Shampoo Infantil Glicerina Suave 750ml – Baruel Baby
Shampoo de glicerina com ingredientes suaves para uma limpeza eficiente e segura do cabelo infantil de bebês e crianças.
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Shampoo de glicerina com ingredientes suaves para uma limpeza eficiente e segura do cabelo infantil de bebês e crianças.
ComprarQuantidade
750 ml
Fragrância
Suave
Benefícios
• Hipoalergênico
• Sem lágrimas
• Oftalmo e dermatologicamente testado
• Com ingredientes de origem natural
• Cheirinho de carinho
• Limpeza suave
• Sem silicone
• Sem parabenos
• Não testado em animais
• Produto vegano
Dicas de Uso
Molhe os cabelinhos do seu bebê. Coloque uma pequena quantidade do produto nas mãos e aplique delicadamente nos cabelinhos, massageando suavemente até formar espuma.
Resultado
Cabelinho limpo e macio com cheirinho de carinho.
Só a Baruel Baby entende o jeito brasileiro de cuidar bem dos nossos bebês, que é repleto de afeto, com qualidade e segurança.
Todo bebê merece esse carinho!
Ingredientes
COMPOSIÇÃO: ÁGUA, SULFATO DE SÓDIO LAURETE, COCAMIDOPROPIL BETAÍNA, CLORETO DE SÓDIO, FENOXIETANOL, COCOATO DE GLICERILA PEG-7, DECIL GLICOSÍDEO, GLICEROL, PERFUME, PALMATO DE GLICERILA HIDROGENADO PEG-200, SULFATO DE SÓDIO, BENZOATO DE SÓDIO, EDETATO DISSÓDICO, ÁCIDO CÍTRICO, SORBATO DE POTÁSSIO, LINALOL, CITRATO DE SÓDIO, CITRONELOL, CUMARINA, ÁCIDO BENZOICO, ALFA-ISOMETIL IONONA, HEXIL CINAMAL, GERANIOL, CINAMATO DE BENZILA, CORANTE AMARELO DE TARTRAZINA 19140, CORANTE VERMELHO DE PONCEAU 16255, AMINOMETILPROPANOL.
INGREDIENTS: AQUA, SODIUM LAURETH SULFATE, COCAMIDOPROPYL BETAINE, SODIUM CHLORIDE, PHENOXYETHANOL, PEG-7 GLYCERYL COCOATE, DECYL GLUCOSIDE, GLYCERIN, PARFUM, PEG-200 HYDROGENATED GLYCERYL PALMATE, SODIUM SULFATE, SODIUM BENZOATE, DISODIUM EDTA, CITRIC ACID, POTASSIUM SORBATE, LINALOOL , SODIUM CITRATE, CITRONELLOL, COUMARIN, BENZOIC ACID, ALPHA-ISOMETHYL IONONE, HEXYL CINNAMAL , GERANIOL, BENZYL CINNAMATE, CI 19140, CI 16255, AMINOMETHYL PROPANOL.
Mais sobre Shampoo Infantil Glicerina Suave 750ml – Baruel Baby
Shampoo de Glicerina com ingredientes suaves para uma limpeza eficiente e segura do cabelo infantil de bebês e crianças.
O Shampoo de Glicerina Suave Infantil Baruel Baby é hipoalergênico com ingredientes de origem natural. Testado oftalmologicamente e dermatologicamente para garantir uma limpeza suave e segura.
O cheirinho de carinho do Shampoo de Glicerina Suave também é um cheirinho prolongado.
Sua fórmula é livre de silicone e livre de parabenos e desenvolvida para garantir um banho sem lágrimas.
Produto vegano e não testado em animais.
Recomendações
Produto para uso externo. Conservar em local seco e fresco. Manter o produto fora do alcance de crianças. Deve ser aplicado por adulto ou sob sua supervisão. Não usar se o couro cabeludo estiver ferido ou irritado. Em caso de irritação, suspender o uso e procurar um médico. Caso o produto entre em contato com os olhos, lavar com água corrente em abundância e procurar um médico. Este produto foi formulado de maneira a minimizar possível surgimento de alergia.
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Perguntas frequentes
Quer dizer que nossos produtos não produzem efeitos colaterais como a irritação dos olhos.
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Amamentar a cada 3 horas: até quando é necessário?
Nos primeiros dias de vida do bebê, muitas famílias ficam reféns do relógio quando o assunto é amamentação. A orientação padrão de oferecer o peito a cada 3 horas costuma gerar dúvidas, causar ansiedade e até sentimento de culpa. Entender melhor a recomendação médica é o melhor caminho para lidar com essa situação. Na prática, amamentar “de 3 em 3 horas” significa contar o intervalo a partir do início da mamada anterior e não do momento em que ela termina. “Essa recomendação funciona como uma regra de segurança no início da vida para evitar que o bebê fique longos períodos sem se alimentar até recuperar o peso do nascimento”, explica a enfermeira obstetra e consultora de amamentação Meiriele Rodrigues. Esse cuidado faz sentido porque o recém-nascido ainda tem uma capacidade gástrica muito pequena, o leite materno é digerido rapidamente e as mamadas frequentes são fundamentais para estimular e regular a produção de leite da mãe. É como se os primeiros dias “calibrassem” a fábrica materna. Regra não vale para sempre De modo geral, esses intervalos curtos e regulares para mamar só são indicados até o nenê retornar ao peso que nasceu. Isso costuma acontecer entre o 10º e 15º dia de vida. A partir dali, se o recém-nascido estiver saudável, alerta e com bom ganho ponderal, o relógio tende a perder um pouco a importância. Não significa, porém, abandonar os cuidados. Para a profissional, é a hora certa de entender que a amamentação deve seguir mais os sinais que o bebezinho dá do que horários previamente estabelecidos. Já a livre demanda é indicada desde o início, com uma ressalva importante: nas primeiras semanas, ela é “livre” para o bebê pedir, mas a mãe deve ofertar o peito, caso ele durma por tempo prolongado. Com o ganho de peso bem estabelecido, isso muda. Será que meu bebê está mamando o suficiente? Mesmo quando os intervalos entre as mamadas começam a variar, alguns sinais ajudam a confirmar que a amamentação está adequada. Entre os principais, a especialista Meiriele Rodrigues destaca: fraldas de xixi frequentes, claras e bem cheias (geralmente seis ou mais por dia); comportamento de saciedade após a mamada, como soltar o peito espontaneamente e relaxar as mãos; ganho de peso constante nas consultas de acompanhamento com o pediatra. Por outro lado, tentar espaçar demais as mamadas antes do tempo também pode trazer riscos. Vale ficar de olho em: desidratação; letargia (o bebê fica tão fraco que não acorda para pedir leite); dificuldade em engordar. Além disso, a mãe também costuma sofrer com o espaçamento precoce. Diminuição da produção de leite e risco aumentado para mastite e ingurgitamento mamário – o famoso “leite empedrado” – são algumas das consequências. “Peito é fábrica; não, estoque. Quanto mais o bebê mama, mais leite o corpo entende que precisa produzir”, reforça a profissional. Durante a madrugada Acordar o recém-nascido de madrugada para oferecer o peito pode parecer errado, afinal, ele finalmente dormiu. Porém, é uma regra necessária nas primeiras semanas, enquanto os quilos do nascimento ainda não foram recuperados. Normalmente, o intervalo para aleitamento não deve ultrapassar três ou quatro horas, mas quem define é o pediatra. A consultora de amamentação Meiriele Rodrigues lembra que, após essa fase, se tudo estiver bem, não há mais necessidade de despertar o nenê, uma vez que o sono também é essencial para o desenvolvimento neurológico. Para mães que se sentem presas ao relógio, a enfermeira ensina que observar o filho é o melhor caminho. Isso porque, antes mesmo do choro, ele já dá sinais claros de que está com fome, como: levar as mãos à boca; virar a cabeça; ou fazer movimentos de sucção. “Responder a esses sinais torna a amamentação mais fluida, eficiente e menos angustiante”, garante a especialista.
Bico de silicone: ajuda mesmo todas as mães?
A amamentação nem sempre começa de forma simples. Dor, insegurança e dificuldades na pega podem transformar o que deveria ser um momento de conexão em fonte de sofrimento. Nessas situações, muitas mães ouvem falar do bico de silicone. Nem solução mágica, nem vilão, o acessório divide opiniões e tem indicações específicas. Com dores intensas nos seios, fissuras no mamilo e impasses na sucção da bebê, o pediatra recomendou o uso do bico de silicone para a lash designer Aline Lins, de 36 anos. Mãe de primeira viagem, ela não aceitou a alternativa de primeira, porque sentia que estava “falhando” na maternidade. “A amamentação foi uma tortura para mim. Eu tinha muita aflição de amamentar por causa do silicone e parecia que nunca dava certo. Comecei a ter dores, machucados e minha filha não estava com peso adequado por causa desses problemas”, lembra. Quando o bico de silicone é indicado? A enfermeira obstetra e consultora materna de amamentação Cinthia Calsinski explica que o bico de silicone é um dispositivo auxiliar, utilizado em situações específicas para facilitar a transição ou manutenção da amamentação. O uso deve sempre ter um objetivo claro e acompanhamento profissional. Entre as situações mais comuns que levam ao uso, estão: dor intensa ao amamentar, geralmente associada à pega inadequada; fissuras mamilares, muitas vezes consequência de manejo incorreto; dificuldade de pega do bebê, especialmente nos primeiros dias; uso precoce de bicos artificiais; casos específicos de mamilos planos ou invertidos, sempre após avaliação. Já rotina ou prevenção não são motivos para usá-lo. “Nem todas as mães se beneficiam com o bico de silicone e a recomendação ocorre apenas após avaliação individualizada da dupla mãe-bebê. Muitas dificuldades iniciais podem ser resolvidas com ajustes de posição, pega e manejo, sem necessidade do bico”, pondera a especialista. Riscos e limites do uso Na maioria dos casos, o acessório deve ser encarado como estratégia temporária, com plano claro de acompanhamento e retirada progressiva. Em determinadas situações, pode ser utilizado por mais tempo, mas sempre com monitoramento ativo. Isso porque, quando utilizado de forma inadequada, pode: reduzir a estimulação direta da mama, interferindo na produção de leite; dificultar a transferência eficaz de leite, levando a ganho de peso insuficiente; prolongar dificuldades de pega; atrasar a adaptação ao peito; aumentar o risco de desmame precoce. “É importante reforçar que o dispositivo não vai tratar a causa do problema. Ele pode aliviar temporariamente os sintomas da mãe, mas, em algumas vezes, nem isso acontece”, alerta a consultora de amamentação Cinthia Calsinski. Como saber se está ajudando (ou não) A enfermeira obstetra recomenda atenção aos sinais bons e ruins para avaliar se o uso do bico de silicone está sendo realmente positivo ou causando algum prejuízo. Está ajudando se: o bebê suga de forma eficaz e relaxa após as mamadas; há ganho de peso adequado; a mãe sente redução da dor. Atrapalha em casos em que: as mamadas sejam muito longas ou ineficazes; o bebê não ganha peso adequadamente; a produção de leite acaba reduzida; surge a dificuldade de amamentar sem o bico ao longo do tempo. Apesar de resistir no início, Aline Lins foi incentivada pela sogra a testar a alternativa. “Acabou sendo muito bom. A aflição passou, os machucados sararam e minha filha teve sucesso na pega. Devia ter usado antes”, relembra. Quando se recuperou e ganhou mais segurança, ela deixou de usar e a amamentação deu certo.
A pele do bebê avisa quando algo não vai bem
Muito mais que ser delicada, a pele do bebê pode funcionar como um dos primeiros lugares onde o corpo sinaliza que precisa de mais atenção. Na rotina de cuidados, vermelhidões e irritações, como as assaduras, costumam ser sinais visíveis de que algo não está em equilíbrio. A pediatra Maitê Yukie Ota Kyllonen, do Hospital Prontil, explica que a pele é o maior órgão do corpo e funciona como barreira de proteção contra o meio externo. Alterações como dermatites, brotoejas e assaduras são queixas frequentes no consultório, especialmente nos primeiros meses de vida. “Inclusive, na medicina oriental, a doença de pele está muito relacionada a um desequilíbrio interno. Tudo que comemos, sentimos e usamos afeta este órgão, que é o principal responsável por proteger nosso corpo contra o exterior”, afirma a médica. Por que a assadura é tão comum Em bebês, a assadura é uma das situações mais habituais devido ao uso contínuo de fraldas. Isso porque a umidade, o contato prolongado com urina e fezes e o atrito constante favorecem irritações na região. Quando a assadura demora mais do que algumas semanas para melhorar, pode estar associada a fatores alimentares ou até emocionais, o que reforça a importância de compreender o contexto familiar. Ainda segundo a pediatra, o suor também pode contribuir para o quadro, principalmente em bebês com muitas dobrinhas. Já nas crianças maiores, a urticária passa a ser mais comum devido à maior exposição a alérgenos, como corantes. Quando a assadura exige um médico Nem toda vermelhidão é motivo de preocupação imediata. No entanto, alguns sinais indicam que não se trata apenas de uma assadura leve e merecem avaliação médica: úlceras; pápulas eritematosas (bolinhas vermelhas); bolhas; pus; crostas; dor extrema; sinais flogísticos, como calor, rubor e inchaço, que remetem à infecção por fungos ou bactérias. “Um quadro pode se agravar quando surgem ulcerações, infecções secundárias ou quando se torna mais crônico. Normalmente, essas situações estão associadas a alergias ou fatores alimentares ou mesmo emocionais”, reforça a pediatra Maitê Yukie. Como prevenir e evitar erros A melhor forma de se precaver das assaduras é manter íntegra a barreira de proteção da pele. Hidratar adequadamente ajuda a proteger e a evitar que essa barreira se rompa, abrindo espaço para doenças cutâneas. Usar qualquer pomada não é a melhor solução para isso. “Nem toda pomada deve ser usada no tratamento da assadura. É necessária avaliação médica para entender o tipo de lesão e definir o tratamento adequado”, orienta a especialista. Sem contar que, quando a assadura se repete com frequência, é preciso individualizar o caso e avaliar o contexto familiar. Nesses casos, pode haver falha terapêutica ou necessidade de investigação mais aprofundada.
É normal o bebê chorar muito? O que saber sobre isso
O choro faz parte do desenvolvimento do bebê, especialmente nos primeiros meses de vida. Nem todo choro é igual e entender os padrões ajuda os cuidadores a saberem quando é algo esperado ou se merece mais atenção. Frequência, intensidade e sinais são pontos importantes para diferenciar o que é rotineiro de algo a ser investigado. Nos primeiros meses, é esperado que o bebê chore mais, sobretudo entre a quarta e a sexta semana de vida, com melhora gradual até os três ou quatro meses. Afinal, o choro é a principal forma de comunicação dele para expressar necessidades e desconfortos, como fome, sono ou excesso de estímulos. A pediatra Greter Fernandez explica que, dentro desse período, existe inclusive um padrão clássico para definir o choro excessivo, conhecido como cólica do lactente. É a chamada “regra dos 3s”: choro por mais de 3 horas por dia, em pelo menos 3 dias da semana, por 3 semanas consecutivas, em bebês saudáveis e com ganho de peso adequado. Por que alguns bebês choram mais As causas do choro frequente são multifatoriais e nem sempre estão ligadas a doenças. Entre os motivos mais comuns listados pela médica estão: necessidades básicas não atendidas, como fome, fralda suja, frio, calor ou sono; cólicas relacionadas à imaturidade do sistema gastrointestinal e neurológico; fatores psicossociais, como o ambiente e a interação entre cuidador e bebê, intolerâncias alimentares, como a alergia à proteína do leite de vaca; mais raramente, condições orgânicas (refluxo gastroesofágico patológico, infecções ou dores específicas são alguns exemplos). A enfermeira obstetra e educadora perinatal Emanuela Gomes destaca também que nem sempre o choro tem uma causa óbvia. Pode ser desde uma etiqueta de roupa incomodando até a necessidade de colo. Tem bebê que só se acalma ao ouvir a batida do coração da mãe, um som que ele reconhece desde a gestação, por exemplo. Choro normal ou sinal de dor O choro considerado normal costuma ser episódico, aparece mais no fim do dia, pode ser consolado com estratégias simples e não vem acompanhado de outros sintomas. Já quando há dor ou algum problema de saúde, o comportamento tende a ser diferente. Para não ter dúvidas, as profissionais recomendam observar os seguintes sinais: vermelhidão facial intensa; respiração irregular ou acelerada; retração dos membros; arqueamento do corpo; irritabilidade contínua que não melhora com o cuidado do adulto; alterações na alimentação; vômitos persistentes, febre e dificuldade para ganhar peso. A pediatra Greter Fernandez indica avaliação médica imediata em casos de febre superior a 38°C, vômitos com biles, letargia, sangramentos e quadros neurológicos, como convulsões ou abaulamento da fontanela – popularmente chamada de “moleira estufada”. Como lidar com a cólica do lactente Apesar de angustiante, a cólica do lactente é um diagnóstico clínico de exclusão, ou seja, que descarta condições mais sérias, e tende a melhorar com o amadurecimento do bebê. Os episódios podem surgir logo nas primeiras semanas de vida do recém-nascido e atingir o pico entre seis e oito semanas, com piora do quadro, principalmente, no final do dia. Contudo, essa causa necessita de tempo para ser confirmada. Nesse sentido, a enfermeira obstetra Emanuela Gomes reforça que, nos primeiros 15 dias do bebê, o choro não costuma ser causado por cólica. “O recém-nascido ainda está se adaptando ao mundo fora do útero e chora porque é sua única forma de expressão. Chás ou medicamentos sem prescrição são precoces e contraindicados”, pontua. Entre as estratégias não farmacológicas que podem ajudar estão: colo; contato pele a pele; embalo rítmico; sucção não nutritiva; banho morno; massagem abdominal; cuidado com o ambiente, evitando excesso de luz e barulho. Rotina, ambiente e apoio fazem diferença Criar uma rotina previsível, respeitando o ritmo do bebê, ajuda a reduzir o estresse ao longo do dia. Cada criança reage de forma diferente aos estímulos e essa sintonia se constrói com o convívio diário, sem comparações ou rótulos precoces. As especialistas entrevistadas ponderam que erros comuns, geralmente feitos por cansaço ou desespero, como oferecer fórmula sem necessidade nos primeiros dias, também podem piorar o desconforto do bebê. O estômago do recém-nascido é pequeno e a oferta excessiva pode causar mais mal-estar do que alívio.
“Meu cachinho”: reconhecer o cabelo é afirmar identidade
Em algum momento da infância, muitas crianças começam a observar características próprias e nomeá-las com curiosidade. Frases como “meu cabelo é cacheado”, “meu cabelo cresce para cima” ou “meu cabelo é grande” aparecem naturalmente e fazem parte de um processo importante para a construção de identidade e diversidade. A psicóloga Thaís Barbisan esclarece que esse movimento começa quando a criança passa a reconhecer o que é dela e a se diferenciar do outro. Normalmente, isso costuma acontecer entre 18 e 24 meses, quando aparecem expressões como “meu” e os primeiros sinais de reconhecimento de si mesma. “Já entre dois e três anos, esse entendimento se torna mais consistente. Ela passa a nomear características próprias mais concretas, como partes do corpo e até o tipo de cabelo. Isso indica que está começando a compreender melhor quem ela é”, complementa a profissional. Parte da construção da identidade Vale ressaltar que quando meninos ou meninas falam sobre seu cabelo, eles não estão apenas descrevendo características físicas próprias. Na verdade, esse gesto revela um movimento importantíssimo para a identidade (em construção) daquela criança e sobre a relação afetiva consigo mesma. Com isso, os pequenos começam a moldar o quebra-cabeça sobre a forma como se percebem no mundo. Assim como o nome próprio tem um valor simbólico importante, falar sobre o cabelo ajuda a dar sentido à própria experiência de existir. Nesse momento, a turma mirim também busca reconhecimento e acolhimento dos adultos. “Esse processo fortalece a autoestima, o pertencimento e a segurança afetiva. As crianças sentem que são legitimadas e constroem uma percepção mais segura de si mesmas. A forma como os pais ou cuidadores reagem ajuda a validar quem elas são e ainda contribui para uma base sólida de segurança emocional”, destaca Thaís. Reconhecimento X dimensão cultural A também psicóloga Flávia Mentone, especialista em inclusão e diversidade, da Reponto, observa que esse momento de nomear o próprio cabelo ainda apresenta importantes componentes culturais e sociais, sobretudo no que diz respeito à diversidade. “Quando a criança diz que seu cabelo é cacheado ou cresce para cima, ela está organizando sua identidade. Em um país como o Brasil, onde a textura dos fios se relaciona com questões raciais e sociais, esse reconhecimento ganha uma dimensão cultural. A representatividade não cria a identidade, mas a legitima”, explica. As próprias pesquisas em psicologia do desenvolvimento apontam para isso. De acordo com vários estudos, o autoconceito começa a se formar entre três e seis anos de vida, baseado em características visíveis e na forma como o ambiente reage a elas. Assim, ao ver pessoas com aspectos semelhantes aos seus, a aparência é legitimada e valorizada. O papel do ambiente Durante esse processo de autopercepção infantil, os adultos precisam ter atenção redobrada a como reagem, pois isso impacta diretamente na construção do pequeno ser. Comentários aparentemente pequenos podem tanto reforçar a segurança quanto gerar associações negativas. O mesmo vale para frases continuamente repetidas. A especialista Flávia Mentone compartilha que estudos sobre viés implícito mostram que crianças internalizam rapidamente padrões sociais. Por isso, frases que tratam certos tipos de cabelo como problema podem impactar a forma como elas se veem. É por isso que a especialista enumera dicas importantes de inclusão e diversidade. Embora simples, essas atitudes fortalecem o pertencimento e a autoestima: Criar ambientes que valorizem diferentes tipos de cabelo. Inserir livros diversos sobre o tema. Evitar hierarquizar texturas. Permitir que a criança escolha penteados. Ensiná-la a cuidar do próprio cabelo com produtos adequados. Elogiar características reais em vez de compará-las. Diversificar personagens e brinquedos. Corrigir comentários preconceituosos.
Febre que vai e volta: melhora entre picos também importa
Quando a febre diminui, muitos pais respiram aliviados. Mas a observação deve ir além do termômetro: o comportamento da criança entre os picos de temperatura costuma trazer informações importantes sobre a gravidade do quadro. A pediatra Paulla Linhares explica haver uma expectativa sobre esse intervalo. “A criança deve voltar a brincar, interagir, aceitar líquidos e demonstrar interesse pelo ambiente, mesmo que permaneça um pouco mais quieta do que o normal”, cita. Por outro lado, se a temperatura baixa, mas a prostração continua, a avaliação médica ainda é necessária. Sonolência, irritação inconsolável, recusa hídrica, dificuldade para respirar ou falta de reação também são sinais de alerta. O que observar entre um pico e outro Na pediatria, a regra é tratar a criança e não somente o número que aparece no termômetro. Por essa razão, a forma como o pequeno age entre os picos de febre acaba sendo mais importante do que a temperatura em si. Assim, esses intervalos são uma boa oportunidade para acompanhar a evolução da doença. Atente-se a: disposição para brincar, explorar o ambiente e interagir; contato visual, resposta quando é chamado e interesse pelas pessoas; aceitação de líquidos e sinais de boa hidratação, como boca úmida e urina clara; alimentação, mesmo que em pequenas quantidades; sono, observando se há apenas cansaço ou sonolência excessiva; respiração, verificando se permanece confortável ou apresenta esforço. Segundo a especialista, essas observações ajudam muito mais do que saber apenas qual foi a temperatura máxima. Uma criança que volta ao comportamento normal costuma transmitir tranquilidade, enquanto o oposto merece atenção. Nem toda febre que volta é sinal de piora A febre costuma oscilar ao longo do dia em muitas infecções, principalmente nas virais. Nos primeiros dois ou três dias, é comum a criança apresentar um pico, melhorar após o antitérmico ou com a queda natural da temperatura e voltar a ter febre horas depois. “Esse padrão, isoladamente, não indica agravamento. O que realmente orienta a conduta é o contexto, especialmente o estado geral da criança entre os episódios”, observa a médica. Em geral, a reavaliação médica é indicada quando: a febre persiste por mais de 72 horas; retorna depois de um período longo sem febre; surge acompanhada de dificuldade para respirar, convulsões, rigidez na nuca, manchas na pele, recusa persistente de líquidos ou prostração importante. Os bebês com menos de três meses também precisam de atendimento rápido em casos de febre, ainda que pareçam bem. Como acompanhar a evolução em casa Enquanto a criança estiver doente, a principal recomendação é oferecer líquidos com frequência e respeitar seu ritmo. A diminuição do apetite durante uma infecção é esperada, por isso não é indicado forçar grandes refeições. E não precisa de repouso o tempo todo: estar disposta para brincar ou realizar atividades leves é um ótimo sinal. Vale reservar o termômetro para os momentos de desconforto ou quando sentir a pele mais quente. Já as medicações são outro ponto destacado pela pediatra Paulla Linhares. Isso porque os antitérmicos devem ser usados para aliviar sintomas e não apenas pela temperatura alta. Novamente, o comportamento infantil é um bom marcador. “Uma temperatura alta nem sempre significa uma doença grave. Do mesmo modo, uma condição mais séria pode ocorrer com febre baixa ou até sem febre. Observem mais a criança e menos o termômetro”, finaliza a médica.

