Sabonete Barra Camomila 70g – Baruel Baby
Sabonete infantil de camomila. Limpeza suave e delicada para a pele de bebês e crianças. Formato anatômico.
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Sabonete infantil de camomila. Limpeza suave e delicada para a pele de bebês e crianças. Formato anatômico.
ComprarQuantidade
70 g
Benefícios
• Suavidade e delicadeza*
• Com glicerina
• Formato anatômico
• Hipoalergênico
• Cheirinho de carinho
• Oftalmo e dermatologicamente testado
• Com ingredientes de origem natural
• Sem parabenos
• Não testado em animais
• Vegano
Dicas de Uso
Massageie o corpinho úmido do bebê, espalhando a espuma com movimentos suaves e em seguida enxágue.
Resultado
Pele suave e delicada e com melhora na textura após 28 dias de uso.
Torna o ritual do banho seguro pelo formato anatômico.
Deixa um suave cheirinho de carinho prolongado de camomila.
Só a Baruel Baby entende o jeito brasileiro de cuidar bem dos nossos bebês, que é repleto de afeto, com qualidade e segurança.
Todo bebê merece esse carinho!
Ingredientes
COMPOSIÇÃO: PALMATO DE SÓDIO, ESTEARATO DE SÓDIO, ÁGUA, PALMISTATO DE SÓDIO, GLICEROL, AMIDO DE MILHO, PERFUME, CLORETO DE SÓDIO, ÁCIDO ETIDRÔNICO, DIÓXIDO DE TITÂNIO, ÁCIDO CÍTRICO, MANTEIGA DE KARITÉ, LINALOL, ÓLEO DE AMÊNDOA-DOCE, HIDRÓXIDO DE SÓDIO, EDETATO TETRASSÓDICO.
INGREDIENTS: SODIUM PALMATE, SODIUM STEARATE, AQUA, SODIUM PALM KERNELATE, GLYCERIN, ZEA MAYS STARCH, PARFUM, SODIUM CHLORIDE, ETIDRONIC ACID, TITANIUM DIOXIDE, CITRIC ACID, BUTYROSPERMUM PARKII BUTTER, LINALOOL, PRUNUS AMYGDALUS DULCIS OIL, SODIUM HYDROXIDE, TETRASODIUM EDTA.
Mais sobre Sabonete Barra Camomila 70g – Baruel Baby
O sabonete infantil de camomila é ideal para um banho cheio de delicadeza e suavidade. Seu formato anatômico não escorrega da mão durante o uso e sua fórmula com ingredientes de origem natural com glicerina melhora a textura da pele* de bebês e crianças com segurança.
Testado oftalmologicamente e dermatologicamente, o Sabonete Barra Camomila Baruel Baby é hipoalergênico, livre de parabenos e não testado em animais (cruelty free).
Sabonete em barra vegano para bebês e crianças. Com ele o cheirinho de carinho dura muito mais.
*Por apresentar melhora na textura da pele após 28 dias de uso do produto investigacional em relação a condição inicial.
Recomendações
Produto para uso externo. Conservar em local seco e fresco. Manter o produto fora do alcance de crianças. Deve ser aplicado por adulto ou sob sua supervisão. Não usar na pele irritada ou lesionada. Em caso de irritação, suspender o uso e procurar um médico. Evitar contato com os olhos. Caso o produto entre em contato com os olhos, lavar com água corrente em abundância e procurar um médico. Este produto foi formulado de maneira a minimizar possível surgimento de alergia.
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Perguntas frequentes
Quer dizer que nossos produtos não produzem efeitos colaterais como a irritação dos olhos.
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Meu filho quer raspar o cabelo por bullying. Devo deixar?
Querer raspar o cabelo por estar sofrendo bullying não é apenas uma vontade estética: é um pedido carregado de dor e sofrimento. Para os responsáveis, o corte pode dar a sensação de ser uma solução rápida, já que a mudança de aparência tende a encerrar o assunto. Mas é preciso olhar além disso para proteger a criança. O psicólogo Ricardo Davids lembra que isso é um tipo de violência e mexe diretamente com a autoestima e a identidade de quem sofre. A criança pode começar a acreditar que precisa se adaptar para ser aceita, só que o verdadeiro problema está no ambiente. Por isso, o foco não deve ficar apenas na vítima – tudo deve ser observado. “Para chegar a esse ponto, de raspar o cabelo, já existe um problema sistêmico gravíssimo, que transcende o grupinho imediato que faz o bullying. Esse espaço diz que a pessoa não pode ser o que ela é”, alerta o profissional. O que esse pedido revela Crianças usam o corpo para comunicar estados internos antes de conseguirem explicar tudo em palavras. Assim, o desejo de “apagar” um traço da própria aparência pode vir acompanhado de sensações corporais difíceis e emoções intensas, como raiva, nojo e rejeição de si mesmo. Achar que é uma simples fase ou um exagero tende a minimizar o sofrimento. Além disso, existe diferença entre o desejo genuíno de mudança e o pedido movido pela tentativa de evitar dor. Quando ocorre por afirmação de identidade e pertencimento em grupos harmônicos, pode ser saudável. Agora, se for uma pré-condição para ser aceito por quem exclui ou ridiculariza, exige intervenção. Segundo Davids, o impacto disso pode ser profundo. Ele cita a autora Melanie Harned ao mencionar pensamentos que podem se consolidar com a repetição do bullying, como “sou feio, defeituoso e indesejável” ou “eu não pertenço”. Com o tempo, a criança pode passar a se esconder para não ser criticada. Como acolher sem agir no impulso A orientação central é acolher e validar o que está acontecendo, sem atender ao pedido de imediato quando ele surge como reação a um ambiente hostil. Permitir a mudança sem trabalhar o que está por trás pode reforçar os termos da exclusão. Para entender o que ocorre na escola, o profissional recomenda ouvir sem julgar e sem induzir respostas. Repetir com suas palavras o que a criança contou e fazer perguntas abertas – como “o que mais aconteceu?”, “quem participou?” e “o que você sentiu?” – ajudam a ampliar a compreensão. “Depois disso, é essencial investigar o ambiente e envolver a instituição. Um caso de bullying nunca é resolvido individualmente, porque é um problema coletivo”, orienta o psicólogo Ricardo Davids. Sinais de alerta e próximos passos O conceito de bullying já caracteriza o intolerável, pois se trata de um processo sistêmico e crônico em que a vítima raramente consegue se proteger sozinha. Mas alguns sinais indicam que o impacto está exigindo apoio psicológico mais próximo: alterações de humor (muita raiva ou muita tristeza); isolamento social; relutância em ir à escola; negligência com o autocuidado; mudanças bruscas de comportamento; vergonha e tentativa de esconder o sofrimento. Lembre-se: a escola tem papel central e indispensável. “É comum que a vítima desenvolva habilidades e, ainda assim, o bullying continue, porque o ambiente mantém a estigmatização. Desconfie de instituições que criam barreiras para enfrentar o problema”, reforça o profissional. Ricardo ainda lembra que quem vive o bullying sofre prejuízos no desenvolvimento de habilidades sociais, negociação e tolerância à frustração. A naturalização da violência traz consequências futuras, em relações e até no trabalho.
O bebê ainda não entende, mas a leitura já funciona
Antes mesmo de acompanhar e compreender a história, o bebê já ganha muito quando alguém lê para ele. Isso porque, nos primeiros meses de vida, a leitura vai muito além do enredo: envolve voz, colo, contato e afeto que estimulam o desenvolvimento e fortalecem os vínculos. É por isso que o hábito pode entrar cedo na rotina, em momentos simples do dia. Para Adelir Marinho, doutora em educação e pesquisadora da infância, esses momentos expõem o bebê a diferentes sons, ritmos, palavras e expressões, contribuindo para desenvolver a linguagem, a atenção e a memória, além de aumentarem a aproximação com os pais e cuidadores. "Antes mesmo de aprender a ler, a criança começa a perceber que o livro é um objeto de prazer, acolhimento e descoberta. Essa troca também favorece a linguagem receptiva, ou seja, a capacidade de compreender a fala antes mesmo de falar", explica a profissional. Muito além da história Quando um adulto lê para um bebê, não é apenas a narrativa que importa. A voz, a entonação, a repetição e o contato físico que fazem parte dessa experiência ajudam a criar um ambiente seguro e acolhedor. Para tornar esse momento ainda mais rico, a especialista indica: usar diferentes entonações e ritmos durante a leitura; reler a mesma história sem receio, já que a repetição fortalece a memória, amplia o vocabulário e ajuda a reconhecer padrões da linguagem; manter contato visual, sorrir e ficar próximo da criança; permitir que ela toque o livro, observe as imagens e, quando já for maiorzinha, vire as páginas. A leitura não precisa seguir regras rígidas: pode acontecer antes de dormir, depois do banho ou em qualquer parte tranquila do dia. O mais importante é que seja um momento leve, sem cobranças ou expectativa de atenção plena. Se o bebê não quiser ouvir a história Sem frustrações: é completamente esperado que o bebê não se envolva com a leitura. Nos primeiros meses e anos de vida, o interesse dele, muitas vezes, está mais nas imagens, nas cores ou até mesmo no próprio livro do que na sequência da narrativa. "Nesses momentos, vale comentar as imagens, nomear os objetos e respeitar o ritmo da criança. Quando acompanhamos a leitura com leveza e sem cobranças, ela se transforma em uma experiência prazerosa e fortalece o vínculo entre ambos", destaca a pesquisadora Adelir. Por isso, na hora de escolher os livros, prefira modelos resistentes, como os de pano, banho ou cartonados. Imagens grandes, cores contrastantes, pouco texto, linguagem simples, rimas, repetições, temas do cotidiano e elementos interativos (como abas e diferentes texturas) tornam a experiência ainda mais interessante. Como criar hábito desde cedo Não existe uma idade ideal para começar, mas a leitura pode fazer parte da rotina desde o nascimento. Afinal, o mais importante não é terminar um livro ou ler por muito tempo e, sim, criar momentos frequentes de interação e afeto. É justamente dessas experiências afetivas que nasce a relação da criança com os livros. Ou seja, em qualquer fase da vida vale compartilhar esse momento com leveza, respeitando o tempo do bebê e a experiência sobre acolhimento, descoberta e conexão. "O que realmente faz diferença é a constância dessas pequenas interações. Quando a criança cresce em um ambiente em que os livros fazem parte do cotidiano e percebe que a leitura é valorizada, aumenta a probabilidade de desenvolver uma relação positiva com esse universo", finaliza a especialista.
Antes de beijar um recém-nascido, leia isto
Visitar um bebê, sobretudo um recém-nascido, desperta a vontade de pegar no colo, beijar e demonstrar carinho. Entretanto, até mesmo o carinho precisa de cuidado. Nas primeiras semanas de vida, evitar alguns gestos é importante para reduzir o risco de infecções. E a regra vale para todo mundo. Foi por esse motivo que a advogada Paloma Moura, mãe de uma menina de dois anos, decidiu estabelecer limites para as visitas ainda durante a gestação. A preocupação surgiu depois de conhecer casos de bronquiolite em bebês pequenos. “Eu li muito sobre a doença durante a gravidez, porque isso já me preocupava bastante. Quando minha filha nasceu, não pensei duas vezes antes de limitar as visitas”, relembra. Primeiros dias exigem proteção extra Segundo a pediatra Clery Gallacci, do Hospital e Maternidade Santa Joana, o recém-nascido possui um sistema imunológico imaturo, o que aumenta sua vulnerabilidade às infecções virais e bacterianas. O primeiro leite da mãe, conhecido como colostro, ajuda a oferecer anticorpos e proteínas importantes para essa proteção. Além disso, ainda na gestação, o bebê recebe anticorpos pela placenta, motivo pelo qual a vacinação materna é essencial. “O beijo no rosto pode transmitir, por meio de micropartículas e gotículas respiratórias, diversos agentes infecciosos. Da mesma forma, o beijo nas mãos também representa risco, porque o bebê costuma levá-las à boca”, alerta a médica. Quem deve evitar contato com o bebê A principal preocupação entre os pediatras está nas primeiras semanas de vida. O cenário se torna ainda mais alarmante quando acontece em um período de maior circulação de vírus respiratórios, como o inverno, por exemplo. Mas nem toda visita representa o mesmo risco. De acordo com a especialista, algumas situações exigem ainda mais cuidado e podem, inclusive, justificar o adiamento do encontro. Como recomendação, ela destaca: evitar visitas com sintomas gripais, febre ou qualquer processo infeccioso; impedir o contato direto de pessoas com herpes labial ou outras lesões na pele; evitar a presença de crianças em idade escolar, que podem transmitir vírus respiratórios; higienizar as mãos antes de tocar no bebê; utilizar máscara durante a visita. Limites sem conflitos Na experiência de Paloma, compartilhar informações sobre os riscos ajudou a tornar essa conversa mais fácil e superar o receio de desagradar outras pessoas valeu a pena. Para o marido foi mais difícil, mas priorizar a bebê era inegociável. Conversar com os familiares antecipadamente e deixar claro que os cuidados são temporários pode ajudar. Explique que o objetivo não é afastá-los, mas proteger o bebê, já que uma simples coriza pode representar um risco real. Por último, a pediatra Clery Gallacci recomenda restringir as visitas nas primeiras semanas para avós e tios próximos que estejam saudáveis. Ela também lembra que o carinho da família pode ser demonstrado de outras maneiras, como participando da rede de apoio da mãe ou tocando o bebê apenas sobre a roupa.
Filho chora muito no banho: será a temperatura da água?
Banheiro preparado, água morna, ambiente tranquilo. O banho deveria ser daqueles momentos de puro cuidado e acolhimento, mas, às vezes, o choro do bebê já começa na hora de tirar a roupinha e entrar na banheira. Será que a temperatura da água está por trás de tantas lágrimas? Alguns sinais respondem a dúvida e ajudam a resolver o caso. A pediatra Anna Dominguez, dos hospitais Sírio-Libanês e Vila Nova Star, explica que o choro no banho é comum, principalmente nos primeiros três meses de vida. Nessa fase, o sistema neurológico ainda é imaturo, e mudanças de temperatura, retirada da roupa e afastamento do colo podem gerar desconforto. “O banho envolve troca de estímulos, contato com a água e alteração de posição, o que pode ser intenso para quem ainda está se adaptando ao mundo”, avalia a médica. Não compreender a transição de ambiente também está entre os motivos. Temperatura faz diferença Sem dúvidas, a água pode ser um fator importante no choro. A recomendação é testar antes de colocar a criança na banheira. A parte interna do antebraço é uma boa referência: se o adulto sentir desconforto por estar muito fria ou muito quente, o bebê provavelmente também sentirá. Existe uma faixa considerada ideal e segura para a água: em torno de 34 °C. Termômetros próprios para banheira ajudam a garantir essa precisão, já que o teste de pele não conseguirá ser tão exato. Além do choro, o corpo costuma dar sinais claros de desconforto térmico: calor excessivo: pele avermelhada, suor, rosto ou corpo inchados, menor atividade e até sonolência; frio excessivo: palidez ou tom acinzentado, irritação, choro persistente e pele marmorizada. “Observar esses indícios físicos e comportamentais ajuda a diferenciar um incômodo pontual de algo que precisa ser ajustado”, orienta Anna Dominguez, que ministra cursos de atualização para outros médicos do Hospital Israelita Albert Einstein. Mais fatores que podem incomodar Nem sempre o problema está na água. Excesso de estímulos tende a ser estressante para bebês pequenos. Isso porque, quanto mais barulho ou movimentação, maior será a agitação dos pequeninos. Para tornar o momento mais confortável e favorecer a adaptação, a pediatra recomenda: manter ambiente calmo e silencioso; preferir luz indireta; ter, no máximo, uma ou duas pessoas conduzindo a rotina; optar por banhos rápidos; utilizar a temperatura adequada. Por fim, cabe um alerta: se, mesmo após os três meses, o bebê continuar apresentando estresse intenso no banho ou se o choro for tão forte a ponto de fazê-lo perder o fôlego, é importante buscar avaliação médica. “Pele extremamente arroxeada também merece atenção, pois pode indicar algo além do desconforto térmico”, finaliza a médica.
Meu bebê mama pouco tempo. Isso quer dizer que mamou mal?
É comum associar uma mamada rápida à ideia de que o bebê não se alimentou o suficiente. No entanto, isoladamente, o tempo não é um bom indicador de qualidade. A idade do nenê, a eficiência da sucção, a fase da amamentação e até o fluxo do leite materno são fatores que podem fazer com que alguns bebês mamem a quantidade indicada em poucos minutos. "Mais importante do que o relógio é observar se o bebê consegue transferir o leite de forma eficiente e atender às suas necessidades nutricionais e emocionais", avalia Maria Cristina Pauli, enfermeira especialista em crianças e coordenadora acadêmica de Enfermagem da Universidade Anhembi Morumbi de Piracicaba (SP). Sinais de que a mamada foi eficiente Bebês mais velhos costumam coordenar melhor a sucção, a deglutição e a respiração, tornando a mamada mais rápida. Além disso, algumas mães apresentam uma ejeção de leite mais intensa, o que também favorece mamadas mais curtas. Por essa razão, em vez de contar os minutos, a profissional recomenda observar outros sinais importantes. Uma boa pega costuma ser marcada por: boca bem aberta; lábios voltados para fora; queixo encostado na mama; sucções profundas; pausas para deglutir; ausência de dor intensa durante a amamentação. Ao final de uma boa mamada, o bebê tende a ficar relaxado e satisfeito. O que acompanhar no dia a dia Para a pediatra Clery Gallacci, especialista em amamentação do Hospital e Maternidade Santa Joana, a própria rotina dá pistas sobre a efetividade da mamada. A presença de urina e fezes na fralda, o sono tranquilo após mamar e o ganho de peso adequado são bons indicadores. Se mesmo assim surgirem dúvidas sobre mamadas muito curtas, a avaliação do pediatra é fundamental para diferenciar situações naturais daquelas que realmente precisam de alguma intervenção. “O acompanhamento desde a maternidade e nas consultas de rotina permite identificar se há necessidade de ajustar aspectos como a posição para amamentar, a maturidade do recém-nascido ou alguma dificuldade na sucção e na deglutição”, esclarece a médica. Nem todo pedido de peito é fome Embora muitos comportamentos possam dar a impressão de que o bebê mamou pouco, nem sempre isso é verdade. Sobretudo nas primeiras semanas de vida, ele pode: querer mamar novamente após pouco tempo; colocar as mãos na boca; fazer movimentos de sucção; adormecer rapidamente após a mamada; procurar o peito por necessidade de conforto. Também é comum acontecer o chamado cluster feeding, quando o pequenino realiza várias mamadas em sequência, principalmente no fim da tarde e à noite. Isso faz parte do desenvolvimento e não significa, necessariamente, insuficiência do leite. Quando ficar alerta As especialistas reforçam que a eficácia da mamada deve ser avaliada pelo conjunto dos sinais apresentados pelo bebê e não apenas pelo tempo no peito. Vale buscar orientação médica em casos de: pouco ganho de peso; redução do número de fraldas molhadas; dor intensa durante a amamentação; dificuldade na pega; insegurança persistente da família. Como dica final, ambas aconselham: evite comparar o tempo que seu bebê mama com o de outras crianças. Cada um desenvolve seu próprio ritmo de amamentação.
“Eu faço sozinho”: o que essa fase revela sobre seu filho
Entre a pressa do adulto e a descoberta da criança, nasce um dos momentos mais intensos da primeira infância: a fase do “eu faço sozinho”. Comer, vestir ou guardar brinquedos deixam de ser apenas tarefas e passam a representar autonomia quando os pequenos adotam essa frase. Sabemos, porém, que quando o relógio aperta, o desejo de independência pode virar tensão. A analista administrativa Jennifer Cristina percebeu essa mudança logo após a filha iniciar na creche. A menina passou a querer repetir em casa o que fazia na escola, especialmente na hora da comida. Prestes a completar 3 anos, surpreendeu: pegou o pote de brócolis da geladeira, abriu e começou a comer sozinha, no tempo dela. No entanto, essa diferença de ritmo entre os adultos pode causar uma certa tensão. “O pai dela acha mais fácil cortar e dar na boca para ser mais rápido. Eu defendo que ela precisa dessa autonomia e quero que faça no tempo dela, mesmo quando estou cansada do trabalho”, diz a mãe. O que significa o “eu faço sozinho” A psicóloga Thamiris Camargo, que atende crianças da primeira infância na Clínica Revitalis, explica que essa fase é marcada pelo desejo intenso de agir por conta própria. Ela surge com força entre 1 ano e meio e 3 anos, quando a criança começa a se perceber como um sujeito separado do adulto. “O ‘eu faço sozinho’ é, no fundo, um ‘eu existo’”, explica a profissional. Assim, essa etapa se caracteriza por atitudes como: tentativa de realizar ações sem ajuda, mesmo sem coordenação suficiente; insistência em tarefas ligadas ao próprio corpo e ao ambiente; resistência quando o adulto interfere rapidamente; necessidade de experimentar causa e efeito. Cognitivamente, a criança já compreende que, ao tentar fazer sozinha alguma atividade, algo sempre vai acontecer. Pelo lado emocional, tal manifestação constrói identidade, autoestima e senso de competência. Quando o adulto permite a tentativa, a mensagem é de confiança; quando impede constantemente, pode transmitir insegurança. Em que ações essa fase aparece mais O desejo de autonomia costuma surgir nas tarefas que envolvem o próprio corpo e o controle do ambiente, como: comer sozinho, mesmo que derrube comida; tentar vestir ou tirar a roupa; escovar os dentes; guardar brinquedos; subir escadas. Não se trata apenas de prática diária, mas de algo simbólico. Ao realizar essas ações, a criança experimenta domínio sobre si mesma e o espaço ao redor, fortalecendo a noção de autoria e iniciativa. A especialista em comportamento infantil ainda reforça que não é uma birra do pequeno. “Isso gera um conflito de tempos, porque o adulto vive no relógio, enquanto a criança está na experiência”, justifica. Por que isso gera tanta tensão O conflito nasce justamente porque os ritmos são diferentes. Os pais e cuidadores têm horários a cumprir, enquanto as crianças precisam sentir que são capazes de fazer aquilo, independentemente do tempo. Essa tensão aumenta quando autonomia e pressa se encontram. Para a psicóloga Thamiris Camargo, equilibrar incentivo e organização familiar exige escolhas realistas. Nem sempre será possível permitir que a criança faça tudo sozinha, especialmente quando há compromissos a cumprir. O importante é estar ciente que, reconhecer isso não significa falhar. Como incentivar sem transformar em conflito Quando a criança quer fazer algo sozinha, mas ainda não consegue dar conta do recado, a orientação é oferecer ajuda sem assumir totalmente o controle. Ou seja, deve-se considerar antecipar-se e dividir as tarefas com o pequeno, sempre valorizando a tentativa dele para fortalecer a confiança. “Essa fase não é um problema a ser corrigido, mas um sinal de desenvolvimento saudável. Crianças que podem tentar, errar e tentar novamente constroem autonomia emocional, tolerância à frustração e confiança. O papel do adulto não é acelerar, mas sustentar – com paciência, limite e respeito”, garante a profissional.














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