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O que é joanete e como evitar que ele piore?
Joanete

O que é joanete e como evitar que ele piore?

Equipe Tenys Pé
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É fácil entender o que é joanete ao olhar para o pé — afinal, ele parece um “osso saltado” ao lado do dedão. Mas você sabe qual é a sua causa e como evitar que essa condição evolua e cause dores?

O joanete é uma deformidade que aparece na articulação do metatarso (osso que liga o peito do pé aos dedos) com o osso do dedão, causando um desalinhamento que “entorta” o dedão na direção dos outros dedos.

Por isso, o nome oficial do joanete é hálux valgo: em latim, hallux significa “dedão do pé”, e valgus descreve algo desviado da linha média do corpo.

Esse desvio pode causar problemas porque essa articulação do metatarso ajuda a suportar e a distribuir o peso do nosso corpo. “A deformidade causa dor, dificuldade para calçar e, habitualmente, bastante descontentamento estético”, lista o médico ortopedista José Sanhudo, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).

O joanete pode até prejudicar os outros dedos, causando calos e deformidades ao serem empurrados para dentro pelo dedão.

Dá para evitar o joanete?

O joanete tem origem genética, pois o formato e a estrutura do pé são hereditários. Quem tem o arco do pé baixo, pé chato ou articulações e tendões mais frouxos em geral tem mais chances de ter herdado o joanete.

Mas isso não significa que quem tem predisposição a essa condição vai conviver com dores no pé para o resto da vida. “O joanete normalmente é causado por uma predisposição genética somada ao uso de calçados inadequados”, afirma o médico ortopedista Isnar Moreira de Castro Junior, especialista em pé e tornozelo e chefe do grupo de pé e tornozelo do Instituto Nacional de Traumato Ortopedia (INTO).

Ou seja, para que ele apareça, é preciso haver o estímulo do calçado. As chances de o joanete se desenvolver aumentam quando se usa com frequência sapatos que tenham a parte superior estreita, como os de bico fino. Esse tipo de calçado deixa o dedão do pé espremido e faz com que ele empurre os demais dedos ou se sobreponha a eles.

Usar salto alto pode agravar o problema porque, ao inclinar o peso do corpo para frente, os dedos dos pés também são forçados para a parte da frente do sapato. “O uso de calçados sociais, principalmente de salto e bico fino, estão também associados ao desenvolvimento e à maior progressão da deformidade”, completa Sanhudo.

Quem tem joanete precisa operar?

Não necessariamente. “Muitas pessoas apresentam a deformidade com poucos ou nenhum sintoma. Nesses casos, pode não haver necessidade de tratamento cirúrgico”, afirma Sanhudo.

Se a região começar a ficar muito inflamada e dolorida, é bom consultar um médico ortopedista para investigar se é necessário operar. “Às vezes a pessoa não tem dor, mas tem a deformidade e, por uma razão estética, se incomoda com isso”, completa Castro Junior.

“Alguns ortopedistas não recomendam operar quando não há dor”, explica o especialista do INTO. “Mas há quem indique a cirurgia de correção do joanete mesmo a quem tem só a deformidade, porque ela é progressiva, pode piorar e, então, será preciso operar em uma condição muito pior.”

Ele explica que essa cirurgia retira um pedaço daquele osso proeminente e corrige a deformidade do primeiro dedo para que ele fique alinhado. “As técnicas de cirurgia mudaram muito. As pessoas imaginam que dói muito e demora para recuperar, mas isso não acontece mais.”

Quem tem joanete pode evitar que ele se agrave tomando alguns cuidados, como evitar calçados de bico fino, de salto alto e que apertem o peito do pé. E pode usar protetores de pé para evitar as dores.

“Eles protegem as áreas que estão sob pressão no calçado. Quando já existe a deformidade, você tem áreas em que o osso é mais proeminente, fica em atrito com o calçado e isso causa dor”, diz Castro Junior.

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Em pessoas que apresentam joanete, os calos não surgem por acaso. A condição altera a base de apoio do pé, concentra a pressão em pontos específicos e favorece o aparecimento recorrente de calos que, por sua vez, tendem a voltar quando apenas a calosidade é tratada, sem corrigir a causa do problema. Embora costumem aparecer juntos, calos e joanetes não são a mesma coisa. Os calos são áreas de pele mais espessa, formadas pela pressão e pelo atrito repetidos. Já o joanete é uma deformidade óssea na base do dedão, em que o osso se projeta e o dedo se desvia. A podóloga Francisca Sousa lembra que a relação entre os dois não é recíproca. Ou seja, os joanetes podem causar calos, mas os calos não provocam joanetes. “Isso acontece porque a deformidade ligada à joanete desvia o apoio, concentrando o peso em uma área inadequada e aumentando a pressão e o atrito”, explica. Principais regiões Juliano Martynetz, especialista em cirurgia de pé e tornozelo dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, de Curitiba (PR), esclarece que o joanete muda a forma como o peso do corpo é distribuído no antepé. “Com isso, determinadas regiões passam a sofrer mais pressão ao longo do tempo, favorecendo o aparecimento de calos nesses pontos”, diz o ortopedista. Dentre os tipos de calos mais comuns que costumam surgir em pessoas com joanete estão: Plantares: abaixo do segundo e do terceiro dedo; Laterais: no próprio joanete; Entre os dedos: por conta do atrito constante. Calos frequentes servem de alerta O aparecimento recorrente ou o aumento dos calos pode indicar que a deformidade está evoluindo. O médico ortopedista explica que esse padrão funciona como um sinal indireto de que a mecânica do pé está se alterando com o tempo. Além disso, lidar com os calos de forma inadequada pode piorar o quadro. A podóloga Francisca Sousa alerta que o tratamento errado aumenta ainda mais a pressão local, o que tende a agravar a dor e a inflamação associadas ao joanete. Não adianta tratar só o calo Há situações em que cuidar apenas da pele não é suficiente para resolver o problema. Isso costuma acontecer quando: Os calos retornam com frequência; A deformidade causa dor persistente; A pessoa tem sintomas que atrapalham o dia a dia. Nesses cenários, o mal principal não está na calosidade, mas na deformidade óssea que gera a sobrecarga. Portanto, se a causa é joanete, o problema deve ser corrigido para evitar novos calos. O foco precisa estar na origem do problema. Cuidados diários para evitar calos No dia a dia, algumas medidas ajudam a diminuir o atrito e a pressão excessiva. Nesse sentido, os especialistas indicam alguns cuidados, como: Manter a pele hidratada; Usar bons sapatos; Evitar atrito; Fazer acompanhamento profissional regular. Por último, o ortopedista Juliano Martynetz reforça que tratar o joanete – seja por cirurgia ou não – é a medida mais eficiente para que os calos deixem de aparecer com frequência. Isso porque, ao melhorar o alinhamento do pé, a distribuição de carga se equilibra e, consequentemente, as calosidades somem.

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O termo “pés de bailarina” está longe de ser um elogio. Isso porque, para algumas profissões, como o balé e o futebol, a rotina intensa pode sobrecarregar os pés, tão fundamentais para a mobilidade e o bem-estar. O resultado disso são lesões e deformidades. Mas o que exatamente causa tais danos? E como evitá-los? De acordo com o ortopedista João Pedro Rocha, do Instituto Torus de Ortopedia Especializada, grande parte das deformidades surge devido ao uso de calçados inadequados, à repetição constante de movimentos e ao impacto frequente. O médico também destaca que, além de alterações estéticas, essas condições podem comprometer a saúde dos pés, afetar a mobilidade e até a qualidade de vida de quem depende desses movimentos diários. Profissões que impactam na saúde dos pés Bailarinos: o uso contínuo de sapatilhas de ponta pode causar o "pé de bailarina", caracterizado pelo desvio do dedão do pé, além de calos e lesões nas unhas; Jogadores de futebol: o impacto constante e os movimentos bruscos podem resultar em fascite plantar, entorses e calosidades nos dedos; Dançarinos e atletas de corrida: também estão sujeitos a lesões como fascite plantar e dedo em martelo devido ao impacto repetido; Trabalhadores que ficam muito em pé: enfermeiros, garçons e vendedores costumam sofrer com dores nos pés, calos e até doenças como insuficiência progressiva do tendão tibial posterior. Vale lembrar que as deformidades advindas dessas profissões não são apenas estéticas. O uso de calçados apertados, saltos elevados ou sem amortecimento, somados aos movimentos repetitivos, podem causar danos reais à saúde dos pés, incluindo: Unhas encravadas; Dor e tendinopatias nos músculos do pé; Deformidade nas articulações. “O quadro pode se agravar, levando a dores crônicas e dificuldades de locomoção. É fundamental tratar essas condições com antecedência para evitar problemas mais sérios no futuro”, assegura João Pedro. Doenças mais comuns Algumas das condições mais frequentes nos consultórios, que exigem um esforço intenso dos pés, são: 1. Hálux valgo (joanete) O que é? Desvio do dedão do pé. Tratamento: pode ser tratado com calçados adequados, exercícios e, em casos graves, cirurgia. 2. Fascite plantar O que é? Uma inflamação na faixa de tecido que conecta o calcanhar aos dedos. Tratamento: repouso, gelo, compressão e elevação (RICE), além de calçados apropriados. 3. Dedo em martelo O que é? Lesão nas articulações dos dedos do pé. Tratamento: uso de calçados adequados e exercícios, podendo necessitar de cirurgia em casos graves. 4. Tendinopatias e pé plano doloroso O que são? Condições que envolvem o enfraquecimento dos tendões. Tratamento: fisioterapia, fortalecimento e, em casos graves, cirurgia. 5. Artrose nas articulações do pé O que é? Caracterizada pelo desgaste das articulações. Tratamento: analgésicos, fisioterapia e, eventualmente, cirurgia. Cuidados especiais Para quem escolhe carreiras que detonam os pés, independentemente do motivo, é fundamental adotar medidas preventivas para proteger a saúde dos membros e garantir uma vida profissional mais longa e saudável. Confira as recomendações do médico: Use calçados adequados: modelos confortáveis e com suporte; Aqueça-se e estique-se: alongar-se antes e depois das atividades previne lesões; Mantenha pés limpos e secos: isso previne infecções; Opte por palmilhas macias: elas reduzem o impacto e dão conforto; Faça pausas regulares: descansos são essenciais para aliviar os pés. Saiba ainda que ignorar os sinais de dor pode ser prejudicial. Nesse sentido, o médico alerta que “insistir nas atividades mesmo com dor pode levar a complicações sérias, como lesões crônicas ou necessidade de cirurgia”.

É joanete ou gota? Saiba diferenciar as situações
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Dores e inchaço no dedão do pé podem ser sinais tanto de joanete (nome popular para Hallux Valgus), quanto de gota. No entanto, cada condição tem causas e características bem diferentes. A principal diferença está no momento em que os sintomas aparecem e nos fatores que os desencadeiam, conforme explica o ortopedista Caio Yoshino, do Hospital Japonês Santa Cruz, em São Paulo. No caso do joanete, a dor surge de forma progressiva e piora com o tempo, especialmente com o uso de calçados inadequados. Já em um quadro de gota, a crise é súbita e intensa, geralmente após o consumo excessivo de alimentos ricos em purinas, como carnes vermelhas, frutos do mar e bebidas alcoólicas. Características principais Joanete Deformidade óssea na articulação do dedão, causando desvio do dedo para dentro. Pode gerar dor ao caminhar e aumentar com o tempo. Associada ao uso frequente de calçados apertados ou de salto alto. Predisposição genética é um fator importante. Gota Inflamação provocada pelo excesso de ácido úrico no sangue. Causa crises súbitas de dor intensa, vermelhidão e inchaço. É mais comum em homens, especialmente acima dos 40 anos. O histórico alimentar influencia diretamente no surgimento dos sintomas. Mesmo local, padrões diferentes Em muitos casos, ambos problemas afetam a mesma região do corpo: a base do dedão do pé. Por isso, o médico explica que apenas a localização do incômodo não é suficiente para o diagnóstico. Outros fatores, como o padrão dos sintomas e os gatilhos para dor, devem sempre ser observados. Enquanto o joanete se desenvolve gradualmente, a gota costuma se manifestar em crises agudas, que podem durar dias e reaparecer com frequência caso a alimentação e outros hábitos não sejam ajustados. Os exames necessários para diferenciar um caso do outro também são diferenciais entre os quadros. De acordo com o especialista, o joanete pode ser confirmado com uma série de radiografias e, com a gota, é preciso medir os níveis de ácido úrico no sangue. Yoshino lembra que, embora seja raro, uma pessoa pode desenvolver ambas as condições simultaneamente. Nesse caso, o médico deve investigar as duas possibilidades e tratá-las separadamente, já que não compartilham da mesma causa. Fatores de risco Joanete Uso frequente de sapatos apertados ou de salto alto. Predisposição genética. Alterações biomecânicas do pé. Gota Alimentação rica em purinas, como carnes vermelhas, frutos do mar e bebidas alcoólicas. Histórico familiar da doença. Problemas renais ou metabólicos que dificultam a eliminação do ácido úrico. Aprenda a aliviar os sintomas Seja gota ou joanete, a prevenção e o controle de fatores de risco são essenciais. Determinadas medidas, mesmo iniciais, já podem reduzir o desconforto manifestado. Com o diagnóstico confirmado, as recomendações são: Para joanete: evitar calçados apertados; dar preferência a modelos com bico largo e salto baixo; e considerar o uso de palmilhas ortopédicas. Para gota: controlar a alimentação, reduzindo o consumo de carnes vermelhas, frutos do mar e álcool; manter uma boa hidratação para auxiliar na eliminação do ácido úrico. Nas duas situações, o acompanhamento médico é fundamental para definir o melhor tratamento e evitar complicações.

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