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Bebê deve tomar banho de sol? Pediatra tira as dúvidas
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Bebê deve tomar banho de sol? Pediatra tira as dúvidas

Equipe Baruel Baby
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Por muitos anos, o banho de sol foi visto como parte quase obrigatória da rotina do bebê e, ainda hoje, a ideia de colocar o recém-nascido na luz solar para “fortalecer” ou ajudar na vitamina D ainda gera dúvidas entre pais e cuidadores. Será que essa prática é realmente recomendada?

A pediatra Ana Maria Melo, do Hospital Samaritano Higienópolis, da Rede Américas, é direta sobre o assunto: não há recomendação médica para banho de sol em bebês, principalmente nos primeiros meses de vida. Isso porque, abaixo dos seis meses, a pele ainda é muito fina e sensível.

“A camada da epiderme nessa fase é delicada e mais vulnerável à radiação solar. Por isso, expor o bebê ao sol como prática rotineira, mesmo com proteção, não faz parte das orientações pediátricas atuais”, esclarece a médica.

E a vitamina D?

O principal argumento a favor do banho de sol costuma ser a síntese de vitamina D. Essencial para o sistema imunológico e saúde óssea, a forma mais habitual de adquiri-la é com exposição solar. Só que isso não vale para os bebês.

Apesar de se tratar de um grande benefício na pele, a especialista observa que a pediatria recomenda suplementar a vitamina D para os bebês até os dois anos. Ou seja, como a suplementação já é prescrita nesse período, o banho de sol não é visto como necessário para esse fim e passa a não ter nenhum benefício (ou indicação) nessa fase.

Cenário muda depois dos seis meses

Após completar seis meses, o bebê não precisa ser, necessariamente, exposto à luz solar direta – continua não havendo recomendação médica para isso. Mas como a situação pode ocorrer, são orientados cuidados totalmente indispensáveis, sobretudo até os dois anos.

Entre as principais medidas, a pediatra Ana Maria Melo destaca:

  • uso de proteção física, como roupinhas com proteção ultravioleta A e B;
  • uso de filtro solar mineral específico para a faixa etária.

O melhor horário

Conforme a criança cresce e passa a ter mais autonomia, é natural ficar mais exposta ao ambiente. Idas à praia, brincadeiras no parque e o caminho para a escola são exemplos de uma rotina saudável, que inclui a luz e o calor do sol.

Entretanto, essa exposição direta deve acontecer em momentos seguros. “Para crianças maiores, especialmente acima de dois anos, os horários considerados menos prejudiciais, com menor radiação, são antes das 10 horas e após as 16 horas”, ensina a médica.

Jogo rápido

Para não restarem dúvidas sobre banhos de sol em bebês e crianças, relembre as orientações:

Até seis meses: não se recomenda exposição solar.
Dos seis meses aos dois anos: não há recomendação, mas pode acontecer com barreiras (roupas específicas e protetores solares infantis).
Após os dois anos: pode ocorrer, preferencialmente até as 10 horas ou após as 16 horas.
Em qualquer idade: evitar exposição prolongada e em horários críticos e sempre seguir as orientações individuais do pediatra ou dermatologista.

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