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Talco Desodorante para os Pés Pó Podpah 100g – Tenys Pé Baruel

Desodorante com a assinatura do podcast mais zica do Brasil. Combate 99% dos fungos e bactérias.

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Quantidade

100 g

Benefícios

• Antisséptico
• Combate 99% de Fungos* e Bactérias**
• Ajuda a evitar frieiras e micoses
• Elimina o mau odor
• Dermatologicamente testado
• Ideal nas atividades esportivas

Dicas de Uso

Aplique diariamente Desodorante para os pés Pó Tenys Pé Baruel Podpah nos pés e no interior do calçado, evitando contato com a parte externa.

Para proteção auxiliar, aplique novamente o produto após o uso do calçado.

Use antes e depois de atividades esportivas.

Resultado

Pés secos, cheirosos e com proteção diária, além de calçados mais limpos que duram mais tempo.

Pés livres de 99% dos fungos e bactérias.

Ingredientes

INGREDIENTS: ZEA MAYS STARCH, HYDRATED SILICA, BENZOIC ACID, DECYLENE GLYCOL, PARFUM, HEXYL CINNAMAL, LIMONENE, LINALOOL, ALPHA-ISOMETHYL IONONE.

Mais sobre Talco Desodorante para os Pés Pó Podpah 100g – Tenys Pé Baruel

Desodorante para os pés em pó Tenys Pé Baruel Podpah oferece ação antisséptica e combate 99% dos fungos* e bactérias**. Ajuda a evitar frieiras e micoses nos pés e tem a assinatura do podcast mais zica do Brasil.

Mantém os pés sempre secos, cheirosos e protegidos com ação desodorante, além de ajudar na conservação do calçado.

É fácil de aplicar. O desodorante Tenys Pé Baruel Podpah elimina o mau odor.

Ideal para antes e depois de atividades esportivas.

Dermatologicamente testado. O Tenys Pé Podpah tem perfume escolhido a dedo pelo Igão e pelo Mítico.

Fungos* Trichophyton Interdigitale, Trichophyton Rubrum.
Bactérias** Staphylococcus Aureus, Corynebacterium Xerosis

Recomendações

Uso externo. Não ingerir. Manter fora do alcance de crianças. Deve ser aplicado por adulto ou sob sua supervisão. Não usar se a pele estiver irritada ou lesionada. Evitar contato com os olhos, caso isto ocorra, enxágue abundantemente com água. Usar somente nas áreas indicadas. Evite a inalação direta deste produto. Em caso de irritação, suspender o uso e procurar um médico. Conservar em local seco e fresco.

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Perguntas frequentes

Tenys Pé foi desenvolvido com ingredientes que agem eficazmente no controle da transpiração excessiva, eliminando fungos e bactérias que causam odores.

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Caminhada com esporão: quando ajuda e quando pode piorar
Caminhada

Caminhada com esporão: quando ajuda e quando pode piorar

A dor provocada pelo esporão no calcanhar costuma levantar uma dúvida comum, ou seja, se quem recebe esse diagnóstico precisa parar de caminhar. Na maioria dos casos, a resposta é não. Com alguns ajustes, a atividade pode até ajudar na recuperação. O ortopedista Fabio Fonseca, especialista em pé e tornozelo e membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia de São Paulo (SBOT-SP), afirma que manter-se ativo também ajuda no controle do peso corporal, justamente um dos fatores que mais influenciam a evolução do esporão e da fascite plantar. "O problema não é caminhar, mas caminhar sem os cuidados certos. A caminhada tende a ajudar quando é feita de forma moderada, com um bom calçado e em um ritmo que o pé tolere bem", explica o médico. Respeite os sinais do corpo Um leve desconforto nos primeiros passos pode acontecer e costuma melhorar conforme o corpo aquece. Já quando a dor aumenta ao longo da caminhada, permanece forte depois da atividade ou se torna cada vez pior ao acordar, é sinal de que os limites foram ultrapassados. Para encontrar um equilíbrio seguro, a recomendação é aumentar a distância e o ritmo gradualmente, respeitar dias de descanso e observar como o pé reage no dia seguinte. Se a dor estiver pior do que na véspera, é hora de reduzir a carga. A aposentada Rosa Maria Pereira, de 74 anos, percebeu que insistir na rotina já não era uma opção. "Eu sentia pontadas no calcanhar quando já estava andando há algum tempo. Procurei o ortopedista por causa da recorrência do sintoma", relata. Calçado adequado faz diferença Escolher o calçado certo é uma das estratégias mais importantes para reduzir o impacto sobre a fáscia plantar. Nesse sentido, o especialista Fabio Fonseca orienta: prefira tênis com bom amortecimento no calcanhar, suporte para o arco do pé e solado mais rígido; evite chinelos, sandálias e calçados completamente planos para fazer caminhadas; dê preferência a terrenos mais regulares e um pouco macios, como grama, terra batida e pista de corrida; use palmilhas apenas quando houver indicação profissional. Depois de interromper temporariamente as caminhadas, Rosa Maria retomou a atividade de forma gradual, com a prescrição de palmilhas ortopédicas. Tratamento costuma evitar cirurgia A boa notícia é que cerca de 85% a 90% dos casos melhoram com tratamento conservador, em semanas ou meses, sem necessidade de cirurgia. Normalmente, essas medidas envolvem: repouso relativo, sem deixar de se movimentar completamente; aplicação de gelo após a atividade; alongamentos da fáscia plantar, do tendão de Aquiles e da panturrilha, com orientação fisioterapêutica; controle do peso corporal; uso de calçados adequados e, quando indicado, palmilhas; analgésicos ou anti-inflamatórios prescritos pelo médico; tala noturna ou terapia por ondas de choque nos casos persistentes. Também é importante interromper a caminhada e procurar avaliação quando a dor só aumenta, afeta a rotina ou se surgem sintomas associados, como inchaço, vermelhidão e estalo. O ortopedista é o especialista indicado para tratar o quadro.

Caminhada traz benefícios, mas exige cuidados
Caminhada

Caminhada traz benefícios, mas exige cuidados

A caminhada é uma das atividades físicas mais acessíveis e benéficas para a saúde. Popular entre todas as idades, oferece uma série de vantagens, que vão desde a melhora da saúde cardiovascular até o fortalecimento muscular e a prevenção de condições como a osteoporose. Segundo a fisioterapeuta Raquel Esteves, especialista em reabilitação musculoesquelética, a caminhada ajuda a fortalecer os músculos das pernas, glúteos e abdômen, além de beneficiar as articulações e os ossos. A prática ainda melhora a saúde dos pés, que desempenham um papel essencial durante o movimento. Como acrescenta a profissional, diversas áreas do corpo tendem a ser beneficiadas pelo exercício. Quando a prática é regular, os ganhos para a saúde são ainda mais expressivos: Melhora do condicionamento físico: auxilia no fortalecimento do corpo e na resistência muscular; Controle do peso: é eficaz para o emagrecimento e o combate ao sedentarismo; Regulação metabólica: ajuda a controlar os níveis de glicose em pessoas com diabetes tipo 2; Saúde cardiovascular: promove uma circulação sanguínea mais eficiente e reduz o risco de doenças do coração; Bem-estar mental: estimula a produção de hormônios ligados ao relaxamento e à felicidade. Por ser acessível, quase todas as pessoas podem optar pela caminhada como atividade física diária. No entanto, algumas situações específicas requerem um pouco mais de cuidado. “Pessoas com insuficiência cardíaca grave ou hipertensão descontrolada devem buscar orientação de profissionais, como médicos ou fisioterapeutas”, diz Raquel. Além desses casos, gestantes com hipertensão ou outras complicações também precisam de acompanhamento, assim como pacientes com doenças respiratórias ou neurológicas. Vale perceber que, a princípio, não há uma contraindicação absoluta, mas uma maior necessidade de acompanhamento e indicação. Frequência ideal A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda, pelo menos, entre 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada por semana, como uma caminhada rápida. Aplicando a recomendação, seriam cerca de 20 a 40 minutos diariamente. Entretanto, quem está começando não deve caminhar todo esse tempo. “Para iniciantes ou sedentários, 10 a 20 minutos, de 3 a 5 vezes por semana, são ideais. O tempo e a frequência podem ser aumentados gradualmente, conforme o corpo se adapta”, orienta a fisioterapeuta. Cuidados com os pés Os pés são os grandes protagonistas da caminhada e precisam de atenção especial para evitar desconfortos e lesões. Entre os cuidados essenciais estão: Escolha do calçado: um tênis adequado é fundamental para garantir estabilidade e amortecimento; Aquecimento: movimentos circulares e alongamentos para tornozelos ajudam a preparar os pés; Higiene: lavar e secar bem os pés após a caminhada evita infecções; Massagem: recomenda-se usar uma bolinha para massagear a planta dos pés e aliviar tensões. Embora os pés sejam exigidos durante toda a caminhada, sentir dor durante ou após o exercício não é normal e é algo que deve ser investigado. “Pode ser um sinal de calçado inadequado ou de falta de preparo muscular”, pontua a especialista. Por isso, ela recomenda alongar a fáscia plantar antes e após caminhar, finalizando com a massagem dos pés. “São medidas eficazes para aliviar o desconforto. Mas, caso a dor persista, é fundamental buscar avaliação profissional”, finaliza Raquel Esteves.

Pés na terceira idade e os cuidados necessários
Tipos de Pés

Pés na terceira idade e os cuidados necessários

Os pés são fundamentais para a mobilidade e equilíbrio, mas sofrem alterações significativas com o avanço da idade. Essas mudanças vão desde o ressecamento da pele até deformidades articulares, que tornam os cuidados com a região ainda mais necessários, sobretudo para preservar a saúde e a qualidade de vida dos idosos. De acordo com o ortopedista Sérgio Costa, cofundador do canal Longidade, as transformações nos pés durante a terceira idade envolvem tanto o formato quanto a funcionalidade dos membros. “Com o tempo, a osteoartrite e a perda de elasticidade ligamentar podem deformá-los, causando joanetes e dedos em garra, além de ocorrer a redução do coxim plantar, que amortece os impactos ao caminhar”, cita. O podólogo Joaquim Sato acrescenta que o ressecamento da pele e o afinamento dos tecidos também tornam os pés mais suscetíveis a rachaduras e infecções. “A pele perde elasticidade e oleosidade com o passar dos anos, o que aumenta o risco de complicações, como micoses e rachaduras nos calcanhares”, alerta. Alterações mais comuns nos pés de idosos Entre as principais mudanças que ocorrem ao longo da vida, os profissionais destacam: Deformidades articulares, como joanetes (hálux valgo) e dedos em garra, causadas pela artrose; Redução do coxim plantar, resultado da perda da camada de gordura que protege a sola dos pés, provocando desconforto ao caminhar; Rigidez articular, causada pela diminuição da flexibilidade das articulações; Ressecamento e rachaduras, consequências da perda de elasticidade e hidratação da pele; Alterações nas unhas, como engrossamento e maior suscetibilidade a infecções fúngicas. Cuidados essenciais Para prevenir complicações e manter a saúde dos pés, é fundamental adotar uma rotina de cuidados. Entre eles, Sato recomenda: 1. Hidratação diária: use cremes específicos para evitar ressecamento e rachaduras. 2. Higiene adequada: lave os pés com sabonetes suaves e seque bem entre os dedos. 3. Corte correto das unhas: sempre reto, para evitar encravamentos. 4. Calçados apropriados: escolha sapatos confortáveis, com solado acolchoado e material respirável. 5. Exercícios e alongamentos: práticas simples ajudam a manter a flexibilidade e prevenir dores. Outro ponto importante é estar atento com lesões típicas da terceira idade. Isso porque, com o envelhecimento, tais ocorrências se tornam mais frequentes. Segundo o médico, vale redobrar a atenção com: Neuropatias, caracterizadas por danos nos nervos periféricos, que causam dormência ou formigamento; Fascite plantar, que é uma inflamação na sola do pé devido à sobrecarga; Fraturas por fragilidade, decorrentes da osteoporose; Úlceras e calosidades, agravadas pelo uso de calçados inadequados. Quando procurar um profissional? A terceira idade já requer visitas mais frequentes a consultórios médicos, inclusive do ortopedista. Quanto o assunto envolve os pés, a indicação é marcar consultas semestrais, caso não haja nenhum incômodo, ou buscar o especialista logo quando alguma queixa surgir. Já na rotina com a podologia, Joaquim recomenda visitas mensais para prevenir e tratar problemas como calosidades, unhas encravadas e micoses. “A manutenção regular ajuda a evitar complicações mais graves e mantém os pés saudáveis”, afirma. Agora, uma curiosidade: sabia que, durante a terceira idade, o número dos sapatos tende a mudar? O ortopedista Sérgio Costa confirma que os pés podem aumentar ligeiramente com o tempo. “Alterações na estrutura óssea, como a artrose, e inchaços causados por problemas circulatórios podem levar ao uso de calçados maiores e mais confortáveis”, explica.

Descubra quais os países que mais cuidam da saúde dos pés
Cuidado Diário

Descubra quais os países que mais cuidam da saúde dos pés

Embora o cuidado com os pés tenha origens milenares em diferentes civilizações, quando se fala em desenvolvimento técnico e valorização profissional, os Estados Unidos se destacam como principal referência no mundo. Por lá, a podologia é tratada como especialidade médica e integra todo o sistema de saúde de forma estruturada e reconhecida. Mas não são só eles que dedicam atenção extra aos pés: México, Espanha e Itália também têm uma visão mais avançada. A podologista Viviane dos Santos, docente em cursos de formação, explica porque os EUA estão bem à frente na área. “O profissional é considerado quase um médico especialista. A formação é longa, com faculdade e disciplinas como anatomia, fisiologia e cirurgia. É algo realmente completo, bem diferente do que vemos no Brasil”, diz. Já a podóloga Beatriz Teixeira complementa que a regulamentação da profissão e a cultura de prevenção contribuíram para esse cenário norte-americano. “A população entende que cuidar dos pés é parte da saúde, não só uma questão estética. Isso fez toda a diferença para o reconhecimento da profissão e o avanço tecnológico na área”, avalia. Formação, estrutura e reconhecimento De acordo com as entrevistadas, nos Estados Unidos, a formação do podólogo é feita em nível semelhante ao universitário, com foco em conhecimento clínico e técnico aprofundado. Além disso, a atuação é regulamentada há décadas, com exigências legais para prática profissional, e o cuidado com os pés faz parte da formação em saúde. No mais, os profissionais atuam em hospitais, clínicas e centros de reabilitação, bem como a valorização social e profissional é ampla, com reconhecimento nas equipes multidisciplinares. “Aqui no Brasil, ainda existe a visão de que podólogo só corta unha ou lixa calos, mas a atuação vai muito além disso. Nos Estados Unidos, esse olhar já foi superado”, pontua Viviane. Da Europa à América Latina Segundo as especialistas, o México é um dos destaques na América Latina, com forte atuação na podologia clínica, especialmente no cuidado com o pé diabético. Na Europa, Itália e Espanha chamam atenção pela integração dos serviços podológicos aos sistemas públicos de saúde, com foco na prevenção e acesso universal. A saber: No México, a atenção ao pé diabético é uma prioridade crescente. “Algumas clínicas públicas já contam com podólogos especializados e há investimento em tecnologias como curativos avançados e orientações de autocuidado”, diz a podóloga Beatriz Teixeira. Na Itália, os podólogos têm formação universitária e atuam legalmente no sistema de saúde pública, com autonomia para tratar desde calos até úlceras graves. “O país montou uma ampla rede de centros especializados em pés diabéticos, conectados a equipes multidisciplinares”, acrescenta a profissional. Já na Espanha, “apesar de ainda haver desafios na inclusão da podologia no serviço público em todas as regiões, iniciativas recentes como a integração de podólogos nos hospitais da Andaluzia vêm ampliando o acesso a esses cuidados”, avalia a podologista Viviane dos Santos, que destaca serviços para idosos e diabéticos oferecidos ali. Campanhas e tecnologias como inspiração Nos Estados Unidos, o país mais à frente no quesito saúde dos pés, a valorização também se reflete em campanhas voltadas ao tema. De acordo com Beatriz Teixeira, há ações focadas na prevenção de lesões em idosos, cuidados com o pé diabético e orientação postural e cuidados preventivos. No campo tecnológico, o país também está à frente com palmilhas personalizadas com impressão 3D, escaneamento digital para órteses sob medida, exames de pisada com sensores de alta precisão e uso de laser terapêutico avançado. “No Brasil, até existem algumas dessas tecnologias, mas ainda são restritas e, muitas vezes, em fase de protótipo”, diz a podóloga. Ambas as especialistas consideram que o Brasil pode se inspirar no modelo norte-americano e nas ações aplicadas no México, na Itália e na Espanha. “Investir em formação de qualidade e mostrar à população a importância dos pés na saúde geral pode reduzir quedas, lesões e complicações crônicas. É uma questão de prevenção e de valorização profissional”, reforça Beatriz Teixeira. Viviane dos Santos, por sua vez, acredita que a mudança tem de ocorrer também entre as pessoas em geral: “O pé é a base do corpo, e o cuidado com ele precisa ser levado a sério, com a mesma atenção que damos a outras especialidades médicas. O exemplo dos Estados Unidos mostra que isso é verdadeiramente possível.”

Umidade e micose são fatores de risco para pés diabéticos
Pé Diabético

Umidade e micose são fatores de risco para pés diabéticos

Quem tem diabetes precisa redobrar a atenção com os pés. Isso porque pequenas infecções, como micoses, por exemplo, podem se tornar sérias se não forem tratadas. A umidade, o calor e a glicose elevada criam o ambiente perfeito para o desenvolvimento de fungos, que encontram na pele fragilizada um ponto de entrada para infecções maiores. Para os diabéticos, o cenário é pior, sim, por apresentarem múltiplos fatores que favorecem o surgimento de micoses. “A hiperglicemia altera a composição do suor, tornando-o mais rico em açúcares, que alimenta os fungos. Além disso, o sistema imunológico fica enfraquecido e a circulação comprometida, o que dificulta o combate às infecções e a cicatrização”, aponta o dermatologista Eduardo Oliveira, especialista em Cirurgia Dermatológica na Derma Advance. Já a cirurgiã vascular Camila Kill, à frente da clínica Vascularte, ressalta que a má circulação agrava o quadro. “O sangue chega com mais dificuldade aos pés e, com isso, a capacidade de defesa da pele diminui. O que poderia ser apenas uma micose comum pode evoluir mais rápido e de forma mais agressiva”, afirma. Por que a umidade favorece os fungos Um local úmido é um dos principais gatilhos para o desenvolvimento das micoses. Quando os pés permanecem levemente molhados, o ambiente torna-se ideal para a multiplicação dos fungos. Segundo o dermatologista Eduardo, a umidade amolece a camada córnea da pele, facilitando a penetração e fixação dos microrganismos. Entre os dedos, onde o ar circula menos, a proliferação é ainda maior. É por isso que a região exige atenção redobrada. Há ainda alguns fatores que intensificam o problema, como: Uso contínuo de calçados fechados ou meias sintéticas; Suor excessivo sem secagem adequada; Higienização insuficiente dos pés; Falta de ventilação e troca de calçados. A regra é óbvia: é fundamental evitar esses hábitos. Sinais de alerta Reconhecer os primeiros sinais é essencial para evitar complicações. De acordo com Eduardo Oliveira, é importante observar: Coceira persistente entre os dedos; Áreas avermelhadas, esbranquiçadas ou amareladas; Descamação e rachaduras, mesmo sem dor; Odor diferente do habitual; Unhas espessas, amareladas ou deformadas. A cirurgiã vascular Camila Kill reforça que essas pequenas fissuras, por si só, já são perigosas para diabéticos. “As aberturas funcionam como porta de entrada para bactérias. O paciente pode não perceber a ferida a tempo e o quadro evoluir para infecções mais profundas, com risco de úlceras e até necessidade de internação”, alerta. Cuidados diários A prevenção é o melhor tratamento e, no caso dos diabéticos, deve ser parte da rotina. O dermatologista recomenda uma higiene criteriosa e muita atenção à secagem. A cirurgiã vascular complementa com outras medidas preventivas: Usar meias de algodão limpas e trocá-las diariamente; Evitar andar descalço, mesmo dentro de casa; Preferir sapatos ventilados, que não abafem os pés; Hidratar a pele, sem aplicar creme entre os dedos; Observar diariamente se há mudanças de cor, feridas ou calor local. O uso de produtos antifúngicos pode ajudar na prevenção, desde que prescritos por um médico. “Os talcos e sprays modernos são seguros e eficazes, se aplicados corretamente, em áreas secas e sem exagero”, destaca Eduardo Oliveira. Ele ainda reforça a importância de se adquirir apenas versões testadas dermatologicamente. Já Camila Kill acrescenta que o controle da glicemia é parte fundamental do cuidado. “Quando a glicose está equilibrada, o corpo reage melhor às infecções e a circulação se mantém saudável. Consultas regulares com o cirurgião vascular ajudam a detectar alterações precoces e evitar complicações”, orienta. Os especialistas lembram que qualquer lesão deve ser tratada como emergência médica, e conscientizam que a prevenção é o melhor caminho.

Por que pés e pernas incham no calor? Médico responde
Inchaço e Edema

Por que pés e pernas incham no calor? Médico responde

Nos dias quentes, é comum sentir os pés e as pernas mais pesados, quentes e inchados. O fenômeno, que pode causar incômodo e até dor, tem explicação fisiológica: as altas temperaturas provocam dilatação dos vasos sanguíneos, o que facilita o acúmulo de líquidos e dificulta o retorno do sangue ao coração. Conforme explica o cirurgião vascular Joé Sestello, diretor-presidente da Unimed de Nova Iguaçu, sob sol escaldante, o organismo reage automaticamente para tentar equilibrar a temperatura corporal. Como consequência, os membros podem aumentar de volume. “Os pés incham no calor porque os vasos se dilatam para ajudar o corpo a se resfriar. Esse controle é automático, mas o líquido que deveria circular acaba se acumulando, dificultando o retorno venoso e provocando o edema”, especifica o especialista. Quem sofre mais com o inchaço no calor O edema é mais frequente entre certos grupos da população. “As pessoas que mais sofrem com o inchaço em dias quentes são as crianças e os idosos. No caso dos idosos, a desidratação é um agravante comum”, aponta o médico. Além disso, o sobrepeso e o sedentarismo são fatores de risco. A falta de movimento e a pouca ativação muscular dificultam a circulação, enquanto o sobrepeso aumenta a pressão nas pernas e agrava o quadro. De maneira geral, o problema não deve (ou deveria) ser visto apenas como estético ou passageiro. “O inchaço não é somente um desconforto. Pode indicar um problema circulatório sério, principalmente quando associado ao uso de determinados medicamentos para pressão”, alerta o cirurgião. Hábitos que ajudam a aliviar o inchaço Nos dias de calor intenso, é essencial reforçar alguns cuidados para manter o equilíbrio circulatório e evitar o acúmulo de líquidos. Joé Sestello recomenda: Beber bastante água para manter a hidratação e ajudar na circulação; Evitar roupas e calçados apertados que prejudicam o retorno venoso; Manter uma rotina de exercícios físicos leves após avaliação médica; Controlar fatores como pressão arterial, colesterol e triglicerídeos; Evitar automedicação ou manipulação de pequenas feridas nos pés. A elevação das pernas por algum tempo pode ajudar a melhorar a circulação, mas isoladamente não resolve. “Só elevar não é suficiente. É preciso adotar um conjunto de medidas, como hidratação, atividade física e controle clínico, para melhorar o retorno do sangue ao coração”, avisa o médico. Outro ponto de atenção são as meias elásticas, cujo uso pede cautela. Embora sejam aliadas no tratamento de problemas circulatórios, devem ser usadas apenas com orientação médica. “Se a compressão for inadequada, o edema pode piorar”, alerta o vascular. Quando o inchaço pede atenção médica Vale ressaltar que nem todo inchaço é benigno e o formato do edema pode dizer muito sobre a causa. “Se aparece em uma única perna ou nas duas, já é motivo suficiente para procurar o especialista. Não espere o surgimento de complicações”, adverte o cirurgião. Ou seja, a avaliação profissional é essencial para identificar se o problema está ligado à circulação, ao uso de medicamentos ou a outras condições, como retenção de líquidos e doenças vasculares. A prevenção e o diagnóstico precoce são as melhores estratégias para evitar complicações. Incômodo que vai além do calor A especialista em finanças Tatiana Cortes, de 34 anos, conhece bem o desconforto que o calor pode causar. “Sinto meus pés e pernas mais pesados, quentes e inchados, especialmente no fim do dia”, conta. O problema se agrava quando Tatiana passa muito tempo em pé ou sentada. “Piora em dias muito quentes ou quando caminho longas distâncias", diz. Para aliviar, ela criou uma rotina de autocuidado: elevar as pernas, fazer compressas frias, massagear os pés e beber bastante água. O acompanhamento médico foi crucial e trouxe mais segurança. “Procurei um vascular e ele explicou que o calor e a má circulação podem agravar o inchaço. Desde então, comecei a fazer drenagem linfática e percebi melhora.” Nos dias quentes, ela mantém hábitos que fazem diferença: “Uso sapatos leves, evito roupas apertadas, deixo os pés arejados e procuro me movimentar. Bebo pelo menos dois litros de água e faço drenagem semanalmente. Aprendi a não ignorar o desconforto, porque o inchaço constante pode indicar algo circulatório. Hoje presto muito mais atenção aos sinais do corpo”, finaliza.

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