Calcanheira de Silicone Tamanho 34 a 38 – Tenys Pé Baruel
Calcanheira para absorção de impacto e alívio de dor. Conforto nos casos de esporão de calcâneo, contusão etc.
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Calcanheira para absorção de impacto e alívio de dor. Conforto nos casos de esporão de calcâneo, contusão etc.
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Benefícios
• Alívio das dores
• Absorve impacto
• Formato anatômico
• Boa aderência no calcanhar
• Cápsula central
• Durável e resistente
• Não absorve umidade
• Evita proliferação de fungos e bactérias
• Encaixa em todos os sapatos
Dicas de Uso
Selecionar o produto de acordo com o seu tamanho.
Coloque o produto no calçado desejável e calce-o em seguida.
Pode ser usado em qualquer tipo de sapato.
Produto reutilizável. Lavar com água e secar à sombra. Realizar a troca quando a calcanheira apresentar desgaste aparente ou quando desejável.
Resultado
Absorção e amortecimento do impacto.
Deixa o pé mais firme no calçado, evitando lesões.
Auxilia na correção da pisada.
Conforto, bem-estar e alívio das dores derivadas do esporão de calcâneo, contusões, osteoporose, dissipação de energia, ciatalgias, tendinite de Aquiles, tartalgias, fascite plantar, bursite retrocalcaniana, entorse e outras patologias de calcanhar.
Ingredientes
100% SILICONE.
Mais sobre Calcanheira de Silicone Tamanho 34 a 38 – Tenys Pé Baruel
A Calcanheira de Silicone Tenys Pé Baruel absorve o impacto e alivia as dores derivadas do esporão de calcâneo, contusões, osteoporose, dissipação de energia, ciatalgias, tendinite de Aquiles, tartalgias, fascite plantar, bursite retrocalcaniana, entorse e outras patologias de calcanhar. Ela também é indicada na prática de esportes em geral.
Seu formato anatômico se encaixa aos pés e age desde a borda do calcanhar até a extensão completa do retropé, oferecendo mais eficácia no tratamento e prevenção de patologias do calcanhar. Possui uma cápsula central macia para maior alívio da pressão no calcanhar.
A calcanheira de silicone tem formato cônico que se encaixa facilmente em todos os calçados. Ela promove alta absorção dos impactos, oferecendo excelente amortecimento e propulsão. Reduz o pico de pressão e distribui a força de reação.
A Calcanheira de Silicone Tenys Pé é um potente amortecedor feito 100% de silicone, que por sua vez, possui excelentes propriedades elásticas que permitem a absorção do impacto e pressão, aliviando as dores causadas por inflamações e tendinites. É resistente e durável, a calcanheira não absorve umidade e ainda evita proliferação de fungos e bactérias.
É fácil de vestir e encaixa em todos os sapatos com boa aderência no calcanhar.
Indicada para atletas, pessoas que ficam em pé por muito tempo e pessoas com patologias nos calcanhares.
Com ela é possível obter melhor desempenho esportivo e prevenir, ao mesmo tempo, futuras lesões. Ideal para o uso diário, seja no trabalho, no esporte ou no lazer.
Recomendações
O produto não possui contraindicações e efeitos adversos. A eficácia depende do uso adequado do produto. Evite contato com materiais cortantes. Conservar em local fresco e seco, manipular o produto apenas para o uso.
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Perguntas frequentes
Tenys Pé foi desenvolvido com ingredientes que agem eficazmente no controle da transpiração excessiva, eliminando fungos e bactérias que causam odores.
Conheça o Universo do Pé
Inverno e cuidados importantes para os pés no frio
Durante o inverno, o uso frequente de meias e sapatos fechados, combinado ao clima seco e frio, pode comprometer a saúde dos pés. Além disso, a baixa temperatura favorece o ressecamento da pele, enquanto a umidade acumulada em calçados sem ventilação adequada cria um ambiente propício para o desenvolvimento de fungos e infecções. “Os principais problemas no frio incluem o ressecamento excessivo da pele, fissuras nos calcanhares, micoses e infecções fúngicas. Quem já tem condições como dermatite atópica ou psoríase pode perceber uma piora nos sintomas”, afirma a dermatologista Juliana Farias, essa combinação exige atenção redobrada. A podóloga Ana Maria Motta reforça a importância de manter os cuidados ativos na estação. “Muita gente relaxa com a saúde dos pés no inverno por não usar sapatos abertos. Mas, justamente por isso, é essencial manter uma rotina de hidratação e ventilação adequada”, alerta. Cuidados essenciais A seguir, as especialistas listam os três principais cuidados para garantir a saúde dos pés no inverno, a estação mais fria do ano, e explicam cada etapa desse processo. 1. Mantenha os pés hidratados Sem dúvidas, o ressecamento da pele é uma das principais queixas no frio, afinal, pode causar fissuras dolorosas e até facilitar infecções. Para evitar esse problema, elas recomendam: Usar cremes hidratantes com glicerina, que ajudam a manter a elasticidade da pele; Passar hidratante à noite e, se possível, de meias para potencializar a absorção; Evitar banhos muito quentes e demorados, pois podem ressecar ainda mais a pele. 2. Escolha meias e sapatos adequados No frio, é comum usar sapatos fechados e meias por longos períodos, sobretudo para se manter aquecido dentro e fora de casa. Mas alguns cuidados são fundamentais. A dupla aconselha: Prefira meias de algodão ou lã, que ajudam a manter os pés secos e aquecidos sem prejudicar a circulação; Evite meias muito apertadas, pois podem comprometer a circulação e agravar problemas vasculares; Alterne os sapatos e deixe-os arejar para evitar umidade e proliferação de fungos; Escolha sapatos confortáveis, com ventilação adequada, evitando materiais sintéticos que não permitem a respiração da pele. 3. Cuide da higiene e fuja da umidade É necessário ficar de olho na umidade – um grande fator de risco no inverno, já que cria um ambiente propício para micoses e frieiras. Para manter a saúde dos pés, Juliana e Ana orientam: Seque bem os pés após o banho, especialmente entre os dedos, antes de colocar as meias. Nunca use meias úmidas ou calçados molhados, pois isso favorece infecções fúngicas. Recorra a sprays ou pós antissépticos para manter os pés secos e protegidos ao longo do dia. Evite andar descalço em locais úmidos, como vestiários e banheiros públicos, que podem conter fungos e bactérias. Atenção a sinais de alerta Além desses cuidados, é fundamental observar qualquer alteração na pele ou nas unhas. Descamação, coceira, rachaduras e mudança na coloração das unhas podem ser sinais de problemas como micoses ou infecções. “Pessoas com diabetes ou problemas circulatórios devem ter um cuidado especial, pois essas condições podem piorar no frio e aumentar o risco de complicações”, ressalta a dermatologista. Assim, se notar qualquer sintoma incomum, o ideal é procurar um profissional capacitado para um diagnóstico preciso e tratamento adequado. “A prevenção é sempre a melhor solução para evitar desconfortos e problemas mais sérios”, conclui Ana Maria.
Massagem nas pernas: como e porque fazer no dia a dia
Seja para aliviar dores, relaxar ou melhorar a circulação, a massagem nas pernas pode ser uma grande aliada do bem-estar. Com diferentes técnicas, ajuda a reduzir o cansaço, o estresse e corrigir as dores causadas por má postura e sobrecarga, situações geralmente experimentadas no dia a dia. “Existem vários tipos de massagem que podem ajudar a aliviar dores nas pernas, como a drenante, que é a massagem de drenagem linfática; a de pontos de gatilhos, pontos de tensões e a automassagem”, cita o massoterapeuta Evaristto Silva. Principais técnicas de massagem nas pernas A seguir, o profissional destaca e explica algumas das técnicas mais comuns e indicadas para tratar queixas associadas às pernas, como inchaço, dores musculares e mais. Drenagem linfática: auxilia na eliminação de líquidos retidos, reduzindo inchaço e toxinas. Também é recomendada para ajudar na prevenção da celulite. Massagem de pontos de gatilho: indicada para quem tem dores crônicas ou lesões, ajudando a aliviar contraturas musculares severas. Massagem desportiva: combina movimentos suaves e pressões mais profundas, melhorando a recuperação muscular. Automassagem: pode ser feita em casa, com movimentos de pressão e deslizamento, trazendo alívio imediato para tensão e fadiga. Além dessas, há a reflexologia, uma técnica aplicada nos pés, mas que influencia diretamente as pernas e outras regiões do corpo. Segundo Evaristto, a pressão exercida em pontos específicos dos pés pode estimular órgãos internos, melhorar a circulação sanguínea e até aliviar sintomas emocionais. “O corpo sobrecarrega essa região e a reflexologia faz com que o fluxo sanguíneo volte para a parte superior, trazendo uma sensação de alívio geral”, explica. Massagem relaxante X terapêutica O profissional também ensina a escolher o melhor tipo de massagem para cada caso: Massagens relaxantes: buscam aliviar o estresse e promover o bem-estar geral, ou seja, proporcionam um alívio progressivo para o corpo todo. Massagem terapêutica: é focada em tratar dores e tensões específicas. Apesar de finalidades diferentes, ambas compartilham benefícios importantes. “Movimentos como deslizamento, fricção e amassamento estimulam o fluxo sanguíneo, reduzindo a fadiga muscular e promovendo uma sensação de leveza”, aponta Silva. Quem não pode fazer massagem? Embora a prática traga muitos benefícios, há situações em que ela deve ser evitada ou aplicada com cautela: Casos de trombose; Pacientes com feridas abertas; Durante febre e infecções; Quadros de cardiopatias; Doenças específicas, como osteoporose severa e câncer; Gestantes sem liberação médica. De acordo com o massoterapeuta, as restrições são necessárias porque as massagens podem agravar os casos citados. Três movimentos simples para aliviar a tensão Evaristto ensina três técnicas principais para quem quer aprender, na prática, como relaxar e diminuir o estresse. Ponto de pressão: pressione suavemente os pontos de tensão nas pernas por alguns segundos para aliviar dores localizadas. Deslizamento: com as mãos espalmadas, deslize do tornozelo até a coxa para estimular a circulação. Amassamento: segure a musculatura da panturrilha ou da coxa e aperte suavemente, ajudando a relaxar e aliviar a fadiga muscular. Se desejar, pode investir em alguns produtos para potencializar os efeitos. “Óleos neutros, como os de coco e amêndoas, são boas opções, desde que a pessoa não tenha alergias”, diz o especialista.
Biossegurança na podologia: mais que uma exigência, um dever ético
A podologia é uma prática que lida diretamente com pele, unhas e estruturas sensíveis dos pés, muitas vezes em contato com sangue, secreções e micro-organismos. Por isso, a biossegurança não é apenas uma exigência legal e sanitária: é um pilar ético da profissão, garantindo a proteção de pacientes e profissionais. Por que a biossegurança é essencial? O descuido com a higiene e o manejo de instrumentos pode gerar a transmissão de fungos, bactérias e vírus, causando infecções que vão desde micoses superficiais até doenças mais graves. Além disso, a falta de protocolos adequados coloca o podólogo em risco, podendo levar a acidentes ocupacionais e contaminações cruzadas. Principais medidas de biossegurança na podologia: > Esterilização e desinfecção de instrumentos Uso correto de autoclaves e produtos químicos aprovados. Separação entre instrumentos esterilizados, limpos e sujos. > Uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) Luvas, máscaras, óculos de proteção e aventais evitam o contato direto com micro-organismos. > Higiene das mãos Lavagem frequente antes e após cada atendimento, complementada com antissépticos quando necessário. > Controle de superfícies e ambiente Limpeza regular de bancadas, cadeiras e materiais de apoio. Descarte correto de resíduos perfurocortantes e materiais contaminados. > Educação do paciente Orientar sobre cuidados com higiene, uso de calçados, meias e produtos pessoais, evitando contaminação cruzada em casa. A dimensão ética da biossegurança Seguir protocolos de biossegurança demonstra respeito à saúde do paciente e à própria profissão. Um atendimento seguro transmite confiança, reforça a credibilidade do podólogo e reduz riscos legais e sanitários. Profissionais comprometidos com essas práticas destacam-se pela responsabilidade técnica e social. A biossegurança na podologia vai muito além do cumprimento de normas: ela é um dever ético e moral. Garantir que cada atendimento seja seguro e livre de riscos é proteger vidas, preservar a reputação profissional e elevar o padrão da podologia como ciência aplicada à saúde.
Pés de diabéticos precisam de atenção redobrada
“O que mais preocupa é o expressivo e crescente número de amputações realizadas em decorrência de complicações ligadas ao diabetes, ou seja, as amputações não traumáticas”, explica Luiz Nardi, farmacêutico-bioquímico especialista em pés diabéticos. Segundo dados da Agência Brasil e o SUS (Sistema Único de Saúde), somente no ano de 2023 foram realizadas 26.982 amputações de membros inferiores (pés e pernas), equivalendo um média de 28 cirurgias por dia. Nardi explica que por se tratar de uma síndrome, ou seja, um conjunto de importantes e graves alterações ligadas ao diabetes – descompensado – como a polineuropatia diabética, vasculopatia obstrutiva periférica, deformidades, lesões ulcerativas, infecções e até mesmo levar o membro acometido a um grau de menor ou maior proporção de amputações, cujo desfecho, é o mais grave. “Vale ressaltar que essas alterações, assim como a própria doença, são extremamente silenciosas, o que ressalta a importância do acompanhamento dos profissionais de saúde dentro de uma equipe multidisciplinar em saúde”, conclui Nardi. Algumas das alterações como neuropatias e vasculopatias (obstrução vascular periférica) podem se desenvolver em pessoas que não são portadoras de diabetes, porém ocorre em casos isolados e pontuais, sobretudo com menor gravidade na maior parte das vezes. "Já em pessoas portadoras de diabetes descompensado e de longo tempo de doença, essas alterações acima citadas ocorrem de forma simultânea e na maior parte dos casos com maior gravidade de evolução clínica", explica Nardi. Além disso, essas doenças – neuropatias e vasculopatias – serão também “gatilhos” para o desenvolvimento de outras alterações como deformidades dos membros inferiores (musculares e articulares), formação de úlceras, infecções, entre outras. Especialização em pés diabéticos [caption id="attachment_1932" align="aligncenter" width="780"] Luiz Nardi em atendimento[/caption] Luiz Nardi se especializou em pés diabéticos. “Foi um divisor de águas dentro da minha profissão, seja na realização de atendimentos clínicos, bem como na docência. Para ser sincero não escolhi inicialmente me especializar na área, mas fui convidado a estudar mais sobre o assunto, foi um verdadeiro ponta pé inicial”, lembra ele. Segundo Nardi, logo que se formou em farmácia, teve a incrível oportunidade de ministrar aulas de farmacologia nos cursos técnico em podologia e especialização técnica em atendimentos podológicos ao paciente com diabetes na cidade de Sorocaba. Foi a partir desse momento que despertou não somente seu amor à profissão, mas também vislumbrou a necessidade de fazer o curso técnico, momento esse que abriu várias outras oportunidades profissionais para ele, sobretudo na docência. “Após alguns anos ministrando aulas, fui convidado e estimulado, a fazer o curso de pós-graduação em Educação sobre Diabetes e foi a partir dessa formação que entendi a real necessidade de me especializar no assunto, principalmente no que tange evitar amputações em pacientes portadores de diabetes”, conta o especialista. E ele não parou por aí. Fez posteriormente uma pós-graduação em Docência & Pesquisa para o Ensino Superior e atualmente cursa a graduação em Podologia. “Vejo a necessidade de a cada dia crescer em conhecimento, claro, sempre com objetivo de trazer os melhores resultados para os pacientes e excelência no ensino para meus alunos”, conclui Nardi. Caso prático de pé diabético Nardi relembra um caso que teve um desfecho gratificante. “Há mais ou menos dois anos, uma enfermeira, residente na cidade de Dom Basílio na Bahia, fez contato comigo, pois apresentava dificuldades em solucionar um caso de um senhor de 66 anos com diabetes e amputações recorrentes”, conta ele. A enfermeira havia realizado diversos procedimentos de desbridamentos de tecidos desvitalizados e necróticos, aplicado vários tipos de coberturas, num trabalho feito com excelência profissional, mas novas úlceras seguiam surgindo no paciente, além de novas amputações. “Fiz uma mentoria com a enfermeira e nesse momento, foi orientada por mim a utilizar sandálias de cicatrização e palmilhas específicas e personalizadas a fim realizar a descarga dos pontos de hiperpressão, sobretudo na região das amputações anteriores, onde havia calosidades e cicatrizes de úlceras fechadas anteriormente”, conta Nardi. Segundo ele, o grande objetivo era diminuir o estresse tecidual da região através da descarga de pressão. “Dessa forma, as calosidades foram aos poucos reduzindo, promovendo então o restabelecimento total do paciente”, conclui o especialista.
Piscina, vestiários e mais: locais em que frieira é um risco
A frieira, também conhecida como pé de atleta, é uma micose superficial causada por fungos dermatófitos que encontram nos pés o ambiente perfeito para se multiplicar: quente, úmido e pouco ventilado. Além disso, certos lugares são mais propícios para espalhar esses fungos e um risco maior, caso não haja cuidados adequados. Esse tipo de infecção é um problema comum, mas costuma ser confundido com outras contaminações, o que atrasa o tratamento e favorece recidivas. Como esclarece a dermatologista Cibele Leite, pós-graduada em dermatologia clínica, cirúrgica e cosmiatria, o que diferencia a frieira de outras micoses é principalmente a região onde aparece no corpo, que são pontos com maior calor e umidade. “Costuma afetar áreas interdigitais, ou seja, entre os dedos dos pés, enquanto outras micoses dos pés podem aparecer nas plantas (micose plantar) ou nas unhas (onicomicose). Além disso, a frieira é caracteristicamente esbranquiçada, descamativa, com fissuras e coceira”, diferencia a médica. Contágio com maior frequência Ambientes compartilhados e com pouca ventilação são os principais vilões. Isso porque, conforme a especialista, os fungos se multiplicam em locais quentes, úmidos e pouco arejados. Consequentemente, o risco de contágio aumenta. Entre os principais ambientes estão: Vestiários e banheiros públicos: o piso úmido e quente é ideal para fungos; Piscinas e academias: o compartilhamento de pisos molhados, duchas e armários facilita a transmissão; A médica lembra que fatores como uso prolongado de calçados fechados, falta de secagem adequada dos pés após o banho, problemas circulatórios e imunidade baixa, como pessoas com diabetes, também favorecem o aparecimento da frieira. Quando a frieira não é tratada Sem o tratamento correto, o quadro tende a piorar. “As fissuras entre os dedos servem como porta de entrada para bactérias e isso pode levar a infecções mais sérias, como a celulite, que é uma infecção profunda da pele”, alerta Cibele. O fungo ainda pode se espalhar e migrar para outras partes do corpo, piorando o quadro geral. “É uma infecção contagiosa. A pessoa pode se autoinocular, levando o fungo dos pés para as mãos, virilha ou unhas. Além disso, pode transmitir para outras pessoas pelo contato com toalhas, pisos, calçados ou meias contaminadas”, reforça ela. Como se proteger em locais públicos Evitar o contágio é simples e começa com medidas básicas de higiene e prevenção. Veja as principais: Usar chinelos em vestiários, duchas e áreas de piscina; Evitar compartilhar toalhas, meias e calçados; Secar bem os pés antes de calçar os sapatos; Optar por meias de algodão e trocá-las sempre que ficarem úmidas. “Também é importante alternar os calçados, permitindo que arejem por, pelo menos 24 horas, e evitar sapatos muito fechados em dias quentes”, acrescenta a dermatologista. Cuidados diários que previnem A rotina de cuidados também faz diferença para quem quer manter os pés saudáveis e, sobretudo, longe das frieiras. Anote algumas dicas profissionais: Lave e seque cuidadosamente entre os dedos; Use talcos ou sprays antifúngicos se houver tendência à transpiração; Prefira calçados ventilados e tecidos respiráveis; Evite meias sintéticas e sapatos de material plástico ou impermeável. Sobre tratamentos caseiros, a Cibele é categórica: “Vinagre e bicarbonato podem até aliviar momentaneamente, mas não eliminam o fungo e o uso em excesso pode irritar a pele e agravar as lesões. O ideal é sempre buscar orientação médica para antifúngicos tópicos ou orais, conforme a gravidade.” “Uma coceira sem fim” A designer de interiores Juliana Gonçalves, de 27 anos, sabe bem como lidar com a frieira. “Tudo indica que peguei em um hotel fazenda para onde viajei”, conta. “A pele entre os meus dedos começou a descamar e coçava muito. Era como se tivessem umas fissuras, aí eu puxava a parte branca e ia machucando. Chegou até a sair água.” Foi justamente a coceira intensa que a levou a procurar ajuda dermatológica. “Teve um dia, depois da academia, que eu comecei a colocar a meia entre os dedos e puxar de um lado para o outro para ver se a coceira parava. A gente tratou com medicamento oral e também pomadas que eu aplicava após o banho, depois de secar muito bem”, relembra. Depois do episódio, Juliana mudou totalmente sua rotina. “Hoje, uso chinelos em qualquer situação, mesmo conhecendo o lugar. Também faço doses profiláticas de antifúngico em épocas de viagens e piscina. O chinelo realmente salva, porque impede o contato com o chão contaminado. Mas o essencial é procurar o médico nos primeiros sinais. Se perceber qualquer coceirinha ou ferida, vá direto no dermato”, reforça.
Conheça as principais causas de dores nos pés
Dores nos pés e sensações como queimação são problemas mais comuns do que se imagina e podem ter diferentes origens – do simples uso de calçados inadequados até condições médicas e traumas. Seja qual for a causa, algo é certo: essa dor pode impactar significativamente o bem-estar e a qualidade de vida. O bom é que há formas de tratar e prevenir, além de cuidados profissionais que fazem toda a diferença. De acordo com a podóloga Sylvia Azevedo, professora de podologia da Universidade Guarulhos (UNG), identificar o que está causando essa dor é essencial para escolher o tratamento mais adequado. “As dores nos pés podem ter motivos variados, e os cuidados vão desde medidas mais simples, como escolher calçados corretos, até tratamentos especializados em consultórios podológicos”, pontua. Principais causas de dores nos pés Conforme dito pela docente, as origens variam de dor para dor. As principais são: Fascite plantar: inflamação na fáscia plantar, que causa dores na sola dos pés, especialmente ao caminhar. Esporão do calcâneo: crescimento ósseo no calcanhar, associado à fascite, que provoca dor ao pisar. Neuroma de Morton: espessamento do tecido entre os dedos, causando queimação e formigamento. Artrite: condição que afeta articulações, causando dor e rigidez. Tendinite: inflamação em tendões, como o de Aquiles, comum em atletas. Calos e bolhas: resultado do atrito com calçados inadequados. Fraturas por estresse: pequenas lesões causadas por uso excessivo ou impactos repetitivos. Pé diabético: neuropatias em pessoas com diabetes que podem causar dor e insensibilidade. Síndrome do Túnel do Tarso: compressão do nervo tibial posterior, provocando dor e formigamento. Queimação também merece atenção Além da dor, a queimação nos pés é outro sintoma comum do quadro, que pode ser causada pelos mesmos fatores das dores ou questões diferentes. como: Neuropatia periférica: associada ao diabetes e outras condições, afeta os nervos dos pés. Calçados inadequados: sapatos apertados ou mal ajustados podem irritar os pés. Infecções fúngicas: como a frieira, causam irritação e queimação. Problemas circulatórios: alterações na circulação sanguínea podem gerar a sensação de queimação. “Ainda pode estar associada à exposição ao calor ou à prática de atividades intensas sem os cuidados adequados”, acrescenta a podóloga. Outros sinais de alerta Vale ainda observar outros sintomas que podem indicar condições mais graves, como problemas circulatórios ou neurológicos, e que devem ser avaliados por profissionais. Alguns que pedem atenção: Inchaço persistente; Vermelhidão ou calor na área afetada; Alterações na cor da pele; Formigamento ou dormência; Dificuldade ao caminhar; Feridas que não cicatrizam. Como evitar e tratar dores nos pés A prevenção e o tratamento podem variar conforme a causa, mas há medidas gerais que ajudam a aliviar e prevenir o desconforto, indo desde cuidados diários até tratamentos caseiros e médicos. Veja só: Cuidados diários e prevenção: Escolha calçados confortáveis, com bom suporte; Hidrate os pés e mantenha as unhas bem cuidadas; Faça alongamentos para fortalecer músculos e tendões; Evite andar descalço em superfícies duras ou quentes. Tratamentos caseiros: Escalda-pés: utilize água morna com sal para relaxar os pés; Massagens: ajuda a aliviar tensões musculares e melhorar a circulação; Compressas quentes ou frias: aliviam dores e reduzem inflamações. Tratamentos médicos: Medicamentos anti-inflamatórios (com orientação médica); Fisioterapia para fortalecer e corrigir movimentos; Palmilhas ortopédicas personalizadas; Terapias complementares, como acupuntura. Grupos mais propensos Algumas pessoas têm maior probabilidade de desenvolver dores nos pés, como pessoas com sobrepeso, idosos, atletas e mulheres que usam salto alto frequentemente. “Condições médicas como diabetes e artrite também aumentam a vulnerabilidade dos pés”, complementa a profissional. Independentemente da propensão e da causa, o podólogo é um dos profissionais essenciais no cuidado com os pés e capaz de auxiliar nas dores, por exemplo. “Desde orientar sobre cuidados básicos até tratamentos como a remoção de calos e ajustes com órteses, a podologia desempenha um papel importante na prevenção e alívio de dores nos pés”, conclui Sylvia.

