Shampoo Infantil Glicerina Suave Refil 210ml – Baruel Baby
Shampoo de glicerina com ingredientes suaves para uma limpeza eficiente e segura do cabelo infantil de bebês e crianças.
ComprarShampoo Infantil Glicerina Suave Refil 210ml – Baruel Baby
Shampoo de glicerina com ingredientes suaves para uma limpeza eficiente e segura do cabelo infantil de bebês e crianças.
ComprarQuantidade
210 refil
Fragrância
Suave
Benefícios
• Hipoalergênico
• Sem lágrimas
• Oftalmo e dermatologicamente testado
• Com ingredientes de origem natural
• Cheirinho de carinho
• Limpeza suave
• Sem silicone
• Sem parabenos
• Não testado em animais
• Produto vegano
Dicas de Uso
Molhe os cabelinhos do seu bebê. Coloque uma pequena quantidade do produto nas mãos e aplique delicadamente nos cabelinhos, massageando suavemente até formar espuma.
Resultado
Só a Baruel Baby entende o jeito brasileiro de cuidar bem dos nossos bebês, que é repleto de afeto, com qualidade e segurança.
Todo bebê merece esse carinho!
Ingredientes
COMPOSIÇÃO: ÁGUA, SULFATO DE SÓDIO LAURETE, COCAMIDOPROPIL BETAÍNA, CLORETO DE SÓDIO, FENOXIETANOL, COCOATO DE GLICERILA PEG-7, DECIL GLICOSÍDEO, GLICEROL, PERFUME, PALMATO DE GLICERILA HIDROGENADO PEG-200, SULFATO DE SÓDIO, BENZOATO DE SÓDIO, EDETATO DISSÓDICO, ÁCIDO CÍTRICO, SORBATO DE POTÁSSIO, LINALOL, CITRATO DE SÓDIO, CITRONELOL, CUMARINA, ÁCIDO BENZOICO, ALFA-ISOMETIL IONONA, HEXIL CINAMAL, GERANIOL, CINAMATO DE BENZILA, CORANTE AMARELO DE TARTRAZINA 19140, CORANTE VERMELHO DE PONCEAU 16255, AMINOMETILPROPANOL.
INGREDIENTS: AQUA, SODIUM LAURETH SULFATE, COCAMIDOPROPYL BETAINE, SODIUM CHLORIDE, PHENOXYETHANOL, PEG-7 GLYCERYL COCOATE, DECYL GLUCOSIDE, GLYCERIN, PARFUM, PEG-200 HYDROGENATED GLYCERYL PALMATE, SODIUM SULFATE, SODIUM BENZOATE, DISODIUM EDTA, CITRIC ACID, POTASSIUM SORBATE, LINALOOL , SODIUM CITRATE, CITRONELLOL, COUMARIN, BENZOIC ACID, ALPHA-ISOMETHYL IONONE, HEXYL CINNAMAL , GERANIOL, BENZYL CINNAMATE, CI 19140, CI 16255, AMINOMETHYL PROPANOL.
Mais sobre Shampoo Infantil Glicerina Suave Refil 210ml – Baruel Baby
Shampoo de Glicerina com ingredientes suaves para uma limpeza eficiente e segura do cabelo infantil de bebês e crianças.
O Shampoo de Glicerina Suave Infantil Baruel Baby é hipoalergênico com ingredientes de origem natural. Testado oftalmologicamente e dermatologicamente para garantir uma limpeza suave e segura.
O cheirinho de carinho do Shampoo de Glicerina Suave também é um cheirinho prolongado.
Sua fórmula é livre de silicone e livre de parabenos e desenvolvida para garantir um banho sem lágrimas.
Produto vegano e não testado em animais.
Recomendações
Produto para uso externo. Conservar em local seco e fresco. Manter o produto fora do alcance de crianças. Deve ser aplicado por adulto ou sob sua supervisão. Não usar se o couro cabeludo estiver ferido ou irritado. Em caso de irritação, suspender o uso e procurar um médico. Caso o produto entre em contato com os olhos, lavar com água corrente em abundância e procurar um médico. Este produto foi formulado de maneira a minimizar possível surgimento de alergia.
Descubra
Outros produtos Conhecer todos
Shampoo Infantil Cabelos Crespos 400ml – Baruel Baby
Shampoo infantil para cabelos crespos com óleo de coco para cuidar e hidratar crespos curvaturas 3ABC e 4ABC.
Shampoo Infantil Glicerina Suave 210ml – Baruel Baby
Shampoo com ingredientes suaves para uma limpeza eficiente e segura do cabelo infantil de bebês e crianças.
Perguntas frequentes
Quer dizer que nossos produtos não produzem efeitos colaterais como a irritação dos olhos.
Conheça o Universo Infantil
Cafuné antes de dormir acalma bebês e crianças
Antes do soninho chegar, pequenos rituais podem ajudar bebês e crianças a se prepararem para o descanso. Um exemplo simples, mas poderoso, é o cafuné: o toque suave é capaz de sinalizar que o dia está chegando ao fim, além de favorecer o relaxamento, a segurança emocional e a transição entre vigília e sono. Esse gesto carinhoso faz parte da rotina da hora de dormir que a artesã Daiana da Silva adota com seu filho de dois anos. Inspirada em uma lembrança da própria infância, ela manteve o hábito com o menino como uma forma de conexão antes de dormir. “Percebo que ele dorme melhor e mais rápido quando esse momento de aconchego acontece. Eu também sou assim, por isso meu namorado sempre faz em mim. A gente lê uma historinha e depois ficamos no chamego do cafuné, em família, até adormecer”, conta. O poder de um gesto de carinho Segundo a neurologista Priscila Mageste, especialista em medicina do sono, gestos como o cafuné podem ajudar no processo de desaceleração que antecede o ato de dormir. Isso porque movimentos lentos funcionam como um sinal para o corpo iniciar a transição entre estar acordado e entrar no descanso. “O toque suave ativa receptores da pele que se conectam ao sistema sensorial e às áreas cerebrais ligadas às emoções e ao conforto. Isso favorece a sensação de segurança e contribui para que o organismo desacelere”, explica a médica. Com essa ativação, algumas respostas fisiológicas começam a mudar: a respiração se torna mais lenta, a frequência cardíaca diminui e as ondas cerebrais passam gradualmente para um ritmo associado ao relaxamento e ao início do sono, com a liberação de hormônios associados à sensação de segurança e conforto. Ritual para desacelerar De acordo com a profissional, repetir esse gesto dentro de um protocolo noturno pode ajudar o cérebro da criança a reconhecer que o momento de dormir está chegando. A previsibilidade da rotina reduz o estado de alerta e facilita o relaxamento, especialmente após um dia cheio de estímulos. Entre os primeiros anos de vida, esse tipo de regulação externa costuma ser ainda mais importante porque o sistema nervoso segue em desenvolvimento. Além do cafuné, outras práticas podem integrar esse momento, como: leitura de uma história tranquila; ouvir música calma; banho morno no período da noite; diminuir a intensidade das luzes do ambiente. “Com o tempo, porém, é importante que o cafuné não seja o único sinal associado ao início do sono. A criança também precisa desenvolver autonomia para adormecer sem depender exclusivamente do contato físico”, orienta a médica do sono Priscila Mageste. Mudanças com o evoluir com a idade Mesmo que uma rotina noturna funcione muito bem para o bebê cair no sono, isso tende a mudar com o crescimento dele. Afinal, as necessidades já não são mais as mesmas quando o bebê se torna uma criança, assim como a própria rotina familiar, que se transforma ao longo desse desenvolvimento. Nesse sentido, a neurologista destaca algumas medidas eficazes: Manter horários regulares para dormir e acordar, inclusive nos finais de semana. Expor a criança à luz natural pela manhã (com proteção). Reduzir estímulos e atividades agitadas no período da noite. Evitar o uso de telas pelo menos duas horas antes de dormir. Reservar o quarto para o momento de descanso. Criar uma rotina consistente em casa faz diferença. Para Priscila, a melhora do sono costuma acontecer de forma gradual, com hábitos que ajudam o corpo e o cérebro da criança a reconhecer, dia após dia, que chegou a hora de descansar.
Como saber se o bebê está com cólica ou gases?
Desconfortos abdominais são comuns nos primeiros meses de vida e costumam gerar muita dúvida nos cuidadores. Embora gases e cólicas possam causar as mesmas reações, como choro e irritação, não são situações iguais. Entender a diferença ajuda a lidar melhor com o quadro e tratá-lo corretamente. A gastroenterologista pediátrica Aline Falleiros explica que a cólica do lactente é considerada um distúrbio funcional ligado à maturação dos sistemas gastrointestinal e nervoso. Por outro lado, os gases fazem parte do processo digestivo normal e, na maioria das vezes, causam apenas um incômodo leve e passageiro. Segundo a especialista, gases e cólicas podem ocorrer ao mesmo tempo, já que a fermentação do leite no intestino leva à produção de gases ao longo do dia e da noite. Inclusive, a presença dos gases indica que a digestão está acontecendo normalmente. Gases X cólicas Os gases costumam provocar um desconforto abdominal leve, acompanhado de aumento do volume da barriga e flatulência. O choro, quando aparece, tende a ser esporádico, de menor intensidade e melhora rapidamente, sem se repetir de forma sistemática ao longo dos dias. Já a cólica apresenta um padrão mais previsível e repetitivo. O bebê pode ter episódios frequentes de choro inconsolável, geralmente no fim da tarde ou início da noite, várias vezes na semana. Mesmo que não dure três horas seguidas exatamente, o que define o quadro é a repetição desse comportamento por dias consecutivos. Além disso, alguns sinais corporais costumam acompanhar a dor abdominal mais intensa. A médica destaca os principais para ficar de olho: rosto avermelhado; contrações visíveis no abdome; enrijecimento muscular; torções do corpo; irritação intensa e dificuldade para se acalmar. O que pode causar ou piorar Um dos argumentos populares é que engolir ar durante a mamada ou uso de mamadeira provoca gases. Entretanto, não há evidências de que isso aumente o problema. Na verdade, a produção de gases está relacionada sobretudo à ação das bactérias da microbiota intestinal durante a digestão. Já a cólica do lactente não tem uma única causa definida. Alguns estudos indicam que pode estar associada a fatores como: imaturidade do sistema nervoso central; alterações na motilidade intestinal; hormônios gastrointestinais; composição da microbiota; fatores ambientais e biopsicossociais da família. Apesar de muito desconfortável, a cólica é autolimitada: costuma surgir nas primeiras semanas de vida, atingir o pico entre a sexta e a oitava semana e melhorar progressivamente até os três ou quatro meses, desaparecendo quase sempre antes dos cinco meses. O que alivia gases e cólicas do bebê Durante as crises, o mais importante é tentar acalmar o bebê. Algumas medidas simples e seguras podem ajudar a resolver a questão: dar colo com movimentos ritmados; manter contato direto da barriga do cuidador com a do bebê; enrolar o bebê como um “charutinho”; posicionar de lado ou de bruços (sempre com supervisão); colocar compressas mornas no abdome, com cuidado para evitar queimaduras; recorrer a ruídos brancos. A gastropediatra Aline Falleiros reforça que não há comprovação científica sobre a eficácia dos medicamentos para as cólicas, mesmo que alguns bebês se beneficiem em casos específicos. Os chás também não são indicados antes dos seis meses de vida. Já as restrições alimentares maternas só devem ser consideradas quando houver diagnóstico de alergia ou intolerância feito pelo pediatra. Quando procurar o médico A avaliação médica é recomendada sempre que surgirem sinais de alerta, como: sangue nas fezes; dificuldade para ganhar peso; febre; recusa para mamar; vômitos frequentes ou com sangue. Nessas situações, é fundamental investigar causas além dos desconfortos funcionais comuns da infância para o especialista definir o melhor tratamento.
O que realmente é muito usado no enxoval até os 3 meses?
Montar o enxoval para um recém-nascido e os primeiros meses de vida costuma gerar ansiedade e dúvida, sobretudo entre pais de primeira viagem. Mas o que poucos imaginam é que os primeiros meses de vida pedem menos variedade e mais funcionalidade. Itens ligados ao conforto, à higiene e à facilidade nas trocas são os coringas dessa lista. Esses três pilares são fundamentais para a enfermeira obstetra Meiriele Rodrigues, especialista em consultoria materna. “Bodies, culotes e macacões fáceis de vestir formam a base das trocas, enquanto fraldas de pano, paninhos de boca, mantas e um kit simples de higiene são usados diariamente”, ensina. Ela também explica que, na fase inicial, o bebê ainda vive a chamada exterogestação, fase em que precisa se sentir acolhido e seguro. Por isso, tecidos 100% de algodão, roupas práticas e poucos produtos de banho fazem mais diferença do que peças elaboradas ou itens pensados para momentos posteriores. Muito úteis no dia a dia Segundo a profissional, o que não pode faltar na lista do enxoval é: bodies e mijões; macacões com zíper ou botões frontais; fraldas de pano e paninhos de boca; mantas (uma mais leve e outra mais quente); fraldas descartáveis (poucas unidades RN e maior volume do tamanho P); algodão, água morna e pomada de barreira para assaduras. A designer gráfica Rafaela Neves, 25 anos, é mãe de primeira viagem e concorda com as indicações. Com uma bebê de 6 meses, ela conta que bodies, shorts, cueiros, panos de boca e mochila foram os mais usados. Você não vai precisar ainda Vale lembrar que alguns itens são bastante necessários, mas não nos primeiros três meses. Então, dá até para esperar e comprar depois, viu? A consultora materna enumera o que pode esperar um pouco: sapatos; roupas com muitos botões nas costas; peças de jeans ou tecidos rígidos; termômetros de banheira; luvas, que limitam a exploração sensorial das mãos. Mais uma vez, as dicas batem perfeitamente com a experiência de Rafaela. Isso porque as luvas, toucas, meias e casaquinhos foram as opções de vestuários menos aproveitadas pela mamãe. Aquecedor de água para troca de fraldas e lixeira com bloqueio de odor também foram pouco úteis. O enxoval ideal Pensando em uma rotina de lavagem de roupa a cada dois ou três dias, a enfermeira obstetra Meiriele Rodrigues indica uma quantidade funcional entre os tamanhos RN e P com aproximadamente: 6 a 8 bodies de manga curta; 6 a 8 bodies de manga longa; 8 a 10 mijões; 6 a 8 macacões; 4 pares de meias; 10 a 15 fraldas de boca. No caso de Rafaela, ela optou por comprar menos opções no tamanho de recém-nascido (RN) e investiu mais nos modelos P. A estratégia adotada previa evitar desperdícios e, também, por saber que sua filha já tinha um tamanho superior ao esperado – logo, o crescimento da bebê provavelmente seria mais acelerado. Já para itens atemporais, como os (panos do tipo) cueiros, dificilmente haverá um exagero, porque tendem a durar e ser úteis em muitas fases. “São multifuncionais! Servem na hora da troca, pano de boca, cobrir as perninhas em passeios e até como naninha”, compartilha a mãe. Higiene e praticidade andam juntas Nos cuidados diários, a recomendação é manter tudo simples. Uma lista enxuta de itens para higiene, sendo funcional, tende a ser suficiente nos primeiros meses. A consultora recomenda ter à mão: Algodão no formato de quadrados grandes. Pomada para prevenção de assaduras. Sabonete líquido neutro. Escova de cabelo com cerdas macias. Lixa ou cortador de unhas. Embora os lenços umedecidos pareçam mais práticos, a orientação profissional é de priorizar o algodão com água morna nas primeiras semanas e meses de vida. Quem quiser complementar a lista, ainda pode investir em almofada de amamentação, sling e luz noturna suave. Dicas de amiga Anote mais algumas dicas para acertar no enxoval do bebê, unindo conhecimento profissional e experiência vivida, Meiriele Rodrigues e Rafaela Neves, lembram: Considere a estação do ano. Priorize a segurança no sono (quanto menos itens no berço, melhor). Lave as roupas com sabão neutro e evite amaciantes. Corte excessos – se não for precisar agora, não compre. Invista apenas no que facilita a rotina, sem culpa.
Meu filho já se compara com os colegas. E ele tem só 8 anos
Se uma criança começa a dizer que o colega é melhor, mais bonito ou que “todo mundo tem” algo e ela não, muitos pais se preocupam. A sensação é de que a comparação chegou cedo demais e pode impactar a autoestima e a autoconfiança. Para saber como lidar com os episódios, é preciso entender o comportamento antes. A coordenadora pedagógica Isabel Marconcin, da educação infantil e ensino fundamental I do Colégio Bom Jesus, alerta que é importante ter cautela antes de classificar o comportamento como comparação propriamente dita. Isso porque, na primeira infância, existe um movimento mais natural, a imitação. “Crianças pequenas costumam imitar o comportamento de adultos e até mesmo de outras crianças. Elas observam, aprendem e reproduzem. Podem querer usar o cabelo como a professora, caminhar como o avô ou cantarolar porque viram alguém fazendo isso”, afirma a educadora. Quando a comparação preocupa Na infância, as referências vêm de diferentes contextos: da escola, das falas em casa, telas e até entre irmãos. Já o impacto disso depende da frequência e de como acontece. Quando a comparação é recorrente e estimulada por adultos, pode passar a impressão de que a criança não é suficiente e deve melhorar para ter amor e aprovação. Mas comparar também pode ser, na verdade, uma estratégia dos pequenos para conseguirem o que desejam. Segundo Isabel, esse argumento de negociação infantil é visto em frases como “a mãe do fulano deixa” ou “o fulano tem celular”, usadas para tentar convencer os pais e não, necessariamente, como sinal de baixa autoestima. “Nesses casos, sentar e conversar de forma clara ajuda a criança pequena a compreender as opções da família e a entender que dizer ‘não’ também é um ato de amor e de cuidado”, orienta a coordenadora pedagógica. O papel do desenvolvimento A evolução também pode estar por trás desses episódios. Conforme destaca a pediatra Nicole Biral Klas, do departamento de saúde escolar do Colégio Bom Jesus, a comparação passa a fazer parte do desenvolvimento social em determinado momento. “A partir dos 7 ou 8 anos, a criança começa a desenvolver a percepção social. Ela passa a entender que faz parte de um grupo e, naturalmente, começa a perceber as semelhanças e diferenças entre ela e os demais. Nessa idade, a comparação faz parte da construção da identidade”, avalia a médica. Assim, comparações pontuais fazem parte da experiência humana. O alerta só deve surgir quando esse comportamento for frequente, intenso e vir acompanhado de: sofrimento emocional; desistência de tarefas; autocrítica elevada; isolamento; frases como “eu não vou conseguir” ou “eu sou burro”; fuga de situações sociais; sintomas físicos antes de ir à escola, como dor de barriga; mudanças no apetite ou no sono após situações que geram comparação. Nesses casos, é importante investigar o que está acontecendo e buscar apoio profissional, como a própria escola ou um psicólogo especialista em crianças. Como os adultos podem agir As especialistas listam algumas atitudes que ajudam a reduzir o impacto da comparação e fortalecer a autoestima: validar o sentimento da criança sem reforçar a lógica comparativa; evitar frases como “você é melhor que ele”, pois mantêm a comparação; valorizar o esforço e o comportamento, e não apenas o resultado; reservar tempo de qualidade para vínculo, escuta e acolhimento; observar sinais como apatia, irritabilidade, isolamento ou desistência constante. “Em vez de elogiar características como ‘você é muito inteligente’, é mais saudável reconhecer o esforço e o comportamento da criança. Caso não tenha tido sucesso, mas tenha se esforçado, é importante valorizar o progresso e encorajá-la a tentar novamente”, orienta a pediatra Nicole Biral Klas. Já a coordenadora pedagógica Isabel Marconcin lembra que regras e limites também são importantes, mas devem estar atrelados a um ambiente seguro e estável, com um adulto que acolhe e acalma. “Crianças precisam se sentir vistas, escutadas, valorizadas e amadas. O vínculo é a base da regulação emocional”, finaliza.
O recém-nascido dorme muito? Entenda se é normal
Nos primeiros dias em casa, muitos pais se assustam ao perceber que o recém-nascido parece passar mais tempo dormindo do que acordado. É comum baterem as dúvidas: será que meu bebê dorme muito? Será que existe um período considerado normal? Devo acordar meu bebê para mamar? Spoiler: não precisa de tanta preocupação. O pediatra Luis Bonilha, do dr.consulta, garante que dormir bastante faz parte do desenvolvimento esperado nessa fase inicial da vida. “Das 24 horas do dia, o recém-nascido tende a dormir entre 16 e 20 horas, com despertares para mamar”, esclarece. E aí: quando o sono é considerado normal? Apegar-se ao relógio nem sempre é o melhor caminho. Além das horas dormidas, o médico destaca que o comportamento do bebê quando está acordado também importa. Isso porque um recém-nascido saudável costuma: acordar para mamar; sugar bem; reagir aos estímulos. Também é recomendado observar o contexto: molhar várias fraldas por dia e ganhar peso adequadamente são ótimos indicadores de que tudo está dentro do previsto. Se isso estiver acontecendo, os pais e cuidadores podem ficar tranquilos: o sono é fisiológico. É preciso acordar para mamar? Segundo o especialista Luis Bonilha, pode ser necessário acordar o bebê para mamar nas primeiras semanas de vida, caso ele passe muitas horas sem se alimentar. Essa orientação costuma valer até que o recém-nascido apresente bom ganho de peso, acompanhado nas consultas regulares com profissionais. “A puericultura é o acompanhamento periódico feito pelo pediatra para avaliar crescimento e desenvolvimento. Manter a frequência nessas consultas é essencial para garantir que tudo esteja evoluindo como esperado”, orienta. Esses encontros também são fundamentais para definir abordagens individualizadas. Por exemplo, esclarecer o intervalo entre cada mamada e saber quando se deve (ou não) interromper o sono para realizar a amamentação. O sono como sinal de alerta Na maioria das vezes, dormir muito é normal, mas o pediatra Luis Bonilha sugere avaliação médica quando o bebê: não acorda para mamar; mama pouco; fica muito “molinho”; não ganha peso. Esses sinais devem ser relatados em consultório para uma investigação mais detalhada, se necessário. A melhor estratégia e o segredo para observar o cenário sem ansiedade envolvem ter um profissional de confiança por perto. “A puericultura dá tranquilidade às famílias e ajuda a identificar precocemente qualquer alteração”, reforça o médico.
Rotina com filhos não funciona mais: como recalcular a rota
Toda família que encontra um certo ritmo sente alívio. Quando o sono se encaixa, a alimentação flui ou o dia parece previsível, surge aquela sensação de que, finalmente, as coisas entraram nos trilhos. Mas, na infância, as fases mudam rapidamente e aquilo que era estável pode, de repente, deixar de funcionar. A seguir, você conhecerá histórias reais de famílias que precisaram recalcular a rota quando a rotina deixou de funcionar. Apesar da tensão, elas descobriram que ajustar o caminho faz parte do processo de crescer junto. Quando o sono desandou A recrutadora Ketlen Silva, mãe de uma bebê de seis meses, investiu na higiene do sono desde o nascimento. Ainda no hospital, começou a estruturar um ritual noturno com banho, luz baixa, ruído branco, mamada e ausência de estímulos. Durante os quatro meses em que esteve em casa, a rotina funcionou quase perfeitamente. No entanto, quando ela retornou ao trabalho presencial, tudo mudou, mesmo mantendo os passos da noite normalmente. A avó assumiu os cuidados da menina, mas Ketlen se mantinha responsável pelo sono e, então, percebeu que aquele ritual de sucesso já não funcionava mais. “Eu fiquei muito chateada. Não soube lidar bem no início. Insisti na mesma rotina por um tempo, como se nada tivesse mudado. Até perceber que o dia inteiro tinha se transformado. Não adiantava querer manter a noite igual”, lembra a mãe. O ajuste exigiu reorganização completa. Nos três dias em que trabalhava fora, a avó ficou responsável pelo banho e pelo sono. Além disso, os horários precisavam ser os mesmos do home office para garantir consistência. Após um mês de tentativa e erro, as coisas parecem ter se encaixado em uma nova rotina, que também funciona e traz paz. A alimentação virou disputa Com Eloise Teixeira, mãe de uma menina de 3 anos, a rotina que funcionava era a da alimentação. Desde a introdução alimentar, a filha comia bem: aceitava arroz, feijão, carne, frango e legumes. As refeições eram feitas à mesa, sem celular, com a família reunida. Para a dona de casa, essa era uma parte resolvida da maternidade. A mudança veio entre os dois e três anos. De forma repentina, a menina passou a dizer que não gostava mais da comida da mãe, empurrava o prato, reclamava que estava ruim e até saía da mesa sem comer, além de tentar barganhar com salgadinhos, doce e joguinhos. “Comecei a me perguntar o que estava fazendo de errado. Quanto mais eu insistia, maior era a resistência dela. Cada refeição parecia mais uma disputa para ver quem ganhava”, relembra a mãe, que investiu cada vez mais na paciência para tentar lidar. Com apoio do pai e orientação do pediatra, ela decidiu mudar a postura. Passou a manter a oferta da mesma comida, sem substituir por alternativas industrializadas, e reduziu o tom de confronto. Também incluiu a filha no preparo dos alimentos seguros. “Quando ela ajuda, demonstra mais interesse em experimentar depois”, compartilha. O que aprenderam no processo As duas mães relatam que o ponto de virada foi entender que mudanças fazem parte do desenvolvimento e que insistir na fórmula antiga pode aumentar a tensão. Entre as estratégias que ajudaram, elas destacam: aceitar que fases mudam e que ajustes são necessários; evitar transformar a situação em disputa; manter a constância, mesmo quando o resultado não é imediato; contar com a rede de apoio; incluir a criança no processo, quando possível. “O que funciona hoje pode não funcionar amanhã – e está tudo bem! Às vezes, é preciso recalcular logo a rota para ter paz novamente”, aconselha Ketlen Silva. Para Eloise Teixeira, a chave está na paciência, mesmo não sendo fácil. “Não entrar em guerra com a criança muda tudo. A constância é melhor do que a pressão”, conclui.

