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Febre que vai e volta: melhora entre picos também importa
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Febre que vai e volta: melhora entre picos também importa

Equipe Baruel Baby
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Quando a febre diminui, muitos pais respiram aliviados. Mas a observação deve ir além do termômetro: o comportamento da criança entre os picos de temperatura costuma trazer informações importantes sobre a gravidade do quadro.

A pediatra Paulla Linhares explica haver uma expectativa sobre esse intervalo. “A criança deve voltar a brincar, interagir, aceitar líquidos e demonstrar interesse pelo ambiente, mesmo que permaneça um pouco mais quieta do que o normal”, cita.

Por outro lado, se a temperatura baixa, mas a prostração continua, a avaliação médica ainda é necessária. Sonolência, irritação inconsolável, recusa hídrica, dificuldade para respirar ou falta de reação também são sinais de alerta.

O que observar entre um pico e outro

Na pediatria, a regra é tratar a criança e não somente o número que aparece no termômetro. Por essa razão, a forma como o pequeno age entre os picos de febre acaba sendo mais importante do que a temperatura em si.

Assim, esses intervalos são uma boa oportunidade para acompanhar a evolução da doença. Atente-se a:

  • disposição para brincar, explorar o ambiente e interagir;
  • contato visual, resposta quando é chamado e interesse pelas pessoas;
  • aceitação de líquidos e sinais de boa hidratação, como boca úmida e urina clara;
  • alimentação, mesmo que em pequenas quantidades;
  • sono, observando se há apenas cansaço ou sonolência excessiva;
  • respiração, verificando se permanece confortável ou apresenta esforço.

Segundo a especialista, essas observações ajudam muito mais do que saber apenas qual foi a temperatura máxima. Uma criança que volta ao comportamento normal costuma transmitir tranquilidade, enquanto o oposto merece atenção.

Nem toda febre que volta é sinal de piora

A febre costuma oscilar ao longo do dia em muitas infecções, principalmente nas virais. Nos primeiros dois ou três dias, é comum a criança apresentar um pico, melhorar após o antitérmico ou com a queda natural da temperatura e voltar a ter febre horas depois.

“Esse padrão, isoladamente, não indica agravamento. O que realmente orienta a conduta é o contexto, especialmente o estado geral da criança entre os episódios”, observa a médica. Em geral, a reavaliação médica é indicada quando:

  • a febre persiste por mais de 72 horas;
  • retorna depois de um período longo sem febre;
  • surge acompanhada de dificuldade para respirar, convulsões, rigidez na nuca, manchas na pele, recusa persistente de líquidos ou prostração importante.

Os bebês com menos de três meses também precisam de atendimento rápido em casos de febre, ainda que pareçam bem.

Como acompanhar a evolução em casa

Enquanto a criança estiver doente, a principal recomendação é oferecer líquidos com frequência e respeitar seu ritmo. A diminuição do apetite durante uma infecção é esperada, por isso não é indicado forçar grandes refeições.

E não precisa de repouso o tempo todo: estar disposta para brincar ou realizar atividades leves é um ótimo sinal. Vale reservar o termômetro para os momentos de desconforto ou quando sentir a pele mais quente.

Já as medicações são outro ponto destacado pela pediatra Paulla Linhares. Isso porque os antitérmicos devem ser usados para aliviar sintomas e não apenas pela temperatura alta. Novamente, o comportamento infantil é um bom marcador.

Uma temperatura alta nem sempre significa uma doença grave. Do mesmo modo, uma condição mais séria pode ocorrer com febre baixa ou até sem febre. Observem mais a criança e menos o termômetro”, finaliza a médica.

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Acordar no meio da noite com o bebê ou criança febril causa uma preocupação imediata. Nessa hora, a principal pergunta é: observar os sintomas em casa ou sair para o médico? Na verdade, o primeiro passo deve ser confirmar a temperatura com um termômetro. Essa medição ajuda a orientar os próximos cuidados e evita decisões tomadas apenas pela impressão de que o pequenino está quente, conforme explica a pediatra Maria Isabela Mendonça, professora de medicina da Universidade Anhembi Morumbi. "Depois de confirmar a febre, os pais devem manter a calma para observar outros sinais que ajudam a avaliar como a criança está e a definir a necessidade de atendimento", diz a médica. Em que ficar de olho Além da temperatura, a orientação é acompanhar alguns aspectos do estado geral do filho. Vale atenção para: hidratação; respiração; irritabilidade; sonolência; dificuldade para acordar. Essas informações orientam a família sobre a evolução do quadro ao longo da noite e ajudam na decisão de esperar amanhecer ou ir ao hospital logo. Quando buscar atendimento imediatamente Em algumas situações, não é indicado esperar amanhecer. De acordo com a especialista, todo bebê com menos de três meses que apresentar temperatura de 37,5°C ou mais deve receber a medicação orientada pelo pediatra e ser avaliado o mais rápido possível. Também é preciso procurar atendimento imediatamente quando houver: crise convulsiva; ausência de respiração; palidez da pele; boca arroxeada. Enquanto o atendimento não acontece, o objetivo é manter o bebê confortável com o antitérmico prescrito e os cuidados dos pais. Já o banho frio deve ser evitado. Nem toda febre é algo grave Embora assuste, a febre não é um sintoma indicativo de doença que precisa de antibióticos. “Na verdade, é um sinal de que o sistema imunológico entrou em ação e, muitas vezes, o organismo consegue resolver o problema sem a necessidade desse tipo de medicamento”, esclarece a professora Maria Isabela Mendonça. No entanto, se a febre persistir por mais de 48 horas e vier acompanhada de falta de apetite, baixa ou nenhuma ingestão de líquidos, recusa das mamadas em bebês menores de seis meses ou sonolência, o quadro requer avaliação. Em caso de dúvidas, é importante buscar informação médica confiável para conduzir o quadro com segurança, ou seja, contatar o pediatra responsável ou procurar um pronto-socorro infantil.

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Ver um número alto no termômetro costuma assustar pais e cuidadores. Esse medo exagerado da febre, conhecido como febrefobia, é bastante comum. No entanto, a temperatura, sozinha, nem sempre indica um problema sério. "Um bebê com febre alta pode estar em bom estado geral, enquanto outro com febre mais baixa pode apresentar sinais de maior gravidade. O mais importante é avaliar o conjunto de sintomas e o estado clínico da criança", orienta o pediatra Mauro Almeida. Vale lembrar que a febre não é uma doença: é um sinal de que o organismo está conseguindo reagir, geralmente a uma infecção. Fique de olho nos sintomas Perceber como o bebê está se comportando é mais importante do que o resultado do termômetro. Além da febre, é necessário considerar se ele: está ativo ou muito prostrado; aceita líquidos e mamadas; está fazendo xixi normalmente; apresenta dificuldade para respirar; tem vômitos persistentes; demonstra irritabilidade intensa; está com sonolência excessiva ou dificuldade para acordar. Esses sinais ajudam a entender quando a criança precisa apenas de acompanhamento e quando é realmente necessário procurar atendimento médico rapidamente. O que fazer em casa Segundo o médico Mauro Almeida, o primeiro passo é manter a calma. Meça a temperatura corretamente e deixe o bebê confortável enquanto acompanha os sintomas. Entre as estratégias para o bem-estar do pequeno estão: oferecer bastante líquido; vestir roupas leves; manter o ambiente ventilado; usar antitérmicos prescritos por um médico. Por outro lado, as medidas caseiras devem ser evitadas. Banhos gelados e compressas com álcool, por exemplo, não apresentam benefícios comprovados e ainda podem causar desconfortos. Quando procurar um médico Algumas situações exigem avaliação profissional imediata, independentemente do valor registrado no termômetro: bebês com menos de 3 meses, mesmo sem sintomas associados; dificuldades para respirar; convulsões; rigidez na nuca; manchas roxas na pele; recusa persistente para mamar; desidratação; choro inconsolável; estado geral comprometido. "A febre é um dos sintomas mais comuns da infância e costuma ter relação com infecções virais que evoluem bem. O objetivo é aliviar o desconforto da criança e identificar quando precisa de tratamento específico", avalia o pediatra. Um adendo: combater a febrefobia não significa ignorar a febre, mas entender que deve ser analisada junto com o estado geral do bebê.

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