Almofada Plantar Tamanho 34 a 38 – Tenys Pé Baruel
Alívia dores de metatarsalgia, calos e neuroma de Morton. Absorve o impacto e impede o atrito e pressão do sapato.
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Alívia dores de metatarsalgia, calos e neuroma de Morton. Absorve o impacto e impede o atrito e pressão do sapato.
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Benefícios
• Alivia dores plantares
• Absorve impacto
• Abrange toda região metatarsal
• Elimina o desconforto com o calçado
• Protege contra o atrito
• Formato anatômico
• Proporciona conforto
• Costura delicada e toque aveludado
• Ideal para peles delicadas
• Permite utilização em calçados abertos e fechados
• Ideal para usar em sapatos e sandálias de salto
• Promove bem-estar
Dicas de Uso
Vestir o produto no pé posicionando-o no plantar.
Pode ser utilizado em calçados abertos ou fechados.
Produto reutilizável. Lavar com água e sabão neutro e secar à sombra. Evite atrito ao lavar.
Realizar a troca quando o mesmo apresentar desgaste aparente ou quando desejável.
Resultado
Alívio das dores plantares, metatarsalgia, calos e calosidades e neuroma de Morton.
Mais conforto e bem-estar no caminhar.
Ingredientes
GEL POLÍMERO (100% TPE), ÓLEO MINERAL (USP) E TECIDO (92% POLIAMIDA 8% ELASTANO).
Mais sobre Almofada Plantar Tamanho 34 a 38 – Tenys Pé Baruel
A Almofada Plantar Tenys Pé Baruel é ideal para casos de metatarsalgia, calos e calosidades. Sua almofada de gel absorve o impacto, protege a região e impede o atrito e pressão do sapato.
Para alívio de dores plantares e mais conforto, ela pode ser usada com qualquer calçado, sendo ideal para sapatos com salto.
Com formato anatômico, Almofada Plantar Tenys Pé abrange toda a região metatarsal, promovendo melhor adaptação e proteção aos pés.
Desenvolvida com tecido especial, a almofada plantar tem toque aveludado confortável e protege contra o atrito. Sua costura foi pensada para evitar desconforto na pele, mesmo nas peles delicadas.
A almofada de gel atua diretamente na absorção do impacto, aliviando as dores e pressão na planta do pé para promover sensação de conforto e bem-estar.
Ideal para pessoas com metatarsalgia, calos, calosidades, idosos ou pessoas que querem conforto ao usar salto alto.
Conforto para os pés seja em cima do salto, numa sapatilha ou em um tênis.
Recomendações
O produto não possui contraindicações e efeitos adversos. A eficácia depende do uso adequado do produto. Evite contato com materiais cortantes. Conservar em local fresco e seco, manipular o produto apenas para o uso.
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Perguntas frequentes
Tenys Pé foi desenvolvido com ingredientes que agem eficazmente no controle da transpiração excessiva, eliminando fungos e bactérias que causam odores.
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Caminhar descalço ajuda em casos de pé chato
O chamado “pé chato”, tecnicamente conhecido como pé plano, é caracterizado pela ausência ou redução do arco plantar, ou seja, aquela curvatura natural da sola do pé. Embora muitas vezes não cause dor, em alguns casos pode afetar a postura, alterar o equilíbrio e gerar desconforto em várias partes do corpo. Andar descalço pode ser uma “solução”. A fisioterapeuta Daniela Gamboa, analista do comportamento e psicomotricista, destaca que o arco plantar costuma se formar até os seis ou sete anos de idade, acompanhando o fortalecimento dos músculos e ligamentos dos pés. No entanto, em algumas pessoas, não é uma condição que se desenvolve adequadamente ou reduz na vida adulta. “Isso pode estar ligado a fatores genéticos, fraqueza muscular, alterações ligamentares, sobrepeso ou uso prolongado de calçados inadequados”, explica a profissional. “O pé plano pode ser assintomático, mas também costuma causar desequilíbrio postural, fadiga e dores nos pés, tornozelos, joelhos e coluna.” Faz diferença andar descalço? A resposta é sim. De acordo com Daniela Gamboa, caminhar sem calçado, quando bem orientado, pode ajudar no fortalecimento dos músculos dos pés e na melhora do equilíbrio. “A caminhada descalça estimula a propriocepção, ou seja, a percepção do corpo no espaço. Ainda ativa os músculos intrínsecos dos pés, que sustentam o arco plantar. É como uma academia natural, mas deve ser feita com critério e supervisão”, afirma. Um detalhe importante: nem todas as pessoas podem praticar a caminhada com pés desprotegidos com a segurança necessária. A prática deve ser evitada em casos de: Dor intensa; Inflamação; Obesidade; Instabilidade ligamentar; Alterações estruturais severas. A quem se encaixa em uma ou mais dessas situações, a orientação é não caminhar descalço, pois isso pode agravar o quadro, especialmente de dor, e gerar sobrecarga articular. Superfícies seguras Além de saber quem pode ou não caminhar com os pés sem acessórios, é fundamental entender onde essa caminhada deve acontecer, já que algumas superfícies são mais seguras que outras. A especialista recomenda priorizar terrenos naturais e levemente irregulares, que exigem ajustes sutis da musculatura e favorecem o estímulo fisiológico dos pés. Os mais recomendados são: Áreas com grama; Areia fofa; Tapetes sensoriais; Superfícies de EVA. Por outro lado, pisos duros e frios, como cerâmica ou concreto, devem ser evitados, já que aumentam o impacto e podem causar desconforto ou inflamação. Exercícios que complementam A caminhada descalça pode ser associada a exercícios simples que ajudam a ativar e fortalecer os músculos plantares, como: Pegar objetos com os dedos dos pés; Enrolar e desenrolar uma toalha no chão; Caminhar na ponta dos pés e nos calcanhares; Massagear a planta dos pés com bolas pequenas. Essas práticas contribuem para o alinhamento biomecânico, a estabilidade e o fortalecimento do arco plantar. O uso de palmilhas ortopédicas ainda pode ser indicado até mesmo para quem realiza fortalecimento muscular. Não substituem os exercícios, mas melhoram o alinhamento e a distribuição do peso, proporcionando conforto durante a reabilitação. O ideal é que as palmilhas sejam personalizadas, após avaliação postural e baropodométrica, com acompanhamento fisioterapêutico. Isso porque o arco plantar funciona como um amortecedor natural e, quando está rebaixado, há maior rotação interna dos joelhos e tornozelos, somada à sobrecarga nos quadris e na coluna. Avaliação, acompanhamento e melhora A fisioterapeuta explica que a avaliação deve considerar todo o corpo, não apenas os pés. São analisados: Alinhamento dos eixos corporais; Mobilidade, força e estabilidade dos pés; Testes de apoio plantar e marcha; Baropodometria computadorizada, quando disponível. Tais informações permitem identificar se o pé plano é fisiológico (sem impacto funcional) ou patológico (quando há dor e alteração estrutural) Notar os sinais de melhora também faz parte do processo: ter mais resistência, menos dor ao final do dia e apresentar ganhos na postura e equilíbrio indicam que o tratamento está no caminho certo. Para garantir isso, Daniela Gamboa reforça a importância das (re)avaliações periódicas com profissionais capacitados para eventuais ajustes, quando necessários.
Pés não são todos iguais, sabia? Descubra qual é o seu tipo
Muitos aspectos mudam entre cada pessoa e o pé é um deles. Por exemplo, você sabia que os pés podem ser classificados em diferentes tipos, conforme o formato dos dedos e a curvatura do arco? Conhecer essas variações ajuda até mesmo a entender características anatômicas individuais, essencial para prevenir dores e problemas. Para saber mais sobre o assunto, Baruel ouviu dois especialistas no tema: o ortopedista João de Oliveira Camargo Neto, sócio titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, e a podóloga Luciana Alves, especialista em técnicas de relaxamento e professora de podologia. Eles explicam que, de forma geral, os pés podem ser classificados em duas categorias principais: formato dos dedos e curvatura do arco plantar, conforme a seguir: Pé egípcio: o dedão é o mais longo e os demais dedos diminuem de tamanho, como uma escadinha. “É o mais comum, presente em cerca de 60% da população”, afirma Luciana. Pé grego: o segundo dedo é maior que o dedão, o que pode causar atritos com o calçado e resultar em calos ou bolhas. Pé romano: os três primeiros dedos têm aproximadamente o mesmo comprimento, formando uma base reta na parte frontal do pé. Pé plano: seu arco plantar é quase inexistente, fazendo com que toda a planta do pé toque o chão. “Esse tipo pode gerar dores articulares, pois não absorve bem os impactos”, alerta João. Pé cavo: é caracterizado por um arco plantar muito alto, o que reduz a área de contato com o solo. Diferenças individuais Além dos tipos mencionados, outros fatores também tornam os pés únicos de pessoa para pessoa. A podóloga destaca que a largura do membro, a sensibilidade da pele, a maneira de pisar e até a forma das unhas são aspectos que influenciam no conforto e na saúde dessa parte do corpo. “O pé plano, por exemplo, tende a ‘afundar’ mais no calçado, o que pode agravar problemas como unhas encravadas. Já o pé cavo acumula mais pressão em regiões específicas, favorecendo calos e fascite plantar”, exemplifica a professora. Os profissionais destacam que, embora existam tipos de pés mais frequentes e funcionais, não há um padrão único, já que cada pessoa possui características e necessidades específicas. Quando o assunto é frequência, por exemplo, Luciana explica que o pé egípcio é o mais comum na população. Mas, em relação à curvatura, a maioria das pessoas apresenta um arco mediano, considerado um equilíbrio entre o pé plano e o cavo. Já do ponto de vista biomecânico, Camargo Neto cita o pé normal como o mais funcional. “Ele absorve os impactos de maneira eficiente e distribui melhor o peso durante a marcha e atividades físicas, reduzindo o risco de sobrecargas e lesões”, afirma o médico. Descubra seu tipo de pé Mais do que uma mera curiosidade, identificar em quais categorias os pés se encaixam também é importante para a saúde, como saber os cuidados preventivos que devem ser adotados no dia a dia para evitar incômodos futuros. “Escolher sapatos adequados, usar palmilhas específicas e buscar cuidados profissionais personalizados ajudam a evitar desconfortos e problemas a longo prazo”, ressalta a podóloga. Para melhor compreensão, saiba que: Pés planos podem se beneficiar de calçados com maior suporte para o arco. Pés cavos necessitam de amortecimento extra para aliviar a pressão em pontos específicos. Pés gregos pedem atenção redobrada ao formato dos calçados para evitar atritos nos dedos. Cuidados específicos para cada tipo de pé Os profissionais concordam que os diferentes tipos de pés demandam cuidados específicos. No consultório de podologia, por exemplo, o protocolo pode mudar conforme a anatomia do membro. “Quem tem pé cavo precisa de atenção especial com a hidratação e a redução de pressões localizadas, enquanto os pés planos costumam exigir ajustes no apoio e alívio das articulações”, explica Luciana. “O pé cavo tende a ter mais calos, e o pé grego, com o segundo dedo mais longo, pode sofrer atritos com o calçado”, complementa. Independentemente do tipo ou formato do pé, qualquer sintoma incômodo deve ser relatado ao médico. “O acompanhamento com ortopedistas e podólogos é fundamental para diagnosticar e tratar problemas precocemente e prevenir complicações ao longo da vida”, finaliza o ortopedista.
Corrida impacta saúde dos pés. Saiba cuidados a adotar
Correr é uma das maneiras mais práticas de se exercitar, mas a corrida impacta a saúde dos pés e é necessário adotar cuidados para protegê-los. Seja na esteira, no parque ou nas calçadas, correr é o exercício mais praticado no mundo, conforme levantamento do aplicativo Strava, principal comunidade de atletas do momento, em 2023. A escolha não é à toa: a corrida tem muitos benefícios e quase nenhum gasto, já que pode ser praticada ao ar livre e não requer, obrigatoriamente, aparelhos ou itens esportivos. Entretanto, quem quer garantir que a atividade física traga só benefícios precisa atentar a alguns detalhes. De acordo com o ortopedista e traumatologista Caio Fábio, especialista em pé e tornozelo, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia do Ceará (SBOT-CE), correr com orientação adequada e calçados apropriados fortalece os músculos dos pés e auxilia no controle de peso, o que reduz a pressão sobre as articulações. “Porém, a escolha inadequada do calçado ou a falta de atenção ao tipo de pisada pode causar sobrecarga, gerando dor e lesões”, salienta o médico. Assim, quem deseja começar a correr – ou já iniciou e tem percorrido alguns quilômetros – precisa saber mais sobre o tema. Ônus e bônus da corrida O treinador Adriano Aparecido Silva, supervisor de capacitação da rede de academias Evoque, salienta que a corrida também atua no fortalecimento dos ossos e ligamentos, com uma melhora significativa da resistência dos pés, cujo principal benefício é a prevenção de futuras lesões. No entanto, esses ganhos, embora ótimos para a saúde, são apenas um lado da moeda. Entre as consequências antecipadas pelo ortopedista, Adriano acrescenta mais algumas, como a fascite plantar e a tendinite podal. Isso pode decorrer da falta de acompanhamento ou prática inadequada, mas também como agravamento de quem já tem uma contraindicação para correr. Por isso, nunca é demais lembrar, que a corrida não é recomendada para quem já sofre com: Fascite plantar; Tendinopatia do Aquiles; Neuroma de Morton; Metatarsalgias. Nesse sentido, o treinador Adriano Aparecido Silva reforça que, se mesmo assim a corrida for considerada como prática esportiva, é essencial adaptar o treino e, se necessário, reduzir a intensidade para evitar que essas condições piorem. É que, sem adaptação ou acompanhamento, as condições podem ser agravadas e gerar um impacto negativo à saúde, sobretudo para os pés. Cuidados para quem vai começar a correr Para quem nunca correu, o educador físico indica atenção especial a alguns detalhes: Ao escolher o tênis, opte por modelos com amortecimento e suporte adequado à pisada, e substitua o calçado de tempos em tempos, para garantir sua eficácia; A progressão da corrida deve ser gradual, ou seja, é importante começar com distâncias menores e ritmo leve para ajudar os pés a se adaptarem ao impacto; Atente-se à postura e à técnica, observando a forma como os pés estão em contato com solo para evitar dores; Busque sempre orientação de profissionais capacitados e, se possível, tenha um especialista para supervisionar o treino; Considere meias confortáveis e hidratação diária dos pés, para evitar bolhas e machucados. E se o pé doer com a corrida? Sentir algum desconforto nos pés durante as primeiras corridas é comum, porque os músculos e articulações estão se adaptando. Só que o incômodo não pode ser forte nem incapacitante. “Um desconforto leve e temporário é esperado, mas dores intensas ou persistentes podem ser sinais de sobrecarga e uso de calçado inadequado, por exemplo”, alertam os profissionais. Agora, quando a pessoa já corre e começa a sentir dor, a história é outra. “Para corredores experientes, dores repentinas podem indicar alterações no padrão de treino ou o desgaste dos tênis, que deve ser monitorado”, explica Caio. “Em ambos os casos, é sugerido reduzir a intensidade, descansar e, se necessário, aplicar compressas frias para aliviar a inflamação”, indica. O ortopedista Caio Fábio ainda destaca que alguns problemas têm relação direta com a prática incorreta. “Fascite plantar e tendinite se agravam quando o tênis é inadequado ou quando a técnica está errada, enquanto calos e unhas encravadas geralmente surgem devido ao atrito excessivo com calçados apertados”. Por isso, tanto o médico quanto o treinador recomendam uma avaliação especializada para ajustar o treino e prevenir esses problemas. Mas, afinal, qual é o meu tipo de pisada? Não é complicado identificar o jeito que você pisa no solo - ou, melhor, qual o tipo de pisada que tem. Além da neutra, em que ambas as partes dos pés tocam o chão no mesmo momento, sendo bem uniforme, há duas outras que são conhecidas. A primeira delas é a pisada pronada, definida como aquela em que o pé tem seu arco medial encostado no chão. Geralmente ocorre com pessoas que têm o pé sem cava e isso afeta a biomecânica do corpo, gerando um maior desgaste nas estruturas internas dos pés. Enquanto isso, a pisada supinada (pé cavo) é entendida como a que apresenta um arco elevado, reduzindo a área de contato com o solo e seu formato limita a capacidade de absorver impactos ao caminhar.
Qual o melhor tratamento para o pé diabético?
“A prevenção é o melhor tratamento para o pé diabético”, diz Sonia Bauer, podóloga com atenção ao pé diabetico e laserterapeuta. “Informação é algo precioso porque ensina o autocuidado que, sem dúvida, é primordial para evitar vários problemas”, complementa Sonia. Segundo ela, são necessários também: profissionais capacitados e políticas públicas para oferecer ao paciente, principalmente aqueles que não possuem recursos, um atendimento de qualidade. Sonia conta que em sua trajetória profissional, não havia escolhido a podologia como primeira opção, mas sabe que foi a escolha certa. “A podologia foi um divisor de água na minha vida de forma ampla. Num momento delicado transformou a minha vida e me deu oportunidade de um recomeço”, explica a profissional que era professora de língua portuguesa. Para ela, a podologia supriu e supre uma faceta de sua personalidade que é o cuidado de forma humanizada e com responsabilidade. “Eu sou encantada pela minha profissão e isso me faz buscar sempre o conhecimento para oferecer resultados”, afirma a podóloga. Quando comecei a trabalhar na podologia, percebi que os profissionais tinham um verdadeiro pavor em atuar no pé diabético e isso me incomodava porque esse paciente ficava sem o devido tratamento. Na época havia muita desinformação e preconceito contra a podologia. “O podólogo era mal visto e isso era terrível para o paciente que não tinha as orientações necessárias preventivas de cuidados e muitos, ou a maioria, dependia de um sistema de saúde gratuito”, lembra Sonia. Vendo essa necessidade, ela procurou uma forma de ajudar. “Fui batendo nas portas até que na Santa Casa de Misericórdia, junto a um médico visionário, Dr Rodrigo Siqueira, que entendeu a podologia e me aceitou dentro da equipe. Lá pude adquirir bastante conhecimento teórico e prático sobre o pé diabético”, conta Sonia. Segundo ela, essa oportunidade foi uma escola por possibilitar o convívio com profissionais que tratavam a condição. “O aprendizado que adquiri lá me deu ferramentas para educar, informar e tratar do pé diabético. Lá também conheci o projeto ‘De olho no pé’ do Dr. Jackson Caiafa e pude beber dessa fonte inesgotável de conhecimento”, conta a podóloga. Após quase dois anos, vendo a necessidade urgente do paciente de forma integral, Sonia percebeu que havia uma falha no atendimento primário, entendeu melhor onde faltavam recursos e pode compreender e aprender a melhor forma de ajudar os pacientes com pé diabético. “Era essa missão que eu desejava. Levar educação e informação para diminuir as amputações, dar qualidade de vida e sobretudo salvar vidas!”, diz Sonia. A profissional continua com a missão e agora também trabalha para multiplicar os profissionais aptos para atender de forma humanizada e com conhecimento específico sobre o pé diabético. É possível reverter o pé diabético? “Não, assim como não é possível reverter a diabetes. Talvez num futuro, diante de tantas pesquisas sendo desenvolvidas, esse quadro mude, mas no momento não”, diz Sonia. Mas ela esclarece que o que é possível nos casos de pé diabético é prevenir para evitar lesões e complicações. “Todos os casos que atendo são gratificantes, mas aqueles que eu consigo, junto com a equipe, tirar da fila de amputações, esses realmente trazem uma sensação de dever cumprido e de missão realizada”, finaliza a podóloga especialista em pé diabético.
Como (e por que) higienizar sapatos por dentro
Lavar os pés corretamente nem sempre é suficiente para evitar mau cheiro, micose e outros desconfortos. Tudo porque os sapatos também acumulam suor, calor e resíduos ao longo do dia, criando um ambiente favorável para fungos e bactérias. Por isso, higienizar o interior dos calçados faz parte da rotina de saúde dos pés. De acordo com a dermatologista Priscila Rettore, os sapatos funcionam como um microambiente fechado, com pouca ventilação e alta umidade. Mesmo quando os pés estão limpos, o contato frequente com um calçado contaminado pode comprometer a saúde da pele. “O suor, as células mortas e os resíduos acumulados dentro do sapato servem como alimento para microrganismos. Sem higienização adequada, o calçado pode se tornar um reservatório de agentes infecciosos”, alerta a médica. Chulé também é sinal de alerta Ao contrário do que muita gente pensa, o famoso “chulé” não é apenas uma questão estética. Segundo a especialista, o odor desagradável indica desequilíbrio da microbiota dos pés causado pela ação de bactérias sobre o suor acumulado. Além do mau cheiro, a falta de cuidado com os calçados pode causar: frieira e micose nos pés; bromidrose; infecções bacterianas superficiais; irritações e dermatites. A dermatologista explica que a umidade acumulada dentro dos sapatos ainda fragiliza a barreira natural da pele, favorecendo pequenas lesões e dificultando até a eficácia de tratamentos dermatológicos tópicos. Como higienizar corretamente Segundo Joicy Silva, coordenadora de operações da OMO Lavanderia, o interior dos calçados exige cuidados delicados, sobretudo em modelos sociais ou casuais, que possuem múltiplas camadas internas e menor ventilação. No dia a dia, a profissional recomenda o seguinte: usar antissépticos em pó próprios para sapatos; deixar os pares ventilar após o uso; evitar guardá-los imediatamente; alternar os modelos durante a semana; nunca guardá-los enquanto úmidos. Produtos líquidos, detergentes e soluções improvisadas devem ser evitados dentro dos sapatos, já que podem causar manchas, ressecamento, craquelamento e até desgaste precoce do material. Secagem correta contra odores Depois da higienização, o processo de secagem também merece atenção. O uso de calor intenso, secadores e exposição direta ao sol podem acabar piorando o problema ao “fixar” odores e resíduos no material interno do calçado. “O ideal é permitir que os sapatos sequem naturalmente, em ambiente ventilado e com circulação de ar. Ventiladores podem ajudar no processo, desde que não haja aquecimento direto”, orienta Joicy Silva. Além disso, ela recomenda deixar os sapatos descansarem por, pelo menos, 30 minutos antes de guardá-los e, se possível, armazená-los em sacos respiráveis, como os de TNT, para evitar acúmulo de umidade e poeira.
Pés precisam de cuidados desde a infância. Entenda
Os pés das crianças precisam de cuidados especiais para garantir um crescimento saudável e prevenir problemas futuros. Diferentemente do que ocorre com os adultos, com a turma mirim, essa parte do corpo ainda está em formação. Até os seis anos, por exemplo, é comum apresentarem o chamado pé plano, sem curvatura aparente, já que os ossos e ligamentos continuam se ajustando. Além disso, o crescimento acelerado pode impactar a marcha e até causar desconforto, exigindo atenção especial dos pais. Outro fator importante a ser observado com mais cautela é o tipo de calçado utilizado, uma vez que sapatos inadequados podem interferir no desenvolvimento dos pés e causar problemas ortopédicos no futuro. Segundo a podóloga Kacya Serra, proprietária da PodoHomem e capacitada no atendimento infantil, dedicar atenção extra aos pés desde a infância permite um crescimento sadio, tanto para a estrutura óssea, quanto para aspectos da marcha. “Mesmo que nem todas as crianças necessitem de cuidados especializados, a orientação profissional pode evitar complicações futuras”, explica. Problemas comuns, como unhas encravadas e micoses, podem surgir desde cedo. Da mesma forma, os pequenos não estão livres de sentirem dores ao caminhar. Quem procurar, nesses casos? Existem diferentes especialistas que podem auxiliar na saúde dos pés das crianças: Podólogo: formado em podologia, trata questões como unhas encravadas, calos e micoses, podendo se especializar no atendimento infantil. Podopediatra: é um podólogo que se dedica exclusivamente ao público infantil, com conhecimento sobre o desenvolvimento dos pés na infância. Ortopedista pediátrico: indicado para casos mais complexos, como alterações ósseas ou na marcha; é um médico especializado em saúde ortopédica infantil. Nos exemplos citados, como unhas encravadas e micoses, o podopediatra é o mais indicado, pois oferecerá todo o suporte da podologia voltada à infância. Já as dores ao caminhar, preferencialmente devem ser avaliadas por um ortopedista pediátrico, habilitado a solicitar exames para fechar o diagnóstico. Cuidados caseiros também importam Além do consultório, os cuidados com os pés das crianças também devem acontecer em casa. “Muitos pais desconhecem coisas básicas que podem ser feitas em casa, mas essas simples práticas previnem uma série de questões”, pontua a podóloga Kacya Serra. De acordo com ela, é recomendável: Andar descalço quando possível para fortalecer os músculos dos pés; Usar meias de algodão, garantindo que não estejam apertadas, pois isso pode evitar problemas como unhas encravadas; Após o banho, secar bem os pés, especialmente entre os dedos, para prevenir umidade e infecções. "Lavar os pés uma vez por dia geralmente é suficiente, mas, em casos de maior atividade física ou calor, é importante lavá-los com mais frequência”, ensina a podóloga. Xô, chulé! Por último, é quase impossível falar sobre os cuidados dos pés das crianças sem citar o temido chulé. Caracterizado pelo mau cheiro em diversas partes do pé, ocorre devido ao suor da região e à presença de bactérias e fungos. Para driblá-lo, a especialista orienta manter os pés bem secos, usar meias de algodão, trocar os calçados com frequência e preferir os modelos com maior ventilação. Talcos e desodorantes próprios para os pés podem ajudar.

