Assadura é comum em bebês, mas não deve ser encarada como algo “normal” quando persiste, piora ou vem acompanhada de outros sinais. Observar a evolução da pele, os hábitos do dia a dia e a resposta aos cuidados básicos ajuda a entender quando é possível resolver em casa e quando é hora de procurar ajuda médica.
A pediatra Greter Fernandez dá nome ao problema: dermatite de fralda. Na maioria das vezes, surge pela combinação de umidade, atrito, urina e fezes em contato prolongado com a pele. Uma assadura pontual não é problema, mas não melhorar ao cuidar ou reaparecer com certa frequência é sinal de alerta.
Nesses casos, a persistência do quadro indica que pode haver algo além da irritação simples. Segundo a médica, a falta de resposta às medidas básicas já é motivo para observar com mais atenção, especialmente nos primeiros meses de vida, quando a pele do bebê é ainda mais sensível.
De olho nos sintomas
Alguns sinais indicam que a irritação ultrapassou o esperado. Entre eles estão:
- fissuras;
- crostas;
- secreção purulenta;
- sangramento;
- lesões que se estendem para além da área da fralda, atingindo abdome ou dobras.
A ginecologista também orienta que a atenção deve ser redobrada se a assadura vier acompanhada de sintomas gerais, como: febre, vômitos persistentes, diarreia com sangue ou dificuldade de ganho de peso. Se acontecer, leve ao médico rapidamente.
Por que alguns bebês vivem “assados”
As trocas de fraldas são frequentes e os cuidados, certinhos, mas a tal da assadura permanece. Essa é uma queixa recorrente entre os pais e o motivo mais comum é a dermatite de contato irritativa, que gera a sequência dos episódios.
Outras causas apontadas pela especialista são: infecções fúngicas, como a candidíase intertriginosa, dermatite atópica localizada e, mais raramente, psoríase inversa. Já nos quadros persistentes e resistentes, vale investigar alergia alimentar, especialmente ligada à proteína do leite de vaca.
Por último, hábitos do dia a dia também influenciam diretamente a evolução da irritação, incluindo:
- uso frequente de lenços umedecidos com álcool, fragrâncias ou outros ingredientes irritantes;
- fraldas apertadas ou que retêm muita umidade;
- pouca ventilação da pele;
- limpeza agressiva.
A causa exata, bem como o tratamento ideal, só podem ser confirmados por um médico, viu?
Como diferenciar os tipos de assadura
A dermatologista Raquel de Carvalho reforça que as assaduras não são todas iguais. Para entender o que está acontecendo, ela indica observar o padrão das lesões.
- Assadura comum: causa vermelhidão, está relacionada à umidade e ao atrito, e melhora rapidamente com higiene adequada e uso de pomadas de barreira.
- Dermatite de contato: geralmente surge após a introdução de novos produtos e provoca mais coceira do que o quadro comum, além de não poupar as “dobrinhas” do bebê.
- Infecção fúngica: o vermelho da pele é mais intenso, sobretudo nas dobras, com pequenas manchas vermelhas ao redor e fissuras. Há pouca resposta às pomadas comuns.
- Dermatite atópica: manifesta-se na área da fralda com lesões mais crônicas, extensas e com coceira em outras regiões do corpo.
Independentemente do motivo, é fundamental ficar de olho para reconhecer os sinais e buscar avaliação profissional qualificada do pediatra ou dermatologista.
O jeito certo de trocar a fralda
Para reduzir o risco de assaduras, as especialistas recomendam:
- Trocar a fralda com frequência, principalmente após evacuações.
- Higienizar suavemente, preferencialmente com algodão e água morna ou lenços sem álcool e fragrância.
- Secar bem a pele, cuidando das dobrinhas.
- Permitir períodos sem fralda, sempre que possível.
- Aplicar cremes de barreira em pele limpa e seca.
- Evitar produtos irritantes e fraldas mal ajustadas.
Também é importante lembrar que cada bebê pode ter necessidades específicas. Por isso, as consultas de rotina com o pediatra são muito importantes.
Atenção especial aos casos persistentes
A dermatologista Raquel de Carvalho alerta que, quando a assadura não responde ao tratamento habitual ou vem acompanhada de sintomas digestivos e cutâneos, é necessária uma investigação maior para orientar um tratamento eficaz.
Já a pediatra Greter Fernandez destaca que a educação dos pais é essencial para prevenção e manejo corretos. Afinal, a monitorização parental ao longo do tempo ajuda na identificação de condições que exigem acompanhamento.
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