar emoções, enquanto a presença do adulto ensina que sentimentos são aceitos. A psicóloga infantil Bianca Zambon reforça que, ao ser ignorada pelo cuidador, a criança pode intensificar o choro ou inibir emoções. Por isso, é importante avaliar cada caso e cuidar para não desvalidar sentimentos. Se os episódios forem frequentes e excessivos, vale buscar ajuda profissional. Para lidar com a situação no dia a dia, ela orienta usar o diálogo: conversar, fazer combinados, nomear emoções, falar de como se sente e dar exemplos positivos. Com o tempo, o papel do adulto deixa de ser apenas cessar o choro e passa a ajudar a criança a reconhecer emoções, tolerar frustrações e encontrar estratégias alternativas.
Meu filho quer raspar o cabelo por bullying. Devo deixar?
Querer raspar o cabelo por estar sofrendo bullying não é apenas uma vontade estética: é um pedido carregado de dor e sofrimento. Para os responsáveis, o corte pode dar a sensação de ser uma solução rápida, já que a mudança de aparência tende a encerrar o assunto. Mas é preciso olhar além disso para proteger a criança. O psicólogo Ricardo Davids lembra que isso é um tipo de violência e mexe diretamente com a autoestima e a identidade de quem sofre. A criança pode começar a acreditar que precisa se adaptar para ser aceita, só que o verdadeiro problema está no ambiente. Por isso, o foco não deve ficar apenas na vítima – tudo deve ser observado. “Para chegar a esse ponto, de raspar o cabelo, já existe um problema sistêmico gravíssimo, que transcende o grupinho imediato que faz o bullying. Esse espaço diz que a pessoa não pode ser o que ela é”, alerta o profissional. O que esse pedido revela Crianças usam o corpo para comunicar estados internos antes de conseguirem explicar tudo em palavras. Assim, o desejo de “apagar” um traço da própria aparência pode vir acompanhado de sensações corporais difíceis e emoções intensas, como raiva, nojo e rejeição de si mesmo. Achar que é uma simples fase ou um exagero tende a minimizar o sofrimento. Além disso, existe diferença entre o desejo genuíno de mudança e o pedido movido pela tentativa de evitar dor. Quando ocorre por afirmação de identidade e pertencimento em grupos harmônicos, pode ser saudável. Agora, se for uma pré-condição para ser aceito por quem exclui ou ridiculariza, exige intervenção. Segundo Davids, o impacto disso pode ser profundo. Ele cita a autora Melanie Harned ao mencionar pensamentos que podem se consolidar com a repetição do bullying, como “sou feio, defeituoso e indesejável” ou “eu não pertenço”. Com o tempo, a criança pode passar a se esconder para não ser criticada. Como acolher sem agir no impulso A orientação central é acolher e validar o que está acontecendo, sem atender ao pedido de imediato quando ele surge como reação a um ambiente hostil. Permitir a mudança sem trabalhar o que está por trás pode reforçar os termos da exclusão. Para entender o que ocorre na escola, o profissional recomenda ouvir sem julgar e sem induzir respostas. Repetir com suas palavras o que a criança contou e fazer perguntas abertas – como “o que mais aconteceu?”, “quem participou?” e “o que você sentiu?” – ajudam a ampliar a compreensão. “Depois disso, é essencial investigar o ambiente e envolver a instituição. Um caso de bullying nunca é resolvido individualmente, porque é um problema coletivo”, orienta o psicólogo Ricardo Davids. Sinais de alerta e próximos passos O conceito de bullying já caracteriza o intolerável, pois se trata de um processo sistêmico e crônico em que a vítima raramente consegue se proteger sozinha. Mas alguns sinais indicam que o impacto está exigindo apoio psicológico mais próximo: alterações de humor (muita raiva ou muita tristeza); isolamento social; relutância em ir à escola; negligência com o autocuidado; mudanças bruscas de comportamento; vergonha e tentativa de esconder o sofrimento. Lembre-se: a escola tem papel central e indispensável. “É comum que a vítima desenvolva habilidades e, ainda assim, o bullying continue, porque o ambiente mantém a estigmatização. Desconfie de instituições que criam barreiras para enfrentar o problema”, reforça o profissional. Ricardo ainda lembra que quem vive o bullying sofre prejuízos no desenvolvimento de habilidades sociais, negociação e tolerância à frustração. A naturalização da violência traz consequências futuras, em relações e até no trabalho.
Até quando o bebê é considerado um recém-nascido
A expressão “recém-nascido” é usada com frequência, mas tem uma definição oficial na medicina. Pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o bebê é considerado recém-nascido até os 28 dias de vida. Esse período é chamado de “fase neonatal” e exige cuidados específicos com a saúde. A pediatra Alana Zorzan, cofundadora do aplicativo Mini Löwe, explica que a etapa recebe um olhar diferenciado por concentrar muitas mudanças e maior vulnerabilidade. Trata-se da transição da vida intrauterina para a extrauterina, quando o corpo do bebê passa a assumir funções que antes eram da placenta. Parte disso tem a ver com a necessidade da vigilância necessária: é justamente nesse intervalo que a pediatria e a obstetrícia concentram esforços na prevenção da mortalidade neonatal e na detecção precoce de malformações ou distúrbios metabólicos. Afinal, o que acontece nesse período? Nos primeiros 28 dias de vida, o bebê vive um processo intenso de adaptação. Entre as principais mudanças, a médica chama atenção para: Respiração: os pulmões precisam se expandir e realizar sozinhos a troca gasosa. Circulação: ocorre o fechamento de estruturas cardíacas fetais, como o forame oval, para a circulação considerada “adulta”. Termorregulação: o bebê aprende a manter a temperatura corporal em um ambiente muito mais frio do que o útero. Digestão: o sistema digestivo começa a amadurecer, processar o leite e eliminar o mecônio (as primeiras fezes). O que muda nos cuidados Durante o período neonatal, o foco principal é a estabilização. Os cuidados específicos dessa fase envolvem: Higiene do coto umbilical, com limpeza prescrita. Imunidade, já que o sistema imunológico é extremamente imaturo, exigindo maior rigor no isolamento social relativo. Sono e fome, que ainda não seguem uma rotina – o ritmo é de livre demanda absoluta e ciclos de sono desregulados. Após os 28 dias, o olhar começa a ficar mais brando. Desenvolvimento motor, interação social e introdução gradual das rotinas são os próximos focos listados pela pediatra entrevistada. Aliás, existe uma divisão de tempo nas primeiras semanas de vida (neonatal): o período precoce vai do nascimento até o sexto dia de vida, enquanto o período tardio dura do sétimo ao vigésimo oitavo dia, quando é considerado o fim da etapa. “Mesmo os bebês prematuros deixam de ser considerados recém-nascidos cronologicamente aos 28 dias após o parto”, revela Alana. Testes e sinais de alerta Durante a fase neonatal precoce, acontecem testes e avaliações muito importantes e inadiáveis: teste da orelhinha e do olhinho (na primeira semana); teste do coraçãozinho (entre 24 e 48 horas de vida); teste da linguinha; teste do pezinho (entre o 3º e o 5º dia de vida); primeira consulta pediátrica (na primeira semana). Além de realizar todos esses exames e consultas, os primeiros dias de vida do bebê pedem vigilância total, sobretudo aos sinais de alerta. Se notar algum desses, busque atendimento médico imediatamente: icterícia excessiva (pele e olhos muito amarelados, especialmente em pernas e braços); dificuldade de sucção ou bebê muito prostrado; febre ou hipotermia; gemência (gemido respiratório) ou esforço respiratório visível; alterações nas eliminações fisiológicas, como sangramentos, muco ou diminuição da diurese. Os primeiros 28 dias para os pais Além dos cuidados clínicos, há um aspecto emocional importante. A pediatra Alana Zorzan aconselha a estabelecer uma boa rede de apoio para dividir as tarefas essenciais, como banho, troca de fraldas e organização do sono. Considerando que a amamentação costuma ficar sob responsabilidade exclusiva da mãe – e exige muita energia física e mental –, essa divisão ajuda a reduzir boa parte da sobrecarga nesse período. “Tudo é novo. São descobertas e experiências intensas. É uma fase exigente, mas transitória. O foco deve estar no bebê e no descanso da puérpera”, finaliza a especialista.

