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Nem todo incômodo do bebê é dente nascendo
Doenças e Dores

Nem todo incômodo do bebê é dente nascendo

Equipe Baruel Baby
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Mais saliva, vontade de morder e gengiva sensível são sinais que um bebê manifesta quando os primeiros dentinhos estão chegando. Por outro lado, febre, vômitos e diarreia não devem entrar automaticamente na conta da dentição. Se outros sintomas aparecem ao mesmo tempo, é sempre bom observar outras questões.

“Não é porque o dente está nascendo que todos os sintomas que aparecem nessa época são causados por ele”, afirma a odontopediatra Stella Faria Dumke.

De acordo com a especialista, a erupção dentária é um processo natural que costuma provocar manifestações locais e passageiras. E cada bebê pode reagir de uma maneira diferente a essa fase.

O que costuma acompanhar a dentição

O melhor caminho é observar o bebê como um todo. Quando o incômodo está ligado aos dentes, ele pode ficar mais irritado e inquieto, salivar bastante, levar objetos à boca mais vezes e querer morder com maior frequência.

Alguns outros sinais também podem aparecer, entre eles:

  • gengiva sensível, avermelhada ou levemente inchada;
  • pequenas alterações no sono;
  • mudanças leves na alimentação.

Os primeiros dentinhos aparecem, em média, por volta dos 6 meses de idade. Apesar do desconforto, o bebê tende a continuar ativo, hidratado e responsivo.

Já se surgirem sintomas intensos, persistentes ou que alterem significativamente seu comportamento, é melhor dar atenção para outras possíveis causas além dos dentinhos.

O que não é esperado

Febre, vômito e diarreia não são culpa dos dentes. Esses sintomas não são considerados manifestações normais da dentição e devem ser investigados.

Mas vale lembrar que essa fase coincide com um período de maior contato do bebê com o ambiente e, consequentemente, maior suscetibilidade a infecções.

Do mesmo modo, a sensibilidade na gengiva até pode diminuir um pouco o apetite, mas uma recusa importante ou persistente de alimentos também não pode ser simplesmente explicada pelos dentes.

Para aliviar o incômodo em casa, a dentista recomenda:

  • refrigerar, sem congelar, mordedores adequados à idade;
  • massagear suavemente a gengiva com o dedo limpo;
  • evitar receitas caseiras e produtos anestésicos sem prescrição;
  • não utilizar colares e pulseiras de âmbar, que não apresentam benefício comprovado e podem oferecer risco de estrangulamento ou engasgo.

Quando procurar ajuda profissional

A primeira consulta com o odontopediatra não precisa esperar um problema aparecer: o ideal é que aconteça ainda no primeiro ano de vida. Nessa fase, o profissional pode acompanhar a erupção e orientar os primeiros cuidados de saúde bucal.

No entanto, alguns sinais de alerta podem justificar uma consulta mais urgente:

  • febre alta ou persistente;
  • vômitos ou diarreia importante;
  • prostração ou sonolência excessiva;
  • sinais de desidratação;
  • dificuldade para respirar ou engolir.

Já na boca, também merecem um olhar mais atento a ocorrência de inchaços importantes, presença de pus, sangramento incompatível com a erupção, lesões, dor intensa ou persistente e alterações no trajeto ou na sequência de nascimento dos dentinhos.

“Se a intensidade ou a duração do sintoma não parece compatível com um simples desconforto gengival, é melhor investigar”, orienta a especialista Stella Faria Dumke.

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