Desodorante para os Pés Jato Seco Sem Perfume 92g / 150ml – Tenys Pé Baruel
Desodorante para os pés jato seco sem perfume. Combate de 99% dos fungos e bactérias. Não deixa resíduos.
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Desodorante para os pés jato seco sem perfume. Combate de 99% dos fungos e bactérias. Não deixa resíduos.
ComprarQuantidade
150 ml
Benefícios
• Antisséptico
• Combate 99% de Fungos* e Bactérias**
• Ajuda a evitar frieiras e micoses
• Elimina o mau odor
• Dermatologicamente testado
• Ideal nas atividades esportivas
Dicas de Uso
Agite antes de usar o Tenys Pé Sem Perfume Jato Seco
Aplique o produto a uma distância de 15 cm dos pés.
Espere secar antes de calçar meias e/ou calçados.
Resultado
O jato seco proporciona rápida absorção e não deixa resíduos visíveis nos pés.
Pés secos e cheirosos com proteção diária.
Pés livres de fungos* e bactérias**
Ingredientes
INGREDIENTS: BUTANE, ISOBUTANE, PROPANE, ALCOHOL, CYCLOPENTASILOXANE, ISOPROPYL PALMITATE, DECYLENE GLYCOL.
Mais sobre Desodorante para os Pés Jato Seco Sem Perfume 92g / 150ml – Tenys Pé Baruel
Desodorante para os pés Tenys Pé Baruel Sem Perfume Jato Seco oferece ação antisséptica e combate 99% dos fungos* e bactérias**. Ajuda a evitar frieiras e micoses nos pés. Ideal para quem prefere produtos sem perfume.
Mantém os pés sempre secos, cheirosos e protegidos com ação desodorante, além de ajudar na conservação do calçado.
Não deixa resíduos e é fácil de aplicar. O desodorante Tenys Pé Baruel Sem perfume Jato Seco elimina o mau odor.
Ideal para antes e depois de atividades esportivas.
Dermatologicamente testado. O Tenys Pé Sem Perfume é discreto e neutro, sem perder o poder de proteção.
Fungos* Trichophyton Interdigitale, Trichophyton Rubrum.
Bactérias** Staphylococcus Aureus, Corynebacterium Xerosis
Recomendações
Uso externo. Não ingerir. Manter fora do alcance de crianças. Usar sob orientação de um adulto. Não usar se a pele estiver irritada ou lesionada. Evitar contato com os olhos, caso isto ocorra, enxágue abundantemente com água. Usar somente nas áreas indicadas seguindo as instruções do modo de uso. Evite a inalação direta deste produto. Em caso de irritação suspender imediatamente o uso e procurar um médico. Conservar em local seco e fresco. Não indicado para cuidados íntimos.
Inflamável. Não perfurar, nem incinerar, mesmo depois de vazio. Recipiente sob pressão: pode estourar se aquecido. Mantenha a lata longe do calor, superfícies quentes, faíscas, chamas abertas e outras fontes de ignição. Não pulverize sob chamas e outras fontes de ignição. Não expor ao sol nem a temperaturas superiores a 50°c. Proteger os olhos durante a aplicação. Não reutilizar a embalagem para outros fins.
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Perguntas frequentes
Tenys Pé foi desenvolvido com ingredientes que agem eficazmente no controle da transpiração excessiva, eliminando fungos e bactérias que causam odores.
Conheça o Universo do Pé
Como é a estrutura do pé?
A estrutura do pé é essencial para todas as nossas tarefas do dia a dia. Além de sustentar o peso do nosso corpo, ele é fundamental para nossa mobilidade. E tem suas peculiaridades: você sabia que o pé tem quase um quarto dos ossos do corpo inteiro — e o tendão mais forte de todos? “Esse nosso membro inferior tem uma infraestrutura maravilhosa para suportar todo o nosso peso, com músculos, ossos, ligamentos e tendões. O conjunto de tudo isso faz com que nós consigamos andar, pular, correr, saltitar e, principalmente, suportar o nosso corpo”, define o podólogo Magno Queiroz, CEO do Grupo São Camilo. Para dar conta de tudo isso, cada pé tem 26 ossos, 30 articulações e mais de 100 músculos, tendões e ligamentos — todos trabalhando juntos para nos dar suporte, equilíbrio e mobilidade. Estrutura do pé Resumidamente, a estrutura do pé se divide em: Ossos Quase um quarto dos ossos do corpo está em nossos pés. O calcâneo é o maior deles e forma o osso do calcanhar. Como na mão, cada dedo é formado por uma série de ossos articulados entre si — a parte central é o metatarso, e as pontas são as falanges. As articulações entre os ossos dão flexibilidade aos pés e nos permitem fazer movimentos variados. Os ossos dos pés funcionam como um amortecedor natural, pois absorvem choques e se adaptam a superfícies irregulares. E também são eles que nos dão estabilidade e permitem uma distribuição uniforme do peso. Ao longo da vida, ouvimos bastante falar de dois deles, que são os que mais costumam ter problemas. Um é o metatarso do dedão do pé, pois, quando uma saliência se forma nesse osso, aparece a joanete. Outro é o calcâneo, que pode crescer e causar dor na sola do pé. Músculos, tendões e ligamentos Vinte músculos dão forma ao nosso pé, além de suporte ao arco do pé e mobilidade. Entre eles estão os extensores, que ajudam a levantar os dedos dos pés para darmos um passo, e os flexores, que estabilizam os dedos dos pés. Já os tendões prendem os músculos aos ossos e aos ligamentos que mantêm esse esqueleto unido no arco do pé. O mais conhecido, claro, é o tendão de Aquiles, que vai do músculo da panturrilha até o calcanhar e nos permite correr, pular, subir escadas e ficar na ponta dos pés. Apesar de a mitologia grega ter popularizado a ideia de que o “calcanhar de Aquiles” é o nosso ponto fraco, esse é o tendão mais forte e mais espesso do nosso corpo. Essa estrutura toda conta também com os ligamentos. O mais longo de todos é a fáscia plantar, uma faixa que percorre a sola do pé, do calcanhar aos dedos, formando seu arco. Ela se alonga e se contrai para nos ajudar a nos equilibrar e dar força ao pé para caminhar. Mas, quando inflama, temos a fascite plantar, que causa dores fortes na parte de baixo da estrutura do pé. Pele A pele do pé é um pouco diferente da do resto do corpo. “É uma pele mais grossa, com mais camadas. E, por não ter pelos, a planta do pé não tem oleosidade, como a palma da mão”, explica Armando Bega, podólogo responsável pelo Instituto Científico de Podologia, presidente da Associação Brasileira de Podólogos e especialista em Podiatria. Na pele dos pés está também a maior concentração de glândulas sudoríparas do nosso corpo —em cada centímetro quadrado temos de 250 a 550 dessas glândulas. “Estamos falando em mais ou menos 250 mil glândulas sudoríparas presentes nos nossos pés, localizadas profundamente na pele ou no tecido subcutâneo”, afirma Renato Butsher Cruz, docente do curso técnico em Podologia do Senac Osasco. Essas glândulas secretam o suor, composto por água, cloreto de sódio, ureia, ácido úrico e amônia. O suor não tem cheiro, mas, ao entrar em contato com as bactérias e fungos que vivem naturalmente na pele do pé, produz o mau odor — que pode ser evitado com o uso de desodorantes para os pés. “Pensando na quantidade de suor que nossos pés produzem, dá para entender os cuidados que temos que ter com eles todos os dias”, completa Cruz.
O que é o pé diabético e quais são os cuidados essenciais?
Quem tem diabetes precisa caprichar na hidratação e checar os pés todo dia para evitar feridas que prejudiquem sua saúde. Algumas pessoas que têm diabetes podem desenvolver uma condição chamada de “pé diabético”. Isso acontece quando se tem uma ou mais complicações do diabetes, como neuropatia (que afeta o funcionamento dos nervos), circulação reduzida ou deformidades na estrutura do pé. A neuropatia causa uma perda de sensibilidade que não deixa a pessoa sentir dor e desconforto nos pés se tiver uma irritação na pele, que pode virar uma ferida (ou úlcera). “Essa ferida é a uma causa importante de amputação”, alerta a endocrinologista Sharon Nina Admoni, responsável pelo ambulatório de pé diabético do grupo de diabetes do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e médica do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês. Já a doença vascular reduz a circulação nas pernas e nos pés devido ao acúmulo de placas de gordura na parede das artérias, dificultando a cicatrização de feridas e piorando o inchaço. E a deformidade dos pés, combinada com a neuropatia e/ou a diminuição da circulação, pode levar ao desenvolvimento de uma ferida que pode ter graves consequências. “Essa ulceração é mais comum na planta do pé. Se não for tratada, pode destruir os tecidos mais profundos, levando à amputação”, explica Roseanne Montargil Rocha, enfermeira especialista em Estomaterapia e coordenadora do Departamento do Pé Diabético da Sociedade Brasileira de Diabetes. Um sapato apertado, uma pedrinha na meia ou uma pressão sob determinada área do pé, por exemplo, cria uma calosidade. “Por baixo desse calo pode acontecer uma hemorragia, que não é sentida por causa da perda de sensibilidade e dá origem à úlcera, que afeta as camadas por baixo da pele”, diz Admoni. Nesses casos, é preciso consultar um especialista para remover o calo e tratar a lesão ou infecção — e jamais fazer isso em casa. Isso porque, dependendo da seriedade do problema, será preciso debridar a úlcera, ou seja, remover o tecido que necrosou e limpar a lesão para deixar somente a pele e os tecidos saudáveis. Como cuidar do pé diabético Como quem tem pé diabético pode não sentir dor ao se ferir ou ao pisar de maneira diferente por causa de alterações na estrutura do pé, precisa dedicar um tempinho ao cuidado diário com os pés. “Essa inspeção deve ser feita todo dia, especialmente em caso de perda de sensibilidade”, diz Rocha. Para começar essa rotina diária de cuidado, a Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda observar a textura da pele e ver se algum ponto está mais áspero ou ressecado —especialmente no calcanhar— e se há calosidades, vermelhidão, inchaço, rachaduras na pele ou aumento da temperatura, que podem ser indícios de uma infecção. Na rotina de cuidado, também é importante afastar os dedos dos pés para procurar feridas ou um aspecto esbranquiçado na pele, que pode sinalizar a presença de micoses (como as frieiras). E, claro, manter os hábitos de higiene, como lavar e secar bem os pés e, principalmente, aplicar hidratante específico para eles. “A neuropatia deixa o pé mais ressecado, mais propenso a ter rachaduras e fissuras”, afirma Admoni. Uma vez por semana, é bom fazer uma esfoliação nos pés. Os esfoliantes removem as células mortas da superfície da pele e estimulam sua renovação, além de preparar a pele para absorver melhor o hidratante. Quem tem pé diabético precisa de calçados especiais? Outra recomendação importante é nunca andar com os pés descalços, especialmente quem tem neuropatia, porque isso aumenta as chances de machucar os pés sem perceber e pode causar úlceras. Os calçados devem estar na medida certa: nem muito apertados nem muito largos, para não causar bolhas e outras feridas por causa do atrito. “O calçado inadequado é a principal causa externa das ulcerações no pé”, afirma Rocha. Além disso, deve ter um solado rígido. “Assim, ele organiza o caminhar e distribui de maneira melhor as pressões sobre os pés”, completa Admoni. “Também é importante, especialmente para quem tem neuropatia, que o calçado tenha um contraforte. É aquela estrutura na parte do calcanhar, para que o pé não escorregue.” Para não machucar o pé, escolha calçados sem costuras internas ou rebarbas e feitos de materiais macios. Com eles, é bom usar meias de algodão, também sem costuras, e de preferência claras, que “denunciam” se houver algum machucado. Se a meia tiver costuras, o melhor é usá-la do avesso. 5 dicas para a saúde do pé Verifique sempre a glicemia para mantê-la sob controle; Inspecione seus pés diariamente para ver se existe alguma lesão, inchaço ou aumento de temperatura; Aplique hidratante todo dia para melhorar a qualidade da pele; Use calçados adequados, de solado rígido, para dar apoio aos pés; Se descobrir alguma lesão, procure auxílio médico — não tente tratar em casa.
Como prevenir lesões nos pés causadas pelo esporte
A prática esportiva traz inúmeros benefícios para a saúde, mas também pode ser acompanhada de desafios, como o risco de lesões nos pés. Quando não prevenidos ou tratados incorretamente, esses machucados podem comprometer a performance e até mesmo afastar o atleta das atividades. Mas, afinal, por que isso acontece? Segundo o fisioterapeuta Bernardo Sampaio, diretor clínico do ITC Vertebral de Guarulhos, fatores como volume elevado de atividade sem descanso adequado, aumento brusco na intensidade dos treinos e o uso de calçados inadequados estão entre os principais responsáveis por lesões nos pés durante a prática esportiva. Principais lesões nos pés O profissional explica que as lesões mais recorrentes incluem: Fratura nos ossos do pé: especialmente no metatarso, causada por traumas diretos, comuns em esportes de contato; Entorse de tornozelo: resultado de movimentos bruscos ou torções; Fasciopatia plantar: inflamação na fáscia plantar, tecido que sustenta a sola do pé; Tendinopatia: acomete os tendões, como o de Aquiles, frequentemente sobrecarregados; Fratura de tornozelo: lesão grave que pode ocorrer em atividades de alta intensidade. Porém, nem toda dor súbita durante a prática esportiva indica, necessariamente, uma lesão. "Pode ser apenas uma contratura muscular sem gravidade", exemplifica o profissional. Mesmo assim, é importante estar atento a dores persistentes ou limitantes durante e após a atividade. Esportes com maior risco de lesões nos pés Embora qualquer modalidade possa lesionar os pés, alguns esportes apresentam mais chances, como a corrida de rua e os chamados esportes de contato, a exemplo do futebol, devido à maior incidência de lesões. “A corrida apresenta alto índice de lesões em membros inferiores, enquanto o futebol é marcado por entorses e fraturas devido ao contato físico”, observa o diretor clínico. Apesar de as fraturas decorrentes de traumas serem difíceis de evitar, outras lesões podem, sim, ser prevenidas com estratégias simples, mas realmente eficazes. Veja as recomendações de Sampaio: Fortalecimento muscular: trabalhar não só os pés, mas todo o membro inferior, para garantir suporte adequado durante os movimentos esportivos; Escolha de calçados apropriados: usar tênis que ofereçam suporte, amortecimento e sejam adequados ao tipo de atividade praticada; Treinos progressivos: evitar aumentar a intensidade ou duração dos exercícios de forma abrupta; Mobilidade articular e alongamento: apesar de o alongamento isolado não prevenir lesões, quando combinado com exercícios de mobilidade, contribui para a flexibilidade e resistência. Tratamento e retorno às atividades Lesões esportivas costumam demandar tratamento multidisciplinar, envolvendo ortopedistas e fisioterapeutas. “A fisioterapia é essencial tanto para a recuperação quanto para a prevenção de recorrências”, ressalta Bernardo. Em muitos casos, pode ser necessário reduzir o volume de atividade ou até interromper temporariamente, dependendo da gravidade da lesão. Além de tratar as lesões, a fisioterapia desempenha um papel preventivo. “Com uma avaliação funcional detalhada e um plano de tratamento personalizado, é possível retornar às atividades com segurança e evitar novas lesões”, garante o profissional.
Erros no spa dos pés que ressecam ainda mais a pele
O spa dos pés é normalmente associado a relaxamento e hidratação, mas alguns hábitos comuns podem ter justamente o efeito contrário e, com isso, acabam ressecando a região. Água quente demais, excesso de lixa e produtos inadequados estão entre os principais vilões que comprometem a barreira natural da pele. A podóloga Francisca Sousa explica que muitos erros acontecem por excesso de zelo. Passar do ponto no cuidado pode fazer com que a pele perca sua proteção natural e entre em um ciclo de ressecamento e sensibilidade. 7 erros para não repetir em casa A seguir, a profissional lista questões que devem ser consideradas no spa dos pés caseiro. Confira: 1. Usar água em temperatura elevada. Água quente no spa dos pés promove conforto imediato, mas causa prejuízo depois. Apesar da sensação relaxante, a água quente é um dos maiores erros no spa dos pés. Isso porque remove a oleosidade natural da pele e facilita a evaporação da água, deixando os pés mais secos e sensíveis. O ideal é optar sempre por água morna e limitar o tempo de imersão. 2. Lixar demais. Outro equívoco frequente é lixar os pés com muita frequência. A remoção constante do excesso de pele faz com que o organismo reaja como forma de defesa e provocando um efeito indesejado, que é justamente estimular o espessamento da região. Com o tempo, isso agrava o ressecamento e favorece fissuras. 3. Esfoliar em excesso. A mesma questão da frequência intensa vale para a esfoliação exagerada, que pode gerar o chamado efeito rebote: a pele fica mais sensível e perde hidratação com mais facilidade. 4. Adotar produtos inadequados. Fórmulas com álcool, ácidos fortes ou perfumes demais podem agredir a pele, causando ardor, descamação e ressecamento. A recomendação é escolher itens específicos para os pés, com foco em hidratação e reparação da barreira cutânea. 5. Hidratar de forma incorreta. A hidratação não significa apenas passar cremes nos pés. A forma de aplicar o hidratante também faz diferença. Usar pouca quantidade de produto ou não “selar” a hidratação reduz a absorção e a durabilidade do efeito. Aplicar o creme com a pele levemente úmida ajuda a reter água e potencializa o resultado. 6. Confundir ressecamento com rachaduras. Essas condições não pedem a mesma abordagem. Enquanto o ressecamento responde bem a hidratantes, as fissuras exigem produtos mais específicos, com ação reparadora. 7. Não “proteger” a hidratação. Após o spa, deixar os pés sem algum tipo de proteção compromete todo o cuidado. Sem o uso de meias ou outro tipo de barreira, a pele perde rapidamente a hidratação por atrito e evaporação. “Com equilíbrio e escolhas corretas, o spa dos pés deixa de ser um vilão e passa a ser um aliado real no cuidado com a pele”, orienta a podóloga Francisca Sousa, O que realmente funciona no spa dos pés Para que o spa dos pés ajude a recuperar a maciez da pele, alguns cuidados simples fazem toda a diferença. Anote aí: Usar água morna e evitar longos períodos de imersão; Aplicar hidratantes com a pele ainda levemente úmida; Escolher produtos adequados e suaves; Evitar lixas e esfoliações frequentes; Proteger os pés após o procedimento; Manter regularidade, sem excessos.
Como é a estrutura dos pés?
Os pés são estruturas anatômicas fascinantes que desempenham funções essenciais para o movimento, o equilíbrio e o suporte do corpo. Formados por uma complexa rede de ossos, músculos, tendões e ligamentos, não apenas sustentam o peso corporal, mas também amortecem impactos e se adaptam a diferentes terrenos e condições, inclusive, na prática de esportes. Falando sobre anatomia e estrutura dos pés, o membro é composto por 26 ossos, 33 articulações e mais de 100 ligamentos e tendões. “O maior osso do pé é o calcâneo, essencial para absorver impactos durante a marcha. Já os arcos plantares conferem flexibilidade e ajudam na adaptação ao terreno, enquanto a sensibilidade tátil oferece equilíbrio e percepção ambiental”, descreve a ortopedista Danielle Meloni, especialista em soluções não cirúrgicas para dores. Embora sejam muitas nomenclaturas para memorizar, a estrutura dos pés no que diz respeito à parte óssea do pé pode ser dividida em três partes principais, facilitando a compreensão: 1. Tarso (parte posterior): inclui ossos como calcâneo, tálus, cuboide, navicular e os três cuneiformes – medial, intermédio e lateral; 2. Metatarso (parte média): constituída pelos cinco ossos numerados de 1 a 5, que conectam o tarso às falanges; 3. Falanges (dedos): totalizam 14 ossos, sendo dois no dedão (falange proximal e distal) e três nos demais dedos (proximal, média e distal); “Essas estruturas trabalham juntas para fornecer estabilidade e mobilidade ao pé, essenciais para atividades como caminhar, correr ou saltar”, detalha a ortopedista. Tendões e musculatura Além dos ossos, os pés também possuem uma rede de tendões e músculos que garantem sua funcionalidade. Conheça a seguir: Tendões principais: Tendão de Aquiles conecta o músculo da panturrilha ao calcâneo, auxiliando na impulsão; Tibial posterior e anterior estabilizam o arco plantar e controlam o movimento do tornozelo; Fibular longo e curto ajudam na lateralidade do movimento; Tendões flexores e extensores controlam os movimentos dos dedos. Músculos intrínsecos e extrínsecos: Intrínsecos estão localizados dentro do pé e controlam movimentos finos, além de estabilizar o arco plantar; Extrínsecos são os localizados na perna e movimentam o pé e o tornozelo. “Essa musculatura é responsável pela força e precisão dos movimentos, além de prevenir lesões ao suportar as forças geradas durante as atividades físicas”, acrescenta a especialista. Diferenças anatômicas Os pés não são todos iguais, não. O tipo varia de pessoa para pessoa e impacta diretamente na distribuição de força. Pé plano: arco longitudinal baixo ou ausente, com maior propensão a dores e instabilidades; Pé cavo: arco muito elevado, que pode causar sobrecarga em áreas específicas do pé; Pé normal: apresenta um equilíbrio entre suporte e flexibilidade. “As características individuais determinam o tipo de cuidado e calçado mais adequado para cada pessoa”, afirma a médica. Vale saber que, além das diferenças que podem existir entre cada pessoa, como nos tipos de pés, há ainda transformações naturais durante as principais fases da vida: Infância: predominância de tecido adiposo encobrindo o arco plantar, o que torna o pé naturalmente plano. O arco começa a se formar por volta dos 4 ou 5 anos. Idade adulta: estrutura óssea e ligamentar completa, mas suscetível a alterações biomecânicas causadas por calçados inadequados ou traumas, por exemplo. Idosos: perda de tecido adiposo na sola do pé e enfraquecimento ligamentar, o que pode resultar em desconforto e condições como fascite plantar. Nesse sentido, a ortopedista Danielle Meloni lembra que o cuidado com os pés é essencial em todas as etapas da vida. “Manter um peso saudável, escolher calçados adequados e realizar exercícios físicos são medidas fundamentais para preservar a saúde dos pés e evitar complicações”, conclui.
Podologia é regulamentada por lei e tem papel fundamental na saúde
A podologia no Brasil é uma profissão regulamentada desde 2018, com critérios claros de formação e atuação definidos por lei federal. Isso porque a aprovação do projeto de lei PLC 151/2015 deu à atividade o reconhecimento como área da saúde, com respaldo legal e inclusão no Ministério do Trabalho, por meio de um código próprio na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). Na opinião da podóloga Valéria Lemos, enfermeira especializada em podiatria, essa mudança trouxe, sobretudo, dignidade profissional. “Veio uma compreensão maior da sociedade de que podologia não é ‘serviço de salão’, e sim uma área de saúde com profissionais formados”, afirma. Profissional reconhecido Para Valéria Lemos, a regulamentação impulsionou avanços na prática clínica e na valorização do podólogo como parte da equipe multidisciplinar de cuidado. “Hoje, vemos cada vez mais clínicas de podologia estruturadas, muitas vezes dentro de hospitais ou com parcerias com dermatologistas e endocrinologistas”, cita. Ela explica ainda que o trabalho do podólogo atua na prevenção e manutenção da saúde dos pés, enquanto o podiatra com formação em enfermagem clínica é acionado em quadros mais complexos. Ambos trabalham de forma complementar para evitar complicações que podem comprometer a saúde geral do paciente. O que o podólogo pode ou não fazer As competências do podólogo são bem definidas e envolvem o cuidado podal conservador. Entre as práticas autorizadas estão: Corte e lixamento correto de unhas; Remoção de calos; Tratamento de micose e unhas espessas; Assepsia de pequenas fissuras; Tratamento de verrugas plantares; Reflexologia podal; Confecção de órteses de silicone. Além do mais, o profissional pode avaliar alterações dermatológicas e orientar o uso de calçados e cuidados com a pele. Mas há limites: o podólogo não realiza procedimentos invasivos profundos, nem aplica anestesia injetável ou prescreve medicamentos como antibióticos e anti-inflamatórios. Quem pode exercer a profissão Desde a regulamentação, só podem atuar como podólogos os profissionais que tenham completado curso técnico ou superior na área. “O importante é que hoje o paciente pode (e deve) saber se seu podólogo tem certificação”, pontua a enfermeira. Essa formação formal inclui conteúdos como higiene, biossegurança e uso correto de instrumentos – como bisturis, alicates, curetas e lixas –, sempre seguindo protocolos de esterilização. A fiscalização é feita por órgãos como a Vigilância Sanitária e entidades trabalhistas e de defesa do consumidor. Valéria ressalta que esse rigor ajuda a afastar a ideia de que a experiência como pedicure seria suficiente para tal atendimento. “Não são funções que se aprendem apenas na prática do dia a dia, mas sim profissões da área da saúde com formação definida”, defende. Avanços e representatividade Embora a profissão já esteja regulamentada, não existe um Conselho Federal específico de Podologia. Atualmente, a categoria conta com sindicatos e associações estaduais, como a Associação Brasileira de Podólogos (ABP), que atua desde a década de 1960 na organização da classe e na defesa da categoria. A especialista lembra que o desconhecimento sobre a atuação do podólogo ainda é um obstáculo. “Há quem pense que podólogo é médico e esse pensamento surge o tempo todo, o que pode gerar riscos. Por exemplo, alguém com infecção grave insiste em tratar só com podólogo, quando seria necessário um antibiótico que só o médico pode prescrever”, finaliza.

