Creme para Pentear Infantil Cabelos Cacheados 150ml – Baruel Baby
Creme para pentear infantil que facilita o pentear e deixa os cachos 95% mais definidos. Facilita o pentear.
ComprarCreme para Pentear Infantil Cabelos Cacheados 150ml – Baruel Baby
Creme para pentear infantil que facilita o pentear e deixa os cachos 95% mais definidos. Facilita o pentear.
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150 ml
Benefícios
• Hidrata e define os cachos*
• Hipoalergênico
• Cheirinho de carinho
• Oftalmo e dermatologicamente testado
• Com ingredientes de origem natural
• Sem parabenos
• Não testado em animais
• Produto vegano
Dicas de Uso
Aplique o creme para pentear mecha a mecha nos cabelinhos úmidos, desde o comprimento até as pontas.
Em seguida, amasse delicadamente os cachos de baixo para cima.
Não é necessário enxaguar.
Resultado
Cabelinho fácil de pentear, hidratado e com cachos 95% mais definidos.*
Cabelo com cachinhos definidos e sem frizz com aquele cheirinho de carinho.
Só a Baruel Baby entende o jeito brasileiro de cuidar bem dos nossos bebês, que é repleto de afeto, com qualidade e segurança.
Todo bebê merece esse carinho!
*Cachos 95% mais definidos em alta umidade por até 24 horas
*Em relação ao tratamento controle.
Ingredientes
COMPOSIÇÃO: ÁGUA, ÁLCOOL CETEARÍLICO, PARAFINA LÍQUIDA, DIMETICONA, FENOXIETANOL, HIETELOSE, GLICEROL, PERFUME , CLORETO DE ESTEARALCÔNIO, METOSSULFATO DE BEENTRIMÔNIO, ÁCIDO CÍTRICO, BENZOATO DE SÓDIO, ACETATO DE SÓDIO, SORBATO DE POTÁSSIO, EDETATO DISSÓDICO, LIMONENO, LINALOL, POLIQUATÉRNIO-10, ÁLCOOL ISOPROPÍLICO, HEXIL CINAMAL, CUMARINA, CITRONELOL, CELULOSE, CLORETO DE SÓDIO.
INGREDIENTS: AQUA, CETEARYL ALCOHOL, PARAFFINUM LIQUIDUM, DIMETHICONE, PHENOXYETHANOL, HYDROXYETHYLCELLULOSE, GLYCERIN, PARFUM, STEARALKONIUM CHLORIDE, BEHENTRIMONIUM METHOSULFATE, CITRIC ACID, SODIUM BENZOATE, SODIUM ACETATE, POTASSIUM SORBATE, DISODIUM EDTA, LIMONENE, LINALOOL, POLYQUATERNIUM-10, ISOPROPYL ALCOHOL, HEXYL CINNAMAL, COUMARIN, CITRONELLOL, CELLULOSE, SODIUM CHLORIDE.
Mais sobre Creme para Pentear Infantil Cabelos Cacheados 150ml – Baruel Baby
Creme para pentear para crianças. Com ingredientes hidratantes, facilita o pentear e deixa os cachos 95% mais definidos*.
O Creme para Pentear Cabelos Cacheados Baruel Baby foi cuidadosamente desenvolvido com ingredientes hidratantes, deixando os cabelos fáceis de pentear e com cachos definidos.
Oftalmo e dermatologicamente testado, o creme para pentear é hipoalergênico e produzido com ingredientes de origem natural.
Produto vegano, sem parabenos e não testado em animais.
Seu cheirinho de carinho prolongado é irresistível!
*Cachos 95% mais definidos em alta umidade por até 24 horas.
*Em relação ao tratamento controle
Recomendações
Produto para uso externo. Conservar em local seco e fresco. Manter o produto fora do alcance de crianças. Não usar em crianças menores de 3 anos. A partir de 3 anos: deve ser aplicado exclusivamente por adulto. Para maiores de 5 anos: usar sob a supervisão de adulto. Não usar se o couro cabeludo estiver ferido ou irritado. Em caso de irritação, suspender o uso e procurar um médico. Evitar contato com os olhos. Caso o produto entre em contato com os olhos, lavar com água corrente em abundância e procurar um médico. Este produto foi formulado de maneira a minimizar possível surgimento de alergia.
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Perguntas frequentes
Quer dizer que nossos produtos não produzem efeitos colaterais como a irritação dos olhos.
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Doce, tela e colo para os netos. Quando os avós passam dos limites
Guloseimas antes do almoço ou fora de hora, alguns minutos a mais de tela ou aquele colo depois da criança aprontar. Diferenças entre pais e avós sobre a criação são comuns, mas não precisam virar motivos de conflitos quando todos compartilham do mesmo amor. Para a psicóloga Leny Louzada, especialista em ciências do envelhecimento, essas divergências surgem porque os mais velhos normalmente ocupam papéis diferentes, quer dizer, enquanto os pais são responsáveis por educar e estabelecer limites, os avós vivem a relação de um jeito mais leve, aproveitando o tempo com os netos. Ainda assim, isso não significa falta de cuidado. “Essas diferenças são completamente naturais. São maneiras diferentes de expressar o amor pelas crianças”, afirma a profissional. O diálogo vem antes das regras O primeiro passo é lembrar que ninguém está em lados opostos. Pais e avós precisam construir os combinados por meio de conversas abertas, respeitosas e sem julgamentos, para que cada um compreenda as necessidades do outro. A professora aposentada Roseli Caldas é avó de três crianças e conta que esse alinhamento começou antes mesmo de assumir parte dos cuidados com os netos. Como se aposentou justamente para cuidar deles, ela e os filhos conversaram desde o início sobre a rotina que seria seguida. Uma das estratégias adotadas pela família foi criar quadros de rotina, usados até hoje para organizar horários e atividades. “É aquele ditado: o combinado não sai caro. Com tudo acordado, fica tudo certinho para todos nós”, garante a avó. Nem tudo precisa ser igual Cada avô e cada avó têm seu jeito de demonstrar carinho, e preservar essa individualidade também faz parte de uma convivência saudável. O importante é que as regras realmente essenciais sejam compartilhadas por todos. Quando um combinado não é cumprido, a orientação é evitar discussões na frente da criança. “O ideal é conversar em particular, com carinho e sem apontar culpados. Na maioria das vezes, os avós agem movidos pelo desejo de agradar os netos, não de desrespeitar os pais”, observa a especialista Leny. Ela lembra ainda que os próprios avós são os pais dos adultos que hoje criam essas crianças. Por isso, o diálogo deve acontecer sempre com respeito e acolhimento. Quando vale flexibilizar Nem todas as regras têm o mesmo peso. Nesse sentido, algumas flexibilizações podem fazer parte das boas lembranças da infância, como um doce em ocasiões especiais, alguns minutos extras de brincadeira ou pequenas exceções previamente combinadas. Já temas ligados à saúde, à segurança, ao sono e ao uso de telas pedem que todos mantenham a mesma orientação. A avó Roseli conta que viveu esse desafio. Embora fosse contra liberar celulares para as crianças, respeitou a decisão tomada pelos pais. Já em relação aos doces antes dos dois anos, admitiu que inicialmente não concordava com a regra, mas optou por segui-la. Leny Louzada reforça que, mais importante do que concordar com tudo, é agir em parceria. “Quando pais e avós conseguem dialogar, respeitar seus papéis e trabalhar juntos, ensinam, pelo exemplo, valores como respeito, cooperação e afeto. Esse é um dos maiores presentes que uma família pode oferecer a uma criança”, finaliza.
Birra não é falta de educação: saiba o que há por trás
Na infância, atitudes como chorar, gritar ou se jogar no chão são constantemente associadas à birra e vistas como frescura ou capricho. A explosão pode surgir com um biscoito que caiu no chão ou na hora de ir embora do parquinho. No entanto, existe outra leitura para esses casos: nomear emoções ainda pode ser difícil para a criança. A neuropsicóloga e terapeuta infantil Juliana Selegatto, da Mental One, esclarece que isso ocorre porque o cérebro da criança ainda está em desenvolvimento. Áreas responsáveis pelo autocontrole, pela tolerância à frustração e pela regulação das emoções estão amadurecendo. "Quando a criança escuta um 'não', se frustra ou se sente sobrecarregada, pode reagir com choro, gritos ou muita irritação. Na maioria das vezes, a birra é muito mais um pedido de ajuda do que um desafio aos pais", afirma. Tentativa de comunicação A birra costuma ser apenas a ponta do iceberg. Por trás da reação, podem existir necessidades ou sentimentos que a criança ainda não sabe expressar. Por isso, antes de pensar apenas no comportamento, vale se perguntar se ela está: frustrada; cansada; com fome; com medo; querendo fazer algo sozinha; sem conseguir lidar com tudo o que está sentindo. Acolher não é dizer "sim" para tudo Muitas vezes, aquilo que parece uma reação exagerada nasce do acúmulo de pequenas frustrações, excesso de estímulos ou mudanças na rotina. Compreender o contexto ajuda muito mais do que olhar apenas para a crise. De toda forma, entender o sentimento da criança não significa abrir mão dos limites. Segundo a psicóloga, ceder sempre para parar a crise vai indicar ao pequeno que insistir é uma forma eficaz de conseguir o que deseja. O equilíbrio está em validar a emoção, mas manter a direção da situação. "Você pode dizer: 'Eu sei que você ficou bravo porque queria continuar brincando. Eu entendo. Mas agora é hora de ir para casa.' A criança recebe duas mensagens importantes ao mesmo tempo: que seus sentimentos são compreendidos e que o limite continua existindo", orienta a terapeuta Juliana Selegatto. Outras atitudes que também ajudam incluem: Investir em uma rotina previsível. Sono adequado. Alimentação regular. Baixo nível de estímulos. Oferecer pequenas escolhas compatíveis com a idade (por exemplo: sugerir que decida entre duas roupas favorece a autonomia e reduz conflitos). Avisar alguns minutos antes das mudanças. Quando a birra merece atenção Na maioria das crianças, as birras diminuem naturalmente conforme a linguagem, o autocontrole e a capacidade de lidar com as emoções se desenvolvem. Ainda assim, vale procurar ajuda quando as crises são muito intensas, frequentes, demoradas, envolvem agressões ou começam a prejudicar a rotina da criança e da família. A neuropsicóloga reforça que os pais não precisam ser perfeitos. Haverá dias em que perderão a paciência e isso faz parte. Nesses casos, pedir desculpas e retomar a conversa quando todos estiverem mais calmos também é uma forma de educar. Isso porque gritos, ameaças e punições podem interromper o comportamento por medo, mas não ensinam a criança a regular suas emoções. "Toda birra passa. Mas a forma como os adultos respondem a ela deixa marcas importantes no desenvolvimento emocional da criança”, finaliza a especialista.
Mesmo desafinada, a voz dos pais acalma o bebê
Não é preciso ter afinação nem conhecer um grande repertório. Para o bebê, a voz familiar de quem cuida pode ser mais reconfortante do que uma música executada com perfeição. Nessas horas, importa menos a técnica e mais a presença de quem canta. Repetido na rotina, o canto se associa ao colo, à segurança e ao acolhimento, fortalecendo o vínculo desde os primeiros meses de vida. A musicoterapeuta comportamental Michelle de Melo explica que, quando um adulto canta para o bebê, o momento favorece a liberação de substâncias relacionadas ao relaxamento, ao prazer e ao fortalecimento do laço afetivo. "Não se trata de performance. Trata-se de vínculo entre pais e bebê. A pessoa pode ser afinada ou desafinada: o que mais importa é essa interação, que também estimula o desenvolvimento da linguagem", destaca a especialista. Voz dos pais vale mais que playlist Mesmo uma música tecnicamente perfeita dificilmente vai substituir a voz de quem cuida do bebê. Isso porque ela faz parte da história da criança desde a gestação e vem acompanhada de muitos outros estímulos que nenhuma gravação pode reproduzir. Enquanto canta, o adulto também estabelece contato visual, embala o nenê, oferece colo, troca olhares e cria uma interação afetiva. É esse conjunto que torna a experiência tão aconchegante. É por isso que ouvir uma playlist pode até fazer parte da rotina, mas ela não é tão eficaz quanto a presença, o calor humano e a troca que acontecem quando alguém canta diretamente para o pequenino. Momentos em que vale cantar Segundo a especialista, a música pode acompanhar diferentes momentos do dia e ajudar a dar ritmo à rotina da criança. Assim, a proposta muda conforme a situação e não precisa ficar restrita à hora de dormir. Ela pode aparecer: durante as brincadeiras; na troca de fraldas; na hora das refeições; enquanto os brinquedos são guardados; no preparo para o sono, com canções mais lentas, luzes reduzidas e longe das telas. Quanto mais cedo esse contato acontecer, melhor. Os balbúcios que costumam surgir por volta dos cinco ou seis meses, por exemplo, fazem parte da exploração da própria voz e ajudam a construir, mais adiante, as primeiras palavras. Existe uma música certa? Não existe um repertório ideal. Algumas crianças gostam de cantigas infantis, enquanto outras se acalmam com músicas que já faziam parte da rotina da família durante a gestação. O mais importante é que aquela canção tenha significado para quem canta e seja compartilhada com presença e afeto. Por outro lado, as músicas infantis ainda podem ampliar o vocabulário, estimular gestos, favorecer a compreensão da linguagem e enriquecer as interações do dia a dia - o que não significa que elas sejam a única opção, lembre-se! "A voz mais bonita para o bebê é a voz dos pais e cuidadores. É essa voz que ele conhece desde a gestação e que fortalece o elo afetivo. O que faz diferença não é cantar perfeitamente, mas estar presente", conclui a musicoterapeuta Michelle de Melo.
Meu bebê vive assado: com o que preciso me preocupar?
Assadura é comum em bebês, mas não deve ser encarada como algo “normal” quando persiste, piora ou vem acompanhada de outros sinais. Observar a evolução da pele, os hábitos do dia a dia e a resposta aos cuidados básicos ajuda a entender quando é possível resolver em casa e quando é hora de procurar ajuda médica. A pediatra Greter Fernandez dá nome ao problema: dermatite de fralda. Na maioria das vezes, surge pela combinação de umidade, atrito, urina e fezes em contato prolongado com a pele. Uma assadura pontual não é problema, mas não melhorar ao cuidar ou reaparecer com certa frequência é sinal de alerta. Nesses casos, a persistência do quadro indica que pode haver algo além da irritação simples. Segundo a médica, a falta de resposta às medidas básicas já é motivo para observar com mais atenção, especialmente nos primeiros meses de vida, quando a pele do bebê é ainda mais sensível. De olho nos sintomas Alguns sinais indicam que a irritação ultrapassou o esperado. Entre eles estão: fissuras; crostas; secreção purulenta; sangramento; lesões que se estendem para além da área da fralda, atingindo abdome ou dobras. A ginecologista também orienta que a atenção deve ser redobrada se a assadura vier acompanhada de sintomas gerais, como: febre, vômitos persistentes, diarreia com sangue ou dificuldade de ganho de peso. Se acontecer, leve ao médico rapidamente. Por que alguns bebês vivem “assados” As trocas de fraldas são frequentes e os cuidados, certinhos, mas a tal da assadura permanece. Essa é uma queixa recorrente entre os pais e o motivo mais comum é a dermatite de contato irritativa, que gera a sequência dos episódios. Outras causas apontadas pela especialista são: infecções fúngicas, como a candidíase intertriginosa, dermatite atópica localizada e, mais raramente, psoríase inversa. Já nos quadros persistentes e resistentes, vale investigar alergia alimentar, especialmente ligada à proteína do leite de vaca. Por último, hábitos do dia a dia também influenciam diretamente a evolução da irritação, incluindo: uso frequente de lenços umedecidos com álcool, fragrâncias ou outros ingredientes irritantes; fraldas apertadas ou que retêm muita umidade; pouca ventilação da pele; limpeza agressiva. A causa exata, bem como o tratamento ideal, só podem ser confirmados por um médico, viu? Como diferenciar os tipos de assadura A dermatologista Raquel de Carvalho reforça que as assaduras não são todas iguais. Para entender o que está acontecendo, ela indica observar o padrão das lesões. Assadura comum: causa vermelhidão, está relacionada à umidade e ao atrito, e melhora rapidamente com higiene adequada e uso de pomadas de barreira. Dermatite de contato: geralmente surge após a introdução de novos produtos e provoca mais coceira do que o quadro comum, além de não poupar as “dobrinhas” do bebê. Infecção fúngica: o vermelho da pele é mais intenso, sobretudo nas dobras, com pequenas manchas vermelhas ao redor e fissuras. Há pouca resposta às pomadas comuns. Dermatite atópica: manifesta-se na área da fralda com lesões mais crônicas, extensas e com coceira em outras regiões do corpo. Independentemente do motivo, é fundamental ficar de olho para reconhecer os sinais e buscar avaliação profissional qualificada do pediatra ou dermatologista. O jeito certo de trocar a fralda Para reduzir o risco de assaduras, as especialistas recomendam: Trocar a fralda com frequência, principalmente após evacuações. Higienizar suavemente, preferencialmente com algodão e água morna ou lenços sem álcool e fragrância. Secar bem a pele, cuidando das dobrinhas. Permitir períodos sem fralda, sempre que possível. Aplicar cremes de barreira em pele limpa e seca. Evitar produtos irritantes e fraldas mal ajustadas. Também é importante lembrar que cada bebê pode ter necessidades específicas. Por isso, as consultas de rotina com o pediatra são muito importantes. Atenção especial aos casos persistentes A dermatologista Raquel de Carvalho alerta que, quando a assadura não responde ao tratamento habitual ou vem acompanhada de sintomas digestivos e cutâneos, é necessária uma investigação maior para orientar um tratamento eficaz. Já a pediatra Greter Fernandez destaca que a educação dos pais é essencial para prevenção e manejo corretos. Afinal, a monitorização parental ao longo do tempo ajuda na identificação de condições que exigem acompanhamento.
Cabelo cacheado infantil pode ter diferentes curvaturas
Ondulado em uma parte, com cachinhos bem definidos em outra e mais crespo em uma terceira região. Diferentemente do que muitos pensam, encontrar diferentes curvaturas no cabelo de uma mesma criança é completamente comum. Priscila do Vale, cabeleireira especialista em cachos e crespos, explica que essas variações estão relacionadas, principalmente, à estrutura do folículo e à forma como cada fio nasce. Por isso, frente, laterais, topo e nuca nem sempre apresentam o mesmo padrão. Outros fatores, como atrito, comprimento, densidade, umidade e hábitos de cuidado, também podem interferir na aparência de cada região. “Entender essas particularidades é o primeiro passo para cuidar dos cabelinhos sem tentar encaixá-los em um único padrão”, orienta a profissional. Ondulado, cacheado ou crespo? De maneira simplificada, as curvaturas podem ser observadas a partir do formato dos fios. Entretanto, mais do que buscar uma classificação numérica exata, vale prestar atenção em como o cabelo da criança se comporta no dia a dia: Ondulados: apresentam ondas geralmente mais abertas; Cacheados: formam espirais ou cachos mais definidos; Crespos: costumam ter um padrão mais fechado, diferentes formatos e bastante encolhimento. Também ajuda observar quanto os fios encolhem e como reagem à água, ao creme, ao desembaraço e à finalização - sem esquecer que mais de uma dessas características pode aparecer na mesma cabecinha. View this post on Instagram A post shared by Priscila Do Vale | Cabelos Cacheados SP (@priscila.do.vale) Diferentes curvaturas, diferentes cuidados A cabeleireira Priscila do Vale explica que algumas regiões podem, sim, pedir pequenas adaptações na rotina, mas isso não significa que cada parte precisará de etapas totalmente diferentes. Uma área mais crespa ou com maior encolhimento, por exemplo, pode exigir atenção extra no desembaraço, enquanto fios mais finos ou ondulados tendem a pesar com maior facilidade diante do excesso de produto. No dia a dia, algumas medidas ajudam a preservar as estruturas capilares: priorize produtos infantis adequados às necessidades do cabelo; desembarace os fios úmidos, com um produto que ofereça lubrificação, começando pelas pontas e avançando em direção à raiz; use pouco produto na finalização para driblar peso e acúmulo; evite desembaraçar o cabelo seco à força, fazer penteados muito apertados ou recorrer ao calor, se não for necessário. “O caminho é manter cuidados equilibrados e ajustar, quando necessário, a quantidade de produto e as formas de desembaraçar e finalizar”, aconselha a especialista. Cachinhos podem mudar com o crescimento Sim, isso realmente pode acontecer e faz parte das transformações capilares naturais. A profissional explica que o formato e o comportamento dos fios tendem a se modificar conforme a criança cresce, principalmente entre a infância e a puberdade. “Com o tempo, o cabelo pode ficar mais ou menos definido, apresentar curvaturas mais abertas ou fechadas, ganhar volume ou revelar novas diferenças entre as regiões”, observa Priscila do Vale. A recomendação para essas fases é acompanhar as mudanças em vez de esperar que os fios permaneçam sempre dentro de uma única classificação. Além disso, a delicadeza continua sendo a palavra de ordem para lavar, hidratar, condicionar, proteger e cuidar. Cada cabelinho tem seu jeito Lembrete: mais importante do que conseguir cachos iguais ou perfeitamente definidos é ensinar a criança a reconhecer as características naturais do próprio cabelo, sem comparações ou expectativas estéticas. Nesse sentido, pais, responsáveis e profissionais podem contribuir para que a criança valorize seu cabelo por meio de uma rotina saudável, prática e adequada às necessidades de cada fase. “Cabelos infantis não precisam ser domados; mas cuidados”, resume a cabeleireira, que incentiva o respeito às texturas, diferenças e transformações em todas as etapas da vida.
Meu filho quer copiar o cabelo dos amigos. Devo deixar?
Quando o filho pede para fazer o cabelo igual ao dos outros meninos que convive, alguns pais podem se sentir bastante incomodados. A reação costuma vir carregada de julgamentos: “acho feio”, “isso não combina” ou “não gosto desse estilo”. Mas, para a criança, o corte pode significar muito mais do que moda e estética. Flávia Magalhães, empresária e mãe de um menino de 10 anos, viveu essa situação durante a Copa do Mundo de 2022, quando os colegas começaram a copiar os cortes dos jogadores e o filho quis fazer o mesmo. Ela conta que já imaginava que isso aconteceria em algum momento, lembrando da fase em que seu irmão mais novo quis usar o famoso moicano do Neymar. “Há muito tempo é moda copiar o cabelo de jogadores famosos e a Copa amplia isso. Querer fazer um corte com os amigos também pode ter relação com se sentir parte daquele grupo e acho isso bacana”, comenta a mãe. Ela conta que torceu o nariz para alguns estilos, mas acha importante que o menino tenha essa experiência. Pertencimento e identidade Segundo a psicóloga Ana Paula Martins, especialista em educação, a forma de se vestir (e de cortar o cabelo) desempenha papel fundamental na formação da identidade e da autoestima infantil. Isso porque a maneira como a criança se apresenta influencia também como ela se enxerga e como é vista pelo meio em que vive. “Na infância e adolescência, o desejo de copiar colegas pode ser visto como uma fase social normal. Imitar roupas, cortes ou até falas representa, emocionalmente, a busca por aceitação, segurança e pertencimento ao grupo social”, explica a profissional. Fatores externos ajudam a consolidar esse movimento. Normas de pertencimento e referências do ambiente destacam o grupo ao qual a criança quer se vincular, reforçando símbolos visuais (e de aparência) como forma de integração. Nunca diga que é feio Para a especialista, classificar como “feio” algo que o filho gosta pode ter impacto negativo no desenvolvimento emocional. Esse tipo de fala tende a comprometer a autoestima e o senso de identidade, afetando a forma como o garoto passa a se perceber. Portanto, evite: Rotular como “feio”. Desqualificar o gosto da criança. Ironizar ou ridicularizar. Em vez disso, prefira: Perguntar o motivo da escolha. Validar o sentimento antes de opinar. Explicar seus valores com respeito. “O equilíbrio não está entre liberar ou negar tudo, mas em criar um espaço de diálogo sobre valores familiares, negociação e responsabilidade pelas próprias escolhas. A autonomia se sustenta de forma saudável quando há escuta e acolhimento”, reforça a psicóloga Ana Paula Martins. Até onde permitir De forma prática, vale ceder quando o pedido não oferece nenhum perigo. A especialista lembra que o aprendizado vem das vivências e fortalece o desenvolvimento ao longo do crescimento. Nesse sentido, os pais podem avaliar se: a escolha oferece risco físico ou psicológico; fere valores fundamentais da família; é apenas uma experimentação estética temporária; gera espaço para negociação e responsabilidade. A mãe Flávia Magalhães seguiu essa linha ao orientar o filho a escolher com consciência, lembrando que o cabelo levaria um tempo para crescer e não seria possível “colar de volta”. Ainda assim, incentivou a experiência porque, como diz, cabelo cresce e permitir essas escolhas também constrói memórias da infância.














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