Almofada Plantar Tamanho 34 a 38 – Tenys Pé Baruel
Alívia dores de metatarsalgia, calos e neuroma de Morton. Absorve o impacto e impede o atrito e pressão do sapato.
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Alívia dores de metatarsalgia, calos e neuroma de Morton. Absorve o impacto e impede o atrito e pressão do sapato.
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Benefícios
• Alivia dores plantares
• Absorve impacto
• Abrange toda região metatarsal
• Elimina o desconforto com o calçado
• Protege contra o atrito
• Formato anatômico
• Proporciona conforto
• Costura delicada e toque aveludado
• Ideal para peles delicadas
• Permite utilização em calçados abertos e fechados
• Ideal para usar em sapatos e sandálias de salto
• Promove bem-estar
Dicas de Uso
Vestir o produto no pé posicionando-o no plantar.
Pode ser utilizado em calçados abertos ou fechados.
Produto reutilizável. Lavar com água e sabão neutro e secar à sombra. Evite atrito ao lavar.
Realizar a troca quando o mesmo apresentar desgaste aparente ou quando desejável.
Resultado
Alívio das dores plantares, metatarsalgia, calos e calosidades e neuroma de Morton.
Mais conforto e bem-estar no caminhar.
Ingredientes
GEL POLÍMERO (100% TPE), ÓLEO MINERAL (USP) E TECIDO (92% POLIAMIDA 8% ELASTANO).
Mais sobre Almofada Plantar Tamanho 34 a 38 – Tenys Pé Baruel
A Almofada Plantar Tenys Pé Baruel é ideal para casos de metatarsalgia, calos e calosidades. Sua almofada de gel absorve o impacto, protege a região e impede o atrito e pressão do sapato.
Para alívio de dores plantares e mais conforto, ela pode ser usada com qualquer calçado, sendo ideal para sapatos com salto.
Com formato anatômico, Almofada Plantar Tenys Pé abrange toda a região metatarsal, promovendo melhor adaptação e proteção aos pés.
Desenvolvida com tecido especial, a almofada plantar tem toque aveludado confortável e protege contra o atrito. Sua costura foi pensada para evitar desconforto na pele, mesmo nas peles delicadas.
A almofada de gel atua diretamente na absorção do impacto, aliviando as dores e pressão na planta do pé para promover sensação de conforto e bem-estar.
Ideal para pessoas com metatarsalgia, calos, calosidades, idosos ou pessoas que querem conforto ao usar salto alto.
Conforto para os pés seja em cima do salto, numa sapatilha ou em um tênis.
Recomendações
O produto não possui contraindicações e efeitos adversos. A eficácia depende do uso adequado do produto. Evite contato com materiais cortantes. Conservar em local fresco e seco, manipular o produto apenas para o uso.
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Perguntas frequentes
Tenys Pé foi desenvolvido com ingredientes que agem eficazmente no controle da transpiração excessiva, eliminando fungos e bactérias que causam odores.
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Óleos essenciais: saiba o que são e como usá-los
Os óleos essenciais têm ganhado cada vez mais espaço em rotinas de autocuidado e bem-estar – e não é à toa: são substâncias naturais, altamente concentradas, e possuem múltiplas funcionalidades que vão desde o relaxamento à melhora de condições estéticas e emocionais. A fonte desses óleos é a própria natureza: podem ser extraídos de diversas partes das plantas, como folhas, flores, caules, raízes e cascas. “São usados na aromaterapia, em cosméticos e em cuidados com a saúde, sempre respeitando suas composições e funcionalidades”, explica a cosmetóloga Roseli Siqueira, especialista em produtos e tratamentos naturais há mais de 40 anos. Benefícios dos óleos essenciais Com uma grande variedade disponível no mercado, cada opção apresenta vantagens específicas que atendem a diferentes necessidades. Confira alguns exemplos indicados por Roseli Siqueira: Óleo essencial de laranja: possui propriedades estimulantes, ideal para promover energia e disposição; Óleo essencial de alecrim: atua como neurotransmissor, minimizando linhas de expressão causadas pelo estresse e cansaço; Óleo essencial de hortelã: estimula a circulação no couro cabeludo, aliviando tensões; Óleo essencial de flores limantes alba: excelente para aplicação em pontos de tensão, como o couro cabeludo, têmporas, glabela e região occipital, proporcionando relaxamento. “Esses benefícios variam conforme a composição de cada um, mas, de forma geral, os óleos essenciais promovem um cuidado holístico, agindo no corpo e na mente”, destaca a especialista. Óleos essenciais X pés Prática comum e bastante benéfica, adotar o uso de óleos essenciais nos pés promove bem-estar e cuida da saúde do corpo em geral, conforme argumenta a podóloga Maria José Duca Vasconcelos, da Levezi Beleza e Estética, especialista em atendimento a pacientes portadores de diabetes mellitus e podologia geriátrica. “Os pés possuem muitos pontos reflexológicos que conectam a diferentes órgãos”, pontua a profissional. Na parte inferior do corpo, são capazes de promover hidratação, prevenir infecções com fungos, melhorar a circulação e aliviar dores - além, é claro, de gerar relaxamento. Como usar óleos essenciais A versatilidade das fórmulas permite diferentes formas de uso. Veja as principais orientações para utilizá-los corretamente: Na pele ou no cabelo: Dilua uma gota de óleo essencial em 10 gotas de óleo base 100% natural; Misture bem e aplique com movimentos circulares na pele (evitando a região dos olhos) ou no couro cabeludo; Retire o excesso com um pano umedecido em água morna. Nos pés: Os óleos essenciais devem ser diluídos em um óleo carreador (como óleo de coco ou de amêndoas) antes da aplicação; A massagem deve ser feita na planta dos pés, calcanhares e ao redor dos dedos, sempre evitando contato direto com unhas ou áreas lesionadas. No sabonete líquido: Adicione uma gota da versão escolhida em 10 gotas de sabonete líquido para potencializar os cuidados com a pele. No ambiente: Coloque-o em um colar aromático ou em um difusor de ambientes para aproveitar seus benefícios de aromaterapia. Roseli Siqueira destaca ainda que esses métodos ajudam a potencializar o efeito terapêutico dos óleos, seja para relaxamento, revitalização ou algum tratamento específico. Resultados imediatos e cumulativos Se você já se perguntou quanto tempo demora para os óleos essenciais apresentarem efeitos, saiba que a resposta é: “depende”. Em alguns casos, pode acontecer logo na primeira aplicação, especialmente no alívio de tensões. No entanto, a cosmetóloga explica que uma rotina semanal de uso potencializa os benefícios e ainda proporciona resultados mais significativos para a saúde e o bem-estar ao longo do tempo. Cuidados essenciais no uso Embora ofereçam inúmeros benefícios, os óleos essenciais requerem cuidados especiais devido à sua alta concentração Nunca o aplique diretamente na pele, pois isso pode causar irritações ou queimaduras; Realize um teste antes de usá-los, especialmente na pele e nos cabelos, para evitar reações adversas; Gestantes devem evitar alguns tipos, portanto, é essencial consultar um especialista antes do uso. “Os óleos essenciais são mais do que apenas um aroma agradável: eles representam um cuidado profundo com o corpo e a mente, promovendo relaxamento e equilíbrio em meio à rotina”, conclui a especialista Roseli Siqueira.
Órtese ou prótese: entenda as diferenças e indicações
Quando o assunto é reabilitação e suporte para os pés, dois termos costumam gerar dúvidas: órtese e prótese. Embora ambos ajudem na mobilidade, eles possuem funções bem distintas. Enquanto as órteses auxiliam na correção e estabilização dos pés, as próteses substituem total ou parcialmente partes do membro inferior. "As órteses incluem palmilhas, tornozeleiras e suportes ortopédicos que alinham a pisada e reduzem sobrecargas articulares. Já as próteses, são indicadas para pacientes que sofreram amputação, permitindo a reabilitação funcional e a marcha”, diferencia o ortopedista Brasil Sales, especialista em medicina intervencionista da dor. Quando usar órtese nos pés As órteses podem ser indicadas em diferentes casos, trazendo benefícios para quem sofre com dores e desalinhamentos. Entre as principais condições, o médico destaca: Pé chato (pé plano): melhoram a distribuição de carga e reduz o estresse articular; Fascite plantar e esporão de calcâneo: redistribuem a pressão e aliviam a dor; Pé cavo (arco elevado): oferecem amortecimento e suporte extra; Alterações posturais: ajudam no equilíbrio biomecânico. Diabetes com neuropatia: previnem úlceras de pressão. “As contraindicações são raras, mas podem ocorrer quando há deformidades fixas graves ou adaptação inadequada, porque podem gerar desconforto”, diz Sales. Quando recorrer à prótese Já as próteses, conforme o especialista explica, são indicadas quando há amputação parcial ou total do pé. Os principais tipos incluem: Próteses transtibiais: para amputações abaixo do joelho; Próteses transfemurais: usadas em amputações acima do joelho; Próteses parciais de pé: como as de antepé ou Lisfranc. Fatores como doenças vasculares graves, falta de força ou desequilíbrio podem dificultar a adaptação à prótese. Nesses casos, exigem acompanhamento médico especializado. Órtese pode corrigir pisada errada? SIM! As órteses são bastante eficazes para corrigir desalinhamentos, proporcionando: Redistribuição da carga nos pés. Prevenção de sobrecarga em tornozelos, joelhos e quadris. Ajuste na biomecânica da marcha, especialmente em crianças. Contudo, para adultos, vale lembrar que as órteses ajudam a aliviar os sintomas, mas nem sempre corrigem completamente a pisada. Órteses previnem problemas ortopédicos? A resposta também é SIM. O uso de órteses não apenas trata, como também pode prevenir diversas condições ortopédicas: Atletas usam palmilhas personalizadas para prevenir lesões por impacto. Pessoas com predisposição à artrose reduzem o desgaste articular precoce. Quem tem pés planos pode evitar sobrecarga na coluna e joelhos. Como escolher e usar órtese ou prótese Para um uso seguro e eficaz, é necessário adotar e seguir os seguintes cuidados: Ir à avaliação médica: um ortopedista deve indicar a melhor opção. Ter ajuste adequado: órteses mal adaptadas podem causar dores. Realizar troca periódica: palmilhas perdem eficácia com o tempo. Receber acompanhamento regular: ajustes podem ser necessários, especialmente para crianças e idosos. Inovações tecnológicas para pés mais saudáveis O ortopedista lembra que a tecnologia tem revolucionado o desenvolvimento de órteses e próteses. Entre as principais inovações, ele ressalta: Órtese personalizada por impressão 3D, que possibilita ajustes milimétricos. Materiais de alta tecnologia: carbono e polímeros garantem mais conforto e leveza. Próteses biônicas, que se ajustam aos movimentos do usuário. Palmilhas inteligentes, cujos sensores monitoram a pressão plantar em tempo real. Assim, tanto órtese quanto prótese têm papéis fundamentais na vida de quem precisa recorrer a alguma delas. Para garantir um bom resultado, é essencial ter indicação e acompanhamento médico, além de manter os cuidados necessários para o uso.
Quanto tempo demora para curar uma bolha no pé?
Quem já teve bolhas nos pés conhece bem o incômodo doloroso que surge normalmente após usar um calçado novo e desconfortável. A principal dúvida que ronda o assunto costuma ser: quanto tempo leva para curar uma bolha no pé? Spoiler: regra básica é nunca a estourar. “A pele que cobre a bolha funciona como uma proteção natural contra bactérias e evita infecções", salienta a podóloga Ana Paula Correia, especialista em atendimento a idosos. De acordo com ela, se houver sinais de processos infecciosos, deve-se procurar um profissional para avaliação e tratamento adequado. Diante disso, não adianta tentar resolver por conta. É fundamental tomar cuidado para evitar complicações e isso significa estourar a bolha. Já sobre o tempo que a pessoa terá de aguentá-la, a boa notícia é que não chega a uma semana. Se correr tudo bem e dentro do esperado, a profissional esclarece que a bolha deve cicatrizar entre três a sete dias. Porém, se infeccionar, esse tempo pode aumentar para até 15 dias, por isso, é fundamental atentar a sinais de alerta para infecção, entre eles: Vermelhidão intensa ao redor da bolha; Inchaço e calor excessivo na região; Dor persistente ou aumentada; Presença de pus ou secreção amarelada; Mau odor na área afetada; Febre ou outros sinais de infecção sistêmica. Diante de qualquer um desses sintomas, deve-se buscar ajuda médica ou um podólogo imediatamente. Afinal, somente um profissional pode iniciar o tratamento adequado. Como tratar uma bolha em casa Se a bolha não apresenta os sinais de alerta citados acima, a podóloga esclarece que é possível tratar o quadro em casa mesmo. Para acelerar a recuperação e evitar complicações, Ana Paula Correia recomenda: Lavar bem os pés com sabão neutro e secá-los completamente; Aplicar pomada cicatrizante recomendada por um profissional; Proteger a bolha com gaze para evitar atrito e contaminação; Evitar calçados que causam bolhas ou pioram o atrito na região afetada. Inclusive, manter os pés higienizados e bem secos é essencial para evitar não só a infecção das bolhas, como outras condições que afetam os pés, por exemplo as micoses. Causa e prevenção das bolhas O uso de calçados inadequados é a causa mais conhecida para a formação de bolhas. A podóloga explica que sapatos apertados ou largos demais, assim como modelos novos, que ainda não se ajustaram aos pés, são os principais vilões nessa história. Além disso, atividades físicas sem proteção adequada, exposição ao calor e meias que pioram a umidade ou têm costuras que machucam também são fatores que podem influenciar no surgimento dos machucados e devem ser evitados. Portanto, vale adotar os seguintes cuidados: Usar meias de algodão e sem costuras que possam machucar a pele; Escolher calçados confortáveis e bem ajustados aos pés; Evitar uso de sapatos novos por longos períodos, pelo menos até que se moldem aos pés; Proteger a pele ao praticar atividades físicas prolongadas, utilizando protetores adequados. Quando procurar um podólogo Também é importante saber quando é necessário procurar um podólogo para avaliar a bolha. Além dos sinais de infecções já citados, que merecem atenção imediata, outros critérios devem ser avaliados, como: Se a bolha persistir por mais de 10 dias sem sinais de melhora; Se a dor for intensa e interferir nas atividades diárias; Se a pessoa for diabética, já que existe um maior risco de complicações, como infecções graves e dificuldade de cicatrização. “Pessoas com diabetes precisam de muito mais atenção com qualquer ferimento nos pés e não somente bolhas. Elas podem demorar a perceber e, quando isso acontecer, já estar inflamada ou infeccionada”, alerta a podóloga. Da mesma forma, com esse grupo, aumenta o risco de complicação pela dificuldade na cicatrização. O ideal é procurar um podólogo imediatamente e manter uma rotina de visitas ao profissional.
Posso lixar os pés em casa? Saiba quando e como fazer
Lixar os pés ajuda a remover a pele seca e a melhorar a aparência, principalmente na região do calcanhar. Só que, apesar de parecer simples, o procedimento exige cuidados. Quando feito de maneira errada, pode machucar, causar infecções e até aumentar o ressecamento, favorecendo ainda mais rachaduras. Conforme salienta a pedicure e podóloga Jane Sobral, o lixamento não deve ser o principal método para tratar a pele ressecada dos pés. Embora normalmente associado à remoção da pele grossa, o ideal é que seja adotado apenas como complemento de outros cuidados mais efetivos e modernos. “Aliás, os cursos de pedicure atuais recomendam evitar esse procedimento como etapa principal, porque pode causar efeito rebote e machucar, além de não ser tão seguro, do ponto de vista higiênico”, explica a profissional. Benefícios e contraindicações O lixamento pode, sim, ser útil para remover a pele ressecada do calcanhar, sola e mesmo da lateral dos dedos, sobretudo do dedão. No entanto, nem todo mundo pode recorrer a ele. Quem deve evitar: Pessoas com pele muito sensível, pois podem ter sangramentos com maior facilidade; Diabéticos, com contraindicação absoluta, porque um machucado pode evoluir para infecção grave e até amputação. Jane Sobral ainda destaca que o procedimento deve ser feito após a desbastação, técnica em que a pele é amolecida com produtos específicos, água e algodão. Depois da retirada cuidadosa da pele morta com instrumentos adequados, a lixa pode ser usada suavemente apenas para finalizar. Frequência ideal e riscos A especialista recomenda que a lixa seja usada, pelo menos, a cada 15 dias ou até uma vez por mês, de acordo com a necessidade de cada pessoa. Nesse sentido, só um profissional da área pode recomendar a melhor frequência a depender da textura da pele e das rachaduras. “Lixar demais pode causar efeito rebote, ou seja, a pele vai ficar ainda mais grossa, ressecada e rachada”, alerta a podóloga. Cautela é tudo nesses casos. Por isso, ela indica a plástica dos pés, um tratamento completo que hidrata profundamente e evita que a pele chegue a um estado crítico. Esse procedimento deve ser realizado em salão, estúdio ou consultório, pois envolve produtos que exigem conhecimento técnico para aplicação segura. Pode lixar em casa, mas com segurança A boa notícia é que é possível lixar os pés em casa, desde que haja muito cuidado e moderação. Afinal, além das implicações já citadas, o fato de a técnica não ser feita ou supervisionada por especialistas pode trazer algumas consequências indesejadas. Algumas recomendações da pedicure são: Faça movimentos suaves, sem força excessiva; Use materiais de qualidade e higienizados, como lixas descartáveis; Evite repetir o procedimento com frequência; Interrompa caso surjam dor, feridas ou desconforto. Jane reforça que, sempre que possível, o ideal é buscar atendimento com pedicures ou, preferencialmente, podólogos. “O trabalho profissional garante mais segurança e eficácia, além do uso de produtos adequados para manter os pés bem cuidados”, finaliza.
Tendinite nos pés: sintomas que não devem ser ignorados
Dores nos pés podem parecer passageiras, mas quando envolvem os tendões, o problema exige atenção imediata. A tendinite é uma inflamação que pode atingir diferentes estruturas do membro inferior e, quanto antes for tratada, menores são os riscos de complicações, incluindo rupturas e deformidades. Segundo o ortopedista Thiago Coelho, especialista em pé e tornozelo do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, a tendinite é a inflamação dos tendões, ou seja, estruturas que ligam os músculos aos ossos e permitem o movimento das articulações. “Os tendões mais afetados nos pés são o calcâneo, conhecido como tendão de Aquiles; o tibial posterior, essencial para manter o arco do pé; e os fibulares. O perigo maior está nas tendinoses, que são degenerações dessas estruturas e podem levar até a rompimentos”, alerta o médico. Primeiros sinais que merecem atenção Os sintomas iniciais de tendinite nos pés nem sempre são intensos, mas indicam que algo não vai bem. Os principais são: Dor localizada que piora ao movimentar e acompanha o trajeto do tendão; Inchaço que tende a aumentar ao longo do dia ou após atividade física; Desabamento do arco do pé, nos casos que envolvem o tendão tibial posterior; Dificuldade para descer escadas ou saltar, especialmente quando o tendão de Aquiles é afetado. Esses sinais não devem ser ignorados, já que, conforme o especialista, a falta de tratamento precoce pode gerar complicações sérias. Situações que favorecem a inflamação Algumas condições e comportamentos aumentam o risco de desenvolver tendinite: Tabagismo; Diabetes; Uso de anabolizantes; Sedentarismo; Deformidades nos pés, como pé plano ou cavo, com pisadas excessivamente pronadas ou supinadas; Esforço repetitivo sem preparo físico adequado. Além disso, sapatos inadequados são uma das causas mais comuns da inflamação. O recomendado é fugir dos modelos que causam atrito no calcanhar (porque podem gerar tendinopatia de Aquiles), dos saltos altos e finos (aumentam o risco de entorse e lesão dos tendões fibulares) e rasteirinhas retas e sem amortecimento (prejudicam qualquer tipo de pé). “Em casos de tendinite do tendão de Aquiles, por exemplo, a ausência de cuidados pode levar à ruptura total, exigindo cirurgia. Já em idosos com lesão do tendão tibial posterior, pode ocorrer colapso do pé, com desabamento progressivo”, acrescenta Thiago Coelho. Diante de um processo doloroso, para saber se está relacionado à condição, a dica é: a dor da tendinite costuma ser localizada no trajeto do tendão ou na inserção no osso, além de piorar com o movimento e melhorar com o repouso, podendo vir ainda acompanhada de inchaço e vermelhidão. “Exames de imagem, como ultrassonografia e ressonância magnética, ajudam a confirmar o diagnóstico e avaliar a gravidade da lesão. Já testes biomecânicos, como isocinético, baropodometria e biomecânica 3D, identificam a causa exata do problema”, esclarece o ortopedista. Por isso é fundamental ir ao médico. Tratamentos eficazes Nos casos leves e moderados, o tratamento de tendinite é geralmente clínico. Nesse cenário, costumam ser indicados: Crioterapia (gelo), se houver inchaço e vermelhidão; Repouso relativo e, se necessário, imobilização; Anti-inflamatórios quando o gelo não for suficiente; Fisioterapia individualizada, com protocolos específicos para a lesão; Palmilhas ortopédicas, em caso de deformidades nos pés. Thiago Coelho destaca ainda o avanço da terapia por ondas de choque, chamada de ortotripsia, que estimula a regeneração do tendão e melhora a dor nos casos moderados e graves. “Já as infiltrações com corticoides devem ser evitadas, pois aumentam o risco de ruptura”, adverte. Mais fácil do que tratar a tendinite é evitá-la. Alongar e fortalecer os músculos dos pés e pernas é fundamental. Exercícios de fortalecimento, principalmente os excêntricos, ajudam a proteger os tendões e evitar novas lesões. No entanto, o especialista traz um alerta importante: alongamentos não devem ser feitos durante a fase aguda, quando há dor e inchaço, pois pioram o quadro. Só devem ser introduzidos após melhora da inflamação e com orientação. Por último, a fisioterapia tem papel central na recuperação e prevenção das tendinites. “Ela atua no controle da dor, da inflamação e, principalmente, nas causas da lesão. Quanto mais personalizada for a abordagem, maiores as chances de sucesso”, finaliza o médico.
Cortar unhas em casa traz riscos para diabéticos
Para quem sofre com diabetes, pequenos machucados, que em outras pessoas cicatrizam rapidamente, podem evoluir para infecções graves e, em casos mais raros, até amputações. Um simples corte de unha feito de forma errada, por exemplo, pode ser o ponto de partida para complicações sérias. O endocrinologista Cláudio Ambrósio observa que o chamado pé diabético está relacionado a alterações na circulação sanguínea e na sensibilidade dos nervos. “Quando a glicose está descontrolada, qualquer machucado no pé demora mais para cicatrizar. Às vezes, o paciente nem percebe que se feriu porque não sente dor e isso facilita a piora da lesão”, explica. A podóloga Esther Assis acrescenta que a perda de sensibilidade, a má circulação e a cicatrização lenta tornam os pés extremamente vulneráveis. “Uma feridinha que seria simples para quem não tem diabetes pode se transformar rapidamente em uma infecção grave”, alerta. Corte inadequado pode trazer complicações Um dos principais problemas ocorre quando a unha é cortada de forma errada. Esther Assis cita como principais riscos: machucar a pele ao redor, causar encravamento, criar feridas que infeccionam rapidamente e aumentar as chances de complicações. “Se a unha encrava ou abre uma pequena fissura, a baixa circulação dificulta a cicatrização. Esse machucado pode virar porta de entrada para bactérias e fungos, resultando em úlceras profundas e difíceis de tratar”, explica a podóloga. Cláudio Ambrósio acrescenta que, caso o corte cause sangramento ou ferimento, é preciso agir rápido. “Estanque o sangue, limpe bem a área com álcool absoluto e procure atendimento especializado. O médico ou enfermeiro vai avaliar se há necessidade de antibiótico e o melhor tratamento”, orienta. Sinais de alerta para atenção imediata Fique atento aos sinais de que algo não vai bem após cortar as unhas: Vermelhidão ou inchaço ao redor da unha; Dor ao tocar ou caminhar; Presença de pus, secreção ou mau cheiro; Pele machucada ou com sangramento; Unha crescendo torta, indicando encravamento. “Esses sinais indicam que o problema já está em evolução. Quanto antes o paciente procurar ajuda, maiores as chances de evitar complicações graves”, garante Esther. Quando cortar em casa pode ser seguro? De acordo com o médico, cortar as unhas em casa pode ser seguro quando o paciente não apresenta feridas ou deformidades nos pés. A podóloga complementa com algumas dicas de segurança: Use sempre tesouras ou alicates limpos e desinfetados; Corte a unha reta, sem arredondar os cantos; Não tire as cutículas; Não force a unha se ela estiver grossa ou difícil de cortar; Examine os pés depois para verificar se houve algum machucado. Caso não se sinta bem preparado para isso, é bom não arriscar. Aí é melhor procurar especialistas. Existem situações em que só o podólogo ou outro profissional deve realizar o corte, como nos casos de: Feridas abertas ou sinais de infecção; Unhas muito grossas ou deformadas; Histórico de encravamento frequente; Dor intensa ou pus; Complicações anteriores, como amputações ou feridas de difícil cicatrização. “O profissional tem técnica, material adequado e sabe quando encaminhar para o médico, se houver necessidade”, destaca Esther. Cláudio reforça ainda a importância do papel da família. “Muitas vezes, o diabético não percebe machucados devido à perda de sensibilidade. Por isso, cuidadores e parentes devem inspecionar os pés regularmente e, ao notar algo suspeito, buscar atendimento especializado imediatamente”, ensina. Cuidados diários que fazem a diferença Por fim, os profissionais lembram que, além do corte correto das unhas, hábitos simples ajudam a proteger os pés no dia a dia: Lave os pés diariamente e seque bem; Hidrate-os com produtos indicados por especialistas; Use calçados confortáveis e que não apertem; Evite andar descalço; Examine os pés todos os dias. Se tiver qualquer dúvida, busque seu endocrinologista ou podólogo de confiança.

