Baruel é vencedor do Prêmio ReclameAQUI 2025 na categoria Higiene Pessoal

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Nem todo incômodo do bebê é dente nascendo
Doenças e Dores

Nem todo incômodo do bebê é dente nascendo

Mais saliva, vontade de morder e gengiva sensível são sinais que um bebê manifesta quando os primeiros dentinhos estão chegando. Por outro lado, febre, vômitos e diarreia não devem entrar automaticamente na conta da dentição. Se outros sintomas aparecem ao mesmo tempo, é sempre bom observar outras questões. “Não é porque o dente está nascendo que todos os sintomas que aparecem nessa época são causados por ele”, afirma a odontopediatra Stella Faria Dumke. De acordo com a especialista, a erupção dentária é um processo natural que costuma provocar manifestações locais e passageiras. E cada bebê pode reagir de uma maneira diferente a essa fase. O que costuma acompanhar a dentição O melhor caminho é observar o bebê como um todo. Quando o incômodo está ligado aos dentes, ele pode ficar mais irritado e inquieto, salivar bastante, levar objetos à boca mais vezes e querer morder com maior frequência. Alguns outros sinais também podem aparecer, entre eles: gengiva sensível, avermelhada ou levemente inchada; pequenas alterações no sono; mudanças leves na alimentação. Os primeiros dentinhos aparecem, em média, por volta dos 6 meses de idade. Apesar do desconforto, o bebê tende a continuar ativo, hidratado e responsivo. Já se surgirem sintomas intensos, persistentes ou que alterem significativamente seu comportamento, é melhor dar atenção para outras possíveis causas além dos dentinhos. O que não é esperado Febre, vômito e diarreia não são culpa dos dentes. Esses sintomas não são considerados manifestações normais da dentição e devem ser investigados. Mas vale lembrar que essa fase coincide com um período de maior contato do bebê com o ambiente e, consequentemente, maior suscetibilidade a infecções. Do mesmo modo, a sensibilidade na gengiva até pode diminuir um pouco o apetite, mas uma recusa importante ou persistente de alimentos também não pode ser simplesmente explicada pelos dentes. Para aliviar o incômodo em casa, a dentista recomenda: refrigerar, sem congelar, mordedores adequados à idade; massagear suavemente a gengiva com o dedo limpo; evitar receitas caseiras e produtos anestésicos sem prescrição; não utilizar colares e pulseiras de âmbar, que não apresentam benefício comprovado e podem oferecer risco de estrangulamento ou engasgo. Quando procurar ajuda profissional A primeira consulta com o odontopediatra não precisa esperar um problema aparecer: o ideal é que aconteça ainda no primeiro ano de vida. Nessa fase, o profissional pode acompanhar a erupção e orientar os primeiros cuidados de saúde bucal. No entanto, alguns sinais de alerta podem justificar uma consulta mais urgente: febre alta ou persistente; vômitos ou diarreia importante; prostração ou sonolência excessiva; sinais de desidratação; dificuldade para respirar ou engolir. Já na boca, também merecem um olhar mais atento a ocorrência de inchaços importantes, presença de pus, sangramento incompatível com a erupção, lesões, dor intensa ou persistente e alterações no trajeto ou na sequência de nascimento dos dentinhos. “Se a intensidade ou a duração do sintoma não parece compatível com um simples desconforto gengival, é melhor investigar”, orienta a especialista Stella Faria Dumke.

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