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Talco Desodorante para os Pés Pó Podpah 100g – Tenys Pé Baruel

Desodorante com a assinatura do podcast mais zica do Brasil. Combate 99% dos fungos e bactérias.

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Quantidade

100 g

Benefícios

• Antisséptico
• Combate 99% de Fungos* e Bactérias**
• Ajuda a evitar frieiras e micoses
• Elimina o mau odor
• Dermatologicamente testado
• Ideal nas atividades esportivas

Dicas de Uso

Aplique diariamente Desodorante para os pés Pó Tenys Pé Baruel Podpah nos pés e no interior do calçado, evitando contato com a parte externa.

Para proteção auxiliar, aplique novamente o produto após o uso do calçado.

Use antes e depois de atividades esportivas.

Resultado

Pés secos, cheirosos e com proteção diária, além de calçados mais limpos que duram mais tempo.

Pés livres de 99% dos fungos e bactérias.

Ingredientes

INGREDIENTS: ZEA MAYS STARCH, HYDRATED SILICA, BENZOIC ACID, DECYLENE GLYCOL, PARFUM, HEXYL CINNAMAL, LIMONENE, LINALOOL, ALPHA-ISOMETHYL IONONE.

Mais sobre Talco Desodorante para os Pés Pó Podpah 100g – Tenys Pé Baruel

Desodorante para os pés em pó Tenys Pé Baruel Podpah oferece ação antisséptica e combate 99% dos fungos* e bactérias**. Ajuda a evitar frieiras e micoses nos pés e tem a assinatura do podcast mais zica do Brasil.

Mantém os pés sempre secos, cheirosos e protegidos com ação desodorante, além de ajudar na conservação do calçado.

É fácil de aplicar. O desodorante Tenys Pé Baruel Podpah elimina o mau odor.

Ideal para antes e depois de atividades esportivas.

Dermatologicamente testado. O Tenys Pé Podpah tem perfume escolhido a dedo pelo Igão e pelo Mítico.

Fungos* Trichophyton Interdigitale, Trichophyton Rubrum.
Bactérias** Staphylococcus Aureus, Corynebacterium Xerosis

Recomendações

Uso externo. Não ingerir. Manter fora do alcance de crianças. Deve ser aplicado por adulto ou sob sua supervisão. Não usar se a pele estiver irritada ou lesionada. Evitar contato com os olhos, caso isto ocorra, enxágue abundantemente com água. Usar somente nas áreas indicadas. Evite a inalação direta deste produto. Em caso de irritação, suspender o uso e procurar um médico. Conservar em local seco e fresco.

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Perguntas frequentes

Tenys Pé foi desenvolvido com ingredientes que agem eficazmente no controle da transpiração excessiva, eliminando fungos e bactérias que causam odores.

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700 milhões de obesos no mundo: como fica a saúde dos pés?
Cuidado Diário

700 milhões de obesos no mundo: como fica a saúde dos pés?

A obesidade é um problema crescente no Brasil e no mundo. Conforme dados do Mapa da Obesidade, da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica), a estimativa é de haver cerca de 700 milhões de pessoas obesas no fim deste ano. Embora os impactos mais lembrados decorrentes deste cenário sejam os problemas cardiovasculares e metabólicos, é fundamental falar sobre como isso também afeta os pés. O ortopedista Fernando Baldy, da rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo, explica que o sobrepeso compromete diretamente a biomecânica da marcha. “Afeta não apenas os pés, mas todas as articulações de carga, como tornozelos, joelhos e quadris. Isso favorece o agravamento de doenças já existentes e pode levar ao surgimento de novas condições ortopédicas”, afirma. A podóloga Marcia Albo acrescenta que pessoas acima do peso sentem dores nos pés e identificam calosidades, rachaduras nos calcanhares e unhas encravadas com mais frequência. “A pressão constante altera o jeito de pisar e gera um efeito dominó que compromete o equilíbrio e pode refletir até na postura e na coluna”, alerta. Problemas causados pelo sobrepeso A dupla de especialistas destaca que, entre os quadros mais frequentes, estão: Pé plano: o excesso de peso pode acentuar essa condição, diminuindo o arco plantar e sobrecarregando articulações. Joanete e esporão de calcâneo: deformidades que se tornam mais dolorosas e frequentes com o ganho de peso. Osteoartrite: inflamação que pode surgir devido ao desgaste progressivo das articulações dos pés. Além disso, o ortopedista Fernando Baldy ainda aponta que o sobrepeso aumenta a gravidade de fraturas e lesões. “O impacto é maior durante quedas e acidentes. A lesão em um tornozelo ou pé, em uma pessoa obesa, pode ser mais grave e ter recuperação mais lenta”, diz. Prevenção e cuidados Para resguardar a saúde dos pés, a primeira medida é, sempre que possível, perder peso. “Reduzir o peso corporal traz benefícios diretos à mobilidade e à saúde das articulações. Mas também é essencial usar calçados apropriados e com bom amortecimento, especialmente durante caminhadas ou atividades físicas”, reforça o médico Baldy. A podóloga Marcia Albo, por sua vez, lembra ainda que, por conta da limitação de mobilidade, algumas pessoas com obesidade negligenciam a higiene e o cuidado com os pés. Por isso, ela recomenda: Lavar e secar bem os pés diariamente, com atenção especial entre os dedos; Hidratar a pele para evitar rachaduras e infecções; Observar alterações como vermelhidão, deformidades ou dor; Procurar um podólogo ao primeiro sinal de incômodo. “Palmilhas personalizadas e calçados ortopédicos também ajudam a distribuir melhor o peso e garantir mais estabilidade ao caminhar, mas precisam ser indicados por um profissional”, complementa a especialista. Tanto o ortopedista quanto a podóloga enfatizam que o acompanhamento especializado é essencial. Nesse sentido, o paciente deve contar com uma equipe multidisciplinar para ajudá-lo. Isso costuma incluir: Endocrinologista: para abordar a parte hormonal e metabólica; Nutricionista: para ajustar a dieta; Ortopedista: para aqueles que já sentem os impactos do sobrepeso ou obesidade nos membros e articulações; Podólogos: para manter a saúde dos pés em dia, especialmente quando não se consegue alcançá-los, por exemplo.

Por que a dor no calcanhar pode chegar ao tornozelo?
Dor no Calcanhar

Por que a dor no calcanhar pode chegar ao tornozelo?

Sentir dor no calcanhar já é desconfortável. Quando começa a se espalhar para o tornozelo, então, o sinal de alerta se acende. Esse tipo de irradiação costuma estar ligada a alterações na marcha e sobrecargas em cadeia, mas tem solução. Com o diagnóstico correto e tratamento adequado, o quadro tende a responder bem. A ortopedista Marília Manfrinato, especialista em cirurgia de pé e tornozelo do Hospital São Marcelino Champagnat, explica que as causas mais comuns de dor no calcanhar incluem fascite plantar (associada ou não ao esporão), tendinopatias do tendão de Aquiles, atrofia do coxim gorduroso plantar e compressões nervosas. “A fascite plantar responde por cerca de 80% dos casos de dor no calcanhar. Quando há sobrecarga nessa região, a forma de pisar muda e isso pode aumentar a tensão no tornozelo”, justifica a médica. Por que a dor pode irradiar? A dor não se espalha por acaso do pé para o calcanhar. Estruturas como a fáscia plantar, o tendão de Aquiles e a musculatura da panturrilha funcionam como uma cadeia integrada nos movimentos do pé e do tornozelo. Quando o calcanhar dói, o corpo altera a marcha para aliviar o impacto e essa adaptação acaba sobrecarregando outras regiões. Em casos crônicos de fascite plantar, por exemplo, a dor pode se espalhar mesmo sem lesões estruturais mais graves. O alerta surge quando aparecem sintomas como: Dor em queimação, formigamento ou dormência; Dor muito intensa, difusa e persistente; Piora súbita, com dificuldade para apoiar o pé ou caminhar. Tais sinais podem indicar compressões nervosas, fraturas ou rupturas e exigem avaliação médica imediata. Estruturas que podem estar envolvidas Quando a dor atinge calcanhar e tornozelo ao mesmo tempo, diferentes estruturas podem estar associadas ao quadro, como: Nervo tibial posterior; Nervos plantares; Nervo calcâneo inferior; Nervo sural; Fáscia plantar, tendão de Aquiles e articulações do pé e do tornozelo. O padrão da dor ajuda na investigação, mas não define sozinho a causa. Vale saber: Dores mecânicas costumam piorar com o uso e melhorar com o repouso; Dores inflamatórias são mais intensas em repouso, especialmente pela manhã; Dores degenerativas tendem a combinar características dos dois tipos (mecânicas e inflamatórias). Quando investigar a dor mais a fundo A especialista Marília Manfrinato diz que dores persistentes, crônicas ou sem causa bem definida pedem investigação mais aprofundada. Também merecem atenção especial os casos de: Dor intensa após quedas ou entorses; Sinais inflamatórios ou infecciosos, como inchaço, calor e vermelhidão; Piora progressiva da dor, especialmente em pessoas com diabetes; Manutenção da dor mesmo após cirurgia ou tratamento conservador bem conduzido. O diagnóstico parte da história clínica e do exame físico. Em muitas situações, a fascite plantar pode ser confirmada por ultrassonografia, enquanto compressões nervosas e tendinopatias podem exigir ressonância magnética. O papel da fisioterapia no controle da dor Do ponto de vista funcional, a fisioterapeuta Flavia Makoski Ciescilivski, do Hospital Universitário Cajuru, esclarece que a reação automática à dor no calcanhar é a pessoa tentar tirá-lo do chão o mais rápido possível. “Isso encurta o tempo de apoio inicial e antecipa a carga sobre o tornozelo, que passa a absorver impacto sem a ajuda adequada do calcâneo”, detalha a profissional. Na prática, esse mecanismo de proteção gera compensações como pisar mais de lado, sobrecarregar músculos que não deveriam assumir essa função e perder eficiência na caminhada. Com o tempo, surgem cansaço precoce, sensação de peso na perna e dor em novas regiões. Reorganizar o movimento é essencial A fisioterapia atua para interromper esse efeito em cadeia, não apenas aliviando a dor, mas reorganizando a forma de andar. Entre as abordagens mais utilizadas estão: Reintrodução progressiva do contato do calcanhar com o solo; Exercícios de transferência lenta de peso do retropé para o antepé; Treinos de apoio respeitando a tolerância à carga; Fortalecimento e reeducação do movimento. “O fortalecimento e a reeducação são decisivos para evitar que a dor se espalhe ou se torne crônica. Não é só tratar o calcanhar, mas devolver ao corpo uma pisada eficiente”, reforça a fisioterapeuta. Além disso, a ortopedista Marília reforça que a dor no calcanhar não deve ser normalizada. Quanto mais precoce for a avaliação, maiores são as chances de resolução com tratamentos mais simples e conservadores.

Exercícios simples para fortalecer o arco plantar
Exercícios de Fortalecimento

Exercícios simples para fortalecer o arco plantar

O arco plantar é a curvatura natural que sustenta o peso do corpo e absorve o impacto de cada passo. Formado por ossos, ligamentos e músculos, atua como um amortecedor, distribuindo as cargas e protegendo articulações como tornozelos, joelhos e coluna. Manter essa estrutura saudável é essencial para garantir equilíbrio, estabilidade e conforto ao caminhar, o que pode ser estimulado com exercícios bem práticos. A fisioterapeuta Denise Amorim, coordenadora de fisioterapia do Hospital Moriah, explica que fortalecer a musculatura do arco plantar é essencial para manter a estabilidade dos pés, absorver melhor os impactos e aumentar a eficiência da marcha. O fortalecimento adequado ainda ajuda a distribuir o peso corporal de forma equilibrada e protege as articulações, além de reduzir o risco de dores. “Um arco plantar forte diminui as chances de ter fascite plantar, tendinites e compensações que podem afetar joelhos e coluna lombar. Quando essa musculatura está bem trabalhada, reflete diretamente no conforto ao caminhar e na prevenção de dores crônicas”, detalha a profissional. Para ela, “fortalecer a musculatura faz uma diferença enorme na qualidade dos movimentos e na saúde das articulações” Quando o arco plantar está enfraquecido De acordo com Denise Amorim, alguns sinais já indicam que essa musculatura precisa de atenção. Os principais são: Dor ou fadiga na sola dos pés após longos períodos em pé; Queda do arco (pé plano adquirido); Dificuldade para manter o equilíbrio; Calosidades ou alterações na pisada; Dor no calcanhar, tornozelo ou joelhos. Tais sintomas são indícios de sobrecarga e perda de sustentação, que podem se agravar com o tempo, caso não haja um tratamento adequado. Três exercícios que fazem diferença A especialista recomenda movimentos simples que podem ser feitos em casa e sem equipamentos. Aprenda-os: Encurtamento do arco plantar: sente-se com os pés apoiados no chão e tente “puxar” a base dos dedos em direção ao calcanhar, sem os dobrar. Mantenha por 5 segundos e repita 10 vezes; Pegar objetos com os pés: use bolinhas ou uma toalha no chão e tente segurá-las com os dedos dos pés para ativar os músculos intrínsecos plantares; Caminhada na ponta dos pés e nos calcanhares: ande alguns metros apoiando-se apenas nas pontas dos pés e depois só nos calcanhares, fortalecendo arco e tornozelos. “Esses exercícios aumentam a resistência muscular e melhoram o alinhamento biomecânico dos pés, reduzindo o estresse sobre a fáscia plantar e prevenindo dores crônicas”, complementa Denise. Porém, cabe ressaltar que a prática dos exercícios exige constância e, sobretudo, atenção ao ritmo e aos limites do corpo. Manter uma rotina bem dosada garante resultados e evita sobrecarga nos músculos e articulações. Por isso, a fisioterapeuta destaca alguns detalhes importantes: Frequência ideal: de 3 a 5 vezes por semana, por 10 a 15 minutos; Resultados esperados: entre 4 a 6 semanas já é possível notar melhora no equilíbrio e conforto ao caminhar; Atenção à carga: exagerar pode causar inflamações, como a fascite plantar. O ideal é começar com poucos minutos e aumentar gradualmente. Além disso, se sentir qualquer desconforto, nada de forçar o exercício. Neste caso, repouse e busque avaliação ortopédica! Adaptações e cuidados Quem tem pé plano deve priorizar exercícios que estimulem o levantamento do arco e a ativação dos músculos intrínsecos. Já no pé cavo, o foco é ganhar flexibilidade e amortecimento. Em ambos os casos, a supervisão de um fisioterapeuta é essencial para ajustar intensidade e tipo de movimento, evitando sobrecarga. “Alongar, fortalecer e observar o formato da pisada influencia diretamente na postura e na performance física”, afirma a especialista Denise Amorim. Ela reforça que a fisioterapia também atua na educação corporal, ajudando o paciente a desenvolver consciência sobre o apoio plantar e a mecânica da marcha.

Para que serve desodorante para os pés
Suor e Odor

Para que serve desodorante para os pés

Descubra a diferença entre o desodorante pédico e o das axilas e como evitar problemas como frieiras e mau cheiro. Assim como o desodorante que usamos nas axilas, o desodorante para os pés evita odores desagradáveis. Mas não só isso: ele também age como um antisséptico, restringindo a multiplicação excessiva de microrganismos, e absorve a umidade causada pelo suor nos pés. “O desodorante para os pés tem substâncias que são bactericidas e fungicidas ou fungistáticas (que não deixam os fungos crescerem). Ao mesmo tempo em que ele ajuda a prevenir micoses, frieiras e infecções bacterianas, proporciona um odor agradável aos pés, mesmo para quem não tem chulé”, explica Armando Bega, podólogo responsável pelo Instituto Científico de Podologia, presidente da Associação Brasileira de Podólogos e especialista em Podiatria. Ele explica que o chulé – também conhecido como bromidrose – é causado pela combinação da umidade causada pelo suor nos pés com as bactérias naturalmente presentes na nossa pele. O mau cheiro vem da decomposição do suor por essas bactérias, se o pé não for devidamente higienizado. Por isso o desodorante para os pés têm agentes antimicrobianos específicos para as bactérias que se desenvolvem no ambiente quente e úmido que se cria nessa parte do corpo e outros ingredientes (como o amido de milho) que absorvem a umidade para manter os pés secos. “O desodorante pédico é formulado especificamente para o tipo de transpiração e de micro-organismos que afetam mais os pés. Tem um odor mais forte porque essa é uma região que costuma ficar fechada e que transpira, além de estar em contato com as sujidades do calçado”, explica Bega. Quem precisa usar desodorante para os pés? O desodorante pédico deve ser usado por qualquer pessoa, não só por quem sua muito no pé, afirma Bega. Para quem transpira mais nesta região, ele recomenda usar o desodorante em forma de talco, que absorve bem essa umidade e mantém o pé seco. “Não é a mesma coisa que usar o talco comum ou os formulados para bebês, pois esses não têm as substâncias específicas para a microbiota dos pés”, alerta o podólogo. A versão em pó também é boa para quem quer prevenir as frieiras, que são causadas por fungos que surgem entre os dedos quando essa região fica úmida por muito tempo. “O excesso de transpiração no pé pode levar ao aparecimento de fissuras, e a frieira pode se instalar. Por isso é importante usar um desodorante que absorva bem a transpiração”, diz. Já para quem não sua excessivamente no pé mas quer ter um cheirinho agradável no final do dia, ele recomenda usar o desodorante pédico em aerossol. O ideal é aplicar o desodorante duas vezes ao dia: de manhã e à noite, de preferência após o banho. No banho, a recomendação é lavar bem os pés com sabonete e, ao sair, secar completamente (especialmente entre os dedos) para então aplicar o desodorante, especialmente entre os dedos e nas unhas, regiões onde as bactérias costumam se multiplicar. Para completar a rotina contra o chulé, podemos também usar meias de algodão e dar preferência a calçados feitos de materiais “respiráveis”.

Órtese ou prótese: entenda as diferenças e indicações
Tipos de Pés

Órtese ou prótese: entenda as diferenças e indicações

Quando o assunto é reabilitação e suporte para os pés, dois termos costumam gerar dúvidas: órtese e prótese. Embora ambos ajudem na mobilidade, eles possuem funções bem distintas. Enquanto as órteses auxiliam na correção e estabilização dos pés, as próteses substituem total ou parcialmente partes do membro inferior. "As órteses incluem palmilhas, tornozeleiras e suportes ortopédicos que alinham a pisada e reduzem sobrecargas articulares. Já as próteses, são indicadas para pacientes que sofreram amputação, permitindo a reabilitação funcional e a marcha”, diferencia o ortopedista Brasil Sales, especialista em medicina intervencionista da dor. Quando usar órtese nos pés As órteses podem ser indicadas em diferentes casos, trazendo benefícios para quem sofre com dores e desalinhamentos. Entre as principais condições, o médico destaca: Pé chato (pé plano): melhoram a distribuição de carga e reduz o estresse articular; Fascite plantar e esporão de calcâneo: redistribuem a pressão e aliviam a dor; Pé cavo (arco elevado): oferecem amortecimento e suporte extra; Alterações posturais: ajudam no equilíbrio biomecânico. Diabetes com neuropatia: previnem úlceras de pressão. “As contraindicações são raras, mas podem ocorrer quando há deformidades fixas graves ou adaptação inadequada, porque podem gerar desconforto”, diz Sales. Quando recorrer à prótese Já as próteses, conforme o especialista explica, são indicadas quando há amputação parcial ou total do pé. Os principais tipos incluem: Próteses transtibiais: para amputações abaixo do joelho; Próteses transfemurais: usadas em amputações acima do joelho; Próteses parciais de pé: como as de antepé ou Lisfranc. Fatores como doenças vasculares graves, falta de força ou desequilíbrio podem dificultar a adaptação à prótese. Nesses casos, exigem acompanhamento médico especializado. Órtese pode corrigir pisada errada? SIM! As órteses são bastante eficazes para corrigir desalinhamentos, proporcionando: Redistribuição da carga nos pés. Prevenção de sobrecarga em tornozelos, joelhos e quadris. Ajuste na biomecânica da marcha, especialmente em crianças. Contudo, para adultos, vale lembrar que as órteses ajudam a aliviar os sintomas, mas nem sempre corrigem completamente a pisada. Órteses previnem problemas ortopédicos? A resposta também é SIM. O uso de órteses não apenas trata, como também pode prevenir diversas condições ortopédicas: Atletas usam palmilhas personalizadas para prevenir lesões por impacto. Pessoas com predisposição à artrose reduzem o desgaste articular precoce. Quem tem pés planos pode evitar sobrecarga na coluna e joelhos. Como escolher e usar órtese ou prótese Para um uso seguro e eficaz, é necessário adotar e seguir os seguintes cuidados: Ir à avaliação médica: um ortopedista deve indicar a melhor opção. Ter ajuste adequado: órteses mal adaptadas podem causar dores. Realizar troca periódica: palmilhas perdem eficácia com o tempo. Receber acompanhamento regular: ajustes podem ser necessários, especialmente para crianças e idosos. Inovações tecnológicas para pés mais saudáveis O ortopedista lembra que a tecnologia tem revolucionado o desenvolvimento de órteses e próteses. Entre as principais inovações, ele ressalta: Órtese personalizada por impressão 3D, que possibilita ajustes milimétricos. Materiais de alta tecnologia: carbono e polímeros garantem mais conforto e leveza. Próteses biônicas, que se ajustam aos movimentos do usuário. Palmilhas inteligentes, cujos sensores monitoram a pressão plantar em tempo real. Assim, tanto órtese quanto prótese têm papéis fundamentais na vida de quem precisa recorrer a alguma delas. Para garantir um bom resultado, é essencial ter indicação e acompanhamento médico, além de manter os cuidados necessários para o uso.

Postura errada pode ser a causa da dor no pé
Biomecânica

Postura errada pode ser a causa da dor no pé

Dores frequentes nos pés, calos fora do lugar e sensação de pisada “errada” nem sempre começam no próprio pé, sabia? Em muitos casos, o problema está na postura. Identificar e corrigir esses desalinhamentos ajuda a redistribuir a carga, reduzir sobrecargas e preservar a mobilidade ao longo do tempo. A fisioterapeuta Mariana Milazzotto, mestre em Ciências Médicas, explica que o corpo funciona como um sistema integrado: quando a postura sai do eixo, os pés acabam absorvendo impactos que não deveriam. Embora não exista uma única postura certa, há padrões posturais aceitáveis que devem ser considerados. “Andar com a cabeça muito projetada para frente (olhando o celular), ombros rodados ou pelve excessivamente inclinada, deslocam o centro de gravidade. Com isso, o padrão de marcha muda e o pé deixa de absorver o impacto como deveria”, exemplifica a profissional. Um erro, muitas consequências Quando esses desvios posturais acontecem com frequência, alguns incômodos (e consequências) podem começar a surgir. Fique de olho no seguinte: Menor contato do calcanhar no início da pisada; Maior impacto na parte da frente do pé; Sobrecarga da musculatura da sola do pé; Dores plantares recorrentes. Em casos de anteversão pélvica acentuada, por exemplo, a mobilidade do quadril diminui e o pé passa a trabalhar mais para garantir estabilidade, favorecendo a pronação excessiva e a sobrecarga no dedão. O efeito dominó dos desalinhamentos Para compreender melhor essa relação de causa e efeito, pense que o corpo funciona como uma cadeia cinética, ou seja, todas as articulações estão conectadas. Assim, um desalinhamento mais acima pode “descer” até os pés sem que a pessoa perceba. Na prática, Mariana Milazzotto aponta que alterações como escoliose na coluna podem gerar desalinhamento da pelve, rotação do quadril, joelho valgo e, por fim, colapso do arco do pé. Esse encadeamento ajuda a explicar por que algumas pessoas desenvolvem pé chato ou dores persistentes, mesmo usando calçados adequados. Nesses casos, certos pontos passam a receber mais carga do que outros, o que pode resultar em: Desgaste desigual da sola dos calçados; Sobrecarga no hálux (dedão); Dores localizadas e calos em regiões específicas. Ficar parado também sobrecarrega. Permanecer longos períodos em pé, sentado ou caminhar de forma inadequada contribui para a fadiga da musculatura postural. Quando esses músculos se cansam, o corpo cria compensações automáticas para continuar funcionando - a partir daí, vem a sobrecarga, que pode afetar os pés. Quando o problema não é só o calçado Alguns sinais ajudam a indicar que a origem da dor pode estar na postura e não apenas no tipo de pisada ou no tênis usado: Desgaste muito diferente entre um sapato e outro; Calos sempre no mesmo ponto, especialmente na região dos metatarsos; Dor concentrada na parte da frente do pé; Sensação de que uma perna trabalha mais do que a outra. Calos são um bom exemplo disso: costumam surgir como resposta ao excesso de pressão e podem refletir deslocamentos do centro de gravidade causados por alterações na coluna ou na pelve. Não adianta “só” tratar o pé Do ponto de vista ortopédico, Juliano Martynetz, especialista em cirurgia de pé e tornozelo dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, em Curitiba (PR), explica que o pé foi projetado para absorver impacto e distribuir o peso do corpo de forma eficiente. “Quando a postura global está alterada, essa distribuição muda. Com o tempo, áreas específicas do pé passam a receber carga excessiva, favorecendo dor, inflamação e deformidades progressivas”, afirma o médico. Dessa forma, condições como fascite plantar, tendinites, dores crônicas e a progressão do joanete muitas vezes estão associadas a alterações posturais e desalinhamentos do membro inferior. Fisioterapia e cuidado integrado A fisioterapia é uma grande aliada nesses casos, porque permite uma avaliação postural completa, da cabeça aos pés, e consegue identificar a origem do problema. Com isso definido, é possível trabalhar musculaturas estabilizadoras, alongamentos, fortalecimento específico e reeducação do movimento. O ortopedista Juliano Martynetz reforça que, quando há dor persistente, deformidades em progressão ou limitação funcional, o acompanhamento multidisciplinar se torna essencial. Enquanto a ortopedia avalia a estrutura e define o diagnóstico, a fisioterapia atua na correção do movimento e na prevenção da cronificação da dor.

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