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Calcanheira de Silicone Tamanho 34 a 38 – Tenys Pé Baruel

Calcanheira para absorção de impacto e alívio de dor. Conforto nos casos de esporão de calcâneo, contusão etc.

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Calcanheira de Silicone Tamanho 34 a 38
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Quantidade

(tamanho 34 a 38) - 1 par

Também nas versões

Benefícios

• Alívio das dores
• Absorve impacto
• Formato anatômico
• Boa aderência no calcanhar
• Cápsula central
• Durável e resistente
• Não absorve umidade
• Evita proliferação de fungos e bactérias
• Encaixa em todos os sapatos

Dicas de Uso

Selecionar o produto de acordo com o seu tamanho.

Coloque o produto no calçado desejável e calce-o em seguida.

Pode ser usado em qualquer tipo de sapato.

Produto reutilizável. Lavar com água e secar à sombra. Realizar a troca quando a calcanheira apresentar desgaste aparente ou quando desejável.

Resultado

Absorção e amortecimento do impacto.

Deixa o pé mais firme no calçado, evitando lesões.

Auxilia na correção da pisada.

Conforto, bem-estar e alívio das dores derivadas do esporão de calcâneo, contusões, osteoporose, dissipação de energia, ciatalgias, tendinite de Aquiles, tartalgias, fascite plantar, bursite retrocalcaniana, entorse e outras patologias de calcanhar.

Ingredientes

100% SILICONE.

Mais sobre Calcanheira de Silicone Tamanho 34 a 38 – Tenys Pé Baruel

A Calcanheira de Silicone Tenys Pé Baruel absorve o impacto e alivia as dores derivadas do esporão de calcâneo, contusões, osteoporose, dissipação de energia, ciatalgias, tendinite de Aquiles, tartalgias, fascite plantar, bursite retrocalcaniana, entorse e outras patologias de calcanhar. Ela também é indicada na prática de esportes em geral.

Seu formato anatômico se encaixa aos pés e age desde a borda do calcanhar até a extensão completa do retropé, oferecendo mais eficácia no tratamento e prevenção de patologias do calcanhar. Possui uma cápsula central macia para maior alívio da pressão no calcanhar.

A calcanheira de silicone tem formato cônico que se encaixa facilmente em todos os calçados. Ela promove alta absorção dos impactos, oferecendo excelente amortecimento e propulsão. Reduz o pico de pressão e distribui a força de reação.

A Calcanheira de Silicone Tenys Pé é um potente amortecedor feito 100% de silicone, que por sua vez, possui excelentes propriedades elásticas que permitem a absorção do impacto e pressão, aliviando as dores causadas por inflamações e tendinites. É resistente e durável, a calcanheira não absorve umidade e ainda evita proliferação de fungos e bactérias.

É fácil de vestir e encaixa em todos os sapatos com boa aderência no calcanhar.

Indicada para atletas, pessoas que ficam em pé por muito tempo e pessoas com patologias nos calcanhares.

Com ela é possível obter melhor desempenho esportivo e prevenir, ao mesmo tempo, futuras lesões. Ideal para o uso diário, seja no trabalho, no esporte ou no lazer.

Recomendações

O produto não possui contraindicações e efeitos adversos. A eficácia depende do uso adequado do produto. Evite contato com materiais cortantes. Conservar em local fresco e seco, manipular o produto apenas para o uso.

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Perguntas frequentes

Tenys Pé foi desenvolvido com ingredientes que agem eficazmente no controle da transpiração excessiva, eliminando fungos e bactérias que causam odores.

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Os cuidados com os pés são diferentes para homens e mulheres?
Cuidado Diário

Os cuidados com os pés são diferentes para homens e mulheres?

Será que a rotina de cuidado com os pés deve ser diferente para homens e mulheres? Em geral, todo mundo tem que lavar os pés no banho (e secar bem), passar desodorante, hidratante… Mas, em alguns casos específicos, é preciso reforçar um desses cuidados. Um exemplo: os homens costumam suar mais no pé, o que pode causar problemas como o mau odor e as frieiras. “O homem produz mais testosterona, o que estimula as glândulas sudoríparas a produzir mais suor. Além disso, nos homens essas glândulas se concentram mais na região dos pés”, explica Rosangela Schwarz, enfermeira habilitada em Podiatria e membro da diretoria da Associação Brasileira de Enfermeiros Podiatras (ABENPO). A transpiração também pode ser um problema para as mulheres que costumam usar meias sintéticas, finas, em geral com sapatos também feitos de materiais sintéticos que não absorvem o suor e aumentam a umidade nos pés. Ou que praticam atividades físicas intensas, como corrida e futebol. “Como prevenção para homens e mulheres, ficam as dicas de secar bem entre os dedos, usar meias de algodão, calçados de materiais não sintéticos e o desodorante para os pés”, completa Armando Bega, podólogo responsável pelo Instituto Científico de Podologia, presidente da Associação Brasileira de Podólogos e especialista em Podiatria. Cuidados na gravidez Os hormônios também podem fazer algumas mulheres suar mais nos pés. Nas gestantes, a alteração hormonal favorece essa sudorese, explica Renato Butsher Cruz, docente do curso técnico em Podologia do Senac Osasco. “Para evitar a bromidrose, o famoso mau odor, elas devem ter cuidados redobrados com a higienização diária e usar produtos antissépticos que diminuam a transpiração nos pés.” Além disso, na gestação, pode haver mais inchaço na parte inferior das pernas e dos pés. “Nesse caso, é preciso usar meias elásticas de suave compressão para prevenir o edema e calçados mais confortáveis e macios”, diz Schwarz. Cuidados com os pés ao usar sandálias Pensando nos hábitos de cada um, a diferença no tipo de calçado preferido também pode requerer alguns cuidados especiais. “As mulheres usam mais sandálias do que os homens, o que pode ressecar mais os pés”, afirma Schwarz. “Então, elas precisam hidratar mais o pé, fazer esfoliação uma vez por semana para retirar as células mortas e, claro, beber bastante água para manter o corpo hidratado.” Por outro lado, os homens costumam usar mais calçados fechados, seja sapato social ou tênis; por isso, devem ter mais cuidado com a transpiração. “Para reduzir essa umidade, o ideal é usar meias de algodão, que absorvem o suor, e revezar o uso do calçado”, explica a especialista.

Caminhar na esteira, na rua, na areia: o que é melhor?
Caminhada

Caminhar na esteira, na rua, na areia: o que é melhor?

A caminhada é uma das atividades físicas mais simples e benéficas para a saúde, mas o tipo de base percorrida - esteira, asfalto ou areia, por exemplo - pode influenciar significativamente os resultados e o impacto para as articulações. Isso porque pisos diferentes alteram o esforço necessário e afetam a biomecânica do corpo. “Enquanto o asfalto oferece mais impacto, a esteira é ideal para iniciantes por ser mais segura. Já a areia exige maior esforço muscular, sendo excelente para fortalecer a musculatura, sem impactar tanto”, cita o fisioterapeuta Kauê Yub, especialista em traumatologia e ortopedia do esporte. Como os terrenos influenciam Antes de decidir por onde caminhar, vale saber que cada tipo de solo possui características específicas, que afetam diretamente a resposta do corpo à caminhada. Nesse sentido, entenda que: Asfalto é o terreno mais rígido. Oferece maior impacto nas articulações do tornozelo e joelho. Apesar disso, proporciona uma mecânica mais natural da caminhada, semelhante ao dia a dia. Esteira possui amortecimento que reduz o impacto, indicada sobretudo para pessoas com dores articulares ou em retorno pós-lesão. Entretanto, por ser uma superfície previsível e estável, exige menos esforço muscular. Areia dura absorve impacto e oferece uma alternativa menos intensa que a areia fofa, ainda mantendo bom nível de segurança articular. Areia fofa requer maior esforço muscular devido à instabilidade, aumentando consequentemente o gasto calórico. É ideal para fortalecer pernas e pés, mas deve ser usada com moderação para evitar fadiga muscular. “Cada solo tem suas vantagens e desvantagens, e a escolha ideal depende das condições físicas e do objetivo de quem caminha”, destaca o fisioterapeuta. Qual é o melhor solo para caminhar? A escolha do terreno mais adequado varia em função do estado físico e dos objetivos de quem caminha. Quem tem artrose ou desgastes deve optar pela esteira, enquanto a praia vale mais para os que estão retornando ao esporte, inclusive pós-fraturas ou com uma canelite, por exemplo, pois haverá esforço, mas preservando as articulações. O fisioterapeuta explica ainda que há uma sequência recomendada para quem deseja progredir de forma segura, especialmente ao voltar à prática: 1º) Esteira: oferece baixo impacto e controle de intensidade, ideal para reabilitação e adaptação inicial. 2º) Areia fofa: exige mais esforço muscular com baixo impacto articular e ajuda a desenvolver força nas pernas e pés. 3º) Asfalto: é o retorno ao movimento natural, proporcionando um desafio maior, mas com mais impacto nas articulações. “A progressão gradual é essencial para evitar lesões e permitir a adaptação muscular e articular. Cada solo tem seu momento certo”, orienta o especialista. Cuidados específicos para cada tipo de solo Seja qual for o terreno escolhido, é importante saber que não deve-se começar a caminhar sem antes adotar cuidados específicos para evitar lesões. Na esteira: mantenha uma postura adequada e ajuste a velocidade gradualmente para evitar desequilíbrios. Apesar de segura, a esteira não substitui completamente a caminhada ao ar livre. Na areia: é importante caminhar com calçados adequados e, ocasionalmente, descalço para fortalecer a musculatura dos pés. Evite sobrecarga ou volume excessivo de treino, especialmente no início. No asfalto: é bom evitar terrenos inclinados ou irregulares, pois podem sobrecarregar músculos estabilizadores e causar tendinites. Use calçados com bom amortecimento para reduzir o impacto. “O volume excessivo de caminhada, independentemente do solo, é o maior vilão para iniciantes. O ideal é começar aos poucos e progredir com cautela”, reforça Yub. Caminhada na rua X na esteira Dúvidas comuns de quem caminha são as diferenças relacionadas à rua e à esteira. Causam o mesmo efeito? Oferecem os mesmos ganhos? O fisioterapeuta esclarece que o asfalto sempre oferece uma mecânica mais natural, diferentemente da esteira, equipada com amortecimento para reduzir o impacto nas articulações. “Na rua, você utiliza a musculatura exatamente como deve, fazendo a propulsão do corpo para frente. Já na esteira, o movimento é diferente, porque o tapete se move sob os pés, exigindo menos força”, esclarece Kauê Yub. Diante disso, a principal recomendação do especialista é alternar os dois tipos de terreno, especialmente para quem busca treinar para caminhadas longas ou desafios ao ar livre. Calçado é uma escolha individual A escolha do calçado ideal para caminhada varia conforme o formato do pé e o tipo de terreno. “Não existe um tênis perfeito para todos, mas é essencial que ele seja confortável e não machuque”, orienta o fisioterapeuta. Ao caminhar no asfalto, prefira opções com bom amortecimento para minimizar o impacto. Na areia, opte por modelos mais aderentes. Na esteira, escolha tênis leves e estáveis. Para chegar à melhor opção, o segredo é experimentar mais de uma alternativa até encontrar a que melhor se adapta às necessidades.

Pé inchado: o que pode ser e como tratar?
Inchaço e Edema

Pé inchado: o que pode ser e como tratar?

O inchaço nos pés, também conhecido como edema, é um problema comum que pode ter diferentes causas – desde fatores simples, como ficar muito tempo em pé ou sentado, até condições mais sérias, ligadas ao coração e às veias e circulação. Segundo o cirurgião vascular e angiologista Eduardo Toledo de Aguiar, professor de cirurgia vascular da USP, o inchaço ocorre principalmente em razão do acúmulo de líquido no espaço entre as células, sendo mais frequente nos membros inferiores por conta da gravidade. Existem muitos fatores que podem deixar os pés inchados e as pernas com edema, e o especialista elenca algumas das causas mais comuns. Causas mais comuns Insuficiência venosa crônica, ou seja, dificuldade das veias em retornar o sangue ao coração, que causa acúmulo de líquido nos membros inferiores; Retenção de líquidos, provocada por ingestão excessiva de sódio, desequilíbrios hormonais ou uso de medicamentos como anti-hipertensivos; Gravidez, já que o aumento do volume sanguíneo e a compressão de veias abdominais pelo útero contribuem para o edema; Problemas cardíacos, renais ou hepáticos, que são condições que afetam o equilíbrio de líquidos no corpo; Linfedema, a intercorrência no sistema linfático, que pode ser congênita ou surgir após cirurgias, infecções ou traumas. Trombose venosa profunda (TVP), uma formação de coágulos nas veias profundas, causando inchaço, dor e vermelhidão. Fatores mecânicos ou posturais, uma vez que longos períodos sentado, viagens prolongadas e uso de calçados inadequados dificultam a circulação e resultam em inchaço temporário. Quando pé inchado é sinal de algo mais grave Embora o inchaço nos pés possa ser ocasional e inofensivo, o sintoma também pode acender o alerta para algo mais sério. Por isso, é fundamental estar de olho a outros sinais associados, como: Dor intensa ou sensação de peso: são comuns na insuficiência venosa e TVP. Vermelhidão ou calor local: podem indicar inflamação ou infecção. Alterações na cor da pele: escurecimento crônico pode ser um sinal de insuficiência venosa avançada. Úlceras ou feridas: surgem em estágios mais graves de problemas circulatórios. Dispneia ou cansaço extremo: indicativos de edema generalizado, como na insuficiência cardíaca. “Se o inchaço for persistente, doloroso ou acompanhado de outros sintomas, é fundamental procurar um médico para avaliação”, reforça o cirurgião Eduardo Toledo de Aguiar. Grupos mais propensos ao inchaço nos pés Algumas pessoas têm maior predisposição a ter pés inchados, portanto, devem redobrar os cuidados e a atenção. O especialista médico destaca os seguintes grupos: Idosos, uma vez que sua circulação sanguínea já é menos eficiente; Gestantes, devido ao aumento do volume sanguíneo e das alterações hormonais típicas da gestação; Obesos, pois o excesso de peso sobrecarrega os sistemas venoso e linfático; Indivíduos sedentários ou imobilizados, pois a falta de movimentação dificulta o retorno venoso; Pacientes com doenças crônicas, como insuficiência cardíaca, renal ou hepática. Prevenção e tratamento Para evitar ou aliviar o inchaço nos pés, adotar hábitos saudáveis e medidas simples são os dois caminhos mais recomendados e efetivos. Isso porque, juntos, conseguem tratar ou melhorar a maioria das condições causadoras do edema. Desse modo, o vascular indica: Para prevenir Movimente-se regularmente: evite ficar muito tempo em pé ou sentado; faça pequenas caminhadas ao longo do dia; Eleve os pés: sempre que possível, coloque os pés em um nível acima do coração para facilitar o retorno venoso; Opte por calçados adequados: prefira os confortáveis e que não apertam os pés; Controle o peso e a dieta: reduza o consumo de sódio e mantenha uma alimentação equilibrada. Use meias de compressão: são recomendadas em casos de insuficiência venosa, pois ajudam no retorno do sangue ao coração. Para tratar Drenagens linfáticas manuais: técnica é indicada para linfedema e retenção de líquidos; Medicamentos sob prescrição: podem ser receitados diuréticos, por exemplo; Terapias avançadas: no caso de linfedema, a terapia linfática combina exercícios, drenagem, dieta e medicamentos; Cuidados direcionados: insuficiência venosa, trombose e condições cardíacas ou renais exigem tratamentos específicos. “Além de tratar o inchaço, é crucial investigar e tratar a causa subjacente. Muitas vezes, o edema é apenas o sintoma de um problema maior”, finaliza o angiologista, que ressalta a importância da indicação, orientação e acompanhamento médico.

Pé chato: como identificar os sinais em casa
Pé Chato ou Pé Plano

Pé chato: como identificar os sinais em casa

Pé totalmente apoiado no chão, desgaste irregular do calçado e cansaço frequente nas pernas podem ser alguns sinais de pé chato. Embora o diagnóstico completo dependa de avaliação profissional, alguns testes caseiros ajudam a identificar a condição e até avaliar se é hora de procurar ajuda especializada. A fisioterapeuta Tatiane Roschel, da clínica Movimento & Postura, esclarece que pé chato e pé plano são a mesma condição: a redução ou ausência da curvatura natural na parte interna dos pés. Pode parecer irrelevante, mas esse arco é importante para absorção de impacto, equilíbrio e distribuição da carga do corpo durante os movimentos. “O pé é a base de todo o alinhamento corporal. Por isso, qualquer alteração nessa região pode acabar repercutindo no corpo inteiro”, observa a profissional. Quais sinais podem indicar pé chato? Algumas características costumam aparecer com mais frequência em pessoas com pé plano. O principal indício é a ausência da “curvinha” interna dos pés, fazendo com que praticamente toda a sola fique apoiada no chão. Outros sinais importantes incluem: desgaste maior na parte interna do calçado; tornozelos inclinando para dentro; dificuldade para manter equilíbrio; cansaço nos pés após muito tempo em pé; dores nos pés, joelhos ou lombar. Tatiane explica que alterações na pisada também podem provocar compensações em outras partes do corpo, uma vez que há perda da eficiência na absorção de impacto e no alinhamento biomecânico ao longo do tempo. Testes simples ajudam na triagem Recorrer a testes caseiros pode ser útil para identificar se é caso de buscar avaliação médica, sobretudo quando há outros sintomas associados. A seguir, a profissional Tatiane Roschel compartilha algumas possibilidades: Reflexo no espelho: fique descalço em frente ao espelho e observe se existe curvatura interna nos pés ou se os tornozelos parecem “cair para dentro”; Ponta dos pés: suba na ponta dos pés e note se o arco aparece. Se for possível vê-lo, pode ser um pé plano flexível. Caso não, pode indicar rigidez e necessidade de avaliação; “Teste da pisada” ou “teste do pé molhado”: molhe a sola do pé, pise em uma superfície seca e observe o formato da pegada. Uma curva bem definida aponta para um arco normal, enquanto pisadas completas são sinal de pé chato. Quando buscar um médico Vale lembrar que esses resultados da autoavaliação não são diagnósticos médicos e não substituem a consulta com um profissional especializado. Por isso, a fisioterapeuta Tatiane Roschel recomenda procurar um especialista em casos de dor frequente (nos pés ou pernas), dificuldade para caminhar, desgaste rápido dos calçados e alterações visíveis na postura. Ela também chama atenção para os casos infantis: crianças com alterações persistentes nos pés após os seis ou sete anos devem ser avaliadas para acompanhamento adequado.

Metatarsalgia ou fascite plantar: saiba diferenciar a dor
Fascite Plantar

Metatarsalgia ou fascite plantar: saiba diferenciar a dor

Dor na sola dos pés pode até parecer tudo igual, mas não é. Entre as causas mais comuns estão a metatarsalgia e a fascite plantar, duas condições diferentes, embora muitas vezes confundidas. Saber onde e como a dor se manifesta é o primeiro passo para o diagnóstico correto e o tratamento adequado. Como explica o ortopedista Paulo Frederico, especialista em cirurgia do pé e tornozelo e presidente da Comissão de Ensino e Treinamento da SBOT-RJ, as duas doenças têm origens e sintomas distintos e podem estar relacionadas à sobrecarga mecânica, alterações na pisada e até mesmo escolha errada de calçados. “A metatarsalgia afeta a parte da frente do pé, enquanto a fascite plantar compromete a região do calcanhar. Cada uma das condições exige atenção e abordagem específica para aliviar a dor e evitar complicações”, situa o médico. Como cada problema se manifesta Para entender melhor, o ortopedista destaca que vale olhar onde dói, quando dói e o que costuma piorar o quadro. Por exemplo: Metatarsalgia é a dor localizada na parte anterior do pé, sob as cabeças dos metatarsos, área identificada um pouco antes dos dedos. Surge quando há sobrecarga nessa região, seja por longos períodos em pé, uso de salto alto ou bico fino ou alterações na pisada. A metatarsalgia pode gerar a sensação de “pedrinha no sapato” e piora ao caminhar descalço, em pisos duros ou com o uso de salto alto. Fascite plantar é uma inflamação ou degeneração da fáscia plantar, tecido que vai do calcanhar até a base dos dedos e sustenta o arco do pé. A dor costuma se concentrar no calcanhar, geralmente na parte inferior e mais medial, sendo mais intensa nos primeiros passos da manhã ou depois de ficar muito tempo sentado. Com o tempo, pode também irradiar pela sola. Diferenças e semelhanças A principal diferença entre as duas condições está na localização e no comportamento da dor. Ainda assim, elas podem coexistir. Nesses casos, o tratamento precisa considerar o pé como um todo, não só a área onde dói com mais intensidade. De acordo com o ortopedista Paulo Frederico, não é raro que a fascite plantar apareça junto com sobrecarga no antepé, principalmente em pés cavos ou em pessoas que mudam a pisada para aliviar um ponto dolorido e acabam sobrecarregando outro. Além disso, elas compartilham fatores de risco importantes, como: Sobrepeso; Sedentarismo; Pé plano ou pé cavo; Encurtamento do tendão de Aquiles; Uso de calçados inadequados; Aumento súbito da atividade física (muito comum em corredores amadores ou em quem passa muito tempo em pé). O tipo de pisada influencia diretamente a distribuição da carga sobre o pé. Outro fator determinante são os calçados: saltos altos, bicos finos, solas muito rígidas ou tênis gastos alteram o alinhamento e favorecem os dois quadros. “O padrão ouro é o tênis esportivo de corrida”, afirma o profissional. Diagnóstico e tratamento O diagnóstico costuma ser essencialmente clínico, mas pode ser complementado por exames quando necessário: Metatarsalgia: o raio-X avalia deformidades ósseas e a ressonância magnética identifica bursites, sinovites e alterações de partes moles. Em alguns casos, a baropodometria (exame que analisa a distribuição de pressão plantar) ajuda a mapear sobrecargas e orientar palmilhas personalizadas. Fascite plantar: ultrassom e ressonância magnética mostram espessamento da fáscia e sinais inflamatórios. Já sobre o tratamento, o médico reforça que o objetivo é reduzir a sobrecarga, melhorar o alinhamento e aliviar a dor, mas a abordagem varia conforme o local afetado. Entre as principais procedimentos possíveis entram: Metatarsalgia: realinhamento do antepé com palmilhas metatarsais, correção de calçados, reeducação postural e, em alguns casos específicos, cirurgia para corrigir deformidades como joanete ou dedos em garra. A operação é exceção e fica reservada aos quadros refratários. Fascite plantar: alongamento do tendão de Aquiles e da fáscia plantar, fisioterapia e, quando indicado, palmilhas com suporte de arco. Quando procurar um especialista Saiba que é hora de marcar uma consulta se: A dor começar a limitar as atividades diárias; Houver inchaço persistente; Sentir dificuldade para apoiar o pé; O incômodo não melhorar após algumas semanas de cuidados simples, como repouso, alongamento e/ou troca de calçado. A recomendação do especialista é não banalizar as dores crônicas. “O pé sustenta todo o peso do corpo e absorve impacto a cada passo. Pequenos desequilíbrios, se não corrigidos, podem gerar dores crônicas e perda de performance”, finaliza.

Como escolher o melhor calçado para reduzir fricção e impacto
Fricção e Impacto do Calçado

Como escolher o melhor calçado para reduzir fricção e impacto

A escolha do calçado ideal vai muito além da estética, pois o tênis ou sapato adequado pode evitar fricção e impacto excessivo nos pés e articulações. Por isso, o treinador Bruno Ferreira, coordenador técnico da rede de academias Evoque, orienta que o primeiro passo para escolhê-lo é considerar o tipo de pisada – pronada e supinada ou mesmo a neutra – e o formato do arco plantar, que varia entre plano, normal e côncavo. "Esses fatores são determinantes para escolher um calçado que distribua bem o peso e absorva o impacto adequadamente", explica o profissional. "Além disso, o sapato certo melhora a estabilidade e evita o aparecimento de desconfortos que, se ignorados, podem evoluir para problemas mais sérios", complementa. Dicas para escolher o calçado certo Certifique-se de qual é o seu tamanho ideal de calçado. Ele precisa ter ajuste perfeito ao pé, sem ser apertado demais para não causar atrito ou muito solto e gerar instabilidade. Não se esqueça do amortecimento, principalmente para atividades de impacto, como corrida, é importante escolher modelos com bom amortecimento, que protejam tanto o calcanhar quanto as articulações. Seu peso corporal impacta na decisão: quanto mais o usuário pesar, maior será o amortecimento necessário para reduzir o impacto nas articulações. Atenção aos materiais: tecidos respiráveis e flexíveis são ideais, pois ajudam a evitar o acúmulo de umidade e melhoram o conforto geral, reduzindo o risco de bolhas e calos. Existe um calçado ideal para todo mundo? De acordo com Bruno, não existe um calçado universal que funcione bem para todos. "Cada pessoa tem características únicas, desde o tipo de pisada até a estrutura do arco plantar e o tipo de atividade que pratica. Por isso, um modelo adequado para uma pessoa pode ser inadequado para outra", esclarece. Desse modo, o treinador recomenda que, se possível, seja feita uma avaliação podiátrica para auxiliar na hora de escolher um calçado que atenda às necessidades específicas de cada indivíduo. Apesar do nome complicado, o processo nada mais é do que um estudo individual e mais profundo dos pés da pessoa. Calçados inadequados trazem riscos A fricção e o impacto são exemplos dos problemas que calçados inapropriados podem provocar. "A fricção excessiva de um calçado pode gerar bolhas, calos e até lesões na pele, enquanto a falta de amortecimento coloca pressão nas articulações e aumenta o risco de lesões", alerta o profissional. Além disso, um calçado que não oferece o ajuste adequado compromete o equilíbrio e pode resultar em instabilidade articular, facilitando torções, quedas e até condições mais graves, como fascite plantar e tendinites. Evite a fricção e o impacto Fugir de situações que provoquem fricções ou afetem o impacto é fundamental para manter o sistema de amortecimento natural do corpo em bom funcionamento. "Nossos pés são os primeiros a absorver o peso e o impacto a cada passo, e isso afeta todo o corpo – desde os tornozelos até a coluna", ressalta o treinador Bruno Ferreira. Sem contar que a fricção constante ainda pode causar desgaste nos tecidos moles dos pés, enquanto o baque repetitivo compromete as articulações e pode causar dores crônicas. Considerando tudo isso, a recomendação é fugir de calçados que: Causem desconforto e/ou dor após o uso, mesmo que não seja por grandes períodos; A sola apresenta um desgaste desigual das partes, pois isso indica desalinhamento da pisada; Não oferecem boa estabilidade, sobretudo durante a prática esportiva. Isso porque, conforme destaca Bruno Ferreira, os modelos de calçados adequados não devem se revelar desconfortáveis nem depois de muitas horas de uso, sempre se mantendo alinhados às necessidades e formatos dos pés. Outro ponto claro é que devem deixar o usuário estável, sem favorecer quedas ou torções. Como identificar qual a pisada Basicamente são dois tipos principais, além da neutra: A pisada pronada caracteriza-se pelo pé chato ou plano. O arco medial, encostando no chão, aumenta a área de contato com o solo. É mais frequente em pessoas com pé sem cava e impacta a biomecânica do corpo, podendo provocar maior desgaste nas estruturas internas dos pés. A pisada supinada (ou pé cavo) é identificada pelo arco elevado ao tocar o chá, o que reduz a área de contato com o piso. Esse tipo limita a capacidade de absorver impactos ao caminhar. A pisada neutra é quando as partes interna e externa do pé tocam o chão quase ao mesmo tempo, de maneira praticamente uniforme. Logo, o peso corporal é distribuído de forma mais equilibrada.

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