Baruel é vencedor do Prêmio ReclameAQUI 2025 na categoria Higiene Pessoal

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Bebê só quer mamar de madrugada: fome, conforto ou hábito?
Amamentação e Alimentação

Bebê só quer mamar de madrugada: fome, conforto ou hábito?

Acordar várias vezes durante a madrugada e procurar o peito não significa necessariamente que o bebê esteja sempre com fome. A amamentação também pode oferecer conforto, segurança e regulação aos pequeninos. Nesse sentido, Cinthia Calsinski, enfermeira obstetra e consultora internacional de lactação (IBCLC), explica que essa busca pode acontecer por sede, necessidade de sucção, proximidade ou simplesmente pelo despertar entre os ciclos de sono. “Principalmente nos primeiros meses de vida, precisamos ter cuidado ao chamar a procura pelo peito durante a noite simplesmente de ‘hábito’”, ressalta a especialista. Idade do bebê também importa Nos primeiros meses, as mamadas noturnas podem ter uma função nutricional muito importante. Segundo o pediatra Hamilton Robledo, da Rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo, o estômago do bebê ainda é pequeno e o leite materno é facilmente digerido e absorvido. Conforme a criança cresce e inicia a alimentação complementar, a necessidade de mamar durante a madrugada pode diminuir. Por isso, para compreender o momento de cada bebê, é preciso considerar a aceitação das refeições, crescimento, ganho de peso e padrão de sono. O médico ainda orienta observar como acontecem os despertares. “Acordar repetidamente e fazer apenas poucas sucções antes de voltar a dormir, por exemplo, pode indicar que nem toda procura pelo peito está relacionada à fome”, afirma. Resposta para a noite pode estar no dia Olhar para as 24 horas é fundamental. A consultora de amamentação Cinthia Calsinski conta que alguns bebês maiores ficam mais distraídos durante o dia e interrompem as mamadas para observar o ambiente, compensando parte dessa ingestão à noite. Por isso, antes de tentar reduzir as mamadas noturnas, observe: quantas vezes o bebê mama durante o dia; se as mamadas são efetivas; se existe boa transferência de leite; como estão o ganho de peso e a produção materna; como é a rotina de sono da criança. Se as noites estiverem muito desgastantes, é possível ampliar gradualmente outras formas de acolhimento. Em despertares nos quais não houver necessidade alimentar, outro cuidador pode participar oferecendo colo, contato, voz e carinho. Situações que devem ser avaliadas Baixo ganho de peso, poucas mamadas ou mamadas pouco efetivas durante o dia, dificuldade de pega ou transferência de leite, sonolência excessiva e redução do xixi são sinais que merecem atenção. Prematuridade e outras condições clínicas também exigem avaliação individualizada. A exaustão materna é outro motivo válido para procurar ajuda. “Não precisamos sair de ‘mama em todos os despertares’ para ‘não mama mais à noite’. Existe um caminho entre esses dois extremos”, reforça a enfermeira obstetra. Por isso, antes de reduzir ou retirar mamadas, é preciso considerar uma série de fatores individuais, além da própria produção de leite, que pode ser afetada por uma redução abrupta da amamentação.

A fralda vai embora, mas a assadura pode voltar no desfralde
Assadura

A fralda vai embora, mas a assadura pode voltar no desfralde

O desfralde representa um passo rumo à autonomia, mas também pode trazer de volta uma velha conhecida: a assadura. Isso ocorre porque escapes de xixi ou cocô, roupa íntima úmida e uma higiene ainda em aprendizado podem deixar a pele mais exposta à irritação nessa fase. “A criança deixa de contar com a proteção das pomadas, a alta absorção das fraldas descartáveis e pode permanecer algum tempo com pequenas quantidades de urina na calcinha ou cueca sem perceber”, esclarece o pediatra Hamilton Robledo, da Rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo. Essa umidade em contato prolongado com a pele é o que causa irritação. Segundo o médico, a situação é comum, já que a criança costuma não esvaziar totalmente a bexiga pela pressa de brincar, ficando com as peças úmidas após os escapes. Escapou? Melhor não esperar para trocar Ao menor sinal de xixi ou cocô, a recomendação é trocar a roupa íntima e higienizar bem a região para não deixar resíduos. Nesse cenário, os lenços umedecidos são ótimos aliados. Lembre-se também de secar totalmente a pele. Outra medida indicada pelo especialista é priorizar calcinhas e cuequinhas feitas 100% de algodão, que permitem melhor ventilação da pele e favorecem menos umidade em comparação aos tecidos sintéticos. Incentivar a criança a não ter pressa no vaso e esperar até sentir que terminou todas as necessidades é outro ponto que faz parte do processo. Isso pode ajudar a evitar que pequenas quantidades acabem ficando na roupa depois. Autonomia se aprende aos poucos Durante o desfralde, os pequenos começam a participar mais da própria higiene, mas não se pode esperar que consigam fazer tudo corretamente desde o início. Como lembra o médico, autonomia é uma construção que acontece aos poucos, com orientação e supervisão. Se acontecer um escape, nada de transformar o episódio em motivo de constrangimento: mantenha a calma e não demonstre nojo ou irritação; evite broncas e castigos; não conte o episódio a outras pessoas ou colegas; faça a higiene e a troca de roupa com privacidade; incentive a criança a continuar tentando. Uma dica extra é permitir que a criança tente se limpar e, em seguida, conferir se a higiene foi realmente adequada. Assim, ela participa da rotina sem assumir sozinha uma responsabilidade para a qual ainda está aprendendo. Sinais de alerta De acordo com o pediatra Hamilton Robledo, é preciso ficar atento pois existe o risco de a umidade e o abafamento favorecerem quadros causados pelo fungo Candida albicans, deixando a pele bastante irritada e podendo provocar lesões dolorosas. Por isso, a presença de ulcerações ou pus merece atenção profissional para identificar a causa da irritação e definir a conduta adequada. Nessas horas, a regra é fugir de soluções caseiras e buscar ajuda especializada o quanto antes.

Febre que vai e volta: melhora entre picos também importa
Febre

Febre que vai e volta: melhora entre picos também importa

Quando a febre diminui, muitos pais respiram aliviados. Mas a observação deve ir além do termômetro: o comportamento da criança entre os picos de temperatura costuma trazer informações importantes sobre a gravidade do quadro. A pediatra Paulla Linhares explica haver uma expectativa sobre esse intervalo. “A criança deve voltar a brincar, interagir, aceitar líquidos e demonstrar interesse pelo ambiente, mesmo que permaneça um pouco mais quieta do que o normal”, cita. Por outro lado, se a temperatura baixa, mas a prostração continua, a avaliação médica ainda é necessária. Sonolência, irritação inconsolável, recusa hídrica, dificuldade para respirar ou falta de reação também são sinais de alerta. O que observar entre um pico e outro Na pediatria, a regra é tratar a criança e não somente o número que aparece no termômetro. Por essa razão, a forma como o pequeno age entre os picos de febre acaba sendo mais importante do que a temperatura em si. Assim, esses intervalos são uma boa oportunidade para acompanhar a evolução da doença. Atente-se a: disposição para brincar, explorar o ambiente e interagir; contato visual, resposta quando é chamado e interesse pelas pessoas; aceitação de líquidos e sinais de boa hidratação, como boca úmida e urina clara; alimentação, mesmo que em pequenas quantidades; sono, observando se há apenas cansaço ou sonolência excessiva; respiração, verificando se permanece confortável ou apresenta esforço. Segundo a especialista, essas observações ajudam muito mais do que saber apenas qual foi a temperatura máxima. Uma criança que volta ao comportamento normal costuma transmitir tranquilidade, enquanto o oposto merece atenção. Nem toda febre que volta é sinal de piora A febre costuma oscilar ao longo do dia em muitas infecções, principalmente nas virais. Nos primeiros dois ou três dias, é comum a criança apresentar um pico, melhorar após o antitérmico ou com a queda natural da temperatura e voltar a ter febre horas depois. “Esse padrão, isoladamente, não indica agravamento. O que realmente orienta a conduta é o contexto, especialmente o estado geral da criança entre os episódios”, observa a médica. Em geral, a reavaliação médica é indicada quando: a febre persiste por mais de 72 horas; retorna depois de um período longo sem febre; surge acompanhada de dificuldade para respirar, convulsões, rigidez na nuca, manchas na pele, recusa persistente de líquidos ou prostração importante. Os bebês com menos de três meses também precisam de atendimento rápido em casos de febre, ainda que pareçam bem. Como acompanhar a evolução em casa Enquanto a criança estiver doente, a principal recomendação é oferecer líquidos com frequência e respeitar seu ritmo. A diminuição do apetite durante uma infecção é esperada, por isso não é indicado forçar grandes refeições. E não precisa de repouso o tempo todo: estar disposta para brincar ou realizar atividades leves é um ótimo sinal. Vale reservar o termômetro para os momentos de desconforto ou quando sentir a pele mais quente. Já as medicações são outro ponto destacado pela pediatra Paulla Linhares. Isso porque os antitérmicos devem ser usados para aliviar sintomas e não apenas pela temperatura alta. Novamente, o comportamento infantil é um bom marcador. “Uma temperatura alta nem sempre significa uma doença grave. Do mesmo modo, uma condição mais séria pode ocorrer com febre baixa ou até sem febre. Observem mais a criança e menos o termômetro”, finaliza a médica.

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