Baruel é vencedor do Prêmio ReclameAQUI 2025 na categoria Higiene Pessoal

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Minha filha de 1 ano quase não tem cabelo. É normal?
Primeiros Fios

Minha filha de 1 ano quase não tem cabelo. É normal?

Alguns pais ficam preocupados quando o bebê completa o primeiro ano de vida e apresenta poucos fios de cabelo. Além da frustração de quem idealizou penteados e da comparação com outras crianças mais cabeludas, surge o medo de aquilo indicar algo grave. Mas vale saber que normalmente essa situação faz parte do desenvolvimento natural. Conforme explica a dermatologista Luiza Turner, da clínica Total Kids, é bastante comum que crianças nessa idade ainda tenham menos cabelo aparente. Isso acontece porque as estruturas responsáveis pelo crescimento do cabelo, conhecidas como folículos capilares, ainda estão em fase de maturação. “Na grande maioria dos casos, ter poucos fios é completamente normal e não representa doença. O crescimento capilar infantil é gradual, e cada criança tem o seu próprio ritmo”, assegura a especialista. Bebês com menos cabelo Sem uma regra universal, a quantidade de fios e o próprio crescimento deles varia para cada pessoinha. Enquanto alguns bebês nascem cabeludos, outros apresentam fios bem fininhos ou até menos cabelo durante o primeiro ano de vida. Segundo a médica, essa diferença costuma estar relacionada a fatores individuais, como genética familiar, espessura natural do fio, etnia e fase do ciclo capilar. Em muitos casos, inclusive, a genética explica boa parte dessas diferenças. Se os pais tiveram pouco cabelo na infância, por exemplo, é bastante provável que a criança apresente um padrão semelhante. Quando é hora de investigar “A recomendação é aguardar até os dois anos de idade para investigar crescimento capilar reduzido, desde que a criança esteja saudável e sem sinais associados”, orienta a especialista Luiza Turner. Mas existem alguns sinais que merecem atenção: áreas completamente sem cabelo (falhas bem definidas); queda de cabelo progressiva; lesões ou descamação no couro cabeludo; alterações no desenvolvimento. Nesses casos, a avaliação médica com pediatra ou dermatologista pode tirar dúvidas, tranquilizar a família e investigar possíveis alterações dermatológicas, genéticas ou nutricionais, se necessário. Adote só cuidados comprovados Mesmo quando o bebê tem poucos fios, alguns cuidados simples ajudam a manter o couro cabeludo saudável durante essa fase. O mais importante é manter hábitos básicos e evitar práticas que possam prejudicar o crescimento capilar. A dermatologista também recomenda: manter uma alimentação equilibrada; realizar a higiene adequada com shampoo infantil suave; evitar tração excessiva nos cabelos, como penteados apertados ou uso frequente de elásticos; não utilizar produtos químicos. “Raspar o cabelo ou usar produtos que prometem ‘fortalecer’ os fios não altera a espessura, a velocidade de crescimento ou o número de cabelos. Isso ocorre de forma fisiológica com o desenvolvimento da criança”, reforça Luiza.

Choro para pentear o cabelo? Talvez a culpa não seja do pente
Penteados e Produtos

Choro para pentear o cabelo? Talvez a culpa não seja do pente

O momento de pentear o cabelo das crianças nem sempre é tão agradável assim. Muitas vezes, o que era para ser um cuidado se torna um desafio, com direito a bastante choro e reclamações. Mas talvez a culpa não esteja no pente nem na escova. Aprender a fazer do jeito certo de desembaraçar os fios importa muito. Quem concorda com isso é a auxiliar de escritório Thifany Araújo, mãe de uma menina de 4 anos. Pouco tempo atrás, os cuidados capilares pós-banho envolviam gritaria e, vez ou outra, até correria pela casa. Com o cabelo cheio e comprido, a filha reclamava que a escova puxava muito e aquilo lhe causava dor. “Ela já começava a gritar quando eu pegava as coisas para pentear o cabelo. Muitas vezes, saía correndo e eu tinha que ir atrás. Como a gente estava sempre atrasada, parecia mais uma disputa entre nós duas do que um momento de cuidado”, lembra. Nem sempre o problema é o pente Segundo a cabeleireira Rô Freire, especialista em atendimento infantil no complexo de beleza Pelle Capelli, é muito comum ouvir dos pais que a criança “odeia pentear o cabelo”. No entanto, normalmente o problema não está no instrumento em si, mas na forma como ele é usado. “Quando o desembaraço é feito com pressa, força ou sem preparo prévio dos fios, a experiência se torna desconfortável mesmo. Além disso, nem sempre o pente é a melhor opção, já que hoje existem escovas e acessórios desenvolvidos para diferentes tipos de cabelo e níveis de sensibilidade”, explica a profissional. Se o utensílio não é adequado ou o cabelo não está preparado, a criança pode associar o momento à dor e à tensão. Com o tempo, isso faz com que a resistência infantil apareça antes mesmo de o cuidado começar. Por outro lado, um toque mais delicado transmite segurança, enquanto a conversa durante o processo ajuda na distração. Pequenos ajustes fazem diferença De acordo com a cabeleireira, pequenas mudanças na rotina podem transformar completamente a experiência de pentear o cabelo da criança. A forma de desembaraçar os fios, o horário escolhido e até o tipo de instrumento utilizado influenciam diretamente no conforto durante o processo. Por isso, ela recomenda: desembaraçar os fios ainda úmidos; começar sempre pelas pontas e subir gradualmente até a raiz; usar movimentos leves e contínuos para evitar puxões; optar por pentes de dentes largos ou escovas próprias para cabelo infantil; evitar pentear o cabelo totalmente seco ou começar diretamente pela raiz; aplicar produtos que reduzam o atrito durante o desembaraço; Além disso, cada tipo de cabelo pede uma abordagem diferente. Os lisos embaraçam menos, mas formam nós finos, enquanto os ondulados precisam de atenção no comprimento e funcionam melhor úmidos e com creme. Já os cacheados exigem produtos e pentes específicos. Para os crespos, hidratação e divisão em mechas são a melhor alternativa. Quando o cuidado vira conexão Para a especialista Rô Freire, criar uma rotina tranquila e previsível é a chave para transformar o momento do penteado em algo mais leve. Embora isso pareça difícil, ela recomenda algumas estratégias que ajudam muito no processo: escolher horários em que a criança não esteja com sono ou fome; conversar e explicar o que está sendo feito; tornar o momento algo lúdico e tranquilo; permitir que a criança participe da escolha do penteado; elogiar o cabelo do pequeno; colocar uma música ou permitir que ela assista a algo durante o processo. Na casa de Thifany, pequenas mudanças na rotina realmente fizeram diferença. “Comecei a comprar produtinhos de cabelo de criança e a gente faz tipo um ‘spa’ juntas. Também passei a lavar o cabelo dela à noite para já estar mais arrumado de manhã. Vamos conversando, escolhendo o penteado e ela se distrai”, compartilha. Mesmo assim, ainda há dias de dificuldade e isso é totalmente normal. O importante é adotar medidas que tornem o momento mais tranquilo e respeitar as emoções da criança.

Meu filho quer raspar o cabelo por bullying. Devo deixar?
Texturas e Tipos de Cabelo

Meu filho quer raspar o cabelo por bullying. Devo deixar?

Querer raspar o cabelo por estar sofrendo bullying não é apenas uma vontade estética: é um pedido carregado de dor e sofrimento. Para os responsáveis, o corte pode dar a sensação de ser uma solução rápida, já que a mudança de aparência tende a encerrar o assunto. Mas é preciso olhar além disso para proteger a criança. O psicólogo Ricardo Davids lembra que isso é um tipo de violência e mexe diretamente com a autoestima e a identidade de quem sofre. A criança pode começar a acreditar que precisa se adaptar para ser aceita, só que o verdadeiro problema está no ambiente. Por isso, o foco não deve ficar apenas na vítima – tudo deve ser observado. “Para chegar a esse ponto, de raspar o cabelo, já existe um problema sistêmico gravíssimo, que transcende o grupinho imediato que faz o bullying. Esse espaço diz que a pessoa não pode ser o que ela é”, alerta o profissional. O que esse pedido revela Crianças usam o corpo para comunicar estados internos antes de conseguirem explicar tudo em palavras. Assim, o desejo de “apagar” um traço da própria aparência pode vir acompanhado de sensações corporais difíceis e emoções intensas, como raiva, nojo e rejeição de si mesmo. Achar que é uma simples fase ou um exagero tende a minimizar o sofrimento. Além disso, existe diferença entre o desejo genuíno de mudança e o pedido movido pela tentativa de evitar dor. Quando ocorre por afirmação de identidade e pertencimento em grupos harmônicos, pode ser saudável. Agora, se for uma pré-condição para ser aceito por quem exclui ou ridiculariza, exige intervenção. Segundo Davids, o impacto disso pode ser profundo. Ele cita a autora Melanie Harned ao mencionar pensamentos que podem se consolidar com a repetição do bullying, como “sou feio, defeituoso e indesejável” ou “eu não pertenço”. Com o tempo, a criança pode passar a se esconder para não ser criticada. Como acolher sem agir no impulso A orientação central é acolher e validar o que está acontecendo, sem atender ao pedido de imediato quando ele surge como reação a um ambiente hostil. Permitir a mudança sem trabalhar o que está por trás pode reforçar os termos da exclusão. Para entender o que ocorre na escola, o profissional recomenda ouvir sem julgar e sem induzir respostas. Repetir com suas palavras o que a criança contou e fazer perguntas abertas – como “o que mais aconteceu?”, “quem participou?” e “o que você sentiu?” – ajudam a ampliar a compreensão. “Depois disso, é essencial investigar o ambiente e envolver a instituição. Um caso de bullying nunca é resolvido individualmente, porque é um problema coletivo”, orienta o psicólogo Ricardo Davids. Sinais de alerta e próximos passos O conceito de bullying já caracteriza o intolerável, pois se trata de um processo sistêmico e crônico em que a vítima raramente consegue se proteger sozinha. Mas alguns sinais indicam que o impacto está exigindo apoio psicológico mais próximo: alterações de humor (muita raiva ou muita tristeza); isolamento social; relutância em ir à escola; negligência com o autocuidado; mudanças bruscas de comportamento; vergonha e tentativa de esconder o sofrimento. Lembre-se: a escola tem papel central e indispensável. “É comum que a vítima desenvolva habilidades e, ainda assim, o bullying continue, porque o ambiente mantém a estigmatização. Desconfie de instituições que criam barreiras para enfrentar o problema”, reforça o profissional. Ricardo ainda lembra que quem vive o bullying sofre prejuízos no desenvolvimento de habilidades sociais, negociação e tolerância à frustração. A naturalização da violência traz consequências futuras, em relações e até no trabalho.

Sem guerra no banho: lavar o cabelo pode ser divertido
Rotina de Cuidados

Sem guerra no banho: lavar o cabelo pode ser divertido

Lavar o cabelo costuma gerar tensão em muitas casas com moradores mirins. A criança chora, se encolhe, tenta fugir ou reage com irritação. Logo, o que deveria ser rotina vira confronto. Para muitos adultos, parece birra, mas vale um olhar atento ao comportamento. Conforme esclarece a psicóloga Adriana de Lima, do Hospital e Maternidade Santa Joana, a lavagem do cabelo ativa três pontos sensíveis do desenvolvimento infantil: autonomia, sensorialidade e imprevisibilidade. Dos dois aos sete anos, o senso de controle do corpo está sendo construído e qualquer sensação de invasão é intensa. “Quando a criança se sente sem controle ou em desconforto, o sistema de ameaça é ativado. Surge a resposta de luta, fuga ou congelamento. Isso é reatividade neurobiológica, não birra”, afirma a profissional. O que está por trás da resistência É importante entender que o conflito durante o banho geralmente revela uma tentativa de recuperar controle corporal. Inclinar a cabeça, fechar os olhos e sentir água escorrendo pode gerar sensação de vulnerabilidade. E medos reais entram em cena: de levar um tombo, da água entrar nos olhos, do ardor do shampoo ou sensação de sufocamento. Além disso, há também crianças com maior sensibilidade tátil e vestibular. Perfis sensoriais mais intensos não são necessariamente patológicos, mas tornam estímulos como temperatura, cheiro e toque mais impactantes. A boa notícia é que isso não deve durar para sempre. Quando o banho se conecta com vínculo e segurança, a resistência tende a diminuir. Mas se for ligado à tensão, continuará virando sinal de perigo. É fundamental trabalhar nessa mudança. Como transformar o banho em ritual de conexão Para a psicóloga Adriana de Lima, pequenos combinados funcionam melhor que imposições, porque diminuem a luta de poder e aumentam a cooperação. Vale também trabalhar com antecipação e previsibilidade para reduzir a ansiedade: avise com antecedência, explique o passo a passo e combine a duração. Outras estratégias simples podem tornar a experiência mais leve: fazer o “banho do boneco” antes; usar um espelho para a criança acompanhar o que está acontecendo; criar contagem regressiva divertida (“chuva do foguete em 3… 2… 1…”); montar “chapéu” ou “coroa” de espuma antes do enxágue; oferecer escolhas simples (“sentado ou em pé?”, “qual shampoo?”); criar histórias (“chuva mágica da floresta”); deixar uma toalha quentinha pronta para antecipar conforto. “O brincar regula o sistema nervoso. Quando a experiência vira ritual relacional, o cérebro aprende a associar banho com segurança e vínculo”, analisa a especialista. Empatia com firmeza muda o comportamento Respeitar o limite não significa abandonar a higiene. A situação pede equilíbrio entre empatia, firmeza e calma. Para isso, o cuidador deve: validar o desconforto; manter tom previsível; conduzir com segurança. Por outro lado, a psicóloga recomenda evitar ameaças, ironias, pressa brusca e contenção física sem explicação, porque costumam intensificar o conflito. Fique de olho também nos sinais de alerta que indicam memória emocional negativa do banho: entrar no banheiro já tenso; chorar antes mesmo de começar; rigidez corporal; tentativa de fuga. “O cérebro infantil aprende por repetição. Experiências previsíveis, respeitosas, lúdicas e constantes reduzem a resposta de ameaça e aumentam a cooperação ao longo das semanas. Isso é neuroplasticidade relacional”, conclui Adriana.

Até onde é normal o cabelo das crianças cair?
Primeiros Fios

Até onde é normal o cabelo das crianças cair?

Ver fios no berço, no travesseiro ou no carrinho pode assustar muitos pais. Afinal, a expectativa costuma ser de que o cabelo do bebê apenas cresça e fique cada vez mais cheio e forte. E logo surge a dúvida: será que é normal ou há algo errado? A tricologista Juliana Souza, especialista em medicina capilar, tranquiliza ao explicar que a queda pode, sim, acontecer em diferentes fases da infância e nem sempre indica problema. Nos primeiros meses de vida, por exemplo, é comum ocorrer uma troca fisiológica dos fios, algo que faz parte da adaptação do organismo. “Muitos pais e cuidadores se surpreendem porque acreditam que o crescimento será contínuo. Mas o cabelo infantil também passa por períodos de troca e sincronização dos ciclos capilares, levando à queda antes da estabilização”, explicou a médica. Cada idade, um motivo Quando o assunto é queda capilar, existem diferenças em cada fase da vida: recém-nascidos: é relacionada às mudanças hormonais após o parto; bebês maiores: ocorre a troca dos fios mais finos (lanugo) pelos mais grossos; crianças maiores: outras causas precisam ser consideradas, como deficiências nutricionais, doenças do couro cabeludo, queda por tração causada por penteados apertados, atrito constante ou até fatores emocionais. Além disso, o ciclo capilar infantil é diferente do adulto. A fase anágena, que é a etapa de crescimento do fio, tende a ser um pouco mais curta na infância. Com o passar dos anos, esse ciclo vai se ajustando gradualmente até se aproximar do padrão adulto. A queda é normal se… Segundo a tricologista Juliana Souza, a queda difusa do cabelinho é bem comum nos primeiros meses de vida. Também é comum notar fios mais ralos na região occipital, na parte de trás da cabeça, devido ao atrito com o berço ou o travesseiro. Em geral, o quadro é esperado, transitório e apresenta recuperação espontânea, ou seja, sem necessidade de intervenção ou tratamento. Nesses casos, não deve haver nenhum outro sintoma além da perda capilar. Quando é hora de investigar É preciso atenção quando surgem sinais diferentes do padrão fisiológico. Entre os principais pontos de alerta estão: falhas localizadas ou placas sem cabelo; rarefação progressiva que aumenta com o tempo; vermelhidão, descamação, coceira ou crostas no couro cabeludo; fios muito quebradiços ou alteração na haste; queda persistente por vários meses sem recuperação. A especialista orienta que o pediatra deve ser o primeiro profissional procurado pela família. Porém, se houver um ou mais desses sintomas, é indicado o encaminhamento para avaliação com dermatologista ou tricologista que atende bebês e crianças.

Filha cacheada quer o cabelo liso das princesas: o que faço?
Texturas e Tipos de Cabelo

Filha cacheada quer o cabelo liso das princesas: o que faço?

Na infância, querer se parecer com uma princesa não soa como algo problemático até entender o contexto de cada criança. Quando meninas cacheadas ou crespas pedem por um cabelo liso “como o das princesas”, a situação não é tão simples assim. Questões como comparação e identidade são postas à mesa - e isso pode ser um pedido de ajuda por pertencimento e aceitação. A jornalista Caroline Ferreira é mãe de uma menina de 5 anos e viveu essa experiência de forma intensa. “Nem todo o estudo da negritude me preparou para o momento em que a minha filha queria ser branca, ter traços de branco e ser reconhecida como branca”, relata. O episódio foi no Carnaval, quando a filha escolheu a fantasia da Cinderela e ficou triste porque o cabelo natural dela “não combinava” com o da personagem. Mesmo sendo estudiosa dos movimentos negros e ancestrais, a mãe Carol lembra que a dor foi o sentimento que a invadiu, como se fosse um soco no estômago. Impactada, ela se viu em um duelo entre a mulher preta empoderada que sempre buscou ser e a mãe que só desejava ver a filha feliz. A saída foi uma só: intensificar as conversas, referências e os cuidados. O processo dessa construção de identidade, porém, não é nada simples. De onde nasce esse desejo? Segundo a neuropsicóloga infantil Aline Graffiette, da Mental One, as crianças constroem as próprias noções de beleza a partir das referências com as quais se deparam repetidamente. Vale lembrar que, há muito tempo, quase todas as princesas e heroínas são representadas com cabelo liso e longo. Quando uma menina observa tais personagens, associa esse modelo padrão à ideia de beleza, aceitação e pertencimento. O repertório familiar também conta. “O que tem sido apreciado e valorizado dentro de casa, quais atitudes e pessoas (ou personagens) os pais elogiam, o que é valoroso para aquela família. A criança assiste esse movimento”, pontua a neuropsicóloga. Isso porque, desde a infância, a sociedade costuma passar mensagens implícitas sobre aparência, sobretudo para as meninas. Comentários, elogios, brinquedos e histórias reforçam que o valor feminino está ligado ao visual. Para a terapia comportamental, essas experiências ajudam a construir crenças centrais como “para ser bonita preciso me parecer com isso”. O impacto emocional da rejeição Sentir-se longe do que é um padrão pode levar à própria rejeição. Assim, quando a criança repele a textura de seu cabelo, por exemplo, isso pode indicar o início de uma desconexão com a própria identidade. Como resultado, surgem sentimentos de inadequação, frustração e diminuição da autoestima. “A imagem corporal começa a se formar cedo. Se ela aprende que algo que faz parte dela “não é bonito”, isso pode se transformar em pensamentos automáticos negativos sobre si mesma, limitando o que acredita ser capaz de fazer ou ser”, avalia Aline Graffiette. Por isso, o desejo pelo cabelo liso não deve ser tratado como rebeldia ou vaidade excessiva, mas como um pedido por pertencimento e aceitação. Quando adultos oferecem escuta e acolhimento, ajudam a criança a elaborar esse sentimento sem se transformar em culpa ou conflito. Como conversar sem invalidar A neuropsicóloga infantil orienta que o primeiro passo é acolher o desejo, sem julgamentos. Frases como “entendo que você ache bonito” fazem a criança se sentir ouvida. A partir daí, é possível ampliar a conversa e mostrar outras visões. O fortalecimento da autoestima acontece quando o adulto: Valida a emoção da criança; Oferece novas perspectivas; Reforça o valor da criança para além da aparência. Além disso, pode ser um momento adequado para buscar apoio externo. Psicoterapia, conversas na escola, rodas de diálogo e atividades que ampliem o repertório ajudam a ter contato com diferentes olhares e percepções. Representatividade e identidade A representatividade é fundamental nesse processo. “Quando a criança se vê refletida em livros, desenhos, bonecas e referências reais, aprende que pode ser bonita, forte e valorizada sendo quem é”, observa a especialista. Entre estratégias úteis, os pais podem: Valorizar os cachos com linguagem positiva no dia a dia; Evitar comparações ou comentários negativos; Transformar o cuidado com os fios em um momento prazeroso de autocuidado; Buscar desenhos, personagens e conteúdos que representem diferentes texturas de cabelo; Ampliar referências dentro da própria família e comunidade. Caroline Ferreira coloca essa lista em prática com a filha e busca mostrar à menina que o superpoder da mulher está na individualidade - e que o cabelo é uma peça-chave nisso. “Quero que ela tenha referências pretas de beleza. Quero que ela se sinta vista, respeitada e amada, independentemente de como estiver o cabelo dela”, pontua.

Minha filha sempre chora ao pentear o cabelo: o que fazer?
Rotina de Cuidados

Minha filha sempre chora ao pentear o cabelo: o que fazer?

Pentear o cabelo deveria ser parte simples da rotina, mas pode virar um cenário de choro e tensão. Muitas famílias relatam resistência diária, principalmente em crianças pequenas, que reclamam de dor ou simplesmente se recusam a colaborar. Identificar o motivo dessa reação e aprender a lidar com ela é fundamental. “Existe uma cultura de que ‘dói, mas tem que doer’. Só que a criança pode ser mais sensível e não consegue expressar isso em palavras. Quando o adulto acolhe e cria um momento seguro, o contexto muda”, explica a psicóloga Priscila Evangelista, especialista em saúde da família e atendimento a mulheres. Ela ainda esclarece que nem sempre o estresse é apenas pela dor física. Embora algumas crianças realmente apresentem maior sensibilidade no couro cabeludo, outras já criaram expectativas sobre como o próprio cabelo “deveria” ser. Assim, fatores familiares, externos e até culturais também acabam influenciando. Quando o problema é técnico Do ponto de vista do cuidado capilar, o choro costuma ter causas bastante objetivas. O cabeleireiro Maycon Peterson, instrutor do Instituto Embelleze de Santana, destaca alguns motivos comuns: O cabelo infantil embaraça com facilidade, porque os fios são mais finos e frágeis, aumentando o atrito. A ausência de condicionador, a presença de resíduos de shampoo e o hábito de pentear a seco agravam o problema. Começar o desembaraço pela raiz ou tentar desfazer o nó com força só piora. Escovas rígidas e pentes de dentes muito finos não são adequados para fios infantis, sobretudo os cacheados ou mais longos. O profissional alerta para a tração excessiva nos fios e no couro cabeludo, capaz de gerar dor imediatamente. Para evitar, a dica é nunca começar pela raiz: inicie pelas pontas e avance aos poucos, até chegar no topo. Trabalhar com o cabelo úmido e produtos específicos facilita bastante e reduz o desconforto. A rotina que evita nós Já para o hairstylist Alcimar Ramos, do Jacques Janine Center Norte, o segredo está na prevenção. Quanto melhor for o preparo do fio, menor será o desconforto depois. Uma rotina simples, mas constante, transforma completamente o momento de pentear. A sequência começa ainda no banho e o profissional recomenda: usar shampoo suave e aplicar condicionador sempre que possível; desembaraçar delicadamente com os dedos durante o enxágue; retirar o excesso de água sem esfregar a toalha; aplicar leave-in ou spray desembaraçante adequado ao tipo de cabelo; dividir em mechas e pentear das pontas para a raiz, com calma. “Pentes de dentes largos e escovas flexíveis ajudam muito porque acompanham o movimento do fio e não puxam com tanta força. Pequenos ajustes na rotina já são suficientes para transformar esse momento”, afirma o cabeleireiro. Cuidado também é vínculo Mesmo com as técnicas corretas, o comportamento do adulto ainda faz diferença. A psicóloga Priscila Evangelista reforça que o modo como o cuidado é conduzido pode evitar que o ato vire uma disputa de poder. Frases duras, pressa excessiva e a ideia de obrigação tendem a aumentar a resistência. O que pais, cuidadores ou responsáveis podem fazer: incluir a criança no processo; permitir a escolha do penteado, acessório ou finalização; ensinar que pentear o cabelo é autocuidado, assim como tomar banho; orientar sobre respeito à textura e formato dos fios. “Não ensinamos no grito, nem no caos, mas no acolhimento. Cabe ao adulto organizar o momento e mostrar que cuidar do cabelo não precisa ser sofrimento. Quando existe escuta e respeito, o cuidado deixa de ser trauma e vira conexão”, ensina a especialista. Mas atenção: se o choro for intenso, recorrente e não melhorar com ajustes na técnica e acolhimento, é indicado buscar avaliação profissional para investigar uma sensibilidade sensorial mais acentuada.

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