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Meu bebê ainda não engatinha. Devo me preocupar?
Desenvolvimento e Autonomia

Meu bebê ainda não engatinha. Devo me preocupar?

Equipe Baruel Baby
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Todos os bebês engatinham? A verdade é que esse marco pode acontecer em momentos diferentes para cada criança e, até mesmo, não existir. Não é raro que os pequeninos pulem essa fase e sigam direto para os primeiros passos.

Segundo o neuropediatra Vinicius Spazzapan, o engatinhar costuma surgir entre os oito ou nove meses, mas está longe de ser uma obrigação. Muitos bebês encontram outras maneiras de explorar o ambiente.

“Engatinhar é uma experiência muito interessante para muitos bebês, mas não é uma prova que precisa ser passada. O que devemos observar é se a criança continua ampliando suas possibilidades de movimento, exploração e interação”, afirma o especialista.

Antes do engatinhar, muita coisa já acontece

Prestar atenção nas habilidades que o bebê vem adquirindo é fundamental. Controle da cabeça e do tronco, apoio nos braços, transferência de peso, rolamento e mudanças de posição são ações destacadas pela fisioterapeuta Caroline Ribeiro, professora do Centro Universitário FMU.

Algumas perguntas podem ajudar nessa observação:

  • O bebê consegue mudar de posição sozinho?
  • Ele usa os dois lados do corpo?
  • Consegue alcançar objetos e brinquedos?
  • Transfere o peso de um lado para o outro?
  • Está adquirindo novas habilidades ao longo do tempo?

“Brincar no chão, ficar de barriga para baixo e ter brinquedos próximos para tentar alcançar, girar ou rolar são maneiras de favorecer o desenvolvimento sem apressar as conquistas”, recomenda a profissional.

Nem todo bebê se desloca da mesma maneira

Engatinhar apoiado sobre mãos e joelhos é apenas uma das possibilidades. Alguns bebês podem se arrastar de barriga, deslocar-se sentados, rolar ou combinar diferentes estratégias antes de andar.

Vale ainda observar a qualidade, a variedade e a evolução desses movimentos. Merem atenção situações como assimetria persistente, pouca iniciativa de exploração, grande dificuldade para mudar de posição ou apoiar braços e pernas e movimentos muito rígidos, flácidos ou pouco controlados.

“Uma avaliação precoce não significa necessariamente que exista um atraso. Ela pode simplesmente confirmar que o desenvolvimento está adequado ou identificar oportunidades de orientação e acompanhamento”, reforça a fisioterapeuta Caroline Ribeiro.

Trajetória é mais importante

O fato de um bebê não engatinhar, isoladamente, está longe de ser um problema. A questão pede um olhar mais atento apenas quando tem outros sinais associados, como não conseguir sentar sem apoio por volta de nove meses, por exemplo.

Também é importante observar a trajetória. Deixar de adquirir novas habilidades ao longo do tempo merece avaliação, sobretudo quando o nenê perde uma capacidade que já havia conquistado.

“Demorar um pouco mais para conquistar uma habilidade é diferente de parar de avançar, e é ainda mais diferente de perder algo que já sabia fazer”, diferencia o médico Vinicius Spazzapan.

Na dúvida, levar a questão às consultas de acompanhamento permite avaliar o desenvolvimento como um todo sem transformar cada diferença em alerta.

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