A unha encravada é um problema comum, mas que pode causar muito incômodo se não houver um tratamento adequado. Tudo começa quando a borda da unha cresce e penetra na pele ao redor do dedo, gerando dor e inflamação. Sem os devidos cuidados, a condição pode evoluir e até resultar em infecções mais graves.
Diversos fatores podem favorecer o encravamento, como cortes errados, uso de sapatos apertados e até predisposição genética. “O desconforto pode começar leve, mas, se não for tratado, tende a piorar, causando inflamação intensa e até infecção”, alerta a podóloga Ana Maria Motta.
O caso pode ocorrer de forma isolada ou se tornar recorrente, o que pode indicar uma predisposição anatômica ou mesmo um problema de saúde subjacente.
Sintomas da unha encravada
Os primeiros sinais de problemas do gênero podem ser sutis, mas evoluem rapidamente. Entre os principais “sintomas” de unha encravada, Ana Maria destaca:
- Dor na lateral da unha, especialmente ao pressionar ou ao pisar no chão;
- Vermelhidão e inchaço ao redor da unha;
- Secreção e pus, indicando um quadro de inflamação mais grave;
- Sensação de calor na região afetada.
“Se houver sinais como vermelhidão intensa, pus ou até febre, é um indicativo de que a inflamação pode ter se tornado uma infecção e precisa ser tratada com urgência”, explica a podóloga.
Por que a unha encrava?
Essa é provavelmente a pergunta mais feita sobre esse tema. Como a profissional citou, o encravamento não se deve a apenas um motivo específico. As maiores causas são, nessa ordem:
- Corte inadequado: arredondar as bordas pode fazer com que a unha cresça para dentro da pele;
- Uso de sapatos apertados: a pressão nos dedos pode empurrar a unha para a pele;
- Genética: algumas pessoas já possuem um formato de unha que favorece o encravamento.
Além disso, se o problema ocorre com frequência, pode ser necessário investigar mais a fundo. “Episódios recorrentes de unha encravada podem estar ligados a um formato inadequado da unha, problemas na pisada ou até doenças como diabetes, que afetam a saúde dos pés”, complementa a especialista.
Quando buscar um podólogo
A unha encravada já é um sinal de alerta e deve ser tratada o quanto antes. No entanto, alguns sintomas exigem atenção redobrada:
- Pus ou secreção amarelada saindo da lateral da unha;
- Vermelhidão intensa e aumento da dor;
- Inchaço persistente que não melhora;
- Febre ou sinais de infecção mais ampla.
Vale lembrar que diabéticos e pessoas com problemas circulatórios devem ter ainda mais cuidado, porque tais condições podem dificultar a cicatrização e agravar possíveis infecções. Nesse caso, o ideal é visitar regularmente um profissional capacitado e especializado, que possa identificar, prevenir e tratar o quadro.
Como é o tratamento
O tratamento da unha encravada varia conforme a gravidade do quadro. “Nos casos mais leves, conseguimos corrigir apenas removendo a parte da unha que está entrando na pele e orientando os cuidados”, explica Ana Maria.
Já em casos mais avançados, pode ser necessário um corte mais profundo para aliviar a pressão e tratar a inflamação. “Sempre fazemos o procedimento com muito cuidado para evitar dor e garantir que a unha cresça corretamente”, acrescenta.
Se houver sinais de infecção severa ou granuloma, a intervenção médica passa a ser considerada, com acompanhamento de um dermatologista ou um pronto-socorro.
Dá para evitar a unha encravada?
A prevenção é simples, mas faz toda a diferença para evitar o desconforto da unha encravada. A podóloga recomenda:
- Cortar as unhas sempre retas, sem arredondar os cantos;
- Evitar calçados muito apertados ou de bico fino;
- Fazer acompanhamento regular com um podólogo para detectar o problema antes que ele se agrave.
“Com os cuidados certos, é possível evitar esse problema e manter as unhas saudáveis. O ideal é sempre tratar no início para não ter complicações”, finaliza a podóloga.
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Sapato de bico fino: moda em alta, saúde dos pés em baixa
Elegantes e clássicos, os sapatos de bico fino fazem parte da rotina de muitas pessoas. Entretanto, o uso frequente de modelos estreitos e altos pode levar a incômodos recorrentes nos pés, como unhas encravadas, calos e bolhas. Segundo o ortopedista Edgard Saito, preceptor do internato do Centro Integrado de Saúde da Universidade Anhembi Morumbi, isso ocorre porque o calçado em questão comprime os dedos e aumenta a pressão sobre as bordas das unhas, favorecendo dor, inflamação e encravamentos. "Além do uso repetido desses sapatos, outros fatores influenciam nesses quadros, como anatomia, hereditariedade, idade e doenças preexistentes", esclarece o médico. Muito além da unha encravada A advogada Yasmin Borges conhece a situação de perto. Por causa da profissão, que exige um visual mais formal, ela usou sapatos assim por anos até começar a sofrer com bolhas muito doloridas, principalmente nos dedinhos, e a ter unhas encravadas. Chegou ao ponto de recorrer a uma podóloga para cuidar da unha. Foi a profissional também que lhe indicou pomadas para as bolhas. “Passei a escolher sapatos com o bico mais largo e a usar protetores. Hoje, uso bico fino esporadicamente”, revela a advogada. A lista de desconfortos e problemas causados pelos bicos finos vai além das bolhas e unhas encravadas. Também pode incluir: dor; sensação de compressão nos dedos e no antepé; escoriações; calos e calosidades; vermelhidão, inchaço e inflamação ao redor das unhas. Em alguns casos, ainda pode agravar condições já existentes e dolorosas, como joanetes, dedos em martelo (deformidade em que uma articulação fica dobrada permanentemente), Neuroma de Morton ou mesmo alterar a forma de caminhar. Como reduzir os riscos Não existe uma fórmula segura para todo mundo. O especialista Edgard Saito avalia que depende das características dos pés, do ajuste e da altura do sapato, do tempo em pé, da distância percorrida e da presença de deformidades ou doenças já existentes. “Pessoas com antepé mais largo, dedos longos, unhas muito curvas ou espessas, joanete, dedos em martelo, artrite, alterações circulatórias ou perda de sensibilidade estão entre as mais suscetíveis”, alerta o médico. Já idosos e quem tem diabetes, neuropatia periférica ou histórico de úlceras nos pés merecem atenção especial, pois podem não perceber uma lesão logo no início. Na prática, a recomendação é reservar calçado de bicos finos para períodos mais curtos e ocasiões específicas, evitando caminhadas longas. Uma estratégia simples é fazer o trajeto com um calçado confortável e trocar pelo modelo social ao chegar ao local. Nem sempre é preciso abrir mão do modelo A quem ama os bicos finos, aí vai uma boa notícia: os sapatos não precisam ficar guardados para sempre. Escolher o modelo com mais cuidado pode ajudar bastante. As recomendações a serem seguidas são: respeitar o formato natural dos pés; manter cerca de 1 a 1,5 cm entre o dedo mais longo e a ponta do calçado; optar por materiais macios e flexíveis sobre os dedos; preferir versões com calcanhar firme e sola estável; priorizar saltos baixos e largos para uso prolongado; antes de comprar, experimentar o calçado no fim do dia, quando os pés costumam estar mais inchados. "O calçado pode ficar ajustado, mas não deve comprimir, provocar dormência nem deixar marcas dolorosas”, orienta o ortopedista. Ele ainda reforça sobre os cuidados com as unhas: devem ser cortadas retas, sem arredondar profundamente os cantos nem ficarem curtas demais. Depois de tratar os problemas ocasionados pelo bico fino recorrente, a advogada Yasmin Borges tem o conselho na ponta da língua: “Não usar com tanta frequência, investir em protetores e considerar outros modelos mais largos, como os arredondados”, finaliza.
O que nunca fazer quando a unha encrava
Uma dorzinha ao calçar o sapato, vermelhidão ao redor da unha e desconforto para caminhar podem ser os primeiros sinais de uma unha encravada. Nessa hora, muita gente tenta resolver o problema sozinha, mas algumas atitudes aparentemente simples podem agravar o quadro e transformá-lo em uma situação muito mais dolorosa. A jornalista Gabriela de Souza, 32 anos, percebeu os primeiros sintomas quando começou a sentir incômodo na lateral do dedo. Ao notar uma pequena ponta da unha entrando na pele, decidiu tentar removê-la usando um alicate. “Quando vi que estava vermelho, olhei com mais atenção e encontrei a pontinha da unha. Peguei um alicate e tentei tirar, mas acabei cortando no meio. A dor aumentou e tive até um rubor na região. Depois descobri que estava com infecção”, relata. O que causa a unha encravada A podóloga Sueli Santos explica que a unha encravada, conhecida tecnicamente como onicocriptose, acontece quando uma das laterais da unha cresce e penetra na pele ao redor. Isso é bastante comum e pode surgir por diferentes motivos. Entre as causas mais frequentes estão o corte incorreto das unhas, sobretudo quando os cantinhos são retirados, o uso de sapatos apertados, o formato natural da unha e pancadas repetidas nos dedos. Os primeiros sinais costumam incluir dor ao toque, vermelhidão, inchaço e desconforto ao caminhar ou usar meias e calçados. “Muitas pessoas acreditam que vai passar sozinho, mas é justamente nessa fase inicial que a situação costuma ser mais fácil de resolver. Quanto mais cedo houver atenção, menor a chance de complicações”, orienta a profissional. O que nunca fazer Segundo a profissional, a tentativa de resolver o problema em casa está entre os erros mais comuns observados no atendimento. Frequentemente, a pessoa tenta retirar uma pequena parte da unha e acaba provocando mais inflamação do que havia no início. Por isso, algumas práticas devem ficar de fora da rotina: cavar a lateral da unha com alicate, pinça ou objetos pontiagudos; arrancar pedaços da unha por conta própria; cortar os cantinhos para tentar liberar a pele; cortar a unha curta demais; ignorar sinais de inflamação; compartilhar instrumentos sem esterilização adequada; usar receitas caseiras ou produtos sem orientação profissional. Tais medidas podem provocar ferimentos, sangramentos, inflamações e infecções. Em alguns casos, acabam favorecendo o surgimento de uma espécie de tecido elevado e doloroso ao redor da unha, o que dificulta ainda mais a recuperação. Quando procurar ajuda O tratamento da unha encravada depende do estágio do problema e da causa envolvida. Por isso, a recomendação da especialista é procurar um podólogo logo nos primeiros sinais, antes que a situação evolua. A avaliação profissional se torna indispensável se surgirem inflamação importante, secreção, sangramento ou sinais de infecção. Nesses casos, tentar insistir em soluções caseiras pode agravar ainda mais o quadro. Além disso, a podóloga reforça que as unhas devem ser cortadas da forma mais reta possível, sem retirar os cantos. Pessoas com diabetes ou problemas de circulação merecem atenção redobrada, já que qualquer machucado nos pés pode trazer complicações maiores.
Unha infeccionada recorrente vira sinal de alerta
A unha encravada e infeccionada é uma queixa frequente nos atendimentos podológicos. Apesar de muitas vezes ser tratada como algo simples, a recorrência desse quadro deve acender um sinal de alerta importante. Quando a inflamação e a dor retornam repetidamente no mesmo local, não estamos mais diante de um problema pontual, mas sim de uma condição que exige investigação mais aprofundada. Fatores como corte inadequado das unhas, uso de calçados apertados, formato anatômico da lâmina ungueal e até alterações na pisada podem contribuir para esse ciclo contínuo de inflamação. Além do desconforto local, a unha infeccionada recorrente pode evoluir para quadros mais graves. A presença constante de inflamação favorece a entrada de bactérias e fungos, podendo levar a infecções mais profundas, formação de granulomas (chamado “carne esponjosa”) e, em casos mais avançados, comprometimento dos tecidos ao redor. O risco é ainda maior em pacientes com doenças crônicas, como diabetes, problemas circulatórios ou baixa imunidade. Nesses casos, uma lesão aparentemente simples pode evoluir rapidamente, aumentando o risco de complicações sérias. É nesse contexto que o papel do podólogo se torna essencial. A atuação profissional vai além do alívio imediato da dor. Ela envolve a identificação da causa, o manejo adequado da unha, a aplicação de técnicas corretivas (como órteses ungueais) e a orientação preventiva ao paciente. Ignorar a recorrência é permitir que o problema se agrave. Dor persistente, vermelhidão intensa, presença de secreção ou dificuldade para caminhar são sinais claros de que é hora de buscar ajuda especializada. Atenção e tratamento adequado fazem toda a diferença.
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