Desodorante para os Pés Jato Seco Sem Perfume 92g / 150ml – Tenys Pé Baruel
Desodorante para os pés jato seco sem perfume. Combate de 99% dos fungos e bactérias. Não deixa resíduos.
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Desodorante para os pés jato seco sem perfume. Combate de 99% dos fungos e bactérias. Não deixa resíduos.
ComprarQuantidade
150 ml
Benefícios
• Antisséptico
• Combate 99% de Fungos* e Bactérias**
• Ajuda a evitar frieiras e micoses
• Elimina o mau odor
• Dermatologicamente testado
• Ideal nas atividades esportivas
Dicas de Uso
Agite antes de usar o Tenys Pé Sem Perfume Jato Seco
Aplique o produto a uma distância de 15 cm dos pés.
Espere secar antes de calçar meias e/ou calçados.
Resultado
O jato seco proporciona rápida absorção e não deixa resíduos visíveis nos pés.
Pés secos e cheirosos com proteção diária.
Pés livres de fungos* e bactérias**
Ingredientes
INGREDIENTS: BUTANE, ISOBUTANE, PROPANE, ALCOHOL, CYCLOPENTASILOXANE, ISOPROPYL PALMITATE, DECYLENE GLYCOL.
Mais sobre Desodorante para os Pés Jato Seco Sem Perfume 92g / 150ml – Tenys Pé Baruel
Desodorante para os pés Tenys Pé Baruel Sem Perfume Jato Seco oferece ação antisséptica e combate 99% dos fungos* e bactérias**. Ajuda a evitar frieiras e micoses nos pés. Ideal para quem prefere produtos sem perfume.
Mantém os pés sempre secos, cheirosos e protegidos com ação desodorante, além de ajudar na conservação do calçado.
Não deixa resíduos e é fácil de aplicar. O desodorante Tenys Pé Baruel Sem perfume Jato Seco elimina o mau odor.
Ideal para antes e depois de atividades esportivas.
Dermatologicamente testado. O Tenys Pé Sem Perfume é discreto e neutro, sem perder o poder de proteção.
Fungos* Trichophyton Interdigitale, Trichophyton Rubrum.
Bactérias** Staphylococcus Aureus, Corynebacterium Xerosis
Recomendações
Uso externo. Não ingerir. Manter fora do alcance de crianças. Usar sob orientação de um adulto. Não usar se a pele estiver irritada ou lesionada. Evitar contato com os olhos, caso isto ocorra, enxágue abundantemente com água. Usar somente nas áreas indicadas seguindo as instruções do modo de uso. Evite a inalação direta deste produto. Em caso de irritação suspender imediatamente o uso e procurar um médico. Conservar em local seco e fresco. Não indicado para cuidados íntimos.
Inflamável. Não perfurar, nem incinerar, mesmo depois de vazio. Recipiente sob pressão: pode estourar se aquecido. Mantenha a lata longe do calor, superfícies quentes, faíscas, chamas abertas e outras fontes de ignição. Não pulverize sob chamas e outras fontes de ignição. Não expor ao sol nem a temperaturas superiores a 50°c. Proteger os olhos durante a aplicação. Não reutilizar a embalagem para outros fins.
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Perguntas frequentes
Tenys Pé foi desenvolvido com ingredientes que agem eficazmente no controle da transpiração excessiva, eliminando fungos e bactérias que causam odores.
Conheça o Universo do Pé
Inchaço e edema são a mesma coisa? Conheça tratamentos
O inchaço e o edema são fenômenos comuns e até usados como sinônimos. Mas será que são exatamente iguais? De acordo com o fisioterapeuta e acupunturista Rodrigo Ricardo, os dois nomes servem para a mesma condição, porém, “inchaço” é o termo mais usado pela população, enquanto “edema” é a forma de os médicos nomearem o quadro. “Ambos referem-se ao acúmulo de líquido na região intersticial do corpo, ou seja, entre as células”, detalha o profissional. Na lista de causas entram: contusão; cirurgia; medicamentos anti-inflamatórios; problemas cardíacos, renais e circulatórios; sedentarismo e gravidez, assim como manter-se por muito tempo na mesma posição, algo corriqueiro no dia a dia. Determinar qual é o motivo de inchaço depende de uma análise bem detalhada e relacionada ao histórico do paciente. Por exemplo, se for constatado após um exercício intenso, pode se tratar de uma lesão muscular. Se houver a presença de cacifo, ou seja, uma pequena depressão em meio ao edema, é provável ser resultado de questões circulatórias ou linfáticas. Será que é sério? Nem sempre o inchaço é motivo de preocupação, mas alguns sinais indicam a necessidade de procurar ajuda médica. "Se o inchaço for causado por uma contusão, é fundamental procurar um médico rapidamente, pois pode haver uma lesão mais grave, como fratura ou rompimento de ligamento", alerta Rodrigo Rodrigo. Em casos sem uma causa evidente, o especialista explica que é possível recorrer a outros profissionais, como o fisioterapeuta ou massoterapeuta para realizar uma drenagem linfática. Mas, se persistir por mais de uma semana sem uma explicação plausível, também merece atenção médica. Já para os sinais de alerta, como quando se constata cacifo (sinal clínico avaliado por meio da pressão digital sobre a pele), a conduta deve ser diferente. "Se, ao apertar a pele, o local ficar marcado por muito tempo, significa que o edema está ali há um bom tempo e pode indicar um problema circulatório", esclarece. Como reduzir e tratar o inchaço Entre as opções mais indicadas para tratar o inchaço, o profissional recomenda: Drenagem linfática: indicada para todos os casos, desde edemas pós-cirúrgicos até problemas circulatórios e contusões; Terapia manual: técnicas que incluem mobilização e manipulação articular; Exercícios: são indicados exercícios de tornozelo e panturrilha, pois melhoram a circulação sanguínea e ajudam na retirada do líquido intersticial e linfa. "Exercícios de mobilidade articular, fortalecimento e resistência são eficazes para reduzir o inchaço", pontua o fisioterapeuta. No entanto, ele alerta que, caso o edema seja decorrente de uma lesão, é essencial entender a causa antes de iniciar qualquer atividade física. Prevenir é o melhor remédio, sempre! Movimentar-se regularmente é a melhor forma de evitar o acúmulo de líquidos nos tecidos. Sendo assim, o segredo para prevenir os edemas é se manter ativo. Atividades físicas como caminhada, musculação, pilates e yoga são opções recomendadas pelo profissional. Rodrigo Ricardo ainda indica que pessoas que passam longos períodos sentadas ou em pé mudem de posição regularmente, alongando-se e realizando exercícios simples, como contrair as panturrilhas. "O ideal é fazer pausas a cada 30 a 45 minutos para se movimentar. Quem fica muito tempo sentado deve levantar-se e caminhar um pouco, enquanto quem passa o dia em pé pode elevar as pernas para melhorar a circulação", finaliza.
Inverno e cuidados importantes para os pés no frio
Durante o inverno, o uso frequente de meias e sapatos fechados, combinado ao clima seco e frio, pode comprometer a saúde dos pés. Além disso, a baixa temperatura favorece o ressecamento da pele, enquanto a umidade acumulada em calçados sem ventilação adequada cria um ambiente propício para o desenvolvimento de fungos e infecções. “Os principais problemas no frio incluem o ressecamento excessivo da pele, fissuras nos calcanhares, micoses e infecções fúngicas. Quem já tem condições como dermatite atópica ou psoríase pode perceber uma piora nos sintomas”, afirma a dermatologista Juliana Farias, essa combinação exige atenção redobrada. A podóloga Ana Maria Motta reforça a importância de manter os cuidados ativos na estação. “Muita gente relaxa com a saúde dos pés no inverno por não usar sapatos abertos. Mas, justamente por isso, é essencial manter uma rotina de hidratação e ventilação adequada”, alerta. Cuidados essenciais A seguir, as especialistas listam os três principais cuidados para garantir a saúde dos pés no inverno, a estação mais fria do ano, e explicam cada etapa desse processo. 1. Mantenha os pés hidratados Sem dúvidas, o ressecamento da pele é uma das principais queixas no frio, afinal, pode causar fissuras dolorosas e até facilitar infecções. Para evitar esse problema, elas recomendam: Usar cremes hidratantes com glicerina, que ajudam a manter a elasticidade da pele; Passar hidratante à noite e, se possível, de meias para potencializar a absorção; Evitar banhos muito quentes e demorados, pois podem ressecar ainda mais a pele. 2. Escolha meias e sapatos adequados No frio, é comum usar sapatos fechados e meias por longos períodos, sobretudo para se manter aquecido dentro e fora de casa. Mas alguns cuidados são fundamentais. A dupla aconselha: Prefira meias de algodão ou lã, que ajudam a manter os pés secos e aquecidos sem prejudicar a circulação; Evite meias muito apertadas, pois podem comprometer a circulação e agravar problemas vasculares; Alterne os sapatos e deixe-os arejar para evitar umidade e proliferação de fungos; Escolha sapatos confortáveis, com ventilação adequada, evitando materiais sintéticos que não permitem a respiração da pele. 3. Cuide da higiene e fuja da umidade É necessário ficar de olho na umidade – um grande fator de risco no inverno, já que cria um ambiente propício para micoses e frieiras. Para manter a saúde dos pés, Juliana e Ana orientam: Seque bem os pés após o banho, especialmente entre os dedos, antes de colocar as meias. Nunca use meias úmidas ou calçados molhados, pois isso favorece infecções fúngicas. Recorra a sprays ou pós antissépticos para manter os pés secos e protegidos ao longo do dia. Evite andar descalço em locais úmidos, como vestiários e banheiros públicos, que podem conter fungos e bactérias. Atenção a sinais de alerta Além desses cuidados, é fundamental observar qualquer alteração na pele ou nas unhas. Descamação, coceira, rachaduras e mudança na coloração das unhas podem ser sinais de problemas como micoses ou infecções. “Pessoas com diabetes ou problemas circulatórios devem ter um cuidado especial, pois essas condições podem piorar no frio e aumentar o risco de complicações”, ressalta a dermatologista. Assim, se notar qualquer sintoma incomum, o ideal é procurar um profissional capacitado para um diagnóstico preciso e tratamento adequado. “A prevenção é sempre a melhor solução para evitar desconfortos e problemas mais sérios”, conclui Ana Maria.
O que causa rachaduras nos pés?
As rachaduras nos pés tem várias causas. Pode ser o calor, pode ser o frio e até a idade. Mostramos aqui como cuidar bem do seu pé para que as rachaduras, principalmente aquelas no calcanhar, não te incomodem. De vez em quando, a pele do calcanhar resseca, e começam a aparecer pequenas fissuras ou rachaduras nos pés. Se elas não forem tratadas, podem não só ficar doloridas como servir de porta de entrada para bactérias e fungos que causam infecções e outras doenças. “A planta do pé não tem glândulas sebáceas; então, ela não tem essa gordura que, em outras partes do corpo, se mistura ao suor para formar a emulsão que faz a hidratação natural da pele”, explica Armando Bega, podólogo responsável pelo Instituto Científico de Podologia, presidente da Associação Brasileira de Podólogos e especialista em Podiatria. Ele explica que, sem essa hidratação natural, as células da pele do pé não possuem aderência entre elas; por isso se separam umas das outras, causando fissuras. No calor, essas rachaduras aparecem quando usamos calçados abertos (como chinelos e sandálias) durante muito tempo ou andamos descalços. Já o frio, o banho quente e o tempo seco colaboram para que essa pele rache. Além disso, o calcanhar pode rachar se você tiver hipotireoidismo, pé de atleta e esporão de calcanhar. “Outros fatores, como as mudanças hormonais na menopausa, que deixam a pele mais seca, o diabetes e o envelhecimento, colaboram para esse ressecamento. São casos que pedem cuidado redobrado”, afirma Rosangela Schwarz, enfermeira habilitada em Podiatria e membro da diretoria da Associação Brasileira de Enfermeiros Podiatras (ABENPO). Como evitar as rachaduras nos pés A primeira dica é: beba água. “Não adianta nada passar hidratante se o corpo não estiver bem hidratado”, alerta Schwarz. “As rachaduras vão continuar acontecendo por falta de hidratação.” Se o corpo já está bem hidratado, a segunda dica é aplicar, todo dia, um hidratante específico para os pés. “Esse creme ajuda especialmente a planta do pé a não perder água em excesso”, comenta Bega. A aplicação do hidratante deve ser feita logo depois do banho, pois a pele estará melhor preparada para recebê-lo do que se estiver seca. “A pele do pé é diferente da do restante do corpo, especialmente na sola e no calcanhar, onde ela é mais espessa para ser uma proteção. Por isso, essa área é mais resistente a absorver o que vem de fora, como um hidratante. Isso faz com que a gente precise preparar essa pele para receber o creme”, explica Schwarz. Na hora de passar o hidratante, não aplique entre os dedos do pé. Como a pele dessa área é mais fina e essa é uma região muito úmida, reforçar a hidratação pode fazer a pele rachar e causar problemas como frieiras e outras infecções. “Se for usar sandálias ou chinelos, é importante estar com o pé bem hidratado”, acrescenta Bega. O que fazer ao ver sinais de rachaduras? Fique de olho: se a pele do calcanhar começar a ficar enrugada, é um sinal de que a pele pode rachar, avisa a enfermeira podiatra. Para melhorar a hidratação do calcanhar, ela recomenda fazer esfoliação uma vez por semana, um processo que ajuda a quebrar a barreira de queratina e prepara a pele para a hidratação. “Passe o esfoliante na pele seca e massageie a área do calcanhar para retirar as células mortas. Tome banho só depois: fazer a esfoliação no banho não é tão eficiente”, explica. Ao perceber que o calcanhar está ficando ressecado, procure proteger mais essa área, usando meias e calçados e reduzindo o uso de sandálias e chinelos, que podem agravar essa falta de hidratação. E, se o problema se agravar, procure um(a) enfermeiro(a) podiatra para avaliar e tratar a lesão, pois as fissuras são finas por fora, mas bem profundas por dentro. “Algumas são tão profundas que sangram. E elas podem ser porta de entrada para fungos e bactérias”, finaliza Bega.
Minhas pernas doem quando corro. E agora?
Quem começa a correr pode enfrentar desconfortos musculares logo no início do treino. Muitas vezes, as dores fazem parte do processo de adaptação do corpo à nova atividade, mas também podem indicar algo errado, como postura inadequada ou falta de preparo físico. Diz o fisiologista e educador físico Edson Timóteo que sentir certo incômodo nos primeiros minutos da corrida é até esperado, principalmente para iniciantes ou entre quem ficou muito tempo parado. "Isso acontece porque os músculos ainda não estão aquecidos e preparados para o impacto. Porém, se a dor for intensa, persistente ou acompanhada de outros sintomas, pode ser um sinal de sobrecarga ou até lesão”. Ele diz ainda que a dor pode surgir em diferentes momentos do treino, mas costuma ser mais comum ao final ou depois da atividade, devido ao desgaste muscular. "A chamada dor muscular de início tardio (DMIT) aparece 24 a 48 horas depois do esforço, quando ocorrem microlesões nas fibras musculares", acrescenta. O que fazer para reduzir as dores Se a dor surge já nos primeiros minutos da corrida e atrapalha o desempenho, isso pode ser sinal de que algo precisa ser ajustado. O fisiologista recomenda avaliar alguns pontos: Aquecimento inadequado: começar sem uma preparação muscular pode aumentar a rigidez e dificultar a corrida; Calçado incorreto: um tênis sem amortecimento adequado pode sobrecarregar os músculos e articulações; Técnica errada: pisada inadequada ou postura desalinhada podem gerar dores desnecessárias; Falta de condicionamento: quem começa a correr sem fortalecimento muscular pode sentir mais desconforto. Além desses fatores, condições médicas pré-existentes, como problemas circulatórios e articulares, podem influenciar. "Se a dor for forte logo no início ou persistir por vários dias, é importante procurar um profissional para investigar a causa", alerta o treinador. Como deixar a corrida mais fácil Para evitar dores e melhorar o desempenho, siga essas recomendações: Comece devagar: intercale corrida e caminhada até ganhar resistência; Faça um bom aquecimento: exercícios de mobilidade e alongamentos dinâmicos ajudam a preparar o corpo; Use calçados adequados: um bom tênis evita impactos excessivos; Hidrate-se e alimente-se bem: correr em jejum ou desidratado pode causar fadiga precoce; Respeite o ritmo do seu corpo: aumente a intensidade gradualmente e evite comparações com outros corredores. "O mais importante é criar consistência e não forçar o corpo além do limite. Com o tempo, a corrida se torna mais natural e prazerosa", enfatiza Timóteo. Sinais de alerta Algumas dores são comuns, mas outras exigem atenção médica. É importante ficar atento às que não melhoram com descanso e a outros sinais, como inchaço ou hematomas, dificuldade para movimentar os pés e as pernas, formigamento ou dormências nos membros e dores que irradiam para outras partes do corpo. Caso algum desses sintomas apareça, o educador físico explica que a corrida deve ser interrompida imediatamente para não agravar o caso. Na sequência, não se deve hesitar em procurar ajuda médica. “No início, achei que correr não era para mim” O administrador Rafael Costa, de 34 anos, sempre teve vontade de correr, mas enfrentou dores intensas logo no começo. "Minhas panturrilhas queimavam e sentia pontadas nos joelhos. Achei que eu simplesmente não tinha jeito para a corrida – e olha que eu nem estava tão fora de forma assim", lembra. Com orientação profissional, percebeu que o problema estava na falta de fortalecimento muscular e no uso de um tênis inadequado. "Ajustei a postura, comecei a fazer exercícios específicos e respeitei muito o meu ritmo. Em poucas semanas, a corrida deixou de ser um sacrifício e virou prazer. Hoje, não fico sem!", conta.
Por que a biomecânica é importante para viver bem?
Os pés desempenham papel essencial na sustentação e mobilidade do corpo e entender sobre biomecânica, ou seja, a interação entre forças, articulações, tendões e músculos, é fundamental para garantir equilíbrio, postura e locomoção. Segundo Camila Silva, podologista especializada em baropodometria e palmilhas, a biomecânica tem um grau de relevância e importância dentro dos atendimentos clínicos justamente porque ela entende e transcreve toda a engenharia anatômica e fisiológica do corpo. “Quando a gente entende de anatomia, entende como o corpo funciona, como que os processos fisiológicos funcionam, e aí a gente une a biomecânica, que é a engenharia, ela estuda toda a mecânica do corpo e como todos esses sistemas conversam entre si, isso é um divisor de águas para nosso atendimento. A gente consegue visualizar o pé e todo o membro inferior do nosso paciente como um sistema completo”, explica Camila. Ela se especializou em biomecânica porque queria desmistificar e simplificar o tema para que chegasse a mais pessoas e profissionais da área da saúde. “É uma área que a maioria das pessoas tem dificuldade e eu sempre quis dar aula, então pensei em me especializar nisso e daí, por que não me especializar em baro (baropodometria) também? Queria igualar a educação, o entendimento sobre a biomecânica porque de fato ela é muito complexa”, lembra Camila. Para ela, quando se consegue simplificar o que é complexo deixa de ser um bicho de sete cabeças, ou seja, se torna acessível. Outro motivador para sua especialização foi pela área ter uma predominância masculina. “Se tornou um desafio basicamente, ser uma mulher que é especialista no assunto, que dá aula, tem voz e consegue simplificar esse assunto que é bastante complexo”, afirma Camila. O uso da baropodometria. Quem deve fazer? Dentro da biomecânica o uso da baropodometria ajuda o profissional com referências qualitativas e quantitativas de cada paciente. “Ela nos traz dados extremamente ricos para conseguirmos analisar e chegar a um diagnóstico preciso e completo do nosso paciente, justamente porque oferece uma leitura de dados tanto na forma estática quanto na dinâmica e isso faz com que a gente entenda por completo o funcionamento do corpo, do sistema inferior, do membro inferior do paciente”, diz a podóloga. Segundo Camila, literalmente todo mundo deveria fazer um exame de baropodometria. “Todo mundo que puder fazer um exame, mas principalmente pessoas que sofrem com dores na coluna, no quadril, no joelho, nos pés, pessoas que têm algum problema na postura etc.”, diz ela. “Geralmente as pessoas procuram no momento de dor, mas o ideal seria fazer preventivamente”, complementa. O captor podal nem sempre é o único responsável pelo desalinhamento postural, mas Camila explica que cerca de 80% dos problemas de postura são decorrentes dele. “Justamente quando acontece alguma alteração no membro inferior temos que investigar para saber qual é a origem, qual é a causa do desalinhamento. Se é uma questão do captor podal, como na maioria dos casos é, podemos indicar o uso de uma órtese plantar aliada a um trabalho multidisciplinar com fisioterapeuta ou um educador físico”, explica Camila. Para ela, apenas trabalhando os captores junto com a questão muscular e sistêmica é possível melhorar a qualidade de vida desse paciente. Mobilidade biomecânica entre jovens e idosos A questão da mobilidade biomecânica de um jovem e de um idoso depende da consciência e importância que é dada à prevenção. “Tudo é um processo”, diz Camila. “Se você tem uma vida sedentária, você vai ser um idoso que pode ter sim um índice de queda, um índice de saúde debilitado”, complementa ela. “Os jovens hoje estão muito sedentários e isso influencia diretamente na postura”, alerta a profissional que busca conscientizar seus pacientes com dados da avaliação biomecânica. “Com a ajuda da baropodometria eu consigo falar para ele, olha, está vendo isso aqui? Isso aqui não está legal. E consigo fundamentar e explicar que hoje não dói, mas que daqui uns anos pode vir a doer”, conta Camila. Segundo ela é importante trabalhar de uma forma preventiva com os jovens para terem qualidade de vida e locomoção na velhice. “O idoso colhe aquilo que ele fez durante a vida dele toda. Eu tenho uma frase que uso sempre que, enquanto profissional da área de saúde, e eu falo por mim, enquanto podóloga, a minha missão é transformar passos em qualidade de vida”, revela Camila. Depois de ter passado por tantos casos clínicos, inclusive casos difíceis, até de amputações, Camila lembra de um caso de uma paciente que passou por tratamento de uma onicofose recorrente de ambos os hálux (dedão) nas quatro bordas. “Essa paciente tratava dessa condição por mais de dez anos. Quando chegou apreensiva e me contou dos anos de sofrimento, eu montei um protocolo para acabar com a dor em três meses”, conta Camila. Usando a biomecânica, ela conseguiu eficácia no tratamento e ganhou a confiança da paciente. “Depois de três meses ela não tinha mais dor e isso foi gratificante demais. Provei para mim mesma que estou no caminho certo e isso me deixa muito, muito feliz mesmo”, conclui Camila. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Camila Silva | Baropodometria e Biomecânica (@podologistacamilasilva)
5 doenças nos pés causadas pela profissão
O termo “pés de bailarina” está longe de ser um elogio. Isso porque, para algumas profissões, como o balé e o futebol, a rotina intensa pode sobrecarregar os pés, tão fundamentais para a mobilidade e o bem-estar. O resultado disso são lesões e deformidades. Mas o que exatamente causa tais danos? E como evitá-los? De acordo com o ortopedista João Pedro Rocha, do Instituto Torus de Ortopedia Especializada, grande parte das deformidades surge devido ao uso de calçados inadequados, à repetição constante de movimentos e ao impacto frequente. O médico também destaca que, além de alterações estéticas, essas condições podem comprometer a saúde dos pés, afetar a mobilidade e até a qualidade de vida de quem depende desses movimentos diários. Profissões que impactam na saúde dos pés Bailarinos: o uso contínuo de sapatilhas de ponta pode causar o "pé de bailarina", caracterizado pelo desvio do dedão do pé, além de calos e lesões nas unhas; Jogadores de futebol: o impacto constante e os movimentos bruscos podem resultar em fascite plantar, entorses e calosidades nos dedos; Dançarinos e atletas de corrida: também estão sujeitos a lesões como fascite plantar e dedo em martelo devido ao impacto repetido; Trabalhadores que ficam muito em pé: enfermeiros, garçons e vendedores costumam sofrer com dores nos pés, calos e até doenças como insuficiência progressiva do tendão tibial posterior. Vale lembrar que as deformidades advindas dessas profissões não são apenas estéticas. O uso de calçados apertados, saltos elevados ou sem amortecimento, somados aos movimentos repetitivos, podem causar danos reais à saúde dos pés, incluindo: Unhas encravadas; Dor e tendinopatias nos músculos do pé; Deformidade nas articulações. “O quadro pode se agravar, levando a dores crônicas e dificuldades de locomoção. É fundamental tratar essas condições com antecedência para evitar problemas mais sérios no futuro”, assegura João Pedro. Doenças mais comuns Algumas das condições mais frequentes nos consultórios, que exigem um esforço intenso dos pés, são: 1. Hálux valgo (joanete) O que é? Desvio do dedão do pé. Tratamento: pode ser tratado com calçados adequados, exercícios e, em casos graves, cirurgia. 2. Fascite plantar O que é? Uma inflamação na faixa de tecido que conecta o calcanhar aos dedos. Tratamento: repouso, gelo, compressão e elevação (RICE), além de calçados apropriados. 3. Dedo em martelo O que é? Lesão nas articulações dos dedos do pé. Tratamento: uso de calçados adequados e exercícios, podendo necessitar de cirurgia em casos graves. 4. Tendinopatias e pé plano doloroso O que são? Condições que envolvem o enfraquecimento dos tendões. Tratamento: fisioterapia, fortalecimento e, em casos graves, cirurgia. 5. Artrose nas articulações do pé O que é? Caracterizada pelo desgaste das articulações. Tratamento: analgésicos, fisioterapia e, eventualmente, cirurgia. Cuidados especiais Para quem escolhe carreiras que detonam os pés, independentemente do motivo, é fundamental adotar medidas preventivas para proteger a saúde dos membros e garantir uma vida profissional mais longa e saudável. Confira as recomendações do médico: Use calçados adequados: modelos confortáveis e com suporte; Aqueça-se e estique-se: alongar-se antes e depois das atividades previne lesões; Mantenha pés limpos e secos: isso previne infecções; Opte por palmilhas macias: elas reduzem o impacto e dão conforto; Faça pausas regulares: descansos são essenciais para aliviar os pés. Saiba ainda que ignorar os sinais de dor pode ser prejudicial. Nesse sentido, o médico alerta que “insistir nas atividades mesmo com dor pode levar a complicações sérias, como lesões crônicas ou necessidade de cirurgia”.

