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Pé diabético traz riscos e exige cuidados. Saiba mais!
Pé Diabético

Pé diabético traz riscos e exige cuidados. Saiba mais!

Equipe Tenys Pé
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O pé diabético é uma das complicações mais preocupantes do Diabetes Mellitus, afetando pacientes dos tipos 1 e 2 da doença, especialmente aqueles com controle inadequado da glicemia ou muitos anos de diagnóstico. Embora seja causa de infecções e até amputações, existem formas eficazes de prevenir e cuidar.

O pé diabético está relacionado a complicações neurológicas e vasculares da doença. “A neuropatia diabética faz com que a pessoa perca parte da sensibilidade nos pés, enquanto a vasculopatia prejudica a circulação, diminuindo a chegada de oxigênio e nutrientes essenciais. Isso aumenta o risco de feridas que não cicatrizam e de infecções graves”, explica a endocrinologista Bruna Galvão, do Hospital Felício Rocho

Nem todo portador de diabetes chega a ter essa complicação. Isso porque a condição se refere, na verdade, às possíveis alterações específicas dos pés de diabéticos. Ou seja, isso não afeta, necessariamente, todos que sofrem com a doença – inclusive, é mais comum em casos de descontrole glicêmico prolongado.

De acordo com a médica, o pé diabético apresenta ainda um risco aumentado de complicações, como infecções, deformidades ósseas, desabamento da estrutura anatômica e, no pior cenário, amputações.

Principais intercorrências associadas ao pé diabético

Quando o paciente desenvolve o pé diabético, automaticamente fica vulnerável a intercorrências de saúde na região, como o ressecamento, conforme aponta a endocrinologista.

“O ressecamento do pé diabético acontece por conta da neuropatia diabética. Há diminuição da sensibilidade, mas também da hidratação natural dos pés. Chamamos isso de anidrose”, diz.

A partir daí, outros problemas sérios podem surgir:

  • Infecções bacterianas e micoses frequentes;
  • Osteomielite, ou seja, infecção nos ossos;
  • Deformidades ósseas e calosidades;
  • Dificuldade de cicatrização, devido à má circulação e sensibilidade reduzida.

“A presença de infecção ou machucados que não cicatrizam é um dos sinais mais preocupantes e exigem atendimento médico imediato”, alerta a especialista.

Como evitar complicações

Prevenir o pé diabético requer controle rigoroso de fatores de risco, como glicemia, pressão arterial e colesterol. Além disso, alguns cuidados específicos são também essenciais para evitar complicações:

1. Hidratação regular: mantém a pele saudável e previne rachaduras que podem ser a porta de entrada para infecções;
2. Inspeção diária dos pés: verificar a presença de feridas, alterações de cor ou sinais de infecção para tratar precocemente;
3. Evitar calçados inadequados: priorizar modelos confortáveis, fechados e que permitam o pé “respirar”;
4. Não realizar escalda-pés: devido à sensibilidade reduzida, há risco de queimaduras;
5. Cuidado ao cortar unhas: evitar cortes de cantos profundos ou cutículas.

“A melhor forma de prevenção é adotar uma rotina de cuidados que protejam a integridade dos pés e buscar auxílio de profissionais capacitados para tratar calosidades ou realizar cuidados estéticos”, orienta.

Tratamento e cuidados contínuos

Tratar o pé diabético envolve desde cuidados básicos até intervenções mais complexas, em casos avançados. A médica reforça ser essencial cuidar das calosidades e feridas com podólogos ou dermatologistas treinados, pois qualquer ferimento pode se transformar em uma infecção difícil de curar.

Além disso, o uso de hidratantes específicos é recomendado, já que o ressecamento é um sintoma comum. “É a falta daquela hidratação da sudorese natural do pé e isso deixa ressecado”, reforça Bruna. Isso predispõe às rachaduras, descamação e fissuras, propensas a abrir e formar alguma feridinha, que pode ser infectada.

Ou seja, hidratar é um passo obrigatório na rotina, com cremes específicos – óleo de amêndoas, óleo mineral, óleo de girassol ou creme de ureia a 10% são os mais indicados. Para tanto, passe o creme na parte de cima do pé, na sola e no calcanhar, mas nunca entre os dedos, pois essa região precisa permanecer seca para evitar fungos.

Vale lembrar que pé diabético pode ser prevenido com uma abordagem multidisciplinar, envolvendo controle metabólico rigoroso, rotina de cuidados diários e acompanhamento médico regular. Essa combinação é necessária para reduzir significativamente os riscos e manter a qualidade de vida dos pacientes com diabetes.

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