Febre
Febre após a vacina: o que é esperado e os sinais de alerta
Apesar de extremamente necessárias para a saúde, as vacinas podem causar desconfortos. Dor local, irritabilidade, sonolência e, principalmente, febre são reações possíveis após a vacinação. Mas, mais do que olhar para o termômetro, vale prestar atenção no todo.
“É importante observar quando a febre começou, sua duração e como a criança está: ativa, mamando ou se alimentando, aceitando líquidos, fazendo xixi normalmente e mantendo um comportamento normal”, orienta a pediatra Gigliola Peláez.
Além disso, a médica lembra que as reações variam conforme a vacina. Por isso, não existe uma única temperatura ou um padrão que sirva para todas elas.
O que pode acontecer após a vacina
Febre, dor, sensibilidade, vermelhidão e um pequeno inchaço no local da aplicação são os efeitos mais esperados e costumam melhorar sozinhos em alguns dias. A criança também pode ficar mais sonolenta, irritada e ter menos apetite.
Quando as reações são leves, alguns cuidados ajudam a atravessar esse período com mais conforto:
ofereça líquidos com frequência;
mantenha a alimentação conforme a aceitação;
respeite a necessidade de descanso;
mantenha ou ofereça o aleitamento materno com maior frequência, conforme a demanda e a aceitação do bebê;
faça compressa fria no local da aplicação, sem apertar ou massagear.
Outra estratégia que começa ainda na picadinha é a mamanalgesia, ou seja, amamentar durante ou imediatamente antes e depois da vacina pode ajudar a diminuir o estresse e o desconforto por meio da sucção, do contato e do acolhimento materno.
Quando procurar atendimento
Segundo a especialista Gigliola Peláez, medicamentos antitérmicos ou analgésicos não devem ser oferecidos por conta própria, sobretudo aos bebês. Se a temperatura continuar alta e o estado geral da criança não for bom, a recomendação é consultar o pediatra.
No entanto, alguns sinais exigem uma avaliação mais rápida. Entre eles estão:
dificuldade para respirar;
inchaço importante no rosto, nos lábios ou na garganta;
desmaio ou convulsão;
prostração intensa ou alteração importante da consciência;
redução importante das mamadas ou do xixi;
piora significativa do estado geral.
“Na dúvida, principalmente quando se trata de um bebê pequeno, é melhor buscar orientação médica do que tentar interpretar o quadro apenas pela temperatura”, afirma a pediatra.
Nem sempre a culpa é da vacina
Vale lembrar que reações leves não significam que a vacina esteja fazendo mal: a vacinação é uma importante forma de proteção contra doenças que podem ser graves.
Além disso, alguns sintomas podem surgir após a dose e não ter, necessariamente, uma relação com ela. Por isso, quando os cuidadores identificam sinais fora dos esperados, é recomendado procurar o médico.